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Poluição do Ar

 

Poluição do Ar
Fábricas como esta em Cúmbria, Grã-Bretanha, liberam fumaça que é transportada por longas distâncias pelo vento.

Por volta de 1661, cientistas da Grã-Bretanha descobriram que a poluição industrial podia afetar a saúde das pessoas e as plantas das redondezas. Com o crescimento industrial nos séculos XVIII e XIX, aumentaram os danos para a saúde das pessoas e para o meio ambiente. Entretanto, ninguém pensava que a poluição pudesse ser transportada para muito longe. Então, em 1881, um cientista norueguês descobriu um fenômeno que ele chamou de precipitação suja, o qual ocorria na costa oeste da Noruega, onde não havia indústria poluidora. Ele suspeitou que viesse da Grã-Bretanha. Hoje os cientistas provam, sem sombra de dúvida, que a poluição é conduzida pelo ar a grandes distâncias. Se alguma prova adicional fosse necessária, seria fornecida pelo acidente na usina nuclear de Chernobyl, que produziu chuva radioativa em áreas da Europa Oriental e Ocidental. Os efeitos dessa chuva radioativa sobre o ambiente podem perdurar por dezenas de anos.

Os países escandinavos reconheceram que a chuva ácida era uma das causas principais da acidificação de seus lagos. Muita pesquisa tem sido desenvolvida para mostrar as relações significativas entre as precipitações de dióxido de enxofre e os danos ambientais. Aceitando essa evidência, a maioria dos países concorda em reduzir suas emissões. Alguns, entretanto, mostram muita má vontade e afirmam que são necessárias evidências mais contundentes para provar se o dióxido de enxofre causa de fato um grande malefício ao meio ambiente.

A que distância a poluição pode ser transportada?

Se você olhar para a fumaça que sai de uma chaminé, verá que em poucos dias do ano ela sobe verticalmente. Na maior parte das vezes ela se inclina, porque o ar ao redor da chaminé está em movimento. Mesmo quando parece haver apenas uma brisa próxima ao solo, nas camadas mais altas o vento pode ser bem mais forte.

A poluição que sai das chaminés é levada pelo vento. Uma parte dela pode permanecer no ar durante uma semana ou mais, antes de se depositar no solo. Nesse período ela pode ter viajado muitos quilômetros. Mesmo um vento fraco de 16 km/h poderia transportá-la para além de 1600 km em cinco dias. Quanto mais a poluição permanece na atmosfera, mais a sua composição química se altera, transformando-se num complicado coquetel de poluentes que prejudica o meio ambiente.

Nas mais importantes áreas industriais do Hemisfério Norte, o vento predominante (aquele que sopra com maior freqüência) vem do oeste. Isso significa que as áreas situadas no caminho do vento, que sopra dessas regiões industriais, recebem uma grande dose de poluição. Cerca de 3 milhões de toneladas de poluentes ácidos são levados a cada ano dos Estados Unidos para o Canadá. De todo o dióxido de enxofre precipitado no leste canadense, metade dele provém das regiões industriais situadas no nordeste dos EUA. Na Europa, a poluição ácida é soprada sobre a Escandinávia, vinda dos países circunvizinhos, especialmente da Grã-Bretanha e do Leste Europeu. Os poluentes gerados no Pólo Petroquímico de Cubatão (SP) freqüentemente são levados para o litoral norte de São Paulo (Ubatuba, Caraguatatuba), onde ocorre a chuva ácida. O dióxido de enxofre da Termelétrica de Candiota (RS) precipita-se no Uruguai.

O vapor produzido por esta usina termelétrica, na foto acima, é inofensiva, mas a fumaça resultante da queima dos combustíveis fósseis causa a chuva ácida.

Fogueiras e chaminés industriais lançam fuligem no ar, escurecendo edifícios e ocasionando densa neblina em regiões de climas úmidos. Atualmente as queimadas contribuem, de forma decisiva, para o aumento da poluição.

A explosão da usina nuclear de Chernobyl desprendeu radiação que atingiu vários países do oeste europeu. Como resultado, algumas renas da Noruega e Lapônia não puderam ser consumidas pelo homem.

Toda combustão elimina dióxido de carbono e sua quantidade está cada dia maior na atmosfera do planeta, retendo o calor que escaparia para o espaço. Esse fenômeno é conhecido como "efeito estufa" e está provocando um maior aquecimento da Terra. O perigo está na possibilidade de as camadas polares degelarem, o que causaria uma elevação no nível dos mares. Se isso acontecer, o clima do planeta será alterado, principalmente no que se refere à distribuição das chuvas. A vida terrestre estaria ameaçada, pois se o clima sofresse uma mudança abrupta, os seres vivos não teriam tempo suficiente para uma adaptação necessária à sua sobrevivência.

A fumaça que se desprende da queima de combustível fóssil contém óxidos de enxofre e nitrogênio, que reagem com a umidade do ar, gerando o ácido sulfúrico e o nítrico. A fumaça é então carregada pelo vento, até encontrar um local úmido, formando ácidos que caem sob a forma de chuva – a chuva ácida –, que pode matar peixes de rios e lagos, e é responsável pela morte de árvores em grandes áreas da Europa, Escandinávia, norte dos Estados Unidos e Canadá.

A atmosfera em risco

Uma das formas mais perigosas de poluição do ar é causada pelo CFC (clorofluorcarbono) usado nos aerossóis, refrigeradores e embalagens de poliestireno para hambúrgueres. Uma vez liberados na atmosfera, direcionam-se para a camada de ozônio muito acima da superfície terrestre, onde quebram suas moléculas.

A camada de ozônio protege a Terra dos efeitos nocivos dos raios solares. Tornando-se mais fina, mais raios ultravioleta passam por essa camada, produzindo um aumento na temperatura terrestre e agravando o efeito estufa, além de acarretar maior incidência de câncer de pele nas pessoas. Seu efeito nos animais e plantas é dificilmente previsível.

O combustível radioativo usado nas usinas nucleares desprende radioatividade extremamente perigosa se lançada no ar. Mesmo em pequena quantidade, pode danificar células humanas, causando o câncer e interferindo no desenvolvimento dos fetos.

Os efeitos da radiação na vida silvestre são desconhecidos, mas tudo indica que são os mesmos que nos seres humanos. Certamente, muitas ovelhas na Grã-Bretanha e renas na Lapônia continuam radioativas em conseqüência do acidente de 1986 na usina atômica de Chernobyl, na Ucrânia, que propiciou um perigoso aumento de radioatividade na atmosfera, pois espalhou-se por grande parte da Europa.

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Ratos-da-seara proliferam nos campos de trigo. Sofreram no passado com o uso de pesticidas e de modernas ceifadeiras que cortam as plantações rentes ao chão, onde fazem seus ninhos. Atualmente já foram constatados indícios de que sua população está se recuperando

Um mar de produtos químicos

A poluição da água e do ar torna-se mais séria pelo número de pessoas que atinge e pelos tipos de substâncias perigosas que pode produzir.

A poluição petrolífera acarreta sérios problemas para a vida marinha, envenenando peixes, caranguejos e moluscos. O óleo gruda nas penas das aves aquáticas e, quando elas tentam limpá-lo com seus bicos, acabam se envenenando.

A maioria dos derrames de petróleo são acidentais, mas há alguns feitos deliberadamente, quando, por exemplo, o comandante de um petroleiro lava seus reservatórios no mar. Atos como esse são ilegais, mas como economizam tempo e dinheiro, são realizados em alto-mar, longe da fiscalização e da vista de qualquer pessoa.

Mas a grande ameaça ao meio ambiente marinho não é somente a poluição petrolífera. Produtos químicos bem mais venenosos e duradouros foram criados nas últimas décadas, dentre eles os chamados PCBs (bifenóis policlorados), utilizados em vários processos industriais. Esses produtos podem ser destruídos por incineração, mas, como esse método é dispendioso, são enterrados ou despejados nos rios, que os levam para o mar.

