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Poluição da Água

 

Uma forma comum de poluição das águas é causada pelo lançamento de dejetos humanos nos rios, lagos e mares. Sendo constituídos de matéria orgânica, esses resíduos levam ao aumento da quantidade de nutrientes disponíveis no ambiente, fenômeno denominado eutroficação (do grego eu, bem, bom, e trofos, nutrição).

A eutroficação permite grande proliferação de bactérias aeróbicas, que consomem rapidamente todo o oxigênio existente na água. Como conseqüência, a maioria das formas de vida acaba por morrer, inclusive as próprias bactérias. Devido à eutroficação por esgotos humanos, os rios que banham as grandes cidades do mundo tiveram sua flora e fauna destruídas, tornando-se esgotos a céu aberto. O lançamento de esgotos nos rios acarreta, ainda, a propagação de doenças causadas por vermes, bactérias e vírus.

Marés vermelhas

Em alguns casos, a eutroficação pode levar à grande proliferação de dinoflagelados (protistas fotossintetizantes), causando o fenômeno conhecido como maté vermelha, devido à coloração que os dinoflagelados conferem à água. As marés vermelhas causam a morte de milhares de peixes, principalmente porque os dinoflagelados competem com eles pelo oxigênio, além de liberarem substâncias tóxicas na água.

Reaproveitamento dos esgotos

A melhor solução para o problema dos esgotos é seu reaproveitamento. Eles devem ser tratados de modo que os microorganismos sejam mortos, e as impurezas, eliminadas. A água proveniente de esgotos, uma vez removidas as impurezas, pode ser reaproveitada. Os resíduos semi-sólidos, resultantes do tratamento dos esgotos, podem ser utilizados como fertilizantes, enquanto o gás metano, produzido pela putrefação da matéria orgânica, pode ser utilizado como combustível.

O problema dos resíduos industriais e agrícolas

O lançamento de resíduos industriais nas águas e nos solos constitui um sério problema ecológico. Substâncias poluentes, como detergentes, ácido sulfúrico e amônia, envenenam os rios onde são lançados, causando a morte de muitas espécies da comunidade aquática. Outras formas de poulição se caracterizam pelas queimadas e lixo em locais indevidos.

Poluição por mercúrio

Um problema que vem atingindo proporções preocupantes em certas regiões brasileiras, particularmente na Amazônia, é o da poluição dos rios pelo mercúrio.

Esse metal é utilizado pelos garimpeiros para a separação de ouro de minério bruto. Grandes quantidades de mercúrio, lançadas nas águas dos rios que servem para a lavagem do minério, envenenam e matam diversas formas de vida. Peixes envenenados pelo metal, se consumidos pelo homem. Podem causar sérios danos ao sistema nervoso.

Poluição por fertilizantes e agrotóxicos

O desenvolvimento da agricultura também tem contribuído para a poluição do solo e das águas. Fertilizantes sintéticos e agrotóxicos (inseticidas, fungicidas e herbicidas), usados em quantidades abusivas nas lavouras, poluem o solo e as águas dos rios, onde intoxicam e matam diversos seres vivos dos ecossistemas.

Concentração de inseticidas nas cadeias alimentares

Desde a década de 1940, alguns inseticidas do grupo dos organoclorados, tem sido amplamente utilizados na lavoura.Absorvido pela pele ou nos alimentos, o acúmulo de DDT no organismo humano está relacionado com doenças do fígado, como a cirrose e o câncer. O uso indiscriminado e descontrolado do DDT fez com que o leite humano, em algumas regiões dos EUA chegasse a apresentar mais inseticida do que o permitido por lei no leite de vaca. O DDT, além de outros inseticidas e poluentes, possui a capacidade de se concentrar em organismos.

Ostras, por exemplo, que obtêm alimento por filtração da água, podem acumular quantidades enormes de inseticida em seus corpos, concentrando-o até cerca de 70 mil vezes. Se forem consumidas por animais ou pelo homem, podem causar intoxicação e morte. Em determinados ecossistemas, o DDT é absorvido pelos produtores e consumidores primários, passando para os consumidores secundários, e assim por diante. Como cada organismo de um nível trófico superior geralmente como diversos organismos do nível inferior, o DDT tende a se concentrar nos níveis superiores.

Degradação ambiental A superfície da Terra está em constante processo de transformação e, ao longo de seus 4,5 bilhões de anos, o planeta registra drásticas alterações ambientais. Há milhões de anos, a área do atual deserto do Saara, por exemplo, era ocupada por uma grande floresta e os terrenos que hoje abrigam a floresta amazônica pertenciam ao fundo do mar. As rupturas na crosta terrestre e a deriva dos continentes mudam a posição destes ao longo de milênios. Em conseqüência, seus climas passam por grandes transformações. As quatro glaciações já registradas – quando as calotas polares avançam sobre as regiões temperadas – fazem a temperatura média do planeta cair vários graus.

Essas mudanças, no entanto, são provocadas por fenômenos geológicos e climáticos e podem ser medidas em milhões e até centenas de milhões de anos. Com o surgimento do homem na face da Terra, o ritmo de mudanças acelera-se.

AGENTES DO DESEQUILÍBRIO

A escalada do progresso técnico humano pode ser medida pelo seu poder de controlar e transformar a natureza. Quanto mais rápido o desenvolvimento tecnológico, maior o ritmo de alterações provocadas no meio ambiente. Cada nova fonte de energia dominada pelo homem produz determinado tipo de desequilíbrio ecológico e de poluição. A invenção da máquina a vapor, por exemplo, aumenta a procura pelo carvão e acelera o ritmo de desmatamento.

A destilação do petróleo multiplica a emissão de gás carbônico e outros gases na atmosfera. Com a petroquímica, surgem novas matérias-primas e substâncias não-biodegradáveis, como alguns plásticos. Crescimento populacional – O aumento da população mundial ao longo da história exige áreas cada vez maiores para a produção de alimentos e técnicas de cultivo que aumentem a produtividade da terra. Florestas cedem lugar a lavouras e criações, espécies animais e vegetais são domesticadas, muitas extintas e outras, ao perderem seus predadores naturais, multiplicam-se aceleradamente. Produtos químicos não-biodegradáveis, usados para aumentar a produtividade e evitar predadores nas lavouras, matam microrganismos decompositores, insetos e aves, reduzem a fertilidade da terra, poluem os rios e águas subterrâneas e contaminam os alimentos.

A urbanização multiplica esses fatores de desequilíbrio. A grande cidade usa os recursos naturais em escala concentrada, quebra as cadeias naturais de reprodução desses recursos e reduz a capacidade da natureza de construir novas situações de equilíbrio. Economia do desperdício – O estilo de desenvolvimento econômico atual estimula o desperdício. Automóveis, eletrodomésticos, roupas e demais utilidades são planejados para durar pouco.

O apelo ao consumo multiplica a extração de recursos naturais: embalagens sofisticadas e produtos descartáveis não-recicláveis nem biodegradáveis aumentam a quantidade de lixo no meio ambiente.

A diferença de riqueza entre as nações contribui para o desequilíbrio ambiental. Nos países pobres, o ritmo de crescimento demográfico e de urbanização não é acompanhado pela expansão da infra-estrutura, principalmente da rede de saneamento básico. Uma boa parcela dos dejetos humanos e do lixo urbano e industrial é lançada sem tratamento na atmosfera, nas águas ou no solo.

A necessidade de aumentar as exportações para sustentar o desenvolvimento interno estimula tanto a extração dos recursos minerais como a expansão da agricultura sobre novas áreas. Cresce o desmatamento e a superexploração da terra. Lixo – Acúmulo de detritos domésticos e industriais não-biodegradáveis na atmosfera, no solo, subsolo e nas águas continentais e marítimas provoca danos ao meio ambiente e doenças nos seres humanos. As substâncias não-biodegradáveis estão presentes em plásticos, produtos de limpeza, tintas e solventes, pesticidas e componentes de produtos eletroeletrônicos.

As fraldas descartáveis demoram mais de cinqüenta anos para se decompor, e os plásticos levam de quatro a cinco séculos. Ao longo do tempo, os mares, oceanos e manguezais vêm servindo de depósito para esses resíduos. Resíduos radiativos – Entre todas as formas de lixo, os resíduos radiativos são os mais perigosos. Substâncias radiativas são usadas como combustível em usinas atômicas de geração de energia elétrica, em motores de submarinos nucleares e em equipamentos médico-hospitalares. Mesmo depois de esgotarem sua capacidade como combustível, não podem ser destruídas e permanecem em atividade durante milhares e até milhões de anos. Despejos no mar e na atmosfera são proibidos desde 1983, mas até hoje não existem formas absolutamente seguras de armazenar essas substâncias. As mais recomendadas são tambores ou recipientes impermeáveis de concreto, à prova de radiação, que devem ser enterrados em áreas geologicamente estáveis.

Essas precauções, no entanto, nem sempre são cumpridas e os vazamentos são freqüentes. Em contato com o meio ambiente, as substâncias radiativas interferem diretamente nos átomos e moléculas que formam os tecidos vivos, provocam alterações genéticas e câncer. Ameaça nuclear – Atualmente existem mais de quatrocentas usinas nucleares em operação no mundo – a maioria no Reino Unido, EUA, França e Leste europeu. Vazamentos ou explosões nos reatores por falhas em seus sistemas de segurança provocam graves acidentes nucleares. O primeiro deles, na usina russa de Tcheliabínski, em setembro de 1957, contamina cerca de 270 mil pessoas.

O mais grave, em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, deixa mais de trinta mortos, centenas de feridos e forma uma nuvem radiativa que se espalha por toda a Europa. O número de pessoas contaminadas é incalculável. No Brasil, um vazamento na Usina de Angra I, no Rio de Janeiro, contamina dois técnicos.

Mas o pior acidente com substâncias radiativas registrado no país ocorre em Goiânia, em 1987: o Instituto Goiano de Radioterapia abandona uma cápsula com isótopo de césio-137, usada em equipamento radiológico. Encontrada e aberta por sucateiros, em pouco tempo provoca a morte de quatro pessoas e a contaminação de duzentas. Submarinos nucleares afundados durante a 2a Guerra Mundial também constituem grave ameaça.

O mar Báltico é uma das regiões do planeta que mais concentram esse tipo de sucata.

DESERTIFICAÇÃO

Desertificação é o empobrecimento dos ecossistemas áridos, semi-áridos e subúmidos em virtude de atividades humanas predatórias e, em menor grau, de mudanças naturais. Atualmente, 34% (49.384.500 km²) das terras emersas do planeta são propensas à desertificação. As áreas mais afetadas são o oeste da América do Sul, o Nordeste do Brasil, o norte e o sul da África, o Oriente Médio, a Ásia Central, a Austrália e o sudoeste dos Estados Unidos. Desde a primeira Conferência Mundial sobre Desertificação, no Quênia, em 1977, os cientistas têm mostrado que o aumento das regiões áridas do mundo não decorre somente da progressão natural dos desertos , em geral resultado de alterações climáticas e fenômenos tectônicos ao longo de milhares de anos.

Esse alastramento vem sendo provocado principalmente pelo homem, por meio do desmatamento de extensas áreas de floresta; da agropecuária predatória, que emprega técnicas inadequadas de cultivo e pastoreio; e de alguns tipos de mineração, como a extração dos cristais de rocha, que removem a camada superficial do solo. Essas atividades levam à diminuição da cobertura vegetal, ao surgimento de dunas, ao esgotamento dos solos, à perda de água do subsolo, à erosão e ao assoreamento dos rios e lagos. E o problema é agravado pelo efeito estufa , pela chuva ácida e pelo buraco na camada de ozônio. Quando o solo se desertifica, as populações buscam outras terras, onde repetem os mesmos erros cometidos anteriormente. Com isso criam novas áreas desertificadas, num ciclo contínuo. A conseqüência é a migração, que acaba formando cinturões de pobreza ao redor dos centros urbanos.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), existem atualmente 500 milhões de refugiados ecológicos em todo o mundo, número que deve dobrar até o final da década. Esses refugiados foram obrigados a abandonar suas terras devido à degradação ambiental. A desertificação, a longo prazo, poderá causar uma diminuição drástica das terras férteis, o que, aliado ao aumento da demanda por alimentos, pode levar a um aumento da fome no mundo. Para evitar que isso ocorra, é necessário conter o avanço dos desertos com medidas como o reflorestamento, o controle do movimento das dunas e a rotação de culturas. É possível também controlar a erosão com o plantio em terraços e curvas de nível nos terrenos inclinados e o cultivo direto sobre os restos da cultura anterior, evitando a exposição do solo ao sol, à chuva e ao vento. RECICLAGEM É o processo de transformação de materiais usados em novos produtos.

