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Fertilizantes

 

 

Os fertilizantes são materiais utilizados para proporcionar os nutrientes das plantas que são deficientes em solos.

Muitos fertilizantes são extraídos e purificados a partir de depósitos naturais da terra. Materiais como SulPoMag, cloreto de potássio e superfosfato triplo são todos produzidos a partir de minerais naturais.

Alguns materiais, tais como ureia e nitrato de amónio são sintéticos, mas proporcionar plantas com os mesmos nutrientes que se encontram naturalmente no solo.

A cor dos fertilizantes variam dependendo de onde foram extraídos, o grau de purificação e a presença de corantes adicionados.

Por exemplo, cloreto de potássio podem ser tanto cristais vermelhos, brancos ou incolores.

A cor de um fertilizante não indica a sua utilidade, o que realmente importa é o seu conteúdo de nutrientes.

Muitos materiais diferentes são utilizados como fertilizantes.

A seguir estão alguns dos fertilizantes comuns e os nutrientes que normalmente contêm. O nível real de nutrientes pode variar, dependendo da fonte.

Nutrientes essenciais

As plantas necessitam de 13 nutrientes químicos essenciais, sem os quais eles não vão sobreviver, crescer e se reproduzir.

Estes nutrientes essenciais são divididos em três categorias, com base no uso de plantas:

Nutrientes primários (necessários em grande quantidade pelas plantas):

O nitrogênio (N)
Fósforo (P)
O potássio (K)

Nutrientes secundários (necessários em quantidades menores pelas plantas):

Enxofre (S)
O cálcio (Ca)
O magnésio (Mg)

Micronutrientes (requerido pelas plantas em pequenas quantidades):

Zinco (Zn)
Ferro (Fe)
Cobre (Cu)
O manganês (Mn)
Boro (B)
Molibdênio (Mo)
Cloro (Cl)

Se estes nutrientes não estão presentes no solo em quantidades suficientes as plantas não vão desenvolver-se, e pode mesmo morrer. As deficiências mais comuns encontrados são os nutrientes primários (nitrogênio, fósforo e potássio), pois estes são na maior demanda por plantas que podem ser rapidamente esgotados de solo do jardim. As condições de solo ácido em nossa área também pode resultar em deficiências de nutrientes secundários (enxofre, cálcio e magnésio).

Os níveis de nutrientes em excesso também pode causar problemas. Por exemplo, o excesso de boro é tóxico para as plantas, enquanto o excesso de nitrogênio pode causar o crescimento vegetativo excessivo, floração ou frutificação atrasado, e pode poluir águas subterrâneas.

Estes nutrientes devem estar sob a forma química correta para que as plantas utilizam-los. Por exemplo, o azoto, o que representa cerca de 70% da atmosfera, devem ser convertidas por organismos do solo em amónio (NH4) ou nitrato (NO3) antes que as plantas podem utilizá-lo.

Além disso, estes nutrientes essenciais estão apenas disponíveis para as plantas, se eles são de uma forma solúvel em água, para a água transporta os nutrientes para as raízes das plantas. A maioria dos nutrientes essenciais encontrados no solo não estão em forma solúvel, mas são trancadas dentro de minerais do solo e / ou matéria orgânica. Intemperismo dos minerais do solo e da decomposição de matéria orgânica libera esses nutrientes, mas este processo é bastante lento.

Se os níveis de nutrientes essenciais disponíveis do seu solo são baixos, ou os nutrientes presentes não são de forma correta, você pode usar fertilizantes para fornecer rapidamente os nutrientes essenciais as plantas necessitam.

Tipos de fertilizantes

Fertilizantes complementar o fornecimento de nutrientes do solo, seja fornecendo nutrientes essenciais que estão faltando, ou o fornecimento de nutrientes essenciais na forma química correta para absorção pelas plantas.

Em geral, existem dois tipos de fertilizantes disponíveis (alguns fertilizantes são uma mistura destes dois tipos):

Fertilizantes sintéticos:

Estes são os fertilizantes que tenham sido fabricados ou refinados a partir de ingredientes naturais. Eles tendem a ser concentrado e o suprimento de nutrientes essenciais numa forma química que está imediatamente disponível para o uso de plantas. O impacto destes fertilizantes é geralmente imediata, mas de curta duração. A composição química exata destes fertilizantes é geralmente conhecido.

