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Água

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Água – O que é

água é encontrada em três formas diferentes na Terra – gasosa, sólida e líquida. A forma que a água assume depende da temperatura.

A água em nosso planeta flui como líquido em rios, córregos e oceanos; é sólido como gelo nos pólos norte e sul; e é gás (vapor) na atmosfera. A água também está no subsolo e dentro de plantas e animais.

Todos os seres vivos precisam de água de alguma forma para sobreviver na Terra.

As pessoas podem passar semanas sem comida, mas podem viver apenas alguns dias sem água.

A água é um recurso importante com muitos usos, incluindo produção de alimentos, limpeza, transporte, geração de energia, recreação e muito mais.

A água existe como moléculas. Cada molécula é composta de dois átomos de hidrogênio unidos a um átomo de oxigênio. Isso significa que a fórmula química da água é H2O

.A água é essencial para toda a vida animal e vegetal na Terra. As plantas, por exemplo, usam água na fotossíntese para fazer seu alimento.

A água é uma substância incolor, insípida e inodora, essencial a todas as formas de vida que conhecemos.

Há muita água em nosso planeta, e ela existe em muitos lugares e formas: principalmente nos oceanos e calotas polares, mas também como nuvens, água da chuva, rios ou água doce. A água está se movendo continuamente através do ciclo de evaporação, precipitação e escoamento, de volta ao mar.

Todas as formas de vida conhecidas precisam de água. Os humanos consomem “água potável” – água que possui qualidades compatíveis com o corpo humano. A água da chuva comum em muitos países é poluída e, portanto, não é segura para beber. Este recurso natural tem se tornado escasso com o crescimento da população mundial, e sua disponibilidade é uma grande preocupação social e econômica.

Aproximadamente 60% do corpo humano adulto é água e desempenha muitas funções, incluindo:

Dissolver nutrientes vitais na corrente sanguínea e entregá-los às células.
Regulando a nossa temperatura corporal.
Dissolver substâncias residuais e transportá-las para fora do corpo na urina, fezes e suor.
Protegendo tecidos, articulações e medula espinhal.

Os seres humanos precisam beber muita água para repor o que perdemos através do suor, urina e fezes.

Água – Importância

A água assume muitas formas diferentes na terra: vapor de água e nuvens no céu, ondas e icebergs no mar, geleiras nas montanhas e aquíferos no solo, para citar apenas alguns. Através da evaporação, precipitação e escoamento, a água flui continuamente de uma forma para outra, no que é chamado de ciclo da água.

Devido à importância da precipitação para a agricultura e para a humanidade em geral, damos nomes diferentes às suas várias formas: enquanto a chuva é comum na maioria dos países, outros fenômenos são bastante surpreendentes quando vistos pela primeira vez: granizo, neve, neblina ou orvalho por exemplo. Em muitos países africanos, a neve é, por exemplo, um fenômeno muito raro.

Quando devidamente iluminadas, as gotas de água no ar podem refratar as belas cores de um arco-íris.

Da mesma forma, os escoamentos de água desempenharam papéis importantes em nossa história: rios e irrigação forneceram a água necessária para a agricultura.

Rios e mares ofereciam oportunidades para viagens e comércio. Através da erosão, os escoamentos desempenharam um papel importante na formação de nosso meio ambiente, fornecendo vales e deltas de rios que fornecem solo rico e terreno plano para o estabelecimento de centros populacionais.

A água também se infiltra no solo e vai para os aquíferos. Esta água subterrânea flui de volta à superfície através de nascentes, ou mais espetacularmente através de fontes termais e gêiseres. A água subterrânea também é extraída artificialmente de poços.

Como a água pode conter muitas substâncias diferentes, ela pode ter um sabor ou cheiro muito diferente.

Na verdade, desenvolvemos uma forma de avaliar a potabilidade da água: evitamos os mares salgados e os pântanos pútridos e gostamos da água pura e fresca de uma nascente de montanha.