A reciclagem é empregada na recuperação de uma parte do lixo sólido. Os objetos mais comuns são o papel, latas de alumínio e aço, vidro, plástico e restos de jardim. Uma vez reciclados, esses materiais são reaproveitados, podendo ser encontrados em produtos como livros, fitas de áudio e vídeo, lâmpadas fluorescentes, concreto, bicicletas, baterias e pneus de automóvel. O gerenciamento do lixo sólido por meio da reciclagem, além de ajudar na preservação dos recursos primários existentes na natureza, permite a redução do volume do lixo e a diminuição da poluição do ar e da água. Traz também economia de energia e de água na produção. O papel reciclado, por exemplo, requer cerca de 74% a menos de energia e 50% a menos de água do que o papel obtido de madeira virgem. Por outro lado, a reciclagem pode contribuir para a poluição do ar e da água se os produtos químicos empregados no reprocessamento dos materiais não forem usados de forma apropriada. Os países industrializados são os que mais produzem lixo e também os que mais reciclam.

O Japão reutiliza 50% do seu lixo sólido. Neste país, um dos mais engajados em questões de preservação ambiental, são comuns diversos tipos de reciclagem, como o reaproveitamento da água do chuveiro na privada. Já a Europa Ocidental recupera 30% de seu lixo e os Estados Unidos reciclam 11%.

Nesse país, a produção de lixo por pessoa é o dobro da de qualquer outro país: em média 1,5 kg por dia. No final de um ano são 10 bilhões de toneladas de lixo.

Nova York é a cidade que mais produz lixo no mundo: uma média diária de 13.000 t.

O Brasil e os EUA lideram a reciclagem de latas: reaproveitam cerca de 60% das latas produzidas.

Poluição dos rios

Como fruto da atuação do homem sobre o meio ambiente, surge o problema da poluição dos rios.

As fontes de poluição das águas dos rios resultam, entre outros fatores, dos esgotos domésticos, despejos industriais, escoamento da chuva das áreas urbanas e das águas do retorno de irrigação. Desse modo, principalmente no atual século, o grande crescimento populacional e o desenvolvimento industrial, além do uso, cada vez maior, de fertilizantes químicos e inseticidas nas lavouras têm causado sérios danos aos rios e à vida de modo geral.

Além desse fato, muitos outros são causadores da poluição dos rios:

Os inseticidas usados nas lavouras, que destroem o fictopancto existente nos rios, o qual é responsável pela renovação de 70% do oxigênio da atmosfera

Os sedimentos que são transportados para os rios pelas enxurradas, em decorrência das práticas agrícolas que não se preocupam com a conservação do solo. Esses detritos não deixam a luz do sol penetrar na água, dificultando as formas de vida subaquática.

Quando é ultrapassada a capacidade de autodefesa da água em sanear os detritos, em virtude do excesso de esgoto despejado nos rios, ocorre o aparecimento de gases nocivos à vida aquática.

Nos últimos anos vem-se agravando a poluição nos rios, causada pela poluição industrial. Em várias partes do mundo ocorre envenenamento de pessoas, causada pela presença de produtos químicos nocivos nas águas fluviais.

Recentemente, abril de 1984, a população ribeirinha do rio São Francisco viu cerca de 500 mil toneladas de peixes de várias espécies mortos. A causa não foi apurada ou divulgada, admitindo-se, entretanto, que ocorreu poluição com metal pesado.

As consequências da poluição do São Francisco são drásticas. Inicialmente surge o problema da alimentação de milhares de pessoas que vivem da pesca ao longo desse rio, além de interromper o ciclo biológico, pois em um curto tempo ocorrerá a morte da flora marginal, que afetada, poderá causar a queda de barreiras, dificultando a navegação.

Nos rios, a poluição existente e a concentração de coliformes constitui mesmo uma ameaça. Mas não é tudo. O esgoto é composto por grandes quantidades de matéria orgânica e organismos patogênicos e ainda sais minerais, que chegando sem tratamento a um rio, a matéria orgânica é degradada, consumindo muito oxigênio. Os organismos patogênicos sobrevivem e os sais minerais alimentam a flora existente que se reproduz rapidamente e em alguns casos, produz substância tóxicas. O tratamento dos esgotos eliminaria os organismos patogênicos e facilitaria o controle do desenvolvimento das plantas fluviais, aumentando a quantidade de oxigênio na água.

Do tratamento de esgoto, poderíamos retirar um adubo. O processo adotado retira os nutrientes do esgoto, concentrando-os no material sólido, o qual, após tratamento se transforma em um excelente condicionador de solos. É uma importante fonte de matéria orgânica e pode ser utilizado para reduzir as quantidades de fertilizantes químicos, melhorar as características físicas do solo, acrescentar micronutrientes essenciais ao desenvolvimento das plantas, melhorando a produtividade do agricultor, e o melhor é que evita a intoxicação de rios próximos. Basta usar a cabeça!!!

Fonte: br.geocities.com

Poluição da Água

A poluição das águas tem sido um problema para a nossa sociedade, e é tempo de por fim a todo o custo este assunto. Nestes últimos anos o governo tem tentado ensibilizar a opinião pública para esta situação que tem vindo a agravar-se devido há falta de fundos. Também as indústrias, que cada vez fazem mais poluição sem qualquer medida proteccionista contribuem fortemente para o problema sem qualquer multa por parte do Governo.

Nós neste trabalho vamos falar nas formas de poluição aquática no mundo e e no Brasil. Também vamos falar dos poluentes da água e os seus perigos para a sociedade. Durante um longo período de tempo, a introdução dos poluentes nos oceanos poderá conduzir a uma acumulação de substâncias tóxicas, a longo prazo, disseminando mortandade e contaminação de seres vivos do oceano.

Uma vez chegado a isto, não há hipótese de voltar atrás mas não vamos deixar que isto se alastre para causas muito piores do que aquelas que já existem por isso contamos com a colaboração de toda a sociedade e começar a sensibilizar a sociedade escolar, ou seja, mais os alunos que serão o futuro de amanha para não continuarem a poluir como os nossos antepassados poluíram.

A maior parte dos poluentes atmosféricos reage com o vapor de água na atmosfera e volta à superfície sob a forma de chuvas, contaminando, pela absorção do solo, os lençóis subterrâneos. Nas cidades e regiões agrícolas são lançados diariamente cerca de 10 bilhões de litros de esgoto que poluem rios, lagos, lençóis subterrâneos e áreas de mananciais.

Os oceanos recebem boa parte dos poluentes dissolvidos nos rios, além do lixo dos centros industriais e urbanos localizados no litoral.

O excesso de material orgânico no mar leva à proliferação descontrolada de microrganismos, que acabam por formar as chamadas "marés vermelhas" - que matam peixes e deixam os frutos do mar impróprios para o consumo do homem. Anualmente 1 milhão de toneladas de óleo se espalham pela superfície dos oceanos, formando uma camada compacta que demora para ser absorvida.

Desde há muito que os peritos marinhos e aquáticos argumentam que todos os novos compostos introduzidos no nosso mar e rios deveriam ser considerados potencialmente letais.

Eis um testemunho desses peritos:

"No dia seguinte navegávamos sob vento fraco através de um oceano onde a água límpida estava cheia de massas flutuantes e negras de alcatrão, aparentemente sem fim... O Atlântico já não era azul, mas sim cinzento esverdeado e opaco, coberto de coágulos de petróleo que variavam de tamanho, desde a cabeça de um alfinete até às dimensões de uma sanduíche. No meio do lixo, flutuavam garrafas de plástico.

Poderíamos estar num sujo porto citadino... Tornou-se claro para nós que a humanidade estava realmente a poluir a sua mais vital nascente, o indispensável filtro do nosso planeta, o oceano."

Parte da poluição é muito visível: rios espumosos, um brilho oleoso à superfície de um lago, cursos de água atulhados de lixo doméstico (como é o caso do nosso rio Douro). Mas grande parte é invisível. Lagos afectados pelas chuvas ácidas podem ainda parecer muito bonitos mas sem vida.

Infelizmente a agressão ao nosso ambiente aquático não acaba aqui. Nos mares, lagos e rios existe uma enorme diversidade de espécies diferentes muitas das quais fornecem à humanidade muita comida nutritiva. Não existiam ameaças a esta fonte de alimentos antes do séc. XIX. Quando navios maiores e técnicas piscatórias mais eficientes, começaram a provocar um sério desgaste nas populações reprodutoras. Desde a baleia de oceano até ao mais pequeno crustáceo de água doce tem sido dizimado pelo Homem.

A difusão de lixo marítimo de pólo a pólo torna necessária uma vigilância internacional.

Os navios que derramam impunemente petróleo e poluentes químicos na água dos oceanos. Mas embora as descargas e derrames de petróleo no alto mar tenham efeitos locais importantes, estas águas encontram-se livres dos piores efeitos da poluição.

As principais áreas de preocupação são as que se encontram próximo de terra e de aglomerados humanos. É aqui que a poluição se concentra, é também aqui que se encontra a maioria de vida marinha, nas plataformas continentais.

O lixo da sociedade tornou-se uma praga para a vida marinha. As tartarugas marinhas e as baleias ingerem sacos de plástico, que tomam por medusas, provocando-lhe a morte por asfixia. Uma vez, encontrou-se um cachalote com 50 sacos de plásticos entalados na garganta. As aves marinhas ingerem pequenas bolas de polietileno que flutuam à superfície do mar; as aves sentem-se fartas e isso impede-as de se alimentarem adequadamente. Não conseguem engordar e, assim, a sua aptidão para sobreviverem é reduzida.

Nas ilhas Aleutas, no Pacífico Norte, a população de focas tem diminuído 10%, não devido à caça ou à diminuição das reservas de peixes, mas por serem apanhadas por precintas plásticos de embalagem e por tiras plásticas que mantêm unidas as latas de bebidas. Anualmente, um milhão e meio de quilômetros de redes de pesca, de "nylon" (conhecidas por "a cortina da morte"), são lançadas ao mar e cerca de 100 quilômetros de rede acabem por perder-se. Essas "redes - fantasmas" continuam a pescar, sem governo. Capturam e provocam o afogamento de tartarugas marinhas, focas, aves marinhas, golfinhos e baleias. A partir de finais de 1988, deverá ter entrado em vigor um tratado internacional que tornará ilegal o despejo de matérias plásticas ou redes de "nylon" no mar.

A poluição das águas fluviais são, hoje, constantemente agredidas pelo excesso de poluentes derramados e despejados destas águas.

Os constantes despejos de esgotos das fábricas e dos centros urbanos estão carregados de substâncias que podem constituir causa séria de poluição como por exemplo: ovos de parasitas, fungos, bactérias, e vírus que ocasionam doenças como tifo, tuberculose, hepatite e cólera.

A poluição marinha se dá principalmente pelo derramamento de petróleo em caso de vazamentos e acidentes com petroleiros.

As grandes formas de poluição aquática

Esgotos pluviais e escoamento urbano - Escoamento de superfícies impermeáveis incluindo ruas, edifícios e outras áreas pavimentadas para esgotos ou tubos antes de descarregarem para águas superficiais.

Industrial

Fábricas de polpa e de papel, fábricas de químicos, fábricas de têxteis, fábricas de produtos alimentares...

Agrícola

Excesso de fertilizantes que vão infiltrar-se no solo e poluir os lençóis de água subterrâneos e por sua vez os rios ou ribeiros onde estes vão dar Extração de recursos Minas... - Modificações hidrológicas Canalizações, construção de barragens...

