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Água Salgada

 

Água Salgada

"A Terra é Azul"

“A Terra é azul”, constatou Yuri Gagarin, o primeiro e privilegiado astronauta que a avistou lá de cima. Muita gente acha erroneamente que o planeta Terra deveria se chamar "planeta água", porque afirmam que o planeta é formado por 77% de água; vejam como falta estudo para esse pessoal porque, a Terra tem essa porcentagem de água considerando apenas sua extensão superfícial (como a casca de uma laranja); em volume considerando a dimensão da profundidade, a Terra em sua maioria é sólida mesmo.

97,5% de toda água da Terra é salgada, apenas 2,5% da água do planeta é doce. De toda água do planeta, 1,72% são água doce congelada nas calotas polares e geleiras e 0,75% estão em forma de água doce subterrâneas; restando apenas 0,02% de água contida em plantas e animais e só 0,01% de toda água do planeta está disponível em rios, lagos e represas.

Se pegarmos uma garrafa com 1,5 litro de água e a dividirmos proporcionalmente, como a encontramos no planeta, a quantidade de água doce disponível seria equivalente a uma única e insignificante gota.

Mares e Oceanos

Água Salgada
Mares e Oceanos

Muitas regiões do planeta não possuem quantidade suficiente de água doce. O aumento da população mundial e a poluição são outros fatores comprometedores ao uso dessa água, que pode acabar se não forem tomadas medidas para seu uso sustentado e garantia da sua renovação. Uma das alternativas para regiões que possuem escassez de água doce é a utilização de água com alta concentração de sais, como a água salobra (muito comum nos aqüíferos subterrâneos do Nordeste Brasileiro) e a água do mar. Para torná-las potáveis, ou seja, apropriada ao consumo humano, é necessário fazer a dessalinização.

Trata-se de um processo que exige alto investimento e recursos tecnológicos complexos para a produção em larga escala. Neste caso, o preço da água para o consumidor final torna-se muito mais elevado, devido à menor oferta e gastos envolvidos para torná-la potável.

A Sabesp não trata a água por meio do processo de dessalinização. Tal sistema é utilizado em alguns países, como Arábia Saudita, Israel e Kuwait, além de ser usado por equipes de navios que ficam meses no mar ou pesquisadores residindo em regiões desprovidas de água doce.

Na ilha de Chipre, a água do mar abastece a população e os lençois freáticos que foram reduzidos pela exploração exagerada. Diversos governos e instituições investem em pesquisas para o desenvolvimento de processos de dessalinização que sejam eficientes, adequados às características regionais e que tenham um custo reduzido, pois esse tipo de tratamento é muito mais caro que o convencional.

Os principais processos de dessalinização são:

Osmose Reversa - o processo de dessalinização por osmose reversa ocorre quando é exercida pressão em uma solução salina. A água atravessa uma membrana semipermeável, com poros microscópicos, que retém sais, microorganismos e outras impurezas.

Dessa maneira, a água pura "sai" da solução salgada e fica separada em outro local.

Um dos pontos principais desse processo é a fabricação de membranas osmóticas sintéticas, uma tecnologia de ponta, criada inicialmente para uso em processos industriais. O aumento constante da produção vêm barateando o custo desse produto, facilitando o acesso à tecnologia.

Dessalinização Térmica - é um dos processos mais antigos, imitando a circulação natural da água. O modo mais simples, a "destilação solar", é utilizada em lugares quentes, com a construção de grandes tanques cobertos com vidro ou outro material transparente.

A luz solar atravessa o vidro, a água do líquido bruto evapora, os vapores se condensam na parte interna do vidro, transformando-se novamente em água, que escorre para um sistema de recolhimento.

Dessa forma, separa-se a água de todos os sais e impurezas. Em lugares frios ou com carência de espaço, esse processo pode ser feito gerando-se calor através de energia. A melhor solução, neste caso, é a utilização de energia solar, que é mais barata, não consome recursos como petróleo e carvão e não agride o meio ambiente.

Congelamento - quando congelamos a água, produzimos gelo puro, sem sal. Então, através do congelamento/ descongelamento pode-se obter água doce. Esse método não foi testado em larga escala, porém, existem propostas para a utilização de calotas polares (onde está boa parte da água doce do planeta) para obtenção de água pura.

No entanto, teme-se que a água de descongelamento de calotas polares possa trazer problemas, como, por exemplo, uma nova propagação de vírus, já erradicados ou controlados, que podem ter ficado congelados.

Água Salgada
Mares e Oceanos

Fonte: www.agua.bio.br

Água Salgada

A dessalinização de águas salgadas ou salobras acontece quando a mesma passa a vapor e se torna doce depois que se condensa - CONDENSAÇÃO- ou então através do processo da OSMOSE REVERSA quando a água passa por membranas filtrantes. Nos oceanos pode estar a principal solução para o atendimento das futuras demandas de água doce, já que são possuidores de 95,5% da água existente no Planeta.O principal problema a ser resolvido ainda é o custo dos processos que envolvem grande consumo de energia. Aliás esses processos há muito tempo já são utilizados nos navios e nas plataformas de petróleo.

Principais Processos para Dessalinização da Água do Mar:

Destilação

Osmose reversa

A dessalinização da água salgada ou salobra, do mar, dos açudes e dos poços, se apresenta como uma das soluções para a humanidade adiar ou vencer a crise da ÁGUA que já É REAL EM DETERMINADAS REGIÕES DO PLANETA.

Atualmente muitos países e cidades já estão se abastecendo totalmente ou parcialmente de água doce extraída da água salgada do mar que, embora ainda a custos elevados, se apresenta como uma alternativa, concorrendo com o transporte em navios tanques, barcaças e outros. Alguns países árabes simplesmente "queimam" petróleo para a obtenção de água doce através da destilação, uma vez que o recurso mais escasso, para eles, é a água.

O consumo de água doce no mundo cresce a um ritmo superior ao do crescimento da população, restando, como uma das saídas, a produção de água doce, retirando-a do mar ou das águas salobras dos açudes e poços. O uso das fontes alternativas de energia, como a eólica e a solar, apresenta-se como uma solução para viabilizar a dessalinização, visando o consumo humano e animal.

Parte da Região Nordeste do Brasil é caracterizada por condições semi-áridas, com baixa precipitação pluviométrica (cerca de 350 mm/ano) e por um solo predominantemente cristalino, que favorece a salinização dos lençóis freáticos. Até agora as iniciativas se restringiram a soluções paliativas, como a construção de açudes e a utilização de carros pipa.

A dessalinização de água através de osmose reversa apresenta-se como uma alternativa a mais, uma vez que possui um menor custo quando comparado com outros sistemas de dessalinização. Além de retirar o sal da água, este sistema permite ainda eliminar vírus, bactérias e fungos, melhorando assim a qualidade de vida da população.

O seu funcionamento está baseado no efeito da pressão sobre uma membrana polimérica, através da qual a água irá passar e os sais ficarão retidos,podendo-se ainda aproveitar a salmoura. A integração com a energia eólica pode ser interessante nos locais com baixo índice de eletrificação, tornando o sistema autônomo.

Histórico dos processos de dessalinização:

Em 1928 foi instalado em Curaçao uma estação dessalinizadora pelo processo da destilação artificial, com uma produção diária de 50 m3 de água potável.

Nos Estados Unidos da América as primeiras iniciativas para o aproveitamento da água do mar datam de 1952, quando o Congresso aprovou a Lei Pública número 448, cuja finalidade seria criar meios que permitissem reduzir o custo da dessalinização da água do mar. O Congresso designou a Secretaria do Interior para fazer cumprir a lei, daí resultando a criação do Departamento de Águas Salgadas.

O Chile foi um dos países pioneiros na utilização da destilação solar, construindo o seu primeiro destilador em 1961.

