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Embalagens longa Vida

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O mercado para reciclagem

Em 1999, o Brasil consumiu 5,2 bilhões de embalagens Longa Vida.Sendo uma das mais modernas , preserva alimentos por muitos meses, alem de mantê-los fora do alcance de bactérias e outros microorganismos.

As embalagens Longa Vida também tem vantagens ambientais como facilidade no transporte: uma embalagem pesando menos de 30 gramas, armazena mais que um quilo de leite e não necessita de transporte refrigerado, evitando um maior consumo de óleo diesel, um recurso natural não renovável, alem de não necessitar de uma outra embalagem para proteção no transporte.

Papel: todo o papel utilizado na fabricação das embalagens Longa Vida é proveniente de florestas replantadas, certificadas por órgãos internacionais e, a embalagem é reciclável .

São três os processos possíveis para reciclagem das embalagens cartonadas:

1) Reciclagem das fibras – Feita em um equipamento semelhante a um liqüidificador gigante, o “hidrapulper”, as fibras são hidratadas com água, separando-se do alumínio/polietileno. Após processo de purificação, podem ser usadas para produção de papel kraft, papelão ondulado, embalagens para ovos, etc – essas três alternativas constituem mercados no País.
2) Prensagem –
Depois de picadas, as embalagens são prensadas a altas temperaturas, produzindo chapas semelhantes à madeira, ideais para a produção de móveis e divisórias.
3) Incineração com recuperação de energia –
O vapor gerado move uma turbina que produz energia elétrica a ser distribuída para a população.

Há pouca disponibilidade das embalagens Longa Vida no lixo urbano brasileiro. Atualmente, são recicladas as aparas e sobras da produção das embalagens cartonadas e material pós-consumo, derivados da coleta seletiva realizada em algumas cidades do País. Na fábrica da Tetra Pak de Monte Mor, no interior do Estado de São Paulo, o resíduo de polietileno é enviado para reciclagem, servindo de matéria-prima para a produção de uma série de itens de plástico (sacos, brinquedos, peças, etc.). Já o material laminado é reciclado integralmente para produção de papel – papel higiênico, papel toalha, papelão ondulado e embalagens de polpa moldada para ovos.

Quanto é reciclado?

10% foi a taxa de reciclagem de embalagens Longa Vida no Brasil em 1999 totalizando 14 mil toneladas.

Cada tonelada de embalagem cartonada reciclada gera, aproximadamente, 650 quilos de papel kraft, economizando o corte de 20 árvores cultivadas em áreas de reflorestamento comercial. Os resíduos são transformados em papel toalha, sacos industriais, solados de sapato, tapetes de carro e espaçadores de “pallets”.

No Brasil, é previsto o aumento da reciclagem dessas embalagens nos próximos anos devido, principalmente a expansão dos programas de coleta seletiva e o desenvolvimento de novos processos tecnológicos. Nos EUA a taxa de reciclagem deste material é 25% e na Europa 23%.

Conhecendo o material

A embalagem Longa Vida é composta de várias camadas de material – papel duplex (75%), polietileno de baixa densidade (20%) e alumínio (5%). Assim é criada uma barreira que impede a entrada de luz, ar, água e microorganismos nos alimentos e bebidas que envolve.

A embalagem cartonada ainda dispensa, por muitos meses, a refrigeração, processo atualmente apontado como o maior consumidor mundial de CFC (clorofluorcarbono). Com peso unitário baixo, a embalagem Longa Vida também exige menos quantidade de combustível para ser transportada, contribuindo para diminuir a emissão de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa.

Qual o seu peso no lixo?

O volume das embalagens Longa Vida representa menos de 1% de todo o lixo doméstico brasileiro. Nos EUA, o material compõe 0,3% dos resíduos. A embalagem de 1 litro pesa 28g.

principalmente a expansão dos programas de coleta seletiva e o desenvolvimento de novos processos tecnológicos. Nos EUA a taxa de reciclagem deste material é 25% e na Europa 23%.

VALOR

No Brasil, em decorrência da queda do preço do papel nos últimos dois anos, a cotação média das fibras de papel contidas nessas embalagens é de R$ 50/t.

Sua história

As embalagens Longa Vida começaram a ser produzidas, inclusive no Brasil, no início dos anos 70, permitindo que alimentos líquidos como leite e sucos, semilíquidos como molhos de tomate e viscosos como maionese chegassem aos consumidores sem necessidade de refrigeração ou conservantes.

E as limitações ?

LAVAGEM

As embalagens cartonadas precisam ser lavadas após o consumo porque os restos de alimentos contidos nelas dificultam o reprocessamento do material.
É importante saber…

REDUÇÃO DA FONTE DE GERAÇÃO

Estudos realizados na Alemanha mostram que as embalagens Longa Vida geram 60% menos volume em aterros sanitários em comparação com garrafas reutilizáveis – em relação às descartáveis, o volume é nove vezes menor. Para se ter uma idéia, 300 embalagens cartonadas de 1 litro, vazias e compactadas, ocupam o espaço equivalente a 11 litros.

COMPOSTAGEM

O papel existente nas embalagens cartonadas pode ser compostado para produção de humus utilizado em hortas e jardins.

INCINERAÇÃO

As embalagens Longa Vida têm poder calorífico de 21.000 BTUs por quilo. Isso significa que uma tonelada gera energia na forma de calor equivalente ao que é obtido com a queima de 5 metros cúbicos de lenha (50 árvores adultas) ou 500 quilos de óleo combustível. Além do vapor d’água, a queima do resíduo produz gás carbônico e trióxido de alumínio na forma sólida, usado como agente floculante em tratamento de água ou como agente refratário em alto-fornos.

ATERRO

O material é estável e atóxico. Em aterros sanitários adequados, a camada de papel se decompõe lentamente.

O CICLO DA RECICLAGEM: VOLTANDO ÀS ORIGENS

A reciclagem da embalagem Longa Vida é feita por meio de alguns equipamentos: o “hidrapulper”, um purificador, células de flotação para tratamento das águas residuais, peneiras pressurizadas e baterias de cones purificadores.

O material é agitado com água no “hidrapulper” durante 30 minutos. Depois o líquido resultante é filtrado e lavado para a recuperação das fibras, usadas na produção de papel toalha, papel kraft, papelão ondulado, etc. Os resíduos de alumínio e polietileno são queimados em caldeiras de biomassa, com filtros, para geração de vapor.

Em outro processo, o material resultante da reciclagem das fibras (plástico/alumínio), que corresponde a 25% da massa inicial da embalagem, deverá ser reprocessado em um forno de pirólise para recuperação do metal. O plástico existente servirá como combustível no mesmo forno de pirólise, reduzindo o consumo de gás natural necessário para a fusão do alumínio.

Fonte: www.reciclarepreciso.hpg.ig.com.br

Embalagens Longa Vida

O mercado para reciclagem Embalagens Longa Vida

A Embalagem Longa Vida é uma embalagem extremamente eficiente no seu papel de preservação dos alimentos e após o consumo deve ser encaminhada para os programas de Coleta Seletiva. Essas iniciativas estão em crescimento constante e são as grandes responsáveis pela separação dos diversos tipos de materiais recicláveis e encaminhamento das Embalagens Longa Vida para as indústrias recicladoras.

O mercado de reciclagem de embalagens cartonadas é muito grande, pois envolve cooperativas de catadores, indústrias papeleiras, de plástico, fabricantes de placas e telhas e de alta tecnologia, como a de plasma. Além disso, a reciclagem de embalagens longa vida também contribui para o crescimento do mercado de produtos reciclados, como os fabricados a partir de papel reciclado, de plástico reciclado como vassouras e o de placas e telhas recicladas. Outro ponto a destacar é o leque de oportunidades que surge com o uso de uma matéria-prima alternativa para fabricação de móveis, peças de escritórios entre outros a serem desenvolvidas.

Quanto é reciclado?

26.6% foi a taxa de reciclagem de Embalagens Longa Vida no Brasil em 2008 totalizando mais de 52 mil toneladas.