Fonte: www.ecoambiental.com.br

Poluição da Água

A Poluição da Água é a alteração das características ecológicas do meio, isto é, de seus aspectos físicos, químicos e biológicos.

CONTAMINAÇÃO DA AGUA

É a introdução de elementos no meio hídrico em concentrações nocivas à saúde do homem.

Água Pura

Água pura, no sentido rigoroso do termo, não existe na natureza, pois sendo um ótimo solvente, jamais é encontrada em estado de absoluta pureza. Possuem uma série de impurezas que irão imprimir-lhe características físico-químicas e biológicas. A qualidade da água depende basicamente dessas características, que irão influir no grau de tratamento a que devem ser submetidas.

Quando a água se precipita sob a forma de chuva, as gotas dissolvem os gases da atmosfera e carreiam material particulado; ao retirar o gás carbônico da atmosfera, por exemplo, a água se acidifica aumentando ainda mais sua ação solvente. Ao atingir a terra, parte dessa água corre sobre a superfície, parte infiltra-se no solo e parte evapora-se; a água que corre, dissolve, em maior ou menor extensão, conforme tempo de contato e grau de solubilidade, os sais presentes nos minerais existentes no seu caminho, como o carbonato de cálcio e magnésio - calcários - os quais pela ação do gás carbônico na água, são transformados em bicarbonatos que passam a ser solúveis.

Acidez da Água

A água é também acidificada quando entra em contato com matérias orgânicas em decomposição, mais freqüentemente de origem vegetal, as quais libertam gás carbônico além de outros, como gás sulfídrico, amoníaco, etc; posteriormente transformados em nitritos e nitratos.

A acidez é medida através do pH, e pode ser de 0 a 14, o pH 7,0 é considerado neutro.

Cor da Água

A matéria orgânica em decomposição liberta também substâncias orgânicas coloridas que são dissolvidas pela água ou postas em fino estado de suspensão, denominado estado coloidal e que dão cor a água; também o ferro e o manganês associados a estas substâncias podem ocasionar cor na água.

A cor da água é medida numa escala de 0 a 100 UC, unidade colorimétrica.

Turbidez da Água

A partir de um certo tamanho, o material em suspensão na água é chamado de turbidez podendo ser desde partículas de areia, de restos de folhas em suspensão, até mesmo seres vivos, como algas, protozoários, bactérias que além de turbidez e cor, podem conferir à água gosto e odor.

A turbidez é medida por Unidades Nefélometricas de Turbidez - NTU, variando de 0,1 a 1000 NTU.

Impurezas da Água

Naturais: Constituídas de substâncias encontradas normalmente na atmosfera e solo, em forma de gases, sais e microrganismos.
Artificiais:
Constituídas de substâncias lançadas na atmosfera ou nas águas por atividades humanas - poluição do ar, da água, do solo.

Quanto à Aquisição da Impureza da Água

Pelas águas meteóricas (de chuva): Poeiras, gases da atmosfera (carbônico, sulfídrico, nitrico), substâncias radioativas.
Pelas águas de superfície:
Argila, silte, algas, microrganismos diversos, sais, substâncias orgânicas e radioativas.
Pelas águas subterrâneas:
Microrganismos diversos (M.D.), sais, substâncias orgânicas.

Impurezas na água em suspensão ou em solução

Suspensão Grosseiras: São facilmente flotados ou sedimentados, quando a água é mantida em repouso.
Suspensão Fina:
Exigem um tempo muito grande para serem removidas por simples sedimentação.
Suspensão Coloidal:
Não se removem por simples sedimentação, devido às propriedades eletrostáticas dos colóides.
Soluções:
Para remoção das impurezas na forma coloidal e de soluções, é necessário tratamento físico-químico.

Quanto à Ocorrência e Principais Efeitos

Em Suspensão: M.D., mosquitos, larvas, bactérias, algas, fungos, podem causar gosto, odor e turbidez; silte e argila causam turbidez; resíduos industriais e domésticos causam turbidez; todos acima citados, podem ser causa de poluição e/ou contaminação da água.
Em Estado Coloidal:
Substâncias vegetais em degradação causam cor, turbidez, acidez, odor e sabor na água; sílica causa turbidez.
Em Solução:
Sais de cálcio e magnésio, carbonatos e bicarbonatos causam alcalinidade, dureza na ágaua e incrustração na tubulação.

Microrganismos da Água

Peixes, crustáceos, algas, rotíferos, fungos, protozoários,etc; nem sempre patogênicos, causam as vezes gosto e odor e podem como no caso de algumas algas, produzir toxinas e entupir filtros na ETA.

Bactérias

A maioria desses organismos não são patogênicos, mas uma pequena quantidade de espécie deles possui alto significado sanitário. As fezes de qualquer pessoa, sadia ou doente, contém, sempre, um grande número de bactérias que não causam normalmente doenças, mas que, pelo contrário, são até mesmo benéficas por auxiliarem o nosso processo de digestão.

Assim sendo, a água que contém essas bactérias, chamadas genéricamente de coliformes, contém forçosamente, materia fecal.

Cada pessoa elimina por dia cerca de 200 bilhões destas bactérias; o grupo coliforme não se reproduzem nas águas, só no intestino de animais de sangue quente.

Há uma correlação entre o número de coliformes e o número de patogênicos, de um modo geral, admite-se que uma água que contenha 10 a 20 coliformes por litro tem a possibilidade de possuir também 1 germe patogênico, ou seja, uma possibilidade de transmitir doença.

Doenças Relacionadas com a Água

De importância primaria: Cólera, Leptospirose, Febre tifóide, Febre paratifóide, Disenteria bacilar, Amebíase, Esquistossomose, etc;

Dioxina - a substância mais tóxica que existe

A dioxina, espécie de impureza de herbicidas derivados do petróleo; de acordo com o bioquímico Ames, é a substância mais tóxica que existe; o valor máximo permitido de dioxina é 6 fentogramas diários (0,000.000.000.000. 006 g/Kg). Isto equivale a tomar uma cerveja a cada oito mil anos !". a dioxina pode causar câncer, problemas no sistema imunológico e defeitos congênitos.

Recentemente a dioxina foi detectada em alimentos na Bélgica, onde ocasionou até queda de ministro. Enquanto que até hoje no Brasil, país que exportou a dioxina, ainda não está esclarecido o controle do depósito, em área de manancial na bacia hidrográfica do Rio Grande, com toneladas desse produto.

"Um estudo feito em 1988 relatou que mais de 2.100 substâncias nocivas foram encontradas na água potável dos EUA desde que o Safe Drinking Water Act foi passado, em 1974. Dos produtos químicos encontrados, 97 eram cancerígenos conhecidos, 82 causavam mutações, 28 causavam toxidade aguda ou crônica, e 23 geravam tumores. As 1.900 substâncias nocivas restantes não foram testadas adequadamente no que se refere a possíveis efeitos adversos à saúde. Environment Policy Institute, jan 1988."

Lixo

Acúmulo de detritos domésticos e industriais não-biodegradáveis na atmosfera, no solo, subsolo e nas águas continentais e marítimas provoca danos ao meio ambiente e doenças nos seres humanos. As substâncias não-biodegradáveis estão presentes em plásticos, produtos de limpeza, tintas e solventes, pesticidas e componentes de produtos eletroeletrônicos. As fraldas descartáveis demoram mais de cinqüenta anos para se decompor, e os plásticos levam de quatro a cinco séculos. Ao longo do tempo, os mares, oceanos e manguezais vêm servindo de depósito para esses resíduos.

Resíduos radiativos

Entre todas as formas de lixo, os resíduos radiativos são os mais perigosos. Substâncias radiativas são usadas como combustível em usinas atômicas de geração de energia elétrica, em motores de submarinos nucleares e em equipamentos médico-hospitalares. Mesmo depois de esgotarem sua capacidade como combustível, não podem ser destruídas e permanecem em atividade durante milhares e até milhões de anos. Despejos no mar e na atmosfera são proibidos desde 1983, mas até hoje não existem formas absolutamente seguras de armazenar essas substâncias. As mais recomendadas são tambores ou recipientes impermeáveis de concreto, à prova de radiação, que devem ser enterrados em áreas geologicamente estáveis. Essas precauções, no entanto, nem sempre são cumpridas e os vazamentos são freqüentes. Em contato com o meio ambiente, as substâncias radiativas interferem diretamente nos átomos e moléculas que formam os tecidos vivos, provocam alterações genéticas e câncer.

O lixo torna a água não potável

Em muitas ocasiões, a água de um rio ou um lago infiltra-se para lençóis freáticos de onde, através de poços, é extraída para uso de pessoas e animais ou para ser transportada de um corpo de água até Estações de Tratamento de Água. Se a água de tais corpos foi contaminada com substâncias tóxicas como ácidos (sulfúrico, clorídrico, nitratos), restos de solventes, pinturas, cultivos de bactérias e outras, derivadas de atividades industriais, agrícolas, pecuária, domésticas ou escolares, tal água já não é potável para os animais.

O lixo deteriora a água como habitat dos seres vivos

As águas de um corpo d’água contaminada com grande quantidade de matéria orgânica, como restos de alimentos humanos e animais (derivados de atividades domésticas, agrícolas e pecuária) propiciam o crescimento desequilibrado de algas. Estas, ao morrer, apodrecem e permitem a proliferação de bactérias que consomem o oxigênio disponível na água. Os peixes e outros organismos aquáticos morrem por falta de oxigênio suficiente. Desta maneira, organismos aquáticos morrem envenenados quando a água em que vivem se encontra contaminada por substâncias tóxicas como ácidos, sais de restos de solventes, pinturas, detergentes etc, estes provenientes de atividades industriais, domésticas e escolares.

Os dejetos industriais afetam a água

Calcula-se que são produzidos diariamente milhares de toneladas diárias de dejetos industriais, dos quais 14.500 têm características perigosas, sendo geradas por processos petroquímicos e químicos.

Alguns exemplos de resíduos perigosos produzidos pela industria são aqueles que contêm: chumbo, cádmio,mercúrio, arsênico, cromo, benzeno, fenol, prata, pesticida (DDT, “clordano, heptacloro, linano” etc) e muitos outros mais.

Drogas e químicos poluem cursos d’água nos EE.UU.*

WASHINGTON, DC, Março 13, 2002 (ENS) – Cursos d’água nos Estados Unidos estão contaminados com antibióticos, hormônios, cafeína, anestésicos e outras drogas: descobriu o primeiro estudo de nível nacional sobre poluição farmacêutica nos rios e córregos da nação. Apesar de o relatório ter sido idealizado como uma linha básica para pesquisas futuras, cortes de orçamento podem ameaçar o futuro desses estudos.

A pesquisa, realizada pelo U.S. Geological Survey (USGS) revelou uma lista de compostos incluindo os de alívio de dores “acetaminophen” e "ibuprofen”, prescritos para desordens cardíacas e hipertensão, e homônios sexuais femininos usados em pílulas de controle de natalidade e terapia de restauração hormonal. Apesar de a concentrações da maioria desses compostos ser baixa, tipicamente muito menos do uma parte por bilhão, pesquisas anteriores mostraram que a exposição a níveis, mesmo muito mais baixos do que os registrados nessa pesquisa, podem causar danos a espécies aquáticas. Efeitos sobre seres humanos, se existem, ainda não foram determinados.

“Pouco se sabe sobre a ocorrência ambiental de muitos químicos que usamos para manter e melhorar nossa qualidade de vida cotidiana”, diz Dr. Robert Hirsch, diretor associado da USGS para água. “Esse estudo inicia um processo de exploração da ocorrência desses químicos nos cursos d’água de nossa nação. As novas técnicas de medições desses químicos serão muito úteis para os muitos pesquisadores que estudam o movimento de contaminantes, impactos no ecossistema e efeitos na saúde humana.”

A pesquisa de levantamento nacional selecionou 95 contaminantes orgânicos de águas usadas e inclui amostras coletadas em 139 cursos d’água localidados em 30 estados durante 1999-2000.

