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Degradação Ambiental

 

A superfície da Terra está em constante processo de transformação e, ao longo de seus 4,5 bilhões de anos, o planeta registra drásticas alterações ambientais.

Há milhões de anos, a área do atual deserto do Saara, por exemplo, era ocupada por uma grande floresta e os terrenos que hoje abrigam a floresta amazônica pertenciam ao fundo do mar. As rupturas na crosta terrestre e a deriva dos continentes mudam a posição destes ao longo de milênios. Em conseqüência, seus climas passam por grandes transformações. As quatro glaciações já registradas - quando as calotas polares avançam sobre as regiões temperadas - fazem a temperatura média do planeta cair vários graus. Essas mudanças, no entanto, são provocadas por fenômenos geológicos e climáticos e podem ser medidas em milhões e até centenas de milhões de anos. Com o surgimento do homem na face da Terra, o ritmo de mudanças acelera-se.

Agentes do Desequilíbrio

A escalada do progresso técnico humano pode ser medida pelo seu poder de controlar e transformar a natureza. Quanto mais rápido o desenvolvimento tecnológico, maior o ritmo de alterações provocadas no meio ambiente. Cada nova fonte de energia dominada pelo homem produz determinado tipo de desequilíbrio ecológico e de poluição. A invenção da máquina a vapor, por exemplo, aumenta a procura pelo carvão e acelera o ritmo de desmatamento. A destilação do petróleo multiplica a emissão de gás carbônico e outros gases na atmosfera. Com a petroquímica, surgem novas matérias-primas e substâncias não-biodegradáveis, como alguns plásticos.

Crescimento populacional

O aumento da população mundial ao longo da história exige áreas cada vez maiores para a produção de alimentos e técnicas de cultivo que aumentem a produtividade da terra. Florestas cedem lugar a lavouras e criações, espécies animais e vegetais são domesticadas, muitas extintas e outras, ao perderem seus predadores naturais, multiplicam-se aceleradamente. Produtos químicos não-biodegradáveis, usados para aumentar a produtividade e evitar predadores nas lavouras, matam microrganismos decompositores, insetos e aves, reduzem a fertilidade da terra, poluem os rios e águas subterrâneas e contaminam os alimentos.

A urbanização multiplica esses fatores de desequilíbrio. A grande cidade usa os recursos naturais em escala concentrada, quebra as cadeias naturais de reprodução desses recursos e reduz a capacidade da natureza de construir novas situações de equilíbrio.

Economia do desperdício

O estilo de desenvolvimento econômico atual estimula o desperdício. Automóveis, eletrodomésticos, roupas e demais utilidades são planejados para durar pouco.

O apelo ao consumo multiplica a extração de recursos naturais: embalagens sofisticadas e produtos descartáveis não-recicláveis nem biodegradáveis aumentam a quantidade de lixo no meio ambiente. A diferença de riqueza entre as nações contribui para o desequilíbrio ambiental. Nos países pobres, o ritmo de crescimento demográfico e de urbanização não é acompanhado pela expansão da infra-estrutura, principalmente da rede de saneamento básico. Uma boa parcela dos dejetos humanos e do lixo urbano e industrial é lançada sem tratamento na atmosfera, nas águas ou no solo. A necessidade de aumentar as exportações para sustentar o desenvolvimento interno estimula tanto a extração dos recursos minerais como a expansão da agricultura sobre novas áreas. Cresce o desmatamento e a superexploração da terra.

Lixo

Acúmulo de detritos domésticos e industriais não-biodegradáveis na atmosfera, no solo, subsolo e nas águas continentais e marítimas provoca danos ao meio ambiente e doenças nos seres humanos. As substâncias não-biodegradáveis estão presentes em plásticos, produtos de limpeza, tintas e solventes, pesticidas e componentes de produtos eletroeletrônicos. As fraldas descartáveis demoram mais de cinqüenta anos para se decompor, e os plásticos levam de quatro a cinco séculos. Ao longo do tempo, os mares, oceanos e manguezais vêm servindo de depósito para esses resíduos.

Resíduos radiativos

Entre todas as formas de lixo, os resíduos radiativos são os mais perigosos. Substâncias radiativas são usadas como combustível em usinas atômicas de geração de energia elétrica, em motores de submarinos nucleares e em equipamentos médico-hospitalares. Mesmo depois de esgotarem sua capacidade como combustível, não podem ser destruídas e permanecem em atividade durante milhares e até milhões de anos. Despejos no mar e na atmosfera são proibidos desde 1983, mas até hoje não existem formas absolutamente seguras de armazenar essas substâncias. As mais recomendadas são tambores ou recipientes impermeáveis de concreto, à prova de radiação, que devem ser enterrados em áreas geologicamente estáveis. Essas precauções, no entanto, nem sempre são cumpridas e os vazamentos são freqüentes. Em contato com o meio ambiente, as substâncias radiativas interferem diretamente nos átomos e moléculas que formam os tecidos vivos, provocam alterações genéticas e câncer.

Ameaça nuclear

Atualmente existem mais de quatrocentas usinas nucleares em operação no mundo - a maioria no Reino Unido, EUA, França e Leste europeu. Vazamentos ou explosões nos reatores por falhas em seus sistemas de segurança provocam graves acidentes nucleares. O primeiro deles, na usina russa de Tcheliabínski, em setembro de 1957, contamina cerca de 270 mil pessoas.

