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Lixiviação

 

Lixiviação

Entenda como a ação das chuvas deixa o solo ácido

Na geologia, a lixiviação é um processo de deslocamento de minerais presentes na superfície do solo.

Estes são transportados para camadas mais profundas da terra.

Com a exposição desta área devido ao desmatamento, às queimadas e ao sobrepastoreio, a ação gradativa das chuvas dissolve os nutrientes que são hidrossolúveis e deixa o solo infértil para o plantio.

Os elementos como manganês e alumínio são pouco solúveis, por isso, resistem à lixiviação e tornam o solo ácido.

Para resolver o problema da acidez, é necessário que um corretivo alcalino seja aplicado para neutralizar os níveis de alumínio e manganês, sendo recomendado o calcário dolomítico, que além de fornecedor de óxidos de cálcio e magnésio, neutraliza a ação ácida quebrando a barreira química, aumentando a permeabilidade dos solos favorecendo o desenvolvimento radicular.

O calcário devolve ao solo as propriedades que são fundamentais para o cultivo, disponibiliza os principais nutrientes, colabora para a aeração e drenagem, o que proporciona mais qualidade e mais rentabilidade para o produtor ou pecuarista.

Fonte: www.jdemito.com.br

Lixiviação

A Lixiviação é o processo de extração de uma substância presente em componentes sólidos através da sua dissolução num líquido.

É um termo utilizado em vários campos da ciência, tal como a geologia, ciências do solo, metalurgia e química.

Termo original refere-se a ação solubilizadora de água misturada com cinzas dissolvidas (lixívia) constituindo uma solução alcalina eficaz na limpeza de objetos, mas, em geoquímica ou geologia de modo geral, usa-se para indicar qualquer processo de extração ou solubilização seletiva de constituintes químicos de uma rocha, mineral, depósito sedimentar, solo, etc.. pela ação de um fluido percolante.

Na área ambiental esse conceito é de suma importância uma vez que permite que substâncias adicionadas na superfície do solo, possam, por meio do transporte realizado pela água, atingir camadas mais profundas do solo ou mesmo atingir a água subterrânea como previamente mencionado.

Lixiviação é um fenômeno que causo grandes dores de cabeça para agricultores desavisados.

A chuva, quando cai no solo, carrega os nutrientes minerais que estão na superfície, para camadas mais profundas. Isso empobrece o solo, e além disso torna-o mais acido, dificultando o desenvolvimento de muitos vegetais, pois a maioria das plantas não se desenvolvem em solo acido, e também há a falta de nutrientes. As plantas acabam morrendo.

Para evitar isso, adota-se o processo de calagem, que consiste numa aplicação de calcário em uma camada mais funda do solo. O calcário corrige a acidez, e seus fragmentos em desagregação, reabastecem o solo.

A perda de nutrientes pela lixiviação é determinada por fatores climáticos, bem como pela interação dos nutrientes do solo. Nas regiões onde existe uma elevada percolação de água, o potencial de lixiviação também é elevado, estas condições são freqüentes em zonas úmidas e facilmente irrigadas.

Já em zonas áridas ou semi-áridas não irrigadas a lixiviação é fraca.

A lixiviação deixa o solo mais pobre em nutrientes. Pode ser tratado da colocação de uma cobertura vegetal.

Não se deve confundir lixiviação com percolação.

É comum haver a confusão dos termos lixiviação e percolação porque, tecnicamente, diz-se que a lixiviação é a remoção de solutos por meio da água que percola o solo. A percolação consiste no movimento descendente da água rumo às regiões mais profundas do solo.

Assim, se torna claro, a água percola, o soluto lixivia, isto é, sofre lixiviação.

Fonte: www.fontedosaber.com

Lixiviação

1 Lixiviação

1-1 O que é?

É a dissolução do mineral do metal de valor pela água ou por uma solução aquosa do agente lixiviante.

1-2 Emprego

O processo de lixiviação é executado com o objetivo único de separação.

A lixiviação consiste, tipicamente, na remoção do metal de valor de modo a separá-lo de uma grande massa de ganga com um beneficiamento mínimo do minério. Contornam-se, dessa forma, os custos associados ao tratamento do minério. O procedimento segue com processos extrativos hidrometalúrgicos.

