Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Ecologia  Voltar

Ecologia

 

Ecologia não é palavra complicada. Quer dizer, em grego: “estudo da casa”. Não só da nossa casa, onde moramos, mas a “casa de todos”= o mundo.
Assim, Ecologia quer dizer: estudo do mundo.

POR QUE ESTUDO DO MUNDO?

Porque tudo o que fazemos ou aquilo com que mexemos tem de ser estudado, pesquisado, e por fim respeitado.

Pesquisar ou estudar é a mesma coisa que investigar.

Assim, o estudo do mundo compreende a investigação, ou seja, a verificação de como anda o mundo, como ele se formou e como está se comportando, nos dias atuais.

O QUE ENTENDEMOS POR MUNDO?

É a nossa casa, a casa dos vizinhos, a casa de nossos parentes, perto ou distante. É também a casa de amigos, em outros países e continentes: Estados Unidos, Europa, África, Japão.

O mundo conhecido por nós é o planeta Terra, onde vivem homens, mulheres e animais de todas as raças, além de insetos e demais espécies.

Ecologia se preocupa com o mundo todo, não só com a nossa casa e a casa de nossos amigos e vizinhos.

POR QUE?

Porque todos vivemos dependendo uns dos outros. O patrão é importante, pois dá emprego aos operários, mas os operários são também muito importantes porque sem eles não há produção. O respeito e a maneira de viver, dentro da sociedade, são estudados pela Ecologia também.

Ecologia estuda, ainda, tudo que acontece com o clima dos países, produção, trabalho, moradia, qualidade de vida etc.

POR QUE ECOLOGIA ESTUDA TUDO ISTO?

Porque Ecologia é uma ciência, ou seja, uma forma de investigar tudo. O papel da ciência é investigar, achar os erros e apontar o caminho para consertar tudo.

Ecologia quer que o mundo seja consertado, para que não se derrubem as florestas, não se acabem os animais, os pássaros, as baleias...

Para que não se estraguem os rios e os mares...Para que todos os seres, inclusive os homens, sejam respeitados, juntamente com a natureza.

O homem (todos nós), desde pequeno, seja menino ou menina, precisa aprender a respeitar a natureza e os seres que estão nela, mas precisa aprender também que outros homens e mulheres são nossos irmãos e não podem viver sem emprego, sem casa, sem educação, sem a possibilidade de chegar a um ponto de progresso.

A terra não pode ser utilizada de qualquer maneira, mesmo que seja para plantar; é preciso, é necessário bastante estudo e pesquisa sobre o que fazer e como conservar a terra. Nós dependemos dela para viver!

Isto quer dizer que podemos plantar, tirar algumas árvores para essa prática, mas temos que ter muito cuidado com o que fazemos, pois se tirarmos muitas árvores dos campos vamos deixar a terra sem vida e sem proteção contra as pragas (bichinhos que atacam as plantações).

Não se deve tirar árvores das margens dos rios, pois isso é prejudicial aos próprios rios.

Não se pode plantar de qualquer maneira, sem verificar o estado do terreno. Existe estudo para cuidar do solo (terreno), assim devemos tomar cuidado para não plantar algo que vá desnutrir a terra. Desnutrir é o mesmo que enfraquecer a terra, deixá-la fraca, sem vida.

Isso exigiria, depois, a aplicação de adubo concentrado. O adubo concentrado devolve a nutrição à terra, mas pode também prejudicá-la, especialmente se for adubo químico.

Todo produto químico (adubo e inseticida) acaba indo para os rios, por força das chuvas, especialmente das enxurradas, e acaba envenenando os rios, matando os peixes e estragando a água, que é bebida por homens e animais.

Os inseticidas (produtos químicos utilizados para matar insetos) podem ajudar a humanidade a controlar as pragas das lavouras, mas podem também envenenar o ambiente, ou seja, o ar que nós respiramos. Por isso é necessário muito cuidado, ao utilizá-los, porque podem matar os pássaros, os agricultores (quem planta) e, por fim, entrar em nossa alimentação, causando muitas doenças.

Se os pássaros morrem, por causa dos inseticidas, quem cuidará de “limpar”as lavouras? Os pássaros são amigos dos homens. Eles comem os bichinhos que atacam as plantações, e ajudam, ainda, a plantar.

Você sabia que a gralha azul planta os pinheiros? Ela transporta o pinhão no bico e o deixa em qualquer lugar, fazendo, assim, o plantio.

Outro dano que os inseticidas fazem é com relação às abelhas. Quando as abelhas procuram flores de cereais plantadas, para fazer a polinização, acabam ingerindo inseticida e morrem. Aí a polinização fica prejudicada, isto é, não há o “casamento”das flores, o que impede que o cereal produza satisfatoriamente.

Então, você já sabe: é preciso cuidar da terra, das matas, das plantações, dos rios...

Todos os rios vão acabar nos oceanos e se esses rios estiverem poluídos vão, seguramente, sujar os mares. Nos mares é que existe uma plantinha que fabrica o oxigênio, que é o ar que respiramos.

As árvores ajudam a limpar o ar, tirando gases que estão circulando devido a veículos (automóveis, caminhões, tratores, aviões) e indústrias. Mas, as árvores também precisam de ar e se consomem gases, soltam oxigênio. Num determinado tempo elas fazem o contrário, de sorte que o trabalho delas fica balanceado. Existem plantas que consomem mais oxigênio do que fabricam, resultando em processo negativo para a gente.

Não se deve desmatar, isto é, cortar árvores a torto e direito, pois isso implica em mexer no clima e no solo. A cidades com poucas árvores ficam muito quentes e as chuvas caem de forma desorganizada, causando inundações, que destroem casas e matam pessoas.

Árvores são muito importantes para os pássaros, que fazem nelas os seus ninhos. Além de melhorar o clima, as árvores ajudam a fixar a terra, dão sombra, enfeitam nossas ruas e suavizam a paisagem. São nossas amigas, portanto.

Os animais vivem, geralmente, dentro da mata, onde se acham quantidades apreciáveis de árvores de todos os tipos, além de vegetação rasteira, flores, gramas, capins. Qualquer animal deve ser preservado, deve viver em seu próprio lar, que é a floresta.

Na floresta, o animal sabe como comer, beber e como sobreviver.

Apanhar animais ou pássaros, para mantê-los em jaulas e gaiolas é um grande ato de maldade, tanto que isso é proibido por lei. Ninguém pode dizer que é necessário caçar animais para comer, em nosso século, porque já temos criações apropriadas de espécies destinadas aos frigoríficos, onde são abatidos e vendidos para os açougues.

Existem pássaros criados em cativeiro (gaiolas ou viveiros), que já não podem viver em liberdade. Se fossem todos libertados, morreriam de fome, pois já não sabem procurar comida. São pássaros em extinção, isto é, pássaros que estão desaparecendo e, dessa forma, os criadores estão ajudando a defender essas espécies.

A vida natural é a vida no campo, longe ou perto das cidades, mas distante da poluição. Isto está ficando difícil, também, pois no campo existem outras espécies de poluição, com venenos químicos, além do perigo natural que o homem enfrenta em contato com a natureza.

O “paraíso”que todos sonham encontrar –nos sítios e fazendas- ficou no passado! A vida mudou, tem gente demais por toda parte e os métodos de trabalho também mudaram. Máquinas trabalham nas cidades e nos campos, as dores de cabeça da civilização são as mesmas em qualquer lugar.

Atualmente, vivemos um tempo diferente daquele que nossos avós viveram. Aumentou a população, nasceu gente demais e as cidades foram crescendo, crescendo...A humanidade mudou de tempo!...

Com o aumento da população, novos inventos foram aparecendo. A pequena produção teve de sofrer modificações, para atender o consumo. De agricultores, grande massa humana virou operária, passando a trabalhar em indústrias, geralmente nas cidades. Assim surgiu a chamada “era industrial”.

A “era industrial”transformou os costumes e fez com que as cidades crescessem demasiadamente. Começaram a aparecer máquinas, motores, veículos, telefone, eletricidade, aviões, computadores...

Todo esse avanço foi possível porque o homem fez surgir novas tecnologias, ou seja, inventos que serviram para aumentar a produção e também o consumo. Esse mesmo consumo ao qual nos obrigamos, diariamente, cada vez que colocamos combustível nos automóveis, ou trocamos o botijão de gás em nossos fogões.

Esse avanço permitiu o aparecimento de grande número de aparelhos para utilização: rádio, geladeira, televisão, toca-discos, telefone, fax, brinquedos eletrônicos, computadores, filmadoras, máquinas fotográficas, fornos micro-ondas... Tudo isso é produto da tecnologia, sem o que nada seria possível apresentar.

Enquanto se fabricam artigos para uso nas residências, que servem para minorar (facilitar) o trabalho caseiro como, por exemplo as máquinas de lavar roupas, essa mesma tecnologia está operando máquinas e utilizando operários para fabricar revólveres, produtos químicos perigosos, canhões, tanques de guerra, latas para embalagem de alimentos e tantas e tantas coisas que cansaria repetir...

A geladeira também é um desses inventos atrapalhados, pois os gases utilizados em seu equipamento (clorofluorcarbono) é que estão destruindo a camada de ozônio do planeta...

Muitas pessoas preferem viajar de trem, por se tratar de um meio de transporte mais econômico (mais barato) e menos arulhento que o avião. É outro processo tecnológico que exige leito para colocar os trilhos, estações, serviços em toda parte, combinando horários com outras linhas, ônibus...

O trem serve também para transportar matérias primas, mercadorias e produtos de consumo, mas tem sido desprezado, em função de outro aperfeiçoamento, o caminhão, que apanha e entrega as mercadorias de porta em porta, embora cobre mais caro pelo transporte e exija estradas asfaltadas, manutenção, policiamento, gasto com combustível...

Entre as invenções mais discutidas está o automóvel de passageiros, encontrado, hoje, em todas as ruas, avenidas e estradas. O automóvel modificou completamente o hábito dos povos, encurtando distâncias e reduzindo o tempo. Em compensação, causa enorme poluição e morte, pois os desastres acontecem diariamente.

Quando esses inventos aparecem, costuma-se dizer que isso é “progresso”, uma coisa que chegou para melhorar a vida de todo mundo, mas esse pensamento precisa ser esclarecido.

Progresso é uma medida que dê vantagem (benefício) a muita gente, mas o que estamosassistindo, no momento, é um tipo de progresso que só dá vantagem para pouca gente, especialmente para quem vende e obtém lucros. A maioria do povo vive enganada, pensando e sonhando com o tal “progresso”!

O mesmo acontece com a palavra “desenvolvimento”, falada e comentada por todos, que se encantam com ela...

Quando se fala em “desenvolvimento”, dá até para sonhar com um mundo perfeito, equilibrado, justo, harmônico, com paz total. Desenvolvimento é uma forma de fazer as coisas acontecerem, dando mais tranquilidade e comodidade para todos!

Infelizmente, esse desenvolvimento só tem servido para pouca gente, que está no comando dos países ou detêm postos de comando. Para os pobres e miseráveis, o desenvolvimento ainda não chegou e poderá demorar muito tempo para chegar...

A vida, nas cidades, é completamente diferente da vida no campo. As casas, nas cidades, especialmente para os pobres, são bem pequenas, quase não têm quinral, as pessoas vivem apertadas e esprimidas como galinhas em gaiolas de granja. Existe gente morando em casas muito grandes, bonitas, com piscina e espaço à vontade, mas, é pequena minoria, muito rica, que foi sorteada na vida pelo “desenvolvimento”ou pelo “progresso”...

As ruas, nas cidades, são, na maioria das vezes, estreitas, esburacadas, sujas, poluídas, barulhentas –em razão do tráfego- , verdadeiros caminhos para carroças. Entretanto, elas suportam automóveis, ônibus e caminhões pesados, por onde passam todos os tipos de veículos, levando mercadorias, desde alimentos a produtos químicos perigosos.

Esses veículos, em geral, poluem as cidades, soltando fumaça e gases que acabam com a nossa saúde, deixando o ar cheio de sujeira, além do cheiro horrível. Entre os gases mais perigosos está o chumbo, que causa doenças terríveis.

Cidades grandes são difíceis de administrar (governar) e causam muita atrapalhação, porque não há correta distribuição de benefícios para todo mundo, ao mesmo tempo. Enquanto parte da população tem água, luz, escolas, transporte, hospitais, outra parte precisa tudo isso e luta muito para conseguir...

TUDO ISSO É ESTUDADO PELA ECOLOGIA

Nas cidades, obrigatoriamente, tem que existir casas para todos morarem. Em volta ou próximo das casas deve existir padarias, farmácias, armazéns, postos médicos, dentistas e todos os serviços importantes para a população, pois todos têm que trabalhar, produzir, consumir, estudar, namorar, casar e dar continuidade `vida.

O trabalho é algo que se faz com o fim de produzir alguma coisa útil. Quem trabalha na lavoura, planta, colhe, vai vender para poder comprar o que precisa. Quem trabalha em fábricas, faz o mesmo, produzindo peças, máquinas, material de construção, remédios, roupas, sapatos, óculos, ventiladores, móveis. Há de tudo, em nossa sociedade, gente que trabalha e gente que estuda e se prepara para o futuro.

Tem gente trabalhando em fábricas de produtos químicos, em laboratórios, hospitais, minas de carvão, frigoríficos. Tem gente pescando em alto mar, outros arrastando o peixe, transportando para o mercado. Tem mil formas de trabalhar, de ser útil à família, à comunidade, ao país, ao mundo.

O que precisamos é pensar seriamente nas coisas que estamos fazendo; se elas estão de fato sendo úteis para a humanidade, ou estamos apenas juntando mais lixo sobre a terra, perturbando a cabeça dos povos, ou destruindo as bases de nossa civilização.

Precisamos pensar e discutir isso em família, com nossos irmãos e nossos pais; depois, com nossos amigos. Precisamos fortalecer a união de nossa gente e investigar o que anda sendo consumido por aí. Se é bom ou mau. Se dura bastante ou se estraga depressa. Se o alimento é benéfico para nossa saúde ou se estamos apenas enchendo nossas barrigas.

Precisamos conhecer-nos melhor e conhecer melhor os que governam nossas cidades e nosso país. Precisamos achar a diferença entre o que é bom e o que é imprestável, e não nos ajudará em quase nada!

Precisamos trabalhar pelo estabelecimento de um modelo social (político) que cuida, ao mesmo tempo, da proteção às espécies, rios, oceanos, natureza, sem se esquecer que a principal espécie, a humana, está sendo atacada por todos os lados, feitos e formas, por grupos de pessoas que só pensam no tal “progresso”e no dinheiro...

Assim, sofre a natureza, sofrem as espécies, aumenta a poluição, diminui nossa saúde, enquanto os que se juntam, normalmente, em partidos políticos, só pensam neles e seus parentes e naqueles grupos que os ajudaram a elegê-los, deixando o povo de lado!

Precisamos de um modelo que possa nos oferecer justiça social, participação, oportunidade para todos, educação, cultura, liberdade, moradia, trabalho, saúde. Isto tudo tem um nome: “desenvolvimento local sutentável”, ou seja, o tipo de avanço tecnológico que possa trazer progresso para todos, sem comprometer a natureza e as espécies, protegendo as famílias, nossas vidas, dando mesmo um sentido mais promissor a tudo quanto pensamos com relação ao mundo, pois o que fazemos em determinado lugar vai também atingir outros lugares!

Precisamos de um humanismo completo, com Deus, sem o que será muito difícil encarar o futuro!
É o que Ecologia pode fazer por nós, tal como se ensina neste beabá.

Precisamos de um humanismo completo, com Deus, sem o que será muito difícil encarar o futuro!

É o que Ecologia pode fazer por nós, tal como se ensina neste beabá.

Fonte: www.ecologia.org.br

Ecologia

O termo ECOLOGIA foi empregado pela primeira vez pelo biólogo alemão Ernest Haeckel, em 1869, em seu livro "Morfologia geral dos organismos". Deriva da palavra grega oikos, que significa casa, e logos, que significa estudo. ;É portanto a ciência que estuda o ambiente, com todos os seus habitantes, bem como as diversas interações e ligações existentes entre eles.

A ecologia sempre acompanhou a humanidade, desde os primórdios de seu desenvolvimento. As tribos precisavam conhecer o ambiente para conseguir alimento e abrigo. Precisavam conhecer os hábitos dos animais, onde viviam, tinham de lidar com as dificuldades impostas pela natureza, mesmo depois de dominarem o fogo.

Desde os tempos da pré-história, grande quantidade de conhecimento "ecológico" começou a ser adquirida e transmitida através das gerações. A ecologia de cunho científico já era abordada por filósofos da Grécia antiga como Hipócrates e Aristóteles, mas foi apenas a partir de 1900, que se desenvolveu como um campo específico da biologia. Não se pode deixar de mencionar Darwin, como um dos pioneiros da ecologia (principalmente devido a seu trabalho "A origem das Espécies" de 1859).

Atualmente a ecologia é uma ciência em pleno desenvolvimento, tendo adquirido importante 'status' na sociedade. Está vinculada não só ao estudo do meio ambiente mas também à preservação dos ecossistemas em uma era pontilhada pelos mais diversos estresses e impactos ambientais.

O objeto de estudo da ecologia tem como unidade o indivíduo, a partir do qual vários níveis de organização se seguem. Indivíduos formam populações, que constituem comunidades, que formam biocenoses. biocenoses podem compor os biomas, os quais constituem a Biosfera. Dentro deste amplo contexto, o ecólogo tem liberdade para investigar desde detalhes sobre uma população específica, (por exemplo seus hábitos alimentares, taxas de crescimento, mortalidade, estratégias reprodutivas, defesa de território, etc) até aspectos complexos dos ecossistemas, como suas características funcionais (produtividade primária, respiração, exportação de matéria, etc) e estruturais (diversidade, densidade, dominância, entre outros). Esta última representa um ramo avançado da ecologia denominado de Ecologia de Sistemas.

A ecologia é uma ciência essencialmente interdisciplinar, ou seja, necessita de informações integradas das mais diversas áreas das ciências, como matemática, física, química, estatística, zoologia, botânica, bioquímica, entre outras.

Pode-se subdividir portanto a Ecologia em duas linhas básicas de trabalho: a autoecologia investiga os processos adaptativos dos organismos ao meio em que vivem. Concentra-se no estudo das relações de uma única espécie como o meio em que vive. Procura explicar o funcionamento dos indivíduos quanto às adaptações a tensores ambientais. A sinecologia trabalha a nível de comunidade, descrevendo as interações entre as populações e entre elas e o ambiente.

Atualmente novos ramos da ecologia estão surgindo como a dinâmica de populações, ecologia humana, ecologia social, ecologia comportamental, ecologia matemática, entre outras. Dezenas de livros, jornais, periódicos, congressos e simpósios especializados em ecologia são lançados todos os anos, em todos os países do mundo.

A abordagem política da ecologia tem crescido muito na última década, principalmente devido ao fato de que esta ciência é a que possibilita o entendimento das transformações causadas pelo homem no ambiente, e das suas conseqüências para a humanidade. O congresso mundial de meio ambiente, a ECO-92, a AGENDA 21, são exemplos de transformações políticas impulsionadas pela ecologia e pelas ciências ambientais.

BIOSFERA

É o termo dado ao espaço ocupado por todos os seres vivos existentes no planeta, tanto na água, como na terra e no ar. Na realidade este termo engloba todos os ecossistemas do planeta, podendo ser traduzido como a sua parte viva. Assim, a Biosfera engloba tanto os seres vivos presentes nas mais altas montanhas da Terra, como a fauna vivente nas fossas abissais marinhas, há mais de 11.000 metros de profundidade. Considera tanto os organismos microscópicos presentes em uma gota d'água, como os maiores animais terrestres e marinhos.
O estudo da Biosfera, representa uma área muito abrangente, assim como a própria definição do termo. Esta área de pesquisa envolve aspectos globais dos seres vivos, como a evolução das espécies, a biodiversidade planetária, as modificações que os organismos são capazes de fazer no meio ambiente, e principalmente as alterações causadas pelas atividades humanas no planeta.

A Biosfera, como é vistas hoje, é na verdade fruto de 3,5 bilhões de anos de evolução biológica na Terra, a qual surgiu no mar com os primeiros organismos unicelulares, no mar. Suas características, ou seja, as espécies que a compõem, mudam constantemente ao longo do tempo geológico, com a extinção e aparecimento de novas espécies. Na realidade atualmente não se conhece a biosfera na sua totalidade, uma vez que centenas de novas espécies ainda não foram identificadas, presentes principalmente nas regiões mais inóspitas e inacessíveis.

Todos os anos centenas de cientistas em todo o mundo reúnem-se em grandes congressos e convenções internacionais, nas quais discutem novos aspectos e descobertas sobre a Biosfera de nosso mundo. Uma das mais importantes reuniões científicas já realizadas sobre este tema foi o Simpósio Internacional sobre a Biosfera de Miami, realizado durante a primeira Assembléia Geral do Conselho Mundial da Biosfera (1994).

BIOCENOSE

A biocenose representa a parte viva do ecossistema, ou seja, os organismos que vivem em um ambiente específico, interagindo entre si e também com a parte não viva deste (biótopo). Na realidade as biocenoses são grupos e associações de espécies mais ou menos típicas, as quais, em conjunto, contribuem para a formação da Biosfera.

Dentro deste contexto, as biocenoses, podem ser classificadas de acordo com a extensão do ambiente considerado. Assim, as maiores biocenoses são definidas como as comunidades terrestres, de água doce e marinhas. A biocenose, em sua função mais elementar é aplicada a ecossistemas individualizados, como por exemplo, as espécies animais e vegetais presentes em um lago.

As biocenoses apresentam várias parâmetros capazes de determinar as suas dimensões e características básicas.

As principais são:

Riqueza
Número de espécies presentes
Composição de espécies
Quais as espécies que habitam o ecossistema
Abundância
Quantidade de indivíduos presentes por uma determinada área ou volume
Freqüência
Porcentagem de indivíduos de uma espécie em relação ao total de indivíduos da comunidade
Dominância ou equitabilidade

Significa a forma com que todos os indivíduos presentes em uma comunidade se distribuem nas espécies presentes. Esta distribuição pode ser mais ou menos homogênea. No entanto, comumente as biocenoses naturais tem elevada dominância, com muitos indivíduos pertencentes a poucas espécies dominantes, acompanhadas por várias espécies raras ou pouco freqüentes.
A medida da diversidade de uma biocenose é feita conjugando-se a riqueza e a dominância em uma mesma análise (como na fórmula de Shannon).

BIÓTOPO

Entende-se como Biótopo o espaço ocupado por um grupo de espécies constituintes de um ecossistema. Segundo definições propostas por diversos ecólogos, o biótopo pode ser considerado como uma área geográfica de superfície e volume variáveis, submetida a características ambientais homogêneas, e capaz de oferecer as condições mínimas para o desenvolvimento de uma comunidade biológica a ele associada.

As características ambientais do biótopo, fração não viva de um ecossistema, são muito variadas, incluindo parâmetros físicos, químicos, bioquímicos e geológicos. Todos estes fatores contribuem para estabelecer as características particulares de cada ambiente. Estes parâmetros irão determinar as espécies que vão ocupar o ambiente, as quais deverão estar adaptadas para enfrentar os fatores limitantes e estressantes presentes.

Parâmetros importantes dos Biótopos são quantidade de oxigênio, luz, matéria orgânica, salinidade, umidade relativa, tipo de substrato (arenoso, argila, silte, rocha), temperatura, entre outros. Ecólogos desenvolveram equipamentos e metodologias específicos para medir muitos dos parâmetros dos Biótopos, a fim de entender melhor a sua influência na distribuição e comportamento das espécies.

Muitas variáveis ambientais podem flutuar ao longo do tempo, por exemplo, de acordo com a época do ano. Estas mudanças ambientais cíclicas são denominadas variações sazonais e são seguidas por alterações nas comunidades.

HABITAT E NICHO ECOLÓGICO

O habitat de um organismo é o lugar onde ele vive, o ambiente ocupado por ele. O habitat representa então o espaço físico mais provável de se encontrar determinada espécie. Assim, o habitat dos macacos são as árvores da floresta; dos cupins é o interior da madeira; dos corais são as águas claras, rasas e quentes dos trópicos; das cracas são os costões rochosos, e assim por diante.

O conceito de nicho ecológico é mais abrangente que o de habitat, pois considera não apenas o espaço utilizado pela espécie (habitat) mas também a sua posição na teia trófica da comunidade ( nicho trófico) e a sua relação com os fatores ambientais, ou seja, a área ideal para a ocorrência da espécie dentro do gradiente ambiental de temperatura, umidade, luminosidade, etc. (hipervolume). O nicho ecológico é portanto o local onde vive o organismo, suas exigências ambientais e sua relação com seus predadores e presas. É considerado portanto a identidade ecológica da espécie, como ela é e tudo o que ela faz.

Uma espécie qualquer tem seu nicho teórico, ou mais tecnicamente nicho ideal, como a área de ação possível sem a presença de qualquer interferência externa, como a competição com outras espécies. No entanto, normalmente existem mais de uma espécie com hábitos e habitats semelhantes no mesmo ambiente, o que gera uma sobreposição de nichos, o que pode ser traduzido por competição. Este fato faz com que o nicho ideal, seja reduzido ao chamado nicho real, ou nicho realizado. Grupos de espécies com nichos semelhantes em uma mesma comunidade são chamados Guildas e em comunidades diferentes são denominados Equivalentes ecológicos.

O tamanho dos nichos reais (realizados) varia muito de acordo com a espécie. Pode ser muito extenso, como por exemplo o dos animais migratórios, de vida longa e generalistas (têm variada dieta alimentar), ou extremamente reduzidos, como no caso de espécies parasitas internos de animais.

Em muitos casos, quando ocorre sobreposição de nichos e competição, há uma tendência das populações se especializarem no uso e aproveitamento de recursos diferentes, ou ocuparem espaços distintos de um mesmo ambiente. Por exemplo, várias aves insetívoras (comedoras de insetos) podem coexistir em uma mesma floresta desde que cada uma se alimente em um estrato diferente da mesma (nas copas, nos troncos, no solo, etc), e isso realmente ocorre. A especialização gera uma redução no nicho ecológico das espécies mas por outro lado propicia a continuidade da sua sobrevivência no ecossistema. Os efeitos negativos e indesejáveis da competição entre espécies ecologicamente similares são evitados a todo o custo.

ECOSSISTEMA

Um ecossistema é representado por um conjunto de organismos vivendo e interagindo em uma área definida, com características ambientais típicas. Portanto, um ecossistema é uma unidade ecológica composta por uma fração viva, denominada biocenose, e uma fração não viva, o ambiente propriamente dito, denominada biótopo.

Internamente o ecossistema é controlado por três grandes componentes fundamentais; a comunidade biológica presente, que se desenvolve e mantém através do fluxo de energia através dos diferentes níveis tróficos. A ciclagem de nutrientes proporciona a reposição dos minerais utilizados pela comunidade, através da decomposição.

Todos os ecossistemas são sistemas abertos, ou seja, apresentam portas de entrada e saída de energia, essenciais para o seu equilíbrio. A energia entra no ecossistema sob a forma de luz solar, materiais, organismos., entre outras fontes. Pela porta de saída, energia e materiais processados são exportados para outros ecossistemas. A emigração de organismos também representa uma forma de saída de energia.

O ecossistema é uma unidade ecológica extremamente complexa devido às numerosas interações existentes entre os organismos e entre eles e o ambiente. Basicamente as características do ecossistema podem ser classificadas como funcionais ou estruturais. Algumas características funcionais são as taxas de respiração, fotossíntese, produtividade e decomposição, enquanto que aspectos estruturais são a composição de espécies, diversidade, dominância, biomassa e densidade, entre outros.

Toda a fauna e flora que compõe a biocenose do ecossistema é controlada biologicamente através das interações bióticas, principalmente predação e competição. Por outro lado, a abundância de espécies também é controlada pelos parâmetros ambientais como disponibilidade de nutrientes, oxigênio, luz, etc.

Através destas interações e vínculos o ecossistema tende a atingir um estado de equilíbrio dinâmico, uma situação mais ou menos estável, denominada estado contínuo (steady state). O equilíbrio do ecossistema não representa uma situação estática, mas sim uma estabilidade dinâmica a qual reflete flutuações e variações em muitos parâmetros, por exemplo, ao longo do ano, de acordo com as estações (primavera, verão, outono e inverno). Assim, um ecossistema equilibrado pode perfeitamente apresentar diferenças cíclicas estruturais e funcionais ao longo do tempo.

Atividades humanas destrutivas como a poluição, desmatamento, caça predatória, exploração industrial e comercial têm causado perturbações graves nos ecossistemas em todo o planeta. Uma vez que todos os compartimentos de um ecossistema estão interligados, qualquer perturbação em um deles afetará muitos outros. Isto significa que perturbações aparentemente pequenas podem ter conseqüências desastrosas e imprevisíveis para o ecossistema.

Campos, praias, manguezais, costões rochosos, cavernas, regiões abissais, rios, lagos, estuários, bosques, florestas, desertos, recifes de coral e pântanos, são alguns exemplos de ecossistemas.

BIODIVERSIDADE

Cientificamente, o conceito de diversidade é um indicador ecológico relacionado com a quantidade de espécies e indivíduos presentes nos ecossistemas.

Este parâmetro é constituído basicamente por dois componentes distintos: riqueza e dominância.

A riqueza é a quantidade de espécies presentes no ambiente, enquanto que a dominância é um indicador da distribuição dos indivíduos em cada espécie. Diversidades elevadas ocorrem quando há grande numero de espécies (riqueza) e os indivíduos estão distribuídos em quantidades mais ou menos similares entre as espécies. Assim, um ambiente com 10 espécies, cada uma delas composta por uma população de 5 indivíduos, tem maior diversidade que um ambiente com as mesmas 10 espécies, mas tendo duas populações com 100 indivíduos cada e as outras oito populações com 7 indivíduos.

A diversidade pode ser medida através de índices ecológicos, como os de Shannon, Margalef, entre outros, e são características fundamentais dos ecossistemas.

O termo biodiversidade tem sido muito utilizado na última década, especialmente nos foros de discussões científicas e políticas envolvidos com a preservação do meio ambiente a nível global. Um bom exemplo disso é a convenção Eco-92, feita no Rio de Janeiro. Nessa ocasião, os diversos segmentos da sociedade a nível mundial consideraram a biodiversidade um ponto chave para o equilíbrio ecológico do planeta. Nesse contexto, ela é entendida como todos os organismos vivos presentes no planeta, distribuídos em espécies as quais povoam os mais diversos ecossistemas naturais na terra e nos oceanos. É portanto um termo mais geral, o qual não está vinculado a medidas ecológicas populacionais de cunho científico.

Ainda não foi possível avaliar cientificamente se a biodiversidade é maior na terra (nos continentes, inclusive nos rios e lagos) ou no mar. Sabe-se por exemplo que em termos de grandes grupos, os oceanos comportam pelo menos 43 dos 70 Filos de organismos vivos presentes hoje no planeta.
Em termos de ecossistema, pode-se dizer que manguezais, recifes de coral, florestas tropicais úmidas e a zona costeira dos oceanos são redutos especiais do planeta por possuírem a mais alta biodiversidade.

A nível global a biodiversidade está sendo seriamente ameaçada pelas mais variadas ações antrópicas em todos os ambientes do planeta. A poluição do ar, oceanos, lagos rios e solo; a devastação das florestas como a Amazônia e a Mata Atlântica; a exploração descontrolada dos recursos naturais; a expansão imobiliária e a caça predatória são alguns exemplos das muitas causas da redução progressiva da Biodiversidade do planeta.

Calcula-se que dezenas de espécies são extintas por ano em todo o mundo, muitas delas sem terem sido sequer descobertas, descritas e estudadas. O numero de espécies de peixes já descobertos no planeta é hoje de cerca de 21.000, mas todos os anos dezenas de novas espécies são encontradas, acreditando-se que este número seja superior a 28.000 espécies. Na Amazônia e nas regiões abissais dos oceanos residem centenas ou mesmo milhares de espécies ainda não descobertas.

CADEIA ALIMENTAR E TEIA TRÓFICA

Este termo ecológico representa o vínculo existente entre um grupo de organismos presentes em um ecossistema, os quais são regulados pela relação predador-presa. É através da cadeia alimentar, ou cadeia trófica, que é possível a transferência de energia entre os seres vivos. É a unidade fundamental da teia trófica.

Existem basicamente dois tipos de cadeia alimentar, as que começam a partir das plantas fotossintetizantes e as originadas através da matéria orgânica animal e vegetal morta. As plantas são consumidas por animais herbívoros enquanto que a matéria orgânica morta é consumida pelos animais detritívoros.

A cadeia alimentar é constituída pelos seguintes níveis:

PRODUTORES

São os organismos capazes de fazer fotossíntese ou quimiossíntese. Produzem e acumulam energia através de processos bioquímicos utilizando como matéria prima a água, gás carbônico e luz. Em ambientes afóticos (sem luz), também existem produtores, mas neste caso a fonte utilizada para a síntese de matéria orgânica não é luz mas a energia liberada nas reações químicas de oxidação efetuadas nas células (como por exemplo em reações de oxidação de compostos de enxofre). Este processo denominado quimiossíntese é realizado por muitas bactérias terrestres e aquáticas.

CONSUMIDORES PRIMÁRIOS

São os animais que se alimentam dos produtores, ou seja, são as espécies herbívoras. Milhares de espécies presentes em terra ou na água, se adaptaram para consumir vegetais, sem dúvida a maior fonte de alimento do planeta. Os consumidores primários podem ser desde microscópicas larvas planctônicas, ou invertebrados bentônicos (de fundo) pastadores, até grandes mamíferos terrestres como a girafa e o elefante.

CONSUMIDORES SECUNDÁRIOS

São os animais que se alimentam dos herbívoros, a primeira categoria de animais carnívoros.

CONSUMIDORES TERCIÁRIOS

São os grandes predadores como os tubarões, orcas e leões, os quais capturam grandes presas, sendo considerados os predadores de topo de cadeia. Tem como característica, normalmente, o grande tamanho e menores densidades populacionais.

ANIMAIS CARNÍVOROS GRANDES PREDADORES
CONSUMIDORES SECUNDÁRIOS ANIMAIS CARNÍVOROS
CONSUMIDORES PRIMÁRIOS ANIMAIS HERBÍVOROS
PRODUTORES ALGAS E VEGETAIS FOTOSSINTETIZANTES
LUZ E NUTRIENTES TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA PELA TEIA TRÓFICA

DECOMPOSITORES OU BIOREDUTORES

São os organismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, transformando-a em nutrientes minerais que se tornam novamente disponíveis no ambiente. Os decompositores, representados pelas bactérias e fungos, são o último elo da cadeia trófica, fechando o ciclo.