O mais grave, em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, deixa mais de trinta mortos, centenas de feridos e forma uma nuvem radiativa que se espalha por toda a Europa.

O número de pessoas contaminadas é incalculável. No Brasil, um vazamento na Usina de Angra I, no Rio de Janeiro, contamina dois técnicos.

Mas o pior acidente com substâncias radiativas registrado no país ocorre em Goiânia, em 1987: o Instituto Goiano de Radioterapia abandona uma cápsula com isótopo de césio-137, usada em equipamento radiológico.

Encontrada e aberta por sucateiros, em pouco tempo provoca a morte de quatro pessoas e a contaminação de duzentas. Submarinos nucleares afundados durante a Segunda Guerra Mundial também constituem grave ameaça.

O mar Báltico é uma das regiões do planeta que mais concentram esse tipo de sucata.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Degradação Ambiental

Clima e Degradação Ambiental Urbana

Desde quando o Homem começou a conviver em grandes comunidades, ele alterou a natureza de forma a assegurar a própria sobrevivência e lhe proporcionar conforto. A agricultura, a pecuária e a construção de cidades etc. modificam diretamente a natureza. Assim transformando características geográficas como vegetação, permeabilidade do solo, absortividade e refletividade da superfície terrestre, além alterar as características do solo, ar atmosférico e das águas, tanto pluviais, fluviais como subterrâneas.

A alteração do espaço preexistente para a habitação humana, na criação de cidades e grandes metrópoles, causa variação climática de diversas formas. As grandes cidades e metrópoles possuem diferenças climáticas fundamentais das áreas de campo próximas. As temperaturas de verão e inverno são maiores, a umidade relativa é menor, a quantidade de poluentes no ar é muitas vezes maior, a quantidade de nuvens e nevoeiro e as precipitações são maiores que em áreas de campo próximas, já a velocidade dos ventos e radiação diminuem. Sendo assim pode-se concluir que as modificações no ambiente para a instalação de cidades densamente povoadas causam alterações no clima e na qualidade ambiental percebida.

Problemas como chuvas intensas e torrenciais, inundações, queda de morros, ventania em determinados locais, assim como instabilidade climática são causas do efeito criado pela alta densidade populacional e das transformações ambientais.

A poluição é muito freqüente em grandes cidades poluição do ar por produtos da combustão de combustíveis fósseis, contaminação das águas, por resíduos químicos, esgoto industrial e doméstico etc., poluição do solo causado por lixo urbano e industrial, resíduos despejados etc. , poluição sonora de pessoas e máquinas, poluição visual causada por propagandas, prédios etc. poluição térmica causadas pela pavimentação das vias públicas, prédios, equipamentos, pessoas etc.

Devido os problemas supracitados hoje as pessoas que habitam em grandes centros, adoecem muito mais que as que vivem na zona rural, tais doenças originadas não apenas pela vida estressante das grandes cidades, mas também pela péssima qualidade do ar, da água e da grande população de ratos e baratas que também fazem parte da presença desordenada do Homem.

Degradação Ambiental

Assim observa-se que a degradação ambiental urbana altera não apenas as condições climáticas locais, mas também agride o meio ambiente, poluindo-o de diversas formas e ao ser humano que nele habita resta conviver com um ambiente bastante inóspito e que muitas vezes pode levá-lo a doenças sérias e até a morte.

A arquitetura e o urbanismo devem considerar sempre fatores climáticos e ambientais para o projeto de residências, prédios ou cidades de forma a proporcionar não apenas conforto do espaço onde se convive e sim de todas as formas, térmico, lumínico, acústico da qualidade perceptível do ar, da água, do solo etc.

A arquitetura urbana não deve tornar a convivência em comunidades problema sérios aos seus habitantes.

Fonte: www.cabano.com.br

Degradação Ambiental

A DEGRADAÇÃO AMBIENTAL DOS ECOSSISTEMAS BRASILEIROS

“O homem (...) depende da existência de uma natureza rica, complexa e equilibrada em torno de si.” (Samuel Murgel, 1997)

A natureza sempre atendeu as necessidades humanas. Nos primórdios de forma simplória restringia-se apenas à alimentação, porém ao deixar sua condição de nômade o homem precisou desenvolver habilidades que suprissem as novas circunstâncias. A posição era outra e passou a exigir mais do meio natural, era necessário produzir, e não apenas colher.

Até adentrar na Era Industrial a degradação ambiental ocorria em uma escala menor, mas era conveniente avançar, a humanidade alcançara outro estágio – aumentara a população e conseqüentemente a produção em todos os níveis. A degradação dos ecossistemas atualmente está globalizada e inversamente proporcional à produção e ao consumo da população mundial, todavia vamos nos ater aos impactos ambientais no território brasileiro, que é secular.

Desde o descobrimento, o solo, as águas, a fauna e a flora são exploradas para as diversas atividades, quando então o país tornou-se fonte inesgotável para abastecer a produção industrial em todo o mundo. Primeiro foi o pau-brasil que estava mais á mostra, depois os mais variados tipos de matéria-prima, que atendia o crescimento industrial da Europa e que se inicia no Brasil na segunda metade do século XX. O desenvolvimento foi e será necessário, todavia alcançou um limite que não é mais possível controlar, e a degradação dos ecossistemas brasileiros é conseqüência tanto da exploração externa como interna para manter o processo desenvolvimentista que sempre se preocupou exclusivamente com a produção e o lucro.