Os PCBs são altamente nocivos, pois atingem também o sistema imunológico de muitos animais, tornando-os vulneráveis a doenças que, em condições normais, não os afetariam. A epidemia de 1988, que atingiu as focas no Mar do Norte e no Báltico, foi marcadamente intensa, porque muitas delas estavam contaminadas por PCBs.

Pesticidas tóxicos

Muitos animais e plantas silvestres são atingidos por pesticidas e herbicidas, porque esses produtos não matam somente os espécimes aos quais se destinam. Os componentes extremamente tóxicos dos pesticidas têm atingido muitos insetos, tais como borboletas, enquanto os herbicidas têm matado plantas que servem de alimento para lagartas.

Os pesticidas atingem muitos animais, porque entram em sua cadeia alimentar. Um camundongo-do-campo, por exemplo, alimenta-se de grãos de trigo tratados com pesticidas. A quantidade de tóxicos consumida não é eliminada, permanecendo no seu organismo. Se ele for comido por uma coruja, os produtos químicos passarão para ela. Como as corujas caçam camundongos com freqüência, receberão uma dose maciça de pesticida que se acumulará nas aves, atingindo seus ovos e, consequentemente, seus fi1hotes.

Pelo que vimos até agora, pudemos perceber que os homens poluíram o ar, a terra e a água, causando sérios danos a animais e plantas.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

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A poluição atmosférica não é um processo recente e de inteira responsabilidade do homem, tendo a própria natureza se encarregado, durante milhares de anos, de participar ativamente deste processo, com o lançamento de gases e materiais particulados originários de atividades vulcânicas e tempestades, dentre algumas fontes naturais de poluentes.

Contudo, a atividade antrópica intensificou de tal forma a poluição do ar com o lançamento contínuo de grandes quantidades de substâncias poluentes, que a qualidade do ar tornou-se um problema ambiental dos mais significativos, tanto nos países industrializados como naqueles em desenvolvimento, tornando-se uma ameaça à saúde e ao bem-estar das pessoas e do meio ambiente em geral.

Até meados de 1980, a poluição atmosférica urbana era atribuída basicamente às emissões industriais, e as ações dos órgãos ambientais visavam ao controle das emissões dessas fontes. No Brasil, a exemplo do que ocorre com a maioria dos países em desenvolvimento, a maior parte das grandes instalações industriais como refinarias, pólos petroquímicos, centrais de geração de energia e siderúrgicas, responsável pelas emissões de poluentes para a atmosfera, está concentrada em áreas urbanas. Ao longo do tempo, devido à obrigatoriedade do licenciamento ambiental, observa-se uma tendência à modernização das instalações industriais, com o objetivo de diminuir e controlar as emissões atmosféricas.

Da mesma forma, o rápido crescimento da frota veicular aumentou significativamente a contribuição dessa fonte na degradação da qualidade do ar, principalmente nas regiões metropolitanas do país. Os centros urbanos concentram as principais vias de tráfego e os maiores fluxos de veículos de uma região, onde ocorrem os grandes congestionamentos que contribuem ainda mais para o aumento da emissão de poluentes do ar. Segundo o Inventário de Fontes Emissoras de Poluentes Atmosféricos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (Feema, 2004), verificou-se que as fontes móveis são responsáveis por 77% do total de poluentes emitidos para a atmosfera, enquanto as fontes fixas contribuem com 22%.

A poluição do ar pode ser definida como a "alteração das propriedades físicas, químicas ou biológicas normais da atmosfera que possa causar danos reais ou potenciais à saúde humana, à flora, à fauna, aos ecossistemas em geral, aos materiais e à propriedade, ou prejudicar o pleno uso e gozo da propriedade ou afetar as atividades normais da população ou o seu bem estar" (Hasegawa, 2001). No Estado do Rio de Janeiro a qualidade do ar é monitorada desde 1967, quando foram instaladas as primeiras estações de monitoramento.

Desde então, várias ações foram desenvolvidas e implementadas, no sentido de promover melhorias na qualidade do ar: eliminação dos incineradores domésticos, substituição do combustível usado nas padarias e em indústrias, controle, inclusive com a desativação, de várias pedreiras situadas na Região Metropolitana, restrição de passagem de veículos pesados nos túneis da cidade, entre outras. Quanto à poluição atmosférica de origem veicular, o Governo Federal, em 1986, instituiu o Proconve (Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores), que consiste no estabelecimento de um cronograma de redução gradual das emissões de poluentes tanto para veículos leves, quanto para veículos pesados.

POLUENTES ATMOSFÉRICOS

"Entende-se como poluente atmosférico qualquer forma de matéria ou energia com intensidade e quantidade, concentração, tempo ou características em desacordo com os níveis estabelecidos, e que tornem ou possam tornar o ar: impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde; inconveniente ao bem-estar público; danoso aos materiais, à fauna e flora; prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e as atividades normais da comunidade". (Resolução Conama nº 03/90).

A determinação sistemática da qualidade do ar restringe-se a um grupo de poluentes universalmente consagrados como indicadores da qualidade do ar, devido a sua maior freqüência de ocorrência e pelos efeitos adversos que causam ao meio ambiente.

São eles: dióxido de enxofre (SO2), partículas totais em suspensão (PTS), partículas inaláveis (PM10), monóxido de carbono (CO), oxidantes fotoquímicos expressos como ozônio (O3), hidrocarbonetos totais (HC) e dióxido de nitrogênio (NO2).

EFEITOS NA SAÚDE

De maneira geral, os efeitos dos gases poluentes na saúde humana estão intimamente associados à sua solubilidade nas paredes do aparelho respiratório, fato este que determina a quantidade do poluente capaz de atingir as regiões mais distais dos pulmões.

Há evidências de que o dióxido de enxofre agrava as doenças respiratórias pré-existentes e contribui para seu aparecimento. O dióxido de nitrogênio, devido à sua baixa solubilidade, é capaz de penetrar profundamente no sistema respiratório, podendo dar origem às nitrosaminas, algumas das quais podem ser carcinogênicas. Também é um poderoso irritante, podendo causar sintomas que lembram aqueles do enfisema. A presença de oxidantes fotoquímicos na atmosfera tem sido associada à redução da capacidade pulmonar e ao agravamento das doenças respiratórias, como a asma.

Os efeitos da exposição ao monóxido de carbono estão associados à diminuição da capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue. Foi demonstrado, experimentalmente, que a pessoa exposta ao monóxido de carbono pode ter diminuídos seus reflexos e acuidade visual e sua capacidade de estimar intervalos de tempo. Altos índices do poluente em áreas de fluxo intenso de veículos têm sido apontados como causa adicional de acidentes de trânsito.

Poeiras em suspensão no ar afetam a capacidade de o sistema respiratório remover as partículas do ar inalado, retendo-as nos pulmões; quanto mais finas as partículas, mais profundamente penetram no aparelho respiratório. As poeiras em suspensão também potencializam os efeitos dos gases presentes no ar.

INTERAÇÃO ENTRE QUALIDADE DE AR E MECANISMOS METEOROLÓGICOS

A atmosfera pode ser considerada o local onde ocorrem, permanentemente, reações químicas. Ela absorve uma grande variedade de sólidos, gases e líquidos, provenientes de fontes, estacionárias (industriais e não-industriais), móveis (transportes aéreos, marítimos e terrestres, em especial os veículos automotores) e de fontes naturais (mar, poeiras cósmicas, arraste eólico, etc.). Essas emissões podem se dispersar, reagir entre si, ou com outras substâncias já presentes na própria atmosfera. Estas substâncias ou o produto de suas reações finalmente encontram seu destino num sorvedouro, como o oceano, ou alcançam um receptor (ser humano, outros animais, plantas, materiais).

A concentração real dos poluentes no ar depende tanto dos mecanismos de dispersão como de sua produção e remoção. Normalmente a própria atmosfera dispersa o poluente, misturando-o eficientemente num grande volume de ar, o que contribui para que a poluição fique em níveis aceitáveis. As velocidades de dispersão variam com a topografia local e as condições atmosféricas locais.