Fertilizantes sintéticos comuns incluem sulfato de amónio, cloreto de potássio, fosfato de monoamónio, ureia e processada.

Adubos orgânicos:

Estes são os fertilizantes que estão em sua forma natural, ou que tenham sido submetidos a processamento mínimo. Estes fertilizantes são geralmente menos concentrada do que fertilizantes sintéticos, e muitas vezes os nutrientes que eles contêm podem precisar de mais quebrar no solo antes que eles estão em uma forma disponível para as plantas. Apesar de atuação mais lenta do que os fertilizantes sintéticos, os efeitos dos fertilizantes orgânicos são mais duradouro. A composição química destes fertilizantes podem variar grandemente, e a produção de nutrientes apenas pode ser estimada.

Fertilizantes orgânicos comuns incluir o chorume, farelo de algodão, culturas de cobertura, peixe subprodutos, compostagem, minerais brutos, e farinha de ossos.

A maioria dos fertilizantes orgânicos, são produtos naturais, contêm uma mistura variável de nutrientes essenciais. Fertilizantes sintéticos, que são cuidadosamente formuladas, podem conter apenas um, ou vários, dos nutrientes essenciais.

Nutrientes secundários e micronutrientes podem ser adicionados ao seu solo, quer como emendas individuais (por exemplo, em pó de enxofre elementar), ou como parte de uma mistura de fertilizantes (estes são listados no rótulo).

Fonte: pnwmg.org

Fertilizantes

O QUE SÃO?

Fertilizantes ou adubos são compostos químicos ou orgânicos que visam suprir as deficiências em substâncias vitais à sobrevivência dos vegetais, são aplicados na agricultura com o intuito de aumentar a produção. Podem ser aplicados através das folhas (pulverização manual ou mecanizada ou ainda via irrigação) ou através do solo.

É bom lembrar que antes de se aplicar qualquer tipo de fertilizante ou corretivo de solo, deve-se antes fazer uma análise química do solo e em seguida encaminhá-la a um engenheiro agrônomo ou técnico agrícola, para que, dessa forma, não haja desperdícios e compras desnecessárias, ou ainda uso incorreto dos fertilizantes podendo acarretar perdas na produtividade com o uso desbalanceado dos nutrientes ( o excesso de um nutriente e a falta de outro pode deixar a planta muito sucetivel a doenças).

A instalação de sucessivas culturas agrícolas num solo terá tendência para lhe ir baixando a fertilidade, uma vez que a maior parte dos elementos que as plantas absorvem não voltam ao solo, isto é, são exportados para fora dos locais de onde foram retirados.

A progressiva intensificação cultural veio, no entanto, a exigir também, a utilização de produtos capazes de atuar mais rapidamente e com maior eficácia na alimentação das plantas.

Estas substâncias no seu conjunto designadas por fertilizantes, podem atuar nas produções mediante uma acção essencialmente direta, isto é, proporcionando às culturas uma maior disponibilidade dos elementos nutritivos que lhes são mais necessários, ou através de acções predominantemente indiretas, ou seja, exercendo uma influência benéfica nas diferentes características do solo. No 1º caso recebem a designação de adubos e no 2º caso são chamados de corretivos.

Convém salientar desde já, que os adubos e os corretivos devem sempre ser encarados como produto cujas acções se complementam mas não se substituem.

O êxito da aplicação dos fertilizantes vai depender da conveniente aplicação dos diversos fatores associados aos condicionalismos agroclimáticos e culturais, mas, em qualquer caso, é sempre indispensável começar por se saber quais são os fertilizantes que podem ser aplicados e quais as características que cada um deles possui.

Adubos, o que são?

Os adubos são produtos que, por apresentarem elevados teores de elementos nutritivos (sobretudo macronutrientes principais), vão atuar nas culturas de forma essencialmente direta, isto é vão permitir-lhes uma maior absorção dos nutrientes que elas exigem em quantidades mais elevadas

Estão divididos, relativamente à sua composição, em minerais e orgânicos. Sendo o objetivo deste trabalho dar a conhecer os fertilizantes orgânicos, apenas esclareceremos as funções dos adubos orgânicos.

