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Fauna e Flora

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Biopirataria no Brasil

Com a criação do CBA e da BioAmazônia e a aprovação de leis para regular a exploração dos recursos naturais, as autoridades responsáveis pela preservação do meio ambiente esperam conter a ameaça da biopirataria na região amazônica, a mais afetada pelo problema. Entre os projetos de lei em tramitação a respeito do assunto está a Lei de Acesso aos Recursos Genéticos, da senadora Marina Silva (PT-AC), que já foi aprovada no Senado e continua sendo discutida pela Câmara dos Deputados até o final de 2000. Com a intenção de organizar a exploração da fauna e da flora da região, ela considera os recursos biológicos da Amazônia patrimônio público e estabelece a necessidade de licença formal para pesquisa, além do compromisso de divisão dos resultados com as populações nativas. Isso significa repartir com as comunidades indígenas o lucro obtido com as substâncias extraídas de plantas da região. Os estados do Acre e do Amapá já possuem legislações específicas sobre a questão. Em junho de 2000, o governo edita a Medida Provisória 2.052, o primeiro passo para estabelecer uma legislação federal sobre a biopirataria e o acesso ao patrimônio biológico e genético nacional, ao colocar em prática o que diz a Convenção da Biodiversidade.

Documento firmado durante a ECO-92, a Convenção, assinada pelo Brasil, estrutura-se em três pontos principais: a necessidade de conservação da biodiversidade, a exploração econômica sustentável e a divisão justa dos benefícios obtidos. Ela altera também o conceito jurídico de patrimônio genético, garantindo a soberania sobre esse patrimônio a cada país.

Extinção das espécies no Brasil

Abrigando em seu território 20% das espécies que compõem a fauna e a flora do planeta, o Brasil é considerado atualmente o país de maior diversidade biológica. No entanto, de acordo com o Ibama, estão hoje sob risco de desaparecimento no país 219 espécies animais (109 aves, 67 mamíferos, 29 insetos, nove répteis, um anfíbio, um artrópode, um coral, um peixe e um crustáceo) e 106 espécies vegetais. Algumas aves estão praticamente extintas, como a arara-azul-pequena e o tietê-de-coroa. Entre as espécies mais conhecidas da flora brasileira ameaçadas estão acapu, arnica, barbasco, bico-de-guará, bromélia, caapiá, figueira-da-terra, canelinha, castanheira, cerejeira, cipó-escada-de-macaco, cravina-do-campo, dracena-da-praia, gonçalo-alves, gueta imbuia, ingarana, jaborandi, jacarandá-da-bahia, jequitibá, lelia, marmelinho, milho-cozido, mogno, oitiboi, óleo-de-nhamuí, pau-amarelo, pau-brasil, pau-cravo, pau-rosa, pinheiro-do-paraná, quixabeira, rabo-de-galo, samambaiaçu-imperial, sangue-de-dragão, sucupira, ucuuba e violeta-da-montanha.

A caça predatória e ilegal, a derrubada de florestas, as queimadas, a destruição dos ecossistemas para a instalação de loteamentos e a poluição dos rios estão entre os fatores que ameaçam a biodiversidade brasileira. O relatório Tráfico de Animais Silvestres no Brasil, publicado pela WWF-Brasil em 1995, mostra também que o Brasil é um dos países que mais praticam o comércio ilegal de espécies da fauna e da flora silvestres. Especialistas calculam que a atividade movimente cerca de 10 bilhões de dólares por ano em todo o mundo. Depois do tráfico de armas e de drogas, esse tipo de comércio é o terceiro maior negócio ilícito praticado no planeta. O volume de animais silvestres de origem brasileira responde por 5% a 7% do total – o que equivale a um valor entre 500 e 700 milhões de dólares. Os principais compradores dessas espécies comercializadas ilegalmente são colecionadores, zoológicos, indústrias de bolsas, de couro e calçados e laboratórios farmacêuticos. As ONGs ambientalistas afirmam que, apesar do avanço na legislação , a fiscalização no Brasil ainda é precária.

Extinção de espécies

Os cientistas não sabem dizer qual a quantidade real de espécies extintas. Tampouco têm idéia exata do número de espécies originais do planeta, diante da diversidade biológica atual. Estima-se que haja entre 5 e 15 milhões de exemplares da flora e da fauna, incluídos os microorganismos. Desse total hipotético, de 4 a 8 milhões seriam insetos, 300 mil, plantas, e 50 mil, animais vertebrados – 10 mil aves e 4 mil mamíferos.

As estimativas sobre a extinção de espécies são confiáveis, porque partem de uma amostragem dos 102 exemplares mais importantes de cada um dos ecossistemas. É dessa forma que o relatório Planeta Vivo, lançado em 1999 pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), detecta o declínio geral do acervo vivo de espécies entre 1970 e 1995. Dos 102 exemplares de água doce escolhidos para monitoramento, 35% desapareceram no período estudado. No caso das espécies marinhas, a perda foi de 45%.

A desertificação e a glaciação foram responsáveis pelo extermínio de uma enorme quantidade de espécies, entre elas os dinossauros. A interferência humana, porém, está acelerando o processo de extinção. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), um quarto do 1,5 milhão de espécies conhecidas pelo homem corre o risco de desaparecer. Fazem parte desse grupo o elefante africano, o cervo-da-tailândia, o panda gigante da China, o cavalo selvagem da Europa Central, o bisão da França e a baleia-azul . Algumas das espécies vegetais ameaçadas são as orquídeas de Chiapas, no México, e as bromélias da América e da África.

