
Constituição Federal - Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
A gestão ambiental (GA) é uma prática muito recente, que vem ganhando espaço nas instituições públicas e privadas. Através dela é possível a mobilização das organizações para se adequar à promoção de um meio ambiente ecologicamente equilibrado.
Seu objetivo é a busca de melhoria constante dos produtos, serviços e ambiente de trabalho, em toda organização, levando-se em conta o fator ambiental.
Atualmente ela começa a ser encarada como um assunto estratégico, porque além de estimular a qualidade ambiental também possibilita a redução de custos diretos (redução de desperdícios com água, energia e matérias-primas) e indiretos (por exemplo, indenizações por danos ambientais).
Os termos administração, gestão do meio ambiente, ou simplesmente gestão ambiental serão aqui entendidos como as diretrizes e as atividades administrativas e operacionais, tais como, planejamento, direção, controle, alocação de recursos e outras realizadas com o objetivo de obter efeitos positivos sobre o meio ambiente, quer reduzindo ou eliminando os danos ou problemas causados pelas ações humanas, quer evitando que eles surjam. (BARBIERI, José Carlos. GESTÃO AMBIENTAL EMPRESARIAL Conceitos Modelos e Instrumentos)
No caso do setor público, a Gestão Ambiental apresenta algumas características diferenciadas. O governo tem papel fundamental na consolidação do desenvolvimento sustentável, porque ele é o responsável pelo estabelecimento das leis e normas que estabelecem os critérios ambientais que devem ser seguidos por todos, em especial o setor privado que, em seus processos de produção de bens e serviços, se utiliza dos recursos naturais e produz resíduos poluentes.
Por isso mesmo, além de definir as leis e fiscalizar seu cumprimento, o poder público precisa ter uma atitude coerente, responsabilizando-se também por ajustar seu comportamento ao princípio da sustentabilidade, tornando-se exemplo de mudança de padrões de consumo e produção, adequando suas ações à ética socioambiental.
Aristóteles Rodrigues Araújo

A área de conhecimento e trabalho intitulada Gestão Ambiental
vem causando muita confusão entre os especialistas em meio ambiente. A dúvida
se inicia com a pergunta, mas afinal o que é Gestão Ambiental?
Para responder esta difícil pergunta, antes de tudo deve ser esclarecido que
a Gestão Ambiental possui caráter multidisciplinar, profissionais
dos mais diversos campos podem atuar na área, desde que devidamente habilitados.
Antigamente existia uma divisão nítida entre os defensores da natureza (ditos
ecologistas) e os que pregavam a exploração irrestrita dos recursos naturais.
Com o advento do termo desenvolvimento sustentável tornou-se necessária
a formação de pessoas com um diferente perfil, profissionais que agregassem
a visão ambientalista à exploração racional dos recursos naturais,
aí surgiram os gestores ambientais.
A Gestão Ambiental visa ordenar as atividades humanas para
que estas originem o menor impacto possível sobre o meio. Esta organização
vai desde a escolha das melhores técnicas até o cumprimento da legislação
e a alocação correta de recursos humanos e financeiros.

O que deve ficar claro é que gerir ou gerenciar significa saber manejar as ferramentas existentes da melhor forma possível e não necessariamente desenvolver a técnica ou a pesquisa ambiental em si. Pode estar aí o foco da confusão de conceitos entre a enorme gama de profissionais em meio ambiente.
Pois, muitos são parte das ferramentas de Gestão (ciências naturais,
pesquisas ambientais, sistemas e outros), mas não desenvolvem esta como um
todo, esta função pertence aos gestores ou gerentes ambientais que devem ter
uma visão holística apurada.
Existe também uma outra discussão sobre o que é Gestão Ambiental
e o que é Gerenciamento Ambiental, alguns defendem que a gestão
é inerente à assuntos públicos (gestão de cidades, bacias, zonas costeiras,
parques) e que gerenciamento refere-se ao meio privado (empresas, indústrias,
fazendas e outros).
Esta diferença de significados, na verdade, não é importante, o que é realmente
importante é promover a Gestão Ambiental em todos os seus
aspectos.
Pode-se então concluir que a Gestão Ambiental é consequência
natural da evolução do pensamento da humanidade em relação à utilização dos
recursos naturais de um modo mais sábio, onde se deve retirar apenas o que
pode ser reposto ou caso isto não seja possível, deve-se, no mínimo, recuperar
a degradação ambiental causada.
Giovana Baggio de Bruns
Fonte: ecoviagem.uol.com.br