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Ano Internacional das Florestas

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Quando bebemos um copo d’água, escrevemos em um caderno, tomamos remédio para febre ou construímos uma casa, nem sempre fazemos a conexão com as florestas. E, no entanto, esses e muitos outros aspectos de nossas vidas estão ligados às florestas de uma forma ou de outra.

O manejo sustentável das florestas e seu uso dos recursos são fundamentais para combater as mudanças climáticas e contribuir para a prosperidade e o bem-estar das gerações atuais e futuras.

As florestas também desempenham um papel crucial na redução da pobreza e na realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). No entanto, apesar de todos esses benefícios ecológicos, econômicos, sociais e de saúde inestimáveis, o desmatamento global continua em um ritmo alarmante.

A madeira ajuda a fornecer alimentos e água livres de bactérias em muitas cozinhas, construir inúmeros móveis e utensílios, substituir materiais tão nocivos quanto o plástico, criar novas fibras para nossas roupas e, por meio da tecnologia, fazer parte dos campos da medicina ou da corrida espacial.

É vital consumir e produzir madeira de forma mais ecológica para o planeta e seus habitantes. Vamos proteger este recurso facilmente renovável com uma gestão sustentável das florestas.

Antecedentes

A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 21 de março o Dia Internacional das Florestas em 2012 para celebrar e conscientizar sobre a importância de todos os tipos de florestas.

Os países são incentivados a realizar esforços locais, nacionais e internacionais para organizar atividades envolvendo florestas e árvores, como campanhas de plantio de árvores.

Ano Internacional das Florestas – O que é

A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 2011 como o Ano Internacional das Florestas (Florestas 2011). Todos, desde governos e sistema da ONU, até grandes grupos e outras organizações florestais estão convidados a se reunir para aumentar a conscientização sobre o fortalecimento da gestão sustentável, conservação e desenvolvimento sustentável de todos os tipos de florestas para o benefício das gerações atuais e futuras.

Ano Internacional das Florestas – Nações Unidas

As Nações Unidas declararam 2011 como o Ano Internacional de Florestas e o Ministério do Meio Ambiente prepara uma programação de eventos para aumentar a conscientização sobre a importância das florestas para as pessoas, com destaque para a conservação, o manejo e o desenvolvimento sustentáveis.

“Florestas para as pessoas” é o tema do Ano, que será lançado no dia 24 de janeiro, em Nova Iorque (EUA), durante a 9ª Sessão do Fórum das Nações Unidas para Florestas (UNFF, sigla em inglês).

A logotipo preparada pela ONU mostra o papel fundamental das pessoas na conservação e exploração sustentável das florestas, que garantem moradia para pessoas, hábitat para a diversidade biológica e estabilidade para o clima mundial, além de serem fonte de alimentos, medicamentos e água potável.

Em todo o mundo, as florestas cobrem 31% da área terrestre, servem de casa para 300 milhões de pessoas e garantem a sobrevivência de 1,6 bilhão de pessoas. O Brasil, segundo país com a maior extensão florestal do planeta, atrás apenas da Rússia, tem 516 milhões de hectares de florestas naturais e plantadas, o que equivale a 60,7% do território nacional, de acordo com dados do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Dentre as funções prioritárias definidas pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a maior parte das florestas brasileiras – 190.119.140 de hectares – ainda tem uso prioritário desconhecido ou indefinido, seguido pelos 128.244.660 hectares das reservas extrativistas, reservas de desenvolvimento sustentável – unidades de conservação de uso sustentável – e terras indígenas, consideradas função prioritária de serviço social, por incluir populações indígenas e comunidades tradicionais entre as beneficiárias do uso da floresta.

Ano Internacional das Florestas
Ano Internacional das Florestas

O restante da área de florestas está dividida entre os seguintes usos: 85.148.800 de hectares para proteção do solo e recursos hídricos (estimativa de 10% da área total do país em áreas de preservação permanente); 49.991.010 de hectares para conservação da biodiversidade em unidades de conservação federais e estaduais, em sua maioria de proteção integral; 32.284.110 de hectares para a produção madeireira e não madeireira em florestas nacionais, estaduais e florestas plantadas; e 30.798.320 de hectares de áreas de proteção ambiental, outra categoria de unidades de conservação de uso sustentável que permitem usos múltiplos, como áreas urbanas.

As florestas brasileiras também garantem 615.947 empregos formais, segundo dados de 2009 do Ministério do Trabalho e Emprego. A maioria dos trabalhadores – 172.740 – está na indústria moveleira, seguidos pela produção de celulose e papel (163.182), desdobramento de madeira (83.114), produção florestal em florestas plantadas (62.877), atividades de apoio à produção florestal (44.419), produção de estruturas e artefatos de madeira (43.742) e produção florestal em florestas nativas (6.382).

No Brasil

Brasil abriga 60% dos aproximadamente 5,5 milhões de km² da área total da Floresta Amazônica, a maior do planeta.