Pesquisa publicada na revista Nature em 2000 indica os 25 pontos-chave da biodiversidade mundial – áreas prioritárias para ações urgentes de preservação, em virtude de sua riqueza biológica e do risco a que estão expostas. Entre elas, estão a cordilheira dos Andes, as florestas da África Ocidental, a mata Atlântica e o cerrado brasileiro. No mesmo ano, cientistas norte-americanos anunciam a extinção do macaco colobo-vermelho-de-miss-waldron, que vivia nas florestas da África Ocidental. Observado pela última vez na década de 70, é o primeiro primata considerado extinto no mundo desde o século XVIII.

FAUNA E FLORA BRASILEIRAS

Das cerca de 250 mil espécies de plantas existentes hoje no mundo, 55 mil estão no Brasil. O país possui a mais extensa coleção de palmeiras (359 espécies) e de orquídeas (2,3 mil) e a maior variedade de vegetais com importância econômica mundial, como o abacaxi, o amendoim, a castanha-do-pará, a mandioca, o caju e a carnaúba. Pertencem à fauna brasileira 10% de todos os anfíbios e mamíferos existentes e 17% de todas as espécies de aves.

O Brasil ainda abriga a maior diversidade de primatas do planeta, com 55 espécies. Para explorar racionalmente essa riqueza, estão sendo construídos na Zona Franca de Manaus os laboratórios do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). O complexo de pesquisa, cuja inauguração está prevista para o primeiro semestre de 2001, é o principal projeto do Programa Brasileiro de Ecologia Molecular para o Uso Sustentável da Biodiversidade da Amazônia (Probem). Com um orçamento de 60 milhões de dólares – 40% financiados pelo governo e 60% por entidades e empresas privadas -, o Probem servirá de ponto de apoio para a montagem de uma rede de bioindústrias na região e irá desenvolver tecnologias para criar uma central produtora de extratos naturais, provavelmente a maior da América do Sul, com base na biodiversidade da Amazônia. A previsão é de que ela também esteja pronta até julho de 2001. O objetivo maior do programa, criado em 1997 pelo governo federal, é agregar valor à diversidade biológica da região, transformando-a em produtos para o mercado por meio da exploração econômica sustentável, para evitar que as pesquisas sejam feitas no exterior.

As ações do Probem são executadas com o auxílio da Associação Brasileira para o Uso Sustentável da Amazônia (BioAmazônia), uma organização social de direito privado, composta de 40% de membros do governo e 60% de representantes da sociedade. Entre suas tarefas principais estão a implementação e a administração dos laboratórios, a articulação da rede de biotecnologia, a captação de recursos para a biodiversidade e o trabalho com a questão da propriedade intelectual.

O mercado brasileiro de fitoterápicos (ervas e produtos naturais) movimenta 1 bilhão de dólares, de acordo com dados do Probem. A intenção do programa é transformar o CBA em um centro de referência e excelência nessa área, além de estabelecer contratos com as indústrias farmacêuticas internacionais para a pesquisa de princípios ativos de novos fármacos. Já existem cerca de 120 produtos de uso na medicina alopática baseados em plantas brasileiras.

O mercado de fármacos gera 350 bilhões de dólares no mundo e 11 bilhões de dólares no Brasil. O 1º Relatório Nacional para a Convenção sobre Diversidade Biológica, lançado pelo Ministério do Meio Ambiente em 1998, já traz uma radiografia geral da biodiversidade brasileira, mostrando sua riqueza e diversidade, os perigos da ocupação desordenada e da exploração predatória e as áreas mais ameaçadas pelas atividades econômicas não sustentáveis. Ele destaca também a necessidade de tomar medidas como a capacitação de pessoal para atuar na área, a adoção de políticas de pesquisa, o desenvolvimento de tecnologias de menor impacto ambiental, a elaboração de planos diretores e a ocupação e o uso racional do território.

Outra iniciativa de proteção à fauna e à flora em andamento no país é o Programa Nacional da Diversidade Biológica (Pronabio). Criado em 1994 e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, ele promove parcerias entre o poder público e a sociedade civil para garantir a preservação da diversidade biológica, além de estimular a conscientização ambiental.

O Pronabio já realizou um levantamento da situação da biodiversidade nos diversos sistemas ambientais brasileiros, apontando as prioridades de atuação e as formas de preservação e sustentabilidade em cada um deles. A idéia é que esse programa, depois de uma discussão nacional, se transforme em um proposta política sobre o tema da biodiversidade, que leve à adoção de um plano de ação governamental e de atitudes concretas na área.

Fonte: eolfv.vilabol.uol.com.br

Fauna e Flora

O Brasil possui em seu meio ambiente a maior biodiversidade do planeta.

O País abriga aproximadamente 524 espécies de mamíferos, 517 de anfíbios, 1.677 de aves e 468 de répteis. Além disso, dentre essas formas de vida, grande parte é endêmica, ou seja, existem apenas em território brasileiro: 131 espécies de mamíferos, 294 de anfíbios, 191 de aves e 468 de répteis são exclusivos do Brasil.

Dono das maiores reservas de água doce e de um terço das florestas tropicais que ainda restam no mundo, o Brasil, detentor de 20% de toda espécie animal e vegetal do planeta, possui sete biomas: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal, Costeiro e Pampa. Segundo definição do IBGE, bioma é o conjunto de vida (vegetal e animal) constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, o que resulta em uma diversidade biológica própria.