Os 95 químicos foram escolhidos com base em estimativas sobre a quantidade usada, toxidade, atividade hormonal potencial, suspeitas de persistência no ambiente natural e a disponibilidade de padrões de referência e métodos analíticos, disse a hidrologista PhD da USGS Dana Kolpin, que lidera o estudo nacional.

O estudo da USGS sugere que os químicos usados em residências, agricultura e indústria podem entrar no ambiente natural através de uma variedade de fontes de esgoto, de acordo com Kolpin. Esses compostos incluem drogas humanas e veterinárias, inclusive antibióticos, hormônios naturais e sintetizados, detergentes, plastificantes, inseticidas e retardadores de fogo.

Os compostos detectados mais frequentemente são:

“coprostanol”, um esteróide encontrado em fezes de animais
colesterol, um esteróides animais e vegetais
N-N-diethyltoluamide (DEET), um repelente de insetos
Cafeína, um estimulante
“cotinine”, um produto que reage com nicotina
“triclosan”, um desinfetante anti-microbial, ingrediente ativo em sabões e detergentes anti-bactericidas
“tri (2-chloroethyl) phosphate”, um retardador de fogo
“4-nonylphenol”, um produto que reage com detergentes

“De modo geral, esteróides, drogras não prescritas e um químico encontrado em repelentes de insetos foram os grupos químicos mais frequentemente detectados”, diz Kolpin. “”Metabolites” de detergentes, esteróides e plastificantes foram geralmente medidos em concentrações mais altas do que os outros químicos, mas concentrações medidas nesse estudo geralmente são muito baixas – menos do que uma parte por bilhão”.

Dos 95 compostos selecionados, os pesquisadores encontraram 82 deles juntos em um único curso d’água. Em 35% dos cursos d’Água testados, os pesquisadores encontraram 10 ou mais compostos, e em um caso, 38 químicos estavam presentes em uma única amostra de água. Os cientistas esperavam descobrir a maioria dos compostos, mas a prevalência de misturas foi um pouco surpreendente, disse Kolpin.

Já que essa foi a primeira tentativa de pesquisar a maioria desses compostos, os pesquisadores tentaram selecionar córregos com mais probabilidades de encontrar contaminantes. A maioria deles está a jusante de estações de tratamento de esgoto ou intensas atividades pecuárias. Apenas alguns deles estão em áreas menos desenvolvidas, mais preservadas.

O estudo de reconhecimento pretende estabelecer uma linha básica para pesquisas futuras para examinar questões tais como: até que ponto em um curso d’água, águas abaixo a partir das fontes, os poluentes podem ser encontrados, ou como as concentrações desses químicos variam com o clima, uso do solo, médias de fluxos d’água ou características de descarga e métodos de tratamento.

Para a maioria dos químicos selecionados– 81 a 95 – padrões de água potável, não existem recomendações sobre saúde humana ou critérios de proteção de vida aquática. Concentrações medidas dos compostos que, sim, possuem algum desses padrões, raramente os excederam.

Quando a toxidade é levada em conta, as concetrações medidas de hormônios reprodutivos devem ter implicações para a saúde de organismos aquáticos, de acordo com Kolpin e seus colegas. Entretanto, informação limitada está disponível sobre o potencial efeito sobre a saúde humana e ecossistemas aquáticos de exposições de baixo nível, a longo prazo ou exposição de combinações desses químicos. Por exemplo, os pesquisadores encontraram contaminação de 14 antibióticos usados em medicina humana e animal. “Esse é um dado importante”, disse Dr. Tamar Barlam, um especialista em doenças infecciosas, no Center for Science in the Public Interest. “Sabemos que bactérias têm mais probabilidade de se tornarem resistentes a drogas à medida que convivem com antibióticos. O próximo passo é ver se há uma conexão entre contaminação de nossas águas e a resistência antibiótica infecciosa nas pessoas.”

Alguns dos antibióticos aplicados em animais de áreas rurais são expelidos nas fezes ou urina e podem alcançar os cursos d’água através de vazamentos de lagos de tratamento ou quando os dejetos são espalhados em lavouras agrícolas. “O estudo da USGS mostra que muitos antibióticos estão se movendo através do ambiente natural de maneiras que não eram consideradas anteriormente”, notou Dr. Mardi Mellon, pesquisador senior da Union of Concerned Scientists (UCS).

Os pesquisadores da USGS sugerem que seu estudo, patrocinado pelo USGS Toxic Substances Hydrology Program, seja guia de futuras pesquisas nessa área.

Entretanto, a administração Bush propôs cortes orçamentários para 2003 nesse programa – o único desse tipo na nação. “A continuidade deste programa é crítica para a saúde pública, mas o orçamento proposto pelo Presidente o eliminará”, diz Rebecca Goldburg, PhD, pesquisadora senior no grupo de conservação de Defesa Ambiental. “A USGS agora tem uma combinação de especialistas e experiências conduzindo esse tipo de estudo que não pode ser encontrado em outro lugar. Se os fundos são cortados, a habilidade singular da USGS em realizar esses importantes estudos, ficará perdida”.

Fonte: www.agua.bio.br

Poluição da Água

Todos os tipos de lixo jogados na rua, podem por sua vez ser carregados por alguma tempestade, e levados para algum rio que atravessa a cidade.

Quem não viu um monte de coisas flutuando na água?

Mas essa é a poluição que enxergamos.

A que vemos que é causada pelo esgoto das casas, que lança nos rios o resto de comida e um tipo de bactéria que deles se alimenta: são as chamadas bactérias aeróbicas, elas consomem oxigênio e destroem a vida aquática e além disso podem causar problemas de saúde se forem ingeridas.

Outros problemas são as indústrias localizadas ao lado de rios e lagos.

Só recentemente foram criadas leis para que elas tratem o esgoto industrial, tentando diminuir a quantidade de rios e lagos poluídos em todo o mundo, responsáveis por muitas "mortes".

Os vazamentos de petróleo são uma das piores causas de poluição do mar, pois essa substância espalha-se pela superfície das águas, levando anos para ser absorvida, o que gera sérios desequilíbrios no meio ambiente.

Combatendo a poluição das águas

Chamamos de água poluída a que:

Apresenta cheiro forte provocada pelas substâncias químicas;
Apresenta cores variadas,como Amarelo, Verde ou Marrom;
Possui gosto diferente por causa das substâncias tóxicas.
As substâncias que se misturam na água são chamadas de agentes poluentes que fazem muito mal aos seres vivos.

Veja alguns agentes poluentes da água:

Esgotos das cidades, eliminados em rios e mares;
Detritos domésticos, lançados em rios, riachos, lagos, etc...
Elementos sólidos, líquidos e gasosos
Óleo e lixo que os navios lançam nos mares.

É muito comum as pessoas confundirem água poluída com água contaminada, razão pela qual vamos explicar cada uma delas.

Água Contaminada: é aquela que transmite doenças, pois além de conter microorganismos, restos de animais, larvas e ovos de vermes.

Água Poluída: é aquela que tem cheiro forte, cor bem escura, que alterou suas características naturais, isto é, deixou de ser pura e saudável para os seres vivos.

A poluição da água traz conseqüências muito graves aos seres vivos.

As principais são :

Substâncias tóxicas lançadas nas águas pelas indústrias e navios atingem os animais e os vegetais aquáticos, - chegando a matá-los;
Os animais e vegetais aquáticos atingidos contaminam o homem;
Os esgotos das cidades podem lançar nos rios, lagos e mares seres vivos causadores de doenças.

Para evitar e combater a poluição da água, não precisamos acabar com as fábricas e indústrias,temos que tomar medidas como:

Colocar filtros nas fábricas e em indústrias;
Tratar os esgotos para evitar que contaminem rios e mares;
Evitar jogar lixo ou material reciclável em rios e mares;
Conduzir toda a água utilizada pela população para uma estação de tratamento.

Fonte: www.trabalhoescolar.hpg.ig.com.br

Poluição da Água

A poluição é considerada uma das causadoras da escassez de água, pois, quando poluída, a água torna-se imprópria para o uso. O ser humano é o grande responsável pela poluição da água doce. Esgoto, lixo, resíduos industriais e agrotóxicos são jogados, muitas vezes, em nossos rios, riachos e lagos. Porém, esse não é o único problema. A destruição das matas ciliares provoca o assoreamento dos rios. Mas qual o significado de Matas Ciliares e Assoreamento?

Matas ciliares são vegetações que acompanham o curso dos rios. A existência da mata está diretamente relacionada à existência de diversas espécies de peixes em nossos rios. Muitos animais aquáticos dependem dos frutos, das flores e folhas das matas ciliares e até dos insetos que surgem com esse tipo de vegetação. As matas ciliares também são responsáveis pela proteção dos terrenos das margens dos mananciais, que, sem a vegetação, são levados pela chuva, causando erosão. Com a obstrução do rio, aumenta a velocidade das águas e diminui a profundidade, podendo haver enchentes, na época de chuva, e seca, no período de estiagem. Quando isto acontece, dizemos que o rio está assoreado. A presença da vegetação nas margens dos rios impede que isto aconteça.

Causas e consequências da poluição

A poluição da água é a contaminação com substâncias que interferem na saúde das pessoas, dos animais e no funcionamento dos ecossistemas. Os principais agentes poluidores da água doce são os agrotóxicos usados na lavoura, o lixo industrial e o urbano, e esgotos lançados sem tratamento em rios.

Causas e consequências da Poluição

Tipo de Poluição

Origem

Consequências

Matéria Orgânica

Áreas agrícolas, pecuária, efluentes domésticos e industriais. Mortandade de peixes

Patogénico

Esgoto bruto ou parcialmente tratado e excremento de animais. Transmissão de doenças, como cólera e esquistossomose.

Metais Pesados (resíduos químicos

Descargas industriais, lodo de estações de tratamento de esgoto, aterro sanitário. Redução da população de peixes, diversos problemas à saúde humana, como disfunção dos rins, problemas nos ossos e no sistema nervoso.

Substâncias Tóxicas

Escoamento superficial urbano e rural, descargas domésticas, descargas industriais e infiltração. Doença nos peixes e, nos seres humanos, aumento de risco de câncer de rins e bexiga.

Fonte: www.cprh.pe.gov.br

Poluição da Água

Formas de Poluição na Água

As principais formas de poluição que afetam as nossas reservas de água, são classificadas em biológica,térmica, sedimentar e química.

Poluição biológica: resulta da presença de microorganismos patogênicos(bactérias, vírus, protozoários, vermes); especialmente na água potável.

1- Doenças transmitidas diretamente através da água:

Cólera
Febre tifóide
Febre paratifóide
Desinteria bacilar
Amebíase ou desinteria amebiana
Hepatite infecciosa
Poliomelite.

2- Doenças transmitidas indiretamente através da água:

Esquistossomose
Fluorose
Malária
Febre amarela
Bócio
Dengue
Tracoma
Leptopirose
Perturbações gastro-intestinais de etiologia obscura
Infecções dos olhos, ouvidos, garganta e nariz.

Poluição térmica ocorre freqëntemente pelo descarte nos rios,lagos, oceanos,... de grandes volumes de água aquecida usada no resfriamento de uma série de processos industriais.

O aumento de temperatura causa três efeitos:

A solubilidade dos gases em água diminui como aumento da temperatura. Assim há um decréscimo na quantidade de oxigênio dissolvido na água, prejudicando a respiração dos peixes e de outros animais aquáticos.
Há uma diminuição do tempo de vida de algumas espécies aquáticas, afetando os ciclos de reprodução.
Potencializa-se a ação dos poluentes já presentes na água, pelo aumento na velocidade das reações.

Poluição sedimentar resulta do acúmulo de partículas em suspensão.

Esses sedimentos poluem de várias maneiras:

Os sedimentos bloqueiam a entrada dos raios solares na lâmina de água, interferindo na fotossíntese das plantas aquáticas e diminuindo a capacidade dos animais aquáticos de vir e encontrar comida.

Os sedimentos também conduzem poluentes químicos e biológicos neles adsorvidos.