A utilização de adubos orgânicos já vem de há muito tempo. Desde a altura da civilização Grega e Romana. Foi o resultado da necessidade cada vez maior, por parte destes povos, de conseguirem solos ricos o suficiente para os abastecer de alimentos. A adubagem orgânica, tem vindo a sofrer alterações com o decorrer dos tempos, devido a uma necessidade cada vez maior de alimentos.

Esta técnica consiste essencialmente no enterramento de vegetais, o que provoca uma série de problemas e dúvidas quanto á sua viabilidade económica. Além desses problemas, o emprego de adubos orgânicos deve ser preciso, ou seja, consoante o vegetal que cultivamos, devemos ter em conta o adubo utilizado. Por exemplo se quisermos uma grande disponibilidade de azoto no solo devemos considerar o enterramento de leguminosas. Outro ponto a considerar é que o vegetal utilizado deve estar num estado físico específico, ou seja, em fase de vegetação muito avançada.

Corretivos, o que são?

Embora os adubos desempenhem, normalmente, o principal papel na quantidde e até mesmo na qualidade das produções agrícolas, a sua ação só poderá manifestar-se de forma eficaz desde que no solo não existam outros fatores que, atuando desfavoravelmente, limitem a sua capacidade produtiva.

Desses diversos fatores assumem particular interesse no nosso país os que se referem à reacção e teor de matéria orgânica dos solos, cujo controlo deverá ser efetuado mediante a aplicação dos produtos genericamente designados por corretivos agrícolas.

Os corretivos, como já foi referido anteriormente, são fertilizantes que vão atuar por forma essencialmente indireta. De fato, embora os produtos utilizados como corretivos agrícolas possuam, quase sempre, elementos nutritivos e, como tal, susceptiveis de ter algum efeito fertilizante direto, a sua principal função é exercida indiretamente, ou seja, provocam a melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas dos solos.

Produtos que se incorporam ao solo com o fim de melhorar a sua condição física ou de corrigir a sua reacção química ou ainda para estimular a sua atividade biológica. A ação destas substâncias manifesta-se na melhoria da textura do solo, tornando-o mais permeável ao ar e à água ou menos resistente à penetração das raízes na sua reacção, conferindo-lhes a acidez mais apropriada ao desenvolvimento das plantas na solubilização dos nutrientes e ainda na atividade bioquímica do solo.

Tal como os adubos podem ser colocados em diferentes grupos consoante a sua origem e os seus efeitos.

Vamos apenas caracterizar os corretivos orgânicos, uma vez que é apenas a nossa função.

Os corretivos orgânicos têm por finalidade aumentar, ou pelo menos maner, o teor de matéria orgânica nos solos,, substância importantíssima.

Os corretivos orgânicos, por sua vez dividem-se em estrumes naturais e estrumes artificiais. Tomam-se como exemplo as substâncias resultantes dos tratamentos de lixos e dos esgotos, a sideração, as algas, as turfas, os detritos das culturas, entre outros.

Os adubos orgânicos são os corretivos mais frequentemente usados. Tanto a qualidade como composição, no caso dos adubos orgânicos, dos estrumes está dependente das idades dos animais e das suas dietas alimentares.

Os estrumes naturais têm diferentes nomes com base na sua origem.

Os estrumes naturais, são também, hoje em dia utilizados como fontes energéticas, obtendo-se como produtos resultantes outros corretivos orgânicos.

Os estrumes artificiais como o próprio nome indica não são obtidos naturalmente, ou seja, resultante de processos biológicos ou decomposição de vegetais e animas.