Dentre os biomas brasileiros, a Amazônia, maior floresta tropical úmida do mundo, é o destaque nacional e também global, possuindo a maior variedade de vida da Terra. Com 5,5 milhões de quilômetros quadrados, a Floresta Amazônica possui um terço de todas as espécies vivas do planeta. Estima-se que existam aí mais de 5 milhões de espécies vegetais, das quais apenas 30.000 foram identificadas. Ainda assim, uma entre cada 5 espécies vegetais do mundo está em seu território. Em apenas um de seus hectares podem existir até 300 diferentes tipos de árvores. Quanto à variedade animal, somente no Alto do Juruá no Acre, região da floresta mais rica em biodiversidade, existem 616 espécies de ave, 50 de réptil, 300 de aranha, 140 de sapo, 16 de macaco e 1.620 de borboleta conhecidas.

O Cerrado, bioma conhecido como “savana brasileira”, localiza-se principalmente na região central do país e compreende os Estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Maranhão, Minas Gerais, Piauí e São Paulo, além de outras localidades. Com clima tropical de altas temperaturas e estação seca, o solo desse bioma possui baixo ph, baixa fertilidade e alto nível de alumínio, além de pouca disponibilidade de água em sua superfície. Em razão dessas condições geográficas, o cerrado apresenta uma vegetação adaptada à escassez de nutrientes. As raízes de suas árvores podem, por exemplo, atingir grandes comprimentos na busca da sobrevivência. Com grande número de formigas e cupins, o Cerrado possui uma alta biodiversidade de fauna e flora.

Situado na região centro-oeste dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul está o Pantanal. Bioma caracterizado como uma grande planície alagável, é a maior área alagada da América do Sul e do mundo. Região de chuvas abundantes entre o final da primavera e verão e clima seco durante o resto do ano, o Pantanal possui uma grande diversidade biológica adaptada às mudanças entre períodos alagados e secos.

A Caatinga brasileira abrange os Estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, além de algumas áreas da Bahia, Alagoas, Pernambuco e Sergipe e localiza-se entre a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica e o Cerrado. Em razão das altas temperaturas e da escassez de chuva, seus solos são pedregosos e secos. Esse bioma possui uma grande riqueza de ambiente e espécies, porém é pouco estudado e habitado, e possui a menor quantidade de unidades de conservação do país.

Os Pampas, ou campos sulinos, localizam-se no Estado do Rio Grande do Sul e se estendem até o Uruguai e a Argentina. Com clima quente durante o verão e temperaturas baixas e maior intensidade de chuva no inverno, esse bioma possui a maior biodiversidade concentrada na fauna: 39% dos mamíferos aí existentes são endêmicos.

Já a Mata Atlântica, estendida do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, tem na biodiversidade a sua principal característica. Esse bioma é considerado como uma das áreas mais ricas em espécies da fauna e da flora mundial. Ele possui uma grande variedade de espécies endêmicas, especialmente em árvores e bromélias. Existe também uma grande diversidade de animais vertebrados e invertebrados.

Por fim, o bioma Costeiro é formado por vários ecossistemas que compõem o litoral brasileiro. São manguezais, restingas, dunas, praias, ilhas, costões rochosos, baías, brejos e recifes de corais, entre outros. Por abranger toda a costa brasileira, suas características variam de um lugar para outro. Por isso, as espécies animais, vegetais e os aspectos físicos são diferentes em cada um de seus ecossistemas.

A Amazônia é um bioma que ocupa cerca de 40% do território brasileiro. Situada nos Estados do Pará, Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia e Roraima, ele se estende também a algumas regiões do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. Além disso, inclui terras de países próximos ao Brasil, como as Guianas, Suriname, Venezuela, Equador, Peru e Bolívia.

Com a maior reserva de água doce de superfície disponível no planeta, a Floresta Amazônica abriga milhares de espécies animais, vegetais e microorganismos e é considerada como bioma detentor da maior biodiversidade do mundo.

Seu relevo é composto por planícies (regiões de poucas altitudes), depressões (regiões planas onde são encontradas colinas baixas) e planaltos (regiões com superfície elevada). Dentre os seus rios, destaca-se o Amazonas que, sendo o mais largo do mundo, possui mais de mil afluentes (rios menores que nele deságuam) e é o grande responsável pelo desenvolvimento da floresta.

Tal como o relevo, a Amazônia possui vegetações distintas que se dividem em três categorias: matas de terra firme, matas de várzea e matas de igapó. As primeiras são caracterizadas como regiões mais altas com árvores de grande porte, onde não há inundações causadas pelos rios. Nas matas de várzea essas inundações ocorrem em determinados períodos do ano, em tempo mais curto na áreas elevadas e mais longo nas áreas planas. Já as matas de igapó estão situadas em terrenos mais baixos e estão quase sempre inundadas.

Pesquisas indicam que na Amazônia existem aproximadamente trinta milhões de espécies animais conhecidas. Entre as mais famosas estão os macacos, como os coatás, guaribas e barrigudos. Onças, tamanduás, esquilos, botos, lagartos, jacarés, tartarugas, serpentes, araras, papagaios, periquitos e tucanos são, também, alguns das amostras da fauna amazônica. A Vitória-régia, a castanheira-do-pará e a palmeira são exemplos de sua flora.

A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro. Com 844.453 Km² de extensão, 11% de todo território nacional, ela abrange os Estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, além de algumas áreas da Bahia, Alagoas, Pernambuco e Sergipe.