Poluição da Água

Poluição química é talvez, a mais problemática de todas as formas de poluição aquática, é causada pela presença de produtos químicos nocivos ou indesejáveis. Seus efeitos podem ser sutis e levar muito tempo para serem sentidos.

Os agentes poluidores mais comuns são:

Eutrofização: fertilizantes agrícolas são arrastados pela irrigação e pelas chuvas para os lençóis subterrâneos, lagos e rios. Eles contêm principalmente os íons NO3- e PO4-3. Quando os fertilizantes e outros nutrientes vegetais entram nas águas paradas de um lago ou um rio de águas lentas, causam um rápido crescimento de plantas superficiais, especialmente das algas,que tornam as águas tóxicas. À medida que essas plantas crescem, formam um tapete que pode cobrir a superfície, isolando a água do oxigênio do ar, levando ä morte dos peixes e outros animais aquáticos. É o fenômeno conhecido como floração da água e torna reservatórios de água potável (lagoas, lagos,...) imprestáveis para o uso.
Compostos orgânicos sintéticos:
o aumento da produção industrial de compostos orgânicos sintéticos: plásticos, detergentes, solventes, tintas, inseticidas, herbicidas, produtos farmacêuticos, aditivos alimentares etc - muitos desses produtos dão cor ou sabor à água e alguns são tóxicos.
Petróleo:
estima-se que aproximadamente 6 milhões de toneladas de petróleo são despejadas no mar a cada ano, uma parte devido a acidentes no embarque e desembarque desse minério nos navios. O derramamento de petróleo no mar acaba causando a morte de grandes quantidades de plantas, peixes e aves marinhas.
Compostos orgânicos e minerais:
o descarte desses compostos pode acarretar variações danosas na acidez, na alcalinidade, na salinidade e na toxicidade das águas. Uma classe particularmente perigosa de compostos são os metais pesados (Cu, Zn, Pb, Cd, Hg, Ni, Sn, etc), muitos deles estão ligados a alterações degenerativas do sistema nervoso central, uma vez que não são metabolizados pelos organismos produz o efeito de bioacumulaçao: quanto mais se ingere água contaminada, maior o acúmulo destes nos tecidos do organismo.
Esgoto:
Certos resíduos de esgoto são regularmente lançados ao mar. O esgoto é potencialmente prejudicial à saúde, nadar em águas poluídas pode causar distúrbios desagradáveis, como gastroenterites, irritação cutâneas e infecções de ouvido, nariz e garganta. Uma pesquisa nos Estados Unidos constatou que em média 18 em cada 1.000 pessoas que se banham em águas poluídas adoecem.
Bifenóis policlorados e o meio ambiente:
Os bifenóis policlorados (PCBs) são produtos químicos complexos usados na indústria elétrica. Podem tornar-se extremamente perigosos se penetrarem na atmosfera por isso seu uso está sendo reduzido. Contudo, eles atingiram o ambiente marinho e agora são encontrados no corpo de muitos animais. Qundo é absorvido por um animal o PCB não é eliminado de seu corpo, permanecendo nele. Esse produto químico pode reduzir a resistência do corpo a doenças, diminuir a capacidade de aprendizagem das crianças, danificar o sistema nervoso central, causar câncer e afetar os fetos.

Fonte: library.thinkquest.org

Poluição da Água

A água é um dos mais essenciais recursos naturais para os seres vivos. Além de ser vital para a manutenção da vida, o domínio da água permitiu que o homem aprendesse a plantar, criar animais para seu sustento, a gerar energia, etc. Uma evidência da importância da água é o fato de que o homem sempre procurou morar perto de rios e regiões de lagos.

O planeta Terra é composto por 75% de água, aproximadamente. Entretanto, se levarmos em conta a água doce, aquela utilizada pelo homem em suas necessidades, somente 1% está efetivamente disponível para o consumo.

A água nunca é pura na natureza, pois nela estão dissolvidos gases, sais sólidos e íons. Dentro dessa complexa mistura, há uma coleção variada de vida vegetal e animal, desde o fitoplâncton e o zooplâncton até a baleia azul (maior mamífero do planeta). Dentro dessa gama de variadas formas de vida, há organismos que dependem dela inclusive para completar seu ciclo de vida (como ocorre com os insetos). Enfim, a água é componente vital no sistema de sustentação da vida na Terra e por isso deve ser preservada, mas nem sempre isso acontece. A sua poluição impede a sobrevivência daqueles seres, causando também graves conseqüências aos seres humanos.

Poluição da Água
Poluição da Água

Se não bastasse o fato de ser um recurso escasso, o ser humano passou, ao longo da história, a poluir os rios, lagos, oceanos, etc.

Desde os tempos mais remotos o homem costuma lançar seus detritos nos cursos de água. Até a Revolução Industrial, porém, esse procedimento não causava problemas, já que os rios, lagos e oceanos têm considerável poder de autolimpeza, de purificação. Com a industrialização, a situação começou a sofrer profundas alterações. O volume de detritos despejados nas águas tornou-se cada vez maior, superando a capacidade de purificação dos rios e oceanos, que é limitada.

Além disso, passou a ser despejada na água uma grande quantidade de elementos que não são biodegradáveis, ou seja, não são decompostos pela natureza. Tais elementos - por exemplo, os plásticos, a maioria dos detergentes e os pesticidas - vão se acumulando nos rios, lagos e oceanos, diminuindo a capacidade de retenção de oxigênio das águas e, consequentemente, prejudicando a vida aquática.

A água empregada para resfriar os equipamentos nas usinas termelétricas e termonucleares e em alguns tipos de indústrias também causa sérios problemas de poluição. Essa água, que é lançada nos rios ainda quente, faz aumentar a temperatura da água do rio e acaba provocando a eliminação de algumas espécies de peixes, a proliferação excessiva de outras e, em alguns casos, a destruição de todas.

Do ponto de vista econômico, a poluição da água é uma alteração da qualidade que afeta o bem-estar do consumidor e reduz os lucros do produtor.

Ambientalmente, a poluição da água é uma alteração do ambiente que afeta os ecossistemas e direta ou indiretamente, o homem e os demais seres vivos. É qualquer mistura que altere as propriedades da água afetando a saúde de animais e vegetais que dependem dela. Normalmente é causada pelo lançamento inadequado de restos industriais, agrícolas e esgotos domésticos.

Os resíduos gerados pelas indústrias, cidades e atividades agrícolas são sólidos ou líquidos, tendo um potencial de poluição muito grande. Os resíduos gerados pelas cidades, como lixo, entulhos e produtos tóxicos são carreados para os rios com a ajuda das chuvas. Os resíduos líquidos carregam poluentes orgânicos (que são mais fáceis de ser controlados do que os inorgânicos, quando em pequena quantidade). As indústrias produzem grande quantidade de resíduos em seus processos, sendo uma parte retida pelas instalações de tratamento da própria indústria, que retêm tanto resíduos sólidos quanto líquidos, e a outra parte despejada no ambiente. No processo de tratamento dos resíduos também é produzido outro resíduo chamado "chorume", líquido que precisa novamente de tratamento e controle. As cidades podem ser ainda poluídas pelas enxurradas, pelo lixo e pelo esgoto.

Os esgotos domésticos contém materiais orgânicos que nutrem bactérias aeróbias que consomem oxigênio da água podendo matar todo ser vivente nele contido por asfixia. Ainda podem existir vermes, protozoários, vírus e outras bactérias. Entre as doenças causadas direta ou indiretamente pela água contaminada estão as disenterias, a amebíase, a esquistossomose, a malária, a leishmaniose, a cólera, a febre tifóide, entre várias outras.

Os compostos orgânicos lançados nas águas provocam um aumento no número de microrganismos decompositores. Esses microrganismos consomem todo o oxigênio dissolvido na água, provocando a morte dos peixes que ali vivem, não por envenenamento, mas por asfixia. As fezes quando erradamente conduzidas às águas das estações de tratamento podem contaminar os rios e lagos. As fezes acumulam-se na superfície da água, impedindo a entrada de luz. Os vegetais que vivem no fundo dos rios e lagos, como as algas, ficam impossibilitados de realizar a fotossíntese e, conseqüentemente, de produzir oxigênio. Os animais que se alimentam dessas algas acabam morrendo. Sobrevivem apenas as bactérias anaeróbias que são capazes de viver na ausência de oxigênio. Essas bactérias podem causar males à saúde humana.

Sobre a contaminação agrícola temos, no primeiro caso, os resíduos do uso de agrotóxicos (comum na agropecuária), que provêm de uma prática muitas vezes desnecessária ou intensiva nos campos, enviando grandes quantidades de substâncias tóxicas para os lençóis freáticos e rios através das chuvas, o mesmo ocorrendo com a eliminação do esterco de animais criados em pastagens. No segundo caso, há o uso de fertilizantes, muitas vezes exagerado, que acabam por ser carregados pelas chuvas aos rios locais, acarretando o aumento de nutrientes nestes pontos. Isso propicia a ocorrência de uma explosão de bactérias decompositoras que consomem oxigênio, contribuindo ainda para diminuir a concentração do mesmo na água, produzindo sulfeto de hidrogênio, um gás de cheiro muito forte que, em grandes quantidades, é tóxico. Isso também afeta as formas superiores de vida animal e vegetal, que utilizam o oxigênio na respiração, além das bactérias aeróbicas, que seriam impedidas de decompor a matéria orgânica sem deixar odores nocivos através do consumo de oxigênio.

Enfim, a poluição das águas pode aparecer de vários modos, incluindo a poluição térmica, que é a descarga de efluentes a altas temperaturas, poluição física, que é a descarga de material em suspensão, poluição biológica, que é a descarga de bactérias patogênicas e vírus, e poluição química, que pode ocorrer por deficiência de oxigênio, toxidez e eutrofização. A eutrofização é causada por processos de erosão e decomposição que fazem aumentar o conteúdo de nutrientes, aumentando a produtividade biológica , permitindo periódicas proliferações de algas, que tornam a água turva e com isso podem causar deficiência de oxigênio pelo seu apodrecimento, aumentando sua toxidez para os organismos que nela vivem (como os peixes, que aparecem mortos junto a espumas tóxicas).

A poluição da água indica que um ou mais de seus usos foram prejudicados, podendo atingir o homem de forma direta, pois ela é usada por este para ser bebida, para tomar banho, para lavar roupas e utensílios e, principalmente, para sua alimentação e dos animais domésticos. Além disso, abastece nossas cidades, sendo também utilizada nas indústrias e na irrigação de plantações. Por isso, a água deve ter aspecto limpo, pureza de gosto e estar isenta de microorganismos patogênicos, o que é conseguido através do seu tratamento, desde a retirada dos rios até a chegada nas residências urbanas ou rurais. A água de um rio é considerada de boa qualidade quando apresenta menos de mil coliformes fecais e menos de dez microorganismos patogênicos por mililitro (como aqueles causadores de verminoses, cólera, esquistossomose, febre tifóide, hepatite, leptospirose, poliomielite etc.). Portanto, para a água se manter nessas condições, deve-se evitar sua contaminação por resíduos, sejam eles agrícolas (de natureza química ou orgânica), esgotos, resíduos industriais, lixo ou sedimentos vindos da erosão. Para controlar a poluição é necessário tratar o esgoto antes de lançá-lo aos rios diminuindo matérias orgânicas, substâncias tóxicas e agentes patogênicos.

Além de evitar, ou no mínimo, diminuir a emissão de agentes poluentes, é necessário preservar e proteger os mananciais existentes.

A poluição de águas nos países ricos é resultado da maneira como a sociedade consumista está organizada para produzir e desfrutar de sua riqueza, progresso material e bem-estar. Já nos países pobres, a poluição é resultado da pobreza e da ausência de educação de seus habitantes, que, assim, não têm base para exigir os seus direitos de cidadãos, o que só tende a prejudicá-los, pois esta omissão na reivindicação de seus direitos leva à impunidade às indústrias, que poluem cada vez mais, e aos governantes, que também se aproveitam da ausência da educação do povo e, em geral, fecham os olhos para a questão, como se tal poluição não atingisse também a eles. A Educação Ambiental vem justamente resgatar a cidadania para que o povo tome consciência da necessidade da preservação do meio ambiente, que influi diretamente na manutenção da sua qualidade de vida.