Cada tonelada de embalagem cartonada reciclada gera, aproximadamente, 680 quilos de papel kraft. No Brasil, é previsto um aumento constante da reciclagem dessas embalagens devido à expansão das iniciativas de coleta seletiva com organização de municípios, cooperativas e comunidade e ao desenvolvimento de novos processos tecnológicos. A taxa de reciclagem mundial é de 18% de Embalagens Longa Vida pós-consumo.

O Brasil continua líder absoluto nas Américas, mantendo-se acima da média mundial (18%) e posicionando-se próximo à média européia (30%).

Conhecendo o material

A embalagem Longa Vida, também chamada de Cartonada ou Multicamadas, é composta de várias camadas de papel, polietileno de baixa densidade e alumínio.

Esses materiais em camadas criam uma barreira que impede a entrada de luz, ar, água, microorganismos e odores externos e, ao mesmo tempo, preserva o aroma dos alimentos dentro da embalagem.

Além disso, a Embalagem Cartonada dispensa o uso de conservantes e não necessita de refrigeração, economizando energia da geladeira e de caminhões frigoríficos. O não uso de refrigeração também contribui para a diminuição do uso do gás CFC, um dos responsáveis pela destruição da camada de ozônio; pois este ainda é usado em diversos sistemas de refrigeração. O peso da Embalagem é outro fator importante, pois, para embalar um litro de alimento, são necessários somente 28 gramas de material, economizando recursos naturais e gasto de combustível durante o transporte.

Qual o seu peso no lixo?

Por ser uma embalagem extremamente leve, seu peso não é tão expressivo no lixo urbano..

Nos programas de Coleta Seletiva, o peso da Embalagem Longa Vida é de 3% segundo a pesquisa Ciclosoft de 2008 (CEMPRE).

Sua história

As Embalagens Longa Vida foram inventadas por Ruben Rausing a partir da premissa de que uma embalagem deve economizar mais do que custa. A sua comercialização iniciou-se em 1952 na Suécia e desde então tem aumentado por todo o mundo.

No Brasil, o uso de embalagens cartonadas iniciou-se em 1957 e com grande aceitação, pois torna possível o transporte de produtos perecíveis em longas distâncias, comuns em um país com vasta extensão territorial, sem necessidade de refrigeração, chegando intactos e perfeitos para o consumo.

E as limitações?

Uma vez as Embalagens Longa Vida separadas na coleta seletiva e encaminhadas para as indústrias recicladoras adequadas, não há limitações para a sua reciclagem e reaproveitamento de todas as suas camadas.

Entretanto, alguns cuidados podem auxiliar na melhor separação e armazenamento na coleta seletiva. É importante que as embalagens estejam livres de resíduos orgânicos como restos de comidas, pois isso evita odores desagradáveis ao material armazenado. Outra forma de contribuir, é manter as embalagens compactas (sem ar), pois diminui o volume de material que deve ser encaminhado para coleta seletiva.

É importante saber…

Redução da Fonte de Geração

O uso de embalagens adequadas é uma forma de contribuir para a redução de resíduos, pois evitam o desperdício de alimentos e preservam este por um tempo maior até o consumo do produto. Outra forma de redução na fonte de geração, é o peso da embalagem. Quanto menor o seu peso, menor será o uso de recursos naturais para sua produção.

Dessa forma, o uso de Embalagens Longa Vida contribui diretamente para a redução na fonte geradora, pois é uma embalagem leve, que permite a conservação dos alimentos por um grande período de tempo.

Compostagem

Como a matéria-prima principal das Embalagens Longa Vida é o papel, há a possibilidade de utilizá-la para compostagem, sendo encaminhado para produção de húmus utilizado em hortas e jardins. Entretanto, essa não é a melhor alternativa para essa embalagem, pois o interessante é o reaproveitamento de todos os materiais conseguido quando elas são encaminhadas para Coleta Seletiva.

Incineração

As embalagens Longa Vida têm poder calorífico de 21.000 BTUs por quilo. Isso significa que uma tonelada gera energia na forma de calor equivalente ao que é obtido com a queima de 5 metros cúbicos de lenha (50 árvores adultas) ou 500 quilos de óleo combustível. Além do vapor d’água, a queima do resíduo produz gás carbônico e trióxido de alumínio na forma sólida, usado como agente floculante em tratamento de água ou como agente refratário em alto-fornos.

Essa alternativa é muito usada em países europeus, que já possuem incineradores instalados com grandes controles ambientais e preparados para recuperação energética.

Aterro

Pelo fato da Embalagem Longa Vida ser um material estável e atóxico, a sua destinação para aterros sanitários contribui para a ocupação de áreas e aumenta o volume a ser depositado. Estudos da Universidade de São Paulo (2000) atestam que após 6 meses, 49% da embalagem se decompõe totalmente quando depositada em aterros sanitários adequados.

Estudos realizados na Alemanha mostram que as embalagens Longa Vida geram 60% menos volume em aterros sanitários em comparação a outros tipos de materiais. Para se ter uma idéia, 300 embalagens cartonadas de 1 litro, vazias e compactadas, ocupam o espaço equivalente a 11 litros.

O Ciclo da Reciclagem: Voltando às origens

O processo para reciclagem das embalagens cartonadas acontece em duas etapas. A primeira é a retirada do papel e posteriormente o processamento do polietileno/alumínio que pode ser reciclado de várias formas diferentes.

Reciclagem das fibras de papel

O processo de reciclagem das Embalagens Longa Vida inicia-se nas fábricas de papel, onde as embalagens são alimentadas a um equipamento semelhante a um liquidificador gigante, o “hidrapulper”. As fibras são agitadas com água e sem produtos químicos, hidratando-se e separando-se das camadas de plástico e alumínio. Após a separação, estas fibras celulósicas seguem para a máquina de papel. O produto final é o papel reciclado que pode ser usado para confecção de caixas de papelão.

Reciclagem do plástico e Alumínio

Após o reaproveitamento do papel, o polietileno e o alumínio seguem para outros processos produtivos:

1) Reciclagem via Plasma: A nova tecnologia de plasma permite a completa separação das camadas de plástico e alumínio. O sistema usa energia elétrica para produzir um jato de plasma a 15 mil graus Celsius para aquecer a mistura de plástico e alumínio. Com o processo, o plástico é transformado em parafina e o alumínio, totalmente recuperado em forma de lingotes de alta pureza. Esses lingotes são transformados em novas folhas de alumínio usadas na fabricação de Embalagens Longa Vida e, assim, fecham o ciclo de reciclagem do material. A parafina é vendida para a indústria petroquímica nacional. A aplicação dessa tecnologia para reciclagem de embalagens longa vida é inédita no mundo e 100% brasileira, tendo já despertado o interesse de diversos países europeus.
2) Fabricação de placas e telhas:
Outra possibilidade é a trituração das camadas de polietileno e alumínio, que são depois prensadas a altas temperaturas, produzindo chapas semelhantes à madeira, ideais para a produção de móveis e divisórias. Essas chapas podem ser transformadas também em telhas utilizadas na construção civil.
3) Produção de “Pellets”:
O composto de plástico com alumínio pode ser encaminhado para as indústrias de plástico, onde são reciclados por meio de um processo de extrusão para produção de “pellets”. Esses “pellets” são pequenos grãos de plástico e alumínio que podem ser utilizados como matéria-prima nos processos de fabricação de peças por injeção, rotomoldagem ou sopro. Os produtos finais são canetas, paletes, banquetas, vassouras, coletores por exemplo.

Fonte: www.cempre.org.br

Embalagens Longa Vida

Matéria-prima

Embalagem Longa Vida

A embalagem longa vida possui uma estrutura multicamadas que fornece a proteção ideal aos alimentos nela armazenados.

Ela é formada por três materiais: papel, plástico e alumínio, distribuídos em seis camadas.

O papel corresponde a maior parte do peso da embalagem e sua celulose é extraída de florestas replantadas e certificadas pelo FSC – Forest Stewardship Council. A certificação garante que a madeira utilizada em um determinado produto é proveniente de um processo produtivo manejado de forma ecologicamente adequada, socialmente justa e economicamente viável com o cumprimento de todas as leis vigentes. Assim, os consumidores finais são capazes de selecionar os produtos certificados FSC, conhecendo o sistema utilizado para verificar a origem do material.

