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Poluição dos Rios

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Parece que quase todos os dias há uma outra história sobre a poluição de uma forma ou de outra, nos alimentos que ingerimos, da água que bebemos e o ar que respiramos.

Muitas vezes, nossas próprias ações levam a poluição e, em muitos casos, o que podemos fazer sobre isso.

Poluindo os rios

Mais de 97% de toda a água na Terra é salgada e na maioria das restantes 3% está congelada nas calotas polares.

A atmosfera, rios, lagos e lojas subterrâneas detêm menos de 1% de toda a água doce e esta pequena quantidade tem de fornecer a água potável necessária para apoiar a população da Terra. A água doce é um recurso precioso e a crescente poluição dos nossos rios e lagos, é um motivo de alarme.

Investigando a poluição dos rios

A poluição da maior parte da água é causada pela adição de material orgânico, que é principalmente de esgoto, mas pode ser o desperdício de alimentos da exploração agrícola nos efluentes.

As bactérias e outros microrganismos se alimentam de matéria orgânica e grandes populações se desenvolvem rapidamente, utilizando-se a maior parte do oxigênio dissolvido na água.

Normalmente, o oxigênio está presente em quantidades elevadas, mas mesmo uma pequena queda no nível pode ter um efeito nocivo sobre os animais de rio.

Os animais podem ser listados de acordo com a sua capacidade de tolerar baixos níveis de oxigênio.

Na lista a seguir os animais que indicam um alto nível de oxigênio dissolvido estão no início enquanto os animais que indicam um baixo nível de oxigênio estão no final: ninfas pedra-mosca, ninfas de Ephemeroptera, camarões de água doce, de água doce piolhos porcos, vermes de sangue, tubifex vermes e larvas de ratos de cauda.

Sinais de poluição

Se você ver os peixes mortos flutuando no rio ou ver que a água é descolorida e malcheiroso qualquer uma das seguintes formas de poluição podem ser a causa:

Fertilizantes – Adubos

Resíduos industriais

Óleo

Água quente

a) Adubos

Se grandes quantidades de fertilizante ou de drenagem de resíduos agrícolas em um rio a concentração de nitrato e fosfato na água aumenta consideravelmente.

Algas usar essas substâncias para crescer e multiplicar-se rapidamente transformando o verde água. Este enorme crescimento de algas, chamado de eutrofização, conduz à poluição. Quando as algas morrem, são decompostos pela ação de bactérias que se multiplicam rapidamente, usando todo o oxigênio da água, que leva à morte de muitos animais.

b) Resíduos Industriais

Resíduos de produtos químicos provenientes dos processos industriais, por vezes, disparou acidentalmente nos rios. Exemplos de tais poluentes incluem cianeto, zinco, chumbo, cobre, e mercúrio cadmin. Estas substâncias podem entrar na água em concentrações tão altas que os peixes e outros animais sejam mortos imediatamente. Às vezes, os poluentes entram uma cadeia alimentar e se acumulam até que eles atinjam níveis tóxicos, acabou matando pássaros, peixes e mamíferos.

c) Poluição por Óleo

Se o óleo entra num rio de movimento lento que forma uma película de arco-íris ao longo de toda a superfície evitar que o oxigénio de entrar na água. Em grandes extensões de água do óleo contamina as penas de aves aquáticas e quando alisar o óleo entra no intestino e mata-los.

d) Água Quente

As Indústrias muitas vezes usam a água para os processos de resfriamento, às vezes descarregam grandes quantidades de água quente de volta para os rios.

Elevando a temperatura da água diminui o nível de oxigênio dissolvido e perturba o equilíbrio da vida na água.

Fonte: www.ypte.org.uk

Poluição dos Rios

Causas da Poluição do rio?

As principais causas da poluição do rio incluem lixo que é jogado no rio, em vez de reciclados ou colocado em aterros sanitários. P

oluição do rio também é causada por processos de fabricação, especialmente aqueles localizados perto do rio.

Esta poluição também pode vir de petróleo que vaza de barcos e navios e de resíduos humana que é despejado no rio, em vez de enviar através de uma estação de tratamento ou sistema de fossa séptica.

Poluição do rio pode ser controlada com tratamento cuidadoso de esgoto e sistemas novos e mais moderno de eliminação de resíduos.

Os rios são poluídos por:

Desenvolvimento urbano e despejo de esgoto não tratado nas águas pluviais

Erosão de terras

Derramamentos

Defensivos Agrícolas (pesticidas, herbicidas, fertilizantes, entre outros)

Despejo ilegal

Descarga indiscriminada de águas residuais não tratadas das indústrias

Descarte indiscriminado de lixo, resíduos sólidos diretamente nos rios

Em países subdesenvolvidos: descarga direta do esgoto sanitário no rio

Fonte: www.askaboutireland.ie

Poluição dos Rios

Desde os tempos modernos tardios, devido à industrialização e crescimento populacional nas cidades, os homens poluem mais. As principais fontes de poluição são a água de esgoto e de oxigênio que consome resíduos.

A água de esgoto

Em água de esgoto, será especialmente água suja de casas. Por exemplo, a água de lavar e máquinas de lavar roupa, bem como as águas residuais dos sanitários. Quando o uso de detergentes e gorduras de cozinha, que são despejados nos esgotos e, portanto, poluem rios.

Consumidores desperdício de oxigênio

Consumidores resíduos de oxigênio a partir de resíduos químicos, resíduos industriais e agrotóxicos usados na agricultura.

Outros resíduos produzidos pelos homens

Nos rios, há também perder o homem jogou como sucata de metal, tijolos, lixo (sacos e garrafas de plástico), etc. Rios que atravessam as cidades são mais poluído devido a descargas de fábricas e residências. Estes rios, em seguida, esvaziar os oceanos e, por sua vez poluem os oceanos.

Os efeitos da poluição da água sobre a saúde

Os produtos mais perigosos causadores de doenças, tais como gastrenterite. Os sintomas incluem náusea e diarréia. Essas doenças ocorrem principalmente perto de áreas densamente povoadas.

Exemplos de poluição na vizinha França e na Suíça

Em Avoriaz, água poluída tem mais de 2.000 vítimas. Na verdade, pratos de água e instalações sanitárias de vários restaurantes de montanha surgiu pela aparência e uma fonte poluída.

A Arve sofreu dois poluição grave devido ao petróleo. O primeiro era devido à ruptura de um tanque Etrembieres, o segundo a partir de um tanque de extravasamento na área de Annemasse. Vida vegetal e animal estava em grande perigo.