Em 1964 entrou em funcionamento o alambique solar de Syni, ilha grega do Mar Egeu, considerado o maior da época, destinado a abastecer de água potável a sua população de 30.000 habitantes.

A Grã-Bretanha, já em 1965, produzia 74% de água doce que se dessalinizava no mundo, num total aproximado de 190.000 m3 por dia.

No Brasil, algumas experiências com destilação solar foram realizadas em 1970, sob os auspícios do ITA- Instituto Tecnológico da Aeronáutica, em São José dos Campos.

Em 1971 as instalações de Curaçao foram ampliadas para produzir 20.000 m3 por dia.

Em 1983, o LNEC- Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa- Portugal, iniciou algumas experiências com o processo de osmose reversa, visando, sobretudo, o abastecimento das ilhas dos Açores, Madeira e Porto Santo.

Em 1987, a Petrobrás iniciou o seu programa de dessalinização de água do mar para atender às suas plataformas marítimas, usando o processo da osmose reversa, tendo esse processo sido usado pioneiramente, aqui no Brasil, em terras baianas, para dessalinizar água salobra nos povoados de Olho D`Água das Moças, no município de Feira de Santana, e Malhador, no município de Ipiara.

Atualmente existem cerca de 7.500 usinas em operação no Golfo Pérsico, Espanha, Malta, Austrália e Caribe convertendo 4,8 bilhões de metros cúbicos de água salgada em água doce, por ano. O custo, ainda alto, está em torno de US$ 2,00 o metro cúbico.

As grandes usinas de dessalinização da água encontram-se no Kuwait, Curaçao, Aruba, Guermesey e Gibraltar, abastecendo-os totalmente com água doce retirada do mar.

Jorge Rios

Fonte: www.profrios.hpg.ig.com.br

Água Salgada

Os mares e os oceanos representam 71% da superfície da Terra, isto é, 360 milhões de km2, e 9% dos recursos hídricos do planeta.

São uma fonte abundante de recursos biológicos e naturais, comparável ou mesmo superior às florestas tropicais.

Constituem também um recurso económico e uma reserva energética, são essenciais para determinar o clima da Terra e representam sistemas muito produtivos, que reciclam constantemente os produtos químicos, os nutrientes e a água. 40% cento da população mundial vive num raio de 60km da costa e 35 milhões de pessoas dependem da pesca.

Os oceanos são uma fonte importantíssima de alimentos e de emprego e constituem vias naturais de comunicação, transporte e comércio.

O oceano é menos conhecido do que alguns planetas distantes e contém muitos recursos, em parte ainda por utilizar. Mas esses recursos potenciais são limitados, tanto pela sua capacidade como pela sua possibilidade de absorver os efeitos do desenvolvimento e da poluição. São já visíveis os sinais de stress, especialmente nas zonas costeiras baixas e nas ilhas pequenas.

Entre os sintomas de doenças figuram os seguintes: poluição, esgotamento das unidades populacionais de peixes, desaparecimento das costas, subida do nível do mar, um aumento das temperaturas de superfície que ameaça as correntes oceânicas profundas, tempestades mais frequentes, fusão das calotas glaciais...

80% da poluição dos mares e oceanos é um resultado de actividades terrestres. , Nos oceanos e mares do planeta, há quase 150 “zonas mortas”, pobres em oxigénio devido a um excesso de nutrientes, provenientes sobretudo do azoto dos fertilizantes agrícolas, das emissões produzidas por veículos e fábricas e dos resíduos. Um baixo nível de oxigénio prejudica a vida dos animais marinhos e alguns habitats importantes, como os leitos de sargaços. É uma importante ameaça para as unidades populacionais de peixes e, por conseguinte, para as populações que dependem deste recurso.

O estado da pesca no mundo continua a degradar-se. 70% dos recursos haliêuticos com valor comercial foram já pescados ou encontram-se no limiar de conservação da espécie, o que tem consequências sociais, económicas e ecológicas. A pesca ilegal com palangre, realizada por palangres que chegam a ser arrastados ao longo de 80 milhas, mata mais de 300 000 aves marinhas por ano. Os peixes capturados acidentalmente representam 20 milhões de toneladas por ano e a morte de pequenas baleias, golfinhos e botos.

A alteração do habitat deve-se a actividades como a dragagem, a descarga de resíduos, o depósitos de resíduos sólidos em locais situados no litoral, as construções junto à costa e a construção de estradas, o abate das florestas costeiras e diversas actividades turísticas e recreativas como o mergulho. Embora, por exemplo, os recifes de coral cubram apenas menos de 0,5% do fundo dos oceanos, 90% das espécies marinhas dependem directa ou indirectamente deles. Os recifes protegem também as populações, servindo de barreira entre os oceanos e as comunidades do litoral. Mas 60% do que resta dos recifes de corais corre sérios riscos de desaparecer, durante os próximos 30 anos, se não forem tomadas medidas. 85% das costas europeias estão em perigo, devido à criação de infra-estruturas e a outras construções bem como a causas naturais.

Cerca de 3000 espécies não-indígenas de plantas e de animais são transportadas todos os dias pela água de lastro dos navios. Quando introduzidas em habitats distantes, estas espécies podem reproduzir-se de uma maneira incontrolável, por vezes com efeitos devastadores para a biodiversidade marinha e a economia que dela depende.

O aquecimento do clima poderia ter efeitos impressionantes nos oceanos, levando a um abrandamento da sua função de regulação das temperaturas. O Grupo Internacional sobre Alterações Climáticas prevê o aumento tanto da frequência como da intensidade das tempestades e de outros fenómenos climáticos extremos, o que causará danos aos ecossistemas costeiros e reduzirá a sua capacidade de se reconstituírem.

Embora o transporte marítimo seja considerado como um meio de transporte que respeita o ambiente, pode ter um impacte negativo considerável, se as normas não forem observadas e aplicadas, pois isso pode conduzir a grave acidentes petrolíferos e a descargas ilegais de poluentes, que vão desde o petróleo bruto às substâncias radioactivas.

O Mar Báltico

O Mar Báltico é uma das maiores extensões de água salobra do mundo. A sua profundidade média ronda apenas os 55m e a sua profundidade máxima é de 450m.

São precisos cerca de 35 anos, para que toda a água deste mar seja renovada pela água do oceano. Este mar é único, do ponto de vista ecológico, pois alberga numerosas espécies de plantas, animais e microorganismos bem como numerosos tipos de habitats (foram inventariados 133 habitats marinhos e costeiros, para efeitos de conservação). É um importante viveiro para muitas espécies de peixes como o bacalhau e o arenque e alberga focas e aves migratórias. Devido às suas características geográficas, climáticas e oceanográficas muito específicas, é muito sensível ao impacte ambiental das actividades humanas.

O Mar Báltico apresenta fortes concentrações de substâncias tóxicas e de eutrofização.

O transporte marítimo causa outros problemas: marés negras, resíduos sólidos e sobrepesca. Quase todos os verões, a eutrofização causa grandes proliferações de algas, muitas vezes tóxicas, no Mar Báltico e no Golfo da Finlândia, as quais afectam o ecossistema marinho. As populações de espécies comercialmente importantes como o bacalhau e o arenque sofreram acentuadas reduções, devido à sobrepesca e à diminuição do afluxo de águas oceânicas. A população de salmões selvagens está a aumentar, mas mantém-se a um nível muito baixo nos rios pequenos, em consequência da sobreexploração e da degradação ambiental.