Estes estrumes são obtidos a partir de vários métodos, que obedecem, no entanto, todos eles a um princípio comum que é: humedecer os produtos vegetais, aplicar fermentos humificantes, fornecer conveniente alimentação a estes fermentos e comprimir bem a pilha depois de se iniciar a fermentação. Como fermentos humificantes temos normalmente camadas de estrume natural ou artificial intercaladas com camadas de detritos a tranformar. Estes estrumes têm um período de formação um pouco elevado, ou seja, de 3 a 4 meses. Quando devidamente fabricados, os estrumes artificiais têm propriedades muito semelhantes às dos naturais. Infelizmente o custo de mão-de-obra e a escassez da matéria-prima colocam estes corretivos como hipóteses pouco viáveis do ponto de vista económico.

Fonte: campus.fortunecity.com

Fertilizantes

Fertilizantes
Fertilizantes

Por que usar fertilizantes

Fertilizantes são essenciais para atender à demanda mundial por alimentos

As plantas precisam de sol, água e nutrientes para crescer. Os nutrientes podem ser tomadas a partir do ar ou do solo. Se não houver uma ampla oferta de nutrientes no solo, as culturas são mais propensos a crescer bem e produzir altos rendimentos. Se até mesmo um dos nutrientes necessários é escasso, o crescimento das plantas é limitado e as colheitas são reduzidos.

Os fertilizantes são necessários para se obter rendimentos elevados porque eles fornecem as culturas com os nutrientes carece do solo.

Ao adicionar fertilizantes, a produtividade das culturas muitas vezes pode ser duplicaram ou mesmo triplicaram.

O fertilizantes asseguram o uso mais eficaz de terra e água. Onde a precipitação é baixa ou as culturas irrigadas, o rendimento por unidade de água utilizada pode ser mais do que duplicou e a profundidade de enraizamento da cultura aumentaram através da aplicação de fertilizantes.

Cada nutriente para as planta, se necessário em quantidades pequenas ou grandes, tem um papel específico no crescimento das plantas e produção de alimentos.

Um nutriente não pode ser substituído por outro.

Nitrogênio N

Melhora o crescimento e produção das culturas

O nitrogênio é o motor de crescimento da planta. É feita a partir do solo sob a forma de nitratos ou de amônio. Como constituinte essencial de proteínas, o nitrogênio é envolvido em todos os principais processos de desenvolvimento da planta e formação de rendimento.

Fósforo P (fosfato)

Acelera a maturidade, colheita e melhora a qualidade

O fósforo desempenha um papel chave na transmissão de energia. É essencial para a fotossíntese e outro químico-fisiológico. O fósforo é indispensável para a diferenciação das células, bem como para o desenvolvimento dos tecidos que formam os pontos de crescimento de uma planta. A maioria dos solos naturais e agrícolas são deficientes de fósforo. Quando há problemas com a fixação de fósforo, isso também limita a sua disponibilidade.

Potássio K

Ajuda a combater doenças das culturas e melhora a qualidade

Potássio ativa mais de 60 enzimas, (as substâncias químicas que governam a vida e desempenham um papel vital em carboidratos e síntese de proteínas). Além disso, melhora o regime hídrico de uma planta e aumenta a tolerância à seca, geada e salinidade. As plantas que estão bem fornecidos com potássio são menos afetadas pela doença.

Uso de fertilizantes

A instalação de sucessivas culturas agrícolas em um solo terá tendência para lhe ir baixando a fertilidade, uma vez que a maior parte dos elementos que as plantas absorvem não voltam ao solo, isto é, são exportados para fora dos locais de onde foram retirados. A progressiva intensificação cultural veio a exigir a utilização de produtos capazes de atuar mais rapidamente e com maior eficácia na alimentação das plantas. Estas substâncias no seu conjunto designadas por fertilizantes, podem atuar nas produções mediante uma ação essencialmente direta, isto é, proporcionando às culturas uma maior disponibilidade dos elementos nutritivos que lhes são mais necessários, ou através de ações predominantemente indiretas, ou seja, exercendo uma influência benéfica nas diferentes características do solo.

No 1º caso recebem a designação de adubos e no 2º caso são chamados de corretivos, esses devem ser encarados como produtos cujas ações se complementam, mas não se substituem. Por outro lado, os fertilizantes podem ser considerados contaminantes, por causarem desvios na composição normal do meio ambiente, quando fornecem quantidades variáveis de elementos traços (Malavolta, 1994), muitos deles reconhecidos como metais pesados e outros como micronutrientes para plantas e animais. Os micronutrientes, em baixa concentração, são elementos necessários para o desenvolvimento das plantas, sendo eles o Boro, Cobalto, Cobre, Ferro, Manganês, Molibdênio e Zinco.