Planeta Água

Pelo que se sabe, só o planeta Terra tem água em abundância.

Estamos falando da água que abrange aproximadamente, 70% da superfície terrestre. São incontáveis as espécies de animais e vegetais que a Terra possui.

Sua distância do Sol – 150 milhões de quilômetros – possibilita a existência da água nos três estados: sólido, líquido e gasoso.

A água, somada à força dos ventos, também ajuda a esculpir a paisagem do nosso planeta: desgasta vales e rochas, provoca o surgimento de diversos tipos de solo etc.

O transporte de nutrientes, que são aproveitados por centenas de organismos vivos, também é feito pela água.

Água
Água

O homem quanto mais sábio fica, mais tolices faz contra a natureza, alegando como principal motivo o progresso.

Dentre os recursos naturais, a água hoje é o mais ameaçado do planeta. Ameaçado pela escassez e ameaçado também na sua qualidade.

As intensas e crescentes agressões ao meio ambiente vem comprometendo cada vez mas a qualidade e quantidade dos recursos hídricos disponíveis.

A Vida Depende da Água

A existência de tudo o que é vivo, em nosso planeta, depende de um fluxo de água contínuo e do equilíbrio entre a água que o organismo perde e a que ele repõe.

As semelhanças entre o corpo humano e a Terra são: 70% do nosso corpo também é constituído de água. Assim como a água irriga e alimenta a Terra, o nosso sangue, que é constituído de 83% de água, irriga e alimenta nosso corpo.

Quando o homem aprendeu a usar a água em seu favor, ele dominou a natureza: aprendeu a plantar, a criar animais para seu sustento, a gerar energia etc.

Desde as civilizações mais antigas até as mais modernas, o homem sempre procurou morar perto dos rios, para facilitar a irrigação, moer grãos, obter água potável etc.

Nos últimos trezentos anos, a humanidade se desenvolveu muito, a produção aumentou, o comércio se expandiu, provocando uma verdadeira revolução industrial. Nesse processo, a água teve papel fundamental, pois a partir de seu potencial surgiram a roda d´água, a máquina a vapor, a usina hidrelétrica etc.

Hoje, mais do que nunca, a vida do homem depende da água. Para produzir um quilo de papel, são usados 540 litros de água; para fabricar uma tonelada de aço, são necessários 260 mil litros de água; uma pessoa, em sua vida doméstica, pode gastar até 300 litros de água por dia.

Água – Recurso Limitado

No decorrer do século XX, a população do planeta Terra aumentou quase quatro vezes. Um estudo populacional prevê que no ano 2000 a população mundial, em sua maioria absoluta, estará vivendo em grande cidades; com o grande desenvolvimento industrial, a cada dia aparecem novas utilidades para a água. O custo de ter água pronta para o consumo em nossas casas é muito alto, pois o planeta possui aproximadamente só 3% de água doce e nem toda essa água pode ser usada pelo homem, já que grande parte dela encontra-se em geleiras, icebergs e subsolos muito profundos.

Outra razão para a água ser um recurso limitado é sua má distribuição pelo mundo. Há lugares com escassez do produto e outros em que ele surge em abundância.

Com o grande desenvolvimento da tecnologia, o homem passou a interferir com agressividade na natureza. Para construir uma hidrelétrica, desvia curso de rios, represa uma quantidade muito grande de água e interfere na temperatura, na umidade, na vegetação e na vida de animais e pessoas que vivem nas proximidades.

O homem tem o direito de criar tecnologias e promover o desenvolvimento para suprir suas necessidades, mas tudo precisa ser muito bem pensado, pois a natureza também tem de ser respeitada.

O Caminho da Água

A água dos mananciais e dos poços, por conter microorganismos e partículas sólidas em suspensão, percorre um caminho nas estações de tratamento até chegar limpa ao hidrômetro.