A ameaça que circunda os ecossistemas se dar por falta de um compromisso maior quando da utilização dos recursos naturais. A falta de um planejamento adequado levou a uma corrida exagerada para a exploração destes recursos, cuja renovação não acompanhou o ritmo intenso da produção.

Ao todo são sete ecossistemas que cobrem o Brasil de norte a sul, e de suma importância para continuidade da vida, inclusive do planeta com toda a modernidade que alcançou ao longo dos milênios. Se não houver preservação, como sustentar o progresso que não pode retroceder?

Na Amazônia está o maior ecossistema do mundo, e devido às boas condições climáticas concentra a maior biodiversidade do planeta. Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), organização não-governamental, a região possui uma vegetação composta por mais de 30 mil espécies distribuídas de forma heterogênea entre cerrados com savanas nas áreas mais secas; gramíneas nos campos e campinaranas. Dependendo do solo e da topografia a vegetação pode ser dividida em matas de terras firmes - que nunca são alagadas, - matas de várzea – que sofrem alagamentos durante os meses de cheia - e matas de igapó – que são permanentemente alagadas (Furlan e Nucci: 1999, p. 24). A fauna possui 85% dos peixes de água doce da América do Sul, 350 espécies de mamíferos, 950 tipos de aves e aproximadamente 2,5 milhões de insetos. Toda estas comunidades animais e vegetais habitam níveis diferentes ao longo da floresta. A degradação que vem ocorrendo na Amazônia é provocada pelas as atividades mineradoras e agropecuárias, bem como pela caça e pesca predatória que colocam em risco sua biodiversidade com impactos como o desmatamento, erosão, poluição das águas e inundações de florestas (Almanaque Abril-Brasil – 2002).

O Pantanal, localizado no Centro Oeste brasileiro é a maior planície inundável do planeta com 150 mil quilômetros quadrados, numa área de transição entre a Amazônia e o Cerrado, com ecossistemas aquáticos. Essencialmente agrícola, e com forte atração para o Turismo ecológico pela bela paisagem que possui, apresenta graves problemas em termos de degradação ambiental, principalmente com o lixo acumulado nas regiões ribeirinhas, que concentram localidades com saneamento básico precário e são pontos de partidas para várias atividades e terminam por contaminar as águas ao longo das hidrovias.

intensificar sua preservação ambiental para que esse titulo permaneça.

O Ecossistema de Caatinga predomina na região do semi-árido e envolve oito Estados do Nordeste (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Alagoas, Bahia, Piauí), e o norte de Minas Gerais. O clima semi-árido e as altas temperaturas, a maior media do país, entre 25º C e 29º C e o solo seco. A fauna é composta por lagartos, serpentes, anfíbios e mamíferos, entres estes últimos, estão o veado, preá, cutia, gambá, capivara, etc.

O que caracteriza esta vegetação é a perda por completo das folhagens de quase todas as espécies durante a estação seca: o armazenamento de água em seus tecidos, as folhas com superfície reduzida ou reduzidas a espinhos. Na Caatinga dominam as famílias Leguminosae (juremas e jatobás), Bignoniceae (carobas e paus d’arco), Enphorbiaceae (maniçoba e marmeleiros). Entre as cactáceas, encontramos o mandacaru (Cereus jamacuru), o xique-xique (Cephalo cereus gounellei), etc (Joselina Rodrigues: 2001, p. 57). Este ecossistema vem sofrendo degradação há séculos, as perdas foram principalmente devido à colonização da área baseada exclusivamente na agricultura e pecuária, que favoreceu a formação de grandes latifúndios que permanecem nos dias atuais, causando prejuízos com o desmatamento, uso excessivo dos lençóis de água e a desertificação. No processo de desertificação, segundo Silva Neto (2001, p. 34), “o Estado do Piauí apresenta uma considerável área consumida por esta degradação que gera o desaparecimento de espécies animais e vegetais (...). As causas básicas do processo de desertificação na região de Gilbués (e áreas circunvizinhas) foram à eliminação da cobertura vegetal motivada, num primeiro momento, pela exploração de jazidas de diamantes e, posteriormente, pela implantação de campos pastoris”.

A segunda maior formação vegetal do país é o Cerrado e abrange dez estados do Brasil Central, o que corresponde 23,1%. Com duas estações bem definidas com o inverno seco e verão chuvoso, este ecossistema abriga três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul. Concentra uma vegetação rica, com arvores esparsas e disseminadas entre arbustos, e uma vida animal diversificada, tendo inclusive algumas espécies ameaçadas de extinção (o mico-leão dourado e a preguiça de coleira) por causa da caça e o comercio ilegal de animais e vegetais.

Os fatores de degradação que mais afetam as áreas de Cerrado são: mineração; os projetos agropecuários e a expansão territorial. Na mesma velocidade que se processa o desenvolvimento, ocorre a degradação, e o distanciamento entre o equilíbrio econômico e o ambiental fica cada vez maior.