O papel utilizado nas embalagens é o duplex com uma camada branca que não utiliza cloro para o seu clareamento e suas principais funções são dar suporte mecânico à embalagem e receber a impressão. É importante ressaltar que é um recurso natural renovável.

O alumínio, extrado da bauxita, está presente em apenas uma pequena camada da embalagem. Possui a importante função de proteger contra a entrada da luz, do oxigênio e de impedir a troca de aromas entre o alimento e o meio externo. Na embalagem fica entre várias camadas de plástico, não entrando em contato direto com o alimento.

O plástico usado nas embalagens longa vida é o polietileno de baixa densidade que é extraído do petróleo. Presente em quatro camadas na embalagem, suas funções são isolar o papel da umidade, impedir o contato do alumínio com o alimento e servir como elemento de adesão dos outros materiais presentes na estrutura (papel e alumínio).

Além do papel, o plástico e o alumínio da embalagem longa vida também podem ser reciclados, sendo que após a separação das fibras de papel, retornam à cadeia produtiva sob a forma de vários objetos, tais como placas e telhas.

Recentemente a Tetra Pak assinou acordo com a Braskem para compra de polietileno de alta densidade (PEAD) feito de matéria-prima 100% renovável. O acordo firmado garante o fornecimento, pela Braskem, de 5 mil toneladas de polietileno verde de alta densidade por ano, a partir desse ano, para a produção de tampas plásticas e lacres. O volume representa pouco mais de 5% da demanda total de polietileno de alta densidade da Tetra Pak, e é um pouco menos de 1% do total de compra de materiais plásticos.

Transporte

A etapa de transporte é importante do ponto de vista ambiental, pois contribui para o aumento do consumo de combustível e emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Portanto é fundamental que as etapas de transporte sejam otimizadas para reduzir esses impactos ambientais.

As embalagens longa vida deixam as fábricas da Tetra Pak na forma de bobinas, eliminando qualquer acréscimo de volume que espaços vazios poderiam produzir. Desta forma, o transporte até a indústria alimentícia é otimizado se comparado com o transporte de embalagens rígidas vazias.

Após o envase, as embalagens possuem forma de caixas, que são facilmente dispostas uma ao lado da outra, colocadas dentro de caixas maiores, e empilhadas.

Como uma embalagem longa vida pesa apenas 28g, ela corresponde a 3% do peso e o produto a 97%. Assim, o transporte entre a indústria alimentícia e os pontos de distribuição ou consumo são otimizados, pois a maior parte corresponde ao transporte do produto e não da embalagem.

Processo Produtivo

Uma das etapas mais importantes para analisar o ciclo de vida de uma embalagem é a sua produção, uma vez que os processos industriais, se não analisados e controlados, podem causar sérios impactos ambientais. Para isto existe uma série de ações, como tratamento de efluentes, manuseio de resíduos sólidos, treinamento e educação, preparação e emergências, entre outras.

Para organizar estas ações a Tetra Pak possui o Sistema de Gestão Ambiental ISO 14001, implementado na fábrica de Monte Mor desde 1997 e na fábrica de Ponta Grossa, desde 2001. Ao adotar e implementar esta norma, a Tetra Pak está se comprometendo com a melhoria contínua, com o desenvolvimento sustentável e com o atendimento às legislações vigentes, obtendo uma séria de benefícios econômicos e mercadológicos.

Com a implementação do conceito de Gestão Ambiental, vários projetos ambientais têm se intensificado, como a construção da Planta de Resíduos Sólidos, a Estação de Tratamento de Efluentes, o Sistema de Ultrafiltração para reciclagem de tintas, substituição de produtos químicos e projetos de educação ambiental em escolas, cooperativas de recicladores e apoios a prefeituras e a sociedade. Os resultados obtidos são excelentes, como a redução na geração de resíduos, no consumo de água e energia, a destinação de 99% dos resíduos gerados na empresa para reciclagem, o emprego de tinta base água como solvente, incremento no número de municípios com coleta seletiva de lixo entre tantos outros.

Todos indicadores ambientais das fábricas,  ações sociais, projetos ambientais e programas relacionados à coleta seletiva, reciclagem e educação ambiental que a Tetra Pak possui estão no Relatório Socioambiental , atualizado a cada dois anos.

Envase

Para atender a uma demanda cada vez maior e mais exigente, a cada nova máquina de envase produzida, a Tetra Pak busca melhorar a performance de seus equipamentos para reduzir cada vez mais consumos de água e energia.

Dessa forma, a empresa obteve melhorias em seus indicadores por meio dos trabalhos de eficiência energética, como a redução de perdas de energia, materiais e insumos e a melhoria da eficiência das máquinas.

Durante o processo de envase, uma preocupação é a destinação dos resíduos gerados no processo. A Tetra Pak tem dado suporte às indústria alimentícias na destinação de seus resíduos ,em especial no envio de suas embalagens longa vida para reciclagem, sempre buscando a melhor alternativa, tanto do ponto de vista ambiental quanto do econômico. Neste sentido, tem desenvolvido equipamentos de desenvase e novas alternativas de mercado para aumentar a reciclagem.

As máquinas de desenvase foram desenvolvidas para extrair o alimento das embalagens e permitir a correta destinação tanto dos resíduos de alimentos quanto das embalagens descartadas. Os restos de alimentos seguem o mesmo destino dos outros resíduos orgânicos das indústrias alimentícias e as embalagens vazias seguem para o mesmo processo de reciclagem das embalagens pós-consumo.

Consumo

Proteger adequadamente o alimento é uma vantagem ambiental que não deve ser desconsiderada no ciclo de vida da embalagem longa vida.

A excelência em proteção torna-se importante quando para-se para analisar o resíduo sólido municipal, ou seja, o lixo gerado no nosso dia-a-dia: no Brasil, entre 60 e 65% da composição deste resíduo é matéria orgânica, como alimentos estragados. Se todos os sistemas de embalagem protegessem tanto quanto uma longa vida, muito menos alimento estragaria e o resultado seria muito menos lixo e, por conseqüência, muito menos impacto no meio ambiente.

Além disso, produtos em embalagens longa vida podem ser armazenados fora da geladeira. Isto é importante pois refrigeradores consomem energia elétrica e, em alguns casos, também utilizam CFC’s como gás de refrigeração. Esse é um dos gases responsáveis pela destruição da camada de ozônio.

Coleta Seletiva

A implantação de sistemas para a coleta seletiva de lixo é uma das soluções para a administração do problema da destinação dos resíduos sólidos urbanos, o lixo gerado diariamente nas cidades. A coleta seletiva possibilita a diminuição da quantidade de lixo enviada para aterros sanitários ou usinas de tratamento de lixo orgânico, o desenvolvimento das indústrias de reciclagem, a diminuição da extração de recursos naturais, a redução do consumo de energia e da poluição, e ainda contribui para a limpeza da cidade, para a conscientização dos cidadãos a respeito do tema e gera empregos.

A coleta seletiva pode ser implantada tanto por iniciativa da prefeitura como pela organização de cooperativas de coleta de materiais recicláveis ou ainda por iniciativas pessoais, de associações ou de empresas.Ciente disso, a Tetra Pak procura apoiar estas diversas iniciativas que auxiliam na correta destinação dos materiais recicláveis, incluindo as embalagens longa vida tendo em vista o aumento das taxas de reciclagem.

O apoio a iniciativas de municípios que já implantaram a coleta seletiva é feita por apoio técnico e auxílio na educação da população com a distribuição de folhetos e materiais informativos visando o aumento da quantidade de materiais coletados.

Além disso, a Tetra Pak auxilia com informações técnicas sobre a reciclagem das embalagens longa vida e nos contatos iniciais destas iniciativas de coleta seletiva com as empresas recicladoras.

Depois de separado pela população, o material é encaminhado para centros de triagem, que fazem a separação entre os diversos tipos de materiais recicláveis, o enfardamento e o envio para os diversos recicladores.

Reciclagem

A reciclagem é umas das alternativas para o tratamento do lixo urbano e contribui diretamente para a conservação do meio ambiente. Ela trata o lixo como matéria-prima que é reaproveitada para fazer novos produtos e traz benefícios para todos, como a diminuição da quantidade de lixo enviada para aterros sanitários, a diminuição da extração de recursos naturais, a melhoria da limpeza da cidade e o aumento da conscientização dos cidadãos a respeito do destino do lixo.