Os fertilizantes dividem-se em: minerais, constituídos de compostos inorgânicos, fertilizantes orgânicos, constituídos de compostos orgânicos de origem natural, vegetal ou animal ou ainda fertilizantes organo-minerais, resultante da mistura de fertilizantes orgânicos e minerais. Dentre os compostos usados, o fósforo é frequentemente limitante à produtividade nos mais diversos ambientes. Além disso, em agro-ecossistemas, há perda constante de fósforo pela exportação de alimentos e fibras sendo necessária a reposição do elemento via adubação.

Atualmente, as principais fontes de fósforo são os superfosfatos, os quais são obtidos após o tratamento ácido de rochas fosfatadas, como a apatita, por exemplo. Mas nas rochas fosfatadas ocorre a presença de cádmio, metal pesado prejudicial à saúde, o qual pode estar presente como contaminante - indesejável do ponto de vista ambiental - em variadas proporções. Além do cádmio, tais fertilizantes contituem-se, ainda, em fontes potenciais de urânio, segundo Santos e outros (1995), e de outros elementos radioativos aos quais os agricultores ficam expostos, normalmente por inalação ou por contato direto com a pele, quando há aplicação manual.

Pesquisas realizadas em solos da camada arável (0 – 20 cm de profundidade), na região nordeste do Vale do Rio São Francisco (Petrolina / Joazeiro), foram encontrados teores muito altos de fósforo em muitas dessas amostras ( 41%) indicando que essas áreas vêm recebendo adubação fosfatada em excesso, o que pode resultar em desequilíbrios nutricionais como, por exemplo, a indução de deficiência de Zinco nas plantas. Contatou-se que quanto maior o teor de fósforo disponível observado no solo, maior o teor de Cádmio extraível obtido. O acúmulo detectado no solo, no entanto, não fornece indicação direta de sua biodisponibilidade. Tais informações dependem de pesquisas em que seja avaliado também qual o grau de absorção e translocação do metal nas plantas. Mesmo em solos com altos teores totais de elementos tóxicos, sua absorção pelas plantas é, muitas vezes, pouco afetada, devido ao poder tamponante do solo, formando quelatos com vários metais. Essa propriedade do solo, porém, é variável nos inúmeros tipos de solo, sendo maior em solos mais ricos em oxi-hidróxidos de ferro e de alumínio e em matéria orgânica, e menor em solos arenosos, os quais liberam mais facilmente o que lhes é adicionado.

O manejo adequado do solo, para evitar a sua contaminação, está na relação entre a aplicação de nutrientes adequados para cada tipo de cultura e característica do solo, em dosagem certa, em conjunto com diversos outros fatores: preparo da terra, variedade, adaptação climática, espaçamento, disponibilidade de água, conservação de solo, etc.

O que são

Os fertilizantes são compostos químicos utilizados na agricultura para aumentar a quantidade de nutrientes do solo e, consequentemente, conseguir um ganho de produtividade. Atualmente, são muito utilizados, ainda que paguemos um alto preço por isso.

Entre os problemas estão: a degradação da qualidade do solo, a poluição das fontes de água e da atmosfera e aumento da resistência de pragas.

Tipos de fertilizantes

Existem dois grandes grupos de fertilizantes: os inorgânicos e os orgânicos. O primeiro é formado por compostos químicos não naturais, feitos a partir de nutrientes específicos, necessários ao crescimento das plantas.

Os mais comuns levam nitrogênio, fosfatos, potássio, magnésio ou enxofre e a maior vantagem desse tipo de fertilizante está no fato de conter grandes concentrações de nutrientes que podem ser absorvidos quase que instantaneamente pelas plantas.