Em alguns casos, a lixiviação também é usada para a remoção de impurezas. Quando realizada com este objetivo, o processo é chamado de lixiviação inversa, ou beneficiamento hidrometalúrgico. O mineral do metal de valor permanece no estado sólido.

Paradoxalmente, o caso do metal alumínio – a mais importante aplicação da lixiviação – é intermediário entre os citados acima, onde o teor do minério contendo o metal de valor é elevado e a lixiviação é feita basicamente para deixar intocadas as impurezas. O procedimento segue com processos extrativos hidrometalúrgicos.

1-3 Considerações gerais

A capacidade de tratar minérios com baixos teores, dispensando o seu beneficiamento, é a característica básica da lixiviação, que se fundamenta na especificidade do agente de lixiviação empregado.

Idealmente, e de maneira geral, ele deve ser:

i) barato
ii)
específico – para não reagir com a massa de minerais da ganga e assim dissolver elementos indesejados

iii) solúvel em água; e
iv)
reciclável – para não elevar os custos do procedimento extrativo.

Na lixiviação, os reagentes mais comuns são (ver Tabela 1-1): ácido sulfúrico, sulfeto férrico, amônia e carbonato de amônio. O ácido sulfúrico é usado com minerais da classe dos óxidos; sal férrico oxidante é empregado no ataque a sulfetos, e as soluções amoniacais são empregadas na lixiviação de cobre nativo ou cobre e níquel no estado metálico (previamente reduzidos em alguma outra operação). Se o mineral for um sulfato – natural ou produto da ustulação de um sulfeto – bastará água para dissolvê-lo. Se pudermos escolher entre ácidos ou álcalis, escolheremos ácidos para uma ‘ganga ácida’, e vice-versa.

Tabela 1-1. Agentes lixiviantes mais utilizados

Mineral / Metal Reagente
Óxidos H2SO4
Sulfatos H2O, H2SO4
Sulfetos Fe2(SO4)3
Cu, Ni NH3, NH4CO3
Al(OH)3 NaOH
Au, Ag NaCN

A concentração do agente na água varia bastante: o ácido sulfúrico, por exemplo, é usado desde a concentração de 1-5 g/L, na lixiviação em pilhas, até a concentração de 50 g/L, na lixiviação por agitação (para detalhes, ver Tabela 2).

Tabela 1-2. Métodos mais freqüentes empregados na lixiviação

Método
Diâmetro da Partícula
Taxa de Conversão
Custos
Capital Operacional
Lixiviação por agitação <0,5 mm
(-30 mesh)
90 - 95 % em 24 horas
alto
alto
Percolação em tanque < 10 mm ~80% em uma semana
alto
----
Em pilha britado ~50% em meses
baixo
baixo
In situ;
sobre rejeitos
rocha fragmentada; tal qual minerada 50% em 1 ou 2 anos
baixo
baixo

 

O emprego de bactérias na lixiviação de sulfetos é uma prática industrial moderna; a bactéria Thiobacyllus ferro-oxidans, durante a lixiviação do sulfeto de cobre contendo ferro, oxida o Fe2+ a Fe3+. Isso inibe a dissolução do ferro e, por conseqüência, multiplica a taxa de dissolução do cobre por um fator que varia entre 10 e 100 vezes.

Existem muitos métodos de lixiviação (ver Tabela 1-2); a escolha de um deles depende de diversos fatores como, por exemplo, granulometria do minério, taxa de produção, custo, composição do mineral, técnicas subsequentes necessárias. A natureza dos métodos varia desde aqueles nitidamente industriais, que necessitam equipamentos sofisticados e apresentam produção elevada, até as técnicas quase desprovidas de reatores, que são empregadas proximamente ou diretamente na mina, ou mesmo no solo não-minerado (in situ). Isso se aplica especialmente aos minérios com teores tais que o custo da mineração é proibitivo.

Um estágio intermediário é aquele da lixiviação em ‘pilhas’ de minério (sobre uma superfície impermeável) – mas, que também podem ser de rejeitos acumulados por antigos empreendimentos de mineração.

1-4 Considerações de natureza termodinâmica

1-4.1 Características termodinâmicas da água

A água é o meio onde se realiza a lixiviação. O meio aquoso também é importante para uma série de outros processos e, por isso, será estudado a seguir sob o ponto de vista da termodinâmica química.