Na primeira etapa do tratamento, a água fica na bacia de tranquilização; em seguida, recebe sulfato de alumínio, cal e cloro. Na segunda etapa, a água passa pelos processos de filtração e fluoretação. Para produzir 33 m³ por segundo de água tratada, uma estação como o Guaraú, no município de São Paulo, gasta em média 10 toneladas de cloro, 45 toneladas de sulfato de alumínio e mais 16 toneladas de cal – por dia!

Nas casas, a água começa seu caminho no hidrômetro (aparelho que mede o volume de água consumida), entra na caixa d´água e passa pelos canos e registros até chegar à pia, ao chuveiro, ao vaso sanitário e tudo o mais.

Após o uso ( para beber, cozinhar, limpar), a água vai para os ralos e em seguida para os canos que vão dar na caixa de inspeção e na saída do esgoto doméstico. Os esgotos que saem das casas, indústrias etc devem ser bombeados para uma estação de tratamento, onde os sólidos são separados do líquido – o que diminui a carga de poluição e os prejuízos para as águas que irão recebê-la.

O tratamento de esgoto é vantajoso, pois o lodo que sobra pode ser transformado em fertilizante agrícola; o biogás resultante desse processo também é aproveitável como combustível.

A Poluição das Águas

Os efeitos da poluição e destruição da natureza são desastrosos: se um rio é contaminado, a população inteira sofre as consequências. A poluição está prejudicando os rios, mares e lagos; em poucos anos, um rio sujeito a poluição pode estar completamente morto.

Para despoluir um rio gasta-se muito dinheiro, tempo e o pior: mais uma enorme quantidade de água. Os mananciais também estão em constante ameaça, pois acabam recebendo a sujeira das cidades, levada pela enxurrada junto com outros detritos.

A impermeabilização do solo causada pelo asfalto e pelo cimento dificulta a infiltração da água da chuva e impede a recarga dos lençóis freáticos.As ocupações clandestinas de áreas que abrigam os mananciais também acabam poluindo as águas, pois seus moradores depositam lixo e esgoto no local.

Os poluidores e destruidores da natureza são os próprios seres humanos que jogam o lixo diretamente nos rios, sem nenhum tratamento, matando milhares de peixes.

Desmatadores derrubam árvores das áreas dos mananciais e de matas ciliares, garimpeiros devastam os rios e usam mercúrio, envenenando suas águas.

As pessoas sabem que os automóveis poluem e colaboram para o efeito estufa, mas por falta de opção ou por comodismo não abrem mão desse meio de transporte.

Todos sabem que o lixo contamina e polui o meio ambiente. Porém, muitas pessoas jogam-no nas ruas, praias e parques.

A atividade agrícola também é poluidora da água, já que os pesticidas e os agrotóxicos são levados pela água da chuva para os rios e mananciais ou penetram o solo atingindo os lençóis freáticos.

As fábricas lançam gases tóxicos na atmosfera porque não instalam filtros em suas chaminés. Numa cidade como São Paulo, só 17% das indústrias tratam seus esgotos; 83% jogam nos rios toda a sujeira que produzem.

Quem mais polui é também quem mais consome: 23% da água tratada é consumida pelas indústrias.

A água poluída pode causar doenças como cólera, febre tifóide, disenteria, amebíase etc. Muitas pessoas estão sujeitas a essas e outras doenças porque suas residências não tem água tratada ou rede de esgoto.

Um dado assustador comprova: 55,51% da população brasileira não tem água encanada nem saneamento básico.

O Desperdício da Água

A maioria das pessoas tem o costume de desperdiçar água, mas isso tem de mudar, porque o consumo de água vem aumentando muito e está cada vez mais difícil captar água de boa qualidade.

Por causa do desperdício, a água tem de ser buscada cada vez mais longe, o que encarece o processo e consome dinheiro que poderia ser investido para proporcionar a todas as pessoas condições mais dignas de higiene.

Soluções inviáveis e caras já foram cogitadas, mas estão longe de se tornar realidade.

São elas: retirar o sal da água do mar, transportar geleiras para derretê-las etc.