O Brasil dispõe de 15% de toda a água doce existente no mundo, ou seja, dos 113 trilhões de m 3 disponíveis para a vida terrestre, 17 trilhões foram reservados ao nosso país. No processo de reciclagem, quase a totalidade dessa água é recolhida pelas nove grandes bacias hidrográficas aqui existentes. Como a água é necessária para dar continuidade ao crescimento econômico, as bacias hidrográficas passam a ser áreas geográficas de preocupação de todos os agentes e interesses públicos e privados, pois elas passam por várias cidades, propriedades agrícolas e indústrias.

A poluição tornou 70% das águas de rios, lagos e lagoas do Brasil impróprias para o consumo. Estão identificadas 20.760 áreas de contaminação em todo o país que afetam diretamente cinco milhões de pessoas, além de outras 15 milhões de vítimas de impactos indiretos. Em relação à 2004, a contaminação das águas superficiais cresceu 280%. Nesse ritmo, se nada for feito, nos próximos quatro anos, 90% das águas estarão impróprias para o contato humano.

As principais causas da contaminação são atribuídas principalmente ao agronegócio e à atividade industrial. Há uma falta generalizada de controle e de fiscalização da geração, da destinação e do tratamento de resíduos, sejam eles urbanos, de saúde ou residenciais. A mineração, a produção de suco de laranja e de derivados da cana-de-açúcar são “destaques negativos” pelos problemas ambientais provocados pelo descarte inadequado de resíduos industriais e pelas conseqüências sociais ligadas aos empreendimentos (como exploração de mão-de-obra e avanço sobre áreas indígenas). Vem contribuindo também para o agravamento da poluição hídrica no país, a “euforia” com a produção de biodiesel, que demonstra tendência para a economia agrícola, com empresas petrolíferas altamente contaminadoras apropriando-se indevidamente do discurso do uso de elementos naturais que na verdade mascaram as tentativas de sobrevida dos combustíveis fósseis.

O lançamento de esgotos diretamente nos rios e a exposição de resíduos em lixões também são apontadas como causas do crescimento contínuo da poluição das águas, principalmente em áreas urbanas. A existência de lixões continua sendo uma realidade irrefutável em mais de 4,7 mil municípios sendo que a deposição de resíduos sem controle ou proteção continua ocorrendo nas margens de cursos de água e proximidades de nascentes. Um agravante é que menos de 3% dos lixões enquadram-se na categoria de “aterros controlados”, por exemplo. Além disso, o país conta com apenas cerca de 20 aterros devidamente licenciados e com capacidade para receber lixo hospitalar infectante.

A classificação de água poluída depende do seu uso, e do equilíbrio que existe entre o meio aquático e a sua fauna e flora, assim sendo, uma água pode ser imprópria para consumo humano, mas estando em equilíbrio com o seu meio não poder ser classificada como poluída. Um exemplo é a água dos oceanos, que devido a sua composição mineral e iônica, não se encontra dentro dos padrões definidos para consumo humano, mas no entanto não pode ser considerada como poluída.

Podemos destacar a lgumas medidas para solucionar os problemas da poluição das águas:

Investimentos nas áreas de fiscalização de indústrias
Ampliação da rede de esgotos
Saneamento básico para todos
Investimentos na construção de navios mais seguros para o transporte de combustíveis
Melhoras no sistema de coleta de lixo
Implantação de estações de tratamento de esgotos
Campanhas educativas, buscando a explicação de técnicas de saneamento para a população carente
Campanhas de conscientização da população para os riscos da poluição
Criação de produtos químicos mais seguros para a agricultura
Cooperação com as entidades de proteção ambiental.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Poluição da Água

O ecossistema aquático é extremamente susceptível de sofrer poluição e contaminações derivadas das atividades humanas.

Atividades econômicas como agricultura, industria e também de forma muito significativa a urbanização descontrolada e mal planejada, geram uma enorme quantidade de efluentes originados de processos de produção de bens, irrigação de lavouras, aplicação de agrotóxicos, uso para atividades domésticas, lançamento de esgotos etc.

A quantidade de água disponível no mundo, que possa ser prontamente aproveitada nestes processos, é relativamente muito pequena, e mal distribuída geográfiamente, existindo regiões áridas onde as populaçõres se enfretam violentamente em disputa por territórios que comportam pequenos cursos dágua indispensáveis a sua sobrevivência e desenvolvimento. Por outro lado, regiões como a Amazônia e o Pantanal Matogrossense por exemplo, possuem gigantescas bacias hidrográficas, com uma inestimável biodiversidade ligada ao ecossistema formado por estas condições de umidade.

Entretanto, a espécie humana não tém se dado conta dos porcessos destrutivos e suicidas que pressionam estes importantes ecossitemas aquáticos, de água doce ou mesmo de água salgada.

O controle de lançamentos de poluição nestes compartimentos tem sido um desafio aos governos mundiais que buscam através de instrumentos legais e tecnológicos conter a degradação das bacias hidrográficas mais importantes para a sobrevivência dos seus povos .

PRINCIPAIS POLUENTES LANÇADOS NOS CORPOS DÁGUA

Elementos diversos são lançados nos corpos dágua por estas atividades humanas.

Estes elementos, em alguns casos são necessários a sobrevivência dos seres vivos, entretanto, isto só é verdade, quando seu gradiente de concentração se encontra dentro dos limites necessários a ocorrência do metabolismo biológico, pois quando este gradiente passa a ser muito elevado ou durante um longo período, ao contrário seu efeito é destrutivo às cadeias biológicas, e se extendendo sempre ao ambiente humano.

Observe a tabela:

Zinco Indústria e Agricultura  
Chumbo Indústria, lixo doméstico (pilhas)  0.05 mg/l
Mercúrio Indústria e mineração.  0.002 mg/l
Alumínio Indústria e mineração.  0.1 mg/l
Ferro Lixos domésticos e industriais  5 mg/l
Fosfatos totais Esgotos domésticos  0.025 mg/l
Nitratos Esgotos domésticos  10 mg/l
Sulfatos Esgotos domésticos  250 mg/l
Pentaclorofenol Agricultura  0.01 mg/l
DDT Agricultura e Campanhas de saúde pública.  1 ppb
Dodecacloro+nonacloro Agricultura  0.001 ppb
Malathion Agricultura e campanhas de saúde pública.  100 ppb
2,4 D Agricultura  20 ppb
Endossulfan Agricultura  150 ppb
Coliformes fecais. É a quantidade de bactérias originadas do intestino de seres humanos ou animais.  4000 por 100 ml

Fonte: www.profcupido.hpg.ig.com.br

Poluição da Água

"De todos os males ambientais, a contaminação das águas é o que apresenta conseqüências mais devastadoras. A cada ano, 10 milhões de mortes são, diretamente, atribuídas a doenças intestinais transmitidas pela água. Um terço da humanidade vive em estado contínuo de doença ou debilidade como resultado da impureza das águas, o outro terço está ameaçado pelo lançamento de substâncias químicas na água, cujos efeitos a longo prazo são desconhecidos."
Philip Quigg, Water: The Essncial Resource.

As águas podem ser contaminadas pelos poluentes oriundos de várias origens, tal como: descargas de resíduos industriais, de esgotos urbanos, da atmosfera por precipitação, ou dos solos, contudo, os acidentes com petroleiros são das causas mais importantes de poluição aquática.

Os esgotos urbanos, das fábricas de papel, da indústria alimentar e dos curtumes estão carregados de materiais orgânicos, originando assim a poluição orgânica.

Os compostos orgânicos concentrados na água são uma fonte nutritiva que conduz ao aumento das populações de microrganismos como, por exemplo, bactérias e fungos. Este fenômeno designa-se por eutrofização. Este aumento populacional provoca um consumo elevado do oxigénio dissolvido, criando dificuldades à vida de outras populações, como os crustáceos, os moluscos e os peixes. Um dos exemplos flagrantes entre nós é o da proliferação de bactérias Salmonella (causadoras de doenças, como a febre tifóide) em águas eutrofizadas, que por sua vez, vão contaminar outras águas com utilização balnear ou onde são capturados mariscos como a amêijoa e o berbigão.

Uma grande quantidade de substâncias químicas poluentes é lançada na água, constituindo a chamada poluição química. Entre estas substâncias distinguem-se, pelos seus efeitos nocivos, o petróleo, os detergentes e os fertilizantes.

Existem dois tipos de poluentes químicos nas águas doces e marinhas: uns são decompostos ao fim de algum tempo, mais ou menos curto, pela ação de bactérias - são biodegradáveis (casos do petróleo, dos fertilizantes, dos detergentes e de certos inseticidas) outros mantêm-se por longo tempo no meio e nos organismos vivos - são persistentes, entre estes destacam-se certos metais pesados, como o mercúrio e alguns inseticidas que foram bastante utilizados (como o DDT).

Os detergentes são dos principais poluentes que se encontram nos esgotos urbanos. Além da sua toxicidade, eles contêm fósforo, um nutriente que quando se encontra em excesso nas águas favorece a sua eutrofização. O mesmo efeito têm os fertilizantes (adubos).

Os oceanos, teoricamente, conseguem diluir todos os resíduos até altos níveis, mas como as cargas poluentes não são espalhadas de igual modo nos oceanos, têm tendência a concentrarem-se perto de portos de descarga onde produzem grandes quantidades resíduos e importantes danos.

Há efeitos subletais nas espécies marinhas, que têm conseqüências imprevisíveis. São detectadas mudanças nas características, nas funções celulares e fisiológicas e na estrutura ecológica das comunidades, que originam alterações no processo alimentar e de reprodução, levando ao seu desaparecimento.

Os peixes, crustáceos e moluscos são perigosos para o homem, pois têm a capacidade de acumular frações cancirnogénicas nos tecidos, que passam para o homem pela alimentação.

As zonas costeiras e estuários são as mais afetados pelos hidrocarbonetos e é onde existe a maior parte das capturas pesqueiras. Os prejuízos causados nas praias têm um grande impacto na atividade turística. Os hidrocarbonetos constituem um perigo muito sério para o mar e para a saúde e bem-estar do Homem.

A principal poluição do ambiente é aquela causada pela falta de consciência do homem, quando joga para o rio todo tipo de lixo, latas, vidros, garrafas plásticas, baldes, efluentes, agrotóxicos e todos os demais utensílios que considera inaproveitáveis.

Fonte: www.geocities.com

Poluição da Água

Que é a causa da poluição de água?

A poluição de água refere as mudanças nas condições físicas, biológicas, e químicas de todo o corpo de água que interrompe prejudicial o contrapeso do ecossistema.

Como qualquer tipo de poluição, a poluição de água resulta quando uma quantidade opressivamente de desperdício que vem das fontes diferentes de poluentes pode já não ser acomodada pelo ecossistema natural. Conseqüentemente, quando os desperdícios não são destruídos tão rapidamente como estão produzidos, fazem desfavorável aos seres humanos e aos muitos outros organismos. Mas aquele não é todo. Aprenda mais sobre o que causa a poluição de água.

Há realmente muitas razões específicas atrás do que causa a poluição de água. Entretanto, é importante familiarizar-se com as duas categorias principais de poluição de água. Alguma poluição vem diretamente de uma posição do específico do ? s. Este tipo de poluição é chamado poluição da fonte de ponto tal como as tubulações da água de esgoto que esvaziam a água contaminada no rio e na terra. Entrementes, a poluição da fonte do não-ponto é a poluição que vem dos áres extensa como a gasolina e a outra sujeira das estradas que entram nos lagos e nos rios.

Que são a poluição de água das causas? Quem são os culpados que devem ser responsáveis para o dano trazido por seus poluentes? Como estas fontes de poluição poluem corpos de água diferentes?