A fabricação dos fertilizantes nitrogenados

Os fertilizantes nitrogenados estão entre os mais utilizados e são os que causam maior impacto ambiental. De acordo com a Associação Internacional de Fertilizantes (IFA), a produção desses compostos é responsável por 94% do consumo de energia de toda produção de fertilizantes. Os principais combustíveis utilizados são o gás natural (73%) e o carvão mineral (27%), ambos fósseis, cujas emissões de dióxido de carbono (CO²) contribuem com o processo de desequilíbrio do efeito estufa, logo, favorecem o processo de aquecimento global. A fabricação consome aproximadamente 5% da produção anual de gás natural.

O nitrogênio é extremamente importante para o crescimento e desenvolvimento das plantas, causando a atrofia quando ausente. Na atmosfera, é encontrado apenas na forma de N², não metabolizável por plantas ou animais. Os principais fertilizantes de nitrogênio são a amônia e seus derivados, como a ureia e o ácido nítrico, que proporcionam um nitrogênio de forma assimilável.

A produção de fertilizantes nitrogenados se dá através do processo de Haber-Bosch. Nele, o nitrogênio (N²) presente na atmosfera é captado e misturado com o metano (CH4) do gás natural e com algum composto de ferro, como o óxido de ferro, que serve como catalisador da reação. Com o calor da queima do gás natural e com mudanças de pressão, a amônia é formada. Ainda de acordo com a IFA, apenas 20% da amônia produzida não é utilizada na agricultura.

Ao fertilizante entrar em contato com o solo, e aqui reside o grande problema, ocorre reação química em que bactérias, principalmente as do gênero Pseudomonas liberam óxido nitroso (N2O), um poderoso gás de efeito estufa com potencial 300 vezes superior ao do dióxido de carbono (CO2). O processo de Haber-Bosch se assemelha ao ciclo do nitrogênio realizado pelas bactérias na natureza. A diferença é que ao invés de devolver N2 à atmosfera, ele devolve um gás que contribui para as mudanças climáticas no planeta.

O processo de extração do N2 da atmosfera é uma das mais preocupantes atividades realizadas pelo homem. Em 2009, um grupo de 29 cientistas publicou um estudo sobre as ações humanas e seus limites para a manutenção da vida no planeta. Os pesquisadores sugerem um limite anual de 35 milhões de toneladas de N2 extraídas do ar. Enquanto isso, atualmente, 121 toneladas do gás são removidos da atmosfera todo ano.

Fonte: www.ebah.com.br/www.eurochem.ru

Fertilizantes

Fertilizantes
Fertilizantes

O QUE SÃO?

Normalmente, as plantas são capazes de produzir seu próprio alimento, retirando do solo, da água e das condições de luminosidade, tudo o que precisam para crescerem fortes e sadias.

No entanto, nem sempre as condições são ideais para que elas possam realizar essa tarefa satisfatoriamente: é aí que entra em cena a fertilização, garantindo os nutrientes necessários para um crescimento saudável.

Ter plantas bonitas até mesmo dentro de casa é o sonho de muitas pessoas. Acontece que com o passar do tempo, a terra dos vasos, jardineiras ou mesmo do jardim começa a ficar esgotada, além de nem sempre conter boas doses de nutrientes. Nessa hora, temos de dar uma mãozinha para a natureza e reforçar a nutrição das plantas. Não é difícil perceber quando as plantas estão apresentando sinais de nutrição deficiente.

Estes são os mais comuns:

O crescimento se torna lento;
Espécies floríferas apresentam floração pobre ou ausente, com colorido apagado e sem vida;
A planta fica com os caules e as hastes fracas e debilitadas;
A folhagem apresenta-se pequena, com folhas miúdas, sem brilho ou amareladas.
As folhas inferiores caem com facilidade e a planta fica menos resistente ao ataque de pragas ou doenças.

Como aplicar um fertilizante?

Antes de tudo, é preciso lembrar que existem vários tipos de fertilizantes disponíveis no mercado: em pó, líquido, na forma de cristais solúveis, em bastões ou em pastilhas. Os fertilizantes em pó, cristais solúveis e líquidos são bem práticos - é só diluir em água. Já os fertilizantes em forma de bastões ou pastilhas são colocados diretamente na terra e têm a vantagem de apresentar uma ação lenta e gradativa, pois vão liberando os nutrientes aos poucos. Por outro lado, eles tendem a concentrar os sais minerais na área de terra em que foram fixados, podendo queimar as raízes mais próximas.