A seqüência de organismos relacionados pela predação constitui uma cadeia alimentar, cuja estrutura é simples, unidirecional e não ramificada, por exemplo:

ALGA Produtor
MOLUSCO Herbívoro
PEIXE Carnívoro
GOLFINHO Carnívoro

No entanto, na natureza as espécies podem consumir muitos tipos de presas, podendo inclusive alimentar-se tanto de vegetais como de animais (espécies omnívoras). Isto faz com que as relações presa-predador se estabeleçam em teias alimentares, ou teias tróficas, que são constituídas por diversas cadeias alimentares interligadas. Normalmente as cadeias tróficas não possuem mais que 4 a 5 níveis tróficos devido a problemas relacionados à transferência de energia disponível de um nível a outro.

Pirâmides Ecológicas

Uma forma útil de se visualizar a estrutura de um ecossistema em termos de transferência de energia, densidade das populações e quantidade de matéria viva ao longo dos níveis tróficos é através das pirâmides ecológicas, as quais podem ser de vários tipos:

PIRÂMIDES DE NÚMERO

Cada bloco da pirâmide representa um nível trófico de uma cadeia alimentar, ou do próprio ecossistema (produtores, consumidores primários, secundários, terciários...). A largura no plano horizontal, de cada nível, é diretamente proporcional ao número de indivíduos presentes.

Neste caso, é importante notar que o número de indivíduos não leva em conta o seu tamanho, volume, ou peso, sendo portanto uma medida que não avalia a quantidade total de matéria viva de cada nível trófico.

PIRÂMIDES DE BIOMASSA

Substitui-se o número dos indivíduos da pirâmide de número pela quantidade de matéria viva presente em cada nível trófico. Esta medida é dada em g/m2 ou g/m3.

PIRÂMIDES DE ENERGIA

Forma mais sofisticada de representação. Neste caso a largura de cada nível trófico (no plano horizontal) é proporcional não ao número de indivíduos ou quantidade de matéria viva, mas à quantidade de energia acumulada, sendo dada em calorias (Kcal).

O formato final de uma pirâmide ecológica pode ser muito variado, dependendo da situação existente no ecossistema. Apesar de se esperar que as dimensões dos níveis tróficos inferiores sejam sempre maiores, isso nem sempre ocorre. Em outras palavras, nem sempre existem mais vegetais do que herbívoros, e assim por diante. No mar, por exemplo, é comum haver menos produtores ( fitoplâncton) do que seus consumidores (o zooplâncton herbívoro). isto ocorre porque o ciclo de vida destas microalgas é muito curto, e a dinâmica de predação é muito intensa. Apesar de não ser possível visualizar nas pirâmides ecológicas, uma maior quantidade de fitoplâncton é efetivamente produzida para que a massa de zooplâncton possa ser sustentada.

O fluxo de energia é unidirecional

A energia luminosa proveniente do sol entra no mundo vivo através da fotossíntese. As algas e plantas captam a energia da luz e a convertem em energia química, que fica armazenada nas moléculas orgânicas.

Ao comerem seres fotossintetizantes, os consumidores primários aproveitam a energia das moléculas orgânicas ingeridas, usando-a em seus processos vitais e para fabricar suas próprias moléculaas. Os consumidores secundários, por sua vez, ao comerem os consumidores primários, usam as moléculas ingeridas como fonte de energia, e assim por diante. Portanto a transferência de energia na cadeia alimentar é unidirecional, isto é, sempre tem início com a captação de energia luminosa pelos produtores e termina pela ação dos decompositores.

Dinâmica das Populações

Populações são grupos de indivíduos da mesma espécie ocupando um determinado espaço. Ecologicamente, são a unidade por onde ocorre a transferência de energia dentro das cadeias e teias alimentares. Características básicas da população são a taxa de natalidade, a curva de crescimento, a taxa de mortalidade, distribuição etária, densidade e dispersão numérica no tempo e espaço.

DENSIDADE

É a relação entre o tamanho da população (quantidade de indivíduos) e a área ocupada por eles, por exemplo, 2.000 árvores por hectare de manguezal, ou 500 animais por metro quadrado de costão rochoso. Se levamos em conta a área total disponível, tem-se a densidade absoluta, enquanto que se levamos em conta a área efetivamente habitável pela população tem-se a densidade ecológica, esta última sempre maior que a primeira. Os fatores que afetam a densidade são principalmente a predação, competição intra e interespecífica, e variações sazonais ambientais (temperatura, umidade, luminosidade, etc).

A densidade de uma população normalmente é dada em número de indivíduos, mas pode também ser expressa através de área ocupada pela espécie ou pela biomassa (por exemplo, 100 quilos por km2). Para avaliar a densidade das populações diversos métodos quantitativos são utilizados atualmente pelos pesquisadores. Estes podem ser destrutivos (onde os animais são recolhidos do ambiente durante as amostragens), ou não destrutivos (neste caso os organismos são contados no próprio ambiente). Cada uma destas categorias apresenta uma série de metodologias de amostragens, cada uma ajustando-se a objetivos específicos do pesquisador.

MORTALIDADE

Esta é uma característica da população a qual indica em que nível ocorre a mortalidade dos seus indivíduos. A taxa de mortalidade é calculada através do número de indivíduos mortos dividido pelo número de vivos no início de um período de tempo.

M = m / Vi

A probabilidade de vida, ou índice de sobrevivência, cálculo complementar à taxa de mortalidade é o número de sobreviventes dividido pelo número inicial de indivíduos, e muitas vezes é usado em substituição à mesma.

Diversos cálculos e planilhas extremamente importantes para o entendimento da dinâmica de populações são utilizadas com informações de mortalidade, entre elas, as tabelas de vida (life tables), tabelas de tempo específico (expectativa de vida, ou longevidade), tabelas de vida dinâmicas, curvas de mortalidade, curvas de sobrevivência, etc. A explicação de cada uma delas não cabe nos objetivos deste trabalho.

Finalmente é importante a diferenciação dos dois tipos de longevidade: a longevidade fisiológica é o tempo de vida esperado para um indivíduo sem qualquer intervenção externa negativa como predação, competição, doenças, ou estresse ambiental. Neste caso o indivíduo morre de velhice. Na longevidade ecológica, a expectativa de vida leva em conta a situação real encontrada pelos indivíduos de uma população no ambiente em que vivem. Logicamente a longevidade ecológica é consideravelmente menor.

NATALIDADE

Este parâmetro refere-se à capacidade de aumento numérico de uma população. A natalidade máxima (também chamada absoluta ou fisiológica) é a quantidade máxima de indivíduos novos possível de ser produzida na ausência de quaisquer fatores limitantes. A natalidade ecológica é a situação real do crescimento da população levando-se em conta todo o contexto ecológico onde vive a população. A natalidade é calculada dividindo-se o número de indivíduos novos pelo tempo.

Uma forma mais precisa de se calcular a taxa de nascimento é dividindo-se o número de nascimentos por fêmea em cada faixa de idade, por unidade de tempo, uma vez que a capacidade reprodutiva varia com a idade.

ESTRUTURA ETÁRIA

Este parâmetro informa como a população se encontra em termos de idade. como se dividem os organismos jovens, adultos e velhos. As populações dividem-se em três períodos do ponto de vista ecológico: préreprodutivo, reprodutivo e pósreprodutivo. O comprimento de cada uma destas fases depende das características de cada espécie, como velocidade de desenvolvimento dos indivíduos, longevidade, capacidade reprodutiva, período de fertilidade, etc..

Algumas espécies são capazes de reproduzir várias vezes por ano, outras reproduzem uma vez por ano em épocas bem definidas, e outras ainda podem reproduzir em períodos mais longos (por exemplo, bianualmente). Para se conhecer o potencial de produção de novos indivíduos, é necessário não só conhecer a proporção de indivíduos em fase reprodutiva, mas também como é o ciclo reprodutivo da espécie.

A forma mais comum de se visualizar a estrutura etária de uma população é através da construção de uma pirâmide de idade, na qual todos os indivíduos são inseridos em categorias pré-determinadas (escala de idade). Populações em formação são caracterizadas por grande número de indivíduos jovens, na base da pirâmide, e poucos indivíduos velhos. Populações estabilizadas, sem crescimento e sem declínio, tendem a ter números similares em cada categoria de idade (jovem e adulto). Populações em declínio tem poucos indivíduos jovens e muitos adultos e velhos.

CRESCIMENTO DAS POPULAÇÕES

O crescimento das populações é resultante da taxa da natalidade, mortalidade, emigração e imigração. Se uma população se instala em um ambiente ideal, ilimitado e despovoado, ela tende a crescer geometricamente e infinitamente. O que refreia este crescimento são os fatores limitantes ambientais e as interações ecológicas com outras espécies, o que é definido como a resistência do meio.

O potencial biótico é a capacidade de crescimento da população na ausência de tensores como competição, predação, falta de recursos como alimento e espaço. O crescimento sigmóide apresenta uma redução e estabilização no crescimento da população como reflexo destes fatores, denominados resistência do meio. Como resultante tem-se uma população em equilíbrio dinâmico. Isto é o que de fato acontece na natureza. O termo equilíbrio dinâmico significa que a população não permanece constante ao longo do tempo, mas sempre acompanhando as variações do próprio ambiente.

Fatores Limitantes

O pleno desenvolvimento de uma população no ecossistema depende principalmente das características do ambiente (biótopo). Para se desenvolver com sucesso em um ecossistema, as espécies buscam condições ambientais ótimas, ideais às necessidades de cada uma delas. Estas necessidades variam bastante de espécie para espécie, o que favorece a ocupação e uso dos diferentes habitats e nichos ecológicos disponíveis no ecossistema.

Quando um fator ambiental qualquer apresenta-se em condições desfavoráveis (não ideais) a uma população, pode interferir na sua abundância e distribuição. Quando a condição deste fator ambiental atinge ou excede os limites de tolerância da espécie, torna-se um fator limitante. Neste caso a espécie tem duas opções possíveis, ou se adapta ou desaparece na área em questão.

Nos ecossistemas aquáticos o oxigênio dissolvido pode ser considerado um bom exemplo de fator limitante. Muitas regiões são muito bem oxigenadas, enquanto que outras são pobres neste recurso. A água de alguns lagos e represas, rica em matéria orgânica (por exemplo originada dos despejos de esgotos), tem pouco OD (oxigênio dissolvido), o qual é absorvido pelas bactérias na decomposição dos resíduos orgânicos. Portanto, neste caso o oxigênio torna-se um fator limitante para os animais aquáticos como peixes e moluscos, os quais não conseguem sobreviver em condições de hipoxia (pouco oxigênio).

Os sedimentos lodosos , como os presentes nos manguezais, também são pobres em oxigênio, ou mesmo anóxicos, com ausência total deste gás. Esta condição limita ou mesmo impede a ocorrência de espécies não adaptadas no ambiente.

Nos ecossistemas terrestres, por outro lado, o oxigênio não é um fator limitante, uma vez que é um gás abundante na atmosfera. Por outro lado, a quantidade de luz pode ser insuficiente em determinados locais, bem como a disponibilidade de nutrientes, fatores estes que podem limitar a ocorrência de uma determinada espécie.

Alguns exemplos de fatores limitantes mais comuns nos ecossistemas são:
  • quantidade de oxigênio
  • incidência de luz solar
  • disponibilidade de alimento e água
  • disponibilidade de refúgios
  • salinidade
  • temperatura
  • umidade do ar
  • profundidade
  • Os fatores limitantes são a base do conceito criado pelo ecólogo Justus Liebig (1840), denominado LEI DE LIEBIG, ou LEI DO MÍNIMO. Ela postula que o desenvolvimento de um organismo depende da disponibilidade de quantidades mínimas necessárias de macro e micro nutrientes presentes no ambiente. Existe um mínimo em relação a qualquer fator ambiental, o qual controla a distribuição e área de abrangência de uma espécie. Por outro lado, o excesso de algum fator ambiental, igualmente torna-o um limitante, como por exemplo excesso de água, luz ou calor. Portanto, as criaturas viventes apresentam limites de tolerância aos diversos fatores ambientais aos quais estão sujeitas. A amplitude destes limites depende das espécie e do parâmetro ambiental considerado.

    Ciclo da Água

    A água está distribuída no planeta da seguinte forma:

    DISTRIBUIÇÃO DAS ÁGUAS NO PLANETA VOLUME (Km3 )

    OCEANOS E MARES 1.370.000.000
    GELO 24.000.000
    ÁGUA EM ROCHAS E SEDIMENTOS 4.000.000
    LAGOS E RIOS 230.000
    ATMOSFERA (VAPOR) 140.000
    TOTAL 1.400.000.000

    O ciclo da água, ou ciclo hidrológico do planeta é movido pela energia solar. De toda a energia solar que chega à Terra, cerca de 1/3 é gasta na movimentação deste ciclo.

    Basicamente a água líquida evapora a partir da superfície da terra (rios, lagos, terra e oceano) formando as nuvens de vapor e em seguida precipitando-se novamente sob a forma líquida. Parte desta água penetra no solo formando reservatórios subterrâneos. No entanto, a quantidade de água sob a forma de vapor, ou seja, presente na atmosfera é muito pequena em relação aos outros compartimentos do ciclo hidrológico. 98% de toda a água do planeta encontram-se nos oceanos, e 90 % da água doce encontra-se sob a forma de gelo nos pólos.

    A evaporação é maior na área dos oceanos do que nos continentes. Por outro lado, chove menos nos oceanos do que evapora. Nos continentes a situação se inverte, ou seja, a quantidade de água das chuvas é maior que a da evaporação. O excesso de água das chuvas nos continentes é transportado pelos rios para o mar, suprindo então o déficit existente.

    O ciclo da água está intimamente relacionado com a temperatura global. Isto significa que alterações neste parâmetro tendem a alterar a quantidade de evaporação e o regime de chuvas no planeta.

    Pesquisadores de todo o mundo estão alertando para o aumento da temperatura média da Terra, devido ao efeito estufa. A longo prazo este aquecimento global pode ter como conseqüência o degelo das calotas polares, aumentando o nível dos mares. Atualmente, o nível do mar está aumentando a uma velocidade de alguns milímetros por década.

    Ciclo do Carbono

    O carbono é uma das dezenas de compostos essenciais para os seres vivos. Ele é o precursor das moléculas orgânicas, que constituem os tecidos dos animais e plantas. Originalmente este elemento encontra-se abundantemente na atmosfera terrestre sob a forma de gás carbônico (CO2). Constante troca de CO2 ocorre entre o mar e o ar, em um sistema equilibrado e tamponado. Este carbono é utilizado pelos vegetais fotossintetizantes para a síntese de matéria orgânica. Por isso estes organismos são classificados como produtores. Os compostos orgânicos produzidos a partir da fotossíntese são as proteínas, lipídios e açucares, todos ricos em carbono. Estes compostos servirão de alimento para os herbívoros e carnívoros ao longo de toda a cadeia alimentar.

    Com os processos bioquímicos de liberação de energia química, como a respiração e a fermentação, o carbono retorna ao ambiente para ser novamente utilizado pelos produtores, fechando-se o ciclo.

    O ciclo do carbono está sendo alterado pela atividade humana, principalmente devido a atividades envolvidas com a queima de combustíveis fósseis (carvão vegetal, petróleo e gás natural). Como conseqüência, a concentração de CO2, CO e Ch2, na atmosfera está aumentando. Um dos efeitos mais importantes deste aumento é a contribuição para o efeito-estufa (aumento da temperatura média na superfície da Terra).

    Fontepaginas.terra.com.br

    Ecologia

    Ecologia: o mundo das coisas vivas

    Os organismos da Terra não vivem isolados. Interagem uns com os outros e com o meio. A ecologia é o estudo dessas interações na “casa” em que moram os seres vivos, ou seja, a Terra.

    Os conceitos ecológicos fundamentais

    Ecologia

    População é o nome dado ao conjunto formado pelos organismos de determinada espécie, que vivem em um lugar perfeitamente delimitado.

    Comunidade é o conjunto de todas as populações que se encontram em interação num determinado meio. É a parte biótica do meio.

    Ecossistema é o conjunto formado por uma comunidade e pelos componentes abióticos do meio com os quais ela interage.

    A comunidade de um ecos-sistema costuma ser formada por três tipos de seres:

    Os produtores de alimentos – representados pelos autótrofos

    Os consumidores de alimentos – diferentes tipos de seres vivos heterótrofos (parasitas, predadores etc.)

    Os decompositores – heterótrofos representados por bactérias e fungos.

    A produtividade e o ecossistema

    A atividade de um ecossistema pode ser avaliada pela Produtividade Primária Bruta, que corresponde ao total de matéria orgânica produzida, durante determinado tempo, numa certa área ambiental. Descontando-se desse total a quantidade de matéria orgânica consumida pela comunidade na respiração durante esse período, consegue-se a Produtividade Primária Líquida. A produtividade de um ecos-sistema depende de diversos fatores, dentre os quais os mais importantes são a luz, a H2O, o CO2 e a disponibilidade de nutrientes.

    Biosfera

    A Terra é um grande ambiente de vida. Os organismos vivem numa fina camada do Planeta, que inclui a água, o solo e o ar. A biosfera é a reunião de todos os ecossistemas existentes na Terra.

    Hábitat

    É o lugar em que vive cada organismo de determinada espécie componente da comunidade. É a “residência” do organismo.

    Nicho ecológico

    É a função ou papel desempenhado pelos organismos de determinada espécie em seu ambiente de vida. O nicho inclui o hábitat, as necessidades alimentares, a temperatura ideal de sobrevivência, os locais de refúgio, as interações com os inimigos e amigos etc. O nicho ecológico é a “profissão” desempenhada pela espécie no ecossistema.

    Fluxo de energia no ecossistema

    O sol é a fonte de energia utilizada pelos seres vivos.A energia solar flui ao longo dos ecossistemas através das cadeias alimentares.

    Os elos de uma cadeia alimentar são os níveis tróficos e incluem:

    Produtores

    Vegetais autótrofos fotossintetizantes. Transformam a energia solar na energia química contida nos alimentos. No mar, são re-presentados pelo fitoplâncton (principalmente o conjunto das microalgas);

    Consumidores primários

    Herbívoros, isto é, os seres comedores de plantas. No mar, são os componentes do zooplâncton (microcrustáceos, por exemplo);

    Consumidores secundários

    Carnívoros que se alimentam dos herbívoros. Há ainda consumidores terciários e quaternários que se alimentam, respectivamente, de consumidores secundários e terciários;

    Decompositores

    Bactérias e fungos que se alimentam dos restos orgânicos dos demais seres vivos. São importantes na reciclagem dos nutrientes minerais que poderão ser reutilizados pelos produtores. O conjunto de todas as cadeias alimentares do ecossistema constitui uma teia alimentar.

    A pirâmide de energiam cada nível trófico há grande consumo de energia para execução das reações metabólicas. Há liberação de energia na forma de calor, que é “perdido” pelo ecossistema. A energia restante é armazenada nos tecidos. Os produtores consomem, para sua sobrevivência, grande parte da energia por eles fixada na fotossíntese. Sobra pouco para o nível dos consumidores primários, que utilizarão, no seu metabolismo, boa parte da energia obtida dos produtores.

    O mesmo acontece em relação aos consumidores secundários,que despenderão, em suas atividades metabólicas, boa parcela da energia obtida dos consumidores primários. Isso limita o número dos níveis tróficos e explica ser a biomassa decrescente nas cadeias alimentares a partir dos produtores, que terão a maior biomassa. Portanto, a quantidade de energia disponível sempre diminui, porque se deve descontar o que é gasto pelas atividades próprias de cada nível trófico.

    DDT: acumulação nos consumidores de último nível

    O DDT é um inseticida organoclorado que é biodegradado lentamente.

    Tem grande afinidade pelo tecido gorduroso dos animais e é excretado vagarosamente; por isso apresenta efeito cumulativo.

    Ao atingir a água, após ser pulverizado numa lavoura com o intuito de combater uma praga de insetos, acaba provocando um acúmulo indesejável nas aves, que são consumidoras de último nível trófico.

    Compromete-se, entre outras coisas, a reprodução delas, uma vez que o DDT interfere no metabolismo do cálcio, levando à produção de ovos de casca frágil.

    Os ciclos biogeoquímico

    Os nutrientes minerais pertencem à Biosfera e sua quantidade é limitada. São constantemente reciclados e nesse processo participam os seres vivos. Os mais im-portantes ciclos da matéria são o da água, o do carbono e o do nitrogênio.

    Ciclo da água

    97% da água existente na Terra são oceânicas. Os 3% restantes encontram-se nos rios, lagos, lençóis subterrâneos e geleiras. A evapotranspiração remove água, que é enviada para a atmosfera; seu retorno ocorre por precipitação sob a forma de chuva,neve etc.

    Substâncias orgânicas existentes no esgoto doméstico são despejadas na água. Microrganismos decompositores degradam essas substâncias, e isso enriquece a lagoa em sais minerais.

    A maior disponibilidade de nutrientes favorece a pro-liferação de determinadas algas, que crescem rapi-da-mente, espalham-se pela lagoa e, após algum tempo, morrem.

    A decomposição bacteriana destas massas de algas consome oxigênio, reduzindo a quantidade disponível deste gás para a sobrevivência de peixes e outros animais. A turvação da água diminui a taxa de fotossíntese e em-po-brece ainda mais o teor de oxigênio.

    Sobram, finalmente, somente microrganismos anaeróbios, responsáveis pelo mau cheiro característico de lagos, represas e rios poluídos.

    Toda essa seqüência de eventos já ocorreu com o rio Tietê, no trecho que percorre a cidade de São Paulo. Nele, a taxa de O2 na água praticamente chegou a zero; aí não vivem peixes, suas águas cheiram mal, não servem para a recreação, nem para o abastecimento da cidade. Felizmente, estão sendo implementados projetos, com financiamento internacional, para recuperar o Tietê até o ano 2005.

    Ciclo do carbono

    O carbono existente na atmosfera como CO2 entra na composição das moléculas orgânicas dos seres vivos, a partir da fotossíntese. Sua devolução ocorre pela respiração aeróbica, pela decomposição e pela combustão da matéria orgânica.

    O nitrogênio molecular, N2, é um gás biologicamente não-utilizável pela maioria dos seres vivos. Seu ingresso no mundo vivo ocorre graças à atividade dos microrganismos fixadores, as algas azuis e algumas bactérias, que o transformam em amônia. No processo de nitrificação, outras bactérias transformam a amônia em nitritos e nitratos.

    Ecologia

    Ecologia

    Ecologia

    A água potável está no fim?

    A disponibilidade de água doce, por outro lado, está muito prejudicada pela poluição crescente de rios e lagos. Calcula-se que 3,4 dos 5,3 bilhões de habitantes da Terra disponham apenas de 50 litros de água por dia, em média, enquanto o norte-americano, em média, consome ao redor de 350 litros! Sabe-se ainda que dezenas de milhares de crianças morrem no mundo, a cada dia, por doenças relacionadas ao problema da água. No Brasil, muitas internações hospitalares devem-se a doenças veiculadas pela água.

    Ecologia

    Eutrofização: a lagoa com indigestão

    Eutrofização é um processo em que aumentam os nutrientes disponíveis numa lagoa ou represa. Pode ocorrer naturalmente ou ser conseqüência de poluição orgânica. Numa eutrofização causada por poluição, a seqüência de eventos principais é a seguinte:

    Ecologia

    Ecologia

    Efeito estufa: cada vez mais quente

    Ecologia

    O efeito estufa é o aquecimento excessivo da Terra provocado por aumento da taxa de CO2 na atmosfera e conseqüente retenção do calor gerado pela luz do sol que atinge a superfície do planeta. As taxas de CO2 no ar, que se mantiveram estáveis durante muito tempo, aumentaram rapidamente nas últimas décadas.Isso se deve ao crescente consumo de combustíveis e também ao intenso desma-tamento, que diminuiu a capacidade de fotossíntese dos ecossistemas terrestres e prejudicou a reciclagem do CO2.

    Assim, o gás carbônico é produzido pela atividade humana mais depresssa do que é reutilizado pela biosfera. Não se sabe com precisão as conseqüências reais do efeito-estufa. Desconfia-se, porém, que o crescimento contínuo na taxa de CO2 aumente a temperatura da Terra, elevando-a em vários graus até o fim do século XXI. Em conseqüência, haveria o derretimento de parte do gelo das calotas polares, o que faria subir o nível dos mares em alguns metros, podendo submergir cidades costeiras. Poderia haver ainda uma mudança no eixo do planeta, além da alteração dos padrões de ventos e de correntes marítimas. Essas mudanças no clima certamente prejudicariam a produção agrícola de áreas férteis, com efeitos imprevisíveis sobre a economia mundial.

    Ciclo do nitrogênio

    Essas três substâncias são utilizadas pelos vegetais para a elaboração de compostos orgânicos nitrogenados que serão aproveitados pelos animais. O ciclo se fecha a partir da ativi-dade de certas espécies de bactérias, que efetuam a denitrificação e devolvem o nitrogênio molecular para a atmosfera.

    O plantio de leguminosas(feijão, por exemplo),a chamada adubação verde, enriquece o solo com compostos nitrogenados, uma vez que nas raízes dessas plantas há nódulos repletos de bactérias fixadoras de nitrogênio.

    Outro procedimento agrícola usual é a rotação de culturas, na qual se alterna o plantio de não-leguminosas,que retiram do so-lo os nutrientes nitrogenados, com leguminosas que devolvem esses nutrientes para o meio.

    A comunidade em mudança: sucessão ecológica

    A sucessão ecológica é a seqüência de mudanças pelas quais passa uma comunidade ao longo do tempo. Uma rocha vulcânica nua pode um dia vir a abrigar uma floresta. Essa possibilidade está ligada ao processo de suces-são ecológica, um evento que explica a possibilidade do surgimento gradual de comunidades complexas em ambientes inicialmente inabitados.

    Num primeiro estágio, há invasão do meio por organismos pioneiros, de modo geral os liquens, cuja atividade biológica, associada a fatores físicos, altera a composição da rocha e permite a instalação de novos seres, como musgos e samambaias simples. Num segundo estágio, ocorrem substituições graduais de seres vivos por outros, com mudanças completas na composição da comunidade e das características do solo.

    Ao longo de muito tempo de alterações freqüentes, pode ser atingido o terceiro estágio, o clímax, caracterizado pela estabilidade e maturidade da comunidade, que pode ser representada por uma floresta. Nesse estágio, a comunidade apresenta biomassa elevada, alta produtividade primária bruta e é grande a taxa respiratória, o que tende a levar a zero a produ-tividade primária líquida. No clímax, praticamente todo o oxigênio produzido na fotossíntese é consumido pela respiração dos seres vivos, nada é exportado. Por esse motivo, é falsa a afirmação de que a Floresta Amazônica seria o “pulmão” do mundo.

    A interação na comunidade

    Na comunidade, os seres vivos interagem.

    Pode-se resumir essas interações como pertencentes a dois tipos básicos:

    - interações harmônicas ou positivas, em que há benefício para uma das duas espécies ou para ambas;

    - interações desarmônicas ou negativas, em que há prejuízo pelo menos para uma das espécies.

    A tabela abaixo resume as características dos principais tipos de interações biológicas entre espécies diferentes. Atualmente, alguns autores preferem denominar de simbiose qualquer tipo de interação biológica interespecífica. Para outros, simbiose seria sinônimo de mutualismo.

    Ecologia

    O tamanho das populações

    As populações possuem diversas características pró-prias, mensuráveis. Uma delas é o tamanho populacional, que pode ser avaliado pela densidade, ou seja, pelo número de indivíduos componentes de uma população por unidade de área ou volume. Dens. Populacional = Nº- de indivíduos Área ou Volume

    Por meio da análise de curvas de crescimento populacional pode-se ter uma noção da dinâmica do processo. A curva S é a de crescimento populacional padrão e esperada para a maioria das populações existentes na natureza.

    Ecologia

    A densidade populacional pode sofrer alterações. Mantendo-se fixa a área de distribuição, a população pode aumentar devido a nascimentos ou a imigrações de novos indivíduos. A diminuição da densidade pode ocorrer como conseqüência de mortes ou emigrações. As taxas de altera-ção,principalmente as de mortalidade e natalidade, são importantes medidas de avaliação do tamanho populacional.

    O crescimento populacional

    Ela é caracterizada por uma fase inicial, de crescimento lento, em que ocorre um ajuste dos organismos ao meio de vida. A seguir, ocorre um rápido crescimento, do tipo exponencial, que culmina com uma fase de estabilização, na qual a população não mais apresenta crescimento.

    Pequenas oscilações em torno de um valor numérico máximo acontecem, permanecendo, então, a população num estado de equilíbrio.

    Os fatores que regulam o crescimento populacional

    Uma vez instalada no meio, a população pode começar a aumentar. A fase geométrica do crescimento tende a ser ilimitada em função do potencial biótico da espécie, ou seja, a capacidade que possuem os indivíduos de se reproduzirem e de gerarem descendentes em quantidade ilimitada.

    Há, porém, barreiras naturais a esse crescimento sem fim. A disponibilidade de espaço e de alimentos, o clima e a existência de predatismo e parasitismo são fatores de resistência ambiental que “regulam” o crescimento populacional.

    Assim, o tamanho populacional acaba atingindo um valor numérico máximo permitido pelo ambiente, a chamada capacidade limite ou capacidade de carga. O gráfico seguinte ilustra todos esses parâmetros. A área hachurada é considerada como representativa dos fatores de resistência ambiental.

    Ecologia

    Fontewww.cursoanglo.com.br

    Ecologia

    Ecologia é o estudo das interações dos seres vivos entre si e com o meio ambiente.

    A palavra Ecologia tem origem no grego “oikos", que significa casa, e "logos", estudo. Logo, por extensão seria o estudo da casa, ou de forma mais genérica, do lugar onde se vive. Foi o cientista alemão Ernst Haeckel, em 1869, quem primeiro usou este termo para designar o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente em que vivem, além da distribuição e DIOGO BATISTA DO COUTO abundância dos seres vivos no planeta Terra.

    Ecologia divide-se em várias partes, tais como a Autoecologia, a Demoecologia e a Sinecologia.

    Para que possamos delimitar o campo de estudo em ecologia devemos, em primeiro lugar, compreender os níveis de organização entre os seres vivos. Portanto, podemos dizer, que o nível mais simples é o do protoplasma, que é definido como substância viva. O protoplasma é o constituinte da célula, portanto, a célula é a unidade básica e fundamental dos seres vivos. Quando um conjunto de células, com as mesmas funções estão reunidas, temos um tecido. Vários tecidos formam um órgão e um conjunto de órgãos formam um sistema. Todos os sistemas reunidos dão origem a um organismo. Quando vários organismos da mesma espécie estão reunidos numa mesma região, temos uma população. Várias populações num mesmo local formam uma comunidade. Tudo isto reunido e trabalhando em harmonia forma um ecossistema. Todos os ecossistemas reunidos num mesmo sistema como aqui no Planeta Terra temos a biosfera.

    O meio ambiente afecta os seres vivos não só pelo espaço necessário à sua sobrevivência e reprodução -- levando, por vezes, ao territorialismo -- mas também às suas funções vitais, incluindo o seu comportamento (estudado pela etologia, que também analisa a evolução dos comportamentos), através do metabolismo. Por essa razão, o meio ambiente -- a sua qualidade -- determina o número de indivíduos e de espécies que podem viver no mesmo habitat.

    Por outro lado, os seres vivos também alteram permanentemente o meio ambiente em que vivem. O exemplo mais dramático é a construção dos recifes de coral por minúsculos invertebrados, os pólipos coralinos.

    As relações entre os diversos seres vivos existentes num ecossistema incluem a competição pelo espaço, pelo alimento ou por parceiros para a reprodução, a predação de organismos por outros, a simbiose entre diferentes espécies que cooperam para a sua mútua sobrevivência, o comensalismo, o parasitismo e outras (ver a página Relações Ecológicas).

    Da evolução destes conceitos e da verificação das alterações de vários ecossistemas -- principalmente a sua degradação -- pelo homem, levou ao conceito da Ecologia Humana que estuda as relações entre o Homem e a Biosfera, principalmente do ponto de vista da manutenção da sua saúde, não só física, mas também social.

    Por outro lado, apareceram também os conceitos de Conservação e do Conservacionismo que se impuseram na actuação dos governos, quer através das acções de regulamentação do uso do ambiente natural e das suas espécies, quer através de várias organizações ambientalistas que promovem a disseminação do conhecimento sobre estas interações entre o Homem e a Biosfera.

    ecologia está ligada a muitas áreas do conhecimento, dentre elas a economia. Nosso modelo de desenvolvimento econômico baseia-se no capitalismo, que promove a produção de bens de consumo cada vez mais caros e sofisticados e isso esbarra na ecologia, pois não pode haver uma produção ilimitada desses bens de consumo na biosfera finita e limitada.

    Breve História

    Em 1906 a anarquista Emma Goldman criou a revista Mother Earth (Mãe Terra), uma das primeiras revistas ecologistas. A ecologia pode ser considerada como um estudo de todos os animais e todos os seres vivos existentes na terra, numa análise geral do seu estado.

    Grupos ou associações ambientalistas ou ecológicas

  • CDDN (Centro de Defesa dos Direitos da Natureza, Brasil)
  • Fundação SOS Mata Atlântica, Brasil
  • Greenpeace, internacional
  • Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, Brasil
  • Instituto Brasileiro da Ecologia e Meio Ambiente
  • Quercus, Portugal
  • ADEGA (Associação para a Defesa Ecológica da Galiza)
  • WWF (World Wide Fund for Nature ou Fundo Mundial para a Natureza)
  • Worldwatch Institute, internacional
  • CNDA (Conselho Nacional de Defesa Ambiental, Brasil)
  • Conceitos ecológicos importantes

    Indivíduo

    É a unidade de vida que se manifesta. É um representante de uma espécie.

    Espécie

    É o conjunto de indivíduos altamente semelhantes, que na natureza são capazes de intercruzarem, produzindo descendentes férteis.

    População

    Grupo de indivíduos de mesma espécie Genericamente, uma população é o conjunto de pessoas ou organismos de uma mesma espécie que habitam uma determinada área, num espaço de tempo definido

    Comunidade ou biocenose

    Conjunto de espécies diferentes que sofrem interferência umas nas outras.

    Uma comunidade pode ter seus limites definidos de acordo com características que signifiquem algo para nós, investigadores humanos. Mas ela também pode ser definida a partir da perspectiva de um determinado organismo da comunidade. Por exemplo, as comunidades possuem estrutura trófica, fluxo de energia, diversidade de espécies, processos de sucessão, entre outros componentes e propriedades.

    Ecossistema é o conjunto formado por todos os fatores bióticos e abióticos que atuam simultaneamente sobre determinada região. Considerados como fatores bióticos as diversas populações de animais, plantas e bactérias e os abióticos os fatores externos como a água, o sol, o solo, o gelo, o vento.