Para uma perfeita compreensão dos processos que se realizam no meio aquoso, além da fase água líquida, o sistema termodinâmico deve levar em consideração também a fase gasosa.

Além das moléculas H2O, estão presentes na água ‘pura’ algumas espécies iônicas (dentre elas, as principais são: OH–, H+) e gases dissolvidos, especialmente o oxigênio (representado aqui por O2).

O seguinte equilíbrio entre a água e seus dois principais íons (dissociação da água) H2O = H+ + OH–é de fundamental importância. A constante Kw, denominada produto iônico da água, dada por Kw = [H+] . [OH–] , tem, à 25°C, o valor 1x10–14. A concentração (estritamente falando, a atividade) de qualquer um desses íons na água é inversamente proporcional à do outro; ou seja, quando o primeiro existe em abundância o outro é raro, e vice-versa – mas os dois coexistem no meio aquoso, seja qual for a situação.

Extraindo-se o logaritmo da equação (1) e multiplicando-se o resultado por –1, chega-se à conhecida expressão 14 = pH + pOH , que revela a definição das entidades pH 1 e pOH : pH = -log(aH+) e pOH = -log(aOH-).

O pH é de uso mais amplo do que o pOH.

Pela adição de ácidos ou bases à água seus valores se alteram simultaneamente. Isso revela o pH como a primeira variável importante para se atuar sobre o sistema aquoso.

A ação do íon acompanhante, por exemplo, Cl– ou Ca2+ – no caso da adição de ácido clorídrico ou de hidróxido de cálcio – nem sempre poderia ser ignorada, mas, normalmente é o caso como, por exemplo, nos ‘diagramas de Pourbaix’.

Quando a atividade dos íons H+ ou OH– é idêntica, (pH = 7) diz-se que a água é neutra; se o valor do pH é baixo, muito menor do que 7, fala-se em ácida; no caso contrário é dita alcalina.

Na fase gasosa, por sua vez, pode-se encontrar uma ou mais espécies químicas. O oxigênio – sempre presente na atmosfera terrestre – é a mais importante delas e, se dissolve em contato com a água segundo O2 (g) = O2 .

Este equilíbrio, na prática, pode não se estabelecer, especialmente nas condições encontradas no fundo dos lagos e pântanos, longe da ação do oxigênio atmosférico, em contato com a superfície da água.

Freqüentemente, na termoquímica, sua atividade – ou ‘pressão parcial’ –, combinada com o pH, é apresentada sob a forma de potencial eletroquímico do sistema.

O valor do potencial de redução (dado com relação ao do hidrogênio 2), Eh, em [V], é encontrado aplicando-se ao seguinte equilíbrio (meia-célula):

4 H+ + O2 (g) + 4 e- = 2 H2O

a equação de Nernst (potencial de redução de meia-célula):

Lixiviação

o que dá

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e, finalmente,

Lixiviação

Assim, sabendo-se a pressão parcial de oxigênio na atmosfera em equilíbrio com a água e o valor do seu pH, sabe-se também o potencial eletroquímico do sistema termodinâmico em questão (dado em [V]).

Ao lado do pH, a pressão de oxigênio é a segunda variável com a qual se pode agir sobre um sistema aquoso.

Normalmente, a solução de lixiviação está em contato com o ar atmosférico – cujo teor de oxigênio é da ordem de ~21% em volume – mas, pode-se aumentar ou diminuir a sua pressão parcial no sistema pela modificação da fase gasosa.

Cientificamente, contudo, torna-se impossível eliminar o oxigênio da fase gasosa com a simples troca da atmosfera oxidante pela de um gás inerte e desaeração da água, pois há um limite inferior (pO2 = ~9E-29 [atm]), além do qual não se pode passar.

Este fato é decorrente da decomposição da água líquida em seus gases formadores, segundo: 2 H2O(l) = 2 H2 + O2 que restabelece parcialmente a pressão de O2 no ambiente.

Por outro lado, verifica-se – pela observação da própria reação estequiométrica (3) –, que é possível estabelecer uma pressão muito baixa de oxigênio no sistema pela utilização do gás hidrogênio. Assim, atmosferas contendo misturas desses gases, com pressões parciais elevadas de H2, são capazes de diminuir fortemente a pressão de equilíbrio do O2.