Existem, também, os chamados adubos foliares que, diluídos em água, são aplicados em aspersão sobre as plantas. É o tipo de fertilizante mais recomendado quando se deseja um efeito imediato, em plantas muito subnutridas.

O que eles têm

Normalmente, as plantas necessitam de três elementos essenciais para o seu bom desenvolvimento: Nitrogênio, Fósforo e Potássio: a famosa "trinca" NPK.

Veja porque eles são tão importantes:

(N) Nitrogênio: Fabrica a clorofila e estimula o crescimento de folhas e brotos. Uso: Em todos os tipos de folhagens de interior

(P) Fósforo: Ajuda a produzir raízes saudáveis e estimula o surgimento dos botões de flores. Uso: Em todos os tipos de plantas de interior, principalmente floríferas

(K) Potássio: Produz folhas saudáveis e estimula a produção de flores e frutos. Uso: Todas as plantas floríferas, com bulbos e plantas com frutos

Além destes elementos, microelementos como o ferro, zinco, cobre, manganês e magnésio também fazem parte da maioria das fórmulas. Eles participam de processos essenciais como a fotossíntese e a respiração. Os elementos mais importantes geralmente vêm descritos com seus símbolos e as respectivas porcentagens.

Por exemplo: NPK 10-20-10.

Quando há comida demais

Fertilizar uma planta em excesso pode ser tão prejudicial quanto deixar de fazê-lo. É preciso não confundir fertilizante com remédio, por isso, antes de mais nada, procure determinar as causas de uma planta fraca e pouco saudável. Às vezes, o problema pode ser causado por um ataque de pragas e doenças.

Nesse caso, é preciso tratar a planta para acabar com o mal.

Outro cuidado: use sempre as doses indicadas na embalagem dos produtos. No caso de dúvida, aplique sempre uma dose menor.

Adubação em excesso só traz problemas, veja o que pode ocorrer, quando a "comida" é demais:

Surgimento de manchas amarronzadas nas folhas, parecendo queima;
Folhas com as bordas murchas ou enroladas;
Má formação das folhas;
Distúrbios no desenvolvimento: a planta pode ficar mais ativa no inverno e crescer menos na primavera e verão, por exemplo;
Surgem massas ou crostas brancas na superfície da terra ou dos vasos, principalmente nos de barro ou cerâmica;
Em casos mais graves, a planta pode secar temporariamente e até morrer.

FUNÇÃO

A produtividade das culturas é conseqüência da ação conjunta de vários fatores: preparo da terra, variedade, adaptação climática, nutrição, espaçamento, disponibilidade de água, conservação de solo, mão-de-obra especializada, etc.

A produtividade será máxima, quando todos os fatores estiverem à disposição da cultura, no entanto, a nutrição é o fator que mais contribui para o rendimento.

Há mais de um século sabe-se que as plantas necessitam de treze elementos essenciais: nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg), enxofre (S), zinco (Zn), boro (B), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo), Cloro (Cl).

Alguns deles são requisitados em menor e outros, em maior quantidade. Nutrir uma planta, do ponto de vista agronômico, não significa simplesmente estimar suas exigências minerais e fornecer insumos concentrados. Embora os fertilizantes minerais (químicos) sejam mais difundidos, mais fáceis de adquirir, transportar, armazenar e distribuir mecanicamente no solo; não quer dizer que sejam perfeitos.

Seu principal atributo, a solubilidade, por três razões, nem sempre é vantajoso:

a) Doses excessivas de sais solúveis podem intoxicar as plantas, além de salinizar e acidificar os solos.

b) Os vegetais não absorvem os nutrientes apenas porque estes ocorrem em abundância. Existem peculiaridades na absorção de cada elemento, tais como: ph, presença de antagônicos, espécie iônica, teor nas células, temperatura, aeração, nível de CO2, etc. Isto significa que, o nutriente deve estar no lugar certo, em quantidade adequada e no momento mais propício para ser aproveitado.

c) Em solos tropicais, as chuvas abundantes promovem a lixiviação de alguns nutrientes; enquanto que, a acidez, associada à elevada capacidade de adsorção, provoca a imobilização de outros; neste ambiente, os sais solúveis ficam mais susceptíveis às perdas. Preconiza-se, então, promover, no solo, melhores condições físicas, químicas e biológicas, para o aproveitamento dos nutrientes presentes e dos adicionados. Os solos que correspondem à tais considerações foram formados sob ação da intempérie, comum nas regiões mais quentes e chuvosas.