Mais importante ecossistema do nordeste, esse bioma está associado a uma diversidade muita baixa de plantas, sem espécies endêmicas (exclusivas) e intensamente modificada pela ação humana. No entanto, a caatinga brasileira possui uma grande riqueza tanto de espécies quando de ambientes. Dados apontam a presença de 932 espécies de plantas, 148 de mamíferos e 510 de aves, entre outros. Muitas delas só existem nessa região. Além disso, em seu ambiente são reconhecidos doze diferentes tipos de caatinga. Ainda assim, ela ainda é pouco estudada, sendo o bioma menos conhecido do Brasil.

Com altas temperaturas e escassez de chuva, os solos da caatinga são pedregosos e secos. Neles habitam cerca de 27 milhões de pessoas, das quais grande parte é carente e precisa de recursos da sua biodiversidade para sobreviver.

A ararinha-azul, o gato-do-mato, o gato-maracajá, o patinho, a jararaca e a sucuri-bico-de-jaca, todos ameaçados de extinção, e o sapo-cururu, a asa-branca, a cotia, a gambá, o preá, o veado-catingueiro, o tatu-peba e o sagui-do-nordeste são alguns dos animais que vivem na Caatinga. A emburana, a aroeira, o umbu, a baraúna, a maniçoba, a macambira, o mandacaru e o juazeiro são algumas das espécies mais comuns de sua flora.

O Cerrado brasileiro ocupa uma área de 2.036.448 km2, cerca de 22% do território nacional, sendo o segundo maior bioma na América do Sul. Nele nascem os três maiores rios sul-americanos: Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata.

Abrangendo os Estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além de estar presente em pequenas partes do Amapá, Roraima e Amazonas, o Cerrado possui mais de 6.500 espécies de plantas catalogadas, 199 de mamíferos, 837 espécies de aves, 1.200 de peixes, 180 de répteis e 150 de anfíbios. Conforme estimativas, ele é o refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos. Além disso, o Cerrado abriga uma grande variedade de espécies endêmicas, ou seja, exclusivas do seu território.

A savana brasileira, como também é conhecido, possui grande importância social. Seus recursos naturais são fontes de sobrevivência para muitas populações, incluindo etnias como indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras e vazanteiros. O buriti, a mangaba, a cagaita, o bacupari, o cajuzinho do cerrado, o araticum e as sementes do barú são alguns dos frutos regularmente consumidos pela população local.

Abrigando espécies como a anta, o bugio-preto, o cachorro-do-mato, a capivara, a preá, a raposa-do-campo e o tatu canastra, o Cerrado é o segundo bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana. A abertura de novas áreas destinadas à produção de carne e grãos para exportação tem gerado um esgotamento contínuo de seus recursos naturais. Além disso, estima-se que ao menos 137 espécies de animais que habitam em suas terras estão ameaçadas de extinção.

 Mata Atlântica corresponde a uma estreita faixa de floresta ao longo da costa brasileira. Considerada um dos mais importantes ecossistemas do mundo, esse bioma situa-se entre os litorais do Rio Grande do Norte e do Rio Grande do Sul.

As florestas da Mata Atlântica possuem uma grande variedade de vida animal e vegetal. Essa biodiversidade é contemplada com muitas espécies endêmicas, ou seja, que só existem em suas áreas.

Com tamanha importância, esse bioma é hoje vestígio do que foi a grande floresta tropical brasileira. Referência nacional e internacional em termos de paisagem e da própria biodiversidade, ele é atualmente um dos biomas mais ameaçados do mundo. Com uma história marcada pelas intervenções e alterações humanas, a Mata Atlântica continua sendo destruída para plantação de espécies exóticas de valor econômico como o pinus e o eucalipto. Além disso, a extração ilegal de palmitos e o extermino da fauna ameaçam a sua existência.

Com distintas temperaturas, frequência de chuvas, altitudes, proximidades com o oceano e composições do solo, a Mata Atlântica possui diferentes ecossistemas, a exemplo da Floresta Ombrófila Densa, Floresta de Araucária ou Ombrófila mista, Campos de Altitude, Restingas e Manguezais.

O saí-verde, o papagaio-de-peito-roxo, a gralha-azul, a perereca-de-capacete e a mão-pelada são alguns dos animais que habitam a Mata Atlântica. Entre as espécies de sua flora encontram-se, entre outros, bromélias, bambus, samambaias gigantes e orquídeas.

Os Pampas fazem parte dos sete biomas brasileiros. Eles abrangem parte do território do Rio Grande do Sul e se estendem ainda pelas terras do Uruguai e Argentina.

Esse bioma, cujo nome significa região plana no dialeto indígena que lhe deu origem, é também chamado de Campos Sulinos. Seu relevo é formado, além de planícies, de campos mais altos e até mesmo áreas semelhantes a savanas.

Em suas áreas planas, localizadas ao sul do Rio Grande do Sul, existe uma vegetação campestre, semelhante a um imenso tapete verde. Nelas a vegetação é considerada rala e pobre em espécies. Já nas áreas mais altas a vegetação se torna mais rica. Nas encostas de planaltos, existem matas com grandes pinheiros e outras árvores, como a cabreúva, a grápia, a caroba, o angico-vermelho e o cedro. Nessas regiões, chamadas de campos altos, é encontrada a Mata de Araucária, cuja espécie vegetal predominante é o pinheiro-do-paraná.

Com temperaturas que podem chegar a 35° no verão e tornarem-se negativas no inverno, os pampas abrigam também espécies animais como o gato-do-pampa e a coruja-buraqueira.

O bioma dos Pampas possui solo fértil, existindo áreas ainda mais férteis com solos do tipo “terra roxa” nas regiões planas. Dentre os seus rios mais importantes destacam-se o Santa Maria, o Uruguai, o Jacuí, o Ibicuí e o Vacacaí. Esse e os demais se dividem em duas bacias hidrográficas: a Costeira do Sul e a do rio da Prata.