Em suma, é a interação entre as fontes de emissão de poluentes atmosféricos e as condições meteorológicas que define a qualidade do ar.

Fonte: www.feema.rj.gov.br

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A atmosfera é um recurso global, sem fronteiras, que determina todas as manifestações climáticas e constitui um suporte básico da vida. Por isto a poluição da atmosfera é tão preocupante, colocando em risco o equilíbrio dos ecossistemas.

Apesar da composição natural da atmosfera não ser muito variável durante longos períodos de tempo, notam-se cada vez mais os efeitos dos poluentes emitidos para o ar, associados ao desenvolvimento urbano, industrial e à crescente utilização de veículos motorizados, o que se reflete, cada vez mais, em efeitos negativos no equilíbrio dos ecossistemas.

A principal origem da poluição do ar é a combustão, isto é, a combinação do oxigénio com os elementos componentes das matérias combustíveis.

A combustão é o princípio fundamental de três categorias de poluição: poluição industrial, poluição devido ao aquecimento e poluição em consequência dos veículos motorizados. Desta forma são enviados para a atmosfera óxidos de carbono, de azoto, de enxofre e vapor de água. Existe também a volatilização de metais pesados presentes em certos combustíveis (chumbo, zinco e cádmio).

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As reações fotoquímicas da atmosfera são consideradas como fonte secundária de poluição. Pela ação dos raios solares, os óxidos de azoto e os hidrocarbonetos existentes na atmosfera são, assim, transformados em ozono (principal constituinte do nevoeiro fotoquímico).

Uma outra via de poluição é a evaporação, responsável pela dispersão dos componentes químicos do ar. É o que acontece no caso dos compostos orgânicos voláteis (por exemplo hidrocarbonetos), que durante o armazenamento e distribuição dos carburantes se propagam na atmosfera.

Os efeitos da poluição atmosférica são numerosos e diversos, estendendo-se dos toxicológicos aos econômicos. Materiais, plantas, animais e pessoas podem ser indiscriminadamente molestados pelos efeitos de poluentes, quer direta, quer indiretamente.

São vários os estudos de saúde que atribuem à poluição atmosférica aumentos na taxa de doenças ou alterações na atividade pulmonar. Mas a poluição do ar é um fenômeno complexo, para o qual há que considerar um grande número de parâmetros, como a natureza exata dos poluentes, as quantidades realmente absorvidas, fatores meteorológicos, infecções bacterianas ou virais relacionadas com as estações do ano, fatores pessoais (idade, tabagismo, estado de saúde, etc.), entre outros. Assim, os efeitos de uma determinada concentração de poluente não se farão sentir de igual modo em todos os indivíduos, tornando-se difícil estabelecer uma correlação entre um poluente e a sua sintomatologia.


As extrapolações feitas com base nos resultados obtidos nas experiências realizadas em animais de laboratório, têm também sempre associado um certo grau de incerteza, pelo que é difícil determinar os valores da concentração de poluentes abaixo dos quais não há efeitos no organismo. Consequentemente é complicado estabelecer padrões de qualidade do ar e salvaguardar a saúde pública.

Habitualmente, consideram-se os efeitos de poluentes isoladamente, embora na maioria das vezes não seja esta a forma como eles ocorrem, combinando-se os seus efeitos de forma benéfica ou adversa.

Cláudia Fulgêncio

Fonte: www.naturlink.pt

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O que torna a poluição atmosférica particularmente perigosa é o fato de não podermos purificar o ar antes de o usar, como o fazemos com a água.

A única forma que teríamos de o fazer era usando uma máscara de gás.

A poluição do ar pode ser definida como a introdução na atmosfera de qualquer matéria ou energia que venha a alterar as propriedades dessa atmosfera, afetando, ou podendo afetar a saúde e qualidade de vida das espécies animais ou vegetais.

O desenvolvimento galopante das indústrias e das cidades tem originado um não menos galopante crescimento da emissão de poluentes atmosféricos.

O acréscimo das concentrações atmosféricas destas substâncias, a sua deposição no solo, nos vegetais e nos materiais é responsável por graves danos à saúde e ao meio ambiente. Desde logo provocam uma redução da produção agrícola, prejudicam as florestas, degradam as construções e as obras de arte. Quantos de nós já não viram o patrimônio secular bastante degradado devido a doenças da pedra, muitas delas provocadas pelos poluentes atmosféricos.

Há quem pense que se consegue livrar dos seus poluentes queimando-os, mas o que acaba por fazer é dispersá-los na atmosfera. Mas o vento dispersa os poluentes transportando-os para os mais variados sítios, muitas vezes a largos quilómetros do local de emissão.

A poluição do ar, devido às características da circulação atmosférica e devido à permanência de alguns poluentes na atmosfera por largos períodos de tempo, apresenta um carácter transfronteiriço e é responsável por alterações ao nível planetário, o que obriga à conjugação de esforços a nível internacional.

Há muito tempo que vêm sendo exigidas ações, aos estados, para prevenir ou reduzir os efeitos da degradação da qualidade do ar. Mas também já se percebeu que isso não acontecerá sem limitar o desenvolvimento industrial e social.

É por esta razão que não se consegue efetivar o compromisso assumido por dezenas de Estados através do Protocolo de Kyoto.

A gestão da qualidade do ar exige que se definam limites de concentração dos poluentes na atmosfera, a limitação de emissão dos mesmos, bem como a intervenção no processo de licenciamento, na criação de estruturas de controlo da poluição em áreas especiais e apoios na implementação de tecnologias menos poluentes.

Fonte: www.abcdoambiente.com

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AR - Respirar é Preciso

Mais e a Poluição do Ar?

Você pode ficar muitas horas sem beber água. Pode também ficar até alguns dias sem comer nada. Mas não agüentará ficar por mais de algumas dezenas de segundos sem o precioso ar. O mesmo acontece com os bichos e com as plantas. De todas as poluições que convivemos nos tempos atuais, a pior é e será sempre a do ar. A água poluída e a comida contaminada podem ser rapidamente avaliadas e rejeitadas, mas não podemos recusar o ar que está ao nosso redor naquele exato momento em que o corpo exige uma nova ventilação pulmonar.

Todos nós somos absolutamente dependentes do oxigênio contido no ar para respirar. E, por incrível que pareça, durante a correria do dia-a-dia, não nos damos conta de que estamos constantemente inspirando oxigênio e expirando gás carbônico. Com toda essa importância, o ar merece cuidados especiais para que o meio ambiente em que vivemos tenha e proporcione uma boa qualidade de vida.

Ar poluído mata três milhões por ano

Três milhões de pessoas morrem, anualmente, devido aos efeitos da poluição atmosférica no mundo. Isso representa o triplo dos óbitos por ano que decorrem de acidentes automobilísticos. A informação é proveniente da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mas de onde vêm esses poluentes que contaminam o nosso ar?

Gerados principalmente pela queima dos combustíveis fósseis (usinas elétricas a carvão e automóveis movidos à gasolina e à diesel), os poluentes e elementos tóxicos contaminam o ar que respiramos e ao longo do tempo acabam ocasionando problemas respiratórios e/ou circulatórios.