Existem diversas tecnologias disponíveis para a reciclagem das embalagens da Tetra Pak. A reciclagem das fibras e do plástico/alumínio que compõem a embalagem começa nas fábricas de papel, em um equipamento chamado “hidrapulper”, semelhante a um liquidificador gigante.

Durante a agitação do material com água e sem produtos químicos, as fibras são hidratadas, separando-se das camadas de plástico/alumínio. Em seguida, essas fibras são lavadas e purificadas e podem ser usadas para a produção de papel utilizado na confecção de caixas de papelão, tubetes ou na produção de material gráfico, como os folhetos distribuídos pela Tetra Pak

O material composto de plástico/alumínio é destinado para fábricas de processamento de plásticos, onde é reciclado por meio de processos de secagem, trituração, extrusão e injeção. Ao final, esse material é usado para produzir peças plásticas como cabos de pá, vassouras, coletores e outros.

Outro processo de reciclagem permite que o plástico com alumínio seja triturado e prensado a quente, transformando-se em uma chapa semelhante ao compensado de madeira que pode ser usada na fabricação de divisórias, móveis, pequenas peças decorativas e telhas. Esses materiais têm grande aplicação na indústria de construção civil.

Em 2010 o índice de reciclagem de embalagens longa vida pós-consumo atingiu 24,5% do total de embalagens produzidas no Brasil. Hoje este indíce é limitado pela ausência de um número maior de programas de coleta seletiva no país. Para colaborar com a reciclagem das embalagens longa vida, pratique a coleta seletiva.

Compromisso Ambiental da Tetra Pak

A história humana sempre evoluiu tendo como base o desenvolvimento.

Inicialmente foi o desenvolvimento do próprio ser humano e de sua interação com o meio em que estava inserido sempre com o objetivo de melhorar a sua vida.

Esses passos podem ser observados desde o início da pré-história com as ferramentas feitas em pedra lascada e, em seguida, com o uso da pedra polida. O homem descobre, então, o fogo e inicia os trabalhos com metais. Milhares de anos mais tarde, o desenvolvimento de novos processos de produção dos aços e dos ferros fundidos permitiram a viabilização da revolução industrial.

Todos esses desenvolvimentos, resguardadas as devidas proporções, foram movidos por inovações tecnológicas e levaram ao desenvolvimento econômico.

Conforme colocado por J. A. Schumpeter, esse desenvolvimento econômico pode ser organizado em ciclos com períodos de decolagem, expansão, recessão e depressão. Esses ciclos podem ser melhor observados na tabela abaixo:

Ciclos/Fases

Decolagem

Expansão

Recessão

Depressão

1770-1785 1786-1800 1801-1813 1814-1827
1828-1842 1843-1857 1858-1869 1870-1885
1886-1897 1898-1911 1912-1925 1926-1937
1938-1949 1950-1973 1974-1984 1985- ?

Tabela 1 – Ciclos de Longa Duração – Desenvolvimento Econômico

Rattner, por sua vez, associa a cada início desses ciclos, um conjunto de inovações tecnológicas mostrando, assim, como o desenvolvimento econômico está ligado ao desenvolvimento de novas tecnologias. O início do primeiro ciclo coincide com a Revolução Industrial que acontece na Inglaterra, possível pelo desenvolvimento dos teares mecânicos, da metalurgia e da energia hidráulica. Ao segundo ciclo, já em 1825 está associado à expansão das ferrovias, o motor a vapor tanto para navegação quanto para as máquinas móveis. A mudança para o terceiro ciclo, que inicia-se em 1880, está ligada ao uso do motor de combustão interna, da eletricidade e desenvolvimento da indústria química. O último grande ciclo apresentado por Schumpeter estaria vinculado ao surgimento dos aviões a jato, radares, ao crescimento da indústria petroquímica e o início do uso de energia nuclear em 1940. Os avanços tecnológicos continuam e a partir de 1980 já é possível estabelecer um outro conjunto formado pelo uso de laser, das fibras óticas, da automatização de fábricas e escritórios, a presença constante de computadores, a biotecnologia e a engenharia genética. Esses últimos ainda não podem ser diretamente associados a um quinto ciclo, pois nos encontramos exatamente na fase de transição.

Em todas essas etapas, entretanto, não houve nenhuma preocupação com o meio ambiente. Ela só começa a aparecer após o surgimento de alguns desastres ambientais, como a contaminação por mercúrio em Minata no Japão em 1959, o derramamento de óleo do petroleiro Torrey Canyon na Inglaterra em 1967 e aos primeiros sinais de possível esgotamento do planeta, caso os mesmos padrões de consumo do países ricos continuassem, conforme colocado pelo relatório para o Clube de Roma sobre o Dilema da Humanindade de Meadows em 1978.

Diante desse cenário, é feita a Conferência de Estocolmo em 1972 com a proposta de discutir assuntos ambientais de uma maneira mais ampla. Até então só havia tratados sobre assuntos ambientais muito específicos e sobre problemas isolados com o Tratado para Preservação e Proteção das Focas de 1911 e a Convenção sobre Pesca e Conservação dos Recursos Vivos do Mar de 1958.

A solução colocada foi a necessidade do estabelecimento do desenvolvimento sustentável, uma alternativa para continuação do desenvolvimento econômico atendendo as necessidades do momento atual sem comprometer a possibilidade das gerações futuras de atenderem suas próprias necessidades.

Segundo Ignacy Sachs, o conceito de ecodesenvolvimento incorpora cinco dimensões: a social, a econômica, a ecológica, a espacial e a cultural. A primeira trata da necessidade de construir uma civilização com maior eqüidade da distribuição de renda e bens. A sustentabilidade econômica seria possível através da alocação e do gerenciamento mais eficiente dos recursos e uma eficiência econômica deveria ser avaliada em termos macrossociais e não por critérios de rentabilidade empresarial de caráter microeconômico. Já a dimensão ecológica deve ser conseguida pela intensificação do uso potencial de recursos diversos, sem danos ao meio ambiente; pela limitação do consumo de combustíveis fósseis e recursos facilmente esgotáveis; pela redução do volume de resíduos e da poluição com conservação de energia e de recursos e reciclagem; pela intensificação nas pesquisas em tecnologias de baixo teor de resíduos e eficientes e pela definição de normas adequadas para proteção ambiental. A sustentabilidade espacial consistiria na redução da concentração de população nas áreas metropolitanas, na diminuição da destruição dos ecossistemas frágeis, na exploração do potencial da industrialização descentralizada e na criação de uma rede de reservas naturais para proteção da biodiversidade. Todas essas dimensões são complementadas pelo lado cultural, pois as mudanças sugeridas devem ser feitas sem alterar a cultura do povo; portanto, muitas soluções devem ser específicas para um local com ecossistema, cultura e área particulares.

Esse novo conceito de desenvolvimento deve ser baseado em tecnologias ambientais que busquem não degradar o meio ambiente. Entende-se por tecnologias ambientais os equipamentos de produção, os métodos e procedimentos, os desenvolvimentos de produtos e os mecanismos de distribuição que conservam energia e recursos naturais, minimizam a carga ambiental das atividades humanas e protegem o meio ambiente natural (Shrivastava, 1995). É necessário, portanto, alterar os conceitos de desenvolvimento econômico e incluir preocupações ambientais em todas as etapas, desde os equipamentos, passando por métodos e procedimentos, projetos de produto, mecanismos de entrega, conservação de energia e recursos naturais e minimização da carga das atividades humanas. Esse processo é fundamental e representa o caminho para o uso das tecnologias ambientais.

A incorporação do meio ambiente deve ser colocada como variável econômica. Nesse sentido o ambiente é visto como fonte de recursos naturais, tanto para o consumo direto, como fonte de ar para respiração e espaço para lazer, quanto como fonte de insumos para produção (matérias-primas e energia) e como receptor de resíduos de produção e de consumo em geral.