A água abundante lixiviou boa parte dos nutrientes e acidificou o meio. O calor e o tempo, associados à umidade, degradaram as argilas mais complexas e proporcionaram condições para a rápida decomposição da matéria orgânica. Os solos gerados nessas condições são mais pobres, profundos, ácidos, com baixo teor de matéria orgânica. São também conhecidos como latossolos.

Além disso, a presença do homem agravou as transformações a medida que consumiu a fertilidade original sem uma reposição proporcional e degradou a estrutura ao introduzir um manejo mecanizado sem adequações. No entanto, esta situação não impediu o desenvolvimento da agricultura, mas, certamente, a tornou altamente dependente de práticas de conservação, que visam reconstruir a estrutura perdida. Caso contrário, os plantios sucessivos provocariam a completa exaustão e a baixa produtividade.

A fertilidade do solo, por sua vez, é resultado da combinação de fatores físicos, químicos e biológicos, capazes de, em conjunto, propiciar as melhores condições para obtenção de altos rendimentos. A matéria orgânica, ou húmus, interfere em todos esses fatores. Práticas que visam conservar ou aumentar o teor de matéria orgânica do solo ( por exemplo: combater a erosão, manter a cobertura vegetal, rotação de culturas, descanso, etc.) são as mais eficazes para proporcionar rendimentos elevados às culturas.

São as propriedades coloidais do húmus, principalmente aquelas relacionadas à agregação das partículas, que conferem estabilidade estrutural ao solo. Em conseqüência dos agregados, formam-se macro e microporos, responsáveis pela aeração e pela capacidade de retenção de água, respectivamente. As propriedades químicas do húmus são representadas principalmente pelo fornecimento de nutrientes essenciais; pela interação com as argilas formando o complexo argilo-húmico, responsável pela majoração da capacidade de troca catiônica (predominância de cargas negativas em relação às positivas); pelo poder complexante sobre metais; pela ação sobre a disponibilidade do fósforo; pela ação estabilizante sobre variações ambientais no solo (modificações no ph, temperatura, teor de umidade, teor de gás carbônico, teor de oxigênio, etc.). Não há como dissociar, uma agricultura próspera, duradoura e sustentável, de um solo rico em húmus.

As principais vias para atingir esta situação não são excludentes, ou seja, devem ser empregadas, preferencialmente, de maneira conjunta, são elas: as práticas conservacionistas (já mencionadas) e adubação orgânica. Fertilizantes orgânicos, ricos em húmus, à medida que são aplicados, modificam as propriedades físicas do solo, promovendo a formação de agregados. Em conseqüência disso, aumentam a porosidade, a aeração, a capacidade de retenção de água, etc.

Paralelamente, aumenta-se a capacidade de troca catiônica (CTC) do meio, ou seja, os nutrientes catiônicos, Ca, Mg e K, anteriormente transportados juntamente com a água das chuvas, passam a permanecer disponíveis para as raízes, em quantidades maiores e por mais tempo. Alguns ácidos orgânicos, liberados pelo fertilizante diminuem a adsorção (imobilização) do P.

Nessas condições, diminuem também as variações de ph, tornando mais raras as necessidades de calagem (aplicação de calcário no solo para elevar o ph). Além disso, os fertilizantes solúveis, aplicados nestas condições, serão mais bem aproveitados pelas plantas e sua ação sobre a acidez e a salinização do solo diminuirá substancialmente.

Se fossemos sintetizar as funções dos fertilizantes orgânicos, empregaríamos apenas uma expressão, muito usada no meio agrícola: "engordam o solo".

Fonte: www.jardimdeflores.com.br

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