Abaixo estão alguns deles:

Monóxido de carbono (CO): Gás altamente tóxico produzido pela queima incompleta de hidrocarbonetos, como os combustíveis fósseis, ou pela decomposição parcialmente anaeróbica de matéria orgânica.
Ozônio (O3):
É um composto formado quando o gás de oxigênio é exposto à radiação ultravioleta. Na atmosfera externa (chamada estratosfera), o ozônio protege a Terra contra a radiação excessiva. Na atmosfera inferior (troposfera), forma-se a partir de gases de combustão e, em grandes concentrações, torna-se um poluente atmosférico.
Dióxido de enxofre (SO2):
É formado principalmente pela combustão dos derivados de petróleo e do carvão mineral. Provoca problemas no sistema respiratório e é causa de bronquites e distúrbios graves, como o enfisema pulmonar. No ar, o dióxido de enxofre pode ser transformado em trióxido de enxofre, que, para as vias respiratórias, é ainda mais irritante que o primeiro.
Os vegetais são muito sensíveis aos óxidos de enxofre:
suas folhas amarelam e, sob altas concentrações de óxidos, chegam a morrer.
Óxidos de nitrogênio:
O dióxido de nitrogênio (NO2) é o poluente produzido pelas descargas dos motores de automóveis, especialmente os movidos a óleo diesel e gasolina. Os óxido de nitrogênio constituem a névoa seca que se forma sobre grandes cidades, por ação das radiações solares sobre os gases expelidos pelos veículos automotores.
É tóxico para as vias respiratórias, provocando enfisema pulmonar. Reduz a fotossíntese nas plantas e danificada a pintura de carros e outros objetos.
Clorofluorcarbono:
É o famoso CFC, uma classe de compostos orgânicos que contém carbono, cloro e flúor. O Freon, nome comercial de um clorofluorcarbono, é usado como propelente em aerossóis, compressores de geladeiras, na fabricação de espumas e para a limpeza de placas de circuito de computadores. Os CFCs não são tóxicos, mas estão sendo abolidos porque se acumulam na atmosfera superior, onde a luz solar os transforma em agentes químicos que destroem a camada de ozônio que protege a superfície da terra da radiação ultravioleta do Sol, muito prejudicial aos seres vivos.
Particulados:
Partículas sólidas ou líquidas finamente divididas no ar ou em uma fonte de emissão. Eles incluem poeira, fumos, nevoeiro, aspersão e cerração. Em geral, são menores do que um mícron de diâmetro, de controle muito difícil, permanecendo no ar durante muito tempo e podendo penetrar profundamente no pulmão humano.

Poluição e clima

Desde a Revolução Industrial, o homem já jogou 270 milhões de toneladas de gases na atmosfera. Hoje, eles formam um cobertor a 20 quilômetros de altitude que impede o calor do Sol refletido pela Terra de escapar. O resultado é o Efeito Estufa.

A queima de combustíveis fósseis (carvão, óleo e gás por exemplo) emite toneladas de carbono. A decomposição de lixo a céu aberto e o gado quando pasta liberam metano, o que é prejudicial para a atmosfera.

Milhões de escapamentos de carros, conforme explicado anteriormente, mandam dióxido de carbono e óxido nitroso para o ar. Os desmatamentos, as queimadas, o gás CFC (clorofluorcarbono) usado em geladeiras, espumas plásticas e aerossóis, tudo isso gera conseqüências que se refletem em mudanças severas no clima, derretimento da calota polar, aumento do nível dos oceanos e enchentes devastadoras.

O Protocolo de Kyoto é um desdobramento da Convenção sobre Mudanças Mudanças Climáticas da ONU assinada na Rio92. Ele prevê o comprometimento até 2012 da redução de pelo menos 5,2 % das emissões totais de gases que causam o Efeito Estufa por parte dos países desenvolvidos, em relação aos índices de 1990. O documento levou esse nome porque foi assinado na cidade japonesa de Kyoto, em 11 de dezembro de 1997 e seu principal objetivo é estabilizar as concentrações dos gases tóxicos para evitar o aquecimento do planeta e todos seus efeitos no ciclo natural.

Apesar do protocolo já contar com a adesão de mais de 55 países, número mínimo exigido para sua vigência, também é preciso que, entre os países signatários, estejam os responsáveis pela emissão de, no mínimo, 55% do dióxido de carbono (CO2) lançado em 1990 pelos países industrializados. Até agora, a soma das emissões de todos os membros que compõem o acordo atinge apenas 35,8% (veja nesta página o quadro "Emissões Mundiais de Dióxido de Carbono).

Enquanto isso, a Terra vista pelo pioneiro do espaço, o astronauta russo Yuri Gagarin, já não é mais a mesma.

Em 1961, ao se tornar o primeiro homem a ver o planeta do espaço, Yuri proferiu a famosa frase: "A Terra é azul".

Infelizmente, para a nova geração, como Frank Culbertson, comandante da Estação Espacial Internacional (ISS), o nosso planeta está hoje mais para o cinza, devido à inexorável ação humana. Daqui de cima, vemos áreas desmatadas, sem nenhuma vegetação, nuvens de poluentes do ar e poeiras em áreas antes limpas.

Isso nos mostra que temos de cuidar melhor da Terra daqui para a frente", diz Culbertson.

Segundo o astronauta, as mudanças na natureza e na cor da Terra são analisadas desde o início da década de 90, quando o projeto da Estação começou. Mas ele assegura que elas nunca foram tão impressionantes como nessa atual viagem e que são principalmente mais visíveis nos países desenvolvidos.

O problema americano

Os Estados Unidos, um dos maiores poluidores do planeta, acusado por ambientalistas de se negar a assumir sua responsabilidade histórica quanto ao problema, apresentou um plano alternativo já que não quis se comprometer com as metas previstas em Kyoto. É o programa "Iniciativa Céu Limpo" que promete medidas voluntárias para a indústria do país. Na proposta encabeçada por Bush, o crescimento econômico vem primeiro e a despoluição é uma eventual consequência. As emissões de gases-estufa passam a estar relacionados com o crescimento do PIB, passando de 183 toneladas por milhão de dólares em 2002 para 151 toneladas em 2012.

As críticas sobre a postura da potência falam de boicote, pois ao invés de cortar o mal pela raiz, no caso o dióxido de carbono que é o principal gás tóxico, Bush pretende diminuir até 2018 as emissões de três outros gases que juntos não chegam a 15% do prejuízo global. Segundo o presidente norte-americano, "nações em desenvolvimento como a China e a Índia também lançam na atmosfera uma imensa quantidade de gases do Efeito Estufa e é irresponsabilidade não obrigá-las a se comprometer", alega, dividindo a culpa com os vizinhos.

Entretanto, para Jeremy Rifkin, 57 anos, autor do livro "A Economia do Hidrogênio - A Criação de uma Nova Fonte de Energia e a Redistribuição do Poder na Terra" e professor da Wharton School, uma das mais renomadas escolas de administração dos EUA, "O governo Bush se negou a assinar o Protocolo de Kyoto porque achou que as exigências eram muito grandes. O problema é o contrário. O protocolo é muito tímido. Precisamos é acabar com as emissões de carbono", rebate em entrevista à revista Veja de 8 de Janeiro de 2003.

O Instituto foi conferir

Para chegar como quem não quer nada, nossa jornalista de plantão aproveitou o período de vistoria anual de veículos no posto do Detran na Alvorada (Barra da Tijuca), no Rio de Janeiro para averiguar a inspeção relativa à medição de gases poluentes sem se identificar, apenas como uma mera cidadã curiosa.

Segundo o vistoriador Felipe de Oliveira, 23 anos, a aprovação no teste de emissão de gases poluentes só é obrigatória para veículos de placa vermelha (taxis, vans, ônibus e caminhões). Quanto aos carros convencionais, a reprovação não impede a circulação nem restringe o novo documento anual. Além disso, essa medição é feita apenas no Rio de Janeiro entre todas as cidades do Brasil.

Diante de novas dúvidas e muitos porquês sem resposta, nossa repórter foi encaminhada para a técnica de auditoria Andréia Castro para maiores esclarecimentos. De acordo com a nova fonte, esse procedimento é relativamente novo, tendo sido implantado em 1997, em caráter experimental, graças ao convênio Detran/FEEMA (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente) que é parte do PROCONVE- Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, instituído pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA).

Existe a intenção de que a avaliação se propague no país e que tenha caráter obrigatório mesmo para os carros de passeio. Mas, segundo Andréia, ao ser perguntada sobre a previsão do serviço para São Paulo, que detém a maior frota do país, "ainda não há, de fato, uma previsão para essas metas". Como se percebe, as leis nacionais voltadas para essa questão particular dispõem de belas diretrizes. Entretanto, a distância entre o que diz a lei e o que acontece na prática realmente é incomensurável.

A seguir são citadas mais algumas informações interessantes constatadas nesta incursão ao posto do DETRAN.