    Funcionamento

    A base de um ecossistema são os produtores que são os organismos capazes de fazer fotossíntese ou quimiossíntese. Produzem e acumulam energia através de processos bioquímicos utilizando como matéria prima a água, gás carbônico e luz. Em ambientes afóticos (sem luz), também existem produtores, mas neste caso a fonte utilizada para a síntese de matéria orgânica não é luz mas a energia liberada nas reações químicas de oxidação efetuadas nas células (como por exemplo em reações de oxidação de compostos de enxofre). Este processo denominado quimiossíntese é realizado por muitas bactérias terrestres e aquáticas. Dentro de um ecossistema existem vários tipos de consumidores, que juntos formam uma cadeia alimentar, destacam-se:

    Consumidores primários

    São os animais que se alimentam dos produtores, ou seja, são as espécies herbívoras. Milhares de espécies presentes em terra ou na água, se adaptaram para consumir vegetais, sem dúvida a maior fonte de alimento do planeta. Os consumidores primários podem ser desde microscópicas larvas planctônicas, ou invertebrados bentônicos (de fundo) pastadores, até grandes mamíferos terrestres como a girafa e o elefante.

    Consumidores secundários

    São os animais que se alimentam dos herbívoros, a primeira categoria de animais carnívoros.

    Consumidores terciários

    São os grandes predadores como os tubarões, orcas e leões, os quais capturam grandes presas, sendo considerados os predadores de topo de cadeia. Tem como característica, normalmente, o grande tamanho e menores densidades populacionais.

    Decompositores ou biorredutores

    São os organismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, transformando-a em nutrientes minerais que se tornam novamente disponíveis no ambiente. Os decompositores, representados pelas bactérias e fungos, são o último elo da cadeia trófica, fechando o ciclo. A seqüência de organismos relacionados pela predação constitui uma cadeia alimentar, cuja estrutura é simples, unidirecional e não ramificada.

    Nicho Ecológico

    É o modo de vida de cada espécie no seu habitat. Representa o conjunto de atividades que a espécie desempenha, incluindo relações alimentares, obtenção de abrigos e locais de reprodução, ou seja, como, onde e à custa de quem a espécie se alimenta, para quem serve de alimento, quando, como e onde busca abrigo, como e onde se reproduz. Numa comparação clássica, o habitat representa o "endereço" da espécie, e o nicho ecológico equivale à "participação, ativa ou passiva, no ambiente".

    Redundância funcional

    Em ecologia, o conceito de redundância funcional foi introduzido no âmago da discussão sobre a relação da diversidade com a estabilidade das comunidades biológicas.

    Numa comunidade biológica, formada pelas espécies que interagem no e com o ambiente em um dado local, o número de espécies é uma forma de descrever sua diversidade e complexidade, muitas vezes denominada de riqueza de espécies ou biodiversidade. Uma discussão que ainda persiste entre os ecólogos é se comunidades com mais espécies são mais estáveis ou mais instáveis que comunidades com menos espécies. Uma questão importante seria qual a importância da diversidade? Ou ainda, qual a implicação do grande número de extinções que ocorrem nos ecossistemas e comunidades devido a mudanças climáticas e impactos causados pela humanidade? Nesta perspectiva, algumas espécies podem desempenhar papeis equivalentes num ecossistema (funcionalmente redundantes) e podem tornar-se localmente extintas sem causar perdas substanciais no funcionamento do ecossistema (Walker 1992, Lawton & Brown 1993). Entretanto modelos adaptados de Lotka-Volterra mostram incompatibilidade da redundância funcional com a coexistência das espécies (Lorreau 2004).

    Relações Ecológicas

    Nas comunidades bióticas dentro de um ecossistema encontram-se várias formas de interações entre os seres vivos que as formam, denominadas relações ecológicas ou intera(c)ções biológicas. Essas relações se diferenciam pelos tipos de dependência que os organismos vivos mantêm entre si. Algumas dessas interações se caracterizam pelo benefício mútuo de ambos os seres vivos, ou de apenas um deles, sem o prejuízo do outro. Essas relações são denominadas harmônicas ou positivas.

    Outras formas de interações são caracterizadas pelo prejuízo de um de seus participantes em benefício do outro. Esses tipos de relações recebem o nome de desarmônicas ou negativas.

    Tanto as relações harmônicas como as desarmônicas podem ocorrer entre indivíduos da mesma espécie e indivíduos de espécies diferentes. Quando as interações ocorrem entre organismos da mesma espécie, são denominadas relações intra-específicas ou homotípicas. Quando as relações acontecem entre organismos de espécies diferentes, recebem o nome de interespecíficas ou heterotípicas.

    Ecótono

    É a região de transição entre duas comunidades ou entre dois ecossistemas. Na área de transição (ecótono) vamos encontrar grande número de espécies e, por conseguinte, grande número de nichos ecológicos.

    "Transição entre duas ou mais comunidades diferentes é uma zona de união ou um cinturão de tensão que poderá ter extensão linear considerável, porém mais estreita que as áreas das próprias comunidades adjacentes. A comunidade do ecótono pode conter organismos de cada uma das comunidades que se entrecortam, além dos organismos característicos" (Odum, 1972). "Zona de transição que determina a passagem e marca o limite de uma biocenose à outra" (Dajoz, 1973). "Zona de transição entre dois biomas que se caracteriza pela exuberância dos processos vitais e mistura relativa de espécies circundantes. A estas características se chama efeito de borda" (Carvalho, 1981). "Zona de contato entre duas formações com características distintas. Áreas de transição entre dois tipos de vegetação. A transição pode ser gradual, abrupta (ruptura), em mosaico ou apresentar estrutura própria" (ACIESP, 1980). "Zona de contato ou transição entre duas formações vegetais com característica distintas" (Resolução n° 12, de 4.05.94, do CONAMA).

    Exemplo Matas de cocais - mata de transição entre o Bioma Amazônico e a Caatinga.

    Biotópo ou ecótopo

    É uma região que apresenta regularidade nas condições ambientais e nas populações animais e vegetais, das quais é o habitat.

    Para viver, a biocenose depende de fatores físicos e químicos do meio ambiente. No exemplo duma floresta, o biótopo é a área que contém um tipo de solo (com quantidades típicas de minerais e água) e a atmosfera (gases, umidade, temperatura, grau de luminosidade, etc.) Os fatores abióticos dum biótopo afetam diretamente a biocenose, e também são por ela influenciados. O desenvolvimento de uma floresta, por exemplo, modifica a umidade do ar e a temperatura de uma região.

    Biomas

    É uma comunidade biológica, ou seja, fauna e flora e suas interações entre si e com o ambiente físico: solo, água e ar.

    Área biótica ou biótopo é a área geográfica ocupada por um bioma. O bioma da Terra compreende a biosfera. Um bioma pode ter uma ou mais vegetações predominantes. É influenciado pelo macroclima, tipo de solo, condição do substrato e outros fatores físicos), não havendo barreiras geográficas; ou seja, independente do continente, há semelhanças das paisagens, apesar de poderem ter diferentes animais e plantas, devido à convergência evolutiva.

    Um bioma é composto da comunidade clímax e todas as subclímax associadas ou degradadas, pela estratificação vertical ou pela adaptação da vegetação.

    São divididos em:

    1. Terrestres ou continentais 
    2. Aquáticos

    Geralmente se dá um nome local a um bioma em uma área específica. Por exemplo, um bioma de vegetação rasteira é chamado estepe na Ásia central, savana na África, pampa na região subtropical da América do Sul ou cerrado no Brasil, campina em Portugal e pradaria na América do Norte.

    Biosfera

    É o conjunto de todos os ecossistemas da Terra. É um conceito da Ecologia, relacionado com os conceitos de litosfera, hidrosfera e atmosfera. Incluem-se na biosfera todos os organismos vivos que vivem no planeta, embora o conceito seja geralmente alargado para incluir também os seus habitats.

    O termo "Biosfera" foi introduzido, em 1875, pelo geólogo austríaco Eduard Suess. Entre 1920 e 1930 começou-se a aplicar o termo biosfera para designar a parte do planeta ocupada pelos seres vivos. O conceito foi criado por analogia a outros conceitos empregues para nomear partes do planeta, como, por exemplo, litosfera, camada rochosa que constitui a crosta, e atmosfera, camada de ar que circunda a Terra. Biosfera é o conjunto de todas as partes do planeta Terra onde existe ou pode existir vida. A biosfera é um tanto irregular, devido à escassez, ou mesmo inexistência, de formas de vida em algumas áreas. Os seus limites vão dos fins das mais altas montanhas até às profundezas das fossas abissais marinhas. Existe mesmo quem considere a Terra como um autentico ser vivo. A vida na Terra terá surgido há cerca de 3800 milhões de anos.w

    Fontewww.biomania.com

    Ecologia

    Ecologia não é palavra complicada. Quer dizer, em grego: “estudo da casa”. Não só da nossa casa, onde moramos, mas a “casa de todos”= o mundo.

    Assim, Ecologia quer dizer: estudo do mundo.

    Por que estudo do mundo?

    Porque tudo o que fazemos ou aquilo com que mexemos tem de ser estudado, pesquisado, e por fim respeitado.

    Pesquisar ou estudar é a mesma coisa que investigar.

    Assim, o estudo do mundo compreende a investigação, ou seja, a verificação de como anda o mundo, como ele se formou e como está se comportando, nos dias atuais.

    O que entendemos por mundo?

    É a nossa casa, a casa dos vizinhos, a casa de nossos parentes, perto ou distante. É também a casa de amigos, em outros países e continentes: Estados Unidos, Europa, África, Japão.

    O mundo conhecido por nós é o planeta Terra, onde vivem homens, mulheres e animais de todas as raças, além de insetos e demais espécies.

    Ecologia se preocupa com o mundo todo, não só com a nossa casa e a casa de nossos amigos e vizinhos.

    Por que?

    Porque todos vivemos dependendo uns dos outros. O patrão é importante, pois dá emprego aos operários, mas os operários são também muito importantes porque sem eles não há produção. O respeito e a maneira de viver, dentro da sociedade, são estudados pela Ecologiatambém.

    Ecologia estuda, ainda, tudo que acontece com o clima dos países, produção, trabalho, moradia, qualidade de vida etc.

    Por que Ecologia estuda tudo isto?

    Porque Ecologia é uma ciência, ou seja, uma forma de investigar tudo. O papel da ciência é investigar, achar os erros e apontar o caminho para consertar tudo.

    Ecologia quer que o mundo seja consertado, para que não se derrubem as florestas, não se acabem os animais, os pássaros, as baleias...

    Para que não se estraguem os rios e os mares...Para que todos os seres, inclusive os homens, sejam respeitados, juntamente com a natureza.

    O homem (todos nós), desde pequeno, seja menino ou menina, precisa aprender a respeitar a natureza e os seres que estão nela, mas precisa aprender também que outros homens e mulheres são nossos irmãos e não podem viver sem emprego, sem casa, sem educação, sem a possibilidade de chegar a um ponto de progresso.

    A terra não pode ser utilizada de qualquer maneira, mesmo que seja para plantar; é preciso, é necessário bastante estudo e pesquisa sobre o que fazer e como conservar a terra. Nós dependemos dela para viver!

    Isto quer dizer que podemos plantar, tirar algumas árvores para essa prática, mas temos que ter muito cuidado com o que fazemos, pois se tirarmos muitas árvores dos campos vamos deixar a terra sem vida e sem proteção contra as pragas (bichinhos que atacam as plantações).

    Não se deve tirar árvores das margens dos rios, pois isso é prejudicial aos próprios rios.

    Não se pode plantar de qualquer maneira, sem verificar o estado do terreno. Existe estudo para cuidar do solo (terreno), assim devemos tomar cuidado para não plantar algo que vá desnutrir a terra. Desnutrir é o mesmo que enfraquecer a terra, deixá-la fraca, sem vida.

    Isso exigiria, depois, a aplicação de adubo concentrado. O adubo concentrado devolve a nutrição à terra, mas pode também prejudicá-la, especialmente se for adubo químico.

    Todo produto químico (adubo e inseticida) acaba indo para os rios, por força das chuvas, especialmente das enxurradas, e acaba envenenando os rios, matando os peixes e estragando a água, que é bebida por homens e animais.

    Os inseticidas (produtos químicos utilizados para matar insetos) podem ajudar a humanidade a controlar as pragas das lavouras, mas podem também envenenar o ambiente, ou seja, o ar que nós respiramos. Por isso é necessário muito cuidado, ao utilizá-los, porque podem matar os pássaros, os agricultores (quem planta) e, por fim, entrar em nossa alimentação, causando muitas doenças.

    Se os pássaros morrem, por causa dos inseticidas, quem cuidará de “limpar”as lavouras? Os pássaros são amigos dos homens. Eles comem os bichinhos que atacam as plantações, e ajudam, ainda, a plantar.

    Você sabia que a gralha azul planta os pinheiros? Ela transporta o pinhão no bico e o deixa em qualquer lugar, fazendo, assim, o plantio.

    Outro dano que os inseticidas fazem é com relação às abelhas. Quando as abelhas procuram flores de cereais plantadas, para fazer a polinização, acabam ingerindo inseticida e morrem. Aí a polinização fica prejudicada, isto é, não há o “casamento”das flores, o que impede que o cereal produza satisfatoriamente.

    Então, você já sabe: é preciso cuidar da terra, das matas, das plantações, dos rios...

    Todos os rios vão acabar nos oceanos e se esses rios estiverem poluídos vão, seguramente, sujar os mares. Nos mares é que existe uma plantinha que fabrica o oxigênio, que é o ar que respiramos.

    As árvores ajudam a limpar o ar, tirando gases que estão circulando devido a veículos (automóveis, caminhões, tratores, aviões) e indústrias. Mas, as árvores também precisam de ar e se consomem gases, soltam oxigênio. Num determinado tempo elas fazem o contrário, de sorte que o trabalho delas fica balanceado. Existem plantas que consomem mais oxigênio do que fabricam, resultando em processo negativo para a gente.

    Não se deve desmatar, isto é, cortar árvores a torto e direito, pois isso implica em mexer no clima e no solo. A cidades com poucas árvores ficam muito quentes e as chuvas caem de forma desorganizada, causando inundações, que destroem casas e matam pessoas.

    Árvores são muito importantes para os pássaros, que fazem nelas os seus ninhos. Além de melhorar o clima, as árvores ajudam a fixar a terra, dão sombra, enfeitam nossas ruas e suavizam a paisagem. São nossas amigas, portanto.

    Os animais vivem, geralmente, dentro da mata, onde se acham quantidades apreciáveis de árvores de todos os tipos, além de vegetação rasteira, flores, gramas, capins. Qualquer animal deve ser preservado, deve viver em seu próprio lar, que é a floresta.

    Na floresta, o animal sabe como comer, beber e como sobreviver.

    Apanhar animais ou pássaros, para mantê-los em jaulas e gaiolas é um grande ato de maldade, tanto que isso é proibido por lei. Ninguém pode dizer que é necessário caçar animais para comer, em nosso século, porque já temos criações apropriadas de espécies destinadas aos frigoríficos, onde são abatidos e vendidos para os açougues.

    Existem pássaros criados em cativeiro (gaiolas ou viveiros), que já não podem viver em liberdade. Se fossem todos libertados, morreriam de fome, pois já não sabem procurar comida. São pássaros em extinção, isto é, pássaros que estão desaparecendo e, dessa forma, os criadores estão ajudando a defender essas espécies.

    A vida natural é a vida no campo, longe ou perto das cidades, mas distante da poluição. Isto está ficando difícil, também, pois no campo existem outras espécies de poluição, com venenos químicos, além do perigo natural que o homem enfrenta em contato com a natureza.

    O “paraíso”que todos sonham encontrar –nos sítios e fazendas- ficou no passado! A vida mudou, tem gente demais por toda parte e os métodos de trabalho também mudaram. Máquinas trabalham nas cidades e nos campos, as dores de cabeça da civilização são as mesmas em qualquer lugar.

    Atualmente, vivemos um tempo diferente daquele que nossos avós viveram. Aumentou a população, nasceu gente demais e as cidades foram crescendo, crescendo...A humanidade mudou de tempo!...

    Com o aumento da população, novos inventos foram aparecendo. A pequena produção teve de sofrer modificações, para atender o consumo. De agricultores, grande massa humana virou operária, passando a trabalhar em indústrias, geralmente nas cidades. Assim surgiu a chamada “era industrial”.

    A “era industrial”transformou os costumes e fez com que as cidades crescessem demasiadamente. Começaram a aparecer máquinas, motores, veículos, telefone, eletricidade, aviões, computadores...

    Todo esse avanço foi possível porque o homem fez surgir novas tecnologias, ou seja, inventos que serviram para aumentar a produção e também o consumo. Esse mesmo consumo ao qual nos obrigamos, diariamente, cada vez que colocamos combustível nos automóveis, ou trocamos o botijão de gás em nossos fogões.

    Esse avanço permitiu o aparecimento de grande número de aparelhos para utilização: rádio, geladeira, televisão, toca-discos, telefone, fax, brinquedos eletrônicos, computadores, filmadoras, máquinas fotográficas, fornos micro-ondas... Tudo isso é produto da tecnologia, sem o que nada seria possível apresentar.

    Enquanto se fabricam artigos para uso nas residências, que servem para minorar (facilitar) o trabalho caseiro como, por exemplo as máquinas de lavar roupas, essa mesma tecnologia está operando máquinas e utilizando operários para fabricar revólveres, produtos químicos perigosos, canhões, tanques de guerra, latas para embalagem de alimentos e tantas e tantas coisas que cansaria repetir...

    A geladeira também é um desses inventos atrapalhados, pois os gases utilizados em seu equipamento (clorofluorcarbono) é que estão destruindo a camada de ozônio do planeta...

    Muitas pessoas preferem viajar de trem, por se tratar de um meio de transporte mais econômico (mais barato) e menos arulhento que o avião. É outro processo tecnológico que exige leito para colocar os trilhos, estações, serviços em toda parte, combinando horários com outras linhas, ônibus...

    O trem serve também para transportar matérias primas, mercadorias e produtos de consumo, mas tem sido desprezado, em função de outro aperfeiçoamento, o caminhão, que apanha e entrega as mercadorias de porta em porta, embora cobre mais caro pelo transporte e exija estradas asfaltadas, manutenção, policiamento, gasto com combustível...

    Entre as invenções mais discutidas está o automóvel de passageiros, encontrado, hoje, em todas as ruas, avenidas e estradas. O automóvel modificou completamente o hábito dos povos, encurtando distâncias e reduzindo o tempo. Em compensação, causa enorme poluição e morte, pois os desastres acontecem diariamente.

    Quando esses inventos aparecem, costuma-se dizer que isso é “progresso”, uma coisa que chegou para melhorar a vida de todo mundo, mas esse pensamento precisa ser esclarecido.

    Progresso é uma medida que dê vantagem (benefício) a muita gente, mas o que estamos assistindo, no momento, é um tipo de progresso que só dá vantagem para pouca gente, especialmente para quem vende e obtém lucros. A maioria do povo vive enganada, pensando e sonhando com o tal “progresso”!

    O mesmo acontece com a palavra “desenvolvimento”, falada e comentada por todos, que se encantam com ela...

    Quando se fala em “desenvolvimento”, dá até para sonhar com um mundo perfeito, equilibrado, justo, harmônico, com paz total. Desenvolvimento é uma forma de fazer as coisas acontecerem, dando mais tranquilidade e comodidade para todos!

    Infelizmente, esse desenvolvimento só tem servido para pouca gente, que está no comando dos países ou detêm postos de comando. Para os pobres e miseráveis, o desenvolvimento ainda não chegou e poderá demorar muito tempo para chegar...

    A vida, nas cidades, é completamente diferente da vida no campo. As casas, nas cidades, especialmente para os pobres, são bem pequenas, quase não têm quinral, as pessoas vivem apertadas e esprimidas como galinhas em gaiolas de granja. Existe gente morando em casas muito grandes, bonitas, com piscina e espaço à vontade, mas, é pequena minoria, muito rica, que foi sorteada na vida pelo “desenvolvimento”ou pelo “progresso”...

    As ruas, nas cidades, são, na maioria das vezes, estreitas, esburacadas, sujas, poluídas, barulhentas –em razão do tráfego- , verdadeiros caminhos para carroças. Entretanto, elas suportam automóveis, ônibus e caminhões pesados, por onde passam todos os tipos de veículos, levando mercadorias, desde alimentos a produtos químicos perigosos.

    Esses veículos, em geral, poluem as cidades, soltando fumaça e gases que acabam com a nossa saúde, deixando o ar cheio de sujeira, além do cheiro horrível. Entre os gases mais perigosos está o chumbo, que causa doenças terríveis.

    Cidades grandes são difíceis de administrar (governar) e causam muita atrapalhação, porque não há correta distribuição de benefícios para todo mundo, ao mesmo tempo. Enquanto parte da população tem água, luz, escolas, transporte, hospitais, outra parte precisa tudo isso e luta muito para conseguir...

    Tudo isso é estudado pela Ecologia

    Nas cidades, obrigatoriamente, tem que existir casas para todos morarem. Em volta ou próximo das casas deve existir padarias, farmácias, armazéns, postos médicos, dentistas e todos os serviços importantes para a população, pois todos têm que trabalhar, produzir, consumir, estudar, namorar, casar e dar continuidade `vida.

    O trabalho é algo que se faz com o fim de produzir alguma coisa útil. Quem trabalha na lavoura, planta, colhe, vai vender para poder comprar o que precisa. Quem trabalha em fábricas, faz o mesmo, produzindo peças, máquinas, material de construção, remédios, roupas, sapatos, óculos, ventiladores, móveis. Há de tudo, em nossa sociedade, gente que trabalha e gente que estuda e se prepara para o futuro.

    Tem gente trabalhando em fábricas de produtos químicos, em laboratórios, hospitais, minas de carvão, frigoríficos. Tem gente pescando em alto mar, outros arrastando o peixe, transportando para o mercado. Tem mil formas de trabalhar, de ser útil à família, à comunidade, ao país, ao mundo.

    O que precisamos é pensar seriamente nas coisas que estamos fazendo; se elas estão de fato sendo úteis para a humanidade, ou estamos apenas juntando mais lixo sobre a terra, perturbando a cabeça dos povos, ou destruindo as bases de nossa civilização.

    Precisamos pensar e discutir isso em família, com nossos irmãos e nossos pais; depois, com nossos amigos. Precisamos fortalecer a união de nossa gente e investigar o que anda sendo consumido por aí. Se é bom ou mau. Se dura bastante ou se estraga depressa. Se o alimento é benéfico para nossa saúde ou se estamos apenas enchendo nossas barrigas.

    Precisamos conhecer-nos melhor e conhecer melhor os que governam nossas cidades e nosso país. Precisamos achar a diferença entre o que é bom e o que é imprestável, e não nos ajudará em quase nada!

    Precisamos trabalhar pelo estabelecimento de um modelo social (político) que cuida, ao mesmo tempo, da proteção às espécies, rios, oceanos, natureza, sem se esquecer que a principal espécie, a humana, está sendo atacada por todos os lados, feitos e formas, por grupos de pessoas que só pensam no tal “progresso”e no dinheiro...

    Assim, sofre a natureza, sofrem as espécies, aumenta a poluição, diminui nossa saúde, enquanto os que se juntam, normalmente, em partidos políticos, só pensam neles e seus parentes e naqueles grupos que os ajudaram a elegê-los, deixando o povo de lado!

    Precisamos de um modelo que possa nos oferecer justiça social, participação, oportunidade para todos, educação, cultura, liberdade, moradia, trabalho, saúde. Isto tudo tem um nome: “desenvolvimento local sutentável”, ou seja, o tipo de avanço tecnológico que possa trazer progresso para todos, sem comprometer a natureza e as espécies, protegendo as famílias, nossas vidas, dando mesmo um sentido mais promissor a tudo quanto pensamos com relação ao mundo, pois o que fazemos em determinado lugar vai também atingir outros lugares!

    Precisamos de um humanismo completo, com Deus, sem o que será muito difícil encarar o futuro!

    É o que Ecologia pode fazer por nós, tal como se ensina neste beabá.

    Precisamos de um humanismo completo, com Deus, sem o que será muito difícil encarar o futuro!

    É o que Ecologia pode fazer por nós, tal como se ensina neste beabá.

    Fontewww.ecologia.org.br

    Ecologia

    Dia 05 de junho, comemora-se além do Dia Mundial do Meio Ambiente, o Dia da Ecologia.

    A palavra Ecologia é formada pela junção de duas palavras gregas, oikos (casa) e logos (ciência). Logo, define-se Ecologia como o conjunto das ciências que se dedicam ao estudo das interações dos seres vivos com o seu ambiente.

    Os ecossistemas são conjuntos de seres vivos habitantes de um local - a flora, a fauna e os microrganismos, juntamente com os fatores físicos que compõem o ambiente - a atmosfera, o solo e a água.

    Esses ecossistemas estão relacionados em um ciclo vital, a chamada cadeia alimentar, responsável pelo equilíbrio do ambiente.

    Podemos representar a cadeia alimentar em forma de pirâmide, onde a base é constituída de alimentos vegetais (seres autotróficos) e as camadas subseqüentes são compostas por predadores (seres heterotróficos) primários, secundários e terciários. O topo da pirâmide é composta pelos decompositores, que desempenham um papel fundamental para a ciclagem de nutrientes.

    A Ecologia, foi dividida por Schroter, em 1896 e 1902, em dois grandes ramos:

    Auto-ecologia: é o ramo da ecologia que estuda a influência dos fatores externos sobre o animal e o vegetal, ou sobre uma espécie determinada. É, por assim dizer, o estudo individual de um organismo, ou de uma espécie, em que é posta em destaque a sua biologia e o comportamento que apresenta na adaptação a um meio determinado.

    Sinecologia: estuda os grupos de organismos associados entre si, quer dizer, o estudo das comunidades naturais, incluindo animais e vegetais.

    Fonte: www.ambientebrasil.com.br

    Ecologia

    Em 1886, o biólogo e evolucionista alemão Ernst Heinrich Haeckel (1834\1919) usou a palavra ECOLOGIA para denominar o estudo dos organismos e de suas interações com o meio ambiente. Ele se baseou no termo grego OIKOS (casa), que também está na raiz da palavra economia. Haeckel descreveu o mundo vivo como uma grande comunidade na qual cadê espécie tem um papel a desempenhar na economia global. Em seu sentido moderno, a palavra ECOLOGIA foi usada pela primeira vez em 1893.

    Assim, o biólogo Haeckel foi considerado o inventor do termo.

    MAS, O QUE É ECOLOGIA

    Nenhum ser vivo ou grupo deles consegue viver em isolamento absoluto. Todos os organismos - plantas ou animais - precisam de energia ou matéria do meio ambiente para sobreviver, e por isso a vida de cada um afeta a dos demais. Ecologia pode ser definida como: a ciência que estuda as relações entre os seres vivos- dentro de cada espécie ou entre espécies diferentes - e as relações entre os seres vivos e o meio ambiente. O homem sempre estudou os seres vivos em seu ambiente natural para caçá-los ou produzir alimentos, mas a ecologia, como disciplina científica, é relativamente nova. Os ecologistas pesquisam espécies em seu habitat natural, isto é: no campo, mas também realizam estudos e experiências em laboratórios. O trabalho de campo envolve a coleta de informações para descobrir o que acontece à determinadas espécies - em termos-, por exemplo, de população, dieta, formas, dimensões e comportamento. Alguns ecologistas também observam as mudanças provocadas pelos animais, em especial no homem, no ambiente físico- como composição das rochas, solo, água e ar. Depois comparam todos esses dados colhidos para determinar as tendências futuras.

    UMA HIERARQUIA COMPLEXA

    Em geral, os seres vivos costumam ser estudados em seis diferentes níveis. No primeiro, há o indivíduo, uma planta ou animal pertencente à determinada espécie. Assim, um grupo de indivíduos da mesma espécie é denominado: população. Diferentes populações de espécies coexistem em uma comunidade, e várias comunidades diferentes podem relacionar-se e dar origem a um ecossistema. Diversos ecossistemas agrupados numa única zona geográfica, compartilhando as mesmas condições climáticas, constituem um bioma. Juntos, os diversos biomas da Terra compõem o mais alto nível de organização que recobre toda a superfície do nosso planeta.

    MAS, O QUE SÃO: BIOMAS?

    As superfícies emersas do nosso imenso planeta podem ser divididas em várias regiões, ou biomas, de acordo com o clima e outras características físicas de cada área. Na verdade, cada bioma apresenta uma combinação específica de formas de vida capazes de se relacionar nas condições ali encontradas, e também um tipo específico de vegetação. Há grandes biomas, bem como alguns hábitats distribuídos pela crosta do nosso planeta, como os recifes de coral e as fontes de água, que não formam zonas contínuas. Embora muitos fatores influenciem os limites desses biomas, a distância da linha do Equador, tem uma importância especial para suas formações.

    AS COMPLEXAS RELAÇÕES DA NATUREZA

    As relações entre as espécies são bem mais complexas do que se podia imaginar no passado.

    Elas não se limitam a encontros de vida ou de morte, como o de um predador com sua presa ou o de um animal com uma planta comestível. Há um co-relacionamento, impressionante e bastante complexo. Por exemplo, quando uma abelha visita flores em busca de néctar, em troca, ela larga e carrega o pólen produzido pela planta. Esse pólen fertilizará outras flores na medida em que a abelha continuar sua viagem. Portanto, a produção de néctar, alimento que atrai a abelha, foi a "saída" evolutiva encontrada pela planta- e pela Natureza- para continuar sobrevivendo ao longo dos séculos, essa espécie.

    OS PRODUTORES PRIMÁRIOS

    Na Natureza as plantas criam seu próprio alimento a partir da luz do Sol. Por isso, são chamadas de: seres autotróficos, ou seja, que se auto-alimentam. Elas usam substâncias como a clorofila, o pigmento verde das folhas, para absorver a energia da luz solar, transformada depois em energia química para servir de combustível em processos vitais.

    Todo esse mecanismo,em dois estágios, recebe o nome de: fotossíntese. Os ecologistas também se referem às plantas como produtoras, porque elas produzem um novo material vivo a partir de substâncias inorgânicas. O ritmo de absorção de energia pelas plantas é conhecido como: produtividade primária líquida do ecossistema. O Sol é a fonte de toda essa energia, mas só uma minúscula fração do que ele envia ao nosso planeta serve para criar a matéria vegetal. Explicando melhor: Metade é absorvida pela atmosfera e apenas cerca de 12,5% tem o comprimento de uma onda adequado para a realização da fotossíntese. Muito pouco disso, é de fato, convertido em matéria vegetal - mas pradarias, 0,4% da radiação resulta em produção primária líquida. Nas florestas, esse índice atinge apenas 1%, e nos oceanos, 0,01%. Toda a energia que entra no ecossistema é devolvida mais tarde para a atmosfera, sob a forma de calor.

    FOTOSSÍNTESE, O MILAGRE DA VIDA FEITA DE LUZ

    A fotossíntese envolve a utilização da luz solar para transformar matéria-prima bruta em carboidratos ricos em energia. Estes contêm, carbono, hidrogênio e oxigênio, elementos fundamentais provenientes do dióxido de carbono e água. Plantas terrestres, como a violeta e outras, obtém dióxido de carbono na atmosfera por meio das folhas e água que absorvem do solo através das raízes. Parte dos carboidratos serve para manter os processos vitais no dia-a-dia e parte é armazenada.

    Curiosamente uma flor chamada Campainha Silvestre tem que crescer antes que as árvores ao redor produzam folhas que possam esconder a luz do Sol.

    AS DIVERSAS CORES DA VIDA

    As plantas utilizam vários pigmentos para aproveitar a energia luminosa do Sol. A clorofila, por exemplo, absorve principalmente a luz vermelha e azul-violeta,e reflete a luz verde, responsável pela cor da maioria das plantas que conhecemos. Os pigmentos chamados carotenóides são amarelos, alaranjados, marrons ou vermelhos e captam luz da extremidade azul-violeta do espectro. Como essa luz pode penetrar na água escura o mar, as plantas marinhas costumam apresentar cores marrons ou avermelhadas. Os carotenóides das folhas, encobertos pela clorofila, podem ser vistos no outono, época em que esta é eliminada.

    ESTOCANDO ENERGIA

    As plantas armazenam em diversas partes de suas estruturas os suprimentos alimentares de carboidratos, sob forma de amido. Em espécies como a pastinaga, a estrutura é uma raiz grossa. É ali que ela guarda suas reservas de energia. O tomate armazena suas reservas em sua espessa haste, outras plantas armazenam amido em rizomas e bulbos, para utilizá-lo no inverno. Outras, ainda, o armazenam nos frutos, para atrair animais e pássaros que acabam contribuindo para a dispersão dessas sementes. As próprias sementes são repletas de alimento para nutrir a próxima geração. Toda essa energia estocada nas plantas garante a sobrevivência de animais herbívoros, os chamados: consumidores primários.

    A TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA

    Em todos os ECOSSITEMAS a energia é retida e sabiamente armazenada pelas plantas- os produtores primários. Boa parte dessa energia depois se transfere para os animais que comem essas plantas - os consumidores primários. Os animais que se alimentam de outros animais são denominados : consumidores secundários, porque recebem a energia das plantas em segunda mão. Em algumas circunstâncias, os consumidores secundários também são devorados por outros predadores - esses são classificados como: terciários, ou do terceiro estágio. Os ecologistas se referem a cada um desses estágios como: nível trófico. Em cada estágio, alguma energia é repassada para o próximo nível e estocada então como matéria vegetal ou carne de animais vivos, e alguma energia sempre acaba se perdendo. A quantidade de massa viva em cada nível trófico - animal e vegetal - é denominada biomassa e representa a quantidade potencial de energia aproveitável pelo próximo nível. Usa-se a dimensão da biomassa, expressa pelo número de animais e plantas de cada nível trófico, para comparar ecossistemas e tentar entender como eles funcionam.

    A PIRÂMIDE TRÓFICA

    Os níveis tróficos de um determinado ecossistema podem ser representados na forma de uma pirâmide, para melhor compreensão. O número de estágios varia, mas como a energia é limitada e ocorre uma grande perda de nível para nível, raramente podem existir mais do que seis em qualquer ecossistema. Exemplificando: Imagine uma pirâmide cujo no topo esteja uma coruja. Assim podemos dizer que essa coruja, no caso, é o principal predador. Na verdade, ela é, simultaneamente, um consumidor secundário, porque se alimenta de ratos e camundongos - que supostamente estariam no degrau mais baixo dessa pirâmide- e um consumidor terciário, porque também come as doninhas, animais que predam os pequenos roedores- pois essas doninhas se encontram entre os ratos e a coruja, nessa mesma pirâmide trófica- ( Assim, as doninhas podem ser classificadas como: consumidores secundários). Então, os ratos e camundongos podem ser classificados, como: consumidores primários, pois vivem de matéria vegetal sob forma de grama, sementes e bagas.

    EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

    Sempre se perde muita energia na transferência entre esses níveis tróficos - afirmam os estudiosos. Os ecologistas calculam que apenas 10% dessa energia existente em um nível trófico é repassada para o posterior. Isso significa que a quantidade total de energia estocada nos produtores primários é rapidamente reduzida, e que apenas uma parte ínfima atinge o nível máximo. Em cada estágio, os organismos acumulam energia em seus corpos, mas também a utilizam para viver, liberando-a na forma de calor. A energia nunca pode ser reciclada dentro de um ecossistema. Apenas os matérias brutos podem ser reciclados, na verdade.

    PIRÂMIDE DE ENERGIA

    Como se perde muita energia entre os sucessivos níveis tróficos, o decréscimo de quantidade em cada um pode ser demonstrado, também, com uma pirâmide. Estas duas representam a chamada eficiência relativa de dois diferentes ecossistemas. A superior mostra melhor transferência de energia, especialmente entre os produtores primários e os consumidores primários. A transferência de energia é mais eficaz à beira-mar do que numa floresta, porque a maior parte da matéria vegetal desta última constitui-se de árvores, dificilmente comidas por animais. O desperdício é menor à beira-mar porque a matéria vegetal é mais facilmente consumida e a energia que contém, pode ser absorvida com maior eficiência pelo nível superior da pirâmide.

    AS TEIAS ALIMENTARES

    Para pode entender como a energia adentra e percorre um ecossistema, é preciso estudar as relações alimentares entre os diversos organismos que o compõem. A transferência de energia, das plantas até os consumidores finais, é conhecida como: cadeia alimentar. Numa cadeia alimentar simples, as plantas são comidas por um herbívoro que por sua vez serve de presa para um animal carnívoro. Com se pode deduzir existem muitas cadeias alimentares por nosso planeta, mas há algumas delas, devido à complexidade da Natureza, apresentam diversas conexões e acabam se transformando numa verdadeira teia alimentar. Esta imensa teia mostra que vários animais se alimentam em diferentes níveis tróficos. Por exemplo: a gaivota se alimenta de diversos tipos de presas, assim como outras espécies de animais.

    UMA REDE INTRINCADA

    Raríssimos animais alimentam-se apenas de um único tipo de animal. Pois é muito arriscado depender de uma só espécie para sobreviver. Por isso, talvez, a sábia Mãe- Natureza tenha criado esta teia alimentar tão intrincada que prova que os diversos tipos de alimentos de cada segmento podem ser bem diversificados para garantir assim a perpetuação das espécies. Na verdade, nossas vidas - de todos os seres viventes - estão interligadas e o desenvolvimento de uma espécie depende invariavelmente da outra. Um exemplo de efeito ascendente: A destruição das grandes baleias nos oceanos em torno da Antártica fez com que aumentasse o número de krills ( crustáceos semelhantes a camarões), do qual elas se alimentavam. Isso, conseqüentemente, fez aumentar as populações de leões-marinhos, que encontraram mais krills à disposição para se alimentarem. O desaparecimento de espécies predadoras podem permitir que outras, em extinção, se desenvolvam, como nesse caso, provando existir um equilíbrio natural das coisas.

    COMPLEXOS RELACIONAMENTOS

    Certa vez, quando cientistas removeram todas as estrelas-do-mar da espécie Pisaster de uma área costeira dos Estados Unidos, existiam quinze animais diferentes naquela rede alimentar. Três meses depois, as cracas que serviam de alimento para as estrelas-do-mar desenvolveram-se a ponto de cobrir três quartos de toda aquela área. Um ano depois, as quinze espécies estavam reduzidas apenas a oito. As lapas haviam desaparecido da região, apesar de serem presa das estrelas-do-mar. Isso porque as cracas ocuparam todas as superfícies rochosas, eliminando as algas das quais as lapas se alimentavam.

    A RECICLAGEM É VITAL

    Todos os seres vivos um dia acabam morrendo. Pode soar óbvio essa afirmação, mas é uma afirmação muito importante em termos ecológicos. As substâncias químicas que compõem os seres vivos foram extraídas da terra e elas sempre devem retornar à ela. Toda a matéria de que é composto todo animal, de um inseto a um elefante, assimilada como alimento, também volta à terra como dejeto. A matéria morta e os dejetos constituem a dieta de um grupo de organismos denominados: decompositores. Esse grupo inclui uma vasta gama de bactérias, fungos e pequenos animais que dividem os restos naturais em pedaços cada vez menores, até que todas as substâncias químicas sejam liberadas no ar, no solo e na água, tornando-as aproveitáveis para outros seres vivos. Sem o dióxido de carbono liberado na decomposição, jamais poderia existir a vida vegetal. Sem o oxigênio que as plantas fornecem, e o alimento que ele propicia, todos os animais - inclusive a espécie humana -, morreriam de fome e a vida cessaria em todo planeta. Os decompositores são um elo vital maravilhoso no ciclo natural da vida e morte.

    LESMAS E CARACÓIS

    Lesmas e caracóis se alimentam de plantas vivas, como sabem os jardineiros. Mas, também encontram boa parte de suas dietas em matéria vegetal em decomposição. Raspam as fibras das plantas com suas "línguas" ásperas, denominadas: rádula, partindo-as em pedaços pequenos, que depois introduzem na boca. Lesmas e caracóis produzem enzimas chamadas celulase, que lhes permitem digerir celulose, principal componente das plantas. Seus dejetos, depois, são aproveitados por fungos e bactérias. Algumas espécies de lesmas interessam-se, também, por dejetos de outros animais, e também se alimentam de excrementos de cães.

    OS DETRITÍVOROS

    Em todo ecossistema existem restos de matérias mortas de vegetais e animais. Esses materiais são, genericamente, classificados, como: detritos. Os animais que aproveitam esses detritos, são chamados detritívoros, pois conseguem digerir pedaços grandes e devolvê-los ao meio-ambiente em seus próprios dejetos. Isso torna o material mais facilmente digerível por pequenos decompositores, como fungos e bactérias, que quebram as moléculas até obterem substâncias químicas simples. Alguns dos detritívoros mais comuns são nossos velhos conhecidos, como: os tatuzinhos, as minhocas, lesmas, centopéias e alguns insetos da ordem dos colêmbolos.

    AS TRABALHADORAS SUBTERRÂNEAS

    As minhocas têm um papel particularmente importante no processo de decomposição. Elas devoram as folhas mortas que caem na superfície e depois levam esse material para o interior do solo. Os dejetos expelidos pela minhoca servem de alimentos para as bactérias e fungos, que completam a reciclagem das folhas mortas. As minhocas, movimentando-se também revolvem a terra, o que favorece a oxigenação e o transporte de nutrientes vitais para as camadas mais profundas do solo. Por isso, elas constituem um símbolo de fertilidade. Nas regiões temperadas, cada metro quadrado do solo contém cerca de 700 minhocas.

    OS DECOMPOSITORES INVISÍVEIS

    As bactérias, organismos microscópicos invisíveis aos nossos olhos, geralmente são associadas a doenças. Mas, nem só doenças provocam as bactérias.Elas também apresentam enorme importância no trabalho de decomposição dos dejetos. Quando se acumulam em grande número, podem formar manchas coloridas, que podem ser vistas, por nós, a olho nu. Elas, em geral, preferem os lugares úmidos (em que suas células possam crescer com maior rapidez) e algumas se desenvolvem em condições anaeróbicas, onde há pouco oxigênio (escapando, assim, da competição com os fungos). Como os fungos, as bactérias também produzem enzimas para digerir os detritos e dejetos.

    Portanto, são de vital importância para a perpetuação da vida das espécies.

    OS DEVORADORES DE MADEIRA

    Os tatuzinhos, membros da família dos caranguejos e lagostas, vivem em ambientes úmidos. Eles também desempenham um papel muito importante na decomposição de matéria vegetal morta. Esses pequeninos possuem uma fome voraz para devorarem madeiras e convertê-las em dejetos, que enriquecem o solo.

    OS DECOMPOSITORES DE CELULOSE

    Grande parte dos restos de material vegetal, como os pedaços de galhos e cascas de árvores são constituídos de celulose. Livros, cadernos e papéis, que usamos, são derivados das fibras da celulose das plantas, e em especial das árvores. Como o açúcar ou o amido, a celulose é também um carboidrato, substância que contém carbono essencial à todos os seres vivos. Mas só alguns poucos organismos conseguem quebrar e aproveitar suas duras moléculas. Os principais decompositores de celulose são as bactérias que habitam intestinos de animais ruminantes, outros animais, e fungos que crescem em plantas.

    IMPORTANTE: Além da celulose a madeira contém uma substância denominada lignina, que corresponde a cerca de 30% do volume bruto da madeira. Essa lignina funciona como uma espécie de cola, ligando as camadas de celulose, contém carbono e apresenta moléculas resistentes, muito difíceis de serem quebradas.

    Ecologia no Brasil

    Com dimensões continentais e 70% da população concentrados em áreas urbanas, o Brasil é o país em desenvolvimento que mais tem atraído a atenção internacional. A poluição e o desmatamento ameaçam seus diversificados ecossistemas, inclusive o de maior biodiversidade do planeta, o amazônico.

    O agravamento dos problemas ambientais no país está ligado à industrialização, iniciada na década de 50, ao modelo agrícola monocultor e exportador instituído desde os anos 70, à urbanização acelerada e à desigualdade socioeconômica. Nas grandes cidades, dejetos humanos e resíduos industriais saturam a deficiente rede de saneamento básico e envenenam águas e solos. Gases liberados por veículos e fábricas, além das queimadas no interior, poluem a atmosfera.

    Poluição do ar

    As emissões de dióxido de enxofre, monóxido de carbono, óxido e dióxido de nitrogênio e de material particulado, como poeira, fumaça e fuligem, crescem em todas as aglomerações urbanas e industriais do país. A situação é mais grave em grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Dados da Cetesb (Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Básico), de 1991, mostram que as indústrias da Grande São Paulo lançam por ano no ar cerca de 305 mil toneladas de material particulado e 56 mil toneladas de dióxido de enxofre. Automóveis e veículos pesados são responsáveis pela emissão de 2.065 toneladas anuais de monóxido de carbono . No complexo industrial da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, a concentração de partículas em suspensão atinge a média anual de 160 mcg/m³, o dobro do considerado seguro. Na região metropolitana de Belo Horizonte, a concentração média de partículas poluentes no ar também é alta: 94 mcg/m³, e os níveis de dióxido de enxofre são maiores que os de São Paulo. A maior responsável por esses índices é Contagem, cidade mineira que concentra as indústrias metalúrgicas, têxteis e de transformação de minerais não-metálicos.

    Em 1986, o governo federal cria o Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores, que obriga a instalação de filtros catalisadores no escapamento dos automóveis e caminhões novos. O programa entra em funcionamento em 1988 e deve estar concluído em 1997.

    Águas contaminadas

    Praticamente todas as grandes e médias cidades brasileiras têm suas águas contaminadas por esgotos, lixo urbano, metais pesados e outras substâncias tóxicas. Os deltas do Amazonas e do Capibaribe , as baías de Todos os Santos, de Guanabara e de Paranaguá, os rios da bacia Amazônica, os rios Paraíba do Sul, das Velhas, Tietê, Paranapanema, do Peixe, Itajaí, Jacuí, Gravataí, Sinos e Guaíba são repositórios desses resíduos. Na Amazônia, o maior dano é provocado pelo mercúrio, jogado nos rios à média de 2,5 kg para cada grama de ouro extraído dos garimpos. Os rios Tapajós , Xingu, Taquari, Miranda e Madeira são os mais afetados.

    Em São Paulo , em alguns trechos do rio Tietê dentro da capital existem apenas bactérias anaeróbicas. O excesso de cargas orgânicas em suas águas consome todo o oxigênio, mata os peixes e qualquer outra forma de vida aeróbica. O lixo e o desmatamento nas margens provocam o assoreamento de seu leito. Em 1993, o governo do Estado inicia um programa de despoluição e desassoreamento do rio: barcaças retiram areia e lixo do seu leito. A areia e a terra são levadas a uma distância de 5 km e o lixo para aterros sanitários.

    Poluição do mar

    Dejetos industriais e orgânicos são jogados em vários pontos do litoral. Vazamentos de petróleo em poços das plataformas submarinas e acidentes em terminais portuários e navios-tanques têm provocado graves desastres ecológicos. O terminal de São Sebastião (SP) registra 105 vazamentos em 1990 e 1991. O litoral do Pará e as praias da ilha de Marajó estão contaminados por pentaclorofeno de sódio, substância tóxica usada no tratamento de madeira. Os pólos petroquímicos e cloroquímicos localizados em quase todos os estuários dos grandes rios lançam metais pesados e resíduos de petróleo nos manguezais e na plataforma continental . A baía de Todos os Santos, na Bahia, está contaminada por mercúrio. A baia de Guanabara, no Rio de Janeiro, recebe diariamente cerca de 500 toneladas de esgotos orgânicos, 50 toneladas de nitratos e metais pesados, além de 3 mil toneladas de resíduos sólidos - areia, plásticos, latas e outras sucatas. Em maio de 1994, o governo do Estado do Rio de Janeiro consegue financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) de US$ 793 milhões para a despoluição da baía de Guanabara.

    Degradação da superfície

    O principal fator de poluição do solo, subsolo e águas doces é a utilização abusiva de pesticidas e fertilizantes nas lavouras. A média anual brasileira é duas vezes superior à do mundo inteiro. Ainda são usados no Brasil produtos organoclorados e organofosforados, proibidos ou de uso restrito em mais de 50 países devido a sua toxicidade e longa permanência no ambiente. As regiões mais atingidas por esses agrotóxicos são a Centro-Oeste, a Sudeste e a Sul, responsáveis por quase toda a produção agrícola para consumo interno e exportação. O agente laranja, um desfolhante usado pelos americanos na Guerra do Vietnã para devastar a mata tropical, já foi aplicado por empresas transnacionais na Amazônia, para transformar a floresta em terrenos agropastoris. A cultura da soja, hoje espalhada por quase todas as regiões do país, também faz uso acentuado desses fosforados. A médio e longo prazo esses produtos destroem microrganismos, fungos, insetos e contaminam animais maiores. Eles também tornam as pragas cada vez mais resistentes, exigindo doses cada vez maiores de pesticidas. No homem, causam lesões hepáticas e renais e problemas no sistema nervoso. Podem provocar envelhecimento precoce em adultos e diminuição da capacidade intelectual em crianças.

    Queimadas

    Desde o início da ocupação portuguesa o fogo foi o principal instrumento para derrubar a vegetação original e abrir áreas para lavoura, pecuária, mineração e expansão urbana. Ao longo dos quase cinco séculos de história do país, desaparece quase toda a cobertura original da mata Atlântica nas regiões Sudeste, Nordeste e Sul. No Centro-Oeste, de ocupação mais recente, o cerrado vem sendo queimado para abrir espaço à soja e à pecuária. Nos anos 80, as queimadas na floresta Amazônica são consideradas uma das piores catástrofes ecológicas do mundo.

    Em algumas regiões, é a seca que provoca os incêndios que devastam os ecossistemas: 80% do Parque Nacional das Emas , na divisa de Goiás com Mato Grosso do Sul, são destruídos pelo fogo em 1988 e, em 1991, outro incêndio destrói 17 mil ha do parque.

    Desertos

    Desmatamento indiscriminado, queimadas, mineração, uso excessivo dos defensivos agrícolas, poluição, manejo inadequado do solo e seca trazem a desertificação de algumas áreas do país. A região Nordeste é a mais atingida: 97% de sua cobertura vegetal nativa já não existem. A área desertificada chega a 50 mil ha e afeta a vida de 400 mil pessoas. A mineração e as salinas também afetam o sul do Pará e a região de Mossoró (RN). No Rio Grande do Sul, a superexploração agrícola e a pecuária extensiva fazem crescer o já chamado "deserto dos pampas": uma área de 200 ha no município de Alegrete.

    Radiatividade

    A ausência de comunicação imediata de problemas em usinas nucleares preocupa militantes ecológicos e cientistas no mundo inteiro. Isso também acontece no Brasil. Em março de 1993, o grupo Greenpeace denuncia: a paralisação da Usina Nuclear de Angra I, em Angra dos Reis (RJ), provoca um aumento anormal de radiatividade no interior de seu reator. Pressionada, a direção da usina confirma a informação, mas garante que o problema não é preocupante. No caso de Angra, o incidente serviu de alerta para o fato de ainda não se ter estabelecido um plano eficiente para a população abandonar a cidade em caso de acidente grave.

    Espécies ameaçadas

    Brasil, Colômbia, México e Indonésia são os países de maior diversidade biológica no mundo. A Amazônia, a mata Atlântica e o Pantanal estão entre as maiores reservas biológicas do planeta, a maioria delas ameaçadas pelo processo de degradação ambiental.

    Espécies vegetais ameaçadas

    A substituição dos ecossistemas originais por pastagens, o extrativismo desordenado e a poluição têm reduzido e até levado à extinção inúmeras espécies vegetais nativas. É o caso da araucária , ou pinheiro-do-paraná, do pau-brasil e de vários membros da família das bromeliáceas. As projeções sobre o número de espécies florais existentes na Amazônia variam entre 50 mil e 100 mil. Dessas, pelo mens mil têm potencial para a exploração econômica e possível aplicação farmacêutica.

    Animais em extinção

    A lista oficial mais recente de animais em extinção no Brasil é de 1990. A maioria das espécies ameaçadas concentra-se na Amazônia, na mata Atlântica e no Pantanal e têm sido vítimas da destruição de seus habitats e da caça indiscriminada. São 57 mamíferos, entre eles o mico-leão-dourado, a jaguatirica, a lontra, a onça-pintada, o tamanduá-bandeira. As aves somam 108 e a lista inclui o macuco, o flamingo, o gavião-real e a choquinha. Entre os nove répteis, estão a surucucu, algumas espécies de tartaruga e o jacaré-de-papo-amarelo. Dos 32 tipos de invertebrados, a maioria é de borboletas e libélulas. A lista aponta ainda outras 117 espécies pouco conhecidas, também ameaçadas.

    Situação dos ecossistemas

    A variedade do clima, do relevo, do regime de chuvas e de rios do país resulta em variados ecossistemas . A Amazônia concentra a maior floresta tropical e a maior diversidade biológica do mundo, seguida de perto pela mata Atlântica e pelo Pantanal. Os manguezais localizados em alguns estuários, como o do Amazonas ou o do rio Ribeira (SP), também estão entre os maiores criatórios naturais de vida marinha do planeta.

    AMAZÔNIA

    A Amazônia tem uma área calculada em 5,5 milhões de km², e a floresta ocupa 60% do total, o equivalente a 3,3 milhões de km². O subsolo da Amazônia é rico em minérios, como ouro, bauxita, cassiterita e manganês. Sua superfície abriga cerca de 2 milhões de espécies . Apenas 10% de suas terras são consideradas produtivas, 12% das quais já estão ocupadas pelo homem. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1991, a área devastada chega a 11.100 km², ou 0,3% da floresta. No Amapá e em Rondônia, a metade da área cultivável já foi devastada. Os focos de incêndio passam de 362.161 km² em 1990 para 404.343 em 1991 e provocam uma nuvem de fumaça que chega a alcançar a África e a Antártida.

    Rios assoreados

    Grande parte dos 3,9 milhões de km² da bacia hidrográfica amazônica - a maior do mundo - sofre assoreamento devido à erosão provocada por utilização inadequada do solo. Muitos rios têm suas águas contaminadas pelo mercúrio dos garimpos de ouro, que já estão invadindo a Venezuela. A busca de ouro também tem contribuído para dizimar a população indígena, principalmente ianomâmis.

    MATA ATLÂNTICA

    No século XVI, a mata Atlântica é a segunda maior floresta tropical úmida do Brasil. Cobre uma área paralela ao litoral, quase contínua, de cerca de 1,5 milhão de km², estendendo-se do Ceará ao Rio Grande do Sul - justamente a área hoje mais densamente povoada do país. Em São Paulo , a área original, igual a 82% do território, passa para os atuais 5%. Mesmo assim, ainda é uma das maiores do planeta em diversidade biológica. A devastação começa com o início da colonização, com a exploração do pau-brasil. Prossegue com o ciclo do açúcar, no século XVII, que praticamente acaba com a mata no Nordeste. No século XVIII, a mineração do ouro amplia a área devastada até Minas Gerais. Na segunda metade do século XIX, a cultura do café derruba a floresta nas regiões Sudeste e Sul. No século XX, o desmatamento chega à fronteira do Mato Grosso. Na atualidade, a maior parte da vegetação remanescente concentra-se nos Estados da região Sul.

    Indústrias x floresta

    A industrialização da região Sudeste aumenta a devastação da floresta. Na década de 40, quando a Companhia Siderúrgica Nacional entra em operação, em Volta Redonda (RJ) , alimenta seus altos-fornos com a madeira extraída da floresta. O lançamento de poluentes na atmosfera e nos cursos d'água por indústrias de todo o Sudeste contribui para a destruição. A poluição atmosférica vem aumentando as chuvas ácidas e destruindo porções significativas da cobertura vegetal da região. No Espírito Santo e Bahia, além da poluição, a floresta é consumida pela indústria de papel e celulose e derrubada pela crescente especulação imobiliária.

    PANTANAL

    Ocupa 140 mil km² no sudoeste do Mato Grosso e oeste do Mato Grosso do Sul, estendendo-se até o Paraguai. No verão - época das chuvas -, suas terras são inundadas pelas cheias do rio Paraguai, criando um ecossistema específico que abriga milhares de espécies de aves, peixes, répteis e mamíferos. As usinas de álcool, o mercúrio dos garimpos, o excesso de fertilizantes das lavouras, as queimadas e até mesmo o turismo vêm poluindo as águas do Pantanal. A construção de estradas no seu interior e de usinas hidrelétricas em regiões periféricas tem alterado o regime de ventos e de chuvas da região. A caça e a pesca predatórias aceleram o desequilíbrio do ecossistema. Caçadores clandestinos já mataram cerca de 2 milhões de jacarés. A onça-pintada, veados, cotias, ariranhas e lontras estão em rápido processo de extinção. A criação do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e da Estação Ecológica do Taimã são algumas das medidas, ainda insuficientes, para preservar a região.

    MANGUEZAIS

    Ambientes de transição entre os meios terrestre e marinho característicos dos litorais tropicais, os manguezais distribuem-se ao longo de todo o litoral brasileiro. Os de maior biodiversidade localizam-se nos estuários de grandes rios, principalmente naqueles que têm seus cursos em terrenos planos e foz muito amplas. Têm características pantanosas, vegetação arbustiva abundante e águas ricas em matéria orgânica. São considerados os maiores criatórios naturais de espécies marinhas. Os grandes manguezais brasileiros estão sendo destruídos pela poluição dos pólos petroquímicos ou cloroquímicos presentes em quase todos os grandes estuários da costa. Muitos são soterrados para a construção de estradas, como a Rio-Santos, ou para projetos imobiliários, como no litoral paulista e fluminense, no sul da Bahia ou em Florianópolis. Poucos ainda estão preservados, como a parcela do manguezal do rio Ribeira, protegida pelo Parque Estadual da Ilha do Cardoso, no sul de São Paulo.

    Legislação atual

    O capítulo sobre meio ambiente da Constituição de 1988 é considerado um dos mais avançados do mundo. Inclui o meio ambiente ecologicamente equilibrado entre os direitos do cidadão e da sociedade e considera sua defesa e preservação como dever do Estado e da coletividade. Determina que o poder público deve preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais, dar condições para o manejo ecológico das espécies e ecossistemas, preservar a diversidade biológica e a integridade do patrimônio genético. O governo deve exigir relatório de impacto ambiental para a instalação de qualquer obra ou atividade potencialmente causadora de degradação ambiental e tem o dever de controlar a produção, comercialização e emprego de métodos e substâncias potencialmente nocivas à preservação do equilíbrio do meio ambiente.

    Áreas de preservação

    A Constituição reconhece a floresta Amazônica, a mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira como patrimônio nacional; exige que a instalação de usinas nucleares seja definida por lei e prevê a punição para quem degradar o meio ambiente. Define também o Sistema Nacional de Unidades de Preservação: áreas consideradas de valor relevante por seus recursos naturais ou paisagens , mantidas sob regime especial de administração, com garantias de proteção e preservação da diversidade biológica. Atualmente, as áreas sob proteção somam 31.294.911 ha , o equivalente a 3,7% da superfície do país.

    Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

    Ecologia

    1. Níveis de Organização em Ecologia

    O estudo da ecologia inicia-se com os níveis de organização; desde população até biosfera, onde alguns conceitos básicos devem ser fixados.

    Ecologia

    Na figura a seguir podemos observar um exemplo de ecossistema, onde ocorre troca de matéria e energia da comunidade biológica, isto é, produtores, consumidores e decompositores, com o ambiente. Um ecossistema verdadeiro deve ser uma entidade auto-suficiente ou independente, mantendo-se sem a interferência do homem.

    Ecologia

    Esquema generalizado do fluxo de energia e ciclo da matéria nos ecossistemas.

    2. Cadeia e teia Alimentar

    A cadeia alimentar representa as relações alimentares entre os seres vivos de certa comunidade biológica, envolvendo os níveis tróficos do produtor, consumidor e do decompositor.
    A teia ou rede alimentar é o conjunto de cadeias alimentares, ou todos os possíveis caminhos seguidos pela matéria e energia num ecossistema.

    3. Pirâmides Ecológicas

    As cadeias alimentares podem ser representadas por pirâmides que representarão conceitos de energia, biomassa e número de indivíduos em cada nível trófico. As figuras a seguir ilustram exemplos de pirâmides ecológicas.

    Ecologia

    4. Ciclos Biogeoquímicos

    A reciclagem da matéria nos ecossistemas, depende essencialmente da ação dos decompositores, que atuam sobre os corpos de animais e vegetais que morrem.

    Enquanto que a energia apresenta um fluxo unidirecional nos ecossistemas, a matéria tem um fluxo cíclico com a participação de elementos biológicos, geológicos e químicos.

    Os elementos biológicos estão representados pelos produtores, consumidores e decompositores.

    Os elementos geológicos estão representados pela atmosfera (ar), hidrosfera (água) e litosfera (solo).

    Os elementos ou compostos químicos que serão estudados são os gases oxigênio, água, gás carbônico e nitrogênio.

    As figuras a seguir ilustram os ciclos do oxigênio, da água, do carbono e do nitrogênio na natureza, onde podem ser observadas as fontes dos elementos, como entram nas cadeias alimentares e como são devolvidos à natureza.

    A - Ciclo do Oxigênio

    B - Ciclo do Carbono

    Ecologia

    C - Ciclo do Carbono

    Ecologia

    D - Ciclo da Água

    Ecologia

    Podemos notar que os ciclos biogeoquímicos dependem da atividade dos seres vivos como produtores, consumidores e decompositores, sendo estes últimos responsáveis pela reciclagem da matéria nos ecossistemas, possibilitando a continuidade da vida no sentido do reaproveitamento dos nutrientes que são devolvidos ao solo, à água e ao ar.

    Fonte: biomania.com

    Ecologia

    ESTUDO DOS ECOSSISTEMAS

    A Dinâmica dos Ecossistemas

    Etimologicamente, o nome vem do grego oikos, ‘casa, ambiente’, e logos, ‘estudo, tratado’.

    É o estudo dos ecossistemas.

    Ecossistema é um complexo sistema de relações mútuas, com transferência de matéria e energia, entre o meio abiótico e os seres vivos de determinada região.

    Em cada ecossistema há um complexo mecanismo de passagem de matéria e energia do meio abiótico para os seres vivos, com retorno ao primeiro.

    As plantas (autótrofos) utilizam a energia da luz e compostos inorgânicos para formar compostos orgânicos que encerram, em suas cadeias de carbono, uma certa quantidade daquela energia obtida da luz.

    A matéria orgânica passa aos animais (heterótrofos) herbívoros e destes para os carnívoros.

    Matéria e energia vão passando dos produtores aos consumidores.

    Dejetos e restos de animais e plantas são decompostos por bactérias e fungos, os decompositores, voltando à sua condição de matéria inorgânica.

    Todo ecossistema é formado de fatores bióticos (organismos vivos) e fatores abióticos (elementos físicos e químicos do ambiente: luz, calor, pH, salinidade, variações de pressão da água e do ar, etc.).

    São exemplos de ecossistemas: uma floresta, uma campina, uma faixa mais profunda ou mais superficial das águas, um aquário ou até mesmo uma poça de água.

    Cadeia Alimentar

    Cadeia alimentar é uma série de sucessivas transferências pela qual passa a matéria desde os produtores até os decompositores, tendo como intermediários os consumidores.

    Os seres vivos que compõem um ecossistema são denominados de biotas e se organizam em três categorias: produtores, consumidores e decompositores.

    Os produtores são representados pelos seres autótrofos como os vegetais e as algas do fitoplâncton. Corresponde ao primeiro nível trófico.

    Os consumidores são os organismos heterótrofos. Os herbívoros, sendo os primeiros a consumir a matéria orgânica elaborada pelos produtores, são chamados de consumidores primários; seguidos dos consumidores secundários (nutrem-se de herbívoros), terciários, etc., formando o segundo, terceiro nível trófico.

    Os decompositores (bactérias e fungos) decompõem as proteínas e outros compostos orgânicos em uréia, amônia, nitratos, nitritos, nitrogênio livre, etc., devolvendo a matéria inorgânica ao meio abiótico.

    Fluxo de matéria na cadeia alimentar

    A matéria se mantém num ciclo interminável, ora passa por uma fase inorgânica, ora atravessa uma fase orgânica.

    A energia, entretanto, não segue um caminho cíclico. Ela é unidirecional, pois se dispersa dos seres para o ambiente, sob a forma de calor, não mais sendo recuperável pelos organismos.

    Dinâmica energética de um ecossistema

    Teia alimentar é o fluxo de matéria e energia que passa, num ecossistema, dos produtores aos consumidores por numerosos caminhos opcionais que se cruzam.

    Nos ecossistemas, muitas vezes as cadeias alimentares se superpõem, formando um emaranhado de linhas que indicam os caminhos que podem seguir os fluxos de matéria e energia. Essa superposição é chamada de teia alimentar.

    As Pirâmides Ecológicas

    O fluxo de matéria e energia nos ecossistemas pode ser representado por meio de pirâmides, que poderão ser de energia, de biomassa (matéria) ou de números.

    Nas pirâmides ecológicas, a base é quase sempre mais larga que o topo.

    A quantidade de matéria (biomassa) e de energia transferível de um nível trófico para outro sofre um decréscimo de 1/10 a cada passagem, ou seja, cada organismo transfere apenas um décimo da matéria e da energia que absorveu.

    Eventualmente, a pirâmide de números pode se mostrar invertida.

    Em uma floresta, o número de insetos é bem maior que o número de árvores.

    Hábitat e Nicho Ecológico

    Hábitat é o tipo de local ou lugar físico normalmente habitado pelos indivíduos de uma espécie.

    Nicho Ecológico é o ‘lugar funcional’ ocupado por uma espécie dentro do seu sistema.

    Podemos dizer que o tubarão tem hábitat aquático (água salgada) e a onça tem hábitat terrestre.

    Dentro da água e sobre a terra, podemos ainda diferenciar inúmeros hábitats.

    Um mesmo hábitat comporta diferentes espécies.

    O nicho ecológico compreende o que a espécie faz no meio ambiente: como utiliza a energia circulante; o que come, onde, como e em que momento do dia isso ocorre; como procede em relação às outras espécies e ao próprio ambiente; em que horas do dia ou em que estação do ano tem maior atividade; quando e como se reproduz; de que forma serve de alimento para outros seres ou contribui para que naquele local se instalem novas espécies.

    É praticamente impossível que duas espécies ocupem o mesmo nicho ecológico.

    POPULAÇÕES E COMUNIDADES

    A população é um conjunto de indivíduos de uma mesma espécie que convivem numa área comum, mantendo ou não um certo isolamento em relação a grupos de outra região.

    Temos como exemplo a população de bactérias da flora intestinal humana ou a de carrapatos que infestam um cão ou o capim de um terreno.

    A comunidade biótica representa o conjunto de populações que habitam o mesmo ecossistema, mantendo entre si um relacionamento.

    São também chamadas de biocenoses.

    Em um jardim temos uma comunidade formada por plantas, insetos, microorganismos, anelídeos, crustáceos, etc.

    Normalmente as populações tendem a crescer até alcançar uma dimensão estável.

    O aumento exagerado de uma população pode criar condição para um desequilíbrio ecológico, bem como a redução pode indicar que alguma coisa está errada, ameaçando a sua sobrevivência.

    O tamanho de uma população é determinado pelas taxas de natalidade, longevidade, mortalidade, emigração e imigração.

    Existem na natureza mecanismos intrínsecos e extrínsecos que buscam manter estável o equilíbrio das populações.

    Os mecanismos intrínsecos dependem da própria população. A competição intra-específica ocorre quando todos os indivíduos de uma mesma população consomem o mesmo alimento, o crescimento desordenado leva à falta de alimentação, desnutrição, doenças e morte; a população diminui e volta à dimensão ideal. A redução da taxa de reprodução é outro mecanismo intrínseco de controle populacional.

    Os mecanismos extrínsecos dependem de fatores externos. Compreendem a competição interespecífica, as restrições de alimento e espaço, os intemperismos, o parasitismo e o predatismo. Isso representa a resistência ambiental.

    Comunidades em Desenvolvimento - Sucessões Ecológicas

    As comunidades ou biocenoses estão continuamente sujeitas a modificações em função das alterações do meio ambiente.

    Quando surge uma região nova, ainda não habitada, nela vão se instalando, gradativamente, uma sucessão de espécies que estabelecem condições para o desenvolvimento de uma nova comunidade. É o caso de um pasto abandonado ou de uma ilha vulcânica.

    A essa sucessiva implantação de espécies chamamos sera ou sucessão ecológica.

    Esquema de uma sucessão primária, isto é, uma sucessão que se instala num local nunca antes habitado.

    ECÉSIS ------> SUCESSÃO -----> CLÍMAX

    Nascente--->algas--->algas, bactérias, protozoários, anelídeos,crustáceos.

    A primeira etapa de uma sera ou sucessão ecológica recebe o nome de ecésis. Corresponde à chegada dos primeiros organismos vivos (pioneiros) que vão colonizar a região, geralmente as algas cianofíceas, seguidas de liquens.

    Após sucessivas transformações e a instalação de organismos diversos, a sucessão atinge seu desenvolvimento máximo compatível com a natureza física do local, ela chegou ao seu clímax.

    Quando a sucessão acontece num local novo, desabitado, é chamada de primária.

    Quando a sucessão se faz a partir de uma comunidade antiga é considerada uma sucessão secundária.

    Biomas

    São as comunidades-clímax dos ecossistemas de terra firme, as grandes formações faunísticas e florísticas que formam as paisagens.

    Campos, florestas, desertos, praias e montanhas representam os padrões gerais dos ambientes onde se desenvolvem os principais biomas.