Analisando a realidade de uma indústria com a variável ambiental incorporada, há várias modificações necessárias. Na etapa de pesquisa e desenvolvimento, é necessário incluir a criação de materiais recicláveis, estudar o desenvolvimento de projetos de peças e/ou produtos com alta separabilidade, desenvolver produtos com um maior ciclo de vida, criando novos usos para os resíduos pós-consumo e descartes de produção. Já na etapa de produção, devem ser incorporadas novas formas de desmontagem e reutilização de peças, as técnicas de refazer devem ser aprimoradas, os trabalhos de otimização do uso de recursos (matérias-primas e energia) devem ser intensificados, os resíduos devem ser inseridos em outros processos produtivos, é necessário ter uma rede de consertos e reaproveitamento e é fundamental estabelecer uma logística de recolhimento e reutilização dos descartes pós-consumo. As mudanças também devem incluir os trabalhos de marketing com desafios para montar sistemas de coleta seletiva, educar o consumidor sobre as características ambientais do produto, difundir novos conceitos de vendas que incluam essas novas perspectivas e difundir dentro da própria empresa a necessidade de reutilização.

2. Incorporação da variável ambiental – estudo de caso

Atualmente várias empresas já estão trabalhando no sentido de incorporar a variável ambiental em seus negócios. São mudanças significativas em conceitos antigos e que demoram para ser absorvidas em toda a extensão de atuação da empresa, conforme proposto acima. Essas alterações são ainda mais lentas em empresas localizadas em países que ainda não desenvolveram uma consciência ambiental crítica e questionadora capaz de exigir mudanças e melhorias para conservação do meio ambiente em que vive. Entretanto, algumas modificações já podem ser observadas em diversos setores e um deles é o de embalagens.

O setor de embalagens é composto, principalmente, por indústrias que trabalham com materiais de descarte muito rápido e que necessitam retornar para o processo produtivo para terem um ciclo de vida um pouco maior. Apesar desse curto tempo de vida como embalagens, sua função é importantíssima também do ponto de vista ambiental. Além de identificarem o produto e trazerem informações sobre uso, regulamentações e cuidados, as embalagens também protegem seus produtos, facilitam o transporte entre os diversos pontos de venda até que chegue ao consumidor final e evitam descartes desnecessários. Em toda essa indústria, procura-se sempre trabalhar com materiais recicláveis, tais como os plásticos (de preferência os termoplásticos, que podem ser facilmente retrabalhados), o vidro, os metais e o papel. Dessa forma, é possível perceber que uso de tecnologias ambientalmente adequadas em todas essas etapas são importantes e bem vindas na busca do desenvolvimento sustentável.

A Tetra Pak é uma empresa de embalagens para alimentos líquidos e viscosos presente no Brasil desde 1957, que começou suas atividades nesse país com um escritório de representação. Em 1978, foi instalada a primeira fábrica convertedora de embalagens na cidade de Monte Mor – SP e devido à grande aceitação da embalagem cartonada multicamadas pelo mercado nacional, inaugurou outra unidade em Ponta Grossa-PR em 1999.

Nos últimos anos, tem intensificado-se bastante a preocupação ambiental dessa empresa tanto em seus processos produtivos quanto na destinação adequada das embalagens que produz. Vale ressaltar que o produto dessa já apresenta diversas vantagens ambientais que também contribuíram para o seu crescimento e sua aceitação no mercado.

Com objetivo de identificar os principais aspectos e impactos ambientais de sua empresa e, principalmente, de seu processo produtivo, estabelecer procedimentos de controle e monitoramentos e promover melhorias ambientais, a Tetra Pak, no Brasil, implementou um Sistema de Gestão Ambiental, baseado na norma NBR ISO 14001:1996. Os trabalhos para essa implementação iniciaram-se em 1996 e a fábrica de Monte Mor foi certificada em julho de 1997 e a de Ponta Grossa em fevereiro de 2001.

O primeiro passo foi o estabelecimento de uma Política de Qualidade, Saúde, Segurança e Meio Ambiente que retrata o compromisso da empresa em busca da melhoria contínua de seus processos e sistemas de gestão, da prevenção da poluição, do desenvolvimento sustentável e o compromisso ao atendimento da legislação aplicável. A participação e comprometimento dos colaboradores e as ferramentas desenvolvidas para a gestão possibilitam orientar os investimentos ambientais e elaborar Programas de Gestão Ambiental, planos de ação específicos para determinadas melhorias que necessitem de estudos mais elaborados, aprovações de orçamento e acompanhamento de projetos.

Essa preocupação ambiental está em todo o ciclo de vida do produto, extrapolando as fronteiras de suas fábricas e pode ser melhor representada na cadeia abaixo:

Embalagem Longa Vida
Figura 1 – Representação esquemática dos principais elos do ciclo de vida das embalagens produzidas pela Tetra Pak

2.1. O Elo Fornecedores

A embalagem cartonada multicamadas é composta por papel, plástico e alumínio em camadas. Dessa forma, o seu ciclo de vida inicia-se com a produção das matériasprimas, portanto há uma estreita parceria da Tetra Pak com os fornecedores na busca de melhorias ambientais tanto em serviços quanto em produtos, sendo que os principais fornecedores possuem a certificação NBR ISO 14001:1996, o que demonstra essa preocupação.

O papel, por exemplo, é proveniente de florestas manejadas certificadas pelo Forest Stewardship Council – FSC, o que garante que são respeitadas todas as normas necessárias para o cultivo ambiental adequado das árvores e que nenhuma floresta nativa foi desmatada para essa produção. Além disso, apenas uma das faces do papel é branqueado e através de um processo livre de cloro.

2.2. O Elo Empresa

A etapa correspondente a Tetra Pak engloba a etapa de transformação das matérias-primas em embalagens. Dentro do processo produtivo, foram identificados todos os aspectos e impactos ambientais das atividades e, em seguida, estes foram classificados para determinação dos aspectos significativos, como o uso de energia elétrica, uso de água, uso de recursos naturais (papel, plástico, alumínio, tintas), descarte de resíduos sólidos (aparas de papel, aparas de embalagens, resíduos de alumínio), de efluentes líquidos (água contaminada com tintas, resíduos de tinta, resíduos de óleo).

Com base nesses aspectos significativos, foram estabelecidos padrões de descarte adequados com a legislação e vários programas de gestão ambiental visando a busca do desenvolvimento sustentável, como trabalhos para a redução do uso de energia elétrica, grupos para otimização do uso de matérias-primas e correta destinação dos resíduos do processo produtivo. Os resíduos sólidos, por exemplo, são destinados para a Planta de Resíduos Sólidos (PRS) dentro da própria empresa, onde é feita a trituração e enfardamento das diversas aparas laminadas ou não e dos resíduos plásticos, que são encaminhados, então, para reciclagem em empresas terceiras homologadas.

Quanto aos efluentes gerados durante a produção, há Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) para os efluentes domésticos e também um sistema de Ultrafiltração para um pré-tratamento dos líquidos contaminados com tinta. Esse processo filtra os efluentes contaminados com tinta para recuperação da água que é novamente reutilizada para lavagem de peças. Dessa forma, há uma redução na quantidade de água utilizada e na quantidade de material enviado para reciclagem externa.

Embalagem Longa Vida
Figura 2 – Consumo de água na Tetra Pak – site de Monte Mor-SP – comparativos de 2000 e 2001 a média de 1999

Embalagem Longa Vida
Figura 3 – Consumo de energia na Tetra Pak – site de Monte Mor-SP – comparativos de 2000 e 2001 a média de 1999

Todos os indicadores ambientais da empresa são acompanhados e periodicamente divulgados para que seja possível o acompanhamento do desempenho ambiental. As figuras 2 e 3 apresentam o consumo de água e energia na fábrica de Monte Mor e as reduções no consumo observadas nos anos de 2000 e 2001.

A partir das figuras apresentadas, é possível observar a redução nos consumos, principalmente no ano de 2001, resultado dos trabalhos para otimização no uso de matérias primas e aumento da produtividade das máquinas, permitindo um aumento de produção sem necessariamente necessitar de uma quantidade maior de insumos.

Atualmente a empresa conta com mais 30 planos de gestão ambiental em andamento nas duas fábricas que correspondem a melhorias específicas que devem ser realizadas para minimizar ainda mais os impactos ambientais, como programas de regulagem das bombas injetoras das frotas de caminhões, programas de Educação Ambiental em Escolas, substituição de equipamentos para uso de gás menos ofensivos a camada de ozônio, substituição de solventes clorados e modificações de processos para eliminação de tintas base solvente para tintas base aquosa.