A captura acidental de mamíferos e aves marinhos ameaça as populações locais. As substâncias perigosas como o cádmio, o mercúrio, o chumbo e os PCB acumulam-se ao longo da cadeia alimentar e podem prejudicar os ecossistemas e a saúde humana. Há quem sustente que os PCB são responsáveis pela diminuição da população de focas cinzentas, principalmente nos mares da Suécia, da Finlândia e da Estónia, e que estariam também ligados à esterilidade feminina. Uma vez lançadas no Mar Báltico, as substâncias perigosas podem lá permanecer durante muito tempo. O aumento do transporte marítimo, nos últimos vinte anos, conduziu à introdução no Mar Báltico de pelo menos 70 espécies não-indígenas, que perturbam os ecossistemas e lhes causam danos.

Convenções regionais: O Mar Báltico é protegido pela Convenção de Helsínquia de 1974 sobre a Proteção do Ambiente Marinho da Zona do Mar Báltico. A Comissão de Helsínquia (HELCOM) administra a convenção e a cooperação regional com ela relacioanda. Em 1992, a Convenção de Helsínquia especificou os pormenores e largou o âmbito da Convenção de 1994, incorporando uma maior cobertura das águas costeiras, exigindo a aplicação dos princípios de precaução e do « poluidor-pagador ».

Entrou em vigor em Janeiro de 2002 e visava: diminuir as descargas de poluentes orgânicos e de nutrientes ; melhorar o tratamento das águas residuais municipais e industriais, regular a proibição de substâncias perigosas como os PCB ou o DDT, tomar medidas para eliminar toda e qualquer descarga ilegal de barcos. A cooperação internacional sobre os problemas ligados à pesca baseia-se na Convenção de Gdansk de 1973 sobre a Pesca e a Conservação dos Recursos Vivos no Mar Báltico e nas suas Cinturas (Convenção de Gdansk) e através da Comissão Internacional de Pesca no Mar Báltico.

O Nordeste Atlântico

O Nordeste Atlântico acolhe uma grande diversidade de habitats marinhos e costeiros. Milhões de aves migradoras dependem dos alimentos e das terras cultivadas, durante o seu voo ao longo das costas.

O Mar é rico em espécies marinhas selvagens: tubarões, focas (incluindo os golfinhos de Risso e “nariz de garrafa”, o cachalote, a baleia anã e a baleia comum) e unidades populacionais de peixes comercialmente importantes. Encontram-se aí também variedades muito produtivas de plâncton, florestas de laminárias, leitos de sargaços e mesmo recifes de coral de águas frias.

Este ambiente está ameaçado pelos produtos químicos tóxicos, os pesticidas e os nutrientes. A poluição é agravada pelas descargas de petróleo e de produtos químicos provenientes das plataformas de exploração offshore e da pesca. A diversidade dos plânctons diminuiu, enquanto as algas proliferam, devido à elevada taxa de nutrientes, gerados pelo azoto procedente de fontes terrestes, como o escoamento de águas da agricultura.

Muitas populações de salmões do Atântico geneticamene distintas foram já destruídas, em consequência da sobrepesca, da poluição local dos ricos, da poluição e das alterações climáticas. Na Noruega e na Escócia, o desenvolvimento da cultura de salmão criou sérios problemas de doenças e parasitas ao salmão selvagem. A captura acidental de mamíferos marinhos, de aves, tubarões, tartarugas e outras espécies que não se destinam a ser pescadas constituem um problema grave. Os habitats costeiros e marinhos sofrem uma degradação crescente provocada pelas instalações portuárias, o desenvolvimento industrial, a proteção contra as cheias e a extração de petróleo, gás e areia. A mineração e a pesca em águas profundas estão em fase de expansão e podem ameaçar espécies isoladas e os seus habitats.

Convenções regionais: a zona é abrangida pela Convenção de Oslo de 1972, a Convenção de Paris de 1974 e a Convenção Oslo-Paris (OSPAR), de 1992, que inclui as duas anteriores e integra novos princípios de conservação. A Convenção requer a aplicação dos princípios de precaução e do « poluidor-pagador ».

Tem que ver com a prevenção e a eliminação da poluição resultante de actividades terrestres bem como de descargas ou incinerações. Entrou em vigor em 1998 e abrange a zona a oeste da costa Leste do Gronelândia, a zona a leste da costa continental do Mar do Norte, o Sul do estreito de Gibraltar e a parte norte do Pólo Norte. A Comissão da Pesca do Nordeste e Comissão do Salmão do Atlântico Norte e a Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico estão activas nesta zona.

O Mar Ártico

O Ártico é, na realidade, um grande oceano, quase todo coberto de gelo. É uma das regiões relativamente intactas do planeta, onde os povos indígenas conservaram os seus costumes e vivem em harmonia com a terra e o mar, de que depende a sua sobrevivência. É também uma importante fonte de produtos de base para a Europa como peixe, madeira para a construição, petróleo e gás e outros minerais. A pesca, a silvicultura, as alterações climáticas, a poluição e até o turismo ameaçam, hoje, o ambiente do Árctico.

A biodiversidade marinha está agrupada em sectores específicos como o Mar de Barento, estuários e deltas tais como os Deltas do Lena, e zonas costeiras que rodeiam grupos de ilhas como o Novaya Zemlya, Franz Joseph e Svalbard. As águas próximas do litoral e as aberturas no gelo são uma importante fonte de alimentos para as aves marinhas como os pinguins, os araus comuns e as gaivotas. Milhares, talvez milhões, de casais de aves reproduzem-se nas falésias. Os países árcticos tomaram diversas medidas para travar o desaparecimento de habitats e, hoje em dia, cerca de 2,5 milhões de quilómetros quadrados são protegidos. Há centenas de anos que os europeus pescam no Ártico e esta indústria continua a ser vital para muitos países. Actualmente, cerca de metade do peixe consumido na União Europeia provém do Árctico europeu. Mas numerosos barcos de pesca capturam peixes que são cada vez mais raros e os recursos de peixes estão a diminuir progressivamente.

A exploração do petróleo e do gás em plataforma offshore, o seu transporte pelas águas do Mar Árctico e em condições polares sensíveis representa riscos especiais, como o acidente do Exxon Valdez no Alasca demonstrou.

Sete dos maiores rios do mundo ficam na Rússia árctica. Drenam mais de metade das terras russas e, todos os anos, lançam 73 milhões de toneladas de sedimentos nas zonas costeiras do Árctico, bem como substâncias tóxicas, que geram problemas graves de poluição resultante de actividades terrestres. As correntes marinhas, como a Corrente do Golfo, transportam as massas de água a longas distâncias e disseminam produtos químicos e substâncias radioactivas.

Do mesmo modo, a poluição levada da Europa para o Árctico tem um enorme impacte no ambiente deste Mar: as substâncias tóxicas concentradas nos tecidos dos animais acumulam-se ao longo de toda a cadeia alimentar, nomeadamente nos ursos polares, focas e baleias. Dado que estes animais são a fonte de alimento dos povos indígenas, isso pode expô-los a graves problemas de saúde. Uma grande percentagem de mulheres das comunidades Árcticas apresentam uma taxa de mercúrio ou de PCB muito superior aos níveis recomendados por lei.

O Árctico é uma sentinela das alterações climáticas. Alguns dos efeitos ambientais das alterações climáticas surgirão mais cedo no Árctico, devido às características físicas e biológicas específicas da região, como a calota glacial e o solo permanentemente gelado. No final do século, o gelo do Oceano Árctico poderia fundir-se no verão.

Convenções regionais

A Estratégia de Proteção do Ambiente do Árctico, de 1991, visa: proteger os escossistemas do Árctico
Assegurar a proteção, melhoria e restabelecimento da qualidade do ambiente e a utilização sustentável dos recursos naturaias, nomeadamente a sua utilização pelas populações locais e os povos indígenas
Reconhecer e, se possível, procurar ir ao encontro das necessidades culturais e tradicionais, dos valores e das práticas dos povos indígenas, no que se refere à proteção do ambiente do Árctico
Avaliar o estado do ambiente do Árctico
Identificar, reduzir e, como objectivo último, eliminar a poluição.