    Entre as florestas podemos destacar a floresta tropical úmida, a floresta temperada, a floresta de mangues e a floresta de coníferas.

    A floresta tropical úmida é o bioma mais exuberante da terra com imensa variedade de espécies. A floresta amazônica e a mata atlântica são exemplos.

    A floresta temperada decídua é caracterizada por árvores que perdem as folhas periodicamente e são comuns em regiões de verões quentes, úmidos e chuvosos, como nos EUA e na América Central.

    A floresta de mangues é um ambiente de transição entre o biociclo marinho e o dulcícola, é importante como fonte de alimento e local de reprodução dos animais marinhos.

    As florestas de coníferas (gimnospermas) ocorrem em regiões frias e montanhosas.

    Os campos são muitos variáveis. Podemos distinguir a campina, a pradaria, a savana, o pampa, a tundra, a estepe, o cerrado, a taiga, etc.

    A caatinga é um meio termo entre o campo e o deserto.

    Entre os desertos podemos destacar o Saara, o de Gobi e o do Arizona, todos com aspectos bem diferentes.

    Microclima

    É o termo usado para designar o conjunto de características ambientais ou climáticas de cada um dos diversos estratos de um local.

    A Dispersão das Espécies

    É a tendência de propagação para novos ambientes, uma tentativa de conquista de novas áreas e de alargamento dos próprios domínios, mais notável nos animais, ocorre também nos vegetais.

    A dispersão pode ocorrer por dois mecanismos: a dispersão passiva e a dispersão ativa.

    A dispersão é passiva quando se faz por fatores alheios à espécie. É mais freqüente nos vegetais. Seus grãos de pólen, esporos e sementes são transportados pelo vento, água ou por animais. Entre os animais a dispersão passiva pode ocorrer quando são carregados pelo vento ou por corrente aquáticas até regiões distantes. É comum também que os animais sejam dispersos pelo homem, direta ou indiretamente.

    A dispersão ativa depende dos recursos próprios de locomoção da espécie. Nos animais ocorre por nomadismo ou por migração.

    A dispersão depende de alguns fatores como:

    o potencial biótico da espécie (capacidade reprodutiva e adaptativa);

    a existência ou não de barreiras geográficas (rios, montanhas, desertos, mares);

    recursos próprios de deslocamento de cada espécie.

    A BIOSFERA E OS BIOCICLOS

    A Biosfera é a soma de todas as regiões da terra onde existe vida.

    Considerando-se a grande diversidade dos ecossistemas que integram a biosfera, ela pode ser dividida em três grandes biociclos:

    epinociclo ou biociclo terrestre;

    talassociclo ou biociclo das águas salgadas (marinho);

    limnociclo ou biociclo das águas doces ou continentais (dulcícola).

    Epinociclo

    É a divisão da biosfera representada pelo conjunto de todos os ecossistemas de terra firme.

    Compreende a província subterrânea e a província superficial.

    Talassociclo

    Compreende todos os ecossistemas marinhos.

    O fundo dos mares divide-se em sistema litorâneo e sistema abissal.

    O sistema litorâneo compreende o fundo dos mares, desde as praias até a profundidade de 200 metros. Corresponde à plataforma continental. Nessa faixa encontram-se numerosos peixes, moluscos, crustáceos, anelídeos, espongiários e celenterados.

    O sistema abissal abrange o fundo dos mares a partir da profundidade de 200 metros.

    A massa de água divide-se em zona nerítica, zona pelágica, zona batial e zona abissal:

    Zona nerítica (neron = água)

    se superpõe ao sistema litorâneo até a profundidade de 200 metros, apoiando-se na plataforma continental.

    Zona pelágica (pelagus = mar alto)

    Se superpõe ao sistema abissal e vai até a profundidade de 200 metros.

    Zona batial (bathys = profundo)

    Se situa numa faixa entre 200 e 2 000 metros sobre o sistema abissal. Nela se encontram seres extremamente adaptados às grandes pressões, à escuridão e ao frio intenso.

    Zona abissal (abyssus = abismos)

    Fica abaixo dos 2 000 metros. Zona de máxima pressão e ausência total de luz. Seus habitantes apresentam corpo pequeno, com grande pressão interna e bioluminescência.

    Quanto à intensidade de luz que penetra nas camadas de água, podemos dividir o talassociclo em três faixas:

    zona eufótica (muito iluminada)

    zona disfótica (pouco iluminada)

    zona afótica (totalmente sem luz)

    Limnociclo

    Abrange todos os ecossistemas dulcícolas, até mesmo uma poça de água.

    Divide-se em:

    província lótica ou das águas correntes.

    província lêntica ou das águas paradas.

    Plânctons, Néctons e Bentos

    Os seres de hábitat aquático marinho ou dulcícola são classificados em seres planctônicos, nectônicos ou bentônicos.

    Seres planctônicos: não possuem órgãos de locomoção ou os têm rudimentares, sendo arrastados pela correnteza.

    Dividem-se em fitoplâncton e zooplâncton.

    Zooplâncton

    Organismos heterótrofos: microcrustáceos; pequenos anelídeos; larvas de esponjas, celenterados, insetos, crustáceos, moluscos, equinodermos e urocordados; alevinos (larvas de peixes); protistas (protozoários).

    Fitoplâncton

    Organismos autótrofos clorofilados: algas clorófitas; moneras (algas cianofíceas); protistas (dinoflagelados, diatomáceas, euglenófitas). Os organismos do fitoplâncton desempenham importante papel, como produtores, nas cadeias alimentares; bem como no processo de renovação do ar atmosférico.

    Seres nectônicos

    Possuem órgãos eficientes de locomoção, deslocando-se voluntariamente nas águas. São os peixes, cetáceos, moluscos (polvo, lula), crustáceos (camarão), répteis (tartaruga), etc.

    Seres bentônicos

    Vivem apenas no fundo do mar, sendo fixos ou móveis. São os equinodermos (estrelas-do-mar), os espongiários, celenterados (corais e anêmonas), crustáceos (cracas), moluscos (ostras), etc.

    OS SERES VIVOS E SUAS RELAÇÕES

    Adaptações - A Adequação ao Meio

    Desde que a vida surgiu sobre a terra, as espécies evoluíram à custa de mutações que tornavam os indivíduos mais adaptados às condições do meio.

    Quando uma mutação torna o indivíduo mais adequado ao ambiente ela se constitui uma mutação adaptativa ou simplesmente uma adaptação.

    As adaptações são caracteres que ajustam ou adeqüam melhor as espécies às suas condições de vida ou ao seu meio ambiente e que resultam de mutações ocorridas no passado em ancestrais dessas espécies.

    Podemos classificar as adaptações em dois tipos fundamentais: morfológicas e fisiológicas.

    As adaptações morfológicas consistem em alterações anatômicas ou estruturais da espécie. Podemos citar as nadadeiras das baleias e as asas dos morcegos e aves.

    As adaptações fisiológicas consistem numa adequação funcional do organismo ao tipo de ambiente em que vive. Um peixe de água doce e um de água salgada são anatomicamente semelhantes, porém seus organismos têm comportamento funcional diferente para controlar a diferença entre a pressão osmótica de suas células e a concentração salina da água onde vivem.

    Camuflagem e Mimetismo são adaptações morfológicas que oferecem às espécies melhores condições de defesa ou de ataque.

    Quando a espécie revela a mesma cor ou possui uma forma que se confunde com coisas do ambiente, está manifestando uma adaptação chamada de camuflagem. É o caso do camaleão, bicho-pau, etc.

    Quando os indivíduos de uma espécie se assemelham bastante aos de outra espécie, levando vantagem com essa semelhança, o fenômeno é chamado de mimetismo. Temos como exemplo a falsa-coral, cobra não venenosa.

    As Relações entre os Seres

    De forma geral, podemos classificar as relações entre seres vivos como harmônicas ou desarmônicas.

    Considera-se como relação harmônica todas as formas de relacionamento em que nenhuma das espécies participantes do processo sofre qualquer tipo de prejuízo. Essas relações podem ser intra-específicas (dentro da mesma espécie) ou interespecíficas (entre espécies diferentes).

    As relações harmônicas intra-específicas compreendem as colônias e as sociedades.

    Colônias são agrupamentos de indivíduos da mesma espécie ligados fisicamente e que revelam alto grau de interdependência. Os corais e as esponjas formam colônias.

    Sociedades são agrupamentos de indivíduos da mesma espécie que vivem coletivamente, mas podem sobreviver isolados. Esses grupos apresentam uma divisão de trabalhos. No formigueiro e na colméia existe uma rainha (reprodutora), operárias, soldados e machos, cada qual com sua função específica.

    As relações harmônicas interespecíficas compreendem a protocooperação, o mutualismo e o comensalismo. Nos dois primeiros casos, ambas as espécies são beneficiadas.

    Na protocooperação os indivíduos podem viver isoladamente, como o paguro e a actínia.

    No mutualismo ou simbiose a associação é imprescindível para a sobrevivência de ambos os seres. Os liquens são a união de algas e fungos. Baratas e cupins vivem em mutualismo com protozoários.

    No comensalismo apenas um dos indivíduos se beneficia sem prejudicar o outro, e ambos podem viver isoladamente. A rêmora é comensal do tubarão.

    As relações desarmônicas implicam sempre em prejuízo para uma das espécies. Compreendem o amensalismo, a competição, o predatismo e o parasitismo.

    No amensalismo ou antibiose um organismo produz substâncias que inibem o desenvolvimento de outra. Fungos produzem antibióticos que destroem bactérias (espécie amensal).

    A competição acontece entre espécies que ocupam, numa mesma área, nichos similares. Os herbívoros da savana africana competem pela pastagem.

    O predatismo consiste no ataque de uma espécie a outra, para matá-la e devorá-la. Quando o predatismo envolve seres da mesma espécie é chamado de canibalismo.

    O parasitismo é a relação em que uma espécie se instala no corpo de outra, prejudicando-a. O organismo que abriga o parasita é chamado de hospedeiro.

    Os parasitas podem ser classificados de várias formas:

    Quanto ao tamanho

    microparasitas (protozoários, bactérias, fungos e vírus) 
    macroparasitas (vermes intestinais, piolhos, carrapatos, etc.)

    Quanto à localização

    ectoparasitas (externos) 
    endoparasitas (internos)

    Quanto à necessidade de realização do parasitismo

    Obrigatórios (toda a vida - piolho) 
    Facultativos (apenas em uma fase da vida - carrapato)

    Quanto ao tempo de permanência junto ao hospedeiro

    temporários (só quando têm fome - pulgas) 
    provisórios (apenas durante uma fase da vida - moscas berneiras) 
    permanentes (toda a vida - lombrigas)

    Quanto ao grau de parasitismo

    hemiparasitas (a erva-de-passsarinho retira a seiva bruta do hospedeiro e a transforma em elaborada) 
    holoparasitas (o cipó-chumbo suga a seiva elaborada) 
    hiperparasitas (parasitas de parasitas - bacteriófagos ou fagos são vírus que parasitam bactérias)

    Quanto à sua evolução

    monogenéticos (passam toda a vida em um só hospedeiro - lombriga) 
    digenéticos (evoluem em um hospedeiro intermediário e tornam-se adultos em um hospedeiro definitivo - tênia ou solitária).

    Embora classificadas de desarmônicas, essas relações ajudam no equilíbrio ecológico, na medida em que controlam o tamanho das populações e eliminam os organismos fracos e doentes.

    OS CICLOS BIOGEOQUÍMICOS

    "Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

    Este é o princípio de conservação da matéria, enunciado por Lavoisier.

    Os elementos químicos ora estão participando da estrutura de moléculas inorgânicas, na água, no solo ou no ar, ora estão compondo moléculas de substâncias orgânicas, nos seres vivos. Pela decomposição cadavérica ou por suas excreções e seus excrementos, tais substâncias se decompõem e devolvem ao meio ambiente os elementos químicos, já na forma de compostos inorgânicos.

    O Ciclo do Carbono

    Essencial para a atividade fotossintética dos seres clorofilados e para a manutenção do calor fornecido pelo Sol, o dióxido de carbono (CO2) entra na composição do ar atmosférico na proporção de 0,04%.

    A atividade respiratória dos seres vivos e as combustões em geral, lançam anualmente mais de cinco bilhões de toneladas desse gás na atmosfera, provocando poluição.

    O aumento significativo de gás carbônico na atmosfera vem provocando um aquecimento cada vez maior do planeta, reduzindo a perda de calor para o espaço exterior (efeito estufa).

    Nos seres vivos, o carbono tem um papel estrutural e seus compostos são consumidos como reservatórios de energia.

    Ao fim dos processos respiratórios, que visam a liberação da energia contida nas moléculas orgânicas, o gás carbônico reaparece com um dos produtos finais, sendo devolvido ao meio abiótico para reiniciar o ciclo.

    O Ciclo do Oxigênio

    Encontrado no ar numa proporção de 20,94%.

    Seu ciclo está intimamente ligado ao ciclo do carbono.

    Durante a fotossíntese, os organismos retiram CO2 do ambiente e desprendem oxigênio (O2).

    O oxigênio liberado para a atmosfera é proveniente da quebra de moléculas de água durante a fotossíntese. À medida que a atividade fotossintética produz e libera O2 livre, esse gás vai sendo reprocessado na respiração aeróbia, restaurando a água como produto final.

    Durante a respiração, os seres aeróbios, consomem O2 e liberam CO2 para o ambiente.

    O Ciclo do Nitrogênio

    Encontrado no ar atmosférico numa proporção de 78,09%, o nitrogênio (N2) é indispensável à formação dos aminoácidos que constituem as proteínas, porém os organismos superiores não conseguem absorvê-lo diretamente do ar.

    As plantas absorvem o nitrogênio do solo na forma de nitratos (NO3).

    No solo e nos ecossistemas aquáticos, o nitrogênio é transformado em nitratos pelos organismos fixadores de nitrogênio (cianobactérias), pelas bactérias nitrificantes e pelos decompositores.

    As descargas elétricas dos relâmpagos combinam átomos de nitrogênio com átomos de oxigênio, formando nitratos que se precipitam para o solo.

    As bactérias do gênero Rhizobium que formam nódulos nas raízes das leguminosas, retêm o nitrogênio livre, formando nitratos. Elas se nutrem dos carboidratos produzidos pelas leguminosas e fornecem os nitratos que produziram. As cianobactérias também são capazes de assimilar o nitrogênio livre, produzindo nitratos. Alguns fungos também são assimiladores de N2.

    Entretanto os decompositores e as bactérias nitrificantes do solo desempenham os papeis mais importantes no ciclo do nitrogênio.

    As bactérias de putrefação decompõem as proteínas produzindo, entre outros, a amônia (Nh2) e os íons amônio (Nh2+). Algumas plantas absorvem os íons amônio.

    As bactérias nitrificantes ou nitrosas (Nitrosomonas sp. e Nitrosococcus sp.) oxidam a amônia dando ácido nitroso que reage com outras substâncias e origina nitritos (NO2).

    As bactérias nítricas (Nitrobacter) oxidam os nitritos em nitratos.

    As bactérias denitrificantes decompõem a uréia e a amônia, liberando nitrogênio molecular para a atmosfera.

    O Ciclo da Água

    A água no estado líquido está continuamente evaporando.

    Nas altas camadas atmosféricas ela se condensa, formando as nuvens, de onde resultam as chuvas. Ela pode também se precipitar na forma de neve ou de granizo.

    A precipitação pluvial ocasiona a formação de lençóis subterrâneos e de nascentes de rios. Os rios drenam para os mares.

    Parte dessa água é absorvida pelos seres vivos e utilizada em seu metabolismo. Através da transpiração, respiração e excreção os seres vivos devolvem a água para o ambiente.

    O Ciclo do Cálcio

    Todos os minerais (cálcio, ferro, fósforo, enxofre, etc.) circulam pelos seres vivos, pela água, pelo ar e pelo solo. Vamos tomar como exemplo o cálcio.

    Os carbonatos e fosfatos de cálcio são encontrados na organização do corpo dos espongiários (espículas), corais, conchas de moluscos, carapaças de crustáceos e nos esqueletos dos equinodermos e dos vertebrados.

    Após a morte desses animais, essas estruturas se decompõem lentamente e seus sais se dissolvem na água e no solo.

    Com o passar do tempo, pode ocorrer a deposição e sedimentação desses sais, surgindo os terrenos sedimentares de calcário (mármore, etc.).

    A erosão das rochas calcárias devolve os sais de cálcio para as águas onde poderão voltar a ser absorvidos pelos seres vivos.

    POLUIÇÃO AMBIENTAL

    Apesar do fato de que os elementos químicos estão em contínuo reprocessamento na natureza, alguns compostos resultantes de fenômenos naturais ou das atividades humanas, se acumulam na atmosfera, no solo ou nas águas, provocando a poluição ambiental e pondo em risco o equilíbrio ecológico.

    Eutrofização

    Fenômeno causado pelo aumento exagerado da concentração de nutrientes e fertilizantes nas águas, provenientes das indústrias e lavouras, provocando a proliferação exagerada de organismos aquáticos.

    As marés vermelhas causadas pelos dinoflagelados (pirrófitas) se enquadram nesse processo.

    O excesso de nutrientes causa a superpopulação de algas e outros organismos aquáticos, ocasionando um consumo exagerado de oxigênio e redução desse gás nas águas profundas; o aumento da população reduz a penetração de luz nas camadas profundas, o que prejudica a fotossíntese das plantas imersas, reduzindo a oferta de oxigênio e o aumento do gás carbônico. O ambiente se torna inóspito à vida e surge a mortandade. Com o aumento do número de seres em decomposição, aumenta o número de seres anaeróbios (decompositores).

    Magnificação Trófica

    Alguns produtos, por não serem biodegradáveis, permanecem nos ecossistemas e entram nas cadeias alimentares, passando dos produtores aos consumidores dos diversos níveis.

    Como apenas cerca de 10% da matéria e energia de um determinado nível trófico são efetivamente aproveitados pelo nível imediatamente superior, os componentes de um certo nível trófico têm que consumir uma biomassa dez vezes maior do que a sua própria. Assim, produtos tóxicos não-biodegradáveis, como o DDT e o mercúrio, vão passando do ambiente para os produtores e desses para os consumidores, sempre numa concentração acumulativa e crescente.

    O DDT (dimetil-difenil-tricloroetano) era largamente usado como inseticida no combate aos piolhos, moscas, mosquitos e pragas da lavoura no mundo todo. Ele é um produto sintético que atua sobre o sistema nervoso dos insetos, causado-lhes a morte. Logo aumentou o número de espécies resistentes ao DDT. Criou-se então o BHC (benzeno-hexaclorito), mais venenoso e também não-biodegradável. Embora proibidos, esses e outros pesticidas e agrotóxicos continuam a ser industrializados e comercializados, pondo em risco a saúde do homem, dos outros animais e o próprio ambiente.

    O estrôncio-90 (Sr-90), resultado da fissão do urânio em experiências nucleares, atua competitivamente com o cálcio. Os átomos de Sr-90 são radioativos e circulam na natureza entre os átomos de cálcio (Ca). São absorvidos pelas plantas, passam para os animais, através das cadeias alimentares, e se instalam nos ossos, afetando as estruturas hematopoéticas e se tornando responsáveis por grande incidência de leucemias e cânceres ósseos. O homem adquire o Sr-90 principalmente através do leite contaminado por esse radioisótopo, proveniente de vacas que ingeriram vegetais que, por sua vez, haviam absorvido tal elemento do solo.

    Efeito Estufa

    Nos últimos anos o homem tem realizado muito desmatamento e efetuado muitas queimadas. Isso fez aumentar a proporção de CO2 na atmosfera, pois não há vegetação suficiente para utilizá-lo na fotossíntese.

    O CO2 atmosférico forma uma camada que impede o escapamento das radiações infravermelhas que a Terra recebeu do Sol. Isso faz com que haja deflexão dessas radiações, e a volta dela à Terra produz um superaquecimento do planeta.

    Esse fenômeno, chamado efeito estufa, está preocupando muito os cientistas e ambientalistas, pois poderá acarretar futuramente um degelo das calotas polares, aumentando o nível das águas dos mares, provocando inundações.

    Se as concentrações de CO2 na atmosfera continuarem a aumentar, a vida na Terra sofrerá muitas alterações. A fauna e a flora terão dificuldade de se adaptarem às rápidas mudanças do clima. Isto influirá sobre a época e os métodos de plantio; sobre a disponibilidade de água; sobre o estilo de vida nas cidades; a desova de peixes; etc.

    A Destruição da Camada de Ozônio

    Na estratosfera e mesosfera, o O2 se transforma em O3, por ação das radiações ultravioleta do Sol.

    O ozônio funciona como um filtro, refletindo parte da radiação ultravioleta dos raios solares.

    Em pequena quantidade, a radiação ultravioleta é indispensável à realização da fotossíntese, logo, indispensável à vida. Em grandes quantidades, essa radiação causa mutações gênicas, provocando câncer de pele nos humanos e comprometendo a atividade agrícola e o fitoplâncton.

    O clorofluorcarbono ou CFC, gás usado em sprays, nos circuitos de refrigeração de geladeiras e ar condicionado e em embalagens porosas de sanduíches e ovos, é inócuo na camada inferior da atmosfera (troposfera), porém, ao chegar às camadas superiores, sob a ação dos raios ultravioleta, ele se decompõe.

    O cloro resultante dessa decomposição reage com o ozônio, descompondo-o. Esse efeito dura muitos anos, cada átomo de cloro pode reagir inúmeras vezes com outras moléculas de ozônio.

    Desde 1987 tenta-se a redução na produção de CFC, buscando substitutos não agressivos ao meio ambiente.

    A Inversão Térmica

    A camada de ar próxima à superfície do globo terrestre é mais quente.

    Sendo menos densa ela sobe e à medida que atinge alturas maiores vai esfriando.

    Com o movimento do ar as partículas nele contidas sofrem dispersão.

    No inverno pode ocorrer a inversão térmica, isto é, nas camadas próximas do solo fica o ar frio e acima dessa camada, o ar quente.

    Os poluentes liberados na camada de ar frio não se dispersam. É por isso que, nessas condições, a poluição fica aumentada.

    ALGUNS POLUENTES AMBIENTAIS

    Dióxido de Carbono - CO2

    Gás eliminado no processo de respiração celular e em todas as combustões (queima de combustíveis fósseis e outros pelas indústrias e automóveis). Absorvido pelos seres clorofilados é usado no processo de fotossíntese. Seu aumento na atmosfera é responsável pelo chamado efeito estufa.

    Monóxido de Carbono - CO

    Gás produzido pelos veículos a combustão, compete com o oxigênio, pois se combina com a hemoglobina das hemácias, formando um composto estável - a carboxiemoglobina - que impede o transporte dos gases respiratórios. Também bloqueia a citocromoxidase, na cadeia respiratória, dentro das mitocôndrias.

    Dióxido de Enxofre - SO2

    Gás proveniente da combustão do petróleo e do carvão. Ataca os pulmões, irrita os olhos e a pele e destrói o esmalte dos dentes. Reage com a água, na atmosfera, formando o ácido sulfúrico, de onde resultam as chuvas ácidas que provocam danos à vegetação, ao solo, às edificações e monumentos.

    Benzopireno

    Poluente liberado pela combustão. É um hidrocarboneto de ação cancerígena.

    Óxidos de Nitrogênio

    Produzidos por aviões, fornos, incineradores e fertilizantes. São responsáveis por afecções respiratórias, câncer de pulmão e formação de chuvas ácidas.

    Chumbo-tetraetila

    O chumbo é adicionado aos combustíveis dos veículos automotores para aumentar a resistência à combustão. Misturado ao ar, o chumbo-tetraetila é aspirado e provoca a inibição de enzimas.

    Substâncias radioativas

    Os materiais radioativos como estrôncio-90, césio-127, plutônio-239 e outros, depois de usados deixam um lixo atômico cujas radiações permanecem no ambiente por milhares de anos. Essas radiações aumentam a taxa de mutação gênica, produzindo vários tipos de câncer, muitos ainda incuráveis.

    Pesticidas

    São os produtos químicos utilizados no combate às pragas. Podem ser inseticidas, fungicidas, herbicidas, raticidas, acaricidas, nematicidas, etc. o uso excessivo provoca o envenenamento do solo, dos lençóis freáticos, dos alimentos e do próprio homem, bem como o surgimento de linhagens resistentes, o que provoca o uso de produtos cada vez mais tóxicos.

    Metais pesados

    O mercúrio se concentra ao longo das cadeias alimentares, intoxicando seres aquáticos e todos que se alimentam deles. Provoca danos neurológicos. O chumbo se acumula no corpo do homem, causando o saturnismo (perturbações nervosas, nefrites crônicas, cólicas, paralisia cerebral, confusão mental, etc.).

    Petróleo

    Os derramamentos nos mares compromete a fotossíntese das algas, dificultando a oxigenação e provocando a morte por asfixia dos seres aeróbios; prejudica todo o ecossistema aquático.

    Fonteuol.com.br

    Ecologia

    Ecologia, uma rápida definição:

    Ecologia é um conceito que a maioria das pessoas já possui intuitivamente, ou seja, sabemos que nenhum organismo, sendo ele uma bactéria, um fungo, uma alga, uma árvore, um verme, um inseto, uma ave ou o próprio homem, pode existir autonomamente sem interagir com outros ou mesmo com ambiente físico no qual ele se encontra. Ao estudo dessas inter-relações entre organismos e o seu meio físico chama-se Ecologia.

    Mas, para termos uma definição histórica: “Pela palavra ecologia, queremos designar o conjunto de conhecimentos relacionados com a economia da natureza - a investigação de todas as relações entre o animal e seu ambiente orgânico e inorgânico, incluindo suas relações, amistosas ou não, com as plantas e animais que tenham com ele contato direto ou indireto, - numa palavra, ecologia é o estudo das complexas inter-relações, chamadas por Darwin de condições da luta pela vida”. Foi assim que Ernest Haeckel, em 1870, definiu ecologia.

    Assim, como em qualquer outra área, em Ecologi são definidas unidades de estudo, as quais são fundamentais para melhor compreensão desta Ciência. Utilizando-se um modelo de níveis de organização, fica mais fácil de compreendermos as unidades de estudo da Ecologia. Vejamos o modelo abaixo dos níveis de organização:

    O que é um Ecossistema?

    Antes de definirmos, exatamente o conceito de ecossistema, o qual é fundamental para a compreensão desta ciência, podemos encontrar na figura 1, um outro conceito importante que é o de níveis de organização, o qual pode ser entendido como um conjunto de entidades, sejam elas genes, células, ou mesmo espécies, agrupadas em uma ordem crescente de complexidade. Vejamos a figura 1:

    Genes > Células > Tecidos > Órgãos > Sistemas > Espécies > População > Comunidades > Ecossistemas > Biosfera

    Figura 1- Níveis de organização

    Em Ecologia, são estudados os níveis da direita, ou seja, de espécies até biosfera. É fundamental, entretanto uma breve explicação de cada uma destas divisões (unidades ou entidades):

    A - Espécie

    Ecologia

    dois ou mais organismos são considerados da mesma espécie, quando podem se reproduzir, originando descendentes férteis. Desta forma, fica claro que, a menos que haja a intervençãohumana, como no caso do jumento e da égua, naturalmente não ocorre reprodução entre indivíduos de espécies diferentes.

    B- Populações

    Ecologia

    São formadas por organismos da mesma espécie, isto é, um conjunto de organismos que podem se reproduzir produzindo descendentes férteis.

    C- Comunidades

    Ecologia

    Um conjunto de todas as populações, sejam elas de microorganismos, animais ou vegetais existentes em uma determinada área, constituem uma comunidade; também se pode utilizar o conceito de comunidade para designar grupos com uma maior afinidade separadamente, como por exemplo, comunidade vegetal, animal, etc.

    Antes de definirmos o próximo conceito, é fundamental entendermos dois parâmetros importantes em Ecologia; a todos os componentes vivos de um determinado local chamamos bióticos; em contrapartida, o conjunto formado por regime de chuvas, temperatura, luz, umidade, minerais do solo enfim, toda a parte não viva, é chamada de componentes abióticos.

    D- Ecossistemas

    Ecologia

    Em um determinado local, seja uma vegetação de cerrado, mata ciliar, caatinga, mata atlântica ou floresta amazônica, a todas as relações dos organismos entre si, e com seu meio ambiente, ou dito de outra forma, a todas as relações entre os fatores bióticos e abióticos em uma determinada área, chamamos ecossistema. Ou de outra forma, podemos definir ecossistema de acordo com o modelo 1 acima, como sendo um conjunto de comunidades interagindo entre si e agindo sobre e/ou sofrendo a ação dos fatores abióticos. Dentro do conceito de ecossistema, ainda cabe definirmos o conceito de hábitat, pelo qual entendemos o ambiente físico o qual ocorre(m) uma(s) determinada(s) espécie(s). Ex.: O hábitat do lobo guará é o cerrado.

    Biosfera

    A terra é composta por vários ecossistemas sejam eles aquáticos, terrestres ou até mesmo aéreos. A soma de todos estes ecossistemas chamamos de biosfera. Portanto, a biosfera seria a parte na qual ocorre vida no planeta e na qual a vida tem o poder de ação sobre o mesmo.

    1- O que é biodiversidade?

    NÃO CONFUNDA

    Muitas vezes, o termo bioma é utilizado como sinônimo de ecossistema, no entanto ao contrário do segundo que implica nas inter-relações entre fatores bióticos e abióticos, o primeiro significa uma grande área de vida formada por um complexo de hábitats e comunidades, ou seja, apenas o meio físico (área) sem as interações.

    Exemplo.: Bioma cerrado, bioma mata atlântica.

    Ecologia

    Onde começa e termina um ecossistema? Qual o real tamanho de um?

    É difícil dizer onde começa ou termina um ecossistema, ou seja, qual ou quais os seus limites; entretanto para uma melhor compreensão e mesmo a possibilidade para investigações científicas existem algumas convenções adotadas. Assim, por exemplo, pode-se adotar inicialmente uma separação entre os meios aquáticos e terrestres. Desta forma, teríamos uma primeira distinção entre ecossistemas aquáticos e terrestres. Por ecossistema aquático, entenderíamos todos os lagos naturais, ou artificiais (represas), rios, mares e oceanos. Já em relação aos ecossistemas terrestres, florestas, desertos, tundras, pradarias, pastagens, etc. seriam exemplos.

    Mas, e com relação às dimensões de um ecossistema? Para efeito de estudo, geralmente são determinadas o dimensões que não existem naturalmente, desta forma, um vaso, um aquário, ou mesmo uma cidade inteira são exemplos de ecossistemas criados pela ação humana, pois é interessante notar que nem sempre são. Assim fica claro, que um ecossistema pode ter desde alguns cm2 até milhares de km2!

    2- Qual o menor ecossistema do mundo?

    Exemplos de ecossistemas: terrestres e aquáticos

    Para uma melhor compreensão, pode-se inicialmente separar os ecossistemas em duas categorias de acordo com o meio em que ocorrem: ecossistemas terrestres e aquáticos:

    Para os ecossistemas terrestres poderíamos enumerar os seguintes:

    Florestais

    Podem ser formados no Brasil por vegetação de cerrado, caatinga, matas ciliares, mata atlântica e floresta amazônica; sendo caracterizados por apresentar uma grande estratificação, ou seja, existem plantas e animais ocorrendo em diferentes alturas (estratos);

    Campos e pastagens

    Compostos principalmente por vegetação rasteira onde predominam as gramíneas. A fauna por sua vez, é caraterizada pelo predomínio de animais herbívoros e granívoros (que se alimentam de grãos) tais como roedores (ratos), pequenas aves e cervídeos (veados).

    Ecologia
    Aspecto geral da vegetação de cerrado

    Formação vegetal característica do Planalto Central brasileiro, onde notam-se a presença de árvores de pequeno porte com troncos retorcidos e casca grossa e predomínio de vegetação rasteira.

    Ecologia
    Aspecto do interior de mata-ciliar, ou floresta de galeria

    Vegetação característica de margens de pequenos rios e córregos. Este tipo de vegetação é considerado atualmente, como uma área fundamental de preservação, pois está intimamente relacionado com a manutenção do fluxo e da qualidade da água. Por esta razão, as matas ciliares ou florestas de galeria são consideradas áreas de preservação permanente, ou seja, em hipótese alguma podem ser removidas para qualquer tipo de atividade humana.

    Ecologia
    Aspecto geral da Mata

    Atlântica, que com mais de 3000 quilômetros de extensão, é um dos ecossistemas com maior diversidade de espécies do Brasil e do planeta. Para exemplificar esta riqueza, basta dizer de que cada duas árvores encontradas na mata Atlântica, uma só é encontrada nesta floresta. Ou seja, 50% das árvores só existem aqui e nenhum outro lugar do mundo.

    Dunas

    No Brasil, não existem desertos, e sim dunas que ocorrem em algumas regiões (Sul e Nordeste), e caracterizam-se por apresentarem solos arenosos, vegetação rasteira - porém escassa - e uma fauna pouco diversificada.

    Ecologia
    Aspecto geral das dunas. Formação caracterizada por pouca vegetação, e por sofrer forte influência do vento (eólica)

    Já em relação aos ecossistemas aquáticos, teríamos:

    Lagos - Aqui enquadram-se todos os ecossistemas de águas paradas, ou lênticos (de lenis, calmo); além de lagos, temos também represas e tanques .

    Rios - Além dos rios, teríamos ainda riachos e mananciais; são chamados também de lóticos (de lotus, lavado).

    Ecologia
    Barragem, com lago artificial

    Em países em desenvolvimento, como no caso do Brasil, a energia gerada através do represamento de rios (hidroelétricas) tem sido, e ainda será a principal fonte energética, devido à disponibilidade de recursos e o custo relativamente baixo.

    Mares

    Os mares são as regiões com a maior variedade de vida do planeta; pode parecer surpreendente, mas nem as florestas tropicais igualam-se as regiões litorâneas que também são chamadas de pelágicas.

    Oceanos

    Os oceanos, são grandes (cobrem 70% da superfície terrestre), profundos e contínuos, pois todos - Pacífico, Atlântico e Índico - são interligados; as principais características destes ecossistemas estão relacionadas as correntes, provocadas pelos ventos e a própria rotação da Terra, e também a salinidade;

    Ecologia
    Oceano Atlântico.Os oceanos e mares são as fontes mais ricas de vida do Planeta.

    Existem também, uma série de regiões que não poderiam ser enquadradas nem como ecossistemas aquáticos, e nem como terrestres. Seriam:

    Mangue

    Na verdade, o correto chamar-se de manguezal e não mangue, pois a denominação vem da grande quantidade desta planta, ou seja, o mangue. Trata-se de um ecossistema pantanoso, constantemente alagado com uma vegetação arbustiva e uma fauna caracterizada pela grande presença de siris e caranguejos. O mangue ocorre geralmente junto a desaguadouros de rios e/ou próximos a praias.

    Paredões rochosos e praias

    Ambos ecossistemas são fortemente influenciados pela água do mar, seja através das marés, ou da pressão exercida pela água.