A Mata Atlântica foi o ecossistema mais degradado, e junto com o Cerrado, Mata de Araucárias e a Zona Litorânea, forma uma das maiores interações ecossistêmicas. A cobertura vegetal correspondia 15% das terras descobertas, abrangendo a região Sudeste, Sul e Nordeste. Sua degradação foi intensa e vários fatores foram utilizados simultaneamente, desmatamento, agricultura, e expansão urbana. Atualmente está reduzida a 7% de sua área original, preservados, graças à presença da Serra do Mar.

Conforme Furlan e Nucci, “Essas florestas encontram-se em diferentes condições de umidade, de temperatura e de tipo de solo; portanto, cada uma delas apresenta características exclusivas. A composição de espécies, por exemplo, não é a mesma numa floresta ao nível do mar e em outra, no topo de uma montanha”. Na vegetação se destacam espécies de madeira raras e de grande valor econômico como a peroba rosa (Aspidosperma peroba), e o cedro (Cedrela fissilis). A fauna apresenta variedades tanto para os ambientes aquáticos (jacarés, cagados, patos, mergulhão pescador, e varias espécies de peixes), como para os de terra firme como, lagartos, quatis, gambás, onças, e vários tipos de primatas. Os campos predominam na Região Norte, em faixa isoladas, entretanto, é no sul do Brasil que apresenta em extensa pradaria. Nos pampas-gaúchos a vegetação é aberta e com árvores de pequeno porte formadas por gramíneas (campos limpos), arbustos (campos sujos) e herbáceas. Algumas espécies são endêmicas, como os cactos e bromélias. A qualidade da terra, o clima e a hidrografia favorecem a atividades agropecuárias, que são responsáveis pela degradação que ocorre neste ecossistema, e que produz a perda da fertilidade do solo, erosão, desmatamento e desertificação. A alternância de culturas foi o fator que mais contribuiu para os fortes impactos. Os produtores atualmente buscam terras férteis em outras áreas do território nacional, principalmente no Norte e Nordeste. A titulo de ilustração, produtores gaúchos se instalaram na região sul do Piauí, onde desenvolvem com êxito a cultura da soja. Fato que ainda provoca muitas discussões, por apresentar de um lado certos benefícios, e por outro, danos muito sérios para o meio ambiente.

Na Região Sul, também está o ecossistema de Mata de Araucária, com uma formação vegetal especifica, e exclusiva de regiões de clima subtropical. Esta vegetação deve um alto grau de destruição, visto que o que hoje se apresenta é apenas 2% de sua totalidade. Motivo? Terra boa para o plantio do trigo e uva. O pinho ainda é muito utilizado como mátria prima para as indústrias de moveis e papel.

Os Sistemas Costeiros e Insulares apresentam uma grande diversidade biológica por envolver praias, ilhas, estuários, etc. A vegetação é rica e o domínio maior é das restingas e mangues. Na restinga sobressaem, os tipos arbóreos e arbustivos muito densos. No mangue o Rhizophora mangle e a Avecennia são típicos das áreas litorâneas, com suas raízes suspensas e entrançadas, e com uma altura que ultrapassam os 20m. Tanto quanto a flora a fauna apresenta uma variedade muito grande entre mamíferos, aves, peixes, anfíbios e insetos. Um dos lugares tidos com santuário biológico nesta região é o atol das Rocas por manter intacta a paisagem natural e a riqueza da biodiversidade.

O grau de degradação desse ecossistema foi e continua sendo muito alto por ocupar toda a costa brasileira, onde se concentram grandes cidades, portos, tem uma pesca intensa, e são atrativos turísticos com uma demanda alta o que provoca a especulação imobiliária tanto nos grandes centros como nas áreas mais afastadas. Estas atividades produzem impactos de grandes proporções ao meio ambiente, atingindo recursos naturais como o ar, água e o solo, essenciais à vida dos animais, vegetais e a do ser humano ator principal de muitas ações.

O panorama ambiental do Brasil está a merecer uma atenção especial, tanto por parte das autoridades brasileiras, como dos organismos internacionais que zelam pela harmonia entre o homem e o meio ambiente.

Os programas de preservação devem ser intensificados para impedir interferências mais fortes sobre o meio ambiente, bem como tomar medidas de conservação que levam ao manejo sustentável, ou seja, a exploração dos recursos sem grandes impactos ambientais. Para mudar conceitos e hábitos, será necessário não apenas educar o homem para uma melhor convivência com o espaço natural, mas mudar as relações capitalistas, como novos sistemas produtivos e com uma nova estrutura social. Todavia todo este enfoque não tira do homem a sua parte de responsabilidade quanto à degradação causada aos recursos naturais.

A gestão racional é uma alternativa para reintegrar homem e natureza, que não são partes isoladas, o espaço é o mesmo para a convivência harmoniosa de ambos. Para o ecossistema evoluir não poderá haver isolamento de uma espécie dentro do sistema geral, a evolução é constante e sucessiva com estabilidade para todos os componentes. A idéia de uso múltiplo das unidades básicas da organização da natureza apresenta-se como uma maneira mais apropriada para sanar o desequilíbrio ambiental, pois implica em responsabilidade para a utilização dos recursos naturais, onde o manejo propiciará uma estabilidade dos ecossistemas.