O Pantanal é um bioma caracterizado, em grande parte, como uma grande planície alagável, de brejos e pântanos. A sua parte brasileira encontra-se no Estado de Mato Grosso e noroeste do Mato Grosso do Sul. No total essa porção soma cerca de 137 mil km2 de extensão. Além disso, o Pantanal se entende pelo norte do Paraguai e oeste da Bolívia.

Como maior área alagada do mundo, calcula-se que 180 milhões de litros de água entram na planície pantaneira por dia, suas regiões possuem abundância de chuva entre o final da primavera e verão e clima seco durante o resto do ano. Isso faz com que o Pantal possua uma grande diversidade biológica adaptada às mudanças entre períodos alagados e secos.

Graças a essa rica biodiversidade, o Pantanal é considerado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) um Patrimônio Natural Mundial. Dentre suas espécies animais e vegetais, muitas são endêmicas, ou seja existem apenas em suas áreas. Além disso, por localizar-se próximo à Amazônia e ao Cerrado, o Pantanal guarda espécies de fauna e de flora desses outros dois biomas.

Cálculos demonstram a existência de 122 espécies de mamíferos, 93 de répteis, 656 de aves e 263 de peixes no Pantanal. Desses, as aves e os peixes caracterizam-se com os animais mais exuberantes, dos quais merece destaque o Tuiuiú, ave símbolo do Pantanal. A onça-parda, a onça-pintada, a jaguatirica, a capivara, a ariranha, o macaco-prego, o cervo-do-pantanal, o jacaré-do-Pantanal, o jacaré-do-papo-amarelo, cobras sucuri, jararaca e jiboia, entre tantos outros, são alguns dos animais que habitam suas terras. Jenipapos, figueiras, ingazeiros, palmeiras, pau-de-formiga, aguapé e a erva-de-santa-luzia são alguns dos exemplos da flora pantaneira.

Com relevo predominantemente formado por planícies, o Pantanal possui, ainda, terrenos mais altos como chapadas, serras e maciços. Dentre esses destaca-se o maciço de Urucum, em Mato Grosso do Sul. Dentre os seus muitos rios, os mais importantes são o Cuiabá, São Lourenço, Itiquira, Correntes, Aquidauana e Paraguai, todos parte da bacia hidrográfica do Rio da Prata.

O Bioma Costeiro é formado por vários ecossistemas existentes na costa brasileira. Com 8.500 km de extensão, ele se estende ao longo do litoral do país.

Composto por manguezais, restingas, dunas, praias, ilhas, costões rochosos, baías, brejos, recifes de corais, entre outros, ele possui diferentes características. Em cada um desses ecossistemas predominam, solo, relevo, clima, fauna e flora distintos.

Algumas regiões da costa brasileira apresentam, segundo o IBGE, características mais marcantes. O litoral amazônico possui grandes manguezais, dunas e praias.

Aí há uma grande variedade de crustáceos, peixes e aves. O litoral do nordeste possui recifes, dunas, manguezais, restingas e matas. O litoral do sudeste, com várias baías e pequenas enseadas, possui recifes e especialmente a mata de restinga. O litoral sul, por sua vez, possui muitos manguezais e é especialmente rico em aves.

Dentre esses ecossistemas, os manguezais apresentam-se como um dos mais importantes, estando presentes em 30% da costa brasileira. Situados nas regiões entre mares, os manguezais são formados por árvores extremamente adaptadas à sobrevivência em superfície iodosa e com água salgada. Eles são muito procurados por animais marinhos, pois são utilizados para procriação e crescimento de várias espécies. Os mangues servem também de rota migratória de aves e de alimentos de peixes. Além disso, colaboram para o enriquecimento das águas marinhas com sais, nutrientes e matéria orgânica.

Os ecossistemas do bioma Costeiro possuem uma grande variedade biológica. Peixes, moluscos, crustáceos, garças, colhereiros, lontras, insetos, caranguejos, camarões, ouriços, corujas e pererecas são algumas das espécies animais presentes no bioma. As algas azuis, verdes, vermelhas e pardas, as orquídeas, bromélias e samambaias são exemplos de sua flora.

Fonte: www.ibicoara-chapada-diamantina.com

Fauna e Flora

Como se sabe o Brasil é o país com a maior diversidade do mundo.

Segundo o evolucionista Ernst Mayr fauna é em estrito senso “a totalidade de espécies na área” -is the totality of especies in the area, e em lato senso “as espécies animais encontradas em uma área como resultado da história da área e suas condições ecológicas presentes” – the kinds of animals found in a area as a result of the history of the area and its present ecological conditions (Evolution and Diversity. Selected essays of life. Harward University Press. Engelad, p.563).

A fauna pode ser doméstica ou seja compreende os animais domesticados pelo homem e selvagem que são os animais selváticos, isto é , os animais que vivem em estado selvagem, ou seja os que não dependem do homem para sobreviver e procriar, os que vivem livres em seu habitat. Normalmente quando se fala em fauna pensamos logo na fauna selvagem, de forma que é a que tratamos aqui.

Como se sabe, a fauna tem importância fundamental:

No equilíbrio dos ecossistemas em geral, pois muitos animais são vitais à existência de muitas plantas, pois se constituem no elo de procriação já que são seus agentes polinizadores, como no caso dos beija-flores, insetos como borboletas, besouros etc.

Muitos animais são dispersores de sementes que necessitam passar por seu trato intestinal, como muitos mamíferos, sem contar que praticamente todos o animais são excelentes agentes adubadores.