A maior causa de reprovação no teste de emissões de gases poluentes por automóveis é pela má regulagem do motor. Portanto, procure oficinas de bom padrão, que disponham de equipamento adequado, preferindo sempre a regulagem eletrônica.

Nove em cada dez kombis que circulam na cidade do Rio de Janeiro não estão rodando dentro dos padrões adequados para o motor, quanto às emissões de poluentes perigosos.

Segundo o Manual da Divisão de Qualidade do Ar (DIAR), setor responsável da FEEMA, a combustão completa, que ocorre somente quando o seu carro está regulado, e que já é nocivo para o ar, gera basicamente dióxido de carbono (CO2) vapor d' água (H2O). No entanto, quando não há regulagem, a combustão completa não se efetiva, sobrando combustível não-queimado e gerando ainda mais toxinas para a atmosfera, como o material particulado (fuligem), aldeídos, dióxido de enxofre (SO2), óxido de nitrogênio (NOx) e hidrocarboneto (HCs).

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Poluição do Ar
Poluição do Ar

Sabe-se que a exposição à poluição acelera o envelhecimento por aumentar as substâncias oxidantes no organismo. Mas não é só isso. O monóxido de carbono causa lentidão dos reflexos e sonolência. O dióxido de nitrogênio pode agravar a asma e reduzir as funções do pulmão. O ozônio também causa inflamação nos pulmões, diminuindo a sua capacidade enquanto os particulados menores (com menos de 1/2.400 de uma polegada) podem se alojar nos alvéolos pulmonares e provocar enfermidades respiratórias e cardiovasculares. Além disso, a poeira pode criar alergias, irritação da vista e da garganta.

O aumento dos gastos relacionados às doenças causadas pela poluição atmosférica incluem desde os custos com medicamentos e tratamentos até a ausência no trabalho. Na província canadense de Ontário, por exemplo, que tem uma população de 11,9 milhões de habitantes, a poluição do ar custa cerca de 1 bilhão de dólares por ano ao bolso dos contribuintes, somente com as hospitalizações.

Qualidade de vida

Você já sentiu aquela sensação ofegante ao praticar alguma atividade física? O motivo de uma simples falta de fôlego pode estar no ar. O local escolhido para a malhação conta muito. "Se o ambiente é poluído, o rendimento cai", afirma o fisiologista Raul Santo, da Escola de Educação Física da Polícia Militar de São Paulo, que fez uma pesquisa sobre a performance cardiorrespiratória, até então pouco aprofundada.

O especialista analisou os batimentos cardíacos, a pressão arterial e o desempenho de um grupo de 25 pessoas ao praticarem corrida em duas cidades paulistas, a litorânea e limpa Bertioga e Cubatão, famosa pela sujeira na atmosfera. Para realizar o mesmo trajeto, no mesmo tempo, pulmões e coração tiveram que fazer muito mais esforço na cinzenta Cubatão. E não pense que o problema é exclusivo de centros industriais. Mesmo regiões distantes da fumaça podem oferecer grande concentração de poluentes, pois os gases formadores de poluição são facilmente empurrados para longe.

"O nível de concentração de gases tóxicos está muito ligado à capacidade de dispersão dos poluentes", esclarece Carlos Eduardo Negrão, da Divisão de Qualidade do Ar da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb). Saiba que metade da poluição urbana no Brasil vem dos carros. Portanto, se você vive em uma capital, é bom correr atrás de ar puro de verdade. Caso o contrário, vai perder o fôlego antes do que imagina.

Dicas para driblar a fumaça

Fuja de locais com muitos carros, pois eles emitem muita poeira. Os parques, por possuírem pequenas quantidades dessas partículas, são os lugares mais indicados.
Evite praticar exrcícios ao ar livre em dias muito quentes e secos. Nessas condições, o corpo ainda é mais exigido.
Prefira malhar logo cedo. Além da quantidade de carros ser menor, durante a manhã há menos ozônio, pois seu pico costuma se dar à tarde.
Academias são uma boa saída. Estudos mostram que a concentração de poluentes em um ambiente fechado é bem menor.

Atitudes para colaborar

Não queime lixo em hipótese alguma, principalmente plásticos, borrachas, estopas e vasilhames de produtos químicos como solventes, inseticidas, óleos e graxas. A fumaça gerada pela queima desse tipo de lixo quando não realizada em incineradores adequados são extremamente danosas ao meio ambiente.
Não fume se estiver grávida. Mesmo dentro da barriga da mãe, o filho pode sofrer os problemas causados pela fumaça tóxica do cigarro.
Evite fumar perto das crianças. Não prejudique a saúde delas ao obrigá-las a serem fumantes passivas. Seu desenvolvimento físico poderá ser prejudicado.

Alternativas: o que tem sido feito

Em resposta ao quadro alarmante gerado pelos transportes, alguns governos adotaram medidas para tentar controlara a poluição. Bogotá, na Colômbia, por exemplo, reduziu em 40% o tráfego durante o horário de pico e aumentou o imposto sobre a gasolina. Cerca de 120 quilômetros das principais vias são bloqueados por sete horas aos domingos.

Especialistas recomendam soluções simples, a serem adotadas pelos cidadãos como incentivar o uso de bicicletas, transportes de massa ou simplismente andar mais. Privilegiar o metrô, como em Nova Iorque, ferrovias ou os ônibus expresso.

O ordenamento do solo e outros instrumentos reguladores poderão ser utilizados para encorajar empreendimentos de maior densidade, condizentes com o transporte de massa. Subsídios governamentais e incentivos fiscais poderão deslocar-se para a produção de várias formas de energia mais limpa.

Novo conceito: gás natural veicular

O Gás natural gasta menos e roda mais, aumenta a vida útil do motor, reduz os custos com manutenção enquanto o ar que você respira permanece mais limpo.

Considerada uma das mais importantes alternativas do mercado, o gás natural é um combustível que custa, em média, 50% a menos que a gasolina e ainda roda, em termos de quilometragem, 20% a mais. Somando os benefícios, o uso dessa fonte de energia reduz em mais de 60% as despesas do veículo, além da queda de nível de emissões de gases poluentes na atmosfera. O lado interessante para o meio ambiente é que o gás natural proporciona uma combustão limpa, com baixíssima emissão dos vilões do nosso ar, proporcionando uma melhor qualidade de vida para as populações das grandes cidades.

Para fazer a conversão do motor de um carro convencional para o gás natural, são instalados alguns componentes que não inutilizam a opção gasolina ou álcool do veículo, que pode ser acionada por meio de uma chave instalada no painel. Para isso, há um cilindro que é colocado no porta-malas. Incluindo o kit de conversão mais a mão-de-obra, o consumidor interessado vai desembolsar de 2 a 3 mil Reais e a instalação pode ser realizada por mais de 800 oficinas no Brasil autorizadas pelo INMETRO.

Serviço - Dicas Úteis

Faça a conversão somente em oficinas homologadas pelo INMETRO. Exija da oficina nota fiscal e certificado de homologação emitido pelo INMETRO. Esse documento permitirá fazer o registro de conversão no Detran.
As reivindicações periódicas do kit e cilindros só devem ser realizadas nas convertedoras homologadas pelo INMETRO.
Recuse peças usadas, cilindro recondicionado ou de procedência desconhecida e tubos de cobre.
Na instalação exija tubos de aço

Boa notícia: àgua do mar ajuda a despoluir o ar

A evaporação natural de água do mar ajuda a combater a sujeira atmosférica ao provocar chuvas, mantendo o céu mais limpo. A descoberta feita por cientistas israelenses foi publicada na revista "Science".

Já havia sido comprovado que, sobre a terra, partículas de poluição do ar impedem a formação de chuvas porque as gotas de água em nuvens poluídas não conseguem crescer o suficiente para provocar uma precipitação. Sobre os oceanos, conforme demostrou o estudo, acontece justamente o oposto.

Como as partículas de sal são muito maiores do que as de poluentes, elas atraem as gotículas de água, produzindo gotas pesadas o bastante para provocar chuvas. Tal processo, observado pela primeira vez, colobora muito na purificação do ar.