Soluções para os problemas de poluição dos rios

Se queremos proteger nossos rios, temos de ter cuidado para não jogar gordura de cozinha, tintas, resíduos farmacêuticos em nossa pia da cozinha. Deve relatar como resíduos farmacêuticos para o local de compra e gorduras e produtos químicos em resíduos.

Além disso, pedimos também a indústria para equipar suas fábricas de filtros para reduzir ou eliminar os resíduos tóxicos. Os agricultores também devem remover herbicidas ou pesticidas tóxicos.

Em conclusão, a proteção da água é responsabilidade de cada um de nós, todos nós podemos fazer em nossa vida cotidiana.

Fonte: www.edunet.ch

Poluição dos Rios

POLUIÇÃO DE RIOS E MARES

A contaminação por substâncias tóxicas, compromete a qualidade da água em lençóis subterrâneos e outras fontes de água doce. Além disso, essa contaminação prejudica os ecossistemas marinhos. As substâncias não biodegradáveis são bastante grave, pois esses compostos podem permanecer no ambiente por tempo indeterminado e, quando assimilados por seres vivos, trazem efeitos desastrosos. É o caso do mercúrio, um metal pesado utilizado por diversos tipos de indústrias e também no garimpo de ouro, lançado nos rios.

O mercúrio lançado na água pode ser assimilado em pequenas quantidades por plantas aquáticas e animais pequenos que se alimentam de plantas. Peixes maiores comem diversos animais pequenos, sendo que a concentração de mercúrio em cada um deles s torna maior.

Como não é biodegradável, mesmo após a morte dos organismos contaminados, o mercúrio fica depositado no solo ou no fundo dos oceanos, constituindo uma fonte permanente de contaminação para os seres vivos.

Outras causas de deteriorização dos rios, lagos e oceanos são:

Poluição e contaminação por poluentes e esgotos das cidades, lançados nos rios e mares

Detritos domésticos, elementos sólidos, líquidos e gasosos

Todos os tipos de lixo jogados nas ruas, até mesmo um papel de bala, por sua vez, pode ser carregado por uma tempestade, e levado para algum rio que atravesse a região.

Quem nunca viu um monte de coisas flutuando na água em dias de tempestade, ou até mesmo nas águas e areia das praias?

Essa é a poluição que enxergamos, e que é causada pelo esgoto das casas, que lança nos rios o resto de comida e um tipo de bactéria que deles que deles se alimentam: são as chamadas bactérias aeróbicas, elas consomem oxigênio e destroem a vida aquática e além disso podem causar problemas de saúde se forem ingeridas.

Outros problemas são as indústrias localizadas ao lado dos rios e lagos. Só recentemente foram criadas leis para que elas tratem o esgoto industrial, tentando diminuir a quantidade de rios e lagos poluídos em todo o mundo, responsáveis por muitas mortes.

Os vazamentos de petróleo são umas das piores causas de poluição do mar, pois essa substância se espalha pela superfície das águas, levando anos para ser absolvida, o que gera sérios desequilíbrios no meio ambiente.

A poluição da água traz conseqüências muito graves aos seres vivos.

As principais são:

Substâncias tóxicas lançadas nas águas pelas indústrias e navios, atingem os animais e os vegetais aquáticos, chegando à matá-los

Os animais e vegetais aquáticos atingidos, contaminam o homem

Os esgotos das cidades podem lançar nos rios, lagos e mares, seres vivos causadores de doenças.

É muito comum as pessoas confundirem água poluída com água contaminada, pelo seguinte fato:

Água contaminada: é aquela que transmite doenças, pois contém microorganismos, restos de animais, larvas e ovos de vermes

Água poluída: apresenta cheiro forte provocado pelas substâncias químicas; apresenta cor bem escura, que altera suas características naturais, isto é, deixa de ser pura e saudável para os seres vivos por causa das substâncias tóxicas.

Para evitar e combater a poluição da água, não é preciso acabar com as indústrias e fábricas, tem que tomar medidas como:

Colocar filtros nas fábricas e em indústrias

Tratar os esgotos para evitar que contaminem rios e mares

Evitar jogar lixo ou material reciclável em rios e mares

Conduzir toda água utilizada pela população para uma estação de tratamento.

Água um bem precioso

Água potável cada vez mais é tema de debate em todo o mundo. O uso irracional e a poluição de fontes importantes (rios e mares), podem ocasionar a falta de água doce muito em breve, caso nenhuma providência seja tomada.

A disponibilidade de água potável para as futuras gerações é fonte de preocupação para cientistas e ambientalistas. A poluição de água por diversos fatores, como a contaminação por substâncias tóxicas, comprometem a qualidade da água em lençóis subterrâneos e outras fontes de água doce. Além disso, essa contaminação prejudica os ecossistemas marinhos.

Em função destes problemas, os governos preocupados, tem incentivado a exploração de aqüíferos (grandes resrvas de água doce subterrâneas). Na América do Sul, temos o Aquifero Guarani, um dos maiores do mundo e ainda pouco utilizado. Grande parte deste aqüífero situa-se em subsolo brasileiro.

Estudos da Comissão Mundial de Água e de outros organismos internacionais demonstram que cerca de 3 bilhões de habitantes em nosso planeta estão vivendo sem o mínimo necessário de condições sanitárias. Um milhão não tem acesso à água potável. Em virtude desses graves problemas, espalham-se diversas doenças como diarréia, esquistossomose, hepatite e febre tifóide, que matam mais de 5 milhões de seres humanos por ano, sendo que um número maior de doentes sobrecarregam os precários sistemas de saúde destes países.

Com o objetivo de buscar soluções para os problemas dos recursos hídricos da Terra, foi realizado no Japão, em março de 2003, o III Fórum Mundial de Água.

Políticos, estudiosos e autoridades do mundo todo aprovaram medidas e mecanismos de preservação dos recursos hídricos.

Estes documentos reafirmam que a água doce é extremamente importante para a vida e saúde das pessoas e defende que, para que ela não falte no século XXI, alguns desafios devem ser urgentemente superados: o atendimento das necessidades básicas da população, a garantia do abastecimento de alimentos, a proteção dos ecossistemas e mananciais, a administração de riscos, a valorização da água, a divisão dos recursos hídricos e a eficiente administração dos recursos hídricos.