Mar Negro

Os cientistas descobriram, a 100 metros de profundidade, os restos de uma casa que poderia ter 7500 anos. Isso confirma a ideia de que o Mar Negro teria nascido devido a uma grande mudança ecológica e à brusca intrusão das águas mediterrânicas. Sendo um mar fechado, o Mar Negro é particularmente vulnerável à poluição, um fenómeno que é agravado pelo crescimento demográfico. Na zona costeira, vivem cerca de 16 milhões de pessoas, às quais se juntam 4 milhões de turistas, no verão.

Nos últimos 20 anos, o ambiente do Mar Negro sofreu uma enorme deterioração, ao nível da sua biodiversidade, dos habitats, dos recursos haliêuticos, do seu valor estético e da qualidade da água. Com efeito, o Mar Negro é utilizado para vários fins: pesca associada ao turismo, extração de minerais e transporte, sendo ainda um lugar “prático” onde descarregar resíduos sólidos e líquidos.

O Mar Negro é ainda mais afectado pelos nutrientes e a poluição industrial do que o Mar Mediterrâneo. Recebe as águas do Danúbio, do Dniepre, do Dniestre e do Don. As descargas crescentes de nutrientes provenientes dos rios (80% da poluição provém do Danúbio) causaram um excesso de produção de fitoplâncton microscópico, que, por sua vez, impede que a luz chegue aos sargaços e às algas.

A eutrofização causou danos graves a todo o ecossistema. Este problema, conjugado com a poluição e a sobrepesca, provocou uma diminuição dos recursos haliêuticos. A situação agravou-se ainda em meados dos anos 80, altura em que uma espécie de medusa muito resistente (Mnemiopsis leidyi), introduzida acidentalmente pela água de lastro de um barco, invadiu o Mar. Alimenta-se de animais microscópicos, de que se alimentam também os peixes pequenos, e atingiu rapidamente um peso total de 900 milhões de toneladas, ou seja, o equivalente ao décuplo da captura anual de peixes no mundo inteiro.

Uma urbanização que deixa muito a desejar destruiu a maior parte das costas. A poluição não controlada, devido às águas dos esgotos, levou ao encerramento de muitas praias e gerou perdas significativas no sector do turismo. Em certos lugares, os resíduos sólidos foram lançados directamente no mar ou perto de zonas húmidas preciosas. O Mar Negro é uma importante via para o tráfego de petroleiros; por ela circulando anualmente 70 000 milhões de toneladas de petróleo. Os acidentes petrolíferos, as descargas ilegais e os resíduos petrolíferos do Danúbio causam problemas graves de poluição da ordem das 100 000 toneladas de petróleo por ano.

Convenções regionais: A Convenção de Bucareste, de 1992, sobre a proteção do Mar Negro contra a poluição foi ratificada em 1994.

Compreende três Protocolos específicos sobre :

1. O controlo das fontes terrestres de poluição

2. A descarga de resíduos

3. A ação conjunta em caso de acidentes (como o derrame de petróleo, as chamadas marés negras)

Mar Cáspio

O Mar Cáspio é a maior extensão de água fechada do mundo. O Sudeste da Europa encontra-se aí com a Ásia. Onze milhões de pessoas vivem à volta do Mar Cáspio. Este mar não tem ligação aos oceanos, o seu nível situa-se actualmente 26,5 metros abaixo do nível do mar e a sua água é três vezes menos salgada do que a dos oceanos. O Mar Cáspio, situado em diversas cinturas climáticas, contém uma grande biodiversidade. Nele vivem 400 espécies que só ali é possível encontrar. São também numerosas as aves que ali habitam durante todo o ano, em particular nas estações de migrações. O célebre esturjão deste mar representou, por si só, aproximadamente 80% da indústria mundial do caviar, no período em que esta atingiu o seu auge.

O Mar Cáspio sofre, actualmente, a pressão crescente das actividades humanas, o que conduz a um aumento da eutrofização, à poluição da água por metais pesados , à poluição química e à sobreexploração das espécies marinhas. O esturjão do Mar Cáspio encontra-se em vias de extinção.

Os complexos petroquímicos e as refinarias são fontes importantes de poluição resultante de actividades terrestres e as descargas e derrames acidentais de petróleo bem como a extração de gás têm um grave impacte no ambiente. Aos problemas ligados às actividades humanas veio juntar-se o de uma subida do nível do mar Cáspio de quase 2,3 metros, desde 1978. Essa subida misteriosa deslocou milhares de pessoas, destruiu investimentos na indústria e em infra-estruturas e causou graves ameaças de poluição pelos resíduos que flutuam perto das costas.

Convenções regionais: O Programa Ambiental do Cáspio (CEP) e a Convenção do Cáspio

O CEP é um programa regional criado por e para os cinco Estados do litoral do Cáspio e financiado por organismos da ONU, o Banco Mundial, a União Europeia, entre outros. Visa conter a deterioração das condições ambientais do Mar Cáspio. Em Novembro de 2003, a Convenção-Quadro para a Proteção do Ambiente Marinho do Mar Cáspio (Convenção de Teerão) foi aprovada, sob os auspicios do PNUA. Visa facilitar o estabelecimento de objectivos ambientais concretos.

Mar Mediterrâneo

O Mar Mediterrâneo, que outrora acolheu os impérios egípcio, fenício, grego e romano, conta hoje com 160 milhões de habitantes e um número semelhante de visitantes por ano. É, em geral pouco profundo, uma vez que a profundidade média ronda os 1500 metros e a máxima é de 5150 metros, abaixo da costa sul da Grécia. Trata-se quase de uma bacia completamente fechada, cuja maior fonte de renovação é o continuo afluxo de água superficial procedente do Oceano Atlântico. A total renovação das suas águas, feita através do Estreiro de Gibraltar, com apenas 300 metros de profundidade, demora mais de um século. Este fraco afluxo, aliado à forte evaporação, torna o Mar Mediterrâneo mais salgado do que o Oceano Atlântico.

O Mediterrâneo é conhecido por ter albergado 19 espécies de Cetáceos, entre as quais podemos citar o golfinho raiado e o cachalote. Encontram-se também no Mediterrâneo três espécies de tartaruga do mar, duas das quais nidificam aí e constituíam populações numerosas. Estas tartarugas do mar estão cada vez mais ameaçadas pela degradação dos territórios de nidificação, devido ao desenvolvimento costeiro, bem como pela sua captura acidental.

A densidade do tráfego de navios mercantes é aí particularmente elevada. Embora o Mar Mediterrâneo represente menos de 1% do superfície total do planeta coberta por oceanos, representa 30% do transporte marítimo mundial. Um quinto dos acidentes mundiais que envolveram petroleiros teve lugar nas suas águas.

O Mediterrâneo é o principal destino turístico do mundo (30% do turismo mundial). O turismo costeiro provoca uma redução dos sítios naturais e uma alteração das paisagens. As migrações maciças para os principais centros urbanos geram uma pressão acrescida sobre os serviços urbanos e ultrapassam a sua capacidade em termos de abastecimento de água, de infra-estruturas de transporte e de sistemas de saneamento. Mais de 500 milhões de toneladas de água de esgotos são lançados no mar por ano, juntamente com 120 000 toneladas de óleos minerais, 60 000 toneladas de detergentes, 100 toneladas de mercúrio, 3800 toneladas de chumbo e 3600 toneladas de fosfatos. A indústria da pesca exerce uma pressão constante tanto sobre o ambiente como sobre as unidades populacionais de peixes.