A mata se estende por mais oito países: Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. A Amazônia é também a maior floresta úmida e com maior biodiversidade.

Dentro do Brasil, ela se estende por nove Estados: Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Maranhão, Tocantins e parte do Mato Grosso, representando mais de 61 % do Território Nacional.

Esta riqueza natural, no entanto, tem sido alvo de exploração predatória e ilegal, ameaçando assim o ciclo natural da reprodução dos recursos, bem como a subsistência das comunidades indígenas que habitam a região.

O estudo Quem se beneficia com a destruição da Amazônia, realizado em 2008 por iniciativa do Fórum Amazônia Sustentável e do Movimento Nossa São Paulo, mostrou que as populações urbanas são as que mais se beneficiam dos recursos extraídos da floresta.

O levantamento cita dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que apontam o Estado de São Paulo como o principal comprador da madeira extraída legalmente da Amazônia: “os paulistas absorvem 23% (12,7 milhões de metros cúbicos de madeira) do total que se extrai na floresta. A quantidade representa mais do que a soma do volume adquirido pelos dois estados que aparecem em segundo lugar, Paraná e Minas Gerais, ambos com 11%”, diz o estudo.

No entanto, apesar dos esforços do poder público, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) estimou, em 2008, que o volume de madeira ilegal da Amazônia que abastece o mercado pode chegar a 90% do total consumido no país. A indústria da construção civil, segundo o estudo, é a que mais se beneficia dessa matéria prima.

O título de maior exportador mundial de carne do Brasil também acarreta problemas para as florestas nacionais, já que a expansão das pastagens é um dos principais motivos para a derrubada das matas nativas.

De acordo com o levantamento, “entre dezembro de 2003 e o mesmo mês de 2006, apenas 4% dos 10 milhões de novos animais adicionados às fazendas do país não estavam pastando sobre terrenos que um dia já foram floresta”. Ou seja, “o crescimento da criação de bois fora da Amazônia é praticamente insignificante” conclui o levantamento.

Outra atividade listada por estar relacionadas ao desmatamento é o cultivo da soja. Na safra de grãos de 2008, a cultura de soja no país ocupou 21,3 milhões de hectares – o que corresponde a 45% de toda a lavoura brasileira de grãos – que também é formada por arroz, feijão e café, entre outros. No entanto, segundo o estudo, “5% da produção de soja brasileira era proveniente de terras localizadas no bioma amazônico”. Além disso, os prejuízos aos rios e transtornos à população indígena são outras consequências indesejáveis da ocupação sujeira na Amazônia.

A divulgação desses dados resultou na criação, em 2008, dos pactos empresariais da madeira, da carne e da soja, iniciativa desencadeada por entidades da sociedade civil organizada, visando o combate à degradação da floresta amazônica. Ao assinarem os pactos, as entidades assumem a responsabilidade de não se beneficiar nem comercializar produtos provenientes da exploração predatória da Amazônia, além de adotar ações de combate à exploração ilegal da floresta.

Para saber se determinado produto ou empresa assinou cada um dos pactos, o consumidor pode consultar a lista das empresas e entidades que assinaram os Pactos Setoriais da Madeira, da Soja e da Carne.

Outro problema relacionada à exploração da Amazônia diz respeito à utilização de mão-de-obra escrava. Para se informar se determinado produto envolve o trabalho escravo em sua cadeia produtiva, antes de comprar, o consumidor pode consultar a Lista Suja do Trabalho Escravo, do Ministério do Trabalho. A relação lista as empresas e pessoas autuadas por exploração do trabalho escravo.

O Pacto Nacional Pela Erradicação do Trabalho Escravo, formado por empresas, associações e entidades da sociedade civil, disponibiliza para consulta pública, uma lista das entidades que se comprometeram e não se beneficiar do trabalho escravo.

AÇÕES RELEVANTES

Ano Internacional das Florestas

Ano Internacional das Florestas – 2011 oferece uma oportunidade única de fomentar a consciência pública para os problemas que afetam grande parte das florestas do mundo e as pessoas que delas dependem.

Já existem boas informações sobre experiências positivas e valiosas para promover uma gestão florestal sustentável.

A celebração do Ano Internacional é um meio para se unir esforços, encorajando, desta forma, a participação de todos os povos para o Setor Florestal.

Para facilitar a realização dos objetivos deste Ano Internacional, o secretariado do Fórum das Nações Unidas sobre as Florestas propõe as seguintes atividades difusoras:

a) Logotipo do Ano Internacional das Florestas – 2011:

O logotipo oficial do Ano Internacional das Florestas foi idealizado por designers gráficos e desenvolvido em colaboração com o Departamento de Informação Pública da Secretaria Geral.

Recebeu aprovação do Conselho de Publicações das Nações Unidas em 09 de julho deste ano em curso, tendo sido apresentado publicamente em todos os idiomas oficiais da Organização, a 19 de julho de 2010.