Embora muitas soluções sejam buscadas em esferas governamentais e em congressos mundiais, no cotidiano todos podem colaborar para que a água doce não falte. A economia e o uso racional da água devem estar presentes nas atitudes diárias de cada cidadão. A pessoa consciente deve economizar, pois o desperdício de água doce pode trazer drásticas conseqüências num futuro pouco distante.

Dicas de economia de água: Feche bem as torneiras, regule a descarga do banheiro, tome banhos curtos, não gaste água lavando carro ou calçadas, reutilize a água para diversas atividades, não jogue lixo em rios e lagos, respeite as regiões de mananciais.

Baía de Guanabara e Rio Tietê

Em sujeira, as metrópoles brasileiras só perdem para as da Índia, país “campeão do lixo, imperador da sujeira”, como o descreveu o grande escritor Vidiadhar Naipaul. Por que a rica São Paulo é atravessada há décadas por um rio, o Tietê, que é um esgoto a céu aberto? Repleto de esgoto, lixo tóxico, óleo e substâncias químicas despejadas por navios, indústrias e fábricas.

O Rio de Janeiro nunca se preocupou seriamente em coibir a poluição de suas belas praias, destino final de boa parte do esgoto produzido na cidade, que chega ao mar sem nenhum tipo de tratamento.

Por muitos anos os brasileiros se iludiram com a resposta mais simples: falta dinheiro, tempo e tecnologia para limpar as cidades. Diversas metrópoles no mundo conseguiram limpar seus rios e praias com relativamente pouco dinheiro, usando tecnologias simples.

O caso do Rio de Janeiro é a prova de descaso pela limpeza no hemisfério ocidental. Cartão-postal do Brasil, é capaz de atrair cerca de 1,5 milhão de visitantes estrangeiros por ano. Seu maior apelo é a orla marítima, repleta por uma paisagem deslumbrante. O problema é que as praias cariocas não oferecem apenas sol forte, areia branca e mar azul. Elas abrigam alta concentração de coliformes fecais, vazamentos esporádicos de óleo, esgoto e lixo que desce dos barracos nos morros depois das tempestades. A Baía de Guanabara recebe a cada segundo 20 toneladas de esgoto, ou cerca de 1,7 milhão de toneladas por dia. Apenas 54% do total de esgoto produzido na cidade é coletado pela rede pública, o que significa que o resto acaba em fossas sépticas ou é lançado na rede pluvial, cujo destino é o mar. Em alguns casos, a configuração geográfica das praias e o regime das correntes ajudam a prejudicar a qualidade da água, mas o fato é que a cidade joga muito mais sujeira na água do que deveria. As alternativas para resolver esse tipo de problema também são conhecidas em diversos pontos do planeta.

Projetos de despoluição bem-sucedidos existem espalhados pelo mundo. A Austrália exibiu nas Olimpíadas de 2000, como é possível recuperar uma orla marítima degradada num espaço de tempo relativamente curto. Eles levaram uma década para transformar as praias da maior cidade de seu país, Sydney, numa zona livre de esgoto e poluição, bem a tempo para exibi-las como cartões-postais olímpicos. O projeto começou em 1989, quando lançaram um ambicioso programa chamado Beachwatch, que tinha como objetivo monitorar a qualidade da água das praias. A partir dele foram detectadas as principais causas de poluição, o que possibilitou seu combate com o desenvolvimento de vários projetos independentes. A principal obra do programa é um piscinão, o Northside Storage Tunnel. É um mega reservatório que armazena 90% das águas de chuva escoadas e poluídas antes de elas chegarem aos rios e ao mar. Os resultados são visíveis.

No Rio de Janeiro, tanto o governo do Estado quanto a prefeitura têm programas para a despoluição das praias e das águas da Baía de Guanabara. Do total de esgoto coletado na cidade, só 40% são tratados antes de ser jogados no mar.

No que diz respeito aos municípios vizinhos, a coisa é ainda pior: apenas 15% do esgoto coletado recebem algum tipo de tratamento. O resto é lançado inconsequentemente na baía. A expectativa do governo é que com os programas a quantidade de esgoto tratado chegue a 34%, o que ainda é pouquíssimo para qualquer padrão civilizado. A meta é parte do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), uma iniciativa financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, pelo governo japonês e com uma contrapartida financeira do governo estadual. Iniciado em 1994, o programa quase parou em 1998, quando o governo fluminense deixou de cumprir sua parte no financiamento, que corresponde a 200 milhões de dólares de um total de 793 milhões. Depois de meses de impasse, os investimentos foram retomados, e a promessa é que até 2003 a primeira fase do projeto esteja concluída – um atraso de quatro anos em relação ao cronograma original. Se tudo der certo, a taxa de tratamento de esgoto lançado na baía subirá para 55%.

O déficit de rede de esgotos no Rio de Janeiro ocorre tanto nas favelas quanto em áreas nobres e de ocupação recente, como a Barra da Tijuca. Nesse bairro, o destino dos resíduos residenciais são basicamente as lagoas da região, que hoje estão comprometidas. Para resolver o caso da Barra, foram destinados 118,3 milhões de reais do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) em um projeto que inclui a construção de 286 quilômetros de rede coletora de esgoto, uma estação de tratamento e um emissário submarino com 5 quilômetros de extensão.

Recentemente a lei brasileira começou a prever multas rigorosas para empresas que lançam poluentes nas águas, voluntária ou involuntariamente. Até poucos anos atrás, o valor máximo de multa que a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) podia aplicar era de 5 000 reais, importância inexpressiva para uma indústria. A situação mudou, e muito, depois do acidente da Petrobras, em janeiro do mesmo ano, que derramou 1,3 milhão de litros de petróleo na Baía de Guanabara, em um vazamento que durou quatro horas seguidas. As tristes imagens de aves cobertas de óleo e manguezais afetados ajudaram a aumentar o valor da multa para 50 milhões de reais. A multa salgada não é suficiente para cobrir as necessidades futuras de investimentos na área. A solução começa pela decisão da população de não mais se banhar em coliformes fecais, enganando-se com a idéia de que se está num paraíso tropical. Os países desenvolvidos ainda têm praias poluídas. A diferença em relação ao Brasil é que já aprenderam que, quanto antes começar a trabalhar e quanto menos o trabalho for interrompido ao longo dos anos, menor será o prejuízo social e financeiro para o país.