    Brejos

    Qualquer área que fique coberta por água doce, pelo menos em alguma época do ano é considerado um alagado; uma das espécies vegetais mais comuns neste tipo de ecossistema é a Taboa. Os brejos também são importantes, pois abrigam uma grande variedade de espécies de aves e mamíferos aquáticos ou semi-aquáticos.

    3- As florestas tropicais são importantes ecossistemas pela sua biodiversidade, além de outros fatores tais como, a manutenção de um regime pluviométrico e temperatura das vastas regiões na qual ocorrem. Na década de 70, um jornalista estrangeiro por ocasião de uma visita a Amazônica, querendo enaltecer a importância da floresta, afirmou que a mesma era o “pulmão do mundo”, sendo a responsável pela manutenção da taxa de oxigênio da atmosfera. Esta afirmação está incorreta. Você poderia dizer qual o verdadeiro “pulmão do mundo?".

    Ecologia
    Aspecto da praia e do mar, dois ecossistemas intimamente relacionados.

    Ecologia

    Ecologia
    (a) e (b) Ambiente lótico, ou seja, de água corrente. 
    (c) Detalhe do interior de uma 
    caverna, ambiente este que é caracterizado pela ausência 
    total e permanente de luz.

    Ecologia
    Lagoa de dessedentação

    Este tipo de lagoa é chamado de dessedentação, pois é utilizada para dessedentar o gado. Dessedentar significa saciar a sede. Estas lagoas podem ser tanto naturais, como artificiais. Também são importantes, pelo fato de que como qualquer outro reservatório de água estarem sujeitos ao estabelecimento de organismos nocivos aos animais e também ao homem, pois várias doenças têm o seu ciclo passando pela água.

    Ecologia
    Manguezal

    Fonte: educar.sc.usp.br

    Ecologia

    Dia 05 de junho, comemora-se além do Dia Mundial do Meio Ambiente, o Dia da Ecologia.

    A palavra Ecologia é formada pela junção de duas palavras gregas, oikos (casa) e logos (ciência). Logo, define-se Ecologia como o conjunto das ciências que se dedicam ao estudo das interações dos seres vivos com o seu ambiente.

    Os ecossistemas são conjuntos de seres vivos habitantes de um local - a flora, a fauna e os microrganismos, juntamente com os fatores físicos que compõem o ambiente - a atmosfera, o solo e a água.

    Esses ecossistemas estão relacionados em um ciclo vital, a chamada cadeia alimentar, responsável pelo equilíbrio do ambiente.

    Podemos representar a cadeia alimentar em forma de pirâmide, onde a base é constituída de alimentos vegetais (seres autotróficos) e as camadas subseqüentes são compostas por predadores (seres heterotróficos) primários, secundários e terciários. O topo da pirâmide é composta pelos decompositores, que desempenham um papel fundamental para a ciclagem de nutrientes.

    A Ecologia, foi dividida por Schroter, em 1896 e 1902, em dois grandes ramos:

    Auto-ecologia: é o ramo da ecologia que estuda a influência dos fatores externos sobre o animal e o vegetal, ou sobre uma espécie determinada. É, por assim dizer, o estudo individual de um organismo, ou de uma espécie, em que é posta em destaque a sua biologia e o comportamento que apresenta na adaptação a um meio determinado.

    Sinecologia: estuda os grupos de organismos associados entre si, quer dizer, o estudo das comunidades naturais, incluindo animais e vegetais.

    Fonte: www.ambientebrasil.com.br

    Ecologia no Brasil

    Em 1886, o biólogo e evolucionista alemão Ernst Heinrich Haeckel (1834\1919) usou a palavra ECOLOGIA para denominar o estudo dos organismos e de suas interações com o meio ambiente. Ele se baseou no termo grego OIKOS (casa), que também está na raiz da palavra economia. Haeckel descreveu o mundo vivo como uma grande comunidade na qual cadê espécie tem um papel a desempenhar na economia global. Em seu sentido moderno, a palavra ECOLOGIA foi usada pela primeira vez em 1893.

    Assim, o biólogo Haeckel foi considerado o inventor do termo.

    MAS, O QUE É ECOLOGIA

    Nenhum ser vivo ou grupo deles consegue viver em isolamento absoluto. Todos os organismos - plantas ou animais - precisam de energia ou matéria do meio ambiente para sobreviver, e por isso a vida de cada um afeta a dos demais. Ecologia pode ser definida como: a ciência que estuda as relações entre os seres vivos- dentro de cada espécie ou entre espécies diferentes - e as relações entre os seres vivos e o meio ambiente. O homem sempre estudou os seres vivos em seu ambiente natural para caçá-los ou produzir alimentos, mas a ecologia, como disciplina científica, é relativamente nova. Os ecologistas pesquisam espécies em seu habitat natural, isto é: no campo, mas também realizam estudos e experiências em laboratórios. O trabalho de campo envolve a coleta de informações para descobrir o que acontece à determinadas espécies - em termos-, por exemplo, de população, dieta, formas, dimensões e comportamento. Alguns ecologistas também observam as mudanças provocadas pelos animais, em especial no homem, no ambiente físico- como composição das rochas, solo, água e ar. Depois comparam todos esses dados colhidos para determinar as tendências futuras.

    UMA HIERARQUIA COMPLEXA

    Em geral, os seres vivos costumam ser estudados em seis diferentes níveis. No primeiro, há o indivíduo, uma planta ou animal pertencente à determinada espécie. Assim, um grupo de indivíduos da mesma espécie é denominado: população. Diferentes populações de espécies coexistem em uma comunidade, e várias comunidades diferentes podem relacionar-se e dar origem a um ecossistema. Diversos ecossistemas agrupados numa única zona geográfica, compartilhando as mesmas condições climáticas, constituem um bioma. Juntos, os diversos biomas da Terra compõem o mais alto nível de organização que recobre toda a superfície do nosso planeta.

    MAS, O QUE SÃO: BIOMAS?

    As superfícies emersas do nosso imenso planeta podem ser divididas em várias regiões, ou biomas, de acordo com o clima e outras características físicas de cada área. Na verdade, cada bioma apresenta uma combinação específica de formas de vida capazes de se relacionar nas condições ali encontradas, e também um tipo específico de vegetação. Há grandes biomas, bem como alguns hábitats distribuídos pela crosta do nosso planeta, como os recifes de coral e as fontes de água, que não formam zonas contínuas. Embora muitos fatores influenciem os limites desses biomas, a distância da linha do Equador, tem uma importância especial para suas formações.

    AS COMPLEXAS RELAÇÕES DA NATUREZA

    As relações entre as espécies são bem mais complexas do que se podia imaginar no passado. Elas não se limitam a encontros de vida ou de morte, como o de um predador

    com sua presa ou o de um animal com uma planta comestível. Há um co-relacionamento, impressionante e bastante complexo. Por exemplo, quando uma abelha visita flores em busca de néctar, em troca, ela larga e carrega o pólen produzido pela planta. Esse pólen fertilizará outras flores na medida em que a abelha continuar sua viagem. Portanto, a produção de néctar, alimento que atrai a abelha, foi a "saída" evolutiva encontrada pela planta- e pela Natureza- para continuar sobrevivendo ao longo dos séculos, essa espécie.

    OS PRODUTORES PRIMÁRIOS

    Na Natureza as plantas criam seu próprio alimento a partir da luz do Sol. Por isso, são chamadas de: seres autotróficos, ou seja, que se auto-alimentam. Elas usam substâncias como a clorofila, o pigmento verde das folhas, para absorver a energia da luz solar, transformada depois em energia química para servir de combustível em processos vitais.

    Todo esse mecanismo,em dois estágios, recebe o nome de: fotossíntese. Os ecologistas também se referem às plantas como produtoras, porque elas produzem um novo material vivo a partir de substâncias inorgânicas. O ritmo de absorção de energia pelas plantas é conhecido como: produtividade primária líquida do ecossistema. O Sol é a fonte de toda essa energia, mas só uma minúscula fração do que ele envia ao nosso planeta serve para criar a matéria vegetal. Explicando melhor: Metade é absorvida pela atmosfera e apenas cerca de 12,5% tem o comprimento de uma onda adequado para a realização da fotossíntese. Muito pouco disso, é de fato, convertido em matéria vegetal - mas pradarias, 0,4% da radiação resulta em produção primária líquida. Nas florestas, esse índice atinge apenas 1%, e nos oceanos, 0,01%. Toda a energia que entra no ecossistema é devolvida mais tarde para a atmosfera, sob a forma de calor.

    FOTOSSÍNTESE, O MILAGRE DA VIDA FEITA DE LUZ

    A fotossíntese envolve a utilização da luz solar para transformar matéria-prima bruta em carboidratos ricos em energia. Estes contêm, carbono, hidrogênio e oxigênio, elementos fundamentais provenientes do dióxido de carbono e água. Plantas terrestres, como a violeta e outras, obtém dióxido de carbono na atmosfera por meio das folhas e água que absorvem do solo através das raízes. Parte dos carboidratos serve para manter os processos vitais no dia-a-dia e parte é armazenada.

    Curiosamente uma flor chamada Campainha Silvestre tem que crescer antes que as árvores ao redor produzam folhas que possam esconder a luz do Sol.

    AS DIVERSAS CORES DA VIDA

    As plantas utilizam vários pigmentos para aproveitar a energia luminosa do Sol. A clorofila, por exemplo, absorve principalmente a luz vermelha e azul-violeta,e reflete a luz verde, responsável pela cor da maioria das plantas que conhecemos. Os pigmentos chamados carotenóides são amarelos, alaranjados, marrons ou vermelhos e captam luz da extremidade azul-violeta do espectro. Como essa luz pode penetrar na água escura o mar, as plantas marinhas costumam apresentar cores marrons ou avermelhadas. Os carotenóides das folhas, encobertos pela clorofila, podem ser vistos no outono, época em que esta é eliminada.

    ESTOCANDO ENERGIA

    As plantas armazenam em diversas partes de suas estruturas os suprimentos alimentares de carboidratos, sob forma de amido. Em espécies como a pastinaga, a estrutura é uma raiz grossa. É ali que ela guarda suas reservas de energia. O tomate armazena suas reservas em sua espessa haste, outras plantas armazenam amido em rizomas e bulbos, para utilizá-lo no inverno. Outras, ainda, o armazenam nos frutos, para atrair animais e pássaros que acabam contribuindo para a dispersão dessas sementes. As próprias sementes são repletas de alimento para nutrir a próxima geração. Toda essa energia estocada nas plantas garante a sobrevivência de animais herbívoros, os chamados: consumidores primários.

    A TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA

    Em todos os ECOSSITEMAS a energia é retida e sabiamente armazenada pelas plantas- os produtores primários. Boa parte dessa energia depois se transfere para os animais que comem essas plantas - os consumidores primários. Os animais que se alimentam de outros animais são denominados : consumidores secundários, porque recebem a energia das plantas em segunda mão. Em algumas circunstâncias, os consumidores secundários também são devorados por outros predadores - esses são classificados como: terciários, ou do terceiro estágio. Os ecologistas se referem a cada um desses estágios como: nível trófico. Em cada estágio, alguma energia é repassada para o próximo nível e estocada então como matéria vegetal ou carne de animais vivos, e alguma energia sempre acaba se perdendo. A quantidade de massa viva em cada nível trófico - animal e vegetal - é denominada biomassa e representa a quantidade potencial de energia aproveitável pelo próximo nível. Usa-se a dimensão da biomassa, expressa pelo número de animais e plantas de cada nível trófico, para comparar ecossistemas e tentar entender como eles funcionam.

    A PIRÂMIDE TRÓFICA

    Os níveis tróficos de um determinado ecossistema podem ser representados na forma de uma pirâmide, para melhor compreensão. O número de estágios varia, mas como a energia é limitada e ocorre uma grande perda de nível para nível, raramente podem existir mais do que seis em qualquer ecossistema. Exemplificando: Imagine uma pirâmide cujo no topo esteja uma coruja. Assim podemos dizer que essa coruja, no caso, é o principal predador. Na verdade, ela é, simultaneamente, um consumidor secundário, porque se alimenta de ratos e camundongos - que supostamente estariam no degrau mais baixo dessa pirâmide- e um consumidor terciário, porque também come as doninhas, animais que predam os pequenos roedores- pois essas doninhas se encontram entre os ratos e a coruja, nessa mesma pirâmide trófica- ( Assim, as doninhas podem ser classificadas como: consumidores secundários). Então, os ratos e camundongos podem ser classificados, como: consumidores primários, pois vivem de matéria vegetal sob forma de grama, sementes e bagas.

    EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

    Sempre se perde muita energia na transferência entre esses níveis tróficos - afirmam os estudiosos. Os ecologistas calculam que apenas 10% dessa energia existente em um nível trófico é repassada para o posterior. Isso significa que a quantidade total de energia estocada nos produtores primários é rapidamente reduzida, e que apenas uma parte ínfima atinge o nível máximo. Em cada estágio, os organismos acumulam energia em seus corpos, mas também a utilizam para viver, liberando-a na forma de calor. A energia nunca pode ser reciclada dentro de um ecossistema. Apenas os matérias brutos podem ser reciclados, na verdade.

    PIRÂMIDE DE ENERGIA

    Como se perde muita energia entre os sucessivos níveis tróficos, o decréscimo de quantidade em cada um pode ser demonstrado, também, com uma pirâmide. Estas duas representam a chamada eficiência relativa de dois diferentes ecossistemas. A superior mostra melhor transferência de energia, especialmente entre os produtores primários e os consumidores primários. A transferência de energia é mais eficaz à beira-mar do que numa floresta, porque a maior parte da matéria vegetal desta última constitui-se de árvores, dificilmente comidas por animais. O desperdício é menor à beira-mar porque a matéria vegetal é mais facilmente consumida e a energia que contém, pode ser absorvida com maior eficiência pelo nível superior da pirâmide.

    AS TEIAS ALIMENTARES

    Para pode entender como a energia adentra e percorre um ecossistema, é preciso estudar as relações alimentares entre os diversos organismos que o compõem. A transferência de energia, das plantas até os consumidores finais, é conhecida como: cadeia alimentar. Numa cadeia alimentar simples, as plantas são comidas por um herbívoro que por sua vez serve de presa para um animal carnívoro. Com se pode deduzir existem muitas cadeias alimentares por nosso planeta, mas há algumas delas, devido à complexidade da Natureza, apresentam diversas conexões e acabam se transformando numa verdadeira teia alimentar. Esta imensa teia mostra que vários animais se alimentam em diferentes níveis tróficos. Por exemplo: a gaivota se alimenta de diversos tipos de presas, assim como outras espécies de animais.

    UMA REDE INTRINCADA

    Raríssimos animais alimentam-se apenas de um único tipo de animal. Pois é muito arriscado depender de uma só espécie para sobreviver. Por isso, talvez, a sábia Mãe- Natureza tenha criado esta teia alimentar tão intrincada que prova que os diversos tipos de alimentos de cada segmento podem ser bem diversificados para garantir assim a perpetuação das espécies. Na verdade, nossas vidas - de todos os seres viventes - estão interligadas e o desenvolvimento de uma espécie depende invariavelmente da outra. Um exemplo de efeito ascendente: A destruição das grandes baleias nos oceanos em torno da Antártica fez com que aumentasse o número de krills ( crustáceos semelhantes a camarões), do qual elas se alimentavam. Isso, conseqüentemente, fez aumentar as populações de leões-marinhos, que encontraram mais krills à disposição para se alimentarem. O desaparecimento de espécies predadoras podem permitir que outras, em extinção, se desenvolvam, como nesse caso, provando existir um equilíbrio natural das coisas.

    COMPLEXOS RELACIONAMENTOS

    Certa vez, quando cientistas removeram todas as estrelas-do-mar da espécie Pisaster de uma área costeira dos Estados Unidos, existiam quinze animais diferentes naquela rede alimentar. Três meses depois, as cracas que serviam de alimento para as estrelas-do-mar desenvolveram-se a ponto de cobrir três quartos de toda aquela área. Um ano depois, as quinze espécies estavam reduzidas apenas a oito. As lapas haviam desaparecido da região, apesar de serem presa das estrelas-do-mar. Isso porque as cracas ocuparam todas as superfícies rochosas, eliminando as algas das quais as lapas se alimentavam.

    A RECICLAGEM É VITAL

    Todos os seres vivos um dia acabam morrendo. Pode soar óbvio essa afirmação, mas é uma afirmação muito importante em termos ecológicos. As substâncias químicas que compõem os seres vivos foram extraídas da terra e elas sempre devem retornar à ela. Toda a matéria de que é composto todo animal, de um inseto a um elefante, assimilada como alimento, também volta à terra como dejeto. A matéria morta e os dejetos constituem a dieta de um grupo de organismos denominados: decompositores. Esse grupo inclui uma vasta gama de bactérias, fungos e pequenos animais que dividem os restos naturais em pedaços cada vez menores, até que todas as substâncias químicas sejam liberadas no ar, no solo e na água, tornando-as aproveitáveis para outros seres vivos. Sem o dióxido de carbono liberado na decomposição, jamais poderia existir a vida vegetal. Sem o oxigênio que as plantas fornecem, e o alimento que ele propicia, todos os animais - inclusive a espécie humana -, morreriam de fome e a vida cessaria em todo o planeta. Os decompositores são um elo vital maravilhoso no ciclo natural da vida e morte.

    LESMAS E CARACÓIS

    Lesmas e caracóis se alimentam de plantas vivas, como sabem os jardineiros. Mas, também encontram boa parte de suas dietas em matéria vegetal em decomposição. Raspam as fibras das plantas com suas "línguas" ásperas, denominadas: rádula, partindo-as em pedaços pequenos, que depois introduzem na boca. Lesmas e caracóis produzem enzimas chamadas celulase, que lhes permitem digerir celulose, principal componente das plantas. Seus dejetos, depois, são aproveitados por fungos e bactérias. Algumas espécies de lesmas interessam-se, também, por dejetos de outros animais, e também se alimentam de excrementos de cães.

    OS DETRITÍVOROS

    Em todo ecossistema existem restos de matérias mortas de vegetais e animais. Esses materiais são, genericamente, classificados, como: detritos. Os animais que aproveitam esses detritos, são chamados detritívoros, pois conseguem digerir pedaços grandes e devolvê-los ao meio-ambiente em seus próprios dejetos. Isso torna o material mais facilmente digerível por pequenos decompositores, como fungos e bactérias, que quebram as moléculas até obterem substâncias químicas simples. Alguns dos detritívoros mais comuns são nossos velhos conhecidos, como: os tatuzinhos, as minhocas, lesmas, centopéias e alguns insetos da ordem dos colêmbolos.

    AS TRABALHADORAS SUBTERRÂNEAS

    As minhocas têm um papel particularmente importante no processo de decomposição. Elas devoram as folhas mortas que caem na superfície e depois levam esse material para o interior do solo. Os dejetos expelidos pela minhoca servem de alimentos para as bactérias e fungos, que completam a reciclagem das folhas mortas. As minhocas, movimentando-se também revolvem a terra, o que favorece a oxigenação e o transporte de nutrientes vitais para as camadas mais profundas do solo. Por isso, elas constituem um símbolo de fertilidade. Nas regiões temperadas, cada metro quadrado do solo contém cerca de 700 minhocas.

    OS DECOMPOSITORES INVISÍVEIS

    As bactérias, organismos microscópicos invisíveis aos nossos olhos, geralmente são associadas a doenças. Mas, nem só doenças provocam as bactérias.Elas também apresentam enorme importância no trabalho de decomposição dos dejetos. Quando se acumulam em grande número, podem formar manchas coloridas, que podem ser vistas, por nós, a olho nu. Elas, em geral, preferem os lugares úmidos (em que suas células possam crescer com maior rapidez) e algumas se desenvolvem em condições anaeróbicas, onde há pouco oxigênio (escapando, assim, da competição com os fungos). Como os fungos, as bactérias também produzem enzimas para digerir os detritos e dejetos.

    Portanto, são de vital importância para a perpetuação da vida das espécies.

    OS DEVORADORES DE MADEIRA

    Os tatuzinhos, membros da família dos caranguejos e lagostas, vivem em ambientes úmidos. Eles também desempenham um papel muito importante na decomposição de matéria vegetal morta. Esses pequeninos possuem uma fome voraz para devorarem madeiras e convertê-las em dejetos, que enriquecem o solo.

    OS DECOMPOSITORES DE CELULOSE

    Grande parte dos restos de material vegetal, como os pedaços de galhos e cascas de árvores são constituídos de celulose. Livros, cadernos e papéis, que usamos, são derivados das fibras da celulose das plantas, e em especial das árvores. Como o açúcar ou o amido, a celulose é também um carboidrato, substância que contém carbono essencial à todos os seres vivos. Mas só alguns poucos organismos conseguem quebrar e aproveitar suas duras moléculas. Os principais decompositores de celulose são as bactérias que habitam intestinos de animais ruminantes, outros animais, e fungos que crescem em plantas.

    IMPORTANTE: Além da celulose a madeira contém uma substância denominada lignina, que corresponde a cerca de 30% do volume bruto da madeira. Essa lignina funciona como uma espécie de cola, ligando as camadas de celulose, contém carbono e apresenta moléculas resistentes, muito difíceis de serem quebradas.

    Ecologia no Brasil

    Com dimensões continentais e 70% da população concentrados em áreas urbanas, o Brasil é o país em desenvolvimento que mais tem atraído a atenção internacional. A poluição e o desmatamento ameaçam seus diversificados ecossistemas, inclusive o de maior biodiversidade do planeta, o amazônico.

    O agravamento dos problemas ambientais no país está ligado à industrialização, iniciada na década de 50, ao modelo agrícola monocultor e exportador instituído desde os anos 70, à urbanização acelerada e à desigualdade socioeconômica. Nas grandes cidades, dejetos humanos e resíduos industriais saturam a deficiente rede de saneamento básico e envenenam águas e solos. Gases liberados por veículos e fábricas, além das queimadas no interior, poluem a atmosfera.

    Poluição do ar

    As emissões de dióxido de enxofre, monóxido de carbono, óxido e dióxido de nitrogênio e de material particulado, como poeira, fumaça e fuligem, crescem em todas as aglomerações urbanas e industriais do país. A situação é mais grave em grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Dados da Cetesb (Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Básico), de 1991, mostram que as indústrias da Grande São Paulo lançam por ano no ar cerca de 305 mil toneladas de material particulado e 56 mil toneladas de dióxido de enxofre. Automóveis e veículos pesados são responsáveis pela emissão de 2.065 toneladas anuais de monóxido de carbono . No complexo industrial da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, a concentração de partículas em suspensão atinge a média anual de 160 mcg/m³, o dobro do considerado seguro. Na região metropolitana de Belo Horizonte, a concentração média de partículas poluentes no ar também é alta: 94 mcg/m³, e os níveis de dióxido de enxofre são maiores que os de São Paulo. A maior responsável por esses índices é Contagem, cidade mineira que concentra as indústrias metalúrgicas, têxteis e de transformação de minerais não-metálicos.

    Em 1986, o governo federal cria o Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores, que obriga a instalação de filtros catalisadores no escapamento dos automóveis e caminhões novos. O programa entra em funcionamento em 1988 e deve estar concluído em 1997.

    Águas contaminadas

    Praticamente todas as grandes e médias cidades brasileiras têm suas águas contaminadas por esgotos, lixo urbano, metais pesados e outras substâncias tóxicas. Os deltas do Amazonas e do Capibaribe , as baías de Todos os Santos, de Guanabara e de Paranaguá, os rios da bacia Amazônica, os rios Paraíba do Sul, das Velhas, Tietê, Paranapanema, do Peixe, Itajaí, Jacuí, Gravataí, Sinos e Guaíba são repositórios desses resíduos. Na Amazônia, o maior dano é provocado pelo mercúrio, jogado nos rios à média de 2,5 kg para cada grama de ouro extraído dos garimpos. Os rios Tapajós , Xingu, Taquari, Miranda e Madeira são os mais afetados.

    Em São Paulo , em alguns trechos do rio Tietê dentro da capital existem apenas bactérias anaeróbicas. O excesso de cargas orgânicas em suas águas consome todo o oxigênio, mata os peixes e qualquer outra forma de vida aeróbica. O lixo e o desmatamento nas margens provocam o assoreamento de seu leito. Em 1993, o governo do Estado inicia um programa de despoluição e desassoreamento do rio: barcaças retiram areia e lixo do seu leito. A areia e a terra são levadas a uma distância de 5 km e o lixo para aterros sanitários.

    Poluição do mar

    Dejetos industriais e orgânicos são jogados em vários pontos do litoral. Vazamentos de petróleo em poços das plataformas submarinas e acidentes em terminais portuários e navios-tanques têm provocado graves desastres ecológicos. O terminal de São Sebastião (SP) registra 105 vazamentos em 1990 e 1991. O litoral do Pará e as praias da ilha de Marajó estão contaminados por pentaclorofeno de sódio, substância tóxica usada no tratamento de madeira. Os pólos petroquímicos e cloroquímicos localizados em quase todos os estuários dos grandes rios lançam metais pesados e resíduos de petróleo nos manguezais e na plataforma continental . A baía de Todos os Santos, na Bahia, está contaminada por mercúrio. A baia de Guanabara, no Rio de Janeiro, recebe diariamente cerca de 500 toneladas de esgotos orgânicos, 50 toneladas de nitratos e metais pesados, além de 3 mil toneladas de resíduos sólidos - areia, plásticos, latas e outras sucatas. Em maio de 1994, o governo do Estado do Rio de Janeiro consegue financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) de US$ 793 milhões para a despoluição da baía de Guanabara.

    Degradação da superfície

    O principal fator de poluição do solo, subsolo e águas doces é a utilização abusiva de pesticidas e fertilizantes nas lavouras. A média anual brasileira é duas vezes superior à do mundo inteiro. Ainda são usados no Brasil produtos organoclorados e organofosforados, proibidos ou de uso restrito em mais de 50 países devido a sua toxicidade e longa permanência no ambiente. As regiões mais atingidas por esses agrotóxicos são a Centro-Oeste, a Sudeste e a Sul, responsáveis por quase toda a produção agrícola para consumo interno e exportação. O agente laranja, um desfolhante usado pelos americanos na Guerra do Vietnã para devastar a mata tropical, já foi aplicado por empresas transnacionais na Amazônia, para transformar a floresta em terrenos agropastoris. A cultura da soja, hoje espalhada por quase todas as regiões do país, também faz uso acentuado desses fosforados. A médio e longo prazo esses produtos destroem microrganismos, fungos, insetos e contaminam animais maiores. Eles também tornam as pragas cada vez mais resistentes, exigindo doses cada vez maiores de pesticidas. No homem, causam lesões hepáticas e renais e problemas no sistema nervoso. Podem provocar envelhecimento precoce em adultos e diminuição da capacidade intelectual em crianças.

    Queimadas

    Desde o início da ocupação portuguesa o fogo foi o principal instrumento para derrubar a vegetação original e abrir áreas para lavoura, pecuária, mineração e expansão urbana. Ao longo dos quase cinco séculos de história do país, desaparece quase toda a cobertura original da mata Atlântica nas regiões Sudeste, Nordeste e Sul. No Centro-Oeste, de ocupação mais recente, o cerrado vem sendo queimado para abrir espaço à soja e à pecuária. Nos anos 80, as queimadas na floresta Amazônica são consideradas uma das piores catástrofes ecológicas do mundo.

    Em algumas regiões, é a seca que provoca os incêndios que devastam os ecossistemas: 80% do Parque Nacional das Emas , na divisa de Goiás com Mato Grosso do Sul, são destruídos pelo fogo em 1988 e, em 1991, outro incêndio destrói 17 mil ha do parque.

    Desertos

    Desmatamento indiscriminado, queimadas, mineração, uso excessivo dos defensivos agrícolas, poluição, manejo inadequado do solo e seca trazem a desertificação de algumas áreas do país. A região Nordeste é a mais atingida: 97% de sua cobertura vegetal nativa já não existem. A área desertificada chega a 50 mil ha e afeta a vida de 400 mil pessoas. A mineração e as salinas também afetam o sul do Pará e a região de Mossoró (RN). No Rio Grande do Sul, a superexploração agrícola e a pecuária extensiva fazem crescer o já chamado "deserto dos pampas": uma área de 200 ha no município de Alegrete.

    Radiatividade

    A ausência de comunicação imediata de problemas em usinas nucleares preocupa militantes ecológicos e cientistas no mundo inteiro. Isso também acontece no Brasil. Em março de 1993, o grupo Greenpeace denuncia: a paralisação da Usina Nuclear de Angra I, em Angra dos Reis (RJ), provoca um aumento anormal de radiatividade no interior de seu reator. Pressionada, a direção da usina confirma a informação, mas garante que o problema não é preocupante. No caso de Angra, o incidente serviu de alerta para o fato de ainda não se ter estabelecido um plano eficiente para a população abandonar a cidade em caso de acidente grave.

    Espécies ameaçadas

    Brasil, Colômbia, México e Indonésia são os países de maior diversidade biológica no mundo. A Amazônia, a mata Atlântica e o Pantanal estão entre as maiores reservas biológicas do planeta, a maioria delas ameaçadas pelo processo de degradação ambiental.

    Espécies vegetais ameaçadas

    A substituição dos ecossistemas originais por pastagens, o extrativismo desordenado e a poluição têm reduzido e até levado à extinção inúmeras espécies vegetais nativas. É o caso da araucária , ou pinheiro-do-paraná, do pau-brasil e de vários membros da família das bromeliáceas. As projeções sobre o número de espécies florais existentes na Amazônia variam entre 50 mil e 100 mil. Dessas, pelo menos mil têm potencial para a exploração econômica e possível aplicação farmacêutica.

    Animais em extinção

    A lista oficial mais recente de animais em extinção no Brasil é de 1990. A maioria das espécies ameaçadas concentra-se na Amazônia, na mata Atlântica e no Pantanal e têm sido vítimas da destruição de seus habitats e da caça indiscriminada. São 57 mamíferos, entre eles o mico-leão-dourado, a jaguatirica, a lontra, a onça-pintada, o tamanduá-bandeira. As aves somam 108 e a lista inclui o macuco, o flamingo, o gavião-real e a choquinha. Entre os nove répteis, estão a surucucu, algumas espécies de tartaruga e o jacaré-de-papo-amarelo. Dos 32 tipos de invertebrados, a maioria é de borboletas e libélulas. A lista aponta ainda outras 117 espécies pouco conhecidas, também ameaçadas.

    Situação dos ecossistemas

    A variedade do clima, do relevo, do regime de chuvas e de rios do país resulta em variados ecossistemas . A Amazônia concentra a maior floresta tropical e a maior diversidade biológica do mundo, seguida de perto pela mata Atlântica e pelo Pantanal. Os manguezais localizados em alguns estuários, como o do Amazonas ou o do rio Ribeira (SP), também estão entre os maiores criatórios naturais de vida marinha do planeta.

    AMAZÔNIA

    A Amazônia tem uma área calculada em 5,5 milhões de km², e a floresta ocupa 60% do total, o equivalente a 3,3 milhões de km². O subsolo da Amazônia é rico em minérios, como ouro, bauxita, cassiterita e manganês. Sua superfície abriga cerca de 2 milhões de espécies . Apenas 10% de suas terras são consideradas produtivas, 12% das quais já estão ocupadas pelo homem. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1991, a área devastada chega a 11.100 km², ou 0,3% da floresta. No Amapá e em Rondônia, a metade da área cultivável já foi devastada. Os focos de incêndio passam de 362.161 km² em 1990 para 404.343 em 1991 e provocam uma nuvem de fumaça que chega a alcançar a África e a Antártida.

    Rios assoreados

    Grande parte dos 3,9 milhões de km² da bacia hidrográfica amazônica - a maior do mundo - sofre assoreamento devido à erosão provocada por utilização inadequada do solo. Muitos rios têm suas águas contaminadas pelo mercúrio dos garimpos de ouro, que já estão invadindo a Venezuela. A busca de ouro também tem contribuído para dizimar a população indígena, principalmente ianomâmis.

    MATA ATLÂNTICA

    No século XVI, a mata Atlântica é a segunda maior floresta tropical úmida do Brasil. Cobre uma área paralela ao litoral, quase contínua, de cerca de 1,5 milhão de km², estendendo-se do Ceará ao Rio Grande do Sul - justamente a área hoje mais densamente povoada do país. Em São Paulo , a área original, igual a 82% do território, passa para os atuais 5%. Mesmo assim, ainda é uma das maiores do planeta em diversidade biológica. A devastação começa com o início da colonização, com a exploração do pau-brasil. Prossegue com o ciclo do açúcar, no século XVII, que praticamente acaba com a mata no Nordeste. No século XVIII, a mineração do ouro amplia a área devastada até Minas Gerais. Na segunda metade do século XIX, a cultura do café derruba a floresta nas regiões Sudeste e Sul. No século XX, o desmatamento chega à fronteira do Mato Grosso. Na atualidade, a maior parte da vegetação remanescente concentra-se nos Estados da região Sul.

    Indústrias x floresta

    A industrialização da região Sudeste aumenta a devastação da floresta. Na década de 40, quando a Companhia Siderúrgica Nacional entra em operação, em Volta Redonda (RJ) , alimenta seus altos-fornos com a madeira extraída da floresta. O lançamento de poluentes na atmosfera e nos cursos d'água por indústrias de todo o Sudeste contribui para a destruição. A poluição atmosférica vem aumentando as chuvas ácidas e destruindo porções significativas da cobertura vegetal da região. No Espírito Santo e Bahia, além da poluição, a floresta é consumida pela indústria de papel e celulose e derrubada pela crescente especulação imobiliária.

    PANTANAL

    Ocupa 140 mil km² no sudoeste do Mato Grosso e oeste do Mato Grosso do Sul, estendendo-se até o Paraguai. No verão - época das chuvas -, suas terras são inundadas pelas cheias do rio Paraguai, criando um ecossistema específico que abriga milhares de espécies de aves, peixes, répteis e mamíferos. As usinas de álcool, o mercúrio dos garimpos, o excesso de fertilizantes das lavouras, as queimadas e até mesmo o turismo vêm poluindo as águas do Pantanal. A construção de estradas no seu interior e de usinas hidrelétricas em regiões periféricas tem alterado o regime de ventos e de chuvas da região. A caça e a pesca predatórias aceleram o desequilíbrio do ecossistema. Caçadores clandestinos já mataram cerca de 2 milhões de jacarés. A onça-pintada, veados, cotias, ariranhas e lontras estão em rápido processo de extinção. A criação do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense e da Estação Ecológica do Taimã são algumas das medidas, ainda insuficientes, para preservar a região.