Quando abrimos uma torneira, não estamos apenas consumindo água. Estamos também alimentando a rede de esgoto, para onde vai praticamente toda a água que consumimos. No ano 2000, os seres humanos estarão consumindo aproximadamente 150 bilhões de m³ de água por ano e gerando 90 bilhões de m³ de esgoto.

O consumo de água cresce a cada dia, mas a quantidade de água disponível para o consumo no planeta não cresce. Em um futuro não muito distante haverá escassez.

Alguns hábitos devem ser adquiridos em nosso cotidiano, tais como fechar a torneira ao escovar os dentes, cuidar para que as torneiras fiquem fechadas de forma correta, reaproveitar a água da lavagem da roupa para lavar o quintal etc.

Um pequeno filete de água escorrendo um dia inteiro por um vazamento pode equivaler ao consumo diário de água de uma família de cinco pessoas.

Os Amigos da Vida

Nem todos poluem a água e estragam a natureza. Existem pessoas que trabalham para conservá-la. Os trabalhadores de uma estação de tratamento de água, por exemplo, passam a vida tratando e filtrando a água que todos consomem. Outros trabalhadores retiram a lama e lixo dos rios e riachos assoreados, para evitar enchentes.

Há pessoas que reflorestam áreas que já estavam se tornando desérticas, que estudam soluções e alternativas para os problemas ambientais. E existem os veículos de comunicação, associações de bairro e entidades ambientalistas que denunciam crimes ecológicos e cobram providências do governo. Porém, os que agem para melhorar o meio ambiente ainda são minoria.

Conscientização e Ação

Se continuarmos tratando a natureza de maneira irresponsável, o futuro nos reservará um mundo devastado e sem recursos. Podemos ter um bom futuro, em paz com a natureza, desde que encontremos o equilíbrio entre as necessidades humanas e a capacidade de recuperação ambiental (auto-sustentação).

Não vale a pena quebrar para depois consertar, poluir para depois limpar.

O grande contraste social e econômico distancia o homem da condição de cidadão e do conhecimento ecológico.

Um caminho importante é a educação: para a formação da consciência ecológica, para a vida em harmonia com a natureza e para a convivência solidária entre as pessoas.

Na prática podemos fazer muitas coisas, como economizar água tratada, utilizar menos detergente, jogar o lixo no lugar certo, plantar árvores, respeitar o ciclo da água, usar a água limpa com economia, gastar somente o necessário, denunciar as empresas que poluem, denunciar ocupações clandestinas que estejam despejando esgoto e lixo nos mananciais, cobrar dos governantes a criação e cumprimento de leis que protejam a natureza etc.

Conscientizar a população para as questões ecológicas é importante para a conquista de um futuro com água potável e com saúde para toda a humanidade.

SERÁ MESMO O PLANETA ÁGUA?

O fato de o nosso planeta ter dois terços da superfície recoberta pela água dos oceanos talvez dê a impressão de que a água na Terra seja uma coisa infindável.

Após as primeiras viagens espaciais, ocorridas nos anos 60, inúmeras fotos do planeta feitas do espaço foram divulgadas. As imagens da Terra, Planeta Água, como diz a canção de Guilherme Arantes, espalharam-se e, em geral, transmitem uma ideia muito forte da grande quantidade de água que parece existir no planeta.

Vivendo em um planeta com grandes chuvas e enchentes; com grandes desertos onde sempre há um oásis; no planeta dos oceanos, das cachoeiras, dos grandes rios, das geleiras e dos icebergs, como é possível acreditar que estamos correndo perigo, pois podemos, em poucas décadas, ter enormes dificuldades em encontrar água potável para nossa sobrevivência?

É importante que se tenha claro que o volume total de água existente na superfície da Terra não corresponde ao volume total de água disponível para consumo da humanidade.

De toda água existente na Terra, 97% encontram-se nos oceanos sendo, portanto, salgada. Dos 3% de água doce restante, 2% estão nas geleiras e apenas 1% é água doce presente na atmosfera, lençóis subterrâneos, lagos e rios. É desse 1% que mais de 6 bilhões de seres humanos devem obter a água que precisam para sobreviver. No entanto, parte desse 1% já está poluído por esgotos e resíduos industriais, tornando-se impróprio para o consumo.