Convenções regionais: O Plano de Ação para o Mediterrâneo (MAP)

En 1975, a CEE e 20 países mediterrânicos aprovaram o Plano de Ação para o Mediterrâneo (MAP). Foi aprovado, em 1976, com o nome de Convenção de Barcelona para a Proteção do Mar Mediterrâneo contra a Poluição. O MAP inicia propostas e ações regionais a favor do desenvolvimento sustentável na região mediterrânica. As questões relacionadas com a pesca são debatidas no seio da Comissão Geral da Pesca para o Mediterrâneo, criada pelo acordo aprovado na Conferência da FAO, em 1949, e que entrou em vigor em Fevereiro de 1952.

Ação internacional

A Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar, que foi assinada em 1982 e entrou em vigor em 1994, constitui o quadro jurídico para os oceanos, integrando as regras para as extrações em águas profundas e as zonas económicas exclusivas, que se estenderão por 200 milhas náuticas à volta dos estados-nação.

Em 2002, na Cimeira Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, os países comprometeram-se a criar uma rede internacional de proteção das zonas marinhas e costeiras.

O Programa de Ação Mundial do PNUA para a Proteção do Ambiente Marinho contra as Actividades Terrestres exige formas inovadoras de colaboração entre os governos, organizações e instituições, a todos os níveis – regional, nacional e mundial.

Fonte: www.runic-europe.org

Água Salgada

Superfície de água = 1.000.000 Km²

OCEANOS - FATOS E MEDIDAS

Calcula-se que a área da Terra coberta pelo mar seja de 361.740.000 Km ², ou 70,92% da superfície total. A profundidade média é estimada em 3.554 m e o volume dos oceanos em 1.285.600.000 Km³.

OCEANO ÍNDICO

Localizado principalmente no hemisfério sul, sua maior largura é de 9.600 Km ( da Tasmânia ao Cabo Agulhas). A profundidade média é de 4.000 m, e a maior profundidade é de 9.000 m na fossa Amirante.

OCEANO ATLÂNTICO

É dividido entre o Atlântico Norte (36.000.000 Km²) e o Atlântico Sul (26.000.000 Km²). Sua maior largura ao norte é de 7.200 Km (do Marrocos à Flórida) e ao sul é de 9.600 Km (da Guiné ao Brasil). A profundidade média é de 3.600 m; as maiores profundidades são de 9.220 m na fossa de Porto Rico, 8.264 m na de Sandwich do Sul e 7.728 m na Romansh.

OCEANO PACÍFICO

Cobre aproximadamente 40% da área marítima total do mundo e é maior dos oceanos. Sua maior largura (leste/oeste) é de 16.000 Km, e a maior extensão (norte/sul), 11.000 Km. A profundidade média é de 4.200 m (é também o oceano mais profundo). Geralmente o oeste e o norte são os mais rofunds que leste e sul.

As maiores profundidade ocorrem perto de um grupo de ilhas e incluem as fossas: Mindanao com 11.524 m, Mariana com 11.022 m, Tonoga com 10.882 m, Kuril-Kamchatka com 10.542 m, Filipina com 10.497 m e Kermadec com 10.047 m.

Comparações
(quando válidas)
Maior Distância
Norte/Sul (Km)
Maior Distância
(Leste/Oeste (Km)
Profundidade
(m)
Oceano Índico - 9.600 9.000
Oceano Atlântico - 9.600 9.220
Oceano Pacífico 11.000 16.000 11.524
Oceano Ártico - - 5.450
Mar Mediterrâneo 960 3.700 4.846
Mar do Sul da China 2.100 1.750 5.514
Mar de Bering 1.800 2.100 5.121
Mar do Caribe 1.600 2.000 7.100
Golfo do México 1.200 1.700 4.377
Mar de Okhotsk 2.200 1.400 3.475
Mar do Leste da China 1.100 750 2.999
Mar Amarelo 800 1.000 91
Baía de Hudson 1.250 1.050 259
Mar do Japão 1.500 1.100 3.743
Mar do Norte 1.200 550 661
Mar Vermelho 1.932 360 2.246
Mar Negro 600 1.100 2.245
Mar Báltico 1.500 650 460

ÁGUAS NA SUPERFÍCIE DA TERRA

Volume total cerca de 1.400 milhões de Km³
Oceanos e Mares 1.370 milhões de Km³
Gelo 24 milhões de Km³
Água em rochas e sedimentos 4 milhões de Km³
Lagos e Rios 230 mil Km³
Atmosfera (vapor) cerca de 140 mil Km³

CARACTERÍSTICAS DAS BACIAS OCEÂNICAS

A maioria da água proveniente da terra corre para o Atlântico, que também é o oceano mais salino devido à troca de água com os mares vizinhos. As margens dos continentes (21% do solo do oceano) são as áreas econômicas mais importantes

Fonte: www.tratamentodeesgoto.com.br

Água Salgada

Água do mar e água salobra são alternativas para a escassez da água em algumas regiões

Menos de 3% da água do planeta Terra é doce, ou seja, possui um volume reduzido de sais que permite o seu consumo por seres humanos. Encontrada na natureza em fontes superficiais ou subterrâneas, esse volume, entretanto, não está devidamente espalhado, de forma a abastecer de maneira eqüitativa toda a população mundial.

Para piorar a situação, o aumento demográfico e a poluição comprometem ainda mais o uso dessa água, que pode acabar, se não forem tomadas medidas severas que promova o seu uso sustentado, garantindo assim sua renovação.

Uma das alternativas para as regiões que sofrem com a escassez de água doce é tratar a água salobra* e a água do mar. Para torná-las potáveis, ou seja, apropriada ao consumo humano, é necessário fazer a dessalinização.

A água salobra apresenta alta concentração de sais e é muito comum nos aqüíferos subterrâneos do Nordeste Brasileiro.No Oriente Médio há grandes exemplos de águas salobras, como o Mar Morto e o Mar Cáspio.

O que é a dessalinização?

Dessalinização é um processo físico-químico de retirada de sais da água, tornando-a doce, ou potável.

Em todo o mundo são adotados quatro métodos diferentes para promover a conversão da água salgada em doce: A Osmose Inversa, a Destilação Multiestágios, a Dessalinização Térmica e o método por Congelamento.

Osmose inversa

Também conhecida como Osmose Reversa, ocorre quando se exerce forte pressão em uma solução salina. A água atravessa uma membrana semipermeável, dotada de poros microscópicos, responsáveis por reter os sais, os microorganismos e outras impurezas. Desta forma, o líquido puro se “descola” da solução salgada, ficando separado em outro local. As estações de dessalinização atuais utilizam tecnologia de ponta, com membranas osmóticas sintéticas.

Destilação Multiestágios

Neste processo, utiliza-se vapor em alta temperatura para fazer com que a água do mar entre em ebulição. A nomenclatura “multiestágios” se justifica por conta da passagem da água por diversas células de ebulição-condensação, garantindo um elevado grau de pureza. Neste processo, a própria água do mar é usada como condensador da água que é evaporada.

Dessalinização Térmica

É um dos processos mais antigos, imitando a circulação natural da água. O modo mais simples, a "destilação solar", é utilizada em lugares quentes, com a construção de grandes tanques cobertos com vidro ou outro material transparente. A luz solar atravessa o vidro, a água do líquido bruto evapora, os vapores se condensam na parte interna do vidro, transformando-se novamente em água, que escorre para um sistema de recolhimento. Dessa forma, separa-se a água de todos os sais e impurezas. Em lugares frios ou com carência de espaço, esse processo pode ser feito gerando-se calor através de energia. A melhor solução, neste caso, é a utilização de energia solar, que é mais barata, não consome recursos como petróleo e carvão e não agride o meio ambiente.

Congelamento

É um processo que ainda exige estudos de viabilidade e novas tecnologias. Nele, a água do mar ou salobra é congelada. Quando a congelamos, produzimos gelo puro, sem sal. Então através do congelamento/descongelamento obtêm-se água doce. Esse método não foi testado em larga escala, porém, existem propostas para a exploração das calotas polares (onde está boa parte da água doce do planeta) para obtenção de água pura. Mas isso é demasiadamente caro e só seria utilizado como última opção.

É viável dessalinizar água?

É viável para países que não possuem muitas reservas de água, como a Arábia Saudita, Israel e Kuwait, ou locais como a Ilha de Chipre, onde os lençóis freáticos foram reduzidos por conta da exploração exagerada. Em Chipre, a água do mar abastece a população e também serve para recuperar os lençóis.

É também uma alternativa para a tripulação de navios que ficam meses no mar ou para exploradores e cientistas que promovem pesquisas em regiões desprovidas de água doce.

Diversos governos e instituições investem em pesquisas para o desenvolvimento de processos de dessalinização que sejam eficientes, adequados às características regionais e que tenham um custo reduzido. Esse tipo de tratamento é muito mais caro que o convencional.

A Sabesp não trata a água por meio do processo de dessalinização.

Fonte: www.sabesp.com.br

Água Salgada

Introdução

Após o nosso planeta ser observado e fotografado por várias missões espaciais, foi dito que, ao invés de Terra, o mesmo deveria ser chamado de Água. Quando olhamos a fotografia do planeta, percebemos que a água ocupa a maior parte. O que vemos em branco são nuvens e em marrom os continentes.

Água Salgada
Figura 1: Terra

A Terra é o único planeta do sistema solar onde existe água na forma líquida. Praticamente todas as formas de vida conhecidas dependem da água, o que explica o fato de ser encontrado organismos apenas na Terra. Suspeitava-se que na Lua havia água, porém pesquisas descartaram esta possibilidade. A água pode ser encontrada também nos satélites de Júpiter.

Água Salgada
Figura 2: Mar

A maior parte da água (cerca de 97% de toda a água) que existe no planeta está nos oceanos e mares. Conhecemos esta água como água salgada, porque contém substâncias chamadas sais.

Água Salgada
Figura 3: Rio Amazonas

A água também está presente em rios e lagos, porém em menor quantidade que nos oceanos. A água de rios e lagos é conhecida como água doce, porque não possui a enorme quantidade de sal que tem a água do mar. Devemos tomar cuidado com esta definição, porque água doce não quer dizer água com açúcar, mas sim com menos sal em relação à água do mar.

Existe uma grande quantidade de água também debaixo do solo, conhecida como água subterrânea. Dependendo do local, formam-se verdadeiros rios subterrâneos, conhecidos como lençóis d'água ou freáticos. Em muitos locais são feitos poços ou perfurações no solo para se captar esta água. Quando um rio encontra o mar, as águas se misturam, é o que ocorre em áreas de mangue e estuários. Esta água não é doce nem salgada, mas sim água salobra. Os organismos que aí vivem são adaptados às condições deste ambiente. Observamos nesta foto as raízes conhecidas como "escoras", que sustentam as árvores no solo. Os mangues são característicos das áreas tropicais.

A água também está presente no corpo dos seres vivos. Percebemos a existência da água em nosso corpo quando transpiramos, urinamos ou choramos, embora nestes casos a água esteja misturada com outros produtos do nosso metabolismo.

1. Qual a quantidade de água no nosso corpo?

A quantidade de água no corpo de um organismo está relacionada com o metabolismo e o hábitat de cada um. Frutas, verduras e legumes também água também em quantidade variável, dizemos inclusive que alguns frutos são mais "aguados" do que outros.

Água Salgada
Figura 5: Perereca

Aproximadamente cerca de 78% do corpo de uma perereca é constituído por água, enquanto que nas baratas apenas 60%.

Água Salgada
Figura 6: Baratas

Mas, de onde vem tanta água? Por que em alguns lugares ela é doce e em outros salgada? Para onde vai a água que utilizamos? Estas são algumas perguntas que naturalmente surgem quando pensamos neste recurso, e hoje em dia, com o desenvolvimento da ciência e o auxílio de equipamentos, é mais fácil respondê-las.

A maneira pela qual a água se movimenta no nosso planeta, as características de cada local e outros fenômenos podem ser explicados pelo ciclo da água, ou ciclo hidrológico.

Água Salgada
Figura 7: Ciclo Hidrológico

Cai chuva, molha a terra.
Águas limpas ficam impuras.
Vem o sol, aquece a água,
E o vapor vai para as alturas.

O vapor sobe, limpinho.
Em sujeira, nem se pensa.
Porém, lá em cima é tão frio,
Que o vapor logo condensa.

Nuvens cinzas, nuvens brancas,
Tempestade ou chuva fina.
É água que volta à Terra!
E o vaivém não termina.

E assim, num ciclo eterno
Que a natureza inventou,
A água que hoje é suja,
Amanhã já se limpou.

O ciclo hidrológico compreende uma série de transformações nos estados físicos da água. Em cada etapa do ciclo a água é transformada e não é possível determinar onde termina ou inicia o ciclo, mas sim o que acontece em seguida de cada etapa.

CURIOSIDADE

Na antigüidade, quando não existia equipamentos eficientes de medida, as pessoas atribuíam os fenômenos da natureza a um desejo divino. Acreditava-se que tudo fosse obra e vontade dos deuses, e portanto os seres vivos não teriam controle. Ao longo do tempo, muitas e diferentes explicações foram dadas a estas inquietações. Acreditava-se que existia no interior da Terra grandes reservatórios de água, sendo que os maiores formariam rios e os menores dariam origem a lagos e córregos.

Acreditava-se também que deuses e deusas carregavam grandes potes e derramavam água para formar rios. Aristóteles (representado na figura), que viveu três séculos antes de Cristo, não concordava com essas idéias, dizia que se os rios tivessem sua origem no interior da Terra, não haveria depósitos com volumes suficientes para fornecer água constantemente. Sua opinião era que "as regiões montanhosas e elevadas são semelhantes a uma esponja: filtram a água gota a gota, que cai em forma de chuva em vários locaisa distribui para as nascentes dos rios". Além disso, Aristóteles relacionava a umidade do ar com a formação de , e gotas e das chuvasa Terra não é apenas ar, mas uma espécie de vapor, e isto é que explica que ele se transforme de novo em . Dizia ele: "Aquilo que envolve água".

Aristóteles sabia portanto que a água tem um ciclo, ou seja, ela passa por transformações, mas é sempre a "mesma água". Três séculos depois de Aristóteles, o poeta e filósofo romano Lucrécio escreveu um poema chamado "Sobre a Natureza". Segundo o autor, as águas salgadas do mar infiltram-se pela terra, perdem seu sal, e formam os rios que voltam ao mar. O que não era explicado era como a água no interior da terra conseguiria subir até o alto da montanha para formar uma nascente.

Todas estas idéias podem até parecer absurdas hoje em dia, porém é necessário respeitá-las, uma vez que os fenômenos eram apenas observados e as primeiras medidas muito imprecisas. Percebemos portanto que a ciência não tem s definitivas e que as explicações devem-se a um conjunto de informações investigadas ao longo da história.

TRANSFORMAÇÕES DA ÁGUA

Para compreender melhor o ciclo hidrológico, devemos aprender as transformações que ocorrem com a água.

Quando alguém fala a palavra água, do que você lembra primeiro? Provavelmente você pode ter pensado no mar, num rio, na água que sai da torneira ou até na chuva. Mas provavelmente não pensou no gelo, na neve nem em uma nuvem. Isso acontece porque é mais fácil associar a água ao estado líquido do que ao estado sólido ou ao vapor. Estamos acostumados a pensar na água e na sua importância apenas como um líquido vital e nem lembramos de gelo ou nuvem.

Quando estudamos o ciclo da água reconhecemos o papel de cada etapa, mas devemos entender bem o que são os diferentes estados físicos: sólido, líquido e gasoso.