    MANGUEZAIS

    Ambientes de transição entre os meios terrestre e marinho característicos dos litorais tropicais, os manguezais distribuem-se ao longo de todo o litoral brasileiro. Os de maior biodiversidade localizam-se nos estuários de grandes rios, principalmente naqueles que têm seus cursos em terrenos planos e foz muito amplas. Têm características pantanosas, vegetação arbustiva abundante e águas ricas em matéria orgânica. São considerados os maiores criatórios naturais de espécies marinhas. Os grandes manguezais brasileiros estão sendo destruídos pela poluição dos pólos petroquímicos ou cloroquímicos presentes em quase todos os grandes estuários da costa. Muitos são soterrados para a construção de estradas, como a Rio-Santos, ou para projetos imobiliários, como no litoral paulista e fluminense, no sul da Bahia ou em Florianópolis. Poucos ainda estão preservados, como a parcela do manguezal do rio Ribeira, protegida pelo Parque Estadual da Ilha do Cardoso, no sul de São Paulo.

    Legislação atual

    O capítulo sobre meio ambiente da Constituição de 1988 é considerado um dos mais avançados do mundo. Inclui o meio ambiente ecologicamente equilibrado entre os direitos do cidadão e da sociedade e considera sua defesa e preservação como dever do Estado e da coletividade. Determina que o poder público deve preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais, dar condições para o manejo ecológico das espécies e ecossistemas, preservar a diversidade biológica e a integridade do patrimônio genético. O governo deve exigir relatório de impacto ambiental para a instalação de qualquer obra ou atividade potencialmente causadora de degradação ambiental e tem o dever de controlar a produção, comercialização e emprego de métodos e substâncias potencialmente nocivas à preservação do equilíbrio do meio ambiente.

    Áreas de preservação

    A Constituição reconhece a floresta Amazônica, a mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira como patrimônio nacional; exige que a instalação de usinas nucleares seja definida por lei e prevê a punição para quem degradar o meio ambiente. Define também o Sistema Nacional de Unidades de Preservação: áreas consideradas de valor relevante por seus recursos naturais ou paisagens , mantidas sob regime especial de administração, com garantias de proteção e preservação da diversidade biológica. Atualmente, as áreas sob proteção somam 31.294.911 ha , o equivalente a 3,7% da superfície do país.

    Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

    Ecologia

    ESTUDO DOS ECOSSISTEMAS

    A Dinâmica dos Ecossistemas

    Ecologia é a parte da Biologia que estuda os seres vivos no seu relacionamento entre si e com o meio ambiente onde vivem.

    Etimologicamente, o nome vem do grego oikos, ‘casa, ambiente’, e logos, ‘estudo, tratado’.

    É o estudo dos ecossistemas.

    Ecossistema é um complexo sistema de relações mútuas, com transferência de matéria e energia, entre o meio abiótico e os seres vivos de determinada região.

    Em cada ecossistema há um complexo mecanismo de passagem de matéria e energia do meio abiótico para os seres vivos, com retorno ao primeiro.

    As plantas (autótrofos) utilizam a energia da luz e compostos inorgânicos para formar compostos orgânicos que encerram, em suas cadeias de carbono, uma certa quantidade daquela energia obtida da luz.

    A matéria orgânica passa aos animais (heterótrofos) herbívoros e destes para os carnívoros.

    Matéria e energia vão passando dos produtores aos consumidores.

    Dejetos e restos de animais e plantas são decompostos por bactérias e fungos, os decompositores, voltando à sua condição de matéria inorgânica.

    Todo ecossistema é formado de fatores bióticos (organismos vivos) e fatores abióticos (elementos físicos e químicos do ambiente: luz, calor, pH, salinidade, variações de pressão da água e do ar, etc.).

    São exemplos de ecossistemas: uma floresta, uma campina, uma faixa mais profunda ou mais superficial das águas, um aquário ou até mesmo uma poça de água.

    Cadeia Alimentar

    Cadeia alimentar é uma série de sucessivas transferências pela qual passa a matéria desde os produtores até os decompositores, tendo como intermediários os consumidores.

    Os seres vivos que compõem um ecossistema são denominados de biotas e se organizam em três categorias: produtores, consumidores e decompositores.

    Os produtores são representados pelos seres autótrofos como os vegetais e as algas do fitoplâncton. Corresponde ao primeiro nível trófico.

    Os consumidores são os organismos heterótrofos. Os herbívoros, sendo os primeiros a consumir a matéria orgânica elaborada pelos produtores, são chamados de consumidores primários; seguidos dos consumidores secundários (nutrem-se de herbívoros), terciários, etc., formando o segundo, terceiro nível trófico.

    Os decompositores (bactérias e fungos) decompõem as proteínas e outros compostos orgânicos em uréia, amônia, nitratos, nitritos, nitrogênio livre, etc., devolvendo a matéria inorgânica ao meio abiótico.

    Fluxo de matéria na cadeia alimentar

    A matéria se mantém num ciclo interminável, ora passa por uma fase inorgânica, ora atravessa uma fase orgânica.

    A energia, entretanto, não segue um caminho cíclico. Ela é unidirecional, pois se dispersa dos seres para o ambiente, sob a forma de calor, não mais sendo recuperável pelos organismos.

    Dinâmica energética de um ecossistema

    Teia alimentar é o fluxo de matéria e energia que passa, num ecossistema, dos produtores aos consumidores por numerosos caminhos opcionais que se cruzam.

    Nos ecossistemas, muitas vezes as cadeias alimentares se superpõem, formando um emaranhado de linhas que indicam os caminhos que podem seguir os fluxos de matéria e energia. Essa superposição é chamada de teia alimentar.

    As Pirâmides Ecológicas

    O fluxo de matéria e energia nos ecossistemas pode ser representado por meio de pirâmides, que poderão ser de energia, de biomassa (matéria) ou de números.

    Nas pirâmides ecológicas, a base é quase sempre mais larga que o topo.

    A quantidade de matéria (biomassa) e de energia transferível de um nível trófico para outro sofre um decréscimo de 1/10 a cada passagem, ou seja, cada organismo transfere apenas um décimo da matéria e da energia que absorveu.

    Eventualmente, a pirâmide de números pode se mostrar invertida.

    Em uma floresta, o número de insetos é bem maior que o número de árvores.

    Hábitat e Nicho Ecológico

    Hábitat é o tipo de local ou lugar físico normalmente habitado pelos indivíduos de uma espécie.

    Nicho Ecológico é o ‘lugar funcional’ ocupado por uma espécie dentro do seu sistema.

    Podemos dizer que o tubarão tem hábitat aquático (água salgada) e a onça tem hábitat terrestre.

    Dentro da água e sobre a terra, podemos ainda diferenciar inúmeros hábitats.

    Um mesmo hábitat comporta diferentes espécies.

    O nicho ecológico compreende o que a espécie faz no meio ambiente: como utiliza a energia circulante; o que come, onde, como e em que momento do dia isso ocorre; como procede em relação às outras espécies e ao próprio ambiente; em que horas do dia ou em que estação do ano tem maior atividade; quando e como se reproduz; de que forma serve de alimento para outros seres ou contribui para que naquele local se instalem novas espécies.

    É praticamente impossível que duas espécies ocupem o mesmo nicho ecológico.

    POPULAÇÕES E COMUNIDADES

    A população é um conjunto de indivíduos de uma mesma espécie que convivem numa área comum, mantendo ou não um certo isolamento em relação a grupos de outra região.

    Temos como exemplo a população de bactérias da flora intestinal humana ou a de carrapatos que infestam um cão ou o capim de um terreno.

    A comunidade biótica representa o conjunto de populações que habitam o mesmo ecossistema, mantendo entre si um relacionamento.

    São também chamadas de biocenoses.

    Em um jardim temos uma comunidade formada por plantas, insetos, microorganismos, anelídeos, crustáceos, etc.

    Normalmente as populações tendem a crescer até alcançar uma dimensão estável.

    O aumento exagerado de uma população pode criar condição para um desequilíbrio ecológico, bem como a redução pode indicar que alguma coisa está errada, ameaçando a sua sobrevivência.

    O tamanho de uma população é determinado pelas taxas de natalidade, longevidade, mortalidade, emigração e imigração.

    Existem na natureza mecanismos intrínsecos e extrínsecos que buscam manter estável o equilíbrio das populações.

    Os mecanismos intrínsecos dependem da própria população. A competição intra-específica ocorre quando todos os indivíduos de uma mesma população consomem o mesmo alimento, o crescimento desordenado leva à falta de alimentação, desnutrição, doenças e morte; a população diminui e volta à dimensão ideal. A redução da taxa de reprodução é outro mecanismo intrínseco de controle populacional.

    Os mecanismos extrínsecos dependem de fatores externos. Compreendem a competição interespecífica, as restrições de alimento e espaço, os intemperismos, o parasitismo e o predatismo. Isso representa a resistência ambiental.

    Comunidades em Desenvolvimento - Sucessões Ecológicas

    As comunidades ou biocenoses estão continuamente sujeitas a modificações em função das alterações do meio ambiente.

    Quando surge uma região nova, ainda não habitada, nela vão se instalando, gradativamente, uma sucessão de espécies que estabelecem condições para o desenvolvimento de uma nova comunidade. É o caso de um pasto abandonado ou de uma ilha vulcânica.

    A essa sucessiva implantação de espécies chamamos sera ou sucessão ecológica.

    Esquema de uma sucessão primária, isto é, uma sucessão que se instala num local nunca antes habitado.

    ECÉSIS ------> SUCESSÃO -----> CLÍMAX

    Nascente--->algas--->algas, bactérias, protozoários, anelídeos,crustáceos.

    A primeira etapa de uma sera ou sucessão ecológica recebe o nome de ecésis. Corresponde à chegada dos primeiros organismos vivos (pioneiros) que vão colonizar a região, geralmente as algas cianofíceas, seguidas de liquens.

    Após sucessivas transformações e a instalação de organismos diversos, a sucessão atinge seu desenvolvimento máximo compatível com a natureza física do local, ela chegou ao seu clímax.

    Quando a sucessão acontece num local novo, desabitado, é chamada de primária.

    Quando a sucessão se faz a partir de uma comunidade antiga é considerada uma sucessão secundária.

    Biomas

    São as comunidades-clímax dos ecossistemas de terra firme, as grandes formações faunísticas e florísticas que formam as paisagens.

    Campos, florestas, desertos, praias e montanhas representam os padrões gerais dos ambientes onde se desenvolvem os principais biomas.

    Entre as florestas podemos destacar a floresta tropical úmida, a floresta temperada, a floresta de mangues e a floresta de coníferas.

    A floresta tropical úmida é o bioma mais exuberante da terra com imensa variedade de espécies. A floresta amazônica e a mata atlântica são exemplos.

    A floresta temperada decídua é caracterizada por árvores que perdem as folhas periodicamente e são comuns em regiões de verões quentes, úmidos e chuvosos, como nos EUA e na América Central.

    A floresta de mangues é um ambiente de transição entre o biociclo marinho e o dulcícola, é importante como fonte de alimento e local de reprodução dos animais marinhos.

    As florestas de coníferas (gimnospermas) ocorrem em regiões frias e montanhosas.

    Os campos são muitos variáveis. Podemos distinguir a campina, a pradaria, a savana, o pampa, a tundra, a estepe, o cerrado, a taiga, etc.

    A caatinga é um meio termo entre o campo e o deserto.

    Entre os desertos podemos destacar o Saara, o de Gobi e o do Arizona, todos com aspectos bem diferentes.

    Microclima

    É o termo usado para designar o conjunto de características ambientais ou climáticas de cada um dos diversos estratos de um local.

    A Dispersão das Espécies

    É a tendência de propagação para novos ambientes, uma tentativa de conquista de novas áreas e de alargamento dos próprios domínios, mais notável nos animais, ocorre também nos vegetais.

    A dispersão pode ocorrer por dois mecanismos: a dispersão passiva e a dispersão ativa.

    A dispersão é passiva quando se faz por fatores alheios à espécie. É mais freqüente nos vegetais. Seus grãos de pólen, esporos e sementes são transportados pelo vento, água ou por animais. Entre os animais a dispersão passiva pode ocorrer quando são carregados pelo vento ou por corrente aquáticas até regiões distantes. É comum também que os animais sejam dispersos pelo homem, direta ou indiretamente.

    A dispersão ativa depende dos recursos próprios de locomoção da espécie. Nos animais ocorre por nomadismo ou por migração.

    A dispersão depende de alguns fatores como:

    o potencial biótico da espécie (capacidade reprodutiva e adaptativa);

    a existência ou não de barreiras geográficas (rios, montanhas, desertos, mares);

    recursos próprios de deslocamento de cada espécie.

    A BIOSFERA E OS BIOCICLOS

    A Biosfera é a soma de todas as regiões da terra onde existe vida.

    Considerando-se a grande diversidade dos ecossistemas que integram a biosfera, ela pode ser dividida em três grandes biociclos:

    epinociclo ou biociclo terrestre;

    talassociclo ou biociclo das águas salgadas (marinho);

    limnociclo ou biociclo das águas doces ou continentais (dulcícola).

    Epinociclo

    É a divisão da biosfera representada pelo conjunto de todos os ecossistemas de terra firme.

    Compreende a província subterrânea e a província superficial.

    Talassociclo

    Compreende todos os ecossistemas marinhos.

    O fundo dos mares divide-se em sistema litorâneo e sistema abissal.

    O sistema litorâneo compreende o fundo dos mares, desde as praias até a profundidade de 200 metros. Corresponde à plataforma continental. Nessa faixa encontram-se numerosos peixes, moluscos, crustáceos, anelídeos, espongiários e celenterados.

    O sistema abissal abrange o fundo dos mares a partir da profundidade de 200 metros.

    A massa de água divide-se em zona nerítica, zona pelágica, zona batial e zona abissal:

    Zona nerítica (neron = água)

    se superpõe ao sistema litorâneo até a profundidade de 200 metros, apoiando-se na plataforma continental.

    Zona pelágica (pelagus = mar alto)

    Se superpõe ao sistema abissal e vai até a profundidade de 200 metros.

    Zona batial (bathys = profundo)

    Se situa numa faixa entre 200 e 2 000 metros sobre o sistema abissal. Nela se encontram seres extremamente adaptados às grandes pressões, à escuridão e ao frio intenso.

    Zona abissal (abyssus = abismos)

    Fica abaixo dos 2 000 metros. Zona de máxima pressão e ausência total de luz. Seus habitantes apresentam corpo pequeno, com grande pressão interna e bioluminescência.

    Quanto à intensidade de luz que penetra nas camadas de água, podemos dividir o talassociclo em três faixas:

    zona eufótica (muito iluminada)

    zona disfótica (pouco iluminada)

    zona afótica (totalmente sem luz)

    Limnociclo

    Abrange todos os ecossistemas dulcícolas, até mesmo uma poça de água.

    Divide-se em:

    província lótica ou das águas correntes.

    província lêntica ou das águas paradas.

    Plânctons, Néctons e Bentos

    Os seres de hábitat aquático marinho ou dulcícola são classificados em seres planctônicos, nectônicos ou bentônicos.

    Seres planctônicos: não possuem órgãos de locomoção ou os têm rudimentares, sendo arrastados pela correnteza.

    Dividem-se em fitoplâncton e zooplâncton.

    Zooplâncton

    Organismos heterótrofos: microcrustáceos; pequenos anelídeos; larvas de esponjas, celenterados, insetos, crustáceos, moluscos, equinodermos e urocordados; alevinos (larvas de peixes); protistas (protozoários).

    Fitoplâncton

    Organismos autótrofos clorofilados: algas clorófitas; moneras (algas cianofíceas); protistas (dinoflagelados, diatomáceas, euglenófitas). Os organismos do fitoplâncton desempenham importante papel, como produtores, nas cadeias alimentares; bem como no processo de renovação do ar atmosférico.

    Seres nectônicos

    Possuem órgãos eficientes de locomoção, deslocando-se voluntariamente nas águas. São os peixes, cetáceos, moluscos (polvo, lula), crustáceos (camarão), répteis (tartaruga), etc.

    Seres bentônicos

    Vivem apenas no fundo do mar, sendo fixos ou móveis. São os equinodermos (estrelas-do-mar), os espongiários, celenterados (corais e anêmonas), crustáceos (cracas), moluscos (ostras), etc.

    OS SERES VIVOS E SUAS RELAÇÕES

    Adaptações - A Adequação ao Meio

    Desde que a vida surgiu sobre a terra, as espécies evoluíram à custa de mutações que tornavam os indivíduos mais adaptados às condições do meio.

    Quando uma mutação torna o indivíduo mais adequado ao ambiente ela se constitui uma mutação adaptativa ou simplesmente uma adaptação.

    As adaptações são caracteres que ajustam ou adeqüam melhor as espécies às suas condições de vida ou ao seu meio ambiente e que resultam de mutações ocorridas no passado em ancestrais dessas espécies.

    Podemos classificar as adaptações em dois tipos fundamentais: morfológicas e fisiológicas.

    As adaptações morfológicas consistem em alterações anatômicas ou estruturais da espécie. Podemos citar as nadadeiras das baleias e as asas dos morcegos e aves.

    As adaptações fisiológicas consistem numa adequação funcional do organismo ao tipo de ambiente em que vive. Um peixe de água doce e um de água salgada são anatomicamente semelhantes, porém seus organismos têm comportamento funcional diferente para controlar a diferença entre a pressão osmótica de suas células e a concentração salina da água onde vivem.

    Camuflagem e Mimetismo são adaptações morfológicas que oferecem às espécies melhores condições de defesa ou de ataque.

    Quando a espécie revela a mesma cor ou possui uma forma que se confunde com coisas do ambiente, está manifestando uma adaptação chamada de camuflagem. É o caso do camaleão, bicho-pau, etc.

    Quando os indivíduos de uma espécie se assemelham bastante aos de outra espécie, levando vantagem com essa semelhança, o fenômeno é chamado de mimetismo. Temos como exemplo a falsa-coral, cobra não venenosa.

    As Relações entre os Seres

    De forma geral, podemos classificar as relações entre seres vivos como harmônicas ou desarmônicas.

    Considera-se como relação harmônica todas as formas de relacionamento em que nenhuma das espécies participantes do processo sofre qualquer tipo de prejuízo. Essas relações podem ser intra-específicas (dentro da mesma espécie) ou interespecíficas (entre espécies diferentes).

    As relações harmônicas intra-específicas compreendem as colônias e as sociedades.

    Colônias são agrupamentos de indivíduos da mesma espécie ligados fisicamente e que revelam alto grau de interdependência. Os corais e as esponjas formam colônias.

    Sociedades são agrupamentos de indivíduos da mesma espécie que vivem coletivamente, mas podem sobreviver isolados. Esses grupos apresentam uma divisão de trabalhos. No formigueiro e na colméia existe uma rainha (reprodutora), operárias, soldados e machos, cada qual com sua função específica.

    As relações harmônicas interespecíficas compreendem a protocooperação, o mutualismo e o comensalismo. Nos dois primeiros casos, ambas as espécies são beneficiadas.

    Na protocooperação os indivíduos podem viver isoladamente, como o paguro e a actínia.

    No mutualismo ou simbiose a associação é imprescindível para a sobrevivência de ambos os seres. Os liquens são a união de algas e fungos. Baratas e cupins vivem em mutualismo com protozoários.

    No comensalismo apenas um dos indivíduos se beneficia sem prejudicar o outro, e ambos podem viver isoladamente. A rêmora é comensal do tubarão.

    As relações desarmônicas implicam sempre em prejuízo para uma das espécies. Compreendem o amensalismo, a competição, o predatismo e o parasitismo.

    No amensalismo ou antibiose um organismo produz substâncias que inibem o desenvolvimento de outra. Fungos produzem antibióticos que destroem bactérias (espécie amensal).

    A competição acontece entre espécies que ocupam, numa mesma área, nichos similares. Os herbívoros da savana africana competem pela pastagem.

    O predatismo consiste no ataque de uma espécie a outra, para matá-la e devorá-la. Quando o predatismo envolve seres da mesma espécie é chamado de canibalismo.

    O parasitismo é a relação em que uma espécie se instala no corpo de outra, prejudicando-a. O organismo que abriga o parasita é chamado de hospedeiro.

    Os parasitas podem ser classificados de várias formas:

    Quanto ao tamanho

    microparasitas (protozoários, bactérias, fungos e vírus)
    macroparasitas (vermes intestinais, piolhos, carrapatos, etc.)

    Quanto à localização

    ectoparasitas (externos)
    endoparasitas (internos)

    Quanto à necessidade de realização do parasitismo

    Obrigatórios (toda a vida - piolho)
    Facultativos (apenas em uma fase da vida - carrapato)

    Quanto ao tempo de permanência junto ao hospedeiro

    temporários (só quando têm fome - pulgas)
    provisórios (apenas durante uma fase da vida - moscas berneiras)
    permanentes (toda a vida - lombrigas)

    Quanto ao grau de parasitismo

    hemiparasitas (a erva-de-passsarinho retira a seiva bruta do hospedeiro e a transforma em elaborada)
    holoparasitas (o cipó-chumbo suga a seiva elaborada)
    hiperparasitas (parasitas de parasitas - bacteriófagos ou fagos são vírus que parasitam bactérias)

    Quanto à sua evolução

    monogenéticos (passam toda a vida em um só hospedeiro - lombriga)
    digenéticos (evoluem em um hospedeiro intermediário e tornam-se adultos em um hospedeiro definitivo - tênia ou solitária).

    Embora classificadas de desarmônicas, essas relações ajudam no equilíbrio ecológico, na medida em que controlam o tamanho das populações e eliminam os organismos fracos e doentes.

    OS CICLOS BIOGEOQUÍMICOS

    "Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

    Este é o princípio de conservação da matéria, enunciado por Lavoisier.

    Os elementos químicos ora estão participando da estrutura de moléculas inorgânicas, na água, no solo ou no ar, ora estão compondo moléculas de substâncias orgânicas, nos seres vivos. Pela decomposição cadavérica ou por suas excreções e seus excrementos, tais substâncias se decompõem e devolvem ao meio ambiente os elementos químicos, já na forma de compostos inorgânicos.

    O Ciclo do Carbono

    Essencial para a atividade fotossintética dos seres clorofilados e para a manutenção do calor fornecido pelo Sol, o dióxido de carbono (CO2) entra na composição do ar atmosférico na proporção de 0,04%.

    A atividade respiratória dos seres vivos e as combustões em geral, lançam anualmente mais de cinco bilhões de toneladas desse gás na atmosfera, provocando poluição.

    O aumento significativo de gás carbônico na atmosfera vem provocando um aquecimento cada vez maior do planeta, reduzindo a perda de calor para o espaço exterior (efeito estufa).

    Nos seres vivos, o carbono tem um papel estrutural e seus compostos são consumidos como reservatórios de energia.

    Ao fim dos processos respiratórios, que visam a liberação da energia contida nas moléculas orgânicas, o gás carbônico reaparece com um dos produtos finais, sendo devolvido ao meio abiótico para reiniciar o ciclo.

    O Ciclo do Oxigênio

    Encontrado no ar numa proporção de 20,94%.

    Seu ciclo está intimamente ligado ao ciclo do carbono.

    Durante a fotossíntese, os organismos retiram CO2 do ambiente e desprendem oxigênio (O2).

    O oxigênio liberado para a atmosfera é proveniente da quebra de moléculas de água durante a fotossíntese. À medida que a atividade fotossintética produz e libera O2 livre, esse gás vai sendo reprocessado na respiração aeróbia, restaurando a água como produto final.

    Durante a respiração, os seres aeróbios, consomem O2 e liberam CO2 para o ambiente.

    O Ciclo do Nitrogênio

    Encontrado no ar atmosférico numa proporção de 78,09%, o nitrogênio (N2) é indispensável à formação dos aminoácidos que constituem as proteínas, porém os organismos superiores não conseguem absorvê-lo diretamente do ar.

    As plantas absorvem o nitrogênio do solo na forma de nitratos (NO3).

    No solo e nos ecossistemas aquáticos, o nitrogênio é transformado em nitratos pelos organismos fixadores de nitrogênio (cianobactérias), pelas bactérias nitrificantes e pelos decompositores.

    As descargas elétricas dos relâmpagos combinam átomos de nitrogênio com átomos de oxigênio, formando nitratos que se precipitam para o solo.

    As bactérias do gênero Rhizobium que formam nódulos nas raízes das leguminosas, retêm o nitrogênio livre, formando nitratos. Elas se nutrem dos carboidratos produzidos pelas leguminosas e fornecem os nitratos que produziram. As cianobactérias também são capazes de assimilar o nitrogênio livre, produzindo nitratos. Alguns fungos também são assimiladores de N2.

    Entretanto os decompositores e as bactérias nitrificantes do solo desempenham os papeis mais importantes no ciclo do nitrogênio.

    As bactérias de putrefação decompõem as proteínas produzindo, entre outros, a amônia (NH3) e os íons amônio (Nh2+). Algumas plantas absorvem os íons amônio.

    As bactérias nitrificantes ou nitrosas (Nitrosomonas sp. e Nitrosococcus sp.) oxidam a amônia dando ácido nitroso que reage com outras substâncias e origina nitritos (NO2).

    As bactérias nítricas (Nitrobacter) oxidam os nitritos em nitratos.

    As bactérias denitrificantes decompõem a uréia e a amônia, liberando nitrogênio molecular para a atmosfera.

    O Ciclo da Água

    A água no estado líquido está continuamente evaporando.

    Nas altas camadas atmosféricas ela se condensa, formando as nuvens, de onde resultam as chuvas. Ela pode também se precipitar na forma de neve ou de granizo.

    A precipitação pluvial ocasiona a formação de lençóis subterrâneos e de nascentes de rios. Os rios drenam para os mares.

    Parte dessa água é absorvida pelos seres vivos e utilizada em seu metabolismo. Através da transpiração, respiração e excreção os seres vivos devolvem a água para o ambiente.

    O Ciclo do Cálcio

    Todos os minerais (cálcio, ferro, fósforo, enxofre, etc.) circulam pelos seres vivos, pela água, pelo ar e pelo solo. Vamos tomar como exemplo o cálcio.

    Os carbonatos e fosfatos de cálcio são encontrados na organização do corpo dos espongiários (espículas), corais, conchas de moluscos, carapaças de crustáceos e nos esqueletos dos equinodermos e dos vertebrados.

    Após a morte desses animais, essas estruturas se decompõem lentamente e seus sais se dissolvem na água e no solo.

    Com o passar do tempo, pode ocorrer a deposição e sedimentação desses sais, surgindo os terrenos sedimentares de calcário (mármore, etc.).

    A erosão das rochas calcárias devolve os sais de cálcio para as águas onde poderão voltar a ser absorvidos pelos seres vivos.

    POLUIÇÃO AMBIENTAL

    Apesar do fato de que os elementos químicos estão em contínuo reprocessamento na natureza, alguns compostos resultantes de fenômenos naturais ou das atividades humanas, se acumulam na atmosfera, no solo ou nas águas, provocando a poluição ambiental e pondo em risco o equilíbrio ecológico.

    Eutrofização

    Fenômeno causado pelo aumento exagerado da concentração de nutrientes e fertilizantes nas águas, provenientes das indústrias e lavouras, provocando a proliferação exagerada de organismos aquáticos.

    As marés vermelhas causadas pelos dinoflagelados (pirrófitas) se enquadram nesse processo.

    O excesso de nutrientes causa a superpopulação de algas e outros organismos aquáticos, ocasionando um consumo exagerado de oxigênio e redução desse gás nas águas profundas; o aumento da população reduz a penetração de luz nas camadas profundas, o que prejudica a fotossíntese das plantas imersas, reduzindo a oferta de oxigênio e o aumento do gás carbônico. O ambiente se torna inóspito à vida e surge a mortandade. Com o aumento do número de seres em decomposição, aumenta o número de seres anaeróbios (decompositores).

    Magnificação Trófica

    Alguns produtos, por não serem biodegradáveis, permanecem nos ecossistemas e entram nas cadeias alimentares, passando dos produtores aos consumidores dos diversos níveis.

    Como apenas cerca de 10% da matéria e energia de um determinado nível trófico são efetivamente aproveitados pelo nível imediatamente superior, os componentes de um certo nível trófico têm que consumir uma biomassa dez vezes maior do que a sua própria. Assim, produtos tóxicos não-biodegradáveis, como o DDT e o mercúrio, vão passando do ambiente para os produtores e desses para os consumidores, sempre numa concentração acumulativa e crescente.

    O DDT (dimetil-difenil-tricloroetano) era largamente usado como inseticida no combate aos piolhos, moscas, mosquitos e pragas da lavoura no mundo todo. Ele é um produto sintético que atua sobre o sistema nervoso dos insetos, causado-lhes a morte. Logo aumentou o número de espécies resistentes ao DDT. Criou-se então o BHC (benzeno-hexaclorito), mais venenoso e também não-biodegradável. Embora proibidos, esses e outros pesticidas e agrotóxicos continuam a ser industrializados e comercializados, pondo em risco a saúde do homem, dos outros animais e o próprio ambiente.

    O estrôncio-90 (Sr-90), resultado da fissão do urânio em experiências nucleares, atua competitivamente com o cálcio. Os átomos de Sr-90 são radioativos e circulam na natureza entre os átomos de cálcio (Ca). São absorvidos pelas plantas, passam para os animais, através das cadeias alimentares, e se instalam nos ossos, afetando as estruturas hematopoéticas e se tornando responsáveis por grande incidência de leucemias e cânceres ósseos. O homem adquire o Sr-90 principalmente através do leite contaminado por esse radioisótopo, proveniente de vacas que ingeriram vegetais que, por sua vez, haviam absorvido tal elemento do solo.

    Efeito Estufa

    Nos últimos anos o homem tem realizado muito desmatamento e efetuado muitas queimadas. Isso fez aumentar a proporção de CO2 na atmosfera, pois não há vegetação suficiente para utilizá-lo na fotossíntese.

    O CO2 atmosférico forma uma camada que impede o escapamento das radiações infravermelhas que a Terra recebeu do Sol. Isso faz com que haja deflexão dessas radiações, e a volta dela à Terra produz um superaquecimento do planeta.

    Esse fenômeno, chamado efeito estufa, está preocupando muito os cientistas e ambientalistas, pois poderá acarretar futuramente um degelo das calotas polares, aumentando o nível das águas dos mares, provocando inundações.

    Se as concentrações de CO2 na atmosfera continuarem a aumentar, a vida na Terra sofrerá muitas alterações. A fauna e a flora terão dificuldade de se adaptarem às rápidas mudanças do clima. Isto influirá sobre a época e os métodos de plantio; sobre a disponibilidade de água; sobre o estilo de vida nas cidades; a desova de peixes; etc.

    A Destruição da Camada de Ozônio

    Na estratosfera e mesosfera, o O2 se transforma em O3, por ação das radiações ultravioleta do Sol.

    O ozônio funciona como um filtro, refletindo parte da radiação ultravioleta dos raios solares.

    Em pequena quantidade, a radiação ultravioleta é indispensável à realização da fotossíntese, logo, indispensável à vida. Em grandes quantidades, essa radiação causa mutações gênicas, provocando câncer de pele nos humanos e comprometendo a atividade agrícola e o fitoplâncton.

    O clorofluorcarbono ou CFC, gás usado em sprays, nos circuitos de refrigeração de geladeiras e ar condicionado e em embalagens porosas de sanduíches e ovos, é inócuo na camada inferior da atmosfera (troposfera), porém, ao chegar às camadas superiores, sob a ação dos raios ultravioleta, ele se decompõe.

    O cloro resultante dessa decomposição reage com o ozônio, descompondo-o. Esse efeito dura muitos anos, cada átomo de cloro pode reagir inúmeras vezes com outras moléculas de ozônio.

    Desde 1987 tenta-se a redução na produção de CFC, buscando substitutos não agressivos ao meio ambiente.

    A Inversão Térmica

    A camada de ar próxima à superfície do globo terrestre é mais quente.

    Sendo menos densa ela sobe e à medida que atinge alturas maiores vai esfriando.

    Com o movimento do ar as partículas nele contidas sofrem dispersão.

    No inverno pode ocorrer a inversão térmica, isto é, nas camadas próximas do solo fica o ar frio e acima dessa camada, o ar quente.

    Os poluentes liberados na camada de ar frio não se dispersam. É por isso que, nessas condições, a poluição fica aumentada.

    ALGUNS POLUENTES AMBIENTAIS

    Dióxido de Carbono - CO2

    Gás eliminado no processo de respiração celular e em todas as combustões (queima de combustíveis fósseis e outros pelas indústrias e automóveis). Absorvido pelos seres clorofilados é usado no processo de fotossíntese. Seu aumento na atmosfera é responsável pelo chamado efeito estufa.

    Monóxido de Carbono - CO

    Gás produzido pelos veículos a combustão, compete com o oxigênio, pois se combina com a hemoglobina das hemácias, formando um composto estável - a carboxiemoglobina - que impede o transporte dos gases respiratórios. Também bloqueia a citocromoxidase, na cadeia respiratória, dentro das mitocôndrias.

    Dióxido de Enxofre - SO2

    Gás proveniente da combustão do petróleo e do carvão. Ataca os pulmões, irrita os olhos e a pele e destrói o esmalte dos dentes. Reage com a água, na atmosfera, formando o ácido sulfúrico, de onde resultam as chuvas ácidas que provocam danos à vegetação, ao solo, às edificações e monumentos.

    Benzopireno

    Poluente liberado pela combustão. É um hidrocarboneto de ação cancerígena.

    Óxidos de Nitrogênio

    Produzidos por aviões, fornos, incineradores e fertilizantes. São responsáveis por afecções respiratórias, câncer de pulmão e formação de chuvas ácidas.

    Chumbo-tetraetila

    O chumbo é adicionado aos combustíveis dos veículos automotores para aumentar a resistência à combustão. Misturado ao ar, o chumbo-tetraetila é aspirado e provoca a inibição de enzimas.

    Substâncias radioativas

    Os materiais radioativos como estrôncio-90, césio-127, plutônio-239 e outros, depois de usados deixam um lixo atômico cujas radiações permanecem no ambiente por milhares de anos. Essas radiações aumentam a taxa de mutação gênica, produzindo vários tipos de câncer, muitos ainda incuráveis.

    Pesticidas

    São os produtos químicos utilizados no combate às pragas. Podem ser inseticidas, fungicidas, herbicidas, raticidas, acaricidas, nematicidas, etc. o uso excessivo provoca o envenenamento do solo, dos lençóis freáticos, dos alimentos e do próprio homem, bem como o surgimento de linhagens resistentes, o que provoca o uso de produtos cada vez mais tóxicos.

    Metais pesados

    O mercúrio se concentra ao longo das cadeias alimentares, intoxicando seres aquáticos e todos que se alimentam deles. Provoca danos neurológicos. O chumbo se acumula no corpo do homem, causando o saturnismo (perturbações nervosas, nefrites crônicas, cólicas, paralisia cerebral, confusão mental, etc.).

    Petróleo

    Os derramamentos nos mares compromete a fotossíntese das algas, dificultando a oxigenação e provocando a morte por asfixia dos seres aeróbios; prejudica todo o ecossistema aquático.