Metade das áreas úmidas do mundo foi destruída nos últimos cem anos, por conta das transformações do meio ambiente promovidas pelos seres humanos.

Segundo informações da Organização Mundial da Saúde, a água já é escassa para um bilhão de habitantes do planeta. Se não forem adotadas medidas urgentes, um terço da população poderá ficar sem água apropriada para consumo até 2025. Assim, o fornecimento de água potável para todos é o grande desafio da humanidade para os próximos anos.

Há 50 anos, éramos dois bilhões e meio de habitantes no planeta. Hoje somos mais de seis bilhões; isso mostra que a população mundial mais que dobrou nas últimas cinco décadas. Se, de um lado, a população de seres humanos cresceu dessa maneira, o mesmo não aconteceu com a água doce disponível.

A quantidade de água que existe na Terra não se modifica ao longo do tempo: no vaivém natural do seu ciclo, a água se transforma em vapor e este se condensa ou solidifica, voltando à superfície em forma de chuva, orvalho, neve ou mesmo granizo. As transformações da água na natureza são muitas e permanentes; porém, a quantidade total do planeta se conserva, ou seja, não aumenta nem diminui.

Ciclo da Água

Água

Pequeno ciclo

O calor do ambiente faz derreter (fundir) e evaporar a água dos oceanos, geleiras, rios e lagos. O vapor d’água presente no ar condensa-se, então, formando as nuvens que depois produzem as chuvas. Com as chuvas, a água retorna à superfície terrestre.

Grande ciclo

Tem a participação de seres vivos. As plantas absorvem a água da chuva infiltrada no solo e a eliminam no ambiente em forma de vapor. Os animais participam do ciclo bebendo água e comendo.

A eliminação de água do corpo dos animais se dá pela transpiração, urina e fezes.

Além de ser apenas 1% do total da água do planeta, a água doce é desigualmente distribuída na superfície terrestre: existem regiões que têm água doce em abundância, ao passo que outras são muito secas.

No norte da África e no Oriente Médio, as regiões são áridas: é o caso do Kuwait, país petrolífero do Golfo Pérsico, onde praticamente não existem fontes de água doce. Já na América do Sul, por exemplo, existem maiores porções de terras úmidas.

E no Brasil, será que a água é abundante? Ela é distribuída igualmente em todas as regiões?

No Brasil, encontram-se 11,6% de toda água doce do planeta e mais da metade da água doce da América do Sul.

O que ocorre é que a maior parte de toda essa água encontra-se nas regiões de menor densidade demográfica, como é o caso da Região Norte do Brasil. Já no Sudeste, apesar de haver uma quantidade razoável de água, existe também uma população muito numerosa e a necessidade de recursos hídricos é enorme. Para dificultar a situação, parte dessa água encontra-se altamente poluída. ( clique aqui e veja site com as bacias hidrográficas brasileiras)

Água: um bem comum da humanidade

A água pode ser entendida como um direito humano fundamental, individual e coletivo, ou como uma mercadoria, um bem econômico.

No último caso, os recursos hídricos seriam gerenciados sob a ótica do mercado: as empresas de captação e saneamento devem ser privadas e o preço da água, regulado pelas relações entre oferta e procura.

Por outro lado, há setores que defendem a luta pela gestão pública do saneamento, considerando que esse é o caminho para garantir sua qualidade e acessibilidade.

Cobrar pela água já é prática comum em alguns países, como Estados Unidos, França, Alemanha e Holanda. No Oriente Médio alguns países necessitam importar água para consumo doméstico.

A cobrança pela água pode transformá-la numa fonte de lucro e ocasionar deficiências nos serviços de abastecimento, perda de qualidade, além de impactos sobre o custo de vida.