Água Salgada
Figura 8: Os três estados físicos da água: líquido, sólido e gasoso

Observe a figura abaixo. Perceba que no estado líquido a forma da água é de acordo com o recipiente onde se encontra. Por exemplo, a água que está no copo tem a forma do copo. A água da garrafa tem a forma de garrafa. A água do rio se for colocada num balde, ficará com a forma do balde. Portanto dizemos que no estado líquido a água assume a forma do recipiente onde está contida.

Água Salgada
Figura 9: Estado líquido

Água Salgada
Figura 10: Estado sólido

Observe agora a água no estado sólido: Neste estado a água terá a forma do recipiente onde congelou. Se você tirar o gelo do recipiente onde está, não vai conseguir enfiá-lo numa garrafa, ou, se deixar uma garrafa de água no congelador, terá que esperar descongelar para conseguir colocá-la no copo. Quando a temperatura é baixa, menor que 0C e ao nível do mar, a água congela, ou seja, passa do estado líquido para o estado sólido e adquire a forma do recipiente onde está contida.

E finalmente o estado gasoso: A água encontra-se na forma de vapor quando está a mais de 100C. Possui as características de um gás, mas não dizemos estado gasoso da água, e sim vapor de água. Assim como no estado líquido, o gás adquire a forma de acordo com o recipiente onde se encontra.

Água Salgada
Figura 11: Vapor d'água

As mudanças de estado devem-se às alterações na quantidade de energia e pressão atmosférica.

Água Salgada
Figura 12: Molécula de água

A água é composta por várias moléculas. Cada molécula contêm dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Esta estrutura química é responsável por algumas propriedades que tornam a água fundamental para a existência de vida no planeta Terra.

PROPRIEDADES DA ÁGUA

Para compreender as propriedades são propostas algumas atividades práticas simples, que podem ser realizadas com os alunos:

ATIVIDADES PRÁTICAS

Capacidade Térmica e Calor Específico

1. Coloque água num copo de papel e aqueça-o. Use um termômetro para registrar a temperatura da água. Em seguida aqueça um copo de papel vazio. Observe o que acontece.

Explicação: Quando esquentamos um copo de papel com água dentro, observamos que o papel não queima, e que a temperatura da água aumenta. Isso acontece porque a água é capaz de absorver o calor do copo, de modo que este não queime. Essa capacidade é conhecida como capacidade térmica, e no caso da água se diz alta capacidade térmica, porque é necessário fornecer muito calor para conseguir aumentar a temperatura da água. O calor específico é a quantidade de calor necessária para alterar em 1°C a temperatura. A água possui um elevado calor específico, ou seja, é necessário fornecer ou retirar uma grande quantidade de calor para que se altere a temperatura.

Solvente universal

1. Coloque 3 colheres de açúcar ou sal num copo com água e mexa. O que aconteceu com o açúcar/sal que foi colocado na água? Desapareceu, não existe mais?

Explicação: Podemos dizer que desapareceu, porque não o enxergamos mais, porém ele ainda está no copo, ou melhor, está dissolvido na água, portanto não sumiu! A água é capaz de quebrar, como se estivesse desmanchando o açúcar ou sal em partes tão pequenas que não conseguimos mais enxergá-las. Essa capacidade de dissolver as substâncias faz com que a água seja considerada um solvente universal.

2. Continue colocando açúcar ou sal na água até conseguir observá-los no fundo do copo.

Explicação: Depois de uma determinada quantidade de açúcar ou sal colocada, a água não é mais capaz de dissolvê-los. Dizemos então que neste momento foi atingido o ponto de saturação, ou seja, não importa a quantidade da substância, pois não ocorrerá mais dissolução.

Transporte

1. Pingue algumas gotas de corante num copo com água, pode ser a anilina, azul de metileno ou tinta guache. Coloque uma rosa no copo e espere cerca de 30 minutos. Observe o que acontece na flor.

Explicação: As pétalas mudam de cor porque o corante é transportado pela água através dos vasos condutores das plantas, do ramo até a flor. Esta prática caracteriza a capacidade de transporte de líquidos ou partículas que a água possui.

Tensão superficial

1. Introduza o dedo lentamente num copo com água até atingir o fundo. Em seguida, coloque outros objetos como alfinete, gilete ou tampa de caneta. Coloque agora algumas gotas de detergente no copo e observe.

Explicação: Devido às características físicas e químicas da água forma-se uma tensão superficial. Esta tensão é uma força capaz de manter a água unida, coesa, como se existisse uma capa cobrindo a água. Objetos leves não conseguem romper esta camada, e portanto não afundam, e às vezes nem se molham. O detergente, porém, é capaz de romper esta película que se forma na superfície da água, "quebrando" a tensão superficial.

Repetindo: as características da água fazem deste elemento um recurso único e fundamental na natureza.

Graças à capacidade térmica, os vegetais conseguem absorver a radiação solar (para realizar a fotossíntese) sem se queimarem.

A transpiração, tanto nos vegetais quanto nos animais, tem o mesmo efeito: auxilia o resfriamento do corpo, pois a água, quando evapora, absorve uma grande quantidade de calor do meio onde está.

Outro exemplo é a água do mar ou mesmo piscina: quando há uma variação grande de temperatura externa, a temperatura da água quase não se altera

A capacidade da água de transportar substâncias é vital nos seres vivos, pois o sangue, que é constituído por aproximadamente 60% de água, transporta gases, nutrientes e produtos da excreção para diferentes partes do corpo.

Água Salgada
Figura 13: Besouros

A tensão superficial permite que alguns insetos, como os besouros, por exemplo, consigam se movimentar na superfície da água. Além de leves, as patas dos insetos são largas e desta maneira diminuem a pressão do corpo na água. Lembre-se de que quanto maior a área de um corpo, menor é a pressão que ele exerce numa superfície.

Como vimos anteriormente a água pode ser encontrada sob diversas formas na natureza. Para que possa ser consumida pelo ser humano entretanto, deve reunir qualidades visuais como incolor ou transparente, ser inodora (sem cheiro), e insípida (sem gosto de outras substâncias) sendo então considerada água potável. A presença de sais minerais dissolvidos caracteriza a água mineral que geralmente é potável. É possível retirar os minerais da água usando um aparelho conhecido como destilador. A água sem minerais é usada em laboratórios químicos e é conhecida como água destilada. A água destilada não deve ser consumida, pois além do gosto ruim, pode fazer mal à nossa saúde.

É importante diferenciar as características da água potável para outros líquidos que bebemos: o suco tem cor, cheiro e sabor da fruta do qual é feito, o refrigerante tem cor e sabor artificiais, além da consistência diferente.

A água do mar não é potável, porque possui uma quantidade elevada de sais dissolvidos. Se bebermos um pouco percebemos o gosto de sal, que em excesso prejudica nosso organismo. Rios e lagos próximos de cidades também possuem água que não deve ser consumida, principalmente porque nela podem estar presentes alguns microrganismos que causam doenças, além de outras substâncias químicas.

Portanto, preste atenção, não é só porque a água é transparente que ela é potável.

2. Por que a água fervida deve ser agitada?

UTILIZAÇÃO DA ÁGUA

A água sempre foi utilizada pelos seres humanos como recurso, seja para o próprio consumo ou fonte de alimentos. O estabelecimento de um grupo de pessoas em um local era determinado em grande parte pela presença de água nas proximidades.

Com o passar do tempo o ser humano aprendeu a utilizar a força das águas para fazer funcionar moinhos e máquinas.

Água Salgada
Figura 14: Locomotiva a vapor

Há cerca de 250 anos atrás foram criadas máquinas, locomotivas e alguns barcos movidos a vapor de água. Era necessário ferver uma grande quantidade de água para que o vapor desse impulso às máquinas.