Para a atividade turística, a degradação ambiental representa perda de insumo, visto que o meio ambiente natural exerce forte poder de atração. O turismo ainda se beneficia com a segunda natureza, ou seja, o meio ambiente construído, que tem no patrimônio histórico arquitetônico sua maior força motriz. Embora provoque impactos negativo ao meio ambiente, este não é o fator mais forte da degradação ambiental. O turismo como objeto de crescimento econômico busca alternativas e faz surgir novas práticas menos agressivas a natureza, atendendo uma demanda que hoje busca áreas ecologicamente preservadas, e contribui para a manutenção do equilíbrio ambiental. Segundo Ruschmann (2000, p. 27), “O turismo nos espaços naturais não é apenas modismo de uma época e a opinião pública tem se conscientizado, cada vez mais, da necessidade de proteger o meio ambiente”. Para a manutenção do turismo e conseqüentemente do meio natural explorado são implementas hoje políticas voltadas para o desenvolvimento sustentado, e o ecoturismo desponta como principal vetor para contribuir com a preservação ambiental e a qualidade de vida das regiões receptoras.

Maria de Fátima Macedo Melo

Catarina Maria dos Santos

BIBLIOGRAFIA

Almanaque Abril – Meio Ambiente. P. 263 -267/274 -288. 2002. BRANCO, Samuel Murgel. O Meio Ambiente em Debate. 26ª ed – renovada e ampliada. São Paulo: Moderna, 1999. FURLAN, Sueli Ângelo, NUCCI, João Carlos. A Conservação das Florestas Tropicais. São Paulo: Atual, 1999. RODRIGUES, Joselina Lima Pereira. Estudos Regionais do Piauí. Teresina: Halley, 2001. RUSCHMANN, Dóris van de Meene. Turismo e Planejamento Sustentável: A proteção do meio ambiente. 6ª Edição. Campinas – SP: Papirus, 2000. SILVA NETO, Francisco Ferreira. O Piauí e sua geografia em seus aspectos físicos, humanos e econômicos. Teresina: Capital, 2001.

Fonte: www.faete.edu.br

Degradação Ambiental

A degradação do meio ambiente é um tema muito em voga e sempre presente em todas as discussões sobre as questões ambientais que afligem nosso século.A degradação vem avançando sobre todos os ecossistemas e as suas causas e conseqüências são as mais variadas.

O que é degradação do meio ambiente?

Degradação Ambiental
A Degradação do Meio Ambiente

Degradar é o mesmo que degenerar, desgastar, estragar, devastar, destruir, assim a degradação ambiental ou do meio ambiente é o processo de degeneração, desgaste, devastação, destruição das condições ambientais ou do habitat de uma coletividade.

Nos processos de degradação ambiental ocorrem alterações biofísicas do meio que provocam alterações na flora e na fauna natural, podendo acontecer inclusive eventual prejuízos na biodiversidade, com diferentes graus de intensidade.

Quando se desencadeia um processo de degradação ambiental sempre vai haver a perda de qualidade de vida em virtude das alterações ambientais, mesmo que estas sejam relativas. A degradação do meio ambiente pode acontecer pela ação humana ou de forma natural.

Na maioria dos casos ela está associada a poluição causada pelo homem, no entanto pode acontecer a degradação ambiental através de meios naturais ao longo da evolução de algum ecossistema.

A poluição como principal causa da degradação ambiental

Degradação Ambiental

A poluição já é conhecida da humanidade desde os primórdios da civilização, quando o homem descobriu o fogo, ao longo da evolução ela foi se transformando e ganhando formas mais agressivas, no entanto foi com a Revolução Industrial e a consolidação mundial do capitalismo que a poluição passou a ser considerada um problema ambiental.

O planeta terra não estava preparado para o impacto da industrialização, da urbanização e do consumismo desenfreado do homem moderno. As indústrias e a urbanização trazem consigo inúmeros problemas ambientais, tais como a grande produção e acumulo de lixo, o volume de esgotos, congestionamentos do tráfego, lançamento de gases na atmosfera, poluição das águas, desmatamento, etc. a lista das formas de poluição e de degradação ambiental é imensa e seus prejuízos ao meio ambiente não podem ser quantificados.

Meio ambiente transformado

Degradação Ambiental

Com a revolução industrial e o capitalismo em franca expansão em todo o mundo, a natureza vai dando lugar a uma forma de meio ambiente transformado, produzido pela ação humana, ou seja, o ambiente natural foi sendo modificado pelo homem para atender as “necessidades” da sociedade capitalista moderna.

Um exemplo de natureza produzida pelo homem são os grandes centros urbanos, com rios canalizados, flora e fauna devastada, o colo completamente coberto por asfalto, parques plantados, ou seja, um ambiente natural muito diferente daquele original que existia ali antes da intervenção humana.

Essa intervenção humana sobre o meio ambiente natura traz graves conseqüências na qualidade de vida do homem, pois ele é parte da natureza e através destas transformações prejudica a si mesmo, degradando a qualidade de vida do planeta

Fonte: meioambiente.culturamix.com

Degradação Ambiental

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

Vivemos num mundo cada vez mais interconectado. Graças aos veículos de comunicação e a convergência das mídias, podemos saber o que está acontecendo em várias partes do planeta ao mesmo tempo. Numa época assim, marcada também pela crescente preocupação com o meio ambiente, é fácil nos depararmos com cenas de degradação ambiental que causam repulsa. A percepção do problema é muito maior do que o entendimento da causa, ou seja, vemos e nos incomodamos com as consequências, mas muitas vezes não percebemos que aquela situação trágica é formada pelas nossas próprias atitudes.