Curiosamente, se por um lado essa reação permite – na prática – a redução da pO2, por outro, fornece a base teórica para a determinação do valor de Eh com base apenas na pressão de H2, de acordo com o equilíbrio: 2 H+ + 2 e- = H2 .

A aplicação da equação de Nernst neste caso fornece

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Assim, para um determinado estado do sistema, resulta que a determinação de Eh – seja a partir de pO2 ou pH2 – dará sempre o mesmo valor.

1-4.2 Fases condensadas em equilíbrio num sistema aquoso

Existindo dados termodinâmicos, pode-se determinar, para um sistema aquoso Me-H-O no estado de equilíbrio termodinâmico, qual será a fase condensada estável – entre metal, óxidos e hidróxidos – sob uma determinada atmosfera e pH.

Alternativamente, pode-se calcular a posição da fronteira entre os campos de estabilidade de duas ou mais fases, determinando-se os valores correspondentes de Eh em função do pH. O diagrama resultante é o já citado diagrama de Pourbaix, em homenagem ao seu idealizador. Linhas sobrepostas a estes campos, representando certas atividades (ou concentrações) dos íons mais abundantes, complicam um pouco a compreensão do diagrama.

É fácil verificar, por meio do embasamento teórico apresentado anteriormente, que um diagrama desse tipo também pode ser feito tomando-se como eixos os valores da pO2 e do pH – embora essa última forma de representação (com a denominação genérica de diagrama de áreas de predominância) seja muito mais rara.

Nos diagramas de Pourbaix também não é incomum se ver determinados minérios ‘representados’ por minerais mais simples como, por exemplo, o caso do Al2O3·3H2O (escrito, também, como Al(OH)3 ) representado pela Al2O3.

Uma fase mineral colocada sob condições que não correspondem àquelas da sua estabilidade é dita instáve e se transformará naquela estável se não houver limitações de natureza cinética ‘micro’ ou ‘macroscópica’. Fisicamente, a transformação de uma fase em outra se inicia na interface sólido-água. A transformação pode ‘estacionar’ quando as condições cinéticas se tornam adversas. Isso pode acontecer, por exemplo, quando a espessura da camada de nova fase aumenta muito, tornando-se impermeável à passagem de reagentes e produtos.

A oxidação da fase sólida Cu2O resultando na fase CuO – mais estável nas condições ambientais de um sistema aquoso aerado –, segundo: Cu2O + ½ O2 (g) = 2 CuO , é um exemplo desse tipo de transformação de fase.

Para essa reação, existirá, no sistema isotérmico em equilíbrio, um valor único para a pressão de O2. Assim, a fronteira entre essas fases será dada por uma linha reta horizontal no diagrama pO2 – pH.

Isso também vale para um metal em equilíbrio com algum dos seus óxidos (entre outros compostos) como, por exemplo, o equilíbrio entre a alumina e o alumínio: 2 Al + 3/2 O2 (g) = Al2O3 .

A mesma linha reta horizontal, contudo, será inclinada no diagrama Eh – pH, uma vez que o potencial também dependerá do valor do pH da solução.

Isso pode ser visto ao se aplicar a equação de Nernst à seguinte reação estequiométrica – que é equivalente àquela anterior, porém, na presença da água: 2 Al + 3 H2O = Al2O3 + 6 H+ + 6 e– .

1-4.3 Tipos de reações estequiométricas na lixiviação

São três os tipos de reações estequiométricas citadas para explicar o processo de lixiviação (ver Tabela 1-3).

Tabela 1-3. Tipos mais comuns de reações de lixiviação

Tipo
Exemplo Genérico de Reação
Exemplo de Composto
Solvatação de íons pela água
MeX(s)= Me²(aq.)+ X² (aq.)
CuSO4
Ataque ácido
MeO(s)+ 2 H+(aq.) = Me²(aq.)+ H2O
ZnO
Ataque alcalino
Me2O3 + 2 OH -(aq.) = 2 MeO2-(aq.) + H2O
Al2O3

A água é um solvente universal pela capacidade de dissolver muitas substâncias. Compostos orgânicos polares (hidrofílicos) como, por exemplo, uréia e açúcar se dissolvem facilmente (de forma molecular) na água, enquanto que compostos apolares, não. De importância para a metalurgia extrativa, contudo, são os compostos inorgânicos, que se dissolvem por solvatação de seus íons.