A coordenação da pesquisa foi feita por Daniel Rosenfeld, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Isso prova que não é só de denúncias sem solução ou tragédias sensacionalistas se sustentam as notícias sobre meio ambiente.

É nesse eixo do aprimoramento, da transição e da evolução que o Informativo do Instituto Ecológico Aqualung procura atuar: mostrando as coisas que precisam ser melhoradas e, principalmente, divulgando propostas e soluções para os problemas ambientais. Afinal, apontar erros é fácil, difícil é reconhecer nos erros oportunidades de crescimento através de um contínuo processo de renovação baseado na melhoria contínua.

Cíntia Rygaard

Fonte: www.institutoaqualung.com.br

Poluição do Ar

A emissão de gases tóxicos por veículos são responsáveis por 40% da poluição do ar, porque emite gases como monóxido e o dióxido de carbono, o óxido de nitrogênio, o dióxido de enxofre, derivados de hidrocarbonetos e chumbo.

Essas alterações provocam no homem distúrbios respiratórios, alergias, lesões degenerativas no sistema nervoso e em órgãos vitais e o câncer.

Em cidades muito poluídas, esses distúrbios agravam-se no inverno com a inversão térmica quando a camada de ar fria forma uma redoma no alto atmosfera, aprisionando a ar quente e impedindo a dispersão dos poluentes.

O consumismo desenfreado e uma das maiores causas da poluição, o resultado e um grande desenvolvimento de indústrias, uma maior utilização de recursos naturais, poluição e degradação. Pra se ter uma idéia do ritmo de produção, basta dizer que, nos últimos 150 anos, o consumo de energia cresceu oitenta vezes e a produção industrial, cerca de cem vezes.

Bilhões de toneladas de gases poluentes são lançados anualmente na atmosfera.

Apesar de o homem já dispor de estudos e conhecimentos bastante avançados a respeito do nosso planeta, na verdade ainda há muito interventor sobre a natureza e a utilização de seus recursos naturais que são elementos da superfície terrestre e subterrânea indispensáveis à vida, os recursos naturais são divididos em dois grandes grupos: os recursos naturais renováveis como o solo, a vegetação, os animais, a água potável, o ar e outros. Por serem renováveis, pode-se pensar que esses recursos não acabem, se não for bem utilizados. Já os recursos naturais não renováveis são o petróleo (formou-se há milhões de anos) que com o passar do tempo este reservatório de petróleo da Terra se esgotarem esse combustível acaba e a natureza não tem mais condições de renová-lo, não podem ser mais produzidas pela natureza como os minerais (ferro, cobre, ouro, prata) e os combustíveis (carvão mineral, petróleo) esses recursos devem ser usados com planejamento, para evitar que se esgotam.

A poluição do ar causa ainda chuvas ácidas, efeito estufa e desequilíbrios climáticos, e também destrói a camada de ozônio.

Nasa divulga

O presente reporte enfoca as colossais nuvens intercontinentais de ar poluído que se movem entre os continentes. As novas imagens, agora divulgadas pela NASA contribuem para compreensão do quadro de poluição do nosso planeta.

Monitorando os níveis de monóxido de carbono na atmosfera e ao longo de vários períodos, a NASA demonstra que os poluentes não respeitam os limites das fronteiras nacionais.

Fogos em florestas da África e América Latina espalham concentrações elevadas de fumaça até os cantos mais distantes da Austrália. As indústrias e fogos regionais no Sudeste da Ásia fazem o mesmo efeito na paisagem da América do Norte.

"Com as pesquisas presentes, é evidente de que a poluição do ar não é um problema local. Trata-se de um assunto global".

Uma seqüência de novas fotografias obtidas do satélite TERRA. As imagens visualizam a quantidade de monóxidos de carbono na troposfera, uma camada da atmosfera entre três a cinco quilômetros sobre a superfície da terra.

Ali, os poluentes interagem com outros gases para formarem efeito denominado de "smog", o qual pode, ou mover para alturas maiores da atmosfera e atravessar grandes distâncias, ou baixar em direção da superfície, onde afetará diretamente a saúde dos homens e dos animais.

Os pontos de maior concentração surgem em diversos pontos do planeta: África, Amazônia e sudeste da Ásia e no hemisfério Norte, Estados Unidos, Europa, Rússia e Ásia. Nestas regiões, as industrias e fogos, ou de origem naturais, ou em incêndios causados por desmatamentos do homem, espalham monóxido de carbono sobre os mares.

Muitas partes da hemisfério Norte são cobertas por uma cortina de neblina da cor "verde", evidência da persistência e elevado grau de envenenamento e efeito da poluição do monóxido de carbono.

Nos Estado Unidos, os focos são variados, no verão há indício de queimadas nas florestas do Oeste, durante o inverno existe o processo de combustão dos combustíveis fósseis (petróleo) no Leste do país.

As imagens não identificam focos individuais de poluição,portanto o satélite TERRA pode distinguir poluição do ar associado as áreas metropolitanas e das florestas. Em torno de50% das emissões de monóxido carbono resultam das atividades humanas.

Observando os níveis de monóxido de carbono, um subproduto do consumo de combustíveis de origem fosseis, ou combustão de materiais orgânicos tais como madeira e carvão, os cientistas podem também seguir os movimentos dos poluentes relacionados ao óxido de nitrogênio.

O satélite TERRA é o carro chefe do novo sistema de observação terrestre da Nasa e foi colocado em órbita no mês de Dezembro 2000, iniciando as operações e coleta de dados a partir do mês de Fevereiro 2001.

Tratado de Kyoto

Propõe medidas globais para proteção da atmosfera, tais como incentivos financeiros e garantias a manutenção das áreas florestais (emissão de títulos de valores)

Fonte: br.geocities.com

Poluição do Ar

A atmosfera designa-se por uma camada gasosa que envolve a Terra. É constituída por uma série de gases, sobre tudo, azoto e oxigénio.

A atmosfera tem um grande significado para a vida na Terra pois é ela que proporciona os gases necessários á nossa respiração e á fotosíntese.

Ela protege-nos das radiações solares e evita que a Terra se transforme num deserto gelado durante a noite.

A nossa atividade humana lança constantemente para a atmosfera grandes quantidades de substâncias poluentes que com o tempo vão transformando a atmosfera. A poluição atmosférica afeta toda a biosfera, alterando gravemente o funcionamento dos ecossistemas.

Esses gases atmosféricos formam uma camada que permite que os raios solares cheguem à Terra e evita que eles escapem durante a noite. É exatamente o efeito.

ATMOSFERA

A emissão de substância perigosas, a utilização de fontes de energia poluentes e a destruição das florestas têm vindo a degradar a atmosfera terrestre.

Mudanças na sua composição química podem provocar alteração do clima da Terra e afetam qualidade do ar que respiramos.

O Homem e todos os seres vivos não podem existir sem a proteção da atmosfera terrestre, que constituem um invólucro gasoso com o qual se estabelecem relações de interação.

A espessura da atmosfera está avaliada em cerca de duas centenas de quilómetros, mas as suas propriedades físicas e químicas não são verticalmente homogéneas, determinando a sua divisão em três camadas: troposfera, estratosfera e mesosfera com características diferentes.

Apenas a troposfera está em contato com a superfície terrestre e é com ela que todos os seres vivos se relacionam mais diretamente.

Possui uma composição química em que os diferentes contituintes se encontram em concentrações compatíveis com a característica da vida na Terra, o mesmo acontecendo com as suas propriedades físicas: temperatura e pressão.

Apesar da espessura da troposfera ser de 15 quilómetros somente os primeiros cinco possuem a quantidade de oxigénio suficiente para a sobrevivência de todos os seres vivos terrestres, pelo o que é incorreto pensarmos que o ar è irrespirável e ilimitado.

A atribuição da designação troposfera á zona inferior da atmosfera deve-se á permanente mistura de massas de ar que nela ocorrem. Tal fato não se verifica na estratosfera onde os movimentos verticais de massas de ar têm amplitudes fracas conduzindo á estratificação vertical dessas massas.