A cena de um rio poluído, lotado de garrafas pet, pneus, sacos plásticos e sucata nos remete à lembrança do pescador que içou uma bota em vez dos peixes.

Mas não nos preocupamos muito com o fato de jogarmos um toco de cigarro na rua, ou mesmo um papel de bala. Ou, quando estamos com preguiça, em vez de jogar o filete de plástico que sela o maço de cigarros no lixo reciclável - já que ninguém está vendo - jogamos ali mesmo num cantinho.

Quando estamos com pressa é comum estacionarmos em qualquer lugar, sem pensar muito se nossa atitude está prejudicando o tráfego de outros veículos.

Mas quando estamos voltando para casa, ou mesmo indo para um compromisso urgente, ficamos revoltados com um engarrafamento provocado por cinco ou seis motoristas que – por estarem com pressa – resolveram estacionar em qualquer lugar sem pensar se estão prejudicando alguém. Ou seja, fizeram a mesma coisa que nós fizemos dias antes.

Preocupamos com o aquecimento global e sabemos que a emissão de gás carbônico, oriundo da queima de petróleo, é um dos fatores que mais contribui para o acúmulo de gases potencializadores do efeito estufa. Mas diariamente entramos sozinhos em nossos carros – que pesam mais de uma tonelada e em geral comportam cinco pessoas - e percorremos um trajeto pequeno em direção ao trabalho, emitindo tranquilamente nossa cota de CO2.

Sabemos muito sobre a importância de economizar a água e de como isso é fundamental para o equilíbrio ambiental do planeta. Mas num dia frio, não resistimos a um banho reconfortante e quentinho. Usufruimos impunemente de uma enorme quantidade água e deixamos o chuveiro ligado por 15, 20 ou até mesmo 30 minutos. Afinal nós merecemos recuperar as energias e nada melhor que um banho quentinho pra isso.

O crescente consumo de energia elétrica gera o inevitável aumento da oferta com a consequente necessidade de construir usinas hidrelétricas, queimar carvão ou petróleo em usinas termoelétricas ou construir usinas de energia atômica. Essa situação é bastante evidente, mas quantas vezes não ligamos a televisão e simplesmente dormimos confortavelmente em nossos sofás. Esquecemos dos problemas ambientais decorrentes do desperdício, embalamos nossos sonhos e ainda culpamos a programação chata dos canais de TV por nosso sono.

Vamos ao supermercado e escolhemos tudo o que há de mais prático, afinal nosso tempo é precioso e devemos aprender a usá-lo com inteligência. Muitas vezes rejeitamos produtos frescos, como frutas e legumes, e optamos por enlatados ou alimentos congelados, sem nos preocuparmos com a qualidade da comida que ingerimos. Consumimos gorduras em excesso e proteínas de menos. E como resistir quando nossos filhos pedem aquelas guloseimas que trazem as figurinhas do Capitão Coragem ou uma miniatura da boneca Princesa do Castelo Encantado?

Os produtos de limpeza são definidos pelo seu poder de resolver o problema. Então compramos limpa vidros, limpa tapetes, limpa sanitários, tira manchas, tira odores, tira graxa, tira opinião de sogra, removedor de gordura, removedor de ferrugem, removedor de mau olhado, detergentes, desinfetantes, amaciantes, sabão em pó, sabão de barra e outros tantos produtos que nem imaginamos sua composição química e os estragos que podem causar ao meio ambiente. Isso quando não compramos desinfetantes e detergentes caseiros, fabricados sem controle e vendidos sem registro.

Na verdade este texto narra nosso cotidiano e é fácil identificarmos nosso comportamento em várias das ações aqui descritas. Não acho que é possível mudar nossos hábitos de uma hora para outra, somos assim porque é mais cômodo, confortável e simples. Mas fica evidente que há necessidade de repensarmos a intensidade de repetição dessas ações e suas consequências para o meio ambiente. Individualmente somos nós mesmos, coletivamente somos um planeta.

Fonte: vivaitabira.com.br

Degradação Ambiental

As atitudes comportamentais do homem, desde que ele se tornou parte dominante dos sistemas, têm uma tendência em sentido contrário à manutenção do equilíbrio ambiental.

Ele esbanja energia e desestabiliza as condições de equilíbrio pelo aumento de sua densidade populacional, além da capacidade de tolerância da natureza, e de suas exigências individuais. Não podendo criar as fontes que satisfazem suas necessidades fora do sistema ecológico, o homem impõe uma pressão cada vez maior sobre o ambiente.

Os impactos exercidos pelo homem são de dois tipos: primeiro, o consumo de recursos naturais em ritmo mais acelerado do que aquele no qual eles podem ser renovados pelo sistema ecológico; segundo, pela geração de produtos residuais em quantidades maiores do que as que podem ser integradas ao ciclo natural de nutrientes. Além desses dois impactos, o homem chega até a introduzir materiais tóxicos no sistema ecológico que tolhem e destroem as forças naturais.