Também tem sua importância na cadeia alimentar.

Fator alimentar

Em termos de alimentação a fauna é importantíssima foi primordial à raça humana que dependia dela para sobreviver. A caça foi a forma rudimentar utilizada por nossos ancestrais para a obtenção de alimento. Ainda é para muitas tribos indígenas que vivem isoladas na Amazônia.

Já, o manejo da fauna também poderá ser muito importante para o homem dito civilizado, o qual poderá manter e desenvolver criação de animais silvestres para fins de obtenção de proteína. Cada dia que passa os conhecimentos científicos adquiridos nesta área possibilitam um melhor desenvolvimento desta atividade, o que poderá resultar em uma grande diversidade de espécies utilizáveis, melhorando a quantidade e qualidade da produção, complementando os produtos extraídos dos animais domésticos, através da biotecnologia e da utilização da engenharia genética. Mas tudo isto respeitando a preservação das espécies.

Fator turístico

A manutenção da fauna silvestre também possibilita a sua exploração turística, pois a cada ano cresce o número de pessoas que procuram os parques naturais para ver os animais selvagens. Só de “birdwatchers” -que são aqueles que observam os pássaros, estima-se que existam mais de 80 milhões, o que representam um potencial econômico importantíssimo, pois necessitam usar hotéis e o comércio próximo às áreas de observação, gerando assim enormes receitas. Sem contar a pesca para alimentação em áreas naturais que também gera milhões de dólares em todo o mundo.

Além desse aspecto, a pesca esportiva pode se tornar enorme fonte de renda para o Estado por meio de impostos e para milhões de pessoas ou empresas ligadas direta ou indiretamente a ela. Nos EUA por exemplo, este esporte transformou-se em uma indústria com faturamento anual direto em torno de US$60 bilhões e faz parte do sistema de preservação dos parques naturais através da sua organizadora a Fish and Wildlife Service. Sem contar a possibilidade de exploração turística da pesca esportiva.

Fator educativo

Em termos educadionais, a manutenção da fauna também é muito importante, pois possibilita aos jovens o contato com os animais selvagens passando assim a conhecer a vida em seu esplendor primitivo, permitindo que se tirem lições de vida e comportamentais através de sua observação atenta.

Fator de beleza cênica

Outra importância da manutenção da fauna através de parques e reservas naturais é a possibilidade de fornecer às pessoas locais de grande beleza plástica e cênica, o que valoriza a condição de vida de todos os que tem acesso a ela.

Natureza jurídica da fauna

Como se sabe, os elementos que compõem a fauna e ela própria, fazem parte da biodiversidade e esta é um dos principais aspectos que formam o meio ambiente. Já o meio ambiente equilibrado é um bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida, nos termos do art.225 da Constituição Federal, o que leva a conclusão de que a fauna como componente do meio ambiente também é um bem de uso comum do povo e conseqüentemente um bem difuso, além de ser um bem ambiental.

Não se trata de um bem público no sentido de propriedade do Poder Público, mas de um bem de caráter público, difuso e de uso comum do povo.

Portanto, no Brasil a fauna tem a natureza jurídica de um bem ambiental de uso comum do povo e de caráter difuso.

Proteção e declínio

A proteção da fauna e flora pode e deve ser feita através de: medidas administrativas e legais.

Medidas Administrativas

São feitas através da criação de unidades de conservação pelo Poder Público como parques nacionais, estaduais e municipais, estações ecológicas, florestas naturais, refúgios da vida selvagem, APAs- Áreas de Proteção Ambiental, Reservas da Biosfera e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

Há ainda as regras contidas nas convenções internacionais que são adotadas por muitos países, como a Convenção de RAMSAR sobre as zonas úmidas de importância internacional, especialmente como habitat de aves aquáticas, a Convenção sobre o comércio internacional das espécies da fauna e flora selvagem em perigo de extinção, conhecida como CITES, onde relaciona os animais e plantas em perigo de extinção e regulamenta o seu comércio internacional, só para citar algumas.

Medidas Legais

Em relação a legislação propriamente dita, no Brasil há muitas leis protetoras da fauna e flora, pois vejamos.

O art.1º da Lei 5.197/67, protege os animais selvagens, considerando como tais os que vivem naturalmente fora do cativeiro.

Já a Constituição Federal diz que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre a fauna (art.24,VI). Determina também que o Poder Público proteja a fauna e a flora, ficando proibido práticas que coloquem em risco a sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam animais à crueldade (art.225).

Decreto-lei 221, de 28.2.67; regulamenta a proteção da fauna ictiológica (peixes), conhecido como Código de Pesca, o qual não protege apenas os peixes mas é mais amplo pois protege “todos os elementos animais ou vegetais que tenhamna água seu normal ou freqüente meio de vida (art.1º).

A Lei 7.643, de 18.12.87, proíbe a pesca de cetáceos em águas brasileiras.

Lei 9.605/98: a nova lei dos crimes ambientais regula também os crimes contra a fauna (art.29 ao art.37) e contra a flora (art. 38 ao art.53).

Lei 7.347/85 – por se constituírem bens de propriedade do Estado, de domínio público ao mesmo tempo que bens ambientais legalmente protegidos, tanto a fauna quanto a flora silvestre, podem ser protegidos através da ação civil pública regulamentada pela. O Ministério Público e as entidades que preencham os requisitos ali relacionados podem e devem propor a aplicação da legislação protetiva pertinente em havendo algum dano ou ameaça de dano aos citados bens.