Três medidas são fundamentais: converter em subterrâneos as extensas ferrovias que cruzam as zonas mais povoadas; urbanizar as favelas e despoluir a Baía de Guanabara; a recuperação da qualidade da água da Baía, e, portanto de suas praias, restabeleceria o prestígio do centro e de bairros hoje desvalorizados.

Dessa forma, a Baía voltaria a ser um eixo aglutinador, em benefício de todos, e um dos mais belos cartões postais da cidade.

Biodiversidade

Dia 22 de Maio é dia internacional da biodiversidade. A biodiversidade, ou seja, diversidade biológica, refere-se à variedade de vida no planeta terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos organismos.

Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa (equitabilidade) dessas categorias; e inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade), complementaridade biológica entre hábitats (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama diversidade). Biodiversidade inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos recursos genéticos, e seus componentes. A espécie humana depende da biodiversidade para a sua sobrevivência.

A extinção das espécies vivas em nosso planeta é um fenômeno natural que se inscreve processo da evolução. Devido às atividades humanas, as espécies e os ecossistemas são hoje objeto de ameaças mais graves do que em qualquer outra época histórica. As perdas tocam particularmente as florestas tropicais onde vivem 50 a 60% das espécies identificadas, assim como os rios e os lagos, os desertos e as florestas temperadas, as montanhas e as ilhas. De acordo com as estimações mais recentes, tendo em conta as taxas atuais de desmatamentos, assistiremos ao desaparecimento de 2% a 8% das espécies vivas do nosso planeta nos próximos 25 anos.

A Biodiversidade é uma das propriedades fundamentais da natureza, responsável pelo equilíbrio e estabilidade dos ecossistemas. As funções ecológicas desempenhadas pela biodiversidade são ainda pouco compreendidas, embora consideradas responsável pelos processos naturais e produtos fornecidos pelos ecossistemas e espécies que sustentam outras formas de vida e modificam a biosfera, tornando-a apropriada e segura para a vida.

A diversidade biológica possui, além de seu valor intrínseco, valor ecológico, genético, social, econômico, científico, educacional, cultural, recreativo e estético. Com tamanha importância, é preciso evitar a perda da biodiversidade e cada vez mais preservá-la.

O Brasil é considerado o país de maior diversidade biológica do planeta. Além da poluição, causada por dejetos domésticos, industriais e por agrotóxicos, e do problema do lixo, há a degradação de riquezas naturais. Nas grandes cidades as condições ambientais são nocivas, o desmatamento, a desertificação e a extinção de espécies biológicas (fauna e flora) ameaçam a biodiversidade e põem em risco a sustentabilidade dos ecossistemas e, por conseqüência, da própria qualidade de vida.

Contudo há redução da biodiversidade, aumento da erosão e comprometimento dos cursos d’água. Outros efeitos indiretos também podem ocorrer, como alterações no regime de chuva e no clima.

Flávia Alves Marins de Almeida dos Santos

Fonte: ucbweb.castelobranco.br

Poluição dos Rios

A poluição industrial

A indústria constitui, sem dúvida, o setor de atividade mais poluidor da água. Nos circuitos de produção, a água é utilizada como dissolvente ou reagente químico, na lavagem (com adição de detergentes), na tinturaria e no arrefecimento, acabando forçosamente por se poluir, e de frequentemente, tal maneira que se torna imprópria para quaisquer usos.

Com elevadas cargas orgânicas, químicas e substancias tóxicas e, por isso extremamente venenosa, essa água é lançada, direta ou indiretamente, nos rios, ribeiras, lagos e albufeiras, onde provoca graves desequilíbrios ecológicos, com a morte de muitas espécies aquáticas e anfíbias. Por outro lado, infiltrando-se no solo, vai envenenar as águas subterrâneas, cujas consequências para a saúde pública são fáceis de adivinhar. Saliente-se ainda que se a poluição de um rio ou ribeira podem ser combatidos eficazmente em alguns anos, as toalhas subterrâneas, que se renovam muito lentamente, podem manter-se contaminadas durante dezenas ou mesmo centenas de anos.

Nos países industrializados, como os Estados Unidos, França, Alemanha, Bélgica, Itália, Reino Unido e outros, muitos rios e lagos e respectivas margens constituem autênticas fossas a céu aberto. Com forte teor de cianetos, amónio, nitratos e detergentes, tornaram-se biologicamente mortos, já que ali a vida deixou simplesmente de existir. 

A poluição agro-pecuária

A maciça utilização de fertilizantes químicos e pesticidas na agricultura moderna tem como consequência, para além da poluição dos solos, a degradação dos recursos hídricos, quer superficiais quer subterrâneos.

As águas das chuvas e de irrigação conduzem parte desses produtos para os rios, lagos e albufeiras, onde provocam graves perturbações ou mesmo a morte dos seres vivos pela ingestão da água envenenada. Por outro lado, e como também já salientámos, pela infiltração desse produtos no solo eles podem atingir as toalhas freáticas, degradando assim as águas subterrâneas, com as consequências fáceis de calcular.

A pecuária moderna e a avicultura tornaram-se também fontes de poluição. Dejetos, substancias químicas componentes das rações (nomeadamente hormonas), sangue e pedaços de vísceras oriundas dos matadouros e detergentes utilizados na lavagem das pocilgas, estábulos e aviários, são lançados nos efluentes sem qualquer tratamento, contaminando também as águas superficiais e subterrâneas, além do seu cheiro nauseabundo, que empesta a atmosfera.

A poluição doméstica

As atividades domésticas e hoteleiras (hotéis, pensões, restaurantes) constituem também importantes fontes de poluição das águas, em especial nas áreas de forte concentração urbana.

Carregadas com grandes quantidades de matéria orgânica, nutrientes e microrganismos, as águas residuais e dos esgotos são também frequentemente lançadas, sem tratamento prévio, nos rios, lagos e albufeiras, o que constitui uma grave ameaça para a saúde das populações.

As águas fluviais são constantemente agredidas pelo excesso de poluentes derramados e despejados nestas águas. Os constantes despejos de esgotos dos centros urbanos estão carregados de substâncias que podem contribuir para o aparecimento de ovos de parasitas, fungos, bactérias, e vírus que ocasionam doenças como tifo, tuberculose, hepatite e cólera.

A Salinização

Os recursos hídricos utilizáveis podem ser superficiais (rios, lagos, albufeiras de barragens, etc.) ou subterrâneos (nascentes naturais, minas, poços e furos). Porém, em termos globais, a maior parte da água potável consumida no mundo é de origem subterrânea.