Uma causa principal da poluição de água que causou ambiental sério e os problemas de saúde são os poluentes que vêm dos processos químicos e industriais. Quando as fábricas e os fabricantes derramam seus produtos químicos e desperdícios de rebanhos animais diretamente em córregos e em rios, a água torna-se venenosa e os níveis do oxigênio são esgotados que fazem com que muitos organismos aquáticos morram. Estes desperdícios incluem solventes e substâncias tóxicas. A maioria dos desperdícios não são biodegradáveis. As centrais energéticas, moinhos de papel, refinarias, fábricas de automóvel dispor o desperdício nos rios.

A água heated das centrais energéticas é chamada poluição térmica. Isto mata animais e plantas aquáticos reduzindo o índice de oxigênio da água. Água do uso das centrais energéticas para refrigerar seus machineries, assim mudando a temperatura da água.

Com exceção da poluição térmica, há igualmente poluentes orgânicos e inorgánicos. Os desperdícios orgânicos incluem a recusa das casas de chacina, as fábricas de colocação em latas dos peixes e da carne, e companhias tanning do couro, usinas, inseticidas e empresas petrolíferas cruas. Desde que os desperdícios orgânicos são decompor por micro-organismos, muito do oxigênio dissolvido na água é usado acima e o waster começa a tresandar.

Os desperdícios inorgánicos incluem substâncias tóxicas e corrosivas como os ácidos, os metais pesados, o mercúrio, o cádmio e a ligação que podem danificar os processos de corpo normais. Os fabricantes da bateria, mineração, os moinhos de papel aumentam a concentração de mercúrio que faz a água perigosa e venenosa para a maioria de coisas vivas.

Uma outra causa da poluição de água é dos inseticidas. Os inseticidas da exploração agrícola envenenam plantas e animais aquáticos. O estrume animal, fertilizantes químicos, fosfata o detergente polui a água fornecendo nutrientes adicionais. Esta poluição é sabida como a eutrofização. Isto aumenta extremamente o crescimento das algas na água que diminui desse modo a quantidade de nível do oxigênio na água que causa a morte de muitos organismos aquáticos.

A água está sendo poluída igualmente por plásticos e por outro do lixo especificamente plástico-como substâncias. Algum plástico como o nylon pode complicar peixes e outros animais marinhos. Os plásticos que dividiram em partes minúsculas podem ser comidos pelas criaturas do mar que podem causar sua morte.

Desde que o plástico é não-biodegradável, continuará a matar mais peixes.

Uma mais causa da poluição de água é água de esgoto que vem dos agregados familiares. Desde que ninguém quer viver em uma área poluída, perto de um dumpsite ou de uma operação de descarga, o wastewater e a água de esgoto não tratada são levados da HOME que polui corpos de água diferentes. A maioria de países em vias de desenvolvimento praticam este tipo de canalização. Mesmo os países modernos carreg a água de esgoto deficientemente tratada aos canais que conduzem para major corpos de água. O perigo é quando as tubulações da água de esgoto começ quebradas e waste contamina a água bebendo. Quando isto acontece, a ruptura abrirá um vasto leque das doenças carregadas água que levantarão certamente o perigo aos consumidores.

Últimos entre as causas da poluição de água são os produtos do cuidado pessoal e do agregado familiar. O champô, a loção, o moisturizer, a tintura de cabelo, o descorante, o detergente de lavanderia, o emoliente da tela, e muito outro contribuem à poluição de água. O desperdício humano não é a única coisa que vai à água de esgoto. Estes produtos igualmente juntam-se ao wastewater para contaminar os córregos, os rios, e os lagos.

Embora o mundo abunde com água, simplesmente três por cento dele são potáveis. São incluídos na fonte de 3% de água potável os córregos, a mola, os rios, os lagos, e as cachoeiras que continuamente estão sendo ameaçadas e contaminadas pelos fatores diferentes que causa da poluição de água. Se as fontes de poluição de água não são controladas, esta necessidade básica transformar-se-á eventualmente um producto raro somente que algumas podem ter recursos para ter.

Fonte: www.articlegarden.com

Poluição da Água

Principais Agentes Contaminantes

Petróleo

A contaminação de água pode ser acidental como é o caso de alguns derramamentos de petróleo, entretanto, muitas vezes são despejadas substâncias tóxicas por ignorância ou desinteresse. Os hidrocarbonetos espalhados no mar provêm não só dos derramamentos acidentais com suas tristementes batizadas “marés negras”, mas dos petroleiros que limpam seus depósitos despejando na água mais de 1% de sua carga. Com o passar do tempo, a quantidade de produtos derivados do petróleo jogada no mar é de vários milhões de toneladas. As embarcações a motor também colaboram com derramamentos de várias espécies de hidrocarbonetos. Os derramamentos de petróleo são responsáveis pela morte de milhões e milhões e milhões de seres vivos. Algas, plancton, espécies variadas de moluscos, peixes, aves e mamíferos marinhos.

Poluição Térmica

Determinados processos industriais utilizam grandes quantidades de água em reservatórios ou como refrigeradores o que aparelha como resultado uma notável alteração em sua temperatura natural. Modificar a temperatura da água é também outra forma de alterar o ecossistema e é denominado poluição térmica. O aumento da temperatura das águas, traz maior demanda bioquímica de oxigênio.

Chuva Ácida

Normalmente pode se considerar que a água da chuva é neutra, entretanto, a utilização de combustíveis fósseis, libera na atmosfera terrestre dióxido de carbono e dióxido de enxofre. Ao chegar a certos níveis de concentração, estes gases misturados com a chuva acidificam a água provocando consequências negativas para os organismos que dependem dela. A chuva ácida destrói a vida dos lagos próximos das áreas industriais e produz enormes danos em algumas espécies de árvores.

Radioatividade na Água

A existência de radiotividade natural na água não tem incidência ou efeitos nocivos na saúde por tratar-se de níveis muito baixos, em troca a contaminação por resíduos radioativos lançados ao mar, afundamento de arsenais nucleares, explosões atômicas submarinas ou fugas radioativos em geral pode ter conseqüências gravíssimas. A radioatividade é altamente cancerígena e não tem sabor, cheiro ou cor.

Mercúrio na Água

As baterias locais contêm mercúrio, uma das fontes mais perigosas de poluição ambiental. A bateria descarregada que hoje jogamos no lixo, leva 70 anos para se decompor. O mercúrio e seus derivados são altamente tóxicos e absorvidos em doses importantes produzem uma intoxicação que afeta o aparelho digestivo e o sistema nervoso.

Nos últimos anos, os fabricantes de baterias tentaram reduzir a porcentagem de mércurio de seus produtos. Atualmente a proporção de mercúrio que leva cada unidade é ínfima, mas se considerarmos as quantidades de baterias que são consumidas diariamente veremos que as cifras em escala mundial são verdadeiramente preocupantes. Só nos Estados Unidos, uma média de 2300 milhões de baterias são trocadas por ano. Em 1991 foi lançada a venda da primeira bateria livre de mercúrio mas na maioria dos países não há campanhas de informação que permitam com que o público consumidor saiba quais são as suas opções.

Biodegradabilidade

O mar tem uma enorme capacidade autodepuradora e é um meio desfavorável para o desenvolvimento de microorganismos patógenos, entretanto o derramamento de águas residuais urbanas e detritos industriais ao chegar a um certo grau de concentração deterioram essa capacidade. A natureza por si mesma realiza um processo de biodegradação através de bactérias, mas se a concentração de substâncias supera certos limites, a biodegradabilidade da água já não é possível e as águas não podem se regenerar, sendo necessário o sue tratamento em plantas depuradoras.

Fonte: discoverybrasil.com

Poluição da Água

Alguém já disse que uma das aventuras mais fascinantes é acompanhar o ciclo das águas na Natureza. Suas reservas no planeta são constantes, mas isso não é motivo para desperdiçá-la ou mesmo poluí-la. A água que usamos para os mais variados fins é sempre a mesma, ou seja, ela é responsável pelo funcionamento da grande máquina que é a vida na Terra; sendo tudo isto movido pela energia solar.

Vista do espaço, a Terra parece o Planeta Água, pois esta cobre 75% da superfície terrestre, formando os oceanos, rios, lagos etc. No entanto, somente uma pequenina parte dessa água - da ordem de 113 trilhões de m3 - está à disposição da vida na Terra. Apesar de parecer um número muito grande, a Terra corre o risco de não mais dispor de água limpa, o que em última análise significa que a grande máquina viva pode parar.

A água nunca é pura na Natureza, pois nela estão dissolvidos gases, sais sólidos e íons. Dentro dessa complexa mistura, há uma coleção variada de vida vegetal e animal, desde o fitoplâncton e o zooplâncton até a baleia azul (maior mamífero do planeta). Dentro dessa gama de variadas formas de vida, há organismos que dependem dela inclusive para completar seu ciclo de vida (como ocorre com os insetos). Enfim, a água é componente vital no sistema de sustentação da vida na Terra e por isso deve ser preservada, mas nem sempre isso acontece. A sua poluição impede a sobrevivência daqueles seres, causando também graves conseqüências aos seres humanos.

A poluição da água indica que um ou mais de seus usos foram prejudicados, podendo atingir o homem de forma direta, pois ela é usada por este para ser bebida, para tomar banho, para lavar roupas e utensílios e, principalmente, para sua alimentação e dos animais domésticos. Além disso, abastece nossas cidades, sendo também utilizada nas indústrias e na irrigação de plantações. Por isso, a água deve ter aspecto limpo, pureza de gosto e estar isenta de microorganismos patogênicos, o que é conseguido através do seu tratamento, desde da retirada dos rios até a chegada nas residências urbanas ou rurais.

A água de um rio é considerada de boa qualidade quando apresenta menos de mil coliformes fecais e menos de dez microorganismos patogênicos por litro (como aqueles causadores de verminoses, cólera, esquistossomose, febre tifóide, hepatite, leptospirose, poliomielite etc.). Portanto, para a água se manter nessas condições, deve-se evitar sua contaminação por resíduos, sejam eles agrícolas (de natureza química ou orgânica), esgotos, resíduos industriais, lixo ou sedimentos vindos da erosão.

Sobre a contaminação agrícola temos, no primeiro caso, os resíduos do uso de agrotóxicos (comum na agropecuária), que provêm de uma prática muitas vezes desnecessária ou intensiva nos campos, enviando grandes quantidades de substâncias tóxicas para os rios através das chuvas, o mesmo ocorrendo com a eliminação do esterco de animais criados em pastagens. No segundo caso, há o uso de adubos, muitas vezes exagerado, que acabam por ser carregados pelas chuvas aos rios locais, acarretando o aumento de nutrientes nestes pontos; isso propicia a ocorrência de uma explosão de bactérias decompositoras que consomem oxigênio, contribuindo ainda para diminuir a concentração do mesmo na água, produzindo sulfeto de hidrogênio, um gás de cheiro muito forte que, em grandes quantidades, é tóxico. Isso também afetaria as formas superiores de vida animal e vegetal, que utilizam o oxigênio na respiração, além das bactérias aeróbicas, que seriam impedidas de decompor a matéria orgânica sem deixar odores nocivos através do consumo de oxigênio.

Os resíduos gerados pelas indústrias, cidades e atividades agrícolas são sólidos ou líquidos, tendo um potencial de poluição muito grande. Os resíduos gerados pelas cidades, como lixo, entulhos e produtos tóxicos são carreados para os rios com a ajuda das chuvas. Os resíduos líquidos carregam poluentes orgânicos (que são mais fáceis de ser controlados do que os inorgânicos, quando em pequena quantidade). As indústrias produzem grande quantidade de resíduos em seus processos, sendo uma parte retida pelas instalações de tratamento da própria indústria, que retêm tanto resíduos sólidos quanto líquidos, e a outra parte despejada no ambiente. No processo de tratamento dos resíduos também é produzido outro resíduo chamado "chorume", líquido que precisa novamente de tratamento e controle. As cidades podem ser ainda poluídas pelas enxurradas, pelo lixo e pelo esgoto.

Enfim, a poluição das águas pode aparecer de vários modos, incluindo a poluição térmica, que é a descarga de efluentes a altas temperaturas, poluição física, que é a descarga de material em suspensão, poluição biológica, que é a descarga de bactérias patogênicas e vírus, e poluição química, que pode ocorrer por deficiência de oxigênio, toxidez e eutrofização .