A privatização da água, por sua vez, pode ocasionar sérios problemas: se não houver um órgão, legalmente credenciado, que seja responsável pela análise de sua qualidade, corre-se o risco de que a água distribuída esteja contaminada, podendo transmitir doenças. Deixando-se o fornecimento de água nas mãos de companhias privadas, essas podem eventualmente abandonar o projeto, caso constatem que ele não traz o retorno financeiro esperado. Além disto, é necessário garantir a qualidade nos processos de manutenção, reparo, administração de aquedutos e redes de esgoto, o que se torna mais difícil com a privatização.

No Brasil, pagamos apenas pelo tratamento e distribuição da água, sendo que o líquido em si é gratuito. Porém, a Lei no. 9.433, de 8 de janeiro de 1997, institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, permitindo a cobrança pelo recurso.

Reservas hídricas: preservar para não acabar

Ao ocupar ambientes, o ser humano sempre os transforma. Por meio de tecnologias, ele extrai e utiliza recursos naturais na produção de bens necessários à sua sobrevivência (moradia, construção de prédios industriais e comerciais, alimentos, transporte, comunicações, água encanada, rede de coleta de esgotos etc.).

Ao longo de muitos séculos, o crescimento populacional e os avanços técnicos foram lentos.

Hoje, porém, as coisas são diferentes: tudo tem ritmo acelerado, inclusive a devastação ambiental.

O modo como a ocupação humana se dá hoje no mundo e os graves desequilíbrios resultantes de sua ação no ambiente, além de provocar a morte de muitos animais e vegetais, compromete seriamente o abastecimento de água às populações do planeta.

Por exemplo, a ocupação de mananciais  áreas que contêm fontes de água, como nascentes, rios, lagos, represas, açudes ou poços – podem ocasionar alterações no ciclo da água, contaminação do solo e da água, erosão, escoamento inadequado de águas pluviais, assoreamento, além do desmatamento da região.

O desmatamento nas áreas de mananciais é uma das causas da diminuição de água disponível para consumo da população.

Que ligação há entre desmatamento e abastecimento de água das cidades?

Acontece que, quando a mata é retirada, o solo fica nu, sem cobertura vegetal. A água da chuva, ao cair nesse solo nu, não encontra nenhum tipo de barreira; ela escorre com rapidez por essa terra e não se infiltra no solo. Se isso não acontece, o solo não fica devidamente encharcado e não abastece o lençol freático, que fica mais vazio. Isso faz com que os mananciais, que se originam de lençóis freáticos, também fiquem com menos água. Tudo vai secando. Clique aqui para entender como é formado o lençol freático ou aquífero.

Além disso, essa água que escorre com rapidez, arrasta para o rio grandes quantidades de areia e terra, fazendo com que o rio fique mais raso e, em consequência, mais largo e lento. Esse processo, chamado assoreamento, tem ocorrido com muitos rios brasileiros. Rios assoreados tornam impossível a vida de peixes de grande porte. Por causa do alargamento, em muitos casos o rio invade áreas destinadas à agricultura, podendo provocar erosão nas terras junto às margens.

Outro tipo de problema é o que ocorreu na cidade de Cubatão, no Litoral Paulista. Indústrias e população passaram a utilizar intensamente as águas do lençol subterrâneo.

Como a retirada de líquido passou a ser maior do que a reposição pelo ciclo da água, o nível do lençol foi baixando, até que o fluxo de água doce que ia em direção ao mar se inverteu e a água salgada invadiu o lençol.

Este se tornou salgado e impróprio para consumo.