O logotipo do Ano Internacional das Florestas 2011 tem como tema “Florestas para o povo”, exaltando o papel fundamental das pessoas na gestão, conservação e exploração sustentável das florestas do mundo. Os elementos iconográficos do desenho representam alguns dos numerosos valores das florestas e neste contexto, fazem um apelo para urgentes mudanças que se fazem indispensáveis.

Florestas fornecem abrigo para as pessoas e um habitat para diversidade biológica, são uma fonte de alimentos, medicamentos e água potável e desempenham um papel vital na estabilização do clima e do meio ambiente mundial. A união de todos esses elementos reforçam a ideia de que as florestas são vitais para a sobrevivência e o bem estar das sete milhões de pessoas que povoam nosso planeta.

O logotipo do Ano Internacional das Florestas – 2011 está disponível nos seis idiomas oficiais das Nações Unidas: Árabe, Chinês, Espanhol, Francês, Inglês e Russo. O Conselho recomenda que os Estados-Membros traduzam o texto “Ano Internacional das Florestas – 2011” para sua língua nacional.

b) O site do Ano Internacional das Florestas – 2011:

A Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas está construindo um site para fornecer uma plataforma on-line a todas as informações relativas ao Ano. Este site contará com ferramentas interativas audiovisuais, linha para promover o envio de opiniões e diálogo, além de vir a oferecer um calendário de iniciativas nacionais, regionais e internacionais relacionadas com o Ano Internacional das Florestas. Recursos eletrônicos, materiais diversos de promoção do Ano, assim como fotografias, vídeos, áudio e PowerPoint estarão disponibilizados. A elaboração do site inclui a criação de um portal dedicado a matérias e notícias relacionadas às florestas de todos os quadrantes do globo terrestre.

c) Porta-vozes ou mensageiros das florestas:

O secretariado do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas está selecionando pessoas que ocupem lugares de liderança nas comunidades para atrair a atenção da mídia, dando maior visibilidade à causa das florestas, sensibilizando para aumentar o apoio da população a essa causa.

d) Coleção de selos sobre o Ano Internacional das Florestas – 2011:

A Administração Postal das Nações Unidas está desenvolvendo uma coleção de selos comemorativos para colaborar com a Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre as Florestas. Esta coleção será apresentada na inauguração oficial do Ano Internacional das Florestas, nos dias 2 e 3 de fevereiro de 2011, em Nova Iorque. Toda a belíssima coleção de selos está sendo confeccionada nas oficinas da ONU de Genebra e Viena.

e) Concursos Artísticos, Cinematográficos e de Fotografia:

A Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas prevê a organização de eventos on-line para homenagear aqueles que expressem através das artes plásticas, fotografias, filmes e curtas-metragens a ideia de que as florestas são para o povo,. A Secretaria colabora atualmente com museus, cineastas especializados em meio-ambiente, representantes dos meios de difusão e organizações que se preocupam com as florestas, para organizar um grandioso concurso mundial, do qual participem obras, filmes e fotografias que ilustrem o tema do Ano Internacional das Florestas – 2011: “Florestas para o povo. “

f) Anúncios de interesse público e curta-metragens promocionais:

A Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas está planejando produzir um curta-metragem de 3 a 5 minutos e alguns anúncios de interesse público que serão distribuídos em todo o mundo em diversos idiomas, a serem transmitidos pela televisão e outras mídias, incluindo espetáculos teatrais gratuitos em que se possa transmitir ideias e fomentar ações em prol das florestas.

i) A diversidade biológica das florestas:

A Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas mantém uma estreita colaboração com a Secretaria da Convenção sobre a Diversidade Biológica para estudar os âmbitos em que possa haver sinergia entre o Ano Internacional da Biodiversidade, 2010 e Ano Internacional das Florestas – 2011. Entre as atividades se incluiu a organização de um “ato de ligação dos Anos” que fará parte da cerimônia de encerramento do Ano Internacional da Biodiversidade, que será realizada em dezembro de 2010, em Kanazawa, Ishikawa (Japão), e o desenvolvimento de informações sobre a diversidade biológica das florestas que destaca a profunda relação entre florestas e biodiversidade. Estudam-se outras ações de comunicação para aproveitar os resultados do Ano Internacional da Biodiversidade, de 2010 e sua dinâmica no Ano Internacional Floresta – 2011.

j) Zonas Úmidas e Florestas:

A Convenção de Ramsar escolheu o lema “Os pântanos e florestas” Dia Mundial das Zonas Úmidas para 2011 em homenagem ao Ano Internacional das Florestas. A Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas colabora atualmente com a Secretaria da Convenção Ramsar para a produção de um documento sobre as zonas úmidas e florestas para o Dia Mundial das Zonas Úmidas 2011.

Fonte: www.un.org/www.univercidade.edu(Ana Flora Caminha)/Rogério Ferro/www.peaunesco.com.br

 

 

 

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