Conservar ecossistemas existentes na unidade e promover educação ambiental, pesquisa e visitação pública.
Foi criado pelo Decreto n° 50.922 de 06.07.1961
Com o surgimento do ciclo da madeira nas décadas de 50 e 60, surgiu a necessidade da criação de uma unidade na região, para preservar as matas de araucária ainda existentes. Houve uma parceria entre o Governo do Estado de Santa Catarina e o IBDF para criação do Parque Nacional de São Joaquim.
A exploração florestal contínua reduziu à pequenos fragmentos florestais a área do parque, restando a paisagem rara em beleza e que anualmente oferece um espetáculo ímpar no território nacional: a brancura de neve nos mais elevados píncaros da Serra do Mar.
Possui uma área de 49.300 ha.e 114 Km de perímetro.Está localizado no estado de Santa Catarina, abrangendo terras dos municípios de São Joaquim, Urubici, Bom Retiro e Orleãs. O acesso, partindo-se de Florianópolis, é feito pela BR-282, percorrendo-se 147 Km até a entrada para Urubici/SC. Depois pela SC-439 por mais 22 Km até chegar a Urubici, onde localiza-se a sede administrativa do Parque. A cidade mais próxima da unidade é Urubici que fica a 180 Km da capital.
O parque situa-se em uma das poucas regiões em que a temperatura média anual varia entre 14° C a 12° C, e com ocorrência de neve anualmente.
O parque situa-se em uma das poucas regiões em que a temperatura média anual varia entre 14° C a 12° C, e com ocorrência de neve anualmente.
Um dos aspectos interessantes do Parque, são suas elevações, com altitudes superiores a 2.000 m acima do nível do mar, como o Morro da Igreja, bastante conhecido e procurado pelos montanhistas.
Este Parque possui 3 tipos de vegetação: os Campos Gerais, as Matas de Araucárias, localizadas mais comumente nas encostas e nos vales, e a Floresta Pluvial Subtropical que ocupa o fundo dos vales. A espécie dominante nos cenários do Parque é o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Ocorrem também a jibuia (Ocotea porosa), a canela-sassafrás, a caviúna e o cedro (Cedrela fissilis).
A fauna do Parque Nacional de São Joaquim é pouca variada, em decorrência às suas formações vegetais menos ricas, e principalmente, devido aos efeitos negativos do fogo e da caça ilegal seletiva, implicando em pressão de caça sobre determinadas espécies, principalmente perdizes e codornas.
A caça praticada na região de forma desordenada, bem como o fogo de origem criminosa caracterizam-se por serem os principais problemas que afetam a unidade.
Além da preservação de seu ecossistema o Parque é importante por ter características singulares dentre as unidades de conservação do país, e portanto permite a pesquisa e a visitação em uma área de especial interesse ecológico.
02 funcionários do IBAMA.
1 sede administrativa (204 m2) que serve também como alojamento (p/ 4 pessoas); 1 Toyota (1983); 1 Gol (1998); telefone; 60 Km de estradas internas-meio-ambiente e rede elétrica.
Fonte: www.brasilturismo.com

O Parque Nacional de São Joaquim se destaca por sua invulgar beleza paisagística. Situado numa das poucas regiões do Brasil em que a temperatura média anual não passa dos 140C, e onde muitas vezes há a ocorrência de neve. Apresenta também sugestivas elevações, como o morro da Igreja, com 1.822 metros de altitude, localizado no centro do Parque, e que é o ponto culminante de todo o Estado de Santa Catarina.
Seu relevo apresenta duas unidades distintas: uma área montanhosa encravada na Serra Geral e outra suavemente ondulada, na região denominada Planalto das Araucárias.
Na vegetação predomina a savana gramínea, ou campos, que se desenvolve em altitudes superiores a 800 metros. Destaca-se aí o capimcaninha (Andropon lateralis), enquanto entre as espécies arbóreas é comum o pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). Nos capões ocorrem ainda a casca-d'anta (Drimys brasiliensis), pinheiro-bravo (Pynus silvestris), pau-de-bugre (Lithraea brasiliensis) e carne-de-vaca (Clethra scabra).

Nas florestas-de-galeria encontram-se exemplares de branquilho (Sebastiana klotzchiana), guamirim (Gomidesia sellowiana), murta (Blepharocalvx salicifolius), congonha (llex theezans) e cambui (Siphoneugena reitzii), enquanto na floresta atlântica densa ocorrem espécies como a canela-preta (Ocotea catharinensis), pau-óleo (Copaifera trapezifolia) e canela-sassafrás (Ocotea pretiosa). Nessa formação nota-se gradativa diminuição do palmito (Eu terpe edulis), bem como de epifitas e lianas. No alto dos pinheiros, entre maio e junho diversas espécies de aves buscam alimento nos pinhões, destacando-se entre essas o caxinguelê (Sciurus sp), gralha-azul (Cyanocorax caeruleus), curicacas (Theristicus spp) e o colorido surucuáde-barriga-vermelha (Trogon curucui). Como essas aves geralmente não comem os pinhões no próprio local ao transportá-los acabam deixando cair a semente promovendo a dispersão desse vegetal. Nos rios que cortam o Parque podem-se observar lontras (Lontra longicaudis), um mustelídeo ameaçado de extinção e sob a copa dos pinheirais, porcos-do-mato (Tayassu spp) e pacas (Agouti paca).
Com acesso pelas rodovias BR-430 e BR-438, que ligam diversas localidades a Florianópolis, o Parque ainda não dispõe de infra-estrutura para a hospedagem de visitantes. O período mais chuvoso é de agosto a outubro.

Mapa do Parque Nacional de São Joaquim
Data de criação: 6 de julho de
1.961, pelo decreto federal nº. 50.922.
Localização: Santa Catarina, abrangendo
os municípios de Urubiá e Orleans.
Área: 49.300 hectares
Perímetro: 114 km
Clima: temperado, mesotérmico médio
superúmido, sem secas.
Temperaturas: média anual de 12 a 14ºC,
máxima absoluta de 34 e mínima de 8ºC.
Chuvas: Entre 1500 e 1750 mm anuais.
Relevo: de suave ondulado a montanhoso.
Fonte: paginas.terra.com.br