Há, ainda, outros fatores que comprometem seriamente os recursos hídricos:

Eliminação de resíduos sólidos e líquidos (lixo e esgoto) a céu aberto, favorecendo a contaminação do solo e da água das nascentes, lençóis freáticos, rios e mares, além da disseminação de doenças.
Derramamento de petróleo:
 o óleo que cobre a água impede a troca de gases entre a água e ar, sufoca a vegetação e provoca a morte de muitos animais, como peixes e aves.
Atividades extrativas:
 a retirada de terra, areia e pedras pode provocar desbarrancamento, assoreamento e poluição das águas.
Escoamento inadequado das águas da chuva:
 as águas pluviais podem provocar erosões que comprometem os cursos d água.
Práticas agrícolas inadequadas: 
abuso no uso da água, desmatamento, plantios à margem dos cursos d água, queimada e contaminação do solo e da água por agrotóxicos.
Construção de estradas:
 uma estrada malfeita pode provocar erosão e ficar como se fosse o leito de um rio.

Como os mananciais são fontes naturais de água que servem para consumo da população, é fundamental que se garanta sua preservação. Isso é lei. Fiscalizar, denunciar e exigir o cumprimento da lei são deveres de todo cidadão. Além disso, é necessário também recuperar as águas que se encontram contaminadas ou poluídas.

Uso da água

Além do desmatamento e da destruição de rios e lagos por meio da poluição doméstica e industrial, o desperdício de água também é responsável pela crise de abastecimento pela qual o país está passando.

Muita água se perde porque ocorrem vazamentos nas adutoras e na rede de distribuição; além disso as pessoas não têm o hábito de reutilizar água e consomem muito mais do que o necessário.

É preciso que esse recurso seja utilizado com o máximo de equilíbrio, racionalidade e senso de responsabilidade coletiva.

O Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo mostrou que, numa cidade como São Paulo, aproximadamente 30% da água é perdida antes de chegar aos consumidores, devido a vazamentos que ocorrem nas adutoras e nos encanamentos públicos.

É claro que esse é um problema gravíssimo e que as autoridades têm a obrigação de dar uma satisfação à sociedade sobre esses acontecimentos.

E quando a água chega às nossas casas, de quem é a responsabilidade?

Ela é de cada indivíduo.

E o que cada um de nós pode fazer para evitar o desperdício de água?

É no dia-a-dia que devemos tomar atitudes de respeito com os recursos da natureza e, consequentemente, com a vida no planeta. Economizar água; não jogar lixo nas ruas, córregos, rios e represas; preservar a mata natural que cerca as margens dos rios e das represas são atitudes que cabem a todos nós (crianças, jovens, adultos).

Se cada cidadão fizer sua parte e a sociedade cobrar dos governantes que cumpram as leis, teremos muito menos problemas com nossos recursos hídricos.

O ciclo hidrológico tem três componentes principais: Precipitações, evaporação e transporte de vapor

A água se precipita do céu como chuva ou neve, a maior parte caindo no mar. Retorna à atmosfera através da evaporação.

Uma pequena parte da água que cai na terra é retida e absorvida pela vegetação ou outros organismos e a maior parte corre para o mar, seja como água de escoamento superficial (runoff) ou como água subterrânea.

Na direção inversa, o vapor d’água é levado por correntes atmosféricas do mar para a terra, e o ciclo se completa com novas precipitações.

As precipitações que caem no solo representam a renovação deste precioso recurso do qual depende a vida terrestre.

Como a água perde sua pureza?

No seu caminho para o mar, a água vai ficando carregada de partículas e matéria dissolvida, provenientes de detritos naturais e dos despejos da sociedade humana.

Quando a densidade populacional ao redor de uma reserva de água é baixa, os resíduos na água podem ser degradados por micróbios, em um processo natural de autopurificação.

Quando a capacidade de autopurificação é excedida, grandes quantidades de resíduos se acumulam nos mares, onde podem causar danos à vida aquática.

Existem dois tipos de despejos que contaminam a água: o lixo orgânico — proveniente de excrementos humanos e de animais e do descarte das partes fibrosas de vegetais colhidos e não consumidos — e o lixo industrial, gerado pelos processos industriais e pelo descarte que, cedo ou tarde, se faz dos produtos fabricados pelas indústrias.

Fonte: www.geocities.com/www.deltawerken.com/www.cogerh.com.br/4hlnet.extension.org/www.bbc.co.uk

 

 

 

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