Ora, é precisamente ao nível dos recursos subterrâneos que se coloca a maior dificuldade de aprovisionamento de água potável. Com efeito, a intensa exploração da água dos aquíferos provoca uma excessiva descida das toalhas freáticas de água doce, o que a pode tornar inacessível.

Por outro lado, quando o nível da toalha freática desce para além de certo limite, dá-se a chamada intrusão salina, ou seja, a entrada de água salgada nas toalhas freáticas, o que a torna imprópria para consumo. A salinização das toalhas freáticas é particularmente frequente nas zonas baixas do litoral, embora ocorra também em áreas onde o subsolo é rico em determinados minerais ricos em sódio e cloro, como é o caso do sal-gema.

Fonte: www.explicatorium.com

Poluição dos Rios

1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem o intuito de apresentar o que é a poluição nos rios, como ela ocorre, com a finalidade de mostrar as causas e consequências, qual é o tratamento para esses rios, como o direito entra com as questões legais apresentando suas normas jurídicas e legislações.

A poluição dos rios ocorrem em todos os rios brasileiros devido a diversas formas de poluição, mas o presente trata especificamente da condições dos rios paranaenses, apesar disso os rios paranaenses encontram- se em bom estado, mostraremos aqueles que estão poluídos como por exemplo o rio Iguaçu, essa poluição causa diversas consequências como enchentes, doenças, danos financeiros, prejuízo ao ecossistema entre outros que serão apresentados.

Mostrar-se-á as soluções para esse problema como é feito o tratamento desses rios, como os órgãos do governo agem diante dessa situação, vale ressaltar a poluição do rio resulta no comprometimento da qualidade da água consumida da população, haja vista, o consumo exagerado poderá reduzir o abastecimento futuro.

O trabalho trata da regulação que protege o meio ambiente e a forma como são utilizados os recurso hídricos existente no Paraná, as leis que ampara o sistema são de suma importância, para que a proteção desses recursos seja mantida preservada, as leis e os órgãos atuantes que são responsáveis pela manutenção e preservação como SEMMA, IAP e IBAMA.

2. O que é a poluição dos rios

Antes de entender o que é a poluição dos rios tem que se entender a poluição de uma forma geral, atualmente inúmeras atividades do homem introduzem no meio ambiente substâncias ou características físicas que ali não existiam antes, ou que existiam em quantidades diferentes. A este processo chamamos de poluição. Assim como as atividades desenvolvidas pela humanidade são muito variáveis, também o são as formas e níveis de poluição.

Falar sobre poluição nos grandes centros urbanos não é nenhuma novidade, temos a poluição atmosférica, poluição sonora e outras, mais existi uma realidade que não consideramos muito próximas de nós, que é a poluição dos rios, das nossas águas, e essa poluição mesmo não sendo muito percebida afeta muito nossa vida. Sendo que as fontes de água doce são as mais vitais aos seres humanos e são justamente as que recebem mais poluentes, muitos lugares, cidades e zonas agrícolas correm o risco de ficar sem água, ao ponto de chegarmos a uma época onde não existam mais lugares com águas limpas. “Um rio é uma corrente natural de água que flui com continuidade. Possui um caudal considerável e desemboca no mar, num lago ou noutro rio, e em tal caso denomina-se afluente. Podem apresentar várias redes de drenagem.”

Essa água que está sendo poluída tem varias formas de ser utilizada como, para geração de energia, esportes, transporte lazer e turismo, consumo doméstico que é o principal, utilizada pela indústria e para a irrigação agrícola, por isso é tão importante a conservação das águas.

Phelps, o grande clássico da poluição das águas, é autor de uma frase de grande inspiração, a qual se tornou bíblica para os sanitaristas e que, muito justificadamente, vem sendo reproduzida em inúmeros trabalhos que tratam da proteção dos rios.

Diz ela: Um rio é algo mais que um acidente geográfico, uma linha no mapa, uma parte do terreno imutável. Ele não pode ser retratado adequadamente em termos de topografia e geologia. Um rio é um ser vivo, um ser dotado de energia, de movimento, de transformações.

2.1 Diferenças entre um rio saudável e contaminado

Um rio considerado saudável é aquele que apresenta sua mata ciliar que é responsável por sua proteção evitando erosões e assoreamentos, um rio considerado limpo, em condições normais, apresenta normalmente, de 8 a 10 miligramas de oxigênio dissolvido por litro, Potencial Hidrogeniônico:

ph: Indica se água é acida básica ou neutra. Se estiver em torno de , água neutra; de 6 para baixo ácida e de 8 para cima básica. E um rio que não é considerado saudável ele não apresenta essas características por alguns motivos, sendo em sua maioria causadas pelo homem.

Mas a poluição que enxergamos é aquela causada pelo esgoto das casas, que lança nos rios o resto de comida e um tipo de bactéria que deles se alimenta: são as chamadas bactérias aeróbicas, elas consomem oxigênio e destroem a vida aquática e além disso podem causar problemas de saúde se forem ingeridas. .Essa água passa a ser considera água contaminada que é aquela que transmite doenças, pois além de conter microorganismos, restos de animais, larvas e ovos de vermes, essa água não é potável, logo não deve ser utilizada.

A água poluída é diferente da água contaminada, pois essa é aquela que tem cheiro forte, cor bem escura, que alterou suas características naturais, isto é, deixou de ser pura e saudável para os seres vivos. As substâncias que se misturam na água são chamadas de agentes poluentes que fazem muito mal aos seres vivos. .

É muito comum as pessoas confundirem água poluída com água contaminada, e um rio pode ter suas águas contaminadas e poluídas ao mesmo tempo. A água contaminada ou poluída é prejudicial à saúde, porque essa água pode conter organismos patogênicos ou substâncias químicas capazes de causar doenças ao homem sendo estas denominadas doenças de veiculação hídrica, e para usá-la temos que submetê-la a procesos de purificação muito caro.

2.2 Quais são as formas de poluição

A água sofre contaminação pelas chamadas fontes de contaminação, a água de abastecimento passa por um tratamento rigoroso e, somente depois, é distribuída para as residências, onde existem ligações domiciliares. Ali, a água é armazenada em caixas d’água. É nessa etapa que pode ocorrer a contaminação. Também as nascentes, minas e cisternas, que são fontes de suprimento de água, podem apresentar contaminação, seja por se localizarem na proximidade de fossas, onde há grande presença de matéria orgânica, ou pelo acesso de animais, água de chuvas ou outras fontes de contaminação e poluição.