A solvatação é, assim, o primeiro dos tipos de reações de lixiviação. Ela segue os mesmos princípios termodinâmicos que regem a cristalização e, por conseguinte, será estudada mais adiante.

Manipulando-se o pH da solução aquosa, entretanto, pode-se interferir fortemente na concentração dos íons aquosos – o que faz aumentar o interesse pelos outros dois tipos de reações de lixiviação: o ataque por ácidos e o ataque por álcalis. As condições onde a dissolução é facilitada são aquelas consideradas ideais para se efetuar a lixiviação.

1-4.4 Equilíbrio entre os íons de uma solução aquosa e uma fase condensada

O objetivo da lixiviação é a obtenção de uma concentração elevada de íons aquosos do metal de valor na solução. As condições para que isso ocorra podem ser determinadas com o auxílio da termodinâmica – conforme será visto a seguir.

A reação de ‘ataque ácido’ a um óxido frequentemente dá como produto um cátion bivalente: MeO(s) + 2 H+(aq.) = Me2+( aq.) + H2O .

Admitindo-se que a fase condensada é ‘pura’, para um sistema isotérmico, pode-se inferir, pela observação da seguinte expressão (derivada da expressão da constante de equilíbrio)

Lixiviação

que o logaritmo da concentração dos íons metálicos no equilíbrio cresce com a diminuição do valor do pH.

Para cátions de outras valências, a inclinação da reta será diferente: menos inclinada para os monovalentes e mais aguda para os de valência superior. Por exemplo, para cátions trivalentes, Me2O3 + 6 H+( aq.) = 2 Me3+( aq.) + 3 H2O ,

tem-se:

Lixiviação

Conclui-se, para estes casos – que poderiam ser, respectivamente, aquele do ZnO e da Al2O3 –, que a lixiviação deve se processar sob valores de pH baixos (conforme o nome ‘ataque ácido’ sugere).

Já para reações genéricas do tipo ‘ataque alcalino’ como: Me2O3(s) + 2 OH– ( aq.) = 2 MeO2– ( aq.) + H2O , justamente o contrário acontece, pois:

Lixiviação

Lembrando que: – pOH = pH –14,

teremos, então, que:

Lixiviação

Um exemplo pode ser o da lixiviação da alumina em meio alcalino: Al2O3 + 2 OH- = 2 AlO2– + H2O

ou da gibbsita, neste mesmo meio: Al(OH)3 + OH- = AlO2– + 2 H2O .

Quando aplicamos a equação de Nernst a essas reações estequiométricas, vemos que as concentrações são independentes do valor de Eh, ou seja, podem ser vistas como linhas retas verticais sobre o diagrama de Pourbaix. Já outras como, por exemplo: Al = Al3+ + 3 e–

– independentes do pH – são linhas horizontais e, outras ainda, que dependem dos dois fatores – como, por exemplo, a reação:

Al + 2 H2O = AlO2– + 4 H+ + 4 e– , são inclinadas.

A apresentação do diagrama de Pourbaix com as linhas que representam a concentração de alguns íons sobrepostas, Figura 1-1, é interessante para a metalurgia – seja para o estudo da corrosão, seja para a metalurgia extrativa.

Vale salientar que, para a lixiviação, a atividade (concentração) dos íons do metal de valor na água, em equilíbrio com a fase estável, deve ser a mais elevada possível – exatamente o oposto do caso da corrosão.

1-5 Seletividade

O sucesso da lixiviação se baseia fortemente na sua seletividade – ou seja, na capacidade de extrair seletivamente o metal de valor dentre outros, impurezas. A seletividade, por sua vez, se fundamenta numa posição relativamente favorável entre as linhas que descrevem a concentração dos íons em função do pH; ou seja, enquanto a concentração dos íons do metal de valor deve ser elevada, o inverso deve acontecer com os íons da impureza.

Assim, a lixiviação ácida da Gibbsita, é feita, atualmente, por meio do ataque por álcalis, pois desta forma o teor de ferro, que a impurifica na solução, pode ser mantido em teores baixos. Antigamente havia minérios suficientemente “puros”, de tal modo que uma dissolução ácida ainda era possível.

1-6 Dificuldades

Entre as principais dificuldades da lixiviação está a cinética relativamente lenta à temperatura de 25ºC.