Ou seja, há legislação suficiente para proteger a fauna.

Dessa forma a fauna tem importância primordial na existência e desenvolvimento das áreas naturais, o que vale dizer ainda que são produtores indiretos dos benefícios econômicos que a exploração da madeira, frutas, resinas florestais, entre outros, podem proporcionar aos homens.

Ademais, não podemos esquecer que o reino animal e o reino vegetal formam uma fina camada na superfície da terra, conhecida como biosfera, regida por rigorosas leis fisiológicas que em harmonia permitem a sobrevivência das espécies. Quebrar esta harmonia abruptamente pela interferência humana fará com que milhões de espécies entrem em processo de extinção, resultando a médio e longo prazo a própria extinção da espécie humana; de sorte que a manutenção da vida selvagem e da flora natural é primordial para a manutenção da vida global.

O declínio da fauna mundial é constatada a todo momento, devido principalmente pela destruição dos ambientes naturais. A cada dia extinguem-se várias espécies em todo o mundo.

Assim, podemos concluir que a fauna tem importância vital para a manutenção da biosfera da terra e conseqüentemente para o ser humano e sua preservação é primordial para mantermos a qualidade de vida do planeta, bem como a própria vida no planeta.

Fonte: www.aultimaarcadenoe.com

Fauna e Flora

No território brasileiro existe uma enorme variedade de plantas e animais.Eles são muito importantes para o equilíbrio da natureza.

Mas também são importantes para o homem que se utiliza deles para sua própria vida.

Vamos conhecer um pouco sobre a vegetação e a fauna encontradas no Brasil e estudar seu aproveitamento pela sociedade?

A vegetação brasileira

A vegetação participa da biodiversidade do nosso planeta.

São muitas as aplicações dos vegetais na alimentação, medicina, vestuário, habitação e na atividade industrial.

É um hábito antigo do homem fazer uso das plantas. Com o passar do tempo, acabamos descobrindo que muitos vegetais, além de atenderem às nossas necessidades básicas de alimentação e de abrigo, podiam também ser utilizados para curar doenças.

Com os avanços tecnológicos, passamos a usar mais e mais substâncias medicinais vindas dos vegetais, trazendo novas oportunidades de cura e melhoria da nossa qualidade de vida.

E ainda há muito há ser estudado sobre a nossa flora.

Você consegue citar alguns produtos que os vegetais podem nos dar?

Madeira

A madeira é usada nas construções, na fabricação de embarcações, na carpintaria e marcenaria (móveis, embalagens, torneados, cabos de ferramentas), na confecção de materiais esportivos, de instrumentos musicais e para decoração em geral. Hoje em dia sabemos que a derrubada de árvores deve ser fiscalizada, pois por causa da falta de controle, muitas espécies que forneciam madeiras belas talvez nem existam mais num futuro próximo.

As madeiras mais utilizadas são da cumarurana, da cana-brava, do jatobá, da carnaúba e do ipê-amarelo.

Fibra

A fibra é extraída de diversas plantas e utilizada no artesanato (de cestos, chapéus, peneiras) e na fabricação de tecidos, redes, cordoaria e tapetes. É extraída da carnaúba, do jatobá, do olho-de-boi, do cipó-de-beira-mar, do cipó-de-canoa.

Celulose

É o principal formador da fibra e sai principalmente da polpa da madeira para a composição do papel. A celulose é extraída da carnaúba, da timbaúba, do ipê-amarelo, do umbu, da fruta-de-cutia.

Óleos essenciais

Os óleos essenciais são também chamados de óleos voláteis e saem das plantas aromáticas como amburana, capim-limão, canela-silvestre, babaçu, pau-rosa e caju. Têm sabor e aroma agradáveis, por isso com essas plantas fabricamos perfumes e produtos de beleza. Na fabricação dos remédios e do fumo os vegetais também dão o sabor.

Alimentos

Como alimento humano, cada vez mais espécies de vegetais vão sendo introduzidas na nossa agricultura e passam a ser utilizadas na nossa alimentação. A maior parte dos vegetais também serve de alimento para os animais.

Comer alimentos de origem vegetal é muito importante para nossa saúde. Milho, caju, mangaba, babaçu, tamarindo, macaxeira e amendoim são alguns exemplos.

Vegetais tóxicos

É chamado de tóxico o vegetal que tem uma substância que envenena. Ele é útil na fabricação de remédios para matar insetos, ratos e carrapatos.

Fármacos

Os fármacos são os vegetais utilizados para fabricar remédios e podem ser extraídos de qualquer parte da planta. Alguns vegetais que fornecem substâncias para a produção de fármacos: a cabreúva, o anjico-branco, a erva-pombinha, a lágrima-de-jó, o jacarandá.

A fauna brasileira

Você sabe o que é fauna?

Fauna é o conjunto das espécies animais. Cada animal é adaptado ao tipo de vegetação, clima e relevo da região onde vive.

O Brasil possui uma fauna muito diversificada. Somos o país da América do Sul com a maior diversidade de aves. Alguns dos animais da fauna brasileira não existem em outra parte do mundo. Mas toda essa diversidade não significa abundância de espécies, principalmente porque o desmatamento das florestas, a poluição das águas, o comércio ilegal de animais e a caça predatória são fatores que vêm exterminando muitos animais e diminuindo a riqueza de nossa fauna.

Um problema grave para a fauna do Brasil: novas espécies estão sendo descobertas e imediatamente consideradas ameaçadas de extinção. O mico-leão-caissara, o bicudinho-do-brejo e a ararinha-azul são exemplos de animais que em breve poderão deixar de existir. Vale lembrar que todas as espécies têm grande importância para os ecossistemas naturais e basta a extinção de uma delas para que graves desequilíbrios ocorram no meio ambiente.