Essas fontes podem ser classificadas de três formas:

Fontes pontuais de poluição: São as que atingem o aqüífero através de um ponto. Exemplos: sumidouros de esgotos domésticos, comuns em comunidades rurais, aterros sanitários, vazamentos de depósitos de produtos químicos, vazamentos de dutos transportadores de esgotos domésticos ou produtos químicos. Estas fontes são responsáveis por poluições altamente concentradas na forma de plumas.

Fontes lineares de poluição: São as provocadas pela infiltração de águas superficiais de rios e canais contaminados. “A possibilidade desta poluição ocorrer dependerá do sentido de fluxo hidráulico existente entre o curso d?água e o aqüífero subjacente.” É necessário enfatizar que, ao longo de um mesmo curso, há lugares onde o fluxo se dá do aqüífero para o talvegue e outros onde se passa o inverso, isto é, as águas do rio se infiltram em direção ao aqüífero. A existência de poços profundos em funcionamento nas proximidades do curso d?água poderá forçar a infiltração de água contaminada no aqüífero invertendo o seu fluxo ou aumentando sua velocidade.

Fontes difusas de poluição: São as que contaminam áreas extensas. Normalmente são devidas a poluentes transportados por correntes aéreas, chuva e pela atividade agrícola. Em aglomerados urbanos, onde não haja rede de esgotamento sanitário, as fossas sépticas e sumidouros estão de tal forma regularmente espaçadas que o conjunto acaba por ser uma fonte difusa de poluição. A poluição proveniente das fontes difusas se caracterizam por ser de baixa concentração e atingir grande áreas.

Primeira fonte é causada pelo desmatamento que os homens fazem na mata ciliar, assim as chuvas em excesso carregam a terra exposta, provocam enchentes e podem assorear rios e canais.

O esgoto domestico, no Brasil só 20% dos esgotos passam por tratamento, ou seja, o restante é despejado em rios sem o menor tipo de tratamento, contribuindo para aumentar a sujeira, as enchentes e as doenças.

O lixo, a falta de tratamento e reciclagem, com a falta de programas de educações ambientais, muitas vezes levam pessoas a jogarem seus lixos domésticos nos rios sem a menor preocupação. “A quantidade de lixo produzida semanalmente por um ser humano é de cinco quilos, só no Brasil se produz cerca de 240 mil toneladas de lixo por dia, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).”

Como a produção de lixo é contínua e em volume muito grande (seis bilhões de pessoas no mundo todo produzindo lixo todos os dias), o acúmulo desses resíduos se torna um grande problema social, ambiental e econômico para o país. Em muitas localidades, o destino do lixo acaba sendo em aterros irregulares, leito de rio ou ainda a queima a céu aberto- o que agrava ainda mais o problema.

Os resíduos de indústrias são outro grande problema, pois esses dejetos provocam uma poluição ainda mais seria que o lixo domestico, pois metais tóxicos, plásticos, rejeitos químicos envenenam a água.

Os produtos que mais poluem os rios são: detergentes, óleos de cozinha, óleos de automóvel, gasolina, produtos químicos, metais pesados (mercúrio, chumbo, níquel, zinco, alumínio), tintas e outros. Desses um dos piores é o mercúrio, ele é um metal pesado extremamente tóxico, tende a se concentrar no organismo dos animais, como peixes, e como essa concentração é cumulativa tende a ser muito maior do ultimo elo da cadeia alimentar que é o homem e por se acumular mais facilmente no cérebro provoca sérios problemas neurológicos.

Os agrotóxicos são substancias químicas usadas em excesso peça lavoura contaminando as plantas, o solo e as reservas subterrâneas de água, e a destruição da mata ciliar facilita o escoamento da água da chuva desses campos contaminados para os leitos dos rios.

3 . Contaminação das águas por agrotóxicos

A agricultura em nosso país tem uma forte dependência da utilização de agrotóxicos, no qual esses têm a finalidade de controlar pragas, doenças e plantas daninhas, garantindo patamares mais elevados de produtividade e, conseqüentemente, maior retorno econômico da atividade agrícola. No entanto, os agrotóxicos podem ser altamente tóxicos aos diversos organismos não-alvo, incluindo os seres humanos, principalmente quando esses atingem as nascentes dos rios e os lençóis freáticos, pois dessa forma chegaram ao contato com o homem de forma mais rápida e silenciosa.

Estudos mostram que os agrotóxicos aplicados diretamente nas plantas ou no solo têm como destino final o solo, sendo lavados das folhas através da ação da chuva ou da água de irrigação, os agrotóxicos chegaram ao solo, infiltrando até as camadas mais profundas atingindo o lençol freático. Sendo este tipo de transporte dos agrotóxicos denominado de lixiviação. Outro tipo importante de transporte ocorre quando este ocorre na superfície do solo juntamente com a água das enxurradas, sendo denominado de escoamento superficial. Por ocorrer de forma muito fácil o transporte desses agrotóxicos, tal produto já se tornou a 2º maior causa de contaminação da água no país.

Por mais que a água seja um dos recursos com maior disponibilidade no mundo, existe uma grande necessidade de garantir sua qualidade para as gerações atuais e futuras. Infelizmente, a agricultura pode ter influência negativa na qualidade dos recursos hídricos. Essa influência negativa ocorre, principalmente, devido à utilização excessiva dos agrotóxicos e sem os cuidados adequados, ou seja, na realidade os agricultores muitas vezes não possuem nenhuma informação dos cuidados de como usar esses produtos.

Desta forma, é preciso que haja um monitoramento dos resíduos usados de forma continuas próximos aos mananciais, esse monitoramento consiste em coletas de amostras de água em locais e épocas estratégicas (por exemplo, em poços ou córregos nos dias subseqüentes às aplicações dos agrotóxicos e após chuvas intensas). Com possíveis detecções do aparecimento dos resíduos de agrotóxicos nas reservas de água subterrânea e superficiais, medidas devem ser tomadas para evitar um agravamento do problema. Infelizmente, medidas remediadoras (por exemplo, remoção dos resíduos de agrotóxicos em reservas de água subterrâneas) são muito caras e, em alguns casos, pouco eficientes.

3.1 Possíveis soluções

Uma das possíveis soluções para a poluição desenfreada por agrotóxicos, é a regularização do descarte de embalagem vazias de agrotóxicos, pois esses na maioria das vezes quando descartados de forma errada, chegam as águas dos rios, água essa que posteriormente será consumida pela população.