A eutrofização é causada por processos de erosão e decomposição que fazem aumentar o conteúdo de nutrientes, aumentando a produtividade biológica, permitindo periódicas proliferações de algas, que tornam a água turva e com isso podem causar deficiência de oxigênio pelo seu apodrecimento, aumentando sua toxidez para os organismos que nela vivem (como os peixes, que aparecem mortos junto a espumas tóxicas).

A poluição de águas nos países ricos é resultado da maneira como a sociedade consumista está organizada para produzir e desfrutar de sua riqueza, progresso material e bem-estar. Já nos países pobres, a poluição é resultado da pobreza e da ausência de educação de seus habitantes, que, assim, não têm base para exigir os seus direitos de cidadãos, o que só tende a prejudicá-los, pois esta omissão na reivindicação de seus direitos leva à impunidade às indústrias, que poluem cada vez mais, e aos governantes, que também se aproveitam da ausência da educação do povo e, em geral, fecham os olhos para a questão, como se tal poluição não atingisse também a eles. A Educação Ambiental vem justamente resgatar a cidadania para que o povo tome consciência da necessidade da preservação do meio ambiente, que influi diretamente na manutenção da sua qualidade de vida.

Dentro desse contexto, uma grande parcela da contenção da "saúde das águas" cabe a nós, brasileiros, pois se a Terra parece o Planeta Água, o Brasil poderia ser considerado sua capital, já que é dotado de uma extensa rede de rios, e privilegiado por um clima excepcional, que assegura chuvas abundantes e regulares em quase todo seu território.

O Brasil dispõe de 15% de toda a água doce existente no mundo, ou seja, dos 113 trilhões de m3 disponíveis para a vida terrestre, 17 trilhões foram reservados ao nosso país. No processo de reciclagem, quase a totalidade dessa água é recolhida pelas nove grandes Bacias Hidrográficas aqui existentes. Como a água é necessária para dar continuidade ao crescimento econômico, as Bacias Hidrográficas passam a ser áreas geográficas de preocupação de todos os agentes e interesses públicos e privados, pois elas passam por várias cidades, propriedades agrícolas e indústrias. No entanto, a presença de alguns produtos químicos industriais e agrícolas (agrotóxicos) podem impedir a purificação natural da água (reciclagem) e, nesse caso, só a construção de sofisticados sistemas de tratamento permitiriam a retenção de compostos químicos nocivos à saúde humana, aos peixes e à vegetação.

Quanto melhor é a água de um rio, ou seja, quanto mais esforços forem feitos no sentido de que ela seja preservada (tendo como instrumento principal de conscientização da população a Educação Ambiental), melhor e mais barato será o tratamento desta e, com isso, a população só terá a ganhar. Mas parece que a preocupação dos técnicos em geral é sofisticar cada vez mais os tratamentos de água, ao invés de se aterem mais à preservação dos mananciais, de onde é retirada água pura. Este é o raciocínio - mais irracional - de que a técnica pode fazer tudo.

Técnicas sofisticadíssimas estão sendo desenvolvidas para permitir a reutilização da água no abastecimento público, não percebendo que a ingestão de um líquido tratado com tal grau de sofisticação pode ser tudo, menos o alimento vital do qual o ser humano necessita. Ou seja, de que adianta o progresso se não há qualidade de vida? A única medida mitigadora possível para este problema, na situação grave em que o consumo da água se encontra, foi misturar e fornecer à população uma água de boa procedência com outra de procedência pior, cuidadosamente tratada e controlada. Vejam a que ponto tivemos que chegar.

Portanto, a meta imediata é preservar os poucos mananciais intactos que ainda restam para que o homem possa dispor de um reservatório de água potável para que possa sobreviver nos próximos milênios.

Fonte: educar.sc.usp.br

Poluição da Água

Apesar da poluição das águas poder ser acidental, a maior parte das vezes deriva de produtos lançados, de forma não controlada e de origem diversa:

Poluição industrial

A indústria é o setor de atividade mais poluidor da água. A maioria das indústrias utiliza água em grandes quantidades e em diferentes processos de fabricação.

Ela é utilizada como solvente, é usada nas lavagens dos produtos onde lhe são adiccionados detergentes, na tinturaria e no arrefecimento dos objetos e das máquinas, acabando por se poluir, frequentemente de tal maneira, que se torna imprópria para qualquer uso.

Com elevadas quantidades de substâncias químicas e tóxicas e, por isso, extremamente venenosa, essa água é lançada, direta ou indiretamente, nos rios, ribeiras, lagos e albufeiras, onde provoca graves alterações nos ecossistemas, com a morte de muitas espécies animais e vegetais. Para além disso, muitas vezes a água é lançada a elevadas temperaturas, por exemplo, quando é proveniente das centrais térmicas e nucleares, o que pode aumentar a temperatura da água dos rios, contribuindo para a morte dos peixes e de outros organismos aquáticos.

Por outro lado, ao infiltrar-se no solo, esta água vai envenenar as águas subterrâneas, com consequências para a saúde pública. Salienta-se ainda que, se a poluição de um rio ou ribeira podem ser combatidos eficazmente em alguns anos, as águas subterrâneas, que se renovam muito lentamente, podem manter-se contaminadas durante dezenas ou mesmo centenas de anos.

Nos países industrializados, como os Estados Unidos, França, Alemanha, Bélgica, Itália, Inglaterra, Portugal e outros, muitos rios e lagos e respectivas margens constituem autênticas fossas a céu aberto. Com elevados teores de produtos químicos, tornaram-se biologicamente mortos, pois a vida deixou de existir.

Os cursos de água e os oceanos são também utilizados no transporte de pessoas e produtos. Um dos produtos transportados é o petróleo. A poluição dos mares e das zonas costeiras originada por acidentes com o transporte marítimo deste produto contribui, anualmente, em 10% para a poluição global dos oceanos. Nos acidentes com petroleiros, que infelizmente não são raros, são derramadas enormes quantidades de petróleo que, flutuando e alastrando-se progressivamente, formam extensas manchas negras. São as chamadas marés negras, de efeitos altamente destruidores.

O petróleo não se dissolve na água e fica a flutuar à sua superfície, prejudicando quer os organismos que vivem em profundidade, quer as aves e mamíferos marinhos que utilizam a superfície. Quando as marés negras atingem as zonas costeiras, os seus efeitos tornam-se ainda mais catastróficos. Além de destruírem a fauna e a flora dos locais por onde passam, provocam enormes prejuízos à atividade piscatória e têm um forte efeito negativo na atividade turística, já que os detritos petrolíferos, de remoção difícil, impedem durante muito tempo a utilização das praias. Para o grande número de acidentes com petroleiros, contribuem decisivamente o envelhecimento da frota mundial cerca de 3000 navios têm mais de 20 anos; e a deficiente formação profissional das tripulações.

Para além dos derrames de petróleo acidentais, há quem faça ilegalmente a lavagem dos tanques dos petroleiros no mar, deitando óleos e produtos tóxicos para a água, como detergentes.

Poluição agro-pecuária

A elevada utilização de fertilizantes e pesticidas na agricultura moderna tem como consequência, para além da poluição dos solos, a degradação dos recursos hídricos, quer superficiais, quer subterrâneos. As águas das chuvas e de irrigação conduzem parte desses produtos para os rios, lagos e albufeiras, onde provocam graves perturbações ou mesmo a morte dos seres vivos. Por outro lado, estes produtos infiltram-se no solo e podem atingir as águas subterrâneas, degradando-as.

A pecuária moderna e a avicultura tornaram-se também fontes de poluição. Dejetos, substâncias químicas componentes das rações, sangue e pedaços de vísceras vindos dos matadouros e detergentes utilizados na lavagem das pocilgas, estábulos e aviários, são lançados nas águas dos rios e lagos sem qualquer tratamento, inquinando as águas superficiais e subterrâneas, além do cheiro desagradável, que se espalha na atmosfera.

Poluição doméstica

As atividades domésticas constituem também importantes fontes de poluição das águas, em especial nas áreas muito povoadas. Carregadas com grandes quantidades de matéria orgânica e microrganismos, as águas residuais e dos esgotos são frequentemente lançadas, sem tratamento prévio, nos rios, lagos e albufeiras, o que constitui uma grave ameaça para a saúde das populações.

Nas aldeias a água dos esgotos vai para fossas, por vezes incorretamente construídas e que não são periodicamente limpas. Nestes casos, estas águas infiltram-se nos solo, podendo juntar-se às águas subterrâneas, que ficam poluídas e até inquinadas. Não é, por isso, seguro utilizar água de poços e fontes perto de fossas.

Também os lixos produzidos nas cidades e depositados em locais não protegidos, como as lixeiras, podem originar poluição da água. A água das chuvas, ao passar por estes lixos acumulados, fica carregada de subtâncias tóxicas, e ao infiltrar-se pode atingir as águas subterrâneas, contaminando-as.

Todos nós contribuímos, também, para o aumento da poluição da água, se deitarmos desperdícios, como latas, papéis, garrafas, restos de comida ou outros lixos, para as areias da praia ou para a água. Para além de não deitarmos lixo, podemos contribuir para diminuir a poluição da água, se usarmos detergentes e produtos de limpeza ecológicos, uma vez que estes possuem menos substâncias poluidoras das águas.

A poluição química das águas dos países industrializados atingiu um nível tão elevado, que por todo o lado se observa uma degradação da qualidade das águas. O lançamento de resíduos nos rios não é um fenómeno novo, mas até há pouco tempo eles eram capazes de se defender pelos seus próprios meios, graças à ação de microorganismos que se alimentavam desses materiais. Mas a quantidade de resíduos industriais, agrícolas e domésticos aumentou de tal forma que os mocroorganismos dos rios já não conseguem depurar as suas águas, que passaram, assim, a conter substâncias não degradadas. Estas grandes quantidades de resíduos não degradados vão para o mar, a que se juntam os detritos das zonas costeiras e as muitas toneladas de petróleo lançadas anualmente pelos petroleiros.

As águas subterrâneas estão cada vez menos potáveis. Uma vez poluídas, estas águas ficam contaminadas por muito tempo, uma vez que não contêm microorganismos como os que existem nos rios para a sua regeneração, ou seja para degradarem os resíduos.

A poluição das águas é, atualmente, um problema mundial muito preocupante. Os efeitos da poluição da água sobre a saúde humana preocupam, cada vez mais, todos os países.

VOCABULÁRIO

Tóxico - que envenena.
Ecossistema -
conjunto de seres vivos que se relacionam entre si e com o meio ambiente onde se encontram.
Infiltrar -
introduzir pouco a pouco; penetrar.
Saúde pública -
bem-estar físico e mental da população.
Contaminado -
poluído.
Fossa -
cova subterrânea, onde se despejam os lixos da casa de banho, quando não existem esgotos.
Petróleo -
rocha líquida, constituída por detritos orgânicos, principalmente de algas e bactérias, que se foram depositando no fundo dos mares e sofreram decomposição.
Atividade piscatória -
pesca.
Detrito -
resto.
Fertilizantes -
produtos utilizados nas atividades agrícolas, para tornar s solos mais produtivos.
Pesticidas -
produtos utilizados nas atividades agrícolas, para eliminar os seres vivos prejudiciais às culturas, como certas pragas de insetos.
Irrigação -
rega artificial de campos de cultura.
Avicultura -
criação de aves.
Inquinar -
contaminar; tornar impróprio para consumo; poluir.
Matéria orgânica -
produtos que fazem parte da constituição dos seres vivos. Por isso incluem os materiais originados por eles (ex. dejetose), e os materiais derivados de organismos mortos.
Microorganismo -
ser vivo, animal ou vegetal, de dimensões tão pequenas que só é visível ao microscópio.
Águas residuais -
águas que transportam os detritos resultantes de diversos tipos de atividades.
Desperdícios
- tudo o que resta após a transformação de alguns materiais sólidos, líquidos ou gasosos; resíduos.
Degradação -
perda de qualidade.
Depuração -
tornar puro.
Regeneração -
restabelecimento do que estava destruído ou degradado.

Fonte: www.naturlink.pt

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