2.3. Os Elos Clientes e Distribuição

Esses programas e trabalhos não estão restritos às fronteiras das fábricas e permeia as etapas seguintes da cadeia relacionada às embalagens. No elo correspondente aos clientes, há um acompanhamento junto aos clientes para tratamento correto dos resíduos gerados em seus processos produtivos e, quando possível, envio para a reciclagem. Os sistemas fornecidos pela empresa permitem um melhor aproveitamento do produto alimentício evitando desperdícios tanto na etapa de envase quanto na distribuição.

Esse é o elo em que a embalagem cartonada apresenta grandes vantagens ambientais. Isso é possível, graças às características das embalagens e também dos processos de tratamento e envase dos alimentos fornecidos pela própria Tetra Pak. A embalagem cartonada é mais leve, devido a ter sua estrutura feita em papel (75% em peso da embalagem corresponde a fibras celulósicas), e garante que o alimento não tenha qualquer contato com ar, luz ou outro contaminante, graças a fina camada de alumínio (5% em peso da embalagem). Esta, por sua vez, não está em contato com o alimento devido a duas camadas de polietileno de baixa densidade que isolam o alimento (20% em peso da embalagem).

Existem vários tratamentos pelos quais os alimentos devem passar antes de serem envasados e enviados para os consumidores finais. O que permite uma maior conservação é o de ultrapasteurização, que consiste no aquecimento do produto a uma temperatura acima de 140oC por 2 a 4 segundos, seguido de um resfriamento abaixo de 32oC. Por meio desse processo, o alimento não perde as características nutritivas, mas fica livre dos contaminantes. Esse processamento aliado a um envase asséptico, em que a embalagem é esterelizada e o alimento é envasado sem contato com o ar, garantem uma maior durabilidade para o produto envasado, podendo chegar até a 6 meses.

Dessa forma, não há necessidade de transporte em caminhões refrigerados e o armazenamento dos produtos também dispensa os gastos com refrigeração, tanto nas exposições de ponto de venda quanto na casa dos consumidores.

2.4. Os Elos Consumidores e Municípios

Após cumprir a sua função de embalagem, é gerada uma grande quantidade de resíduos em locais diversificados. São os resíduos pós-consumo gerados por todos os consumidores de embalagens longa vida espalhados em todo território nacional. Para que haja um destino ambientalmente adequado a esse material, é necessário o estabelecimento de um gerenciamento integrado de resíduos e uma rede de recicladores. Atualmente apenas 425 dos mais de 5000 municípios possuem um sistema de coleta seletiva e a maior parte dos resíduos é destinado para lixões a céu aberto ou aterros controlados, que não são a melhor alternativa de descarte. Diante dessa realidade, uma porcentagem muito pequena de embalagens é coletada e destinada para recicladores.

A Tetra Pak tem procurado divulgar a reciclabilidade de suas embalagens com símbolos na própria embalagem e, em paralelo, possui o Programa “Coleta Seletiva em Municípios”; que apoia prefeituras e iniciativas de associações e/ou organizações não governamentais que elegeram a coleta seletiva como forma de gerenciamento de resíduos.

Esse apoio inclui, também, a orientação para correta destinação dos resíduos de embalagens cartonadas, a promoção da importância da coleta seletiva junto aos cidadãos da comunidade com produção e impressão de folhetos e em alguns casos até com a distribuição de coletores de recicláveis e prensas. Como é o caso dos municípios de Campinas (SP), Monte Mor (SP) e Belo Horizonte (MG).

O Programa “Coleta Seletiva em Municípios” já atendeu mais de 100 cidades brasileiras, entre elas Niterói (RJ), Vitória (ES), Pomerode(SC), Poá(SP), Arapongas (PR), Itabira (MG), Campos do Jordão (SP), Erechim (RS) e tantas outras em todo o Brasil fornecendo também apoio técnico como ponte entre órgãos públicos, cooperativas e empresas recicladoras somando um total de mais 3.000.000 de folhetos distribuídos para a população.

2.5. O Elo Recicladores

A fim de garantir que as embalagens de sua fabricação coletadas em sistemas de coleta seletiva retornem ao sistema produtivo, a Tetra Pak tem desenvolvidos trabalhos junto a diversos recicladores.

A primeira vista, esse material pode ser um tanto complexo para reciclagem, uma vez que trata-se de multicamadas de papel cartão, polietileno de baixa densidade e alumínio.

Entretanto, ele é composto por processos já estabelecidos e muito bem conhecidos como a reciclagem de papel e a de termoplásticos e pode ser melhor entendido pelo fluoxograma abaixo:

Reciclagem de Embalagens Cartonadas

Embalagem Longa Vida
Figura 4 – Representação Esquemática da Reciclagem de Embalagens Longa Vida

A primeira etapa é o enfardamento desse material nas próprias iniciativas de coleta para reduzir o volume a ser transportado e garantir a extração de maior parte de resíduo alimentar que possa estar acumulado na embalagem. Em seguida, os fardos são destinados a recicladores de aparas de papel. O processo nessas indústrias inicia-se com a mistura das embalagens com água dentro de um hidrapulper. Esses equipamentos que podem de ser alta, média ou baixa consistência promovem a agitação do material por cerca de 30 minutos. Esse tempo é suficiente para que ocorra a desagregação das fibras de papel e seja possível fazer a separação mecânica das fibras e das camadas de plástico e alumínio.

Embalagem Longa Vida
Fig 3 – Hidrapulper em alta consistência antes

Embalagem Longa Vida
Fig 4 – Hidrapulper em alta consistência após a da desagregação de fibras

Á água com fibras de papel segue, então, para a produção de papel reciclado. Este pode ser utilizado para confecção de miolo para caixas de papelão ondulado, palmilhas de sapato, caixas de ovos e até papéis para impressão, conferindo grande resistência a esses materiais, por se tratar de uma fibra longa que passa pelo primeiro processo de reciclagem.

Os resíduos de plástico e alumínio permanecem juntos e passam por etapas de lavagem para retirada do residual de fibras. Em seguida, podem ser destinados para a fabricação de plásticos ou para a recuperação de alumínio. Comercialmente no Brasil hoje, a alternativa tem sido a destinação desses materiais para a indústria de plásticos.

Nesse processamento, as camadas de plástico/alumínio passam por uma etapa de aglutinação e em seguida pela etapa de extrusão para formação dos pellets – matéria prima desse ramo industrial. A concentração de alumínio nas embalagens é muito pequena, cerca de 5%, e após a retirada das fibras celulósicas, ela chega a 20% em peso, não comprometendo as propriedades plásticas do polietileno. Algumas características ficam alteradas, permitindo que esse material seja utilizado em processos de injeção de peças plásticas como a produção de suportes de vassouras, baldes, canetas, réguas ou em processos de rotomoldagem para confecção de coletores de lixo, antes feitos somente com polietileno de alta densidade.

Embalagem Longa Vida
Fig 5 – Vassouras com estrutura feita de Polietileno/Alumínio reciclado embalagens Tetra Pak

Embalagem Longa Vida
Fig. 6 – Canetas, porta blocos e clipeiro feito em polietileno/alumínio reciclado de embalagens Tetra Pak

Embalagem Longa Vida
Fig. 7 – Coletores feitos de Polietileno/Alumínio reciclado de embalagens Tetra Pak – processo de rotomoldagem

Em alguns países da Europa, esse resíduo da indústria papeleira composto pelo plástico/alumínio é destinado para coprocessamento em fornos de cimento, em que funciona como combustível e o resíduo de alumínio após a queima transformado em trióxido de alumínio acaba sendo incorporado ao cimento.

Todos os trabalhos desenvolvidos por esses recicladores e também novas pesquisas científicas que aumentem a reciclagem da embalagem são constantemente acompanhadas pela Tetra Pak, que consegue, dessa forma, garantir a continuidade do ciclo de vida de seus produtos em outros processos produtivos, mesmo não trabalhando com a possibilidade de incorporar materiais reciclados, por fornecer embalagens para a indústria alimentícia.