    Fonte: clickbios.vilabol.uol.com.br

    Ecologia

    O termo ECOLOGIA foi empregado pela primeira vez pelo biólogo alemão Ernest Haeckel, em 1869, em seu livro "Morfologia geral dos organismos". Deriva da palavra grega oikos, que significa casa, e logos, que significa estudo. ;É portanto a ciência que estuda o ambiente, com todos os seus habitantes, bem como as diversas interações e ligações existentes entre eles.

    A ecologia sempre acompanhou a humanidade, desde os primórdios de seu desenvolvimento. As tribos precisavam conhecer o ambiente para conseguir alimento e abrigo. Precisavam conhecer os hábitos dos animais, onde viviam, tinham de lidar com as dificuldades impostas pela natureza, mesmo depois de dominarem o fogo.

    Desde os tempos da pré-história, grande quantidade de conhecimento "ecológico" começou a ser adquirida e transmitida através das gerações. A ecologia de cunho científico já era abordada por filósofos da Grécia antiga como Hipócrates e Aristóteles, mas foi apenas a partir de 1900, que se desenvolveu como um campo específico da biologia. Não se pode deixar de mencionar Darwin, como um dos pioneiros da ecologia (principalmente devido a seu trabalho "A origem das Espécies" de 1859).

    Atualmente a ecologia é uma ciência em pleno desenvolvimento, tendo adquirido importante 'status' na sociedade. Está vinculada não só ao estudo do meio ambiente mas também à preservação dos ecossistemas em uma era pontilhada pelos mais diversos estresses e impactos ambientais.

    O objeto de estudo da ecologia tem como unidade o indivíduo, a partir do qual vários níveis de organização se seguem. Indivíduos formam populações, que constituem comunidades, que formam biocenoses. biocenoses podem compor os biomas, os quais constituem a Biosfera. Dentro deste amplo contexto, o ecólogo tem liberdade para investigar desde detalhes sobre uma população específica, (por exemplo seus hábitos alimentares, taxas de crescimento, mortalidade, estratégias reprodutivas, defesa de território, etc) até aspectos complexos dos ecossistemas, como suas características funcionais (produtividade primária, respiração, exportação de matéria, etc) e estruturais (diversidade, densidade, dominância, entre outros). Esta última representa um ramo avançado da ecologia denominado de Ecologia de Sistemas.

    A ecologia é uma ciência essencialmente interdisciplinar, ou seja, necessita de informações integradas das mais diversas áreas das ciências, como matemática, física, química, estatística, zoologia, botânica, bioquímica, entre outras.

    Pode-se subdividir portanto a Ecologia em duas linhas básicas de trabalho: a autoecologia investiga os processos adaptativos dos organismos ao meio em que vivem. Concentra-se no estudo das relações de uma única espécie como o meio em que vive. Procura explicar o funcionamento dos indivíduos quanto às adaptações a tensores ambientais. A sinecologia trabalha a nível de comunidade, descrevendo as interações entre as populações e entre elas e o ambiente.

    Atualmente novos ramos da ecologia estão surgindo como a dinâmica de populações, ecologia humana, ecologia social, ecologia comportamental, ecologia matemática, entre outras. Dezenas de livros, jornais, periódicos, congressos e simpósios especializados em ecologia são lançados todos os anos, em todos os países do mundo.

    A abordagem política da ecologia tem crescido muito na última década, principalmente devido ao fato de que esta ciência é a que possibilita o entendimento das transformações causadas pelo homem no ambiente, e das suas conseqüências para a humanidade. O congresso mundial de meio ambiente, a ECO-92, a AGENDA 21, são exemplos de transformações políticas impulsionadas pela ecologia e pelas ciências ambientais.

    Biosfera

    É o termo dado ao espaço ocupado por todos os seres vivos existentes no planeta, tanto na água, como na terra e no ar. Na realidade este termo engloba todos os ecossistemas do planeta, podendo ser traduzido como a sua parte viva. Assim, a Biosfera engloba tanto os seres vivos presentes nas mais altas montanhas da Terra, como a fauna vivente nas fossas abissais marinhas, há mais de 11.000 metros de profundidade. Considera tanto os organismos microscópicos presentes em uma gota d'água, como os maiores animais terrestres e marinhos.

    O estudo da Biosfera, representa uma área muito abrangente, assim como a própria definição do termo. Esta área de pesquisa envolve aspectos globais dos seres vivos, como a evolução das espécies, a biodiversidade planetária, as modificações que os organismos são capazes de fazer no meio ambiente, e principalmente as alterações causadas pelas atividades humanas no planeta.

    A Biosfera, como é vistas hoje, é na verdade fruto de 3,5 bilhões de anos de evolução biológica na Terra, a qual surgiu no mar com os primeiros organismos unicelulares, no mar. Suas características, ou seja, as espécies que a compõem, mudam constantemente ao longo do tempo geológico, com a extinção e aparecimento de novas espécies. Na realidade atualmente não se conhece a biosfera na sua totalidade, uma vez que centenas de novas espécies ainda não foram identificadas, presentes principalmente nas regiões mais inóspitas e inacessíveis.

    Todos os anos centenas de cientistas em todo o mundo reúnem-se em grandes congressos e convenções internacionais, nas quais discutem novos aspectos e descobertas sobre a Biosfera de nosso mundo. Uma das mais importantes reuniões científicas já realizadas sobre este tema foi o Simpósio Internacional sobre a Biosfera de Miami, realizado durante a primeira Assembléia Geral do Conselho Mundial da Biosfera (1994).

    Biocenose

    A biocenose representa a parte viva do ecossistema, ou seja, os organismos que vivem em um ambiente específico, interagindo entre si e também com a parte não viva deste (biótopo). Na realidade as biocenoses são grupos e associações de espécies mais ou menos típicas, as quais, em conjunto, contribuem para a formação da Biosfera.

    Dentro deste contexto, as biocenoses, podem ser classificadas de acordo com a extensão do ambiente considerado. Assim, as maiores biocenoses são definidas como as comunidades terrestres, de água doce e marinhas. A biocenose, em sua função mais elementar é aplicada a ecossistemas individualizados, como por exemplo, as espécies animais e vegetais presentes em um lago.

    As biocenoses apresentam várias parâmetros capazes de determinar as suas dimensões e características básicas.

    As principais são:

    * riqueza - número de espécies presentes

    * composição de espécies - quais as espécies que habitam o ecossistema;

    * abundância - quantidade de indivíduos presentes por uma determinada área ou volume;

    * freqüência - porcentagem de indivíduos de uma espécie em relação ao total de indivíduos da comunidade;

    * dominância ou equitabilidade - significa a forma com que todos os indivíduos presentes em uma comunidade se distribuem nas espécies presentes. Esta distribuição pode ser mais ou menos homogênea. No entanto, comumente as biocenoses naturais tem elevada dominância, com muitos indivíduos pertencentes a poucas espécies dominantes, acompanhadas por várias espécies raras ou pouco freqüentes.

    A medida da diversidade de uma biocenose é feita conjugando-se a riqueza e a dominância em uma mesma análise (como na fórmula de Shannon).

    Biótopo

    Entende-se como Biótopo o espaço ocupado por um grupo de espécies constituintes de um ecossistema. Segundo definições propostas por diversos ecólogos, o biótopo pode ser considerado como uma área geográfica de superfície e volume variáveis, submetida a características ambientais homogêneas, e capaz de oferecer as condições mínimas para o desenvolvimento de uma comunidade biológica a ele associada.

    As características ambientais do biótopo, fração não viva de um ecossistema, são muito variadas, incluindo parâmetros físicos, químicos, bioquímicos e geológicos. Todos estes fatores contribuem para estabelecer as características particulares de cada ambiente. Estes parâmetros irão determinar as espécies que vão ocupar o ambiente, as quais deverão estar adaptadas para enfrentar os fatores limitantes e estressantes presentes.

    Parâmetros importantes dos Biótopos são quantidade de oxigênio, luz, matéria orgânica, salinidade, umidade relativa, tipo de substrato (arenoso, argila, silte, rocha), temperatura, entre outros. Ecólogos desenvolveram equipamentos e metodologias específicos para medir muitos dos parâmetros dos Biótopos, a fim de entender melhor a sua influência na distribuição e comportamento das espécies.

    Muitas variáveis ambientais podem flutuar ao longo do tempo, por exemplo, de acordo com a época do ano. Estas mudanças ambientais cíclicas são denominadas variações sazonais e são seguidas por alterações nas comunidades.

    Habitat e Nicho Ecológico

    O habitat de um organismo é o lugar onde ele vive, o ambiente ocupado por ele. O habitat representa então o espaço físico mais provável de se encontrar determinada espécie. Assim, o habitat dos macacos são as árvores da floresta; dos cupins é o interior da madeira; dos corais são as águas claras, rasas e quentes dos trópicos; das cracas são os costões rochosos, e assim por diante.

    O conceito de nicho ecológico é mais abrangente que o de habitat, pois considera não apenas o espaço utilizado pela espécie (habitat) mas também a sua posição na teia trófica da comunidade ( nicho trófico) e a sua relação com os fatores ambientais, ou seja, a área ideal para a ocorrência da espécie dentro do gradiente ambiental de temperatura, umidade, luminosidade, etc. (hipervolume). O nicho ecológico é portanto o local onde vive o organismo, suas exigências ambientais e sua relação com seus predadores e presas. É considerado portanto a identidade ecológica da espécie, como ela é e tudo o que ela faz.

    Uma espécie qualquer tem seu nicho teórico, ou mais tecnicamente nicho ideal, como a área de ação possível sem a presença de qualquer interferência externa, como a competição com outras espécies. No entanto, normalmente existem mais de uma espécie com hábitos e habitats semelhantes no mesmo ambiente, o que gera uma sobreposição de nichos, o que pode ser traduzido por competição. Este fato faz com que o nicho ideal, seja reduzido ao chamado nicho real, ou nicho realizado. Grupos de espécies com nichos semelhantes em uma mesma comunidade são chamados Guildas e em comunidades diferentes são denominados Equivalentes ecológicos.

    O tamanho dos nichos reais (realizados) varia muito de acordo com a espécie. Pode ser muito extenso, como por exemplo o dos animais migratórios, de vida longa e generalistas (têm variada dieta alimentar), ou extremamente reduzidos, como no caso de espécies parasitas internos de animais.

    Em muitos casos, quando ocorre sobreposição de nichos e competição, há uma tendência das populações se especializarem no uso e aproveitamento de recursos diferentes, ou ocuparem espaços distintos de um mesmo ambiente. Por exemplo, várias aves insetívoras (comedoras de insetos) podem coexistir em uma mesma floresta desde que cada uma se alimente em um estrato diferente da mesma (nas copas, nos troncos, no solo, etc), e isso realmente ocorre. A especialização gera uma redução no nicho ecológico das espécies mas por outro lado propicia a continuidade da sua sobrevivência no ecossistema. Os efeitos negativos e indesejáveis da competição entre espécies ecologicamente similares são evitados a todo o custo.

    Ecossistema

    Um ecossistema é representado por um conjunto de organismos vivendo e interagindo em uma área definida, com características ambientais típicas. Portanto, um ecossistema é uma unidade ecológica composta por uma fração viva, denominada biocenose, e uma fração não viva, o ambiente propriamente dito, denominada biótopo.

    Internamente o ecossistema é controlado por três grandes componentes fundamentais; a comunidade biológica presente, que se desenvolve e mantém através do fluxo de energia através dos diferentes níveis tróficos. A ciclagem de nutrientes proporciona a reposição dos minerais utilizados pela comunidade, através da decomposição.

    Todos os ecossistemas são sistemas abertos, ou seja, apresentam portas de entrada e saída de energia, essenciais para o seu equilíbrio. A energia entra no ecossistema sob a forma de luz solar, materiais, organismos., entre outras fontes. Pela porta de saída, energia e materiais processados são exportados para outros ecossistemas. A emigração de organismos também representa uma forma de saída de energia.

    O ecossistema é uma unidade ecológica extremamente complexa devido às numerosas interações existentes entre os organismos e entre eles e o ambiente. Basicamente as características do ecossistema podem ser classificadas como funcionais ou estruturais. Algumas características funcionais são as taxas de respiração, fotossíntese, produtividade e decomposição, enquanto que aspectos estruturais são a composição de espécies, diversidade, dominância, biomassa e densidade, entre outros.

    Toda a fauna e flora que compõe a biocenose do ecossistema é controlada biologicamente através das interações bióticas, principalmente predação e competição. Por outro lado, a abundância de espécies também é controlada pelos parâmetros ambientais como disponibilidade de nutrientes, oxigênio, luz, etc.

    Através destas interações e vínculos o ecossistema tende a atingir um estado de equilíbrio dinâmico, uma situação mais ou menos estável, denominada estado contínuo (steady state). O equilíbrio do ecossistema não representa uma situação estática, mas sim uma estabilidade dinâmica a qual reflete flutuações e variações em muitos parâmetros, por exemplo, ao longo do ano, de acordo com as estações (primavera, verão, outono e inverno). Assim, um ecossistema equilibrado pode perfeitamente apresentar diferenças cíclicas estruturais e funcionais ao longo do tempo.

    Atividades humanas destrutivas como a poluição, desmatamento, caça predatória, exploração industrial e comercial têm causado perturbações graves nos ecossistemas em todo o planeta. Uma vez que todos os compartimentos de um ecossistema estão interligados, qualquer perturbação em um deles afetará muitos outros. Isto significa que perturbações aparentemente pequenas podem ter conseqüências desastrosas e imprevisíveis para o ecossistema.

    Campos, praias, manguezais, costões rochosos, cavernas, regiões abissais, rios, lagos, estuários, bosques, florestas, desertos, recifes de coral e pântanos, são alguns exemplos de ecossistemas.

    Biodiversidade

    Cientificamente, o conceito de diversidade é um indicador ecológico relacionado com a quantidade de espécies e indivíduos presentes nos ecossistemas.

    Este parâmetro é constituído basicamente por dois componentes distintos: riqueza e dominância.

    A riqueza é a quantidade de espécies presentes no ambiente, enquanto que a dominância é um indicador da distribuição dos indivíduos em cada espécie. Diversidades elevadas ocorrem quando há grande numero de espécies (riqueza) e os indivíduos estão distribuídos em quantidades mais ou menos similares entre as espécies. Assim, um ambiente com 10 espécies, cada uma delas composta por uma população de 5 indivíduos, tem maior diversidade que um ambiente com as mesmas 10 espécies, mas tendo duas populações com 100 indivíduos cada e as outras oito populações com 7 indivíduos.

    A diversidade pode ser medida através de índices ecológicos, como os de Shannon, Margalef, entre outros, e são características fundamentais dos ecossistemas.

    O termo biodiversidade tem sido muito utilizado na última década, especialmente nos foros de discussões científicas e políticas envolvidos com a preservação do meio ambiente a nível global. Um bom exemplo disso é a convenção Eco-92, feita no Rio de Janeiro. Nessa ocasião, os diversos segmentos da sociedade a nível mundial consideraram a biodiversidade um ponto chave para o equilíbrio ecológico do planeta. Nesse contexto, ela é entendida como todos os organismos vivos presentes no planeta, distribuídos em espécies as quais povoam os mais diversos ecossistemas naturais na terra e nos oceanos. É portanto um termo mais geral, o qual não está vinculado a medidas ecológicas populacionais de cunho científico.

    Ainda não foi possível avaliar cientificamente se a biodiversidade é maior na terra (nos continentes, inclusive nos rios e lagos) ou no mar. Sabe-se por exemplo que em termos de grandes grupos, os oceanos comportam pelo menos 43 dos 70 Filos de organismos vivos presentes hoje no planeta.

    Em termos de ecossistema, pode-se dizer que manguezais, recifes de coral, florestas tropicais úmidas e a zona costeira dos oceanos são redutos especiais do planeta por possuírem a mais alta biodiversidade.

    A nível global a biodiversidade está sendo seriamente ameaçada pelas mais variadas ações antrópicas em todos os ambientes do planeta. A poluição do ar, oceanos, lagos rios e solo; a devastação das florestas como a Amazônia e a Mata Atlântica; a exploração descontrolada dos recursos naturais; a expansão imobiliária e a caça predatória são alguns exemplos das muitas causas da redução progressiva da Biodiversidade do planeta. Calcula-se que dezenas de espécies são extintas por ano em todo o mundo, muitas delas sem terem sido sequer descobertas, descritas e estudadas. O numero de espécies de peixes já descobertos no planeta é hoje de cerca de 21.000, mas todos os anos dezenas de novas espécies são encontradas, acreditando-se que este número seja superior a 28.000 espécies. Na Amazônia e nas regiões abissais dos oceanos residem centenas ou mesmo milhares de espécies ainda não descobertas.

    Cadeia Alimentar e Teia Trófica

    Este termo ecológico representa o vínculo existente entre um grupo de organismos presentes em um ecossistema, os quais são regulados pela relação predador-presa. É através da cadeia alimentar, ou cadeia trófica, que é possível a transferência de energia entre os seres vivos. É a unidade fundamental da teia trófica.

    - Existem basicamente dois tipos de cadeia alimentar, as que começam a partir das plantas fotossintetizantes e as originadas através da matéria orgânica animal e vegetal morta. As plantas são consumidas por animais herbívoros enquanto que a matéria orgânica morta é consumida pelos animais detritívoros. A cadeia alimentar é constituída pelos seguintes níveis:

    PRODUTORES

    São os organismos capazes de fazer fotossíntese ou quimiossíntese. Produzem e acumulam energia através de processos bioquímicos utilizando como matéria prima a água, gás carbônico e luz. Em ambientes afóticos (sem luz), também existem produtores, mas neste caso a fonte utilizada para a síntese de matéria orgânica não é luz mas a energia liberada nas reações químicas de oxidação efetuadas nas células (como por exemplo em reações de oxidação de compostos de enxofre). Este processo denominado quimiossíntese é realizado por muitas bactérias terrestres e aquáticas.

    CONSUMIDORES PRIMÁRIOS

    São os animais que se alimentam dos produtores, ou seja, são as espécies herbívoras. Milhares de espécies presentes em terra ou na água, se adaptaram para consumir vegetais, sem dúvida a maior fonte de alimento do planeta. Os consumidores primários podem ser desde microscópicas larvas planctônicas, ou invertebrados bentônicos (de fundo) pastadores, até grandes mamíferos terrestres como a girafa e o elefante.

    CONSUMIDORES SECUNDÁRIOS

    São os animais que se alimentam dos herbívoros, a primeira categoria de animais carnívoros.

    CONSUMIDORES TERCIÁRIOS

    São os grandes predadores como os tubarões, orcas e leões, os quais capturam grandes presas, sendo considerados os predadores de topo de cadeia. Tem como característica, normalmente, o grande tamanho e menores densidades populacionais.

    ANIMAIS CARNÍVOROS
    GRANDES PREDADORES

    CONSUMIDORES SECUNDÁRIOS
    ANIMAIS CARNÍVOROS

    CONSUMIDORES PRIMÁRIOS
    ANIMAIS HERBÍVOROS

    PRODUTORES
    ALGAS E VEGETAIS FOTOSSINTETIZANTES

    LUZ E NUTRIENTES
    TRANSFERÊNCIA DE ENERGIA PELA TEIA TRÓFICA

    DECOMPOSITORES OU BIOREDUTORES

    São os organismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica, transformando-a em nutrientes minerais que se tornam novamente disponíveis no ambiente. Os decompositores, representados pelas bactérias e fungos, são o último elo da cadeia trófica, fechando o ciclo.
    A seqüência de organismos relacionados pela predação constitui uma cadeia alimentar, cuja estrutura é simples, unidirecional e não ramificada, por exemplo:

    ALGA MOLUSCO PEIXE GOLFINHO
    produtor herbívoro carnívoro carnívoro
    cons. 1º cons. 2º cons. 3º cons. 4º

    No entanto, na natureza as espécies podem consumir muitos tipos de presas, podendo inclusive alimentar-se tanto de vegetais como de animais (espécies omnívoras). Isto faz com que as relações presa-predador se estabeleçam em teias alimentares, ou teias tróficas, que são constituídas por diversas cadeias alimentares interligadas. Normalmente as cadeias tróficas não possuem mais que 4 a 5 níveis tróficos devido a problemas relacionados à transferência de energia disponível de um nível a outro.

    Pirâmides Ecológicas

    Uma forma útil de se visualizar a estrutura de um ecossistema em termos de transferência de energia, densidade das populações e quantidade de matéria viva ao longo dos níveis tróficos é através das pirâmides ecológicas, as quais podem ser de vários tipos:

    PIRÂMIDES DE NÚMERO

    Cada bloco da pirâmide representa um nível trófico de uma cadeia alimentar, ou do próprio ecossistema (produtores, consumidores primários, secundários, terciários...). A largura no plano horizontal, de cada nível, é diretamente proporcional ao número de indivíduos presentes.
    Neste caso, é importante notar que o número de indivíduos não leva em conta o seu tamanho, volume, ou peso, sendo portanto uma medida que não avalia a quantidade total de matéria viva de cada nível trófico.

    PIRÂMIDES DE BIOMASSA

    Substitui-se o número dos indivíduos da pirâmide de número pela quantidade de matéria viva presente em cada nível trófico. Esta medida é dada em g/m2 ou g/m3.

    PIRÂMIDES DE ENERGIA

    Forma mais sofisticada de representação. Neste caso a largura de cada nível trófico (no plano horizontal) é proporcional não ao número de indivíduos ou quantidade de matéria viva, mas à quantidade de energia acumulada, sendo dada em calorias (Kcal).

    O formato final de uma pirâmide ecológica pode ser muito variado, dependendo da situação existente no ecossistema. Apesar de se esperar que as dimensões dos níveis tróficos inferiores sejam sempre maiores, isso nem sempre ocorre.

    Em outras palavras, nem sempre existem mais vegetais do que herbívoros, e assim por diante. No mar, por exemplo, é comum haver menos produtores ( fitoplâncton) do que seus consumidores (o zooplâncton herbívoro). isto ocorre porque o ciclo de vida destas microalgas é muito curto, e a dinâmica de predação é muito intensa.

    Apesar de não ser possível visualizar nas pirâmides ecológicas, uma maior quantidade de fitoplâncton é efetivamente produzida para que a massa de zooplâncton possa ser sustentada.

    O fluxo de energia é unidirecional

    A energia luminosa proveniente do sol entra no mundo vivo através da fotossíntese. As algas e plantas captam a energia da luz e a convertem em energia química, que fica armazenada nas moléculas orgânicas.

    Ao comerem seres fotossintetizantes, os consumidores primários aproveitam a energia das moléculas orgânicas ingeridas, usando-a em seus processos vitais e para fabricar suas próprias moléculaas. Os consumidores secundários, por sua vez, ao comerem os consumidores primários, usam as moléculas ingeridas como fonte de energia, e assim por diante. Portanto a transferência de energia na cadeia alimentar é unidirecional, isto é, sempre tem início com a captação de energia luminosa pelos produtores e termina pela ação dos decompositores.

    Dinâmica das Populações

    Populações são grupos de indivíduos da mesma espécie ocupando um determinado espaço. Ecologicamente, são a unidade por onde ocorre a transferência de energia dentro das cadeias e teias alimentares. Características básicas da população são a taxa de natalidade, a curva de crescimento, a taxa de mortalidade, distribuição etária, densidade e dispersão numérica no tempo e espaço.

    DENSIDADE

    É a relação entre o tamanho da população (quantidade de indivíduos) e a área ocupada por eles, por exemplo, 2.000 árvores por hectare de manguezal, ou 500 animais por metro quadrado de costão rochoso. Se levamos em conta a área total disponível, tem-se a densidade absoluta, enquanto que se levamos em conta a área efetivamente habitável pela população tem-se a densidade ecológica, esta última sempre maior que a primeira. Os fatores que afetam a densidade são principalmente a predação, competição intra e interespecífica, e variações sazonais ambientais (temperatura, umidade, luminosidade, etc).

    A densidade de uma população normalmente é dada em número de indivíduos, mas pode também ser expressa através de área ocupada pela espécie ou pela biomassa (por exemplo, 100 quilos por km2). Para avaliar a densidade das populações diversos métodos quantitativos são utilizados atualmente pelos pesquisadores. Estes podem ser destrutivos (onde os animais são recolhidos do ambiente durante as amostragens), ou não destrutivos (neste caso os organismos são contados no próprio ambiente). Cada uma destas categorias apresenta uma série de metodologias de amostragens, cada uma ajustando-se a objetivos específicos do pesquisador.

    MORTALIDADE

    Esta é uma característica da população a qual indica em que nível ocorre a mortalidade dos seus indivíduos. A taxa de mortalidade é calculada através do número de indivíduos mortos dividido pelo número de vivos no início de um período de tempo.

     M = m / Vi

    A probabilidade de vida, ou índice de sobrevivência, cálculo complementar à taxa de mortalidade é o número de sobreviventes dividido pelo número inicial de indivíduos, e muitas vezes é usado em substituição à mesma.

    Diversos cálculos e planilhas extremamente importantes para o entendimento da dinâmica de populações são utilizadas com informações de mortalidade, entre elas, as tabelas de vida (life tables), tabelas de tempo específico (expectativa de vida, ou longevidade), tabelas de vida dinâmicas, curvas de mortalidade, curvas de sobrevivência, etc. A explicação de cada uma delas não cabe nos objetivos deste trabalho.

    Finalmente é importante a diferenciação dos dois tipos de longevidade: a longevidade fisiológica é o tempo de vida esperado para um indivíduo sem qualquer intervenção externa negativa como predação, competição, doenças, ou estresse ambiental. Neste caso o indivíduo morre de velhice. Na longevidade ecológica, a expectativa de vida leva em conta a situação real encontrada pelos indivíduos de uma população no ambiente em que vivem. Logicamente a longevidade ecológica é consideravelmente menor.

    NATALIDADE

    Este parâmetro refere-se à capacidade de aumento numérico de uma população. A natalidade máxima (também chamada absoluta ou fisiológica) é a quantidade máxima de indivíduos novos possível de ser produzida na ausência de quaisquer fatores limitantes. A natalidade ecológica é a situação real do crescimento da população levando-se em conta todo o contexto ecológico onde vive a população. A natalidade é calculada dividindo-se o número de indivíduos novos pelo tempo.

    Uma forma mais precisa de se calcular a taxa de nascimento é dividindo-se o número de nascimentos por fêmea em cada faixa de idade, por unidade de tempo, uma vez que a capacidade reprodutiva varia com a idade.

    ESTRUTURA ETÁRIA

    Este parâmetro informa como a população se encontra em termos de idade. como se dividem os organismos jovens, adultos e velhos. As populações dividem-se em três períodos do ponto de vista ecológico: préreprodutivo, reprodutivo e pósreprodutivo. O comprimento de cada uma destas fases depende das características de cada espécie, como velocidade de desenvolvimento dos indivíduos, longevidade, capacidade reprodutiva, período de fertilidade, etc..

    Algumas espécies são capazes de reproduzir várias vezes por ano, outras reproduzem uma vez por ano em épocas bem definidas, e outras ainda podem reproduzir em períodos mais longos (por exemplo, bianualmente). Para se conhecer o potencial de produção de novos indivíduos, é necessário não só conhecer a proporção de indivíduos em fase reprodutiva, mas também como é o ciclo reprodutivo da espécie.

    A forma mais comum de se visualizar a estrutura etária de uma população é através da construção de uma pirâmide de idade, na qual todos os indivíduos são inseridos em categorias pré-determinadas (escala de idade). Populações em formação são caracterizadas por grande número de indivíduos jovens, na base da pirâmide, e poucos indivíduos velhos. Populações estabilizadas, sem crescimento e sem declínio, tendem a ter números similares em cada categoria de idade (jovem e adulto). Populações em declínio tem poucos indivíduos jovens e muitos adultos e velhos.

    CRESCIMENTO DAS POPULAÇÕES

    O crescimento das populações é resultante da taxa da natalidade, mortalidade, emigração e imigração. Se uma população se instala em um ambiente ideal, ilimitado e despovoado, ela tende a crescer geometricamente e infinitamente. O que refreia este crescimento são os fatores limitantes ambientais e as interações ecológicas com outras espécies, o que é definido como a resistência do meio.

    O potencial biótico é a capacidade de crescimento da população na ausência de tensores como competição, predação, falta de recursos como alimento e espaço. O crescimento sigmóide apresenta uma redução e estabilização no crescimento da população como reflexo destes fatores, denominados resistência do meio. Como resultante tem-se uma população em equilíbrio dinâmico. Isto é o que de fato acontece na natureza. O termo equilíbrio dinâmico significa que a população não permanece constante ao longo do tempo, mas sempre acompanhando as variações do próprio ambiente.

    Fatores Limitantes

    O pleno desenvolvimento de uma população no ecossistema depende principalmente das características do ambiente (biótopo). Para se desenvolver com sucesso em um ecossistema, as espécies buscam condições ambientais ótimas, ideais às necessidades de cada uma delas. Estas necessidades variam bastante de espécie para espécie, o que favorece a ocupação e uso dos diferentes habitats e nichos ecológicos disponíveis no ecossistema.

    Quando um fator ambiental qualquer apresenta-se em condições desfavoráveis (não ideais) a uma população, pode interferir na sua abundância e distribuição. Quando a condição deste fator ambiental atinge ou excede os limites de tolerância da espécie, torna-se um fator limitante. Neste caso a espécie tem duas opções possíveis, ou se adapta ou desaparece na área em questão.

    Nos ecossistemas aquáticos o oxigênio dissolvido pode ser considerado um bom exemplo de fator limitante. Muitas regiões são muito bem oxigenadas, enquanto que outras são pobres neste recurso. A água de alguns lagos e represas, rica em matéria orgânica (por exemplo originada dos despejos de esgotos), tem pouco OD (oxigênio dissolvido), o qual é absorvido pelas bactérias na decomposição dos resíduos orgânicos. Portanto, neste caso o oxigênio torna-se um fator limitante para os animais aquáticos como peixes e moluscos, os quais não conseguem sobreviver em condições de hipoxia (pouco oxigênio).

    Os sedimentos lodosos , como os presentes nos manguezais, também são pobres em oxigênio, ou mesmo anóxicos, com ausência total deste gás. Esta condição limita ou mesmo impede a ocorrência de espécies não adaptadas no ambiente.

    Nos ecossistemas terrestres, por outro lado, o oxigênio não é um fator limitante, uma vez que é um gás abundante na atmosfera. Por outro lado, a quantidade de luz pode ser insuficiente em determinados locais, bem como a disponibilidade de nutrientes, fatores estes que podem limitar a ocorrência de uma determinada espécie.

    Alguns exemplos de fatores limitantes mais comuns nos ecossistemas são:

  • quantidade de oxigênio
  • incidência de luz solar
  • disponibilidade de alimento e água
  • disponibilidade de refúgios
  • salinidade
  • temperatura
  • umidade do ar
  • profundidade
  • Os fatores limitantes são a base do conceito criado pelo ecólogo Justus Liebig (1840), denominado LEI DE LIEBIG, ou LEI DO MÍNIMO. Ela postula que o desenvolvimento de um organismo depende da disponibilidade de quantidades mínimas necessárias de macro e micro nutrientes presentes no ambiente. Existe um mínimo em relação a qualquer fator ambiental, o qual controla a distribuição e área de abrangência de uma espécie. Por outro lado, o excesso de algum fator ambiental, igualmente torna-o um limitante, como por exemplo excesso de água, luz ou calor. Portanto, as criaturas viventes apresentam limites de tolerância aos diversos fatores ambientais aos quais estão sujeitas. A amplitude destes limites depende das espécie e do parâmetro ambiental considerado.

    Ciclo da Água

    A água está distribuída no planeta da seguinte forma:

    DISTRIBUIÇÃO DAS ÁGUAS NO PLANETA VOLUME (Km3 )

    OCEANOS E MARES 1.370.000.000
    GELO 24.000.000
    ÁGUA EM ROCHAS E SEDIMENTOS 4.000.000
    LAGOS E RIOS 230.000
    ATMOSFERA (VAPOR) 140.000
    TOTAL 1.400.000.000

    O ciclo da água, ou ciclo hidrológico do planeta é movido pela energia solar. De toda a energia solar que chega à Terra, cerca de 1/3 é gasta na movimentação deste ciclo.

    Basicamente a água líquida evapora a partir da superfície da terra (rios, lagos, terra e oceano) formando as nuvens de vapor e em seguida precipitando-se novamente sob a forma líquida. Parte desta água penetra no solo formando reservatórios subterrâneos. No entanto, a quantidade de água sob a forma de vapor, ou seja, presente na atmosfera é muito pequena em relação aos outros compartimentos do ciclo hidrológico. 98% de toda a água do planeta encontram-se nos oceanos, e 90 % da água doce encontra-se sob a forma de gelo nos pólos.

    A evaporação é maior na área dos oceanos do que nos continentes. Por outro lado, chove menos nos oceanos do que evapora. Nos continentes a situação se inverte, ou seja, a quantidade de água das chuvas é maior que a da evaporação. O excesso de água das chuvas nos continentes é transportado pelos rios para o mar, suprindo então o déficit existente.

    O ciclo da água está intimamente relacionado com a temperatura global. Isto significa que alterações neste parâmetro tendem a alterar a quantidade de evaporação e o regime de chuvas no planeta.

    Pesquisadores de todo o mundo estão alertando para o aumento da temperatura média da Terra, devido ao efeito estufa. A longo prazo este aquecimento global pode ter como conseqüência o degelo das calotas polares, aumentando o nível dos mares. Atualmente, o nível do mar está aumentando a uma velocidade de alguns milímetros por década.

    Ciclo do Carbono

    O carbono é uma das dezenas de compostos essenciais para os seres vivos. Ele é o precursor das moléculas orgânicas, que constituem os tecidos dos animais e plantas. Originalmente este elemento encontra-se abundantemente na atmosfera terrestre sob a forma de gás carbônico (CO2). Constante troca de CO2 ocorre entre o mar e o ar, em um sistema equilibrado e tamponado. Este carbono é utilizado pelos vegetais fotossintetizantes para a síntese de matéria orgânica. Por isso estes organismos são classificados como produtores. Os compostos orgânicos produzidos a partir da fotossíntese são as proteínas, lipídios e açucares, todos ricos em carbono. Estes compostos servirão de alimento para os herbívoros e carnívoros ao longo de toda a cadeia alimentar.

    Com os processos bioquímicos de liberação de energia química, como a respiração e a fermentação, o carbono retorna ao ambiente para ser novamente utilizado pelos produtores, fechando-se o ciclo.

    O ciclo do carbono está sendo alterado pela atividade humana, principalmente devido a atividades envolvidas com a queima de combustíveis fósseis (carvão vegetal, petróleo e gás natural). Como conseqüência, a concentração de CO2, CO e Ch2, na atmosfera está aumentando. Um dos efeitos mais importantes deste aumento é a contribuição para o efeito-estufa (aumento da temperatura média na superfície da Terra).

    Fonte: paginas.terra.com.br

    Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal