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Tratamento de Água

Purificação da Água

Toda água consumida pela população deve ser purificada.

Existem vários processos para isso:

Fervura

É um processo muito simples e eficaz. Pode ser usado quando não se possui um filtro.

A fervura deve ser feita durante 15 ou 20 minutos, a fim de matar os micróbios contidos na água.

Depois de fervida e já de volta á temperatura normal, a água deve ser agitada. Assim, o ar que foi eliminado da água durante a fervura volta a se misturar com ela. Com essa medida, evita-se que a água fique com gosto ruim.

Filtração

É também um processo muito simples, e geralmente utilizado nas residências. A água passa através de uma porcelana porosa (a vela do filtro), onde a maior parte das impurezas fica retida.

Destilação

É o processo que consiste em aquecer um líquido até que seus componentes mais voláteis passem à fase de vapor e, em seguida, esfriar o vapor para recuperar estes componentes sob a forma líquida, por meio da condensação. O objetivo principal da destilação é separar uma mistura de vários componentes, aproveitando suas volatilidades diferentes, ou separar os materiais voláteis dos não voláteis.

É possível, por exemplo, purificar facilmente a água do mar, evaporando-a e condensando depois o vapor para recolher o produto: água destilada.

A água destilada, portanto, é a água em estado puro. Ela não se encontra misturada com nenhuma outra substância

Estação de Tratamento de Água

Toda cidade deve possuir sua estação de tratamento de água. É nela que a água impura dos rios, torna-se própria para o consumo da população. Estas são as etapas para o processo de purificação da água.

A água impura, proveniente dos rios, entra na estação de tratamento.

Na estação, a água passa por um depósito de solução de cal e de sulfato de alumínio. Estas substâncias absorvem as partículas sólidas (impurezas) que estão na superfície da água, juntando-as em pequenos flóculos

Desse depósito a água vai para o tanque de floculação, onde os flóculos ficam mais pesados do que a água e vão para o fundo do tanque.

Do tanque de floculação a água passa para o tanque de decantação, onde as substâncias sólidas vão para o fundo do tanque, por serem mais pesadas do que a água. Assim a água fica relativamente limpa.

Depois da decantação a água passa por um filtro de areia. Esse filtro é formado por várias camadas. A primeira é composta de cascalho grosso, a segunda de cascalho fino, a terceira de areia grossa e a última de areia fina. Essas camadas retém as impurezas da água.

Mesmo filtrada, a água ainda não está purificada. Ela ainda possui micróbios prejudiciais à saúde. Por isso, ela passa por um depósito de cloro - um gás de cor verde que tem a propriedade de matar os micróbios contidos na água. A esse processo dá-se o nome de cloração.

A água purificada vai para um reservatório, onde fica guardada para ser distribuída à cidade. Essa distribuição é controlada por uma espécie de torneira, conhecida como válvula ou transmissão.

Água e Saúde

A água contaminada é prejudicial à saúde e pode provocar uma série de doenças.

Os Poços

Algumas cidades pequenas do interior não têm rede de distribuição de água nem estação de tratamento. Nesses casos as pessoas cavam um poço no fundo do quintal de suas casas.

O poço consiste em um buraco de 1 ou 2 metros de diâmetro, com uma profundidade que varia de acordo com o surgimento da água. Ao cavar um poço é preciso escolher um local afastado das fossas e dos depósitos de lixo. O interior do poço deve ser revestido por uma parede semipermeável (de tijolos, por exemplo), com uma altura de até 40 cm acima do chão.

É conveniente fazer um exame da água do poço, já que ela não é tratada e substitui a água encanada.

Os Poços artesianos

São poços perfurados profundamente até o ponto em que a pressão da água é tão grande que a faz subir à superfície.

A perfuração desses poços exige aparelhagem especial (sonda perfuradora). A água dos poços artesianos provém dos lençóis de água localizados entre as rochas.

É uma água limpa, não contaminada por micróbios e outras substâncias nocivas. Ela pode conter gases e sais minerais em grande quantidade.

Os poços artesianos substituem os grandes reservatórios . Eles têm capacidade para garantir o abastecimento de água de uma indústria, de um hospital, de um edifício de apartamentos, de um posto de lavagem de carros e até mesmo de uma cidade.

Poluição Orgânica

A poluição orgânica ocorre basicamente nos ecossistemas aquáticos, resultante do despejo de resíduos, lixo, dejetos e efluentes líquidos, todos ricos em derivados de carbono, nitrogênio, fósforo e enxofre. Estes compostos são comumente denominados de matéria orgânica, ou nutrientes orgânicos.

Os esgotos são a principal fonte de poluição orgânica, pois despejam águas com elevada concentração destas substancias nos lagos, represas, rios e mares. O enriquecimento do ambiente aquático com os nutrientes orgânicos gera a proliferação descontrolada de microorganismos, principalmente microalgas (fitoplâncton), bactérias e fungos, na água. Estes organismos são aeróbicos, ou seja, consomem oxigênio para viver, e, devido às enormes concentrações populacionais, fazem com que a concentração do oxigênio da água decline drasticamente, muitas vezes chegando a níveis incompatíveis para a vida de muitos organismos como os peixes, crustáceos e moluscos. Esta queda de oxigênio pode ser medida e é denominada demanda bioquímica de oxigênio (DBO). O processo de enriquecimento orgânico da água, seguido pela explosão populacional de microorganismos e queda na concentração de oxigênio é denominado Eutrofização. Normalmente quando isto ocorre, a transparência da água reduz-se drasticamente devido ao "bloom" (floração) de algas e bactérias.

Águas poluídas por matéria orgânica são um meio propício para o aparecimento de organismos patogênicos, veiculadores de diversas doenças, como Escherichia coli (diarréia), Salmonella typho (tifo), Vibrio cholerae (cólera), Leptospira sp (leptospirose), Shigella dysenteriae (shigelose, disenteria), Enterovirus (poliomielite).

Estes patógenos podem ainda causar hepatite, micoses, infecções oculares, otite, infecções nas mucosas, garganta e faringe. Perigo adicional resultante da presença destes agentes patogênicos na água é que muitos animais podem acumular e concentrar estes organismos, podendo transmiti-los ao homem.

Atualmente existe tecnologia suficiente para reduzir o potencial poluidor dos esgotos e efluentes domésticos em geral. Lagoas depuradoras reduzem o teor de nitritos e fosfatos da água antes dela ser lançada ao ambiente. Cloração é um método eficiente de desinfeção da água. Os emissários submarinos são construções tubulares normalmente muito extensas, as quais lançam os esgotos domésticos em regiões mais longe da costa, o que favorece a degradação natural dos compostos orgânicos em um volume de água muito maior.

Apesar do desenvolvimento tecnológico nesta área já estar apto a minimizar o problema nas cidades, em muitas delas, ou talvez na maioria delas, não existe um sistema de saneamento básico e tratamento de esgotos eficiente. Na maioria das cidades litorâneas paulistas, por exemplo, a quase totalidade dos esgotos são lançados in natura para o mar. A vigilância da balneabilidade das praias pela CETESB avalia exatamente a possibilidade de infecção por organismos patógenos em centenas de locais distintos. As praias inseridas no programa de monitoramento da CETESB são classificadas como própria ou impróprias, de acordo com a quantidade de um indicador biológico da qualidade das águas, os coliformes fecais.

Contaminação das águas

É a incorporação à água de materiais estranhos como microorganismos, produtos químicos, resíduos industriais e de outros tipos, ou esgoto doméstico. Estas matérias deterioram a qualidade da água e a tornam inútil para os usos pretendidos.

A maior parte dos poluentes atmosféricos reage com o vapor de água na atmosfera e volta à superfície sob a forma de chuvas, contaminando, pela absorção do solo, os lençóis subterrâneos.

Tratamento de Água
Contaminação das águas

Efeitos da contaminação da água

Os lagos são especialmente vulneráveis à contaminação. Há um problema, a eutrofização, que se produz quando a água se enriquece com nutrientes de modo artificial. Isto pode provocar problemas estéticos, como mau sabor ou odor, e um acúmulo de algas ou limo desagradável à vista, assim como um crescimento adensado das plantas com raízes, que leva ao esgotamento do oxigênio nas águas mais profundas e a acumulação de sedimentos no fundo dos lagos. Igualmente preocupante são os efeitos da contaminação das águas correntes superficiais e das águas subterrâneas, cada vez com uma maior carga de águas residuais, tanto domésticas como industriais, assim como de contaminantes provenientes da agricultura, granjas, etc. Entre os efeitos da contaminação se incluem os que afetam a saúde humana, como conseqüência da presença na água de altos níveis de certos tóxicos, e os que supõem a alteração dos ecossistemas aquáticos com uma redução na riqueza de espécies.

Nas cidades e regiões agrícolas são lançados diariamente cerca de 10 bilhões de litros de esgoto que poluem rios, lagos, lençóis subterrâneos e áreas de mananciais. Os oceanos recebem boa parte dos poluentes dissolvidos nos rios, além do lixo dos centros industriais e urbanos localizados no litoral. O excesso de material orgânico no mar leva à proliferação descontrolada de microrganismos, que acabam por formar as chamadas "marés vermelhas" – que matam peixes e deixam os frutos do mar impróprios para o consumo do homem. Anualmente 1 milhão de toneladas de óleo se espalham pela superfície dos oceanos, formando uma camada compacta que demora para ser absorvida.

Doenças Causadas ou Transmitidas pela Água Contaminada

Disenteria – Doença aguda ou crônica do intestino grosso humano. Caracteriza-se por evacuações diarreicas aquosas, de pequeno volume, acompanhadas com freqüência por sangue e muco e dores abdominais intensas. É causada pelo parasita (ameba) Entamoeba histolytica, a disenteria amebiana é endêmica em muitos países tropicais. Transmite-se pela água, pelos alimentos frescos contaminados e por portadores humanos sadios. Também freqüente nas regiões tropicais, a disenteria bacilar é provocada por algumas espécies não móveis de bactérias do gênero Shigella, propagando-se por contaminação da água e dos alimentos.

Malária – É causada pelos protozoários Plasmodium falciparum, Plasmodium vivax e Plasmodium malariae, transmitidos pela picada de um mosquito, em geral da espécie Anopheles darlingi. O doente tem febre, calafrios e suores. Não tratada, pode provocar insuficiência renal, encefalite e coma. A doença tem cura e a prevenção é o combate ao mosquito transmissor.

Esquistossomose – Doença crônica de evolução lenta causada pelo parasita Schistosoma mansoni. É transmitida pelas larvas contaminadas deixadas na água pelo caramujo Biomphalaria. Febre, dor de cabeça, perda de apetite, suor intenso, tosse e diarréia são os sintomas mais comuns. Nos casos graves, leva à hipertensão da veia aorta, hipertensão pulmonar, insuficiência hepática e tumores. A cura exige tratamento quimioterápico e os métodos de prevenção são o combate ao caramujo hospedeiro, o tratamento da água contaminada e saneamento básico.

O manejo racional da água

A água vem se tornando cada vez mais escassa à medida que a população, a indústria e a agricultura se expandem. Embora os usos da água variem de país para país, a agricultura é a atividade que mais consome água.

É possível atenuar a diminuição das reservas locais de água de duas maneiras: pode-se aumentar a captação, represando-se rios ou consumindo-se o capital -- "minando-se" a água subterrânea; e pode-se conservar as reservas já exploradas, seja aumentando-se a eficiência na irrigação ou importando alimentos em maior escala -- estratégia que pode ser necessária para alguns países, a fim de reduzir o consumo de água na agricultura.

Assegurar a quantidade de água necessária não basta. É preciso manter a qualidade da água.

Milhares de lagos estão atualmente sujeitos à acidificação ou à eutroficação -- processo pelo qual grandes aportes de nutrientes, particularmente fosfatos, levam ao crescimento excessivo de algas. Quando as algas em quantidade excessiva morrem, sua degradação microbiológica consome grande parte do oxigênio dissolvido na água, piorando as condições para a vida aquática. É possível restaurar a qualidade da água nos lagos, mas há um custo e o processo leva anos.

Embora a poluição dos lagos e dos rios seja potencialmente reversível, o mesmo não acontece com a água subterrânea. Como a água subterrânea não recebe oxigênio atmosférico, sua capacidade de autopurificação é muito baixa, pois o trabalho de degradação microbiana demanda oxigênio. A única abordagem racional é evitar a contaminação.

Por sua vez, a recuperação da qualidade da água do oceano é incomparavelmente mais difícil do que a dos lagos e rios, segundo experiência já adquirida, que dita ainda mais precaução nesse caso.

Tornou-se clara a necessidade de uma abordagem integrada. Expectativas socioeconômicas devem se harmonizar com as expectativas ambientais, de modo que os centros humanos, os centros de produção de energia, as indústrias, os setores agrícola, florestal, de pesca e de vida silvestre possam coexistir. Nem sempre o fato de existirem interesses variados significa que devam ser conflitantes. Podem ser sinergísticos. Por exemplo, controle de erosão caminha junto com reflorestamento, prevenção de enchentes e conservação de água.

Um projeto de manejo de recursos hídricos deveria visar mais um aumento da eficiência no consumo de água do que um aumento da disponibilidade de água. O aumento do fornecimento de água é usualmente mais caro e apenas adia uma crise. Para alguns países, aumentar a eficiência é a única solução às vezes. A irrigação pode ser e geralmente é terrivelmente ineficiente. Na média mundial, menos de 40% de toda a água usada na irrigação é absorvida pela plantação. O resto se perde. Um dos problemas trazidos pela irrigação excessiva é a salinização. À medida que a água se evapora ou é absorvida pelas plantas, uma quantidade de sal se deposita e se acumula no solo. Novas técnicas de micro-irrigação, pelas quais tubulações perfuradas levam a água diretamente às plantas, fornecem boa maneira de conservar a água.

A captação de água subterrânea para aumentar o fornecimento de água deveria ser evitada a todo custo -- a menos que se garanta que o aqüífero de onde se tira a água será reabastecido. Como a água subterrânea se mantém fora do alcance de nossas vistas, pode se tornar poluída gradualmente sem excitar o clamor público, até que seja tarde demais para reverter o dano causado pela poluição.

A adoção de programas de prevenção de poluição é preferível à utilização de técnicas de remoção de contaminantes em água poluída, uma vez que a tecnologia de purificação é cara e complexa à medida que o número de contaminantes cresce.

Paralelo a tudo isso, existe a necessidade de se fazer mais pesquisa sobre a hidrosfera, com estudos sobre a ecologia e a toxicologia da vida marinha; sobre o ciclo hidrológico e os fluxos entre seus compartimentos; sobre a extensão das reservas subterrâneas e sua contaminação; sobre as interações entre clima e ciclo hidrológico.

Fonte: www.biomania.com.br

Tratamento de Água

ESQUEMA DE TRATAMENTO DA ÁGUA

BREVE DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DO TRATAMENTO

Pré cloração

Adição de cloro assim que a água chega à estação para facilitar a retirada de matéria orgânica e metais;

Pré-alcalinização

Adição de cal ou soda à água para ajustar o ph aos valores exigidos para as fases seguintes do tratamento.

Coagulação

Adição de sulfato de alumínio, cloreto férrico ou outro coagulante, seguido de uma agitação violenta da água para provocar a desestabilização elétrica das partículas de sujeira, facilitando sua agregação.

Floculação

Mistura lenta da água para provocar a formação de flocos com as partículas

Decantação

Passagem da água por grandes tanques para decantar os flocos de sujeira formados na floculação

Filtração

Passagem da água por tanques que contêm leito de pedras, areia e carvão antracito para reter a sujeira que restou da fase de decantação.

Pós-alcalinização

Correção final do ph da água para evitar problemas de corrosão ou incrustação das tubulações

Desinfecção

Adição de cloro à água antes de sua saída da Estação de Tratamento para manter um teor residual, até a chegada na casa do consumidor, e garantir que a água fornecida fique isenta de bactérias e vírus.

Fluoretação

Adição de flúor à água para a prevenção de cáries

Você sabia que ...

A desinfecção da água com cloro é uma das técnicas mais antigas de tratamento. Desde que passou a ser utilizada houve queda no índice de mortalidade infantil e redução das doenças provocadas pela água contaminada.

Atualmente, existem técnicas de tratamento mais avançadas com a utilização de carvão ativado ou ozônio.

FUNÇÃO DOS PRODUTOS QUÍMICOS UTILIZADOS NO PROCESSO DE TRATAMENTO

SULFATO DE ALUMÍNIO

Substância que agrega as partículas de sujeira que estão na água.

CAL

Produto que corrige o pH da água.

CLORO

Substância que mata as bactérias e microorganismos presentes na água.

FLÚOR

Substância que auxilia na redução das cáries dentárias.

BREVE DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DO TRATAMENTO

GRADE GROSSEIRA

Retenção dos materiais de grandes dimensões, como latas, madeiras, papelão, etc.

ELEVATÓRIA DE ESGOTO BRUTO

Recalque dos esgotos para o canal das grades médias.

GRADE MÉDIA

Remoção de materiais, como trapos, estopas, papéis, etc.

CAIXA DE AREIA

Remoção da areia contida no esgoto, que, depois de sedimentada, vai para o classificador de areia.

DECANTADOR PRIMÁRIO

Remoção do resíduo sedimentável dos esgotos, gorduras e óleos flutuantes. Estes materiais, após serem recolhidos por pontes raspadoras, são bombeados para os digestores.

TANQUE DE AERAÇÃO

O efluente do decantador primário passa para o tanque de aeração. Combinando-se a agitação do esgoto com a injeção de ar, desenvolve-se, no tanque de aeração, uma massa líquida de microorganismos denominada "lodos ativados". Estes microorganismos alimentam-se de matéria orgânica, contidos no efluente do decantador primário, e se proliferam na presença do oxigênio.

DECANTADOR SECUNDÁRIO

Remoção dos sólidos (flocos de lodo ativado), que, ao sedimentarem no fundo do tanque são raspados para um poço central, retornando para o tanque de aeração. A parte líquida vertente do decantador é destinada ao Rio.

ELEVATÓRIA DE RETORNO DE LODO

O lodo ativado, recolhido no decantador secundário por pontes removedoras de lodo, é encaminhado a bombas, retornando aos tanques de aeração e o excesso do lodo ao decantador primário .

ELEVATÓRIA DE LODO PRIMÁRIO

Recalque do lodo gradeado para o interior dos adensadores de gravidade e digestores.

RETIRADA DO SOBRENADANTE

Os adensadores e digestores são equipados com válvulas para a retirada do sobrenadante (líquido que se separa do lodo digerido), que retorna ao início do processo.

ADENSADORES DE GRAVIDADE

Equipado com um removedor mecanizado de lodo e escuma, de tração central. O efluente é coletado em um canal periférico e enviado para um sistema de coleta de efluentes da fase sólida.

DIGESTORES

O lodo removido durante o processo de tratamento é enviado aos digestores. São grandes tanques de concreto hermeticamente fechados, onde, através do processo de fermentação, na ausência de oxigênio (processo anaeróbico), se processará a transformação de lodo em matéria altamente mineralizada, com carga orgânica reduzida e diminuição de bactérias patogínicas.

SECADOR TÉRMICO

Retira a água do lodo proveniente dos digestores, elevando seu teor de sólidos até o mínimo de 33%, seguindo para os silos e com destino para agricultura ou aterro sanitário.

Alguns exemplos dos efeitos das ações de saneamento em saúde

Água de boa qualidade para o consumo humano e seu fornecimento contínuo asseguram a redução e controle de: diarréias, cólera, dengue, febre amarela, tracoma, hepatites, conjuntivites, poliomielite, escabioses, leptospirose, febre tifóide, esquistossomose e outras verminoses.

Coleta regular, acondicionamento e destino final adequado do lixo diminuem a incidência de casos de: peste, febre amarela, dengue, toxoplasmose, leishmanioses, cisticercose, salmonelose, teníase, leptospirose, cólera e febre tifóide.

Drenagem contribui para a eliminação, redução ou modificação dos criadouros de vetores transmissores da malária e de seus índices de prevalência e incidência.

Esgotamento sanitário contribui para reduzir ou eliminar doenças e agravos como a esquistossomose, outras verminoses, diarréias, cólera, febre tifóide, cisticercoce, teníase e hepatites.

Melhorias sanitárias domiciliares estão relacionadas com a redução de: esquistossomose, outras verminoses, escabiose, tracoma e conjuntivites, cólera, diarréias, febre tifóide e hepatites.

Melhoria habitacional permite habitação sem frestas e com condições físicas que impeçam a colonização dos vetores da doença de Chagas.

Fossas sépticas

Nos locais não servidos por rede coletora pública de esgotos, os esgotos das residências e demais edificações aí existentes, deverão ser lançados em um sistema de fossa séptica e unidades de disposição final de efluentes líquidos no solo, dimensionados e operados conforme normas NBR 7229 e NBR 13969.

Fossa séptica é um dispositivo de tratamento de esgotos destinado a receber a contribuição de um ou mais domicílios e com capacidade de dar aos esgotos um grau de tratamento compatível com a sua simplicidade e custo.

Como os demais sistemas de tratamento, deverá dar condições aos seus efluentes de:

Impedir perigo de poluição de mananciais destinados ao abastecimento domiciliário;
Impedir alteração das condições de vida aquática nas águas receptaras;
Não prejudicar as condições de balneabilidade de praias e outros locais de recreio e esporte; e
Impedir perigo de poluição de águas subterrâneas, de águas localizadas (lagos ou lagoas), de cursos d'água que atravessem núcleos de população, ou de águas utilizadas na dessedentação de rebanhos e na horticultura, além dos limites permissíveis, a critério do órgão local responsável pela Saúde Pública.

Fossas sépticas são câmaras convenientemente construídas para reter os despejos domésticos e/ou indústrias, por um período de tempo especificamente estabelecido, de modo a permitir sedimentação dos sólidos e retenção do material graxo contido nos esgotos, transformando-os bioquimicamente,em substâncias e compostos mais simples e estáveis.

De acordo com a definição, o funcionamento das fossas sépticas pode ser explicado nas seguintes fases do desenvolvimento do processo:

Retenção do esgoto

O esgoto é detido na fossa por um período racionalmente estabelecido, que pode variar de 24 a 12 horas, dependendo das contribuições afluentes.

Decantação do esgoto

Simultaneamente à fase anterior, processa-se uma sedimentação de 60 a 70%dos sólidos suspensos contidos nos esgotos, formando-se uma substância semiíquida denominada de lodo. Parte dos sólidos não sedimentados, formados por óleos, graxas, gorduras e outros materiais misturados com gases, emerge e é etida na superfície livre do líquido, no interior da fossa séptica, os quais são comumente denominados de escuma

Digestão anaeróbia do lodo

Ambos, lodo e escuma, são atacados por bactérias anaeróbias, provocando destruição total ou parcial de material volátil e organismos patogênicos.

Redução de volume do lodo

Do fenômeno anterior, digestão anaeróbia, resultam gases, líquidos e acentuada redução de volume dos sólidos retidos e digeridos, que adquirem características estáveis capazes de permitir que o efluente líquido das fossas sépticas possa ser disposto em melhores condições de segurança.

A fossa séptica é projetada de modo a receber todos os despejos domésticos (de cozinhas, lavanderias domiciliares, lavatórios, vasos sanitários, bidês, banheiros, chuveiros, mictórios, ralos de piso de compartimentos interiores,etc.),ou qualquer outro despejo, cujas características se assemelham às do esgoto doméstico. Em alguns locais é obrigatória a intercalação de um dispositivo de retenção de gordura (caixa de gordura) na canalização que conduz os despejos das cozinhas para a fossa séptica.

São também vetados os lançamentos diretos de qualquer despejo que possam, por qualquer motivo, causar condições adversas ao bom funcionamento das fossas sépticas ou que apresentem um elevado índice de contaminação por microorganismos patogênicos.

De bem com a fossa séptica

Faça um diagrama preciso que mostre a localização do tanque e de seus tubos de acesso para saber exatamente onde se encontra a fossa no terreno.

Evite plantas de raiz muito profunda em áreas próximas, assim como outras atividades que possam ser prejudiciais ao sistema.

Mantenha um registro de limpezas, inspeções e outras manutenções, sempre incluindo nome, endereço e telefone dos técnicos que efetuaram os serviços.

Faça com que a área sobre a fossa permaneça limpa, quando muito apenas com uma cobertura de grama ou relva. Raízes de árvores ou arbustos podem entupir e danificar as linhas de dreno.

Evite que automóveis estacionem sobre a área e não deixe que equipamentos pesados sejam colocados no local.

Não planeja nenhuma construção como piscinas e calçadas perto da fossa.

Não verta demasiada água sobre o sistema, nem permita que a chuva consiga adentrá-lo. Quando inundada com mais água do que pode absorver, a fossa reduz sua capacidade de escoar resíduos e esgoto, aumentando o risco de os efluentes se agruparem na superfície do solo.

Não escoe para a fossa materiais que não são biodegradáveis, tais como plásticos, fraldas e absorventes, papel higiênico e guardanapos, já que esses detritos podem encher o tanque e entupir o sistema.

Não descarte óleos de cozinha e outras gorduras no ralo da pia, já que tais alimentos se solidificam e entopem o campo de absorção da terra.

Não permita que tintas, óleos de motor de automóvel, pesticidas, fertilizantes e desinfetantes entrem no sistema séptico. Essas substâncias podem atravessá-lo diretamente, contaminando os terrenos em volta da fossa e matando os microrganismos que decompõem os resíduos.

Use água fervente para desentupir ralos, em substituição a quaisquer produtos cáusticos. Além disso, faça a limpeza do banheiro e da cozinha com um detergente moderado.

LODO É OPÇÃO BARATA DE FERTILIZANTE

Resíduo tratado é rico em fósforo e nitrogênio e substitui, parcial ou totalmente, a aplicação de adubo mineral

O uso de lodo de esgoto tratado na agricultura pode ser uma opção econômica para produtores. Aplicado como fertilizante, o resíduo orgânico "reciclado" é comprovadamente rico em nutrientes - como nitrogênio e potássio - essenciais para o bom desenvolvimento da lavoura.

Segundo informações da Embrapa Cerrados, pode-se aproveitar, por ano, nitrogênio, fósforo e potássio em quantidades equivalentes a 1790 toneladas de uréia, 2778 toneladas de superfosfato triplo e 102 toneladas de cloreto de potássio, respectivamente.

SEGURANÇA

Antes de ser usado na agricultura, o lodo passa por processos de sanitização que diminuem a quantidade de patógenos e tornam o material seguro. "Com o tratamento adequado pelas companhias de saneamento, a quantidade de agentes contaminantes, como coliformes fecais e ovos de helmintos, é desprezível, o que torna a aplicação segura do ponto de vista sanitário. A presença de metais pesados também é insignificante", garante o pesquisador Jorge Lemainski, da Embrapa Cerrados.

Lemainski destaca que é necessário usar equipamentos de proteção individual (EPIs) para prevenir os aplicadores contra contaminações via oral. "Quanto menor o contato, mais segura a operação." Lodo de boa qualidade para a agricultura, observa, é o lodo que se enquadra na legislação do Conama. Deve ser sanitizado e não pode ter mau cheiro.

TESTES

O pesquisador relata os resultados positivos obtidos em experimentos que usaram lodo em lavouras de grãos. "No milho, com a substituição total de adubo mineral, a produtividade, muito boa, foi de 110 sacas/hectare. Para a soja, o índice ficou em 56 sacas/hectare, também com substituição de fertilizante mineral."

Na dose de 30 toneladas/hectare de lodo, há viabilidade econômica para dois cultivos de soja, com retorno de R$ 0,15 para cada R$ 1 investido no lodo como fertilizante. Na cultura do milho o retorno chega a R$ 0,90, diz Lemainski, que dá a dica de manejo: "Faz-se a rotação do milho com a soja.

O lodo é aplicado primeiro na lavoura de milho e, no segundo ano, o produtor entra com a soja, que aproveitará o efeito residual."

ECONOMIA

O produtor Arlindo Batagin Júnior, da Fazenda São Fernando, que cultiva cana-de-açúcar no município paulista de Capivari, entre Piracicaba e Campinas, conta que tem gostado dos resultados conseguidos com o uso do lodo como adubo. Ele está "experimentando" a alternativa há dois anos em 50 dos 140 hectares de sua propriedade. "Achei interessante por ser uma opção orgânica."

Na fazenda, o produtor aplica 15 toneladas/hectare de lodo - que vem de Jundiaí - e diz que o principal benefício foi em relação à "longevidade" do canavial adubado com o resíduo reciclado. "Onde apliquei, o número de cortes aumentou de cinco para sete. A capacidade de rebrota melhorou significativamente."

Além disso, Batagin Júnior calcula que os custos com fertilizantes caíram pela metade. Dos gastos totais, diz economizar 20%. "Deixei de aplicar fósforo e nitrogênio e só aplico potássio, que, no lodo, tem em menor quantidade", justifica. Ele destaca, porém, que o agricultor precisa ter uma esparramadeira e uma carregadeira na propriedade para fazer a aplicação.

O produtor interessado em utilizar o lodo na propriedade deve, por lei, apresentar um projeto agronômico assinado por engenheiro agrônomo ou florestal à companhia de saneamento de sua região, que também segue determinações legais para tratar o lodo corretamente e torná-lo adequado para a lavoura.

Fonte: www.uniagua.org.br

Tratamento de Água

Como a água é tratada na CORSAN

A água cobre 75% da superfície da Terra. A água salgada está presente nos mares e oceanos e representa 97,4% de toda a água. A doce, portanto, não chega a 3%, sendo que 90% desse volume corresponde a geleiras e o resto a rios, lagos e lençóis subterrâneos. Daí a importância da preservação dos mananciais.

Para que possa ser consumida, sem apresentar riscos à saúde, ou seja, tornar-se potável, a água tem que ser tratada, limpa e descontaminada. Com o objetivo de oferecer água de boa qualidade, a CORSAN mantém captações em rios, lagos e barragens responsáveis por 80% do volume total produzido. Os 20% restantes - grande parte destinada a abastecer pequenas localidades - são buscados em mananciais subterrâneos. A preservação destes mananciais, como forma de garantir o abastecimento, é uma prioridade da CORSAN e deve ser compartilhada com toda a comunidade, pois a qualidade dos recursos hídricos e fundamental para o equilíbrio ambiental.

A Corsan capta água dos rios, lagos e riachos por meio de bombas. Esta água é conduzida, através das adutoras de água bruta, até as estações de tratamento de água, também chamadas ETAs. Na ETA, a água que chega nem sempre é potável. Ali é transformada em água limpa, saudável. Um serviço deficiente de abastecimento de água potável afeta a saúde das populações. Por isso, é importante contar com um sistema adequado de abastecimento.

O sistema de água potável é um conjunto de estruturas, equipamentos e instrumentos destinados a produzir água de consumo humano a fim de entregá-la aos usuários em quantidade e qualidade adequadas, tendo um serviço contínuo a um custo razoável.

Os sistemas de abastecimento de água geralmente contêm os seguintes componentes: obras de captação, estação de tratamento, redes de distribuição e conexões domiciliares.

Produzir água potável não é fácil. Requer investimento de grandes cifras para construir estações de tratamento e comprar os insumos necessários para purificá-la.

A qualidade da água tratada depende do seu uso. É de vital importância para a saúde pública que a comunidade conte com um abastecimento seguro que satisfaça as necessidades domésticas tais como o consumo, apreparação de alimentos e a higiene pessoal. Para alcançar este propósito devem ser cumpridas uma série de normas de qualidade (física, química e microbiológica), de tal maneira que a água esteja livre de organismos capazes de originar enfermidades e de qualquer mineral ou substância orgânica que possa prejudicar a saúde.

Floculação

Tratamento de Água
Floculação

Floculação é o processo onde a água recebe uma substância química chamada de sulfato de alumínio. Este produto faz com que as impurezas se aglutinem formando flocos para serem facilmente removidos.

Decantação

Tratamento de Água
Decantação

Na decantação, como os flocos de sujeira são mais pesados do que a água caem e se depositam no fundo do decantador.

Filtração

Tratamento de Água
Filtração

Nesta fase, a água passa por várias camadas filtrantes onde ocorre a retenção dos flocos menores que não ficaram na decantação. A água então fica livre das impurezas.

Estas três etapas: floculação, decantação e filtração recebem o nome de clarificação. Nesta fase, todas as partículas de impurezas são removidas deixando a água límpida. Mas ainda não está pronta para ser usada. Para garantir a qualidade da água, após a clarificação é feita a desinfecção.

Cloração

A cloração consiste na adição de cloro. Este produto é usado para destruição de microorganismos presentes na água.

Fluoretação

A fluoretação é uma etapa adicional. O produto aplicado tem a função de colaborar para redução da incidência da cárie dentária.

Laboratório

Cada ETA possui um laboratório que processa análises e exames físico-químicos e bacteriológicos destinados à avaliação da qualidade da água desde o manancial até o sistema de distribuição.

Além disso, existe um laboratório central que faz a aferição de todos os sistemas e também realiza exames especiais como: identificação de resíduos de pesticidas, metais pesados e plancton. Esses exames são feitos na água bruta, durante o tratamento e em pontos da rede de distribuição, de acordo com o que estabelece a legislação em vigor. ,

Bombeamento

Tratamento de Água
Bombeamento

Concluindo o tratamento, a água é armazenada em reservatórios quando então, através de canalizações, segue até as residências.

CARACTERÍSTICAS DE UM BOM SERVIÇO DE ÁGUA: Qualidade

A água deve estar livre de microorganismos patogênicos que causam problemas à saúde. Deve atender às exigências das normas aprovadas pelas autoridades sanitárias de cada país.

Quantidade

O sistema de abastecimento deve ser capaz de distribuir volumes suficientes de água para satisfazer às demandas da população.

Cobertura

A água deve estar disponível para a população já que é um elemento vital para a saúde.

Continuidade

Deve existir um serviço contínuo, sem interrupções, que assegure água as 24 horas do dia durante todos os dias da semana.

Custo

A água deve ter um custo razoável que permita à população ter este serviço e que este custo cubra os gastos operacionais e de manutenção.

Controle operacional

A operação e manutenção preventiva e corretiva do sistema de abastecimento deve ser controlada para assegurar seu bom funcionamento.

Fonte: www.corsan.com.br

Tratamento de Água

A Sabesp produz cerca de 65 mil litros de água por segundo para atender os habitantes da região metropolitana de São Paulo. São 31 cidades operadas, além de 7 municípios (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Diadema e Mauá), que compram água da empresa por atacado.

No total, são 1.516 quilômetros de adutoras e 331 reservatórios com capacidade para armazenar 1,8 milhões de litros de água.

A seguir, os dados do Sistema de Abastecimento Metropolitano:

O serviço de distribuição de água potável é imprescindível para a garantia da salubridade e qualidade de vida dos habitantes das cidades.

No caso da Região Metropolitana de São Paulo, a Sabesp, empresa responsável pelo fornecimento público, se utiliza de águas superficiais, em mananciais localizados principalmente na Bacia do Alto Tietê, operando oito sistemas produtores de água potável:

1) Cantareira,
2)
Baixo Cotia,
3)
Alto Cotia,
4)
Guarapiranga,
5)
Rio Grande,
6)
Ribeirão da Estiva,
7)
Rio Claro e
8)
Alto Tietê. A qualidade das águas dos mananciais e a preservação ambiental são fatores primordiais para garantir o abastecimento público.

Os cursos de água que cortam a área urbana da Região Metropolitana de São Paulo apresentam má qualidade e alguns dos mananciais estão próximos dos limites da capacidade de potabilização. Todos os mananciais, inclusive os protegidos por lei, estão submetidos, em maior ou menor grau, aos efeitos da ocupação desordenada e uso inadequado do solo e aos efeitos da poluição ambiental. Considerando as áreas de mananciais, normalmente o processo de degradação é determinado pela expansão urbana desordenada, pela incompatibilidade de seus usos em relação às características físico-ambientais e pelo lançamento de esgotos doméstico e industrial, sem qualquer tratamento, diretamente nos cursos dos rios.

Tratamento de Água

Conhecida como solvente universal, a água sempre retém algum resíduo dos materiais com os quais entra em contato. Mesmo a água doce da natureza, presente nos rios, lagos e lençóis subterrâneos, contém resíduos das substâncias presentes no meio ambiente, como sais dissolvidos, partículas em suspensão e microorganismos.

Para garantir que a água fornecida à população seja potável, a Sabesp busca fontes de água de boa qualidade e utiliza alta tecnologia de tratamento para eliminar todos os poluentes e agentes ameaçadores à saúde.

Tratamento de Água
Sistema de Tratamento de água

Nas Estações de Tratamento de água (ETA´s) a água bruta passa por diversos processos. Os principais são Desinfecção, Coagulação, Floculação, Decantação, Filtração, Correção do pH e Fluoretação.

Na estação de tratamento a água bruta recebe o primeiro produto químico, que é sulfato de alumínio líquido. A função do sulfato de alumínio é justamente agregar aquelas partículas, aquele material que está dissolvido na água, ou seja, a sujeira. Depois da adição do sulfato de alumínio, a água chega aos floculadores, onde recebe cloro - para a desinfecção - e polieletrólito, um produto químico que vai ajudar na floculação.

No floculador, os motores agitam a água em velocidade controlada para aumentar o tamanho dos flocos. Em seguida, a água passa para os decantadores, onde os flocos maiores e mais pesados vão se depositar. Cinqüenta a sessenta por cento das impurezas ficam retidas no decantador. Somente a água da superfície sai dos decantadores e passa pelo processo de filtragem, para retirar o restante das impurezas. Nessa fase, recebe nova adição de cloro. O filtro tem vida útil de 20 a 30 horas. Ao final desse período, deve ser lavado para a retirada da sujeira que ficou retida na filtragem. Depois de filtrada, a água recebe a adição de cal para elevar o PH, cloro e flúor. Só então ela está própria para o consumo.

O padrão de potabilidade da água tratada e consumida pela população de São Paulo segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde, garantindo a inexistência de bactérias e partículas nocivas à saúde humana. Dessa forma, evita-se o surgimento de grandes surtos de epidemias, como a cólera e o tifo. E a SABESP faz o monitoramento da qualidade das águas em seus laboratórios, durante todo o processo de produção e distribuição.

Todas essas etapas de tratamento e o uso de produtos químicos auxiliares servem para destruir microorganismos que podem causar doenças, retirar impurezas, controlar o aspecto e gosto, garantindo a qualidade da água fornecida pela empresa. O processo de Fluoretação tem relação direta com a saúde bucal da população, reduzindo em mais de metade os casos de cárie. Após esse tratamento, a água é armazenada para ser distribuída à população.

Sistema de Captação por Poços Artesianos

O Brasil apresentou nos últimos anos um aumento significativo da utilização das reservas de água subterrânea. Atualmente, o Estado de São Paulo se destaca como o maior usuário das reservas hídricas brasileiras. Para confirmar tal afirmação, basta salientar que grande parte das unidades da Sabesp no interior paulista são abastecidas a partir de poços.

Água Subterrânea pode ser definida como a água existente no subsolo. Preenchendo os poros e fraturas das rochas, a água passa por um processo de filtragem natural e fica acumulada, dando origem aos aqüíferos. A formação desses aqüíferos subterrâneos ocorre de formas variadas, com diversos níveis de profundidade. Através da construção de poços artesianos, essa água pode ser captada para ser utilizada no abastecimento público.

Depois de captada, a água proveniente dos poços é levada para um reservatório apropriado e recebe o tratamento adequado.

Após o tratamento, a água bruta recolhida nos mananciais é armazenada, primeiro em reservatórios de distribuição e depois em reservatórios de bairros, espalhados em regiões estratégicas das cidades. Desses reservatórios a água vai para as tubulações, que formam redes de distribuição, com construção e manutenção feitas pela Sabesp.

Todas as ações da empresa são planejadas e controladas de maneira que, em caso de reparos ou trocas na tubulação, o sistema permite que as redes interligadas garantam o abastecimento ininterrupto aos consumidores. Visando diminuir o índice de perdas de água no sistema - perdas comuns em todas as empresas de saneamento -, a Sabesp criou o Programa de Controle e Redução de Perdas, com diversas ações que estão diminuindo o desperdício.

Para garantir a qualidade do seu produto e a saúde da população , a Sabesp possui 15 centrais de controle sanitário distribuídos pela Região Metropolitana de São Paulo, Interior e Litoral.

No total, são feitas 147 mil análises por mês, sendo 30 mil mensais na Região Metropolitana de São Paulo.

Os parâmetros observados são: coliformes, bactérias heterotróficas, cloro, cor, turbidez, pH, ferro total, alumínio, flúor, cromo total, cádmio, chumbo e trihalometanos (THM). Todo esse cuidado faz com que a água fornecida pela Sabesp esteja dentro dos padrões mundiais estabelecidos pela OMS - Organização Mundial de Saúde.

Perdas de Água

A água, depois de tratada, é levada à população através da rede de distribuição, um conjunto de tubulações e peças especiais que exigem operações adequadas e manutenção sistemática. Mas, podem ocorrer acidentes no percurso da água, provocando rompimentos nas tubulações e a conseqüente perda de água.

As perdas de água potável são calculadas tendo como base a diferença entre o volume consumido registrado pelo conjunto de hidrômetros e o volume produzido pelos sistemas.

Existem dois tipos de perda: a física e a não física. A perda física é a água perdida em vazamentos, aquela que não chega ao consumidor.

A perda não física é a água usada pelos consumidores, mas que não é medida pela empresa de abastecimento de água, como as ligações clandestinas e outros tipos de fraudes. Dessa forma, obtém-se a perda total de 42 por cento do que é produzido na Região Metropolitana de São Paulo. No sistema público, o Programa de Redução de Perdas da SABESP visa, até 1998, reduzir a perda para 24 por cento. Ao mesmo tempo, a empresa desenvolve um programa de uso racional de água.

Fonte: www.agua.bio.br

Tratamento de Água

ETAPAS DO PROCESSO DE TRATAMENTO DE ÁGUA

Coagulação e floculação

O processo de coagulação é realizado por meio da adição de Cloreto Férrico e tem a finalidade transformar as impurezas da água que se encontram em suspensão fina em estado coloidal.

Inicialmente, são adicionados no canal de entrada da ETA a solução de Cal e o Cloreto Férrico. Em seguida a água é encaminhada para o tanque de Pré-Floculação para que o coagulante e o cal se misturem uniformemente no líquido, agindo assim de uma forma homogênea e efetiva.

Na floculação, a água é submetida à agitação mecânica para possibilitar que os flocos se agreguem com os sólidos em suspensão, permitindo assim uma decantação mais rápida.

Decantação

A etapa de decantação consiste na remoção de partículas em suspensão mais densas que a água por ação da gravidade.

Para uma maior eficiência, o percurso da água floculada para os Decantadores

Deve ser o menor possível e em condições que evitem a quebra dos flocos ou que impeçam a sedimentação das partículas.

As partículas mais densas que a água irão se depositar no fundo do decantador.

Filtragem

A filtração é a retenção de partículas sólidas por meio de membranas ou leitos porosos. As Estações de Tratamento de Água utilizam filtros de carvão ativo, areia e cascalho.