Mas, a atmosfera, deverá ser vista como um todo, uma vez que a divisão em camadas é apenas teórica é porque no seu conjunto funciona um poente fino protetor da radiação emitida pelo sol.

OS EFEITOS PARA O HOMEM

O caminho de entrada dos poluentes do ar no organismo humano é o sistema respiratório.

Este sistema pode ver-se seriamente afetado em função da concentração de poluentes no ar atmosférico.

O aparelho respiratório perde em parte a função por causa da irritação das vias respiratórias.

OS EFEITOS NA TEMPERATURA E NO CLIMA

Por outro lado, nas cidades, o provenientes das ruas, em geral, os materiais usados na construção absorvem com mais facilidade a redução de solos e reduzem a velocidade do vento.

Deste modo, água da chuva não é absorvida pelo solo, a não ser que se canalize substancialmente. Tudo isso produz um aumento de calor a razão pela qual as temperaturas que se registam nas grandes cidades costumam ser superiores ás do campo.

O AR QUE RESPIRAMOS

Todas as atividades que contribuem, para a poluição atmosférica.

A indústria e a produção termoeléctrica de bióxido de enxofre responsáveis pelas emissões de óxido de azoto.

Lutar contra a poluição atmosférica é, conhecer melhor a qualidade do ar.

PRINCIPAIS POLUENTES DO AR:

Bióxido de enxofre (SO2): Gás irritante e corrosivo com origem na queima de combustíveis fósseis que contém enxofre (fuel, carvão). É uma das causas das “chuvas ácidas”, podendo causar problemas respiratórios.
Óxido de azoto (NOX):
resultam de combustão dos motores dos carros e os tipos de instalação de combustão. Provocam também problemas respiratórios e contribuem para a formação de chuvas ácidas.
No óxido de carbono (CO):
resulta, de combustões incompletas (motores e caldeiras com funcionamento deficiente). A sua instalação pode conduzir à morte asfixia.
Ozono (O3):
é indispensável na estrutura, é um poluente irritante forma-se de seções foto químicas de outro poluentes e na presença da luz solar.Partículas: imitidas por industrias e pelo tráfico rodoviário. São agressivos e podem contribuir para outras doenças.
Chumbo (PB):
Resulta da utilização de gasolina com chumbo.

Podem problemar as contrações no ar e nos limiares de proteção.

Compostos orgânicos voláteis (COV), dióxinas, e metais pesados:

Estes são os principais para controlar a qualidade do ar.

A LONGA VIDA DOS POLUENTES

Os poluentes difundem-se pela atmosfera.

A maioria dos (poluentes não permanecem aí durante muito tempo, a não ser que se transformem através de reações químicas que tem origem na estratosfera, ou voltem á superfície da terra através do ciclo correspondente.

Algumas substâncias poluentes ficam dispersas pelo ar em direção á camada superior: a estratosfera.

Nesta zona da atmosfera, as massas de ar só se movimentam no sentido horizontal.

Por tanto, os poluentes podem permanecer nesta camada muito tempo, exclusivamente mais de cem anos.

O ozono observa as radiações ultravioleta do sol: isto faz com que tenham uma função primacial como protetor da vida da terra.

AS FUNÇÕES DA ATMOSFERA

Ao longo de três mil e quinhentos milhões de anos, a atmosfera tem rodeando a terra, graças á gravidade desta que a retém: se não fosse por força da gravidade, o ar atmosférica junta-se no espaço exterior se a atmosfera não existe o céu não seria azul mas sim seria negro e coalhado de estrelas mesmo durante o dia.

A radiação seria abrasadora: sem atmosfera não haveria, mas sim um bombardeamento de meteoros; não existiram nem a penumbra nem o créspula; sem atmosfera não seriam possíveis a radio a televisão e os satélites, não haveria vida sobre a terra.

Para alem disso desempenhar uma função protetora da vida sobre o nosso planeta na atmosfera desenrolasse processos como tempestades, funções, relâmpagos e chuvas torrenciais que, apesar do seu poder destruidor, são sintomas de que as mudanças na atmosfera são constantes.

A CONTAMINAÇÃO DO AR

Neste incêndio florestal os fumos industriais a emissão gases produzidos pela combustão do petróleo, carvão do gás natural consequência da atividade humana podem produzir mudanças no ar. Atmosférico a alterar a capacidade deste para proteger a vida.

UMA GRANDE CAMADA DE AR

A terra está rodeada de uma camada de ar chamada a atmosfera.

A atmosfera pode ser comparada à pele de laranja possui um limite perfeitamente definido enquanto que ar ao redor da terra vai rareado de madeira gradual numa extensão de uns quatrocentos quilómetros até que praticamente chega a desaparecer.

OS GASES DO AR

Nos finais do século XVIII, o químico francês Lavosier que o ar era quimicamente.

A AÇÃO DO HOMEM

Na atmosfera houve sempre partículas solidas procedentes de processos naturais, tais com erupções vulcânicas, a erosão do solo, etc., que continuamente geraram substancias potencialmente poluentes.

Mas este tipo de poluição é perfeitamente assumida pela mesma natureza, graças a mecanismos de auto purificação que a atmosfera possui, contudo, o equilíbrio entre os elementos componentes da atmosfera é muito frágil e certas interpretação do homem podem alterá-lo de forma negativa.

O maior perigo provem da ação direta sobre atmosfera com uma grande lixeira natural, para qual tem lançado os fumos provenientes da atividade industrial sem ter em conta as suas características, a sua estrutura e a sua composição.

OS CICLOS NATURAIS

As substâncias químicas passam constantemente a seres vivos e o meio

A FUNÇÃO DO OZONO

O fenômeno mais característico da atmosfera é a formação e a transformação do ozono.

O ozono está presente, praticamente, em todas as camadas atmosféricas

Fonte: web.rcts.pt

Poluição do Ar

O desenvolvimento industrial e urbano tem originado em todo o mundo um aumento crescente da emissão de poluentes atmosféricos. O acréscimo das concentrações atmosféricas destas substâncias, a sua deposição no solo, nos vegetais e nos materiais é responsável por danos na saúde, redução da produção agrícola, danos nas florestas, degradação de construções e obras de arte e de uma forma geral origina desequilíbrios nos ecossistemas.

Em Portugal, os problemas de qualidade do ar não afetam o território de uma forma sistemática, encontrando-se localizados em algumas áreas onde é maior a concentração urbana e a presença de grandes unidades industriais (Sines, Setúbal, Barreiro-Seixal, Lisboa, Estarreja e Porto).

No entanto, a poluição do ar, devido às características da circulação atmosférica e devido à permanência de alguns poluentes na atmosfera por largos períodos de tempo, apresenta um carácter transfronteira e é responsável por alterações ao nível planetário, o que obriga à conjugação de esforços a nível internacional.

São, deste modo, exigidas ações para prevenir ou reduzir os efeitos da degradação da qualidade do ar o que já foi demonstrado ser compatível com o desenvolvimento industrial e social. A gestão da qualidade do ar envolve a definição de limites de concentração dos poluentes na atmosfera, a limitação de emissão dos mesmos, bem como a intervenção no processo de licenciamento, na criação de estruturas de controlo da poluição em áreas especiais e apoios na implementação de tecnologias menos poluentes.