Fonte: www.ibge.gov.br

Fauna e Flora

Estudos recentes conduzem à previsão de que o planeta perderá entre 2 e 7% das espécies nos próximos 25 anos. Esta advertência está no Relatório do Brasil para a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – O Desafio do Desenvolvimento Sustentável, elaborado pelo Governo Brasileiro apresentado na Rio-92, como ficou conhecida esta Conferência.

A extinção de espécies provocada pela ação do homem limita o processo evolutivo de adaptação às mudanças climáticas no planeta, sobre aquelas resultantes do “efeito estufa” e da destruição da camada de ozônio. As conseqüências são imprevisíveis, mas certamente serão catastróficas e certamente comprometerá a biodiversidade. O número de espécies de organismos classificados é da ordem de 1,4 milhão, dos quais 751 mil são insetos, 41 mil são vertebrados, 250 mil são espécies de plantas e o restante se constitui em um complexo de invertebrados, fungos, algas e microorganismos. Na natureza, cada um desses seres tem função própria no ciclo biológico, na cadeia alimentar e, conseqüentemente, no equilíbrio ecológico.

No Brasil, mais de duas centenas de espécies da fauna e quase uma centena de espécies da flora estão ameaçadas de extinção. As principais causas são: explosão demográfica, desenvolvimento não sustentável, desmatamento, contaminação das águas, lixo industrial, destruição dos habitats naturais, comércio ilegal local e internacional de espécies, produtos e subprodutos da fauna e da flora silvestre brasileira. A intervenção humana, certamente, tem sido a maior responsável pela situação da fragilidade e desaparecimento de diversas plantas e animais.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Fauna e Flora

FAUNA

A fauna amazônica é a mais espetacular do planeta, incluindo felinos, roedores, aves, quelonios e primatas.

Sua bacia hidrográfica possui a maior diversidade de peixes do mundo: entre 2.500 e 3 mil espécies. Destas, jaú, surubim, cachorra, matrinxã, piranha e tambaqui são alguns dos mais cobiçados dos amantes da pesca esportiva. Porém, a lista dos preferidos é encabeçada pelo tucunaré, famoso por ser muito bom de briga.

Além disso, na Amazônia vivem 1.300 espécies de pássaros e 300 de mamíferos. No total, a fauna da região totaliza mais de 2 milhões de espécies, muitas das quais encontradas apenas na região. Com freqüência os pesquisadores descobrem novas espécies. Alguns animais são para lá de exóticos: são os casos do peixe-boi (de mais de 2 metros de comprimento), da ave guará de penas vermelhas e o poraquê, “peixe elétrico” que liberar carga de alta voltagem.

Isso, sem falar de espécies já famosas como tucano, piranha, araras, papagaios e macacos.

FLORA

A flora amazônica é abençoada pela Natureza. Em meio à floresta há inúmeras espécies comestíveis, oleaginosas, medicinais e  corantes. Das 100 mil espécies vegetais presentes na América Latina, cerca de 30 mil estão na Amazônia. A planta mais famosa é a vitória-régia, a flor símbolo da Amazônia. Conhecida como a “rainha dos lagos”, a vitória régia (Vitoria regia lindl) abre suas folhas nas águas rasas e sem correnteza, formando uma bandeja redonda verde. Chega a medir de 1m  a 1,80m de diâmetro. Foi batizada com este nome por um naturalista inglês para homenagear a rainha Victoria pela sua exuberância. A flor muda de cor com o tempo; no primeiro dia de abertura, os botões são brancos e se tornam rosados no segundo dia. A partir do terceiro dia começa a desabrochar às 17h e completa o ciclo às 21 horas.

Os diferentes graus de umidade durante o período de cheia dos rios, de qualidade do solo, nos ventos e nas chuvas propiciaram formações vegetais bem distintas. A soma delas é que forma uma região única no planeta e dá vida à grande biodiversidade amazônica.

A vegetação pode ser dividida em três tipos:

Florestas de terra firme

Ocupam terras não inundáveis. Possuem de 140 a 280 espécies por hectare, entre elas as grandes árvores de madeira de lei da Amazônia. Em alguns locais as copas das árvores são tão grandes que impedem a passagem de até 95% da luz do sol. Os principais representantes desse tipo de vegetação são o cedro, mogno, Angelim-pedra, as castanheiras-do-pará, seringueira, o guaraná e o timbó, árvore utilizada pelos índios para envenenar os peixes.

Floresta de igapó

Ocupam os terrenos mais baixos, próximos aos rios, e estão permanentemente alagadas. Durante o período de cheia, as águas chegam a alcançar as copas das árvores, formando os “igapós”. Quando esse fenômeno se dá nos pequenos rios e afluentes, são denominados “igarapés”. A maioria das árvores tem entre 2m e 3m, mas algumas chegam a atingir até 20m de altura. A espécie mais famosa desse tipo de floresta é a vitória-régia.

Floresta de várzea

Localizam-se entre a terra firme e os igapós. Apresentam cerca de 100 espécies vegetais por hectare. São três as categorias: várzea baixa e intermediária (com predomínio de palmeiras e algumas espécies cujas raízes auxiliam na fixação de oxigênio) e várzea alta (com solo menos atingido pelas águas das marés e maior biomassa graças a espécies arbóreas, como a andiroba). É formada por árvores de grande porte como a seringueira, as palmeiras e o jatobá

Fonte: www.atakanamazon.com

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