Para o funcionamento dos filtros é necessário a realização de dois controles:

a) Controle do nível de água
b)
Controle da vazão de entrada de água decantada para os filtros e saída de água filtrada

As ETAs possuem filtros rápidos que funcionam por ação da gravidade e sob pressão. São lavados a contra-corrente (inversão de fluxo) com uma vazão capaz de assegurar uma expansão adequada para o meio filtrante.

Fluoretação e cloração

A cloração consiste na desinfecção das água através da utilização de cloro gasoso (ETAs) ou hipoclorito de sódio (poços).

A fluoretação é realizada visando proporcionar uma medida segura e econômica de auxiliar na prevenção da cárie infantil. Nas ETAs e nos poços artesianos é utilizado o fluor sob a forma de Ácido Fluossilícico. As dosagens de cloro e fluor utilizados para o tratamento da água seguem as normas convencionais dos padrões de potabilidade.

Fonte: www.daaeararaquara.com.br

Tratamento de Água

A construção de um sistema completo de abastecimento de água requer muitos estudos e pessoal altamente especializado.

Para iniciar-se os trabalhos, é necessário definir-se:

A população a ser abastecida; A taxa de crescimento da cidade e Suas necessidades industriais.
Com base nessas informações, o sistema é projetado para servir à comunidade, durante muitos anos, com a quantidade suficiente de água tratada.

Um sistema convencional de abastecimento de água é constituído das seguintes unidades:

Captação Adução Estação de tratamento Reservação Redes de distribuição Ligações domiciliares.

Processo convencional de tratamento de água

Tratamento de Água

ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA - ETA

Captação

A seleção da fonte abastecedora de água é processo importante na construção de um sistema de abastecimento.

Deve-se, por isso, procurar um manancial com vazão capaz de proporcionar perfeito abastecimento à comunidade, além de ser de grande importância a localização da fonte, a topografia da região e a presença de possíveis focos de contaminação.

A captação pode ser superficial ou subterrânea.

A superficial é feita nos rios, lagos ou represas, por gravidade ou bombeamento.

Se por bombeamento, uma casa de máquinas é construída junto à captação. Essa casa contém conjuntos de motobombas que sugam a água do manancial e a enviam para a estação de tratamento.

A subterrânea é efetuada através de poços artesianos, perfurações com 50 a 100 metros feitas no terreno para captar a água dos lençóis subterrâneos.

Essa água também é sugada por motobombas instaladas perto do lençol d’água e enviada à superfície por tubulações.

A água dos poços artesianos está, em sua quase totalidade, isenta de contaminação por bactérias e vírus, além de não apresentar turbidez.

a) Tratamento da água de captação superficial

É composto pelas seguintes fases:

Oxidação

O primeiro passo é oxidar os metais presentes na água, principalmente o ferro e o manganês, que normalmente se apresentam dissolvidos na água bruta. Para isso, injeta-se cloro ou produto similar, pois tornam os metais insolúveis na água, permitindo, assim, a sua remoção nas outras etapas de tratamento.

Coagulação

A remoção das partículas de sujeira se inicia no tanque de mistura rápida com a dosagem de sulfato de alumínio ou cloreto férrico. Estes coagulantes, têm o poder de aglomerar a sujeira, formando flocos. Para otimizar o processo adiciona-se cal, o que mantém o pH da água no nível adequado.

Floculação

Na floculação, a água já coagulada movimenta-se de tal forma dentro dos tanques que os flocos misturam-se, ganhando peso, volume e consistência.

Decantação

Na decantação, os flocos formados anteriormente separam-se da água, sedimentando-se, no fundo dos tanques.

Filtração

A água ainda contém impurezas que não foram sedimentadas no processo de decantação. Por isso, ela precisa passar por filtros constituídos por camadas de areia ou areia e antracito suportadas por cascalho de diversos tamanhos que retêm a sujeira ainda restante.

Desinfecção

A água já está limpa quando chega a esta etapa. Mas ela recebe ainda mais uma substância: o cloro. Este elimina os germes nocivos à saúde, garantindo também a qualidade da água nas redes de distribuição e nos reservatórios.

Correção de pH

Para proteger as canalizações das redes e das casas contra corrosão ou incrustação, a água recebe uma dosagem de cal, que corrige seu pH.

Fluoretação

Finalmente a água é fluoretada, em atendimento à Portaria do Ministério da Saúde. Consiste na aplicação de uma dosagem de composto de flúor (ácido fluossilícico). Reduz a incidência da cárie dentária, especialmente no período de formação dos dentes, que vai da gestação até a idade de 15 anos.

b) Tratamento da água de captação subterrânea

A água captada através de poços profundos, na maioria das vezes, não precisa ser tratada, bastando apenas a desinfecção com cloro. Isso ocorre porque, nesse caso, a água não apresenta qualquer turbidez, eliminando as outras fases que são necessárias ao tratamento das águas superficiais.

Reservação

A água é armazenada em reservatórios, com duas finalidades:

Manter a regularidade do abastecimento, mesmo quando é necessário paralisar a produção para manutenção em qualquer uma das unidades do sistema;
Atender às demandas extraordinárias, como as que ocorrem nos períodos de calor intenso ou quando, durante o dia, usa-se muita água ao mesmo tempo (na hora do almoço, por exemplo).
Quanto à sua posição em relação ao solo, os reservatórios são classificados em subterrâneos (enterrados), apoiados e elevados.

Redes de distribuição

Para chegar às casas, a água passa por vários canos enterrados sob a pavimentação das ruas da cidade. Essas canalizações são chamadas redes de distribuição.Para que uma rede de distribuição possa funcionar perfeitamente, é necessário haver pressão satisfatória em todos os seus pontos. Onde existe menor pressão, instalam-se bombas, chamadas boosters, cujo objetivo é bombear a água para locais mais altos.
Muitas vezes, é preciso construir estações elevatórias de água, equipadas com bombas de maior capacidade. Nos trechos de redes com pressão em excesso, são instaladas válvulas redutoras.

Ligações domiciliares

A ligação domiciliar é uma instalação que une a rede de distribuição à rede interna de cada residência, loja ou indústria, fazendo a água chegar às torneiras.
Para controlar, medir e registrar a quantidade de água consumida em cada imóvel, instala-se um hidrômetro junto à ligação.
A tarifa mínima da COPASA dá direito a um consumo residencial de 6.000 litros de água por mês.
Ultrapassar esse limite, a conta de água é calculada sobre a quantidade de litros que foi consumida e registrada pelo hidrômetro.

Fonte: www.copasa.com.br

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