Resguardar os atributos ambientais existentes nas restingas da região que abrange ecossistema de menor representatividade no sistema de unidades de conservação.

Foi criado pelo Decreto s/n de 29.04.1998
Esta região era habitada pelos índios Goytacases, povo que tinha tradição guerreira. Em Tupi-Guarani, o nome do Parque significa "Terra de Muitas Palmeiras" (gerivá - geribá); encontrando-se também com significado "Terra de Plantas Espinhentas". Em 1844 iniciou-se a construção do canal Campos/Macaé, que levou 27 anos para ser construído, utilizando-se mão-de-obra escrava. Este canal tinha a finalidade de escoar a produção agrícola de Campos através de exportação pelo porto de Macaé. Ele foi utilizado por apenas 4 anos, perdendo sua função com a chegada da ferrovia ao local. Hoje o canal, que é o segundo maior canal artificial do mundo (104 Km de extensão), encontra-se sem uso.
Desde a década de 80 ambientalistas e cientistas lutavam para a criação de uma unidade na região de restinga, que vai de Macaé à Quissamã e tem um importante conjunto de lagoas costeiras de elevada importância para a manutenção de rota de aves migratórias, com o intuito de preservar esta última faixa contínua de restinga existente no Rio de Janeiro.
Possui uma área de 14.860 ha, com uma extensão de 44 Km (paralelo à praia).Cerca de 2 Km de largura na extremidade oeste, ao lado da Lagoa Cabiunas e 4,8 Km de largura na extremidade leste (canal de Ubatuba/Lagoa Feia), com um perímetro de 123 KM. Está localizado à noroeste do estado do Rio de Janeiro, entre os municípios de Macaé e Quissamã.O acesso é feito através da BR-101, Rio de Janeiro sentido Macaé, percorendo-se 200 Km (de Macaé até a unidade são mais ou menos 20 Km); ou de Campos sentido Quissamã, percorrendo-se 60 Km (de Quissamã até a unidade são mais ou menos 10 Km).

A área possui um clima bastante homogêneo, com um tipo climático em que predomina o sub-úmido-seco, com grande excesso de água no verão, megatérmico, com calor bem distribuído todo o ano.
O Parque ainda não é aberto à visitação.
A área abrange as planícies fluviais e planície marinha do litoral dos municípios de Macaé, Quissamã e Carapebus.
Na área do Parque são identificados dez tipos de formações fisionômicas: Formação praial graminóide (halófila e psamófila reptante), Formação pós-praia (arbustiva fechada de pós-praia), Formação de Clusia (arbustiva aberta de Clusia), Formação de Ericacea (arbustiva aberta de Ericacea), Formação de mata de restinga (mata periodicamente inundada), Formação de mata paludosa (mata permanentemente inundada), Formação de mata de cordão arenoso, Formaçao arbustiva aberta de Palmae, Formação graminóide com arbustos (herbácea brejosa) e Formação aquática.
É uma área importante de refúgio para muitas espécies, entre elas o papagaio chauá, já extinto em outras restingas, espécies endêmicas, como as borboletas (Menander felsina) e a belíssima borboleta da restinga (Parides ascanius). Há também aves aquáticas residentes; aves migratórias como os maçaricos de várias espécies; pequenas populações (garças, maguaris, carões, frangos d'água, jaçanas, gaviões e outros), a cegonha brasileira (Euxemura maguari), a lontra (Lutra longicondis) e o jacaré de papo amarelo (Caiman latirostris).
Plantações de Cõco, pesca em lagoas, uso público descontrolado. No entorno da unidade existem loteamentos irregulares e queimadas de canaviais.
Dados não disponíveis.
ONG Amigos do Parque Nacional da Restinga do Jurubatiba/Prefeituras de Macaé, Carapebus e Quissamã; UFRJ/NUPEM.
04 funcionários do IBAMA.
1 guarita; 15 Km de estradas internas-meio-ambiente; 3 Km de aceiros; 2 Toyotas; 1 Land Rover; 1 lancha; 1 barco de alumínio, 1 bote inflável, 3 motores (50, 25 e 15 Hp) e sistema de comunicação (telefax e e-mail), e implantando o sistema de rádio.
Fonte: www.brasilturismo.com