A maior parte da água que é retirada não é atualmente consumida e retorna a sua fonte sem nenhuma alteração significativa na qualidade. A água é um solvente versátil freqüentemente usado para transportar produtos residuais para longe do local de produção e descarga. Infelizmente, os produtos residuais transportados são freqüentemente tóxicos, e sua presença pode degradar seriamente o ambiente do rio, lago ou riacho receptor.

Com isso, em todas as partes povoadas da Terra, a qualidade da água doce natural está sendo perturbada. Os problemas são rapidamente agravados em países tropicais, onde os custos do tratamento de águas poluídas têm compartilhado fundos com outras atividades mais urgentes.

Entre essas atividades emergenciais constantes em países tropicais, destacam-se as doenças provocadas pela água não tratada, o que gera um ciclo de causa-efeito de difícil solução.

As primeiras ameaças antropogênicas aos recursos aquáticos foram freqüentemente associadas a doenças humanas, especialmente doenças causadas por organismos e resíduos com demanda de oxigênio. Regiões de grande densidade populacional foram as primeiras áreas de risco, mas águas de áreas isoladas também sofrem degradação.

A rápida urbanização concentrou populações de baixo poder aquisitivo em periferias carentes de serviços essenciais de saneamento. Isto contribuiu para gerar poluição concentrada, sérios problemas de drenagem agravados pela inadequada deposição de lixo, assoreamento dos corpos d'água e conseqüente diminuição das velocidades de escoamento das águas.

Fonte: www.educacaopublica.rj.gov.br

Degradação Ambiental

Quando o homem começou a viver em grandes comunidades,ele alterou a natureza de forma para assegurar a sua sobrevivência e proporcionar seu conforto.A agricultura, pecuária e a construção de cidades.Modificam diretamente a natureza,assim transformando características geográficos como vegetação, permeabilidade do solo, relatividade da superfície terrestre, além de alterar a atmosfera.

A alteração do espaço para existente da habitação humana nas grandes cidades metropolitanas ,causando variação climática de diversas formas.

As temperaturas de verão e inverno são maiores que as áreas do campo próximas,já que a velocidade dos ventos e radiação diminuem.

Lixo

Acúmulo de detritos domésticos e industriais não-biodegradáveis na atmosfera, no solo, subsolo e nas águas continentais e marítimas provoca danos ao meio ambiente e doenças nos seres humanos. As substâncias não-biodegradáveis estão presentes em plásticos, produtos de limpeza, tintas e solventes, pesticidas e componentes de produtos eletroeletrônicos. As fraldas descartáveis demoram mais de cinqüenta anos para se decompor, e os plásticos levam de quatro a cinco séculos. Ao longo do tempo, os mares, oceanos e manguezais vêm servindo de depósito para esses resíduos.

Ameaça nuclear

Atualmente existem mais de quatrocentas usinas nucleares em operação no mundo - a maioria no Reino Unido, EUA, França e Leste europeu. Vazamentos ou explosões nos reatores por falhas em seus sistemas de segurança provocam graves acidentes nucleares. O primeiro deles, na usina russa de Tcheliabínski, em setembro de 1957, contamina cerca de 270 mil pessoas. O mais grave, em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, deixa mais de trinta mortos, centenas de feridos e forma uma nuvem radiativa que se espalha por toda a Europa. O número de pessoas contaminadas é incalculável. No Brasil, um vazamento na Usina de Angra I, no Rio de Janeiro, contamina dois técnicos.

Mas o pior acidente com substâncias radiativas registrado no país ocorre em Goiânia, em 1987: o Instituto Goiano de Radioterapia abandona uma cápsula com isótopo de césio-137, usada em equipamento radiológico. Encontrada e aberta por sucateiros, em pouco tempo provoca a morte de quatro pessoas e a contaminação de duzentas. Submarinos nucleares afundados durante a Segunda Guerra Mundial também constituem grave ameaça. O mar Báltico é uma das regiões do planeta que mais concentram esse tipo de sucata.

AGENTES DO DESEQUILÍBRIO

A escalada do progresso técnico humano pode ser medida pelo seu poder de controlar e transformar a natureza. Quanto mais rápido o desenvolvimento tecnológico, maior o ritmo de alterações provocadas no meio ambiente. Cada nova fonte de energia dominada pelo homem produz determinado tipo de desequilíbrio ecológico e de poluição. A invenção da máquina a vapor, por exemplo, aumenta a procura pelo carvão e acelera o ritmo de desmatamento. A destilação do petróleo multiplica a emissão de gás carbônico e outros gases na atmosfera. Com a petroquímica, surgem novas matérias-primas e substâncias não-biodegradáveis, como alguns plásticos.

Crescimento populacional

O aumento da população mundial ao longo da história exige áreas cada vez maiores para a produção de alimentos e técnicas de cultivo que aumentem a produtividade da terra. Florestas cedem lugar a lavouras e criações, espécies animais e vegetais são domesticadas, muitas extintas e outras, ao perderem seus predadores naturais, multiplicam-se aceleradamente. Produtos químicos não-biodegradáveis, usados para aumentar a produtividade e evitar predadores nas lavouras, matam microrganismos decompositores, insetos e aves, reduzem a fertilidade da terra, poluem os rios e águas subterrâneas e contaminam os alimentos.