Água Salgada
Figura 15: Usina Hidrelétrica de Itaipu

O avanço da tecnologia possibilitou a utilização da água, em grande quantidade, para a produção de energia elétrica nas usinas hidrelétricas e irrigação.

Água Salgada
Figura 16: Irrigação

Água Salgada
Figura 17: Higiene

Usamos água diariamente, na nossa higiene, para o consumo e até recreação e geralmente nem nos damos conta da importância da água. Quando ligar o chuveiro na próxima vez procure refletir um pouco sobre este recurso.

Água Salgada
Figura 18: Recreação

3. Como a água chega até nossas casas?

As estações de tratamento são locais onde a água é tratada para que possa ser consumida. As etapas do tratamento são semelhantes aos processos que ocorrem na natureza, embora sejam usadas substâncias que acelerem a purificação.

Água Salgada
Figura 19: Modelo de estação de tratamento de água

O tratamento é feito em várias etapas:

1) Retirada dos rios e represas por meio de bombas; a água é conduzida através de canos até as estações de tratamento.
2)
Depositada em um tanque, a água recebe duas substâncias: cal e sulfato de alumínio. Esses produtos fazem a sujeira descer para o fundo do tanque.
3)
Passa por grandes filtros de cascalho, que são pequenas lascas de rocha, depois por filtros de areia.
4)
A seguir, é misturada com produtos químicos, como o cloro, que matam os micróbios. Em alguns lugares também recebe flúor.
5)
Saindo das estações de tratamento, a água é recolhida em grandes reservatórios e daí canalizada e distribuída para os bairros, chegando até as torneiras onde será utilizada. As caixas d'água são reservatórios temporários de água. Embora fiquem tampadas, é necessário que sejam esvaziadas e lavadas duas vezes por ano.

Assim purificada, a água torna-se potável, isto é, própria para o consumo. A água potável não tem gosto, cor ou cheiro, mas conserva os sais minerais.

A água usada para beber deve ser filtrada ou fervida, diminuindo assim o risco de contaminação por doenças. Caso a água não venha de uma estação de tratamento, além de filtrar ou ferver, deve-se clorar. Para clorar, pingue uma gota de cloro para cada litro de água, agite e deixe descansar por 20 minutos (a Secretaria do Meio Ambiente fornece cloro gratuitamente).

No começo desta unidade falamos sobre a água subterrânea e sua utilização através da construção de poços artesianos e freáticos. Geralmente a água retirade de poços é de ótima qualidade devido à infiltração no solo.

4. Qual a diferença entre poços artesianos e freáticos?

POLUIÇÃO DA ÁGUA

Devido à capacidade de transporte a água tem sido utilizada também para lançamento de resíduos.

Na maioria das cidades brasileiras não há tratamento de esgoto, sendo os resíduos lançados diretamente nos corpos d'água como rios ou no mar, contaminando assim estes ambientes. Em grandes cidades a quantidade de esgoto lançada é tão alta que os rios tornam-se poluídos e praticamente sem vida.

Água Salgada
Figura 20: Peças sanitárias

Da pia da cozinha, do vaso sanitário e dos ralos partem canos que conduzem a água misturada com resíduos para tubos que formam os canais de esgoto da cidade. Todo este material segue em tubulações maiores até estações de tratamento.

Água Salgada
Figura 21: Esgoto

5. Qual a diferença entre poluição e contaminação?

A água contaminada industrialmente contém compostos químicos, geralmente resíduos, que são transportados e podem se transformar em produtos danosos à saúde não só de seres humanos mas de outros organismos. Embora existam leis que proíbem lançamentos de resíduos sem tratamento, muitas indústrias continuam despejando produtos químicos, substâncias tóxicas e mesmo objetos maiores sem controle.

Em áreas rurais onde geralmente não existe rede de esgoto, os resíduos são lançados em fossas. A fossa é um buraco cavado no quintal, onde o material lançado permanece até ser decomposto e mineralizado. As bactérias atuam transformando os resíduos orgânicos que depois se infiltram pelo solo, completando a purificação.

Água Salgada
Figura 22: Bactérias

Seres patogênicos, geralmente microscópicos, como bactérias e vírus, são encontrados na água onde não há tratamento de esgoto doméstico. Pessoas doentes liberam através das fezes e urina microrganismos que continuam vivos e podem infetar outras pessoas. Algumas doenças como cólera, pólio e hepatite são transmitidas pela água.

A agricultura usa água principalmente na irrigação, mas também para lavar locais onde ficam os animais e embalagens de pesticidas, geralmente tóxicos. A atividade agrícola portanto também pode causar poluição da água, através do escoamento de água contaminada para um rio ou infiltrando-se até atingir lençóis de água subterrâneos.

A utilização da água nas atividades humanas, sem que haja um devido tratamento para resíduos domésticos, industriais e agrícolas, pode provocar uma série de problemas, como a transmissão de doenças, contaminação e poluição de rios e da água subterrânea.

Nas cidades as enchentes causam muitos transtornos. Não só dificuldades de acesso e problemas de trânsito mas também aumento de doenças.

Lembre-se da capacidade de transporte da água: podem ser levados organismos nocivos de um local a outro da cidade. As enchentes são causadas por dificuldades de escoamento da água. Nas cidades existe muito asfalto e concreto que dificultam a infiltração da água, até mesmo bueiros entupidos por lixo contribuem. É necessário entretanto lembrar que as enchentes são naturais e as consequências podem ser previstas.

CURIOSIDADE

No Pantanal (região Centro-Oeste do Brasil), durante quase metade do ano, as terras ficam encobertas com água. Para permitir que o gado continue se alimentando, os peões os conduzem até as partes mais altas das fazendas.

Inúmeros casos de inundação e destruição de cidades inteiras ocorrem desde os tempos mais antigos, na região situada entre os rios Tigre e Eufrates, ou no rio Nilo, todos em regiões desérticas. Os egípcios construíram as "estações de medição de enchentes", ou nilômetros, em comunicação com o Nilo, para verificar a qualquer momento o nível e a tendência do rio subir ou baixar, prevendo as grandes cheias e as secas prolongadas. O rio Nilo é o rio mais longo do mundo e responsável pela fertilidade das terras à sua margem.

A poluição da água pode ser medida de várias maneiras:

DBO

Nos sistemas aquáticos ocorrem processos naturais para "limpar" a água. O que acontece, por exemplo, com os peixes ou plantas depois que morrem? Boa parte pode ser consumida por outros organismos, mas o resto é decomposto. A decomposição é um processo lento que consome oxigênio. A quantidade de oxigênio consumida é chamada Demanda Bioquímica de Oxigênio. O mesmo processo de decomposição ocorre também com esgoto lançado na água. Porém quando se lança uma grande quantidade de resíduos , o tempo necessário para decomposição é maior e às vezes incompleto. O índice (DBO), portanto, é usado para caracterizar substâncias quanto ao tempo necessário para serem "eliminadas" do ambiente.

COLIFORMES FECAIS

Ocasionalmente ouvimos nos noticiários que foi encontrado uma quantidade elevada de coliformes fecais no leite ou na água de abastecimento de uma cidade, mas o que isto significa? Dentro do nosso corpo existem bactérias (do tipo coliformes) que são eliminadas quando evacuamos. Quando é encontrada uma quantidade elevada de coliformes na água pode-se concluir que não houve um tratamento adequado da água.

METAIS PESADOS

Vimos que a água pode transportar partículas que nem conseguimos enxergar. Algumas delas podem tornar-se tóxicas se presentes em grandes quantidades. Geralmente estas substâncias vêm de indústrias e de produtos químicos usados na agricultura. Se na análise de água é encontrada elevada concentração de metais ou outros elementos, significa que não houve tratamento de resíduos.

Fonte: educar.sc.usp.br

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