3. Conclusão

Até o momento, a história tem sido construída ligada a desenvolvimento econômico, que por sua vez, está intimamente ligado a desenvolvimentos tecnológicos.

Em outras palavras, todas os avanços da ciência impulsionaram também os avanços econômicos. Entretanto, esses avanços não consideraram o meio ambiente em que estavam inseridos, não mediram as degradações provocadas por suas novas tecnologias e nem a disponibilidade dos recursos naturais necessários para que fossem colocadas em prática.

Essa constante falta de preocupação com a variável ambiental e a elevação dos níveis de consumo levaram a uma degradação do meio ambiente, resultando em acidentes ambientais, e a possibilidade de esgotamento de diversos recursos naturais, como o petróleo, a água. Para evitar-se desastres ambientais maiores, faz-se necessário uma mudança de padrões de consumo e também de produção a fim de conservar o planeta para as gerações futuras. Essa nova concepção de desenvolvimento foi chamada de desenvolvimento sustentável e utiliza-se das tecnologias ambientais para poder ser colocada em prática. Entretanto, essa concepção deve ser incorporada como variável competitiva para que possa realmente tornar-se competitiva e seja aceita pelo mercado.

O comprometimento com a busca do desenvolvimento sustentável é essencial para o obtenção de um planeta com qualidade de vida e respeito ao meio ambiente. Esse comprometimento deve estar presente em todas as ações de uma empresa, fazendo parte do seu negócio e da sua missão e até mesmo sendo incorporado como uma vantagem competitiva nos mercados em que atua.

No estudo de caso apresentado, é possível ver como uma empresa do ramo de embalagens pode incorporar a variável ambiental em seus trabalhos. Nesse sentido, a Tetra Pak tem procurado concentrar esforços em projetos de melhorias ambientais envolvidos no Ciclo de Vida do seu produto, principalmente no desenvolvimento de recicladores e da conscientização da importância de um gerenciamento adequado dos resíduos como forma de reduzir os impactos ambientais. É necessário despertar nos consumidores a importância da reciclagem dos resíduos, nos órgãos governamentais a necessidade da implantação de um sistema de gerenciamento integrado de resíduos e desenvolver alternativas sustentáveis para esses trabalhos de tal forma que eles sejam vistos como um negócio para todos os envolvidos.

Esses objetivos serão alcançados através da busca de soluções para as necessidades dos nossos clientes, consumidores e cidadãos em termos de embalagens ambientalmente adequadas e de possibilidades para coleta, separação e reciclagem das embalagens Tetra Pak. Além disso, é fundamental o comprometimento da empresa em ter um performance ambientalmente responsável e trabalhar ativamente junto a organizações não-governamentais preocupadas com os assuntos ambientais. A comunicação de todas as iniciativas ambientais e sociais e todos monitoramentos de melhoria contínua para funcionários, clientes, fornecedores e consumidores em geral também é essencial para busca de uma melhoria do desenvolvimento.

A grande maioria das melhorias ambientais efetuadas na empresa parte da iniciativa dos próprios colaboradores, que, a partir de treinamentos e capacitação técnica adequados, podem identificar os aspectos e impactos ambientais relacionados às suas funções e sugerir melhorias que, sendo tecnicamente possíveis, são implementadas pela empresa. Alguns exemplos de melhorias executadas são o reaproveitamento de bobinas sucateadas para set-up de outras máquinas, a recuperação de tubetes antes sucateados para outros processos, a adequação de áreas para lavagem de peças sujas de tintas. Todas essas iniciativas ajudaram a reduzir a quantidade de resíduos descartados, pois permitem que elas permaneçam no ciclo produtivo e a reduzir impactos ambientais.

Juliana Matos Seidel

4. Bibliografia

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. Gestão Ambiental: Avaliação do Ciclo de Vida – Princípios e Estrutura – NBR ISO 14040. Rio de Janeiro: ABNT, 2001. COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. Nosso futuro comum, 2.ed, Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1991. D’ALMEIDA, M. L. O.; VILHENA, A. Lixo Municipal: Manual de Gerenciamento Integrado, 2. ed, São Paulo: IPT/Cempre, 2000. MOURAD, A. L.; GARCIA, E. E. C.; VILHENA, A. Avaliação do Ciclo de Vida – Princípios e Aplicações, São Paulo: Cetea/Cempre, 2002. MEADOWS, D. L. et al. Limites do Crescimento. Um relatório para o projeto do Clube de Roma sobre o Dilema da Humanidade. 2.ed., São Paulo, Ed. Perspectiva, 1978
NEVES, F.L. Reciclagem de embalagens cartonadas Tetra Pak. In: O Papel, no. 2, 1999. RATTNER, H. Impactos Sociais da Tecnologia: O caso do Japão. Nobel, São Paulo, 1988. RATTNER, H. Liderança para uma Sociedade Sustentável. Nobel, São Paulo, 1999. SACHS, I. Estratégias de transição para o século XXI. In: Para Pensar o Desenvolvimento Sustentável, Ed. Brasiliense. SHRISVASTAVA, P. Environmental Technologies and Competitive Advantage. In: Strategic Management Journal. Vol. 16. Pennsylvania, USA, 1995. VANDERMERWE, S.; OLIFF, M. Corporate Challenges for an Age of Reconsumption. In: The Columbia Journal of World Business, no 2636, USA, 1991. VILHENA, A. Guia da coleta seletiva . Cempre, São Paulo, 1999. ZUBEN, Fv; NEVES, F.L. Reciclagem do alumínio e do polietileno presentes nas embalagens cartonadas Tetra Pak. In: Seminário Internacional de Reciclagem do Alumínio, 5., São Paulo, 1999. Anais. São Paulo: ABAL, 1999.

Fonte: www.tetrapak.com

Embalagens Longa Vida

Como funciona a reciclagem de embalagem longa vida

Embalagem Longa Vida
A reciclagem, mais do que nunca, está na boca do povo.

As casas possuem dois cestos de lixo: um para restos orgânicos, outro para recicláveis, como o papel, o vidro, os metais e o plástico. O óleo de cozinha não é mais derramado no ralo da pia, é armazenado em garrafinhas plásticas que, quando cheias, são levadas a postos de coleta em supermercados e outros estabelecimentos comerciais. As pilhas e baterias, comuns em eletrônicos e gadgets, também são levadas a postos de coleta especializados. O ciclo do consumo, aos poucos, vai se configurando em um verdadeiro “ciclo”.

Mas nem tudo são flores no processo de reciclagem, sobretudo quanto estamos falando em embalagens, a cada dia que passa mais sofisticadas e complexas. O caso mais emblemático é a embalagem longa vida (ou cartonada), um composto de plástico, alumínio e papel.

Você dispensaria uma embalagem longa vida no lixo de papel, plástico ou alumínio? E como reciclar um material tão complexo quanto este?

A embalagem cartonada (conhecida também por longa vida), criada na década de 1970, trouxe enormes benefícios à sociedade, que pode armazenar alimentos por um longo período de tempo sem que os mesmos apodrecessem. Benéfica do ponto de vista logístico – foi adotada em larga escala para armazenar toda sorte de alimentos e bebidas imagináveis -, no entanto, tornou-se um grande problema ambiental: é um composto de papel, plástico e alumínio humanamente inseparável, o que impede sua reciclagem integral.

Embalagem Longa Vida

Verdade seja dita: o papel é facilmente extraído do composto, o problema está justamente na separação do plástico e o alumínio.

Os cientistas levaram décadas para, só então em 2007, descobrirem uma solução viável para a separação destes elementos: o plasma.

A reciclagem por plasma

A embalagem cartonada é utilizada em larga escala no Brasil. Até 2007, das cerca de 160 mil toneladas descartadas anualmente, apenas 25% eram direcionadas para um processo de reciclagem parcial, que separa o papel dos demais elementos (plástico e alumínio).

Hidrapulper em funcionamento

A separação do papel se dá pela introdução das embalagens em processador à base de água chamado hidrapulper – uma espécie de liquidificador gigante – que extrai o papel da embalagem em fibras. Estas fibras são direcionadas à indústria de reciclagem de papel, que as utiliza basicamente na produção de caixas de papelão.

