Proteger amostra representativa do bioma cerrado, bem como proteger habitat da fauna endêmica e conservar diversas nascentes dos rios Jacuba e Formoso, afluentes do Parnaíba da bacia do Paraná.

Foi criado pelo Decreto No. 49.874 de 11.01.1961
O Parque é limítrofe de um grande complexo de sítios arqueológicos, situados no vale do rio Verdinho e Corrente. Não consta bibliografia da presença indígena na unidade, mas em seu entorno, sabe-se da presença dos índios Caiapós.
Possui uma área de 133.063 ha. Está localizado no extremo sudeste do estado de Goiás, no município de Mineiros. O acesso é feito através das BR-364, GO-32 e GO-51. Fica a 700 km de distância de Brasília e possui campo de pouso para aeronaves de pequeno porte.

O clima predominante é o tropical quente sub-úmido. Os meses mais secos são junho a agosto, com escassez de água. As maiores precipitações ocorrem nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março. A temperatura média anual situa-se em torno de 22 graus.
O Parque possui uma diversidade paisagística muito grande e uma fauna silvestre de fácil visualização para os visitantes. A época melhor para visitação é na estação quente e não muito chuvosa.
Está no contato do Maciço Goiano com a Bacia de Sedimentação do Paraná, contando com uma topografia nivelada com as formações do arenito Bauru, que recobre as efusivas básicas da Bacia do Paraná. A parte mais elevada alcança 1.000m (Serra dos Caiapós).
A unidade possui várias fisionomias do bioma cerrado, como: Mata Ciliar, Vereda, Campo Rupestre, Mata Mesofídica, Campo Úmido, Cerrado, Cerradão, Campo Cerrado, Campo Sujo e Campo Limpo. Apresenta o indaiá, como espécie dominante, e nos Campos Sujos a dominante (arbustiva) é a roupala.
O Parque conta com uma fauna muito abundante, como: emas, siriemas, perdizes, codornas, curicata e arara canindé. Abriga ainda algumas espécies ameaçadas de extinção, sendo: veado-campeiro, cervo-do-pantanal, tamanduá bandeira, lobo-guará, onça parda, tucano-açu, mutum, jaguatirica etc.
As queimada são um dos principais problemas da unidade, sendo a maioria provocada principalmente pelo homem, seja para abrigar novas frentes agrícolas, para obtenção de forragem fresca ou ainda por palitos de fósforo acesos jogados no chão e quedas de balões durante as festas juninas.
Dados não disponíveis.
Dados não disponíveis.
03 funcionários do IBAMA.
1 escritório/alojamento (5 cômodos); 139 Km de estradas internas-meio-ambiente; 4 Toyotas (1990, 1992, 1994 e 1994); 1 trator; 1 barco; 19 bombas costais; 2 rádios transmissores; 4 pinga fogo e 1 mini-trator.
Fonte: www.brasilturismo.com

O Parque Nacional das Emas, no Planalto Central, é o mais significativo Parque Nacional do Cerrado, seja por seu tamanho ou por englobar todas as tipologias da região. Seu nome advém do grande número de emas (Rhea americana) ali existente.
São, suas características marcantes a abundância da fauna
e agrupamentos de cupinzeiros de distintas cores, dependendo do solo onde
estão. Além de ser a base alimentar dos tamanduás, os
cupinzeiros - que chegam a atingir 2 metros de altura - servem de ponto de
observação para aves, como a coruja-do-campo (Speotyto cunicularia)
e siriema (Cariama cristata), melhor divisar suas presas. Em certas épocas
do ano. os cupinzeiros irradiam luz fluorescente, azul-esverdeada, produzida
por pequenas larvas que ali se criam.De relevo suavemente ondulado, o Parque
apresenta solo predominantemente arenítico. Ocorrem latossolos vermelhos
e vermelho-amarelados e, nas calhas dos rios, aluviões.
A vegetação inclui mata ciliar, campos limpos, campos sujos,
manchas de cerrado na cabeceira do rio Jacuba e pequenas manchas de cerradão
nas partes mais elevadas. Na mata ciliar, que margeia os rios, a vegetação
é sempre verde, com destaque para o buriti (Maurita flexuosa) e copaíba
(Copaifera sp).
No campo limpo, as gramíneas são dominantes, podendo, no entanto,
se encontrar árvores de pequeno porte e algumas frutíferas,
como a fruta-de-ema (Parinari sp), caju (Anarcardium sp) e muricis (Byrsonima
spp). E no Cerrado propriamente além das gramíneas destacam-se
os gêneros Dalbergia, Campomanesia, Bowdichia, Qualea, Voshysia e Anacardium.
Não há locais como esse no continente onde se possa com tanta
facilidade observar em seus habitats naturais o tamanduá-bandeira(myrmecophago
tridactyla), o veado-campeiro (Osotocerus bezoarticus) e as emas (Rhea americana).
Outros animais fáceis de ser encontrados no Parque são a suçuarana,
tatu-galinha, pato-selvagem, o raro urubu-rei, arara-canindé e perdiz.
Nas matas ciliares proliferam ainda o macaco-prego e o bugio e, entre os répteis,
há a sucuri e jacarés, além de cobras venenosas, como
o jararacão.

Ainda sem dispor de infra-estrutura adequada para o alojamento de visitantes, o Parque tem no entanto razoável facilidade de acesso a partir de Goiânia: duas horas de vôo em pequenos aviões ou por estrada asfaltada de 450 km até a cidade de Mineiros.

Mapa do Parque Nacional das Emas
Data de criação: 11 de janeiro de 1.961, pelo decreto
federal nº.49.874.
Localização: Goiás, no município de Mineiros
Área: 131.864 hectares
Perímetro: 150 km
Clima: tropical, subquente úmido, com três meses secos.
Temperaturas: média anual de 22 a 24ºC, máxima absoluta
de 36 a 38ºC e mínima absoluta de -4 a 0ºC
Chuvas: entre 1.500 e 1.750 mm anuais.
Relevo: suave ondulado
Fonte: paginas.terra.com.br