A urbanização multiplica esses fatores de desequilíbrio. A grande cidade usa os recursos naturais em escala concentrada, quebra as cadeias naturais de reprodução desses recursos e reduz a capacidade da natureza de construir novas situações de equilíbrio.

EFEITO ESTUFA

A atmosfera contém carbono, presente na forma de dióxido de carbono, que regula a temperatura da terra, mas o aumento dos níveis de carbono impedem a reflexão dos raios solares para o espaço, retendo o calor na atmosfera e contribuindo para modificações climáticas como: aquecimento, degelo nos polos, inundações, furacões e facilitando a proliferação de pragas, ervas daninhas, doenças tropicais e inúmeros distúrbios na vida na vida.

A temperatura média na terra é de 15ºC e, não fosse a concentração de carbono na atmosfera, a temperatura seria de - 18ºC, impossibilitando a vida. Entretanto, ressalta-se que, há cerca de cem anos, a concentração de dióxido de carbono era de 280 partes por milhão (PPM), em 1998 a concentração ficou em média em 335 PPM, provocando um aumento na temperatura média.

Anualmente, cerca de 24 bilhões de toneladas de gás carbônico são lançadas na atmosfera, das quais 80% provem de queima de combustíveis fósseis (petróleo e carvão) e 20% de queimadas, sendo que os maiores contribuintes para a contaminação da atmosfera são os países mais desenvolvidos industrialmente.

CHUVAS ÁCIDAS

As chuvas ácidas decorrem de concentração de poluentes na atmosfera, oriundos da queima de derivados de petróleo (óleos e combustíveis), carvões e outras emissões que contenham dióxido de enxofre e óxido de nitrogênio, que combinam com o vapor d´água presente no ar produzindo ácido sulfúrico e nítrico, que voltam para a terra juntamente com as chuvas.

Outros elementos, tais como: cloro, chumbo, arsênico e mercúrio, também se juntam para interferir no ciclo da água, danificando revestimentos de monumentos e edificações e provocando modificações nos solos e vegetações, pois inibem a decomposição orgânica e o crescimento dos vegetais.

O solo fica ácido e dificulta a absorção dos nutrientes pela plantas, enfraquecendo-as e requerendo agrotóxicos para que não sejam atacadas pelas pragas.

Dados estatísticos indicam que cerca de 50% das florestas da Alemanha e 35% dos ecossistemas europeus estão comprometidos em decorrência de chuvas ácidas.

Para minimizar a contaminação atmosférica que provoca a chuva ácida, existem inúmeras providências, tais como: instalação de filtros em fornos de usinas siderúrgicas, termelétricas e indústrias de cimento e utilização motores menos poluentes e de conversores catalíticos (catalizadores) em veículos.

Mas, para eliminar a poluição atmosférica, a solução é a utilização de tecnologias limpas e máquinas e motores movidos à energia não poluente.

QUEIMADAS

As queimadas são realizadas para a viabilização da atividade agropastoril ou florestal e devem ser autorizada pelo IBAMA, buscando evitar danos ambientais, pois retiram nutrientes do solo e provocam redução na capacidade de fertilidade.

Quando realizadas em períodos de inversão térmica, provocam acúmulo de fumaça com graves prejuízos à saúde das pessoas da região atingida e também aos meios de transporte.

Os incêndios florestais decorrem em grande parte de acidentes decorrentes da conjunção de fatores tais como: baixa umidade, ventos fortes, déficit hídrico, combustível seco, desmatamento e uso desordenado do solo.

ASSOREAMENTO

Periodicamente são observadas inundações de grandes áreas urbanas, causando perdas de vidas e destruição do patrimônio das pessoas.

A principal causa está no estrangulamento das calhas dos rios, provocado pelo aterro das margens, para a construção de estradas ou habitações e a disposição de lixo urbano no leito, causando redução da largura e profundidade. Outro fato agravante é a impermeabilização do solo, através do asfaltamento de ruas e avenidas, impedindo a drenagem natural das águas.

Há também de se considerar que a destruição das matas ciliares, que dão sustentação as margens propicia o desmoronamento.

Outra forma de dano ambiental causado por inundação é a construção de barragens e usinas hidrelétricas, pois destroem habitats de espécies, fazendo-as migrarem ou serem extintas, pela impossibilidade de sobreviverem em outro habitat.

DESMATAMENTO

Florestas são desmatadas, provocando redução na capacidade de absorção de água pelo solo e erosão pela ação do vento e chuva, podendo causar desertificação e assoreamento de rios.

Estudos dão conta que a cada ano cerca de 70 mil Km2 são inutilizados para o cultivo em virtude da erosão.

A devastação de florestas, principalmente em decorrência da exploração de madeira, sem considerar a capacidade de renovação, também prejudica de sobremaneira o fluxo de águas das vertentes dos rios e estiagens.

CONCLUSÃO

Aumenta o número de pessoas, aumenta a utilização de recursos naturais e aumenta a degradação ambiental. Desejar na realidade de hoje, conservar esses níveis de interação harmônica, constitui quase um sonho, visto que é extraordinária a força de capacitação tecnológica. A saída parece se situar ao menos na sociedade onde nós nos encontramos, na conciliação entre a conservação e o desenvolvimento; em cujo campo, a educação ambiental desempenha papel primordial.

Fonte: sites.google.com

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