Pelo lado termodinâmico fica aparente a complexidade do processo real. Os diagramas de Pourbaix – usados normalmente no planejamento da lixiviação – mostram, comumente, apenas um equilíbrio muito simples entre os componentes do sistema (Me-O-H), enquanto que, na realidade, há a presença (i) de outros elementos (metálicos ou não) no sistema, (ii) do cátion ou ânion que formam a base ou o ácido usados para modificar o pH como, por exemplo, o Na+ e o Cl- no caso do ácido clorídrico e da soda cáustica, respectivamente, e, por último, pode haver a presença (iii) de íons complexos – como, por exemplo, Au(CN)2- no caso da lixiviação do ouro.

O consumo de reagentes, por outro lado, mostra que, de fato, a seletividade é apenas uma meta, pois parte desses insumos acaba sendo perdida em reações com a ganga.

1-7 Reatores

A lixiviação normalmente é realizada em tanques de percolação, mas pode ser executada em reatores específicos como, por exemplo, as pachucas (tanques afunilados, onde a agitação é proporcionada pela turbulência provocada pela injeção de ar comprimido pelo fundo). Os reatores mais sofisticados, contudo, são as autoclaves. Elas trabalham com temperaturas e pressões elevadas (em relação à temperatura e pressão de ebulição da água) e são, por conseqüência, reatores tecnicamente complexos.

De uma maneira geral, “reatores” muito simples são usados quando a lixiviação é aplicada a minérios com baixos teores do mineral do metal de valor (ou mesmo sobre rejeitos). Trata-se, neste caso, apenas de equipamentos capazes de aspergir a solução lixiviante sobre pilhas de matéria-prima montadas diretamente sobre locais adequados (com um piso impermeável) para a coleta da solução.

Por último, a lixiviação pode ser efetuada mesmo sem reator algum, in situ, pela injeção e aspiração direta de solução lixiviante no corpo mineral.

Lixiviação

Figura 1-1. Condições reinantes num sistema contendo as fases: água e atmosfera (mistura de oxigênio e hidrogênio), e uma (ou ambas) dentre alumínio metálico e alumina (exemplo válido para o metal alumínio, mas que pode ser estendido a outros metais), dadas em termos de potencial eletroquímico e de pH;

(1) região de estabilidade da alumina e (2) região de estabilidade do alumínio – a fronteira entre as duas é dada pela linha contínua (A); (3) linha (tracejada) acima da qual a pressão de oxigênio em equilíbrio com a solução é maior do que 1 [atm]; (4) linha (tracejada) abaixo da qual a pressão de hidrogênio é maior do 1 [atm]; as outras linhas contínuas (verticais sobre a alumina, horizontais e inclinadas sobre o Al) demarcam as duas concentrações (1 e 1x10-6 [M]) do cátion Al3+ (linha (5) e do ânion AlO2– (linha (6), respectivamente.

Fonte: www.ct.ufrgs.br

Lixiviação

A lixiviação consiste na capacidade que a água enriquecida em dióxido de carbono tem de remover ou substituir mais rapidamente os átomos dos minerais.

Formam-se, por exemplo, grandes grutas e cavernas em termos calcários, em consequência de uma mais intensa capacidade de dissolução realizada pela água contendo ácido carbónico.

A água, ao passar lentamente através de materiais sólidos, pode ser filtrada ou extrair substâncias desses materiais - fenómeno chamado percolação. Entre os materiais removidos podem encontrar-se nutrientes. A perda de nutrientes através da lixiviação é determinada por fatores climáticos, bem como pela interação dos nutrientes do solo. Nas regiões onde existe uma elevada percolação de água, o potencial de lixiviação também é elevado.

Tais condições existem nas zonas húmidas e nas zonas facilmente irrigadas. Em geral, nestas zonas o excesso de percolação das águas é a regra, favorecendo a oportunidade para a remoção de nutrientes. Em regiões áridas e semiáridas não irrigadas, há uma fraca lixiviação dos nutrientes, sendo a percolação muito significativa.

Alguma lixiviação de nutrientes ocorre nas regiões sub-húmidas, contudo de menor efeito do que o que acontece nas regiões com climas húmidos.

Em todos os casos, o tratamento agrícola do solo, com cobertura vegetal, reduz a perda de nutrientes do solo.

Fonte: www.infopedia.pt

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