Assim foi proibido por lei federal em 2002, o descarte irregular de embalagens vazias pois essa é apontada como principal causa de contaminação: 978 descartavam recipientes em vazadouro a céu aberto. Em todo o País, 600 municípios informaram possuir posto de coleta de embalagens. O destaque foi Santa Catarina, com a maior proporção de postos de recebimento.

Outras possíveis soluções são o aumento da penalidade, para quem for irrefletido quanto ao uso dos agrotóxicos, seu manejo, bem como sua destinação final.

Assim o deputado federal Waldir Neves (PSDB-MS) anunciou que a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) aprovou substitutivo de seu colegiado ao Projeto de Lei 2938/04 que aumenta a multa para empresas, técnicos e agricultores responsáveis pela contaminação de alimentos e produtos por agrotóxicos.

O texto, que altera a Lei dos Agrotóxicos (7.802/89), recebeu parecer favorável do deputado Marcelo Ortiz (PV-SP). De acordo com o substitutivo, a multa será de R$ 10 mil quando a infração for cometida por agricultor pessoa física, e de até R$ 100 mil quando praticada por empresa ou responsável técnico.

A pena será sucessivamente dobrada nas reincidências. Atualmente, a Lei dos Agrotóxicos prevê a multa baseada em um indexador, o chamado MVR (Maior Valor de Referência), que já foi extinto. Com isso, as multas têm sido arbitradas pela Justiça em “valores irrisórios”, como apontou o autor da proposta original, deputado Dr. Rosinha (PT-PR).

O substitutivo determina ainda que o empregador, o profissional responsável ou o prestador de serviço que, intencionalmente, deixar de promover as medidas necessárias de proteção à saúde e ao meio ambiente ficará sujeito a pena de reclusão de dois a quatro anos. Em caso de culpa, a pena será de um a três anos de reclusão.

4 . CONSEQUÊNCIAS DA POLUIÇÃO

Os rios são poluídos pela contaminação de lixos orgânicos, incluindo as excreções humanas e dos animais, e resíduos agrícolas resultantes da decomposição das plantas. Com o aumento da população e a aparição da atividade industrial, a poluição dos rios e lagos não pararam de aumentar, com isso gerando varias consequências para a população.

Os constantes despejos das fábricas e dos centros urbanos estão carregados de substâncias que podem constituir causa séria de poluição como, por exemplo: ovos de parasitas, fungos, bactérias, vírus que ocasionam várias doenças como Tifo, Hepatite, Cólera, Leptospirose, Infecções nos olhos, Esquistossomose, essas que contaminam o ser humano e pode levar a morte, os animais infectados também é um risco para aqueles que consomem sua carne infectada. Não só doenças que afetam os seres humanos o nosso planeta é afetado com a poluição das águas e assim os seres humanos sofrem também as consequências o aumento da concentração de dióxido de carbono atmosférico e consequente incremento do efeito de estufa, conducente ao aumento da temperatura global do planeta, já que as árvores são uma fonte de depuração do CO2 atmosférico, utilizando-o como matéria-prima na realização da fotossíntese, libertando oxigênio do qual são a principal fonte atmosférica.

4.1 DOENÇAS

O progresso evolutivo industrial e o aumento descontrolado da população estão levando os rios brasileiros a um deplorável estado de saúde, pois , diariamente, centenas de toneladas de substâncias tóxicas e nocivas são despejadas , sem nenhum tratamento causando enchentes e transbordamentos dos rios, fazendo com que este chegue até as cidades trazendo prejuízos financeiros e doenças. Os prejuízos financeiros são ocasionados pelas enchentes onde os esgotos das cidades estão entupidos de lixos, quando chove essa água não tem pra onde escoar e acaba invadindo as grandes cidades, trazendo prejuízos para a população financeiro, psicológico, e doenças que é o fator que mais preocupa as autoridades.

O escoamento de superfícies impermeáveis em ruas, edifícios e outras áreas pavimentadas para esgotos, a grande quantidade de lixo industrial localizado no litoral, somado ao excesso de fertilizantes que vão infiltrar-se no solo e poluir os lençóis de água subterrâneos e por sua vez os rios ou ribeiros onde estes vão dar são considerados como principais causadores na poluição aquática.

A poluição das águas pode aparecer de vários modos, incluindo a poluição térmica, que é a descarga de efluentes a altas temperaturas, poluição física, que é a descarga de material em suspensão, poluição biológica, que é a descarga de bactérias patogênicas e vírus, e poluição química, que pode ocorrer por deficiência de oxigênio, toxidez e eutrofização.

4.2 EUTROFIZAÇÃO

Eutroficação é o fenômeno causado pelo excesso de nutrientes compostos químicos ricos em fósforo ou nitrogênio, normalmente causado pela descarga de efluentes agrícolas, urbanos ou industriais num corpo de água mais ou menos fechado, o que leva à proliferação excessiva de algas, que, ao entrarem em decomposição, levam ao aumento do número de microorganismos e à consequente deterioração da qualidade do corpo de água dos rios ou lagos. As principais fontes de eutrofização são as atividades humanas industriais, domésticas e agrícolas por exemplo, os fertilizantes usados nas plantações podem escoar superficialmente ou dissolver-se e infiltrarem-se nas águas subterrâneas e serem arrastados até aos corpos de água mencionados. Ao aumento rápido de algas relacionado com a acumulação de nutrientes derivados do azoto (nitratos), do fósforo,fosfatos, do enxofre,sulfatos, mas também de potássio, cálcio e magnésio, dá-se o nome de florescimento dando uma coloração azul-esverdeada, vermelha ou acastanhada à água, consoante as espécies de algas favorecidas pela situação.

Estas substâncias são os principais nutrientes do fitoplâncton que se pode reproduzir em grandes quantidades, tornando a água esverdeada ou acastanhada.

Quando estas algas e o zooplâncton que delas se alimenta começam a morrer, a sua decomposição pode tornar aquela massa de água pobre em oxigênio, provocando a morte de peixes e outros animais e a formação de gases tóxicos ou de cheiro desagradável. Além disso, algumas espécies de algas produzem toxinas que contaminam as fontes de água potável.

Em suma, muitos efeitos ecológicos podem surgir da eutroficação, mas os três principais impactos ecológicos são: perda de biodiversidade, alterações na composição das espécies invasão de outras espécies e efeitos tóxicos.