Depois de passar pelo hidrapulper, surge este material

O material remanescente, plástico e alumínio grudados, em sua grande maioria era destinado a aterros sanitários, sendo apenas uma pequena parte aproveitado por fábricas de telhas que o utilizava como matéria-prima.

Produto final da reciclagem de embalagem longa vida

A solução para a reciclagem da embalagem cartonada, à despeito de tudo o que já havia sido tentado, no entanto, estava incompleta. Foi então que, no ano de 2007, quatro empresas consorciadas inauguraram a primeira fábrica de reciclagem completa destas embalagens, na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, utilizando a tecnologia do plasma.

O consórcio era formado pelas empresas TSL, de engenharia ambiental; Alcoa, produtora de alumínio; Klabin, produtora de papel, e Tetra Pak, fabricante de embalagens cartonadas.

Com investimentos da ordem de R$ 12 milhões – e sete anos de pesquisa e desenvolvimento – a capacidade de processamento da fábrica é de 8 mil toneladas de plástico e alumínio por ano, equivalente a cerca de 32 milhões de toneladas de embalagens longa vida (20% do total consumido no Brasil).

No processo de separação pelo plasma, o material remanescente da separação do papel da embalagem cartonada – o composto de plástico e alumínio – é introduzido em fardos dentro do reator de plasma térmico. Induzido pelo gás argônio, o plasma é lançado por uma tocha sobre o material por alguns poucos minutos a uma temperatura média de 15.000 °C

Quarto estado da matéria

O plasma é um gás produzido em alta temperatura, com propriedades químicas que o diferencia dos demais estados de matéria (sólido, líquido e gasoso). Ele é parcialmente ionizado e possui modificações moleculares e atômicas. É comumente chamado de “quarto estado da matéria”.

As moléculas de plástico vão se quebrando em cadeias moleculares menores, evapora e condensa em uma outra câmara, na qual é retirada em forma de parafina, que é vendida para a indústria petroquímica.

O alumínio, por sua vez, é derretido pelo plasma e recuperado em lingotes (barras). A própria indústria de alumínio recompra o material e o emprega novamente em embalagens.

Benefícios sócio-ambientais

Além do fato de a tecnologia de reciclagem pelo plasma ser um diferencial por si só, a fábrica tem outros atrativos ambientais: o processo é considerado “limpo”, ou seja, não produz poluentes ambientais.

A separação dos materiais que ocorre no reator não utiliza oxigênio ou realiza qualquer tipo de combustão e, portanto, é neutra em emissão de carbono. Eventuais efluentes líquidos são tratados e a água utilizada no circuito é reaproveitada. O processo tem um alto índice de eficiência energética (transferência de energia do plasma para o alumínio e o plástico), cerca de 90%.

A expectativa do consórcio de empresas, por outro lado, é que os benefícios da reciclagem total das embalagens cartonadas se estendam por toda cadeia produtiva – em especial aos catadores de materiais, já que o preço da tonelada do material, atualmente em R$ 250 (dados de 2007), tenderá a aumentar em 30%, resultando numa maior remuneração da atividade de coleta.

Fonte: ambiente.hsw.uol.com.br

Embalagens Longa Vida

Em 1950, o Dr. Ruben Rausing, fundador da Tetra Pak, afirmou: “Uma embalagem deve gerar mais economia do que ela custa”. Isto significa produzir embalagens que protejam os alimentos, mas que não destruam os recursos naturais e não gastem muita energia na sua fabricação, estocagem e transporte.

Assim, surgiram as embalagens cartonadas ou caixinhas Longa Vida que reúnem, em uma única embalagem, três diferentes materiais: papel, plástico e alumínio. Juntos eles impedem a penetração da luz, do ar, da água e dos microorganismos, protegendo o alimento para que não estrague.

A proteção contra a luz é importante, pois ela destrói vitaminas encontradas em alimentos como leite e sucos. O oxigênio presente no ar produz uma reação nos alimentos, chamada oxidação, que pode causar neles alterações de cor e sabor. O ar pode, também, levar microorganismos e odores estranhos para dentro da embalagem, se ela não for muito bem fechada.

Na década de 60, com o desenvolvimento do envase asséptico, no qual o alimento e a embalagem são esterilizados separadamente, a Tetra Pak lançou as primeiras embalagens cartonadas assépticas para leite, que são as caixinhas de leite Longa Vida, com o nome de embalagem Tetra Brik Aseptic.

O leite Longa Vida é obtido por meio da ultrapasteurização do leite a elevadas temperaturas, 135ºC a 150ºC, por 2 a 4 segundos. O resultado é a destruição de todos os microorganismos que podem se desenvolver no leite e a obtenção de um produto de alta qualidade.

Assim, o leite embalado pode ser conservado fora da geladeira por até 180 dias sem se estragar. Quando o leite é pasteurizado, ele é aquecido a temperaturas por volta de 70ºC durante 15 a 20 segundos.

Na pasteurização simples, apenas os microorganismos mais perigosos são destruídos, por isso o leite deve ser mantido na geladeira.

O material para a formação das caixinhas é transportado para a indústria de alimentos na forma de bobinas, ocupando pouco espaço nos caminhões. Dessa forma, é possível transportar muito mais embalagens em um caminhão, com conseqüente economia de combustível. O material transportado em um único caminhão é suficiente para embalar 500.000 litros de leite Longa Vida.

Coleta Seletiva

Após a fabricação, os produtos armazenados nas caixinhas Longa Vida, além de não precisarem de refrigeração, ocupam pouco espaço no transporte e nas prateleiras dos supermercados, gerando economia de energia.

Reciclagem

Para reaproveitamento das caixinhas, elas devem ser limpas, amassadas e entregues ao caminhão da Coleta Seletiva ou colocadas nos coletores de papel, uma vez que a maior parte da caixinha é composta de papel. O principal processo de reciclagem das embalagens cartonadas é o processamento para reaproveitamento das fibras de papel e do plástico/alumínio.

Além desse, há também a incineração para recuperação de energia. Na incineração, a embalagem cartonada é queimada em incineradores com controle de poluição ambiental. O calor produzido pode ser utilizado para gerar energia elétrica, que é distribuída para a população. Esse processo ocorre em diversos países da Europa e no Japão.

A reciclagem das embalagens cartonadas com reaproveitamento das fibras de papel é feita nas indústrias recicladoras de papel. Nestes locais, as embalagens são misturadas com água em um liquidificador gigante, chamado hidrapulper. As fibras absorvem a água e se separam do alumínio/plástico. Em seguida, as fibras são lavadas e purificadas, sendo aproveitadas para a produção de papel kraft para a confecção de caixas de papelão.

Plástico/Alumínio

A reciclagem do plástico e alumínio, que sobram após o reaproveitamento das fibras de papel, pode ser feita por meio de outros processos industriais:

1-Pelo processamento em indústria com tecnologia a plasma: a nova tecnologia a plasma permite a completa separação das camadas de plástico e alumínio.

O sistema usa energia elétrica para produzir um jato de plasma a 15 mil graus Celsius para aquecer a mistura de plástico e alumínio. Com o processo, o plástico é transformado em parafina e o alumínio, totalmente recuperado em forma de lingotes de alta pureza. Esses lingotes são transformados em novas folhas de alumínio usadas na fabricação de Embalagens Cartonadas e, assim, fecham o ciclo de reciclagem do material. A parafina é vendida para a indústria petroquímica nacional.

A aplicação dessa tecnologia para reciclagem de embalagens longa vida é inédita no mundo e 100% brasileira, tendo já despertado o interesse de diversos países europeus.

2 – Pela prensagem do plástico e alumínio: o composto de plástico/alumínio é picado e prensado a quente, formando chapas semelhantes à madeira, ideais para a produção de móveis e divisórias. Essas chapas podem ser transformadas também em telhas (figura ao lado) utilizadas na construção civil.

3 – Pelo processamento do plástico/alumínio em indústrias recicladoras de plásticos: o plástico da Embalagem Cartonada é um termoplástico e, portanto, pode ser reaproveitado várias vezes. O alumínio presente no composto não atrapalha o processo final de fabricação de peças por termo-injeção, rotomoldagem ou sopro. Os produtos finais são vassouras e coletores (figuras ao lado), entre outros.

Fonte: www.culturaambientalnasescolas.com.br

Embalagens Longa Vida

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