Dois fatores são determinantes para a ocorrência de cheias em áreas urbanas: a impermeabilização do solo e o desequilíbrio ambiental provocado pelo aquecimento global. Com mais áreas asfaltadas, a água da chuva não é absorvida pelo solo e se acumula nas ruas, transformando cidades em rios. O problema, no entanto, é agravado pelo efeito estuda que provoca o aquecimento desproporcional das águas dos oceanos e, consequentemente, mais chuvas em determinadas regiões do planeta ? ao mesmo tempo em que promove graves períodos de secas em outros.

4.3 DOENÇAS CAUSADAS POR INGESTAÇÃO DE AGUÁ CONTAMINADA POR AGROTÓXICO

Os agrotóxicos, por serem um material cancerígenos, provocam varias doenças degenerativas, sendo que os principais sintomas são: a hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, fadiga e desânimo. O contato com esse materiais esporadicamente não causam efeitos a longo prazo, muitas vezes causam efeitos a curto prazo, como anúria e diarréia sanguinolenta , porém o contato diário, como por exemplo com a aguá contaminada, causa danos a longo prazo. Pois tais materiais se acumulam no organismo humano, porém não são eliminados, se acumulando ao longo do tempo, assim por o agrotóxico ser um material mutagênico, com o tempo ele pode sofrer mudanças e gerar um material cancerígeno.

5. Tratamento Das Águas Dos Rios

A água doce da terra representa apenas 3% da água existente no planeta. Dois terços da superfície terrestre estão cobertas pelas águas. As águas doces estão nos lagos, nas lagoas, nos lençóis freáticos e nos rios de onde, geralmente são retiradas e levadas a um tratamento adequado ao consumo das populações. As Companhias fornecedoras de água potável, na sua maioria, a CORSAN, captam 80% da água que trata, nos rios, barragens ou lagos, e só 20% em lençóis freáticos, que na atualidade são objeto de preservação, a exemplo do aqüífero Guarani, a maior reserva de água doce subterrâneas do Brasil. A preservação dos lençóis freáticos e do aqüífero Guarani representa à proteção do meio ambiente tão necessária a melhoria das condições de vida das pessoas.

O tratamento das águas dos rios, além da finalidade de tratamento para o consumo humano, saneamento e saúde, também se faz necessária para a preservação da flora e fauna das áreas ribeirinhas e da despoluição das águas que possibilitam a existência de vida aquática O tratamento das águas dos rios, para fins de consumo, passa por um processo que vai desde a capitação à estação de tratamento, onde é tratada e distribuída por uma rede de condutores até as residências onde é consumida e devidamente medido o consumo, para posterior pagamento. O tratamento da água dos rios e lagos tem na área saúde pública, um dos seus grandes objetivos. Por esta razão, a empresa pública ou privada fornecedora da água potável, tem que cumprir uma série de medidas ou normas que eliminem da água, qualquer mineral ou substância orgânica que prejudique a saúde do ser humano.

Sabemos que na história da água, ela passa por um ciclo que vai desde a sua absorção pelas plantas e a conseqüente evaporação provocada pelo calor, que abrange além das águas contidas nas plantas, as águas dos oceanos, dos rios, dos lagos e de toda água exposta de uma maneira ou outra ao sol. Esta evaporação cria as nuvens que sob certas condições viram chuvas cujas águas retornam a terra. Este é o processo natural de purificação da água. O tratamento da água dos rios, sempre vai se fazer necessária pelo lixo que é jogado diariamente em seus leitos sendo que para mantê-lo despoluído e com vida é preciso tratar.

A primeira Estação de Tratamento da água ocorreu em Londres, na Inglaterra. Quando os ingleses descobriram que muitas doenças se davam pela contaminação através da água, a técnica da cloração foi desenvolvida e aplicada intensamente naquele país. Com isso nos deu um exemplo a ser seguido, pois o tratamento da água dos rios foi aplicada com sucesso, em um dos mais belos e famosos rios da Europa, o rio Tamisa, hoje completamente despoluído e povoado por várias espécies de peixes, entre eles o atum. A despoluição do rio Tamisa é um exemplo de Controle do Meio Ambiente. Nós brasileiros, precisamos com urgência aprender a lição e começar o tratamento da água dos rios brasileiros que estão poluídos.

5.5 COMO TRATAR A AGUÁ POLUIDA POR AGROTÓXICO

O método mais utilizado para este tratamento é o da cloração, onde quantidades suficientes de cloro, na forma de gás cloro ou ainda de hipoclorito, são adicionados à água visando destruir ou inativar os organismos alvo.

Poluição Térmica:

Como tratar: Não há um tratamento específico para este tipo de poluição, que poderia ser evitado sendo instalados nas indústrias sistemas de refrigeração dos despejos. Ainda assim há indústrias que utilizam a água do mar ou de rios nesses sistemas, elevando a temperatura da água.

REFERENCIAS

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Tratar esgoto e reciclar água: a grande solução! Disponível em: Acesso em 28 out. de 2009
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Fonte: www.webartigos.com

Poluição dos Rios

Como fruto da atuação do homem sobre o meio ambiente, surge o problema da poluição dos rios. As fontes de poluição da água dos rios resultam entre outros fatores, dos esgotos domésticos, despejos industriais, escoamento da chuva das áreas urbanas e das águas de retorno de irrigação. O grande crescimento populacional e o desenvolvimento industrial, além do uso, cada vez maior, de fertilizantes químicos e inseticidas nas lavouras tem causado sérios danos aos rios e a vida.

Poluição dos Rios
Poluição dos Rios

As grandes concentrações de nitrogênio e fósforo, usados nos adubos e fertilizantes, constituem um tipo muito comum de poluição da água. As enxurradas transportam para os rios os fosfatos e nitratos. Estes nutrem as plantas aquáticas, as quais, multiplicando-se (especialmente algas), absorvem o oxigênio da água.

A falta de oxigênio provoca a morte de muitas plantas e animais que, ao se decomporem aumentam a poluição.

No Brasil vários rios estão poluídos:

O Rio Tietê que passa por várias cidades do Estado de São Paulo recebendo seus esgotos atravessa a cidade de São Paulo como um esgoto a céu aberto.

Rio Pardo e Mogi, recebem poluentes industriais das usinas e açúcar e álcool.

Rio São Francisco, poluído, provavelmente, por receber metais pesados vindo de fábricas próximas e Agrotóxicos.

Fonte: poluicao-quimica.zip.net

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