Na tabela seguinte listam-se os principais poluentes atmosféricos:

Poluente Fontes Processos Efeito
Óxidos de Enxofre (SOx) Antropogénicas Combustão (refinarias, centrais térmicas, veículos diesel)
Processos Industriais
Afeta o sistema respiratório
Chuvas ácidas
Danos em materiais
Naturais Vulcanismo
Processos biológicos
   
Óxidos de Azoto (Nox) Antropogénicas Combustão (veículos e indústria) Afeta o sistema respiratório
Chuvas ácidas
Naturais Emissões da vegetação    
Compostos Orgânicos Voláteis (COV) Antropogénicas Refinarias
Petroquímicas
Veículos
Evaporação de combustíveis e solventes
Poluição fotoquímica
Incluem compostos tóxicos e carcinogénicos
Monóxido de Carbono (CO) Antropogénicas Combustão (veículos) Reduz a capacidade de transporte de oxigénio no sangue
Naturais Emissões da vegetação    
Dióxido de Carbono (CO2) Antropogénicas Combustão Efeito de estufa
Naturais Fogos flosrestais    
Chumbo (Pb) Antropogénicas Gasolina com chumbo
Incineração de resíduos
Tóxico acumulativo
Anemia e destruição de tecido cerebral
Partículas Antropogénicas Combustão
Processos industriais
Condensação de outros poluentes
Extração de minerais
Alergias respiratórias
Vetor de outros poluentes (metais pesados, compostosorgânicos carcinogénicos)
Naturais Erosão eólica
Vulcanismo
   
CFC's e Halons Antropogénicas Aerossóis
Sistemas de refrigeração
Espumas, sistemas de combate a incêndios
Destruição da camada de ozono
Contribuição para o efeito de estufa

Poluentes Atmosféricos

Ao nível da saúde humana a poluição atmosférica afeta o sistema respiratório podendo agravar ou mesmo provocar diversas doenças crônicas tais como a asma, bronquite crônica, infecções nos pulmões, enfizema pulmonar, doenças do coração e cancro do pulmão.

Os poluentes atmosféricos podem afetar a vegetação por duas vias: via direta e via indireta. Os efeitos diretos resultam da destruição de tecidos das folhas das plantas provocados pela deposição seca de SO2, pelas chuvas ácidas ou pelo ozono, refletindo-se na redução da área fotossintética.

Os efeitos indiretos são provocados pela acidificação dos solos com a consequente redução de nutrientes e libertação de substâncias prejudiciais às plantas, resultando numa menor productividade e numa maior susceptibilidade a pragas e doenças.

Os efeitos negativos dos poluentes nos materiais resultam da abrasão, reações químicas diretas ou indiretas, corrosão eletroquímica ou devido à necessidade de aumentar a frequência das ações de limpeza. As rochas calcáreas são as mais afetadas, nomeadamente pela acidificação das águas da chuva.

Os odores são responsáveis por efeitos psicológicos importantes estando associados, sobretudo, aos locais de deposição e tratamento de resíduos sólidos e a algumas indústrias de que são exemplo as fábricas de pasta de papel.

Fontes Poluidoras

A nível nacional destacam-se, pelas suas emissões, as Unidades Industriais e de Produção de Energia como a geração de energia eléctrica, as refinarias, fábricas de pasta de papel, siderurgia, cimenteiras e indústria química e de adubos. A utilização de combustíveis para a produção de energia é responsável pela maior parte das emissões de SOxe CO2 contribuindo, ainda, de forma significativa para as emissões de CO e NOx. O uso de solventes em colas, tintas, produtos de proteção de superfícies, aerossóis, limpeza de metais e lavandarias é responsável pela emissão de quantidades apreciáveis de Compostos Orgânicos Voláteis.

Existem outras fontes poluidoras que, em certas condições, se podem revelar importantes tais como:

A queima de resíduos urbanos, industriais, agrícolas e florestais, feita muitas vezes, em situações incontroladas. A queima de resíduos de explosivos, resinas, tintas, plásticos, pneus é responsável pela emissão de compostos perigosos (ver Fichas, e );
Os fogos florestais são, nos últimos anos, responsáveis por emissões significativas de CO2
O uso de fertilizantes e o excesso de concentração agropecuária, são os principais contribuintes para as emissões de metano, amoníaco e N2O
As indústrias de minerais não metálicos, a siderurgia, as pedreiras e áreas em construção, são fontes importantes de emissões de partículas.

Fontes Móveis

As fontes móveis, sobretudo os transportes rodoviários, são uma fonte importante de poluentes, essencialmente devido às emissões dos gases de escape, mas também como resultado da evaporação de combustíveis. São os principais emissores de NOx e CO, importantes emissores de CO2 e de COV, além de serem responsáveis pela emissão de poluentes específicos como o chumbo.

Acidificação

Poluentes como o SO2 e o NOx são os principais responsáveis pelo problema da acidificação. Em contato com a água transformam-se em ácidos sulfúrico e nítrico, os quais dissolvidos na chuva e na neve atingem o solos sob a forma de sulfatos (SO42-), nitratos (NO3-) e iões de Hidrogénio (H+) - deposição húmida.

No entanto o SO2 e os NOx podem ser depositados diretamente no solo ou nas folhas das plantas como gases ou associados a poeiras - deposição seca. A acidez é dada pela concentração de (H+) libertados pelos ácidos e é normalmente indicada pelos valores de pH.

Efeito de Estufa

A temperatura da troposfera é pouco afetada pela radiação solar direta, a que é relativamente transparente, aquecendo sobretudo como resultado da absorção das radiações de grande comprimento de onda emitidas pela superfície terrestre. A absorção da radiação terrestre é efetuada por diversos compostos de que se salienta o CO2 mas também o Ch2, Ozono, N2O e os CFC. Estes funcionam assim como os vidros de uma estufa, deixando passar a radiação solar que aquece o solo e retendo a radiação terrestre. É por esta razão que o acréscimo na concentração destes poluentes poderá ter como reflexo o aumento da temperatura do ar. O aumento da temperatura do globo terá como consequências prováveis o aumento das áreas desérticas bem como o degelo das calotes polares com a consequente subida do nível das águas dos oceanos.

Registaram-se nos últimos anos aumentos da concentração atmosférica de CO2, numa amplitude que ultrapassa as oscilações do último milhar de anos e de que as principais causas serão o aumento de uso de combustíveis fósseis e a deflorestação.

O reconhecimento por parte da Comunidade Internacional, da grande importância da estabilização dos gases com efeito de estufa a níveis que não afetem o sistema climático global, levou à adopção da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, que entrou em vigor a 21 de Março de 1994.

Redução da Camada de Ozono

A presença do ozono na estratosfera (entre 20 e 40 km de altitude) funciona como uma barreira para a radiação ultravioleta, tornando-se assim essencial para a manutenção da vida na superfície terrestre. Desde os anos 70 que se tem medido a redução da concentração de ozono em locais específicos da atmosfera ("buracos do ozono" nas regiões Antártica e Ártica) e de uma forma geral em todo o planeta.

É reconhecido que as emissões, à escala mundial de certas substâncias, entre as quais se contam os hidrocarbonetos clorofluorados (CFC's) e os Halons, podem deteriorar a camada de ozono, de modo a existir risco de efeitos nocivos para a saúde do homem e para o ambiente em geral. Atentos a esta problemática mais de cem países já ratificaram a Convenção de Viena para a proteção da camada de oxono e o Protocolo de Montreal sobre as substâncias que deterioram a camada de ozono. Este Protocolo estabelece o controlo da produção e consumo de cerca de 90 substâncias regulamentadas.

Medidas de Controlo da Poluição Atmosférica

Para reduzir a concentração dos poluentes atmosféricos são necessárias tanto medidas preventivas como corretivas, assumindo a informação um papel fundamental na mobilização dos cidadãos.

Entre os principais meios de intervenção disponíveis contam-se:

Estabelecimento de limites de qualidade do ar ambiente;
Definição de normas de emissão;
Licenciamento das fontes poluidoras;
Incentivo à utilização de novas tecnologias;
Utilização de equipamento de redução de emissões (por exemplo os catalizadores nos automóveis e a utilização de equipamento de despoluição de efluentes gasosos nas indústrias);
Controlo dos locais de deposição de resíduos sólidos, impedindo os fogos espontâneos e a queima de resíduos perigosos;
Utilização de redes de monitorização da qualidade do ar;
Incentivo à florestação;
Estabelecimento de Planos de Emergência para situações de poluição atmosférica graves;
Criação de serviços de informação e de auxílio às populações sujeitas ou afetadas pela poluição atmosférica.

Estabelecimento de limites de qualidade do ar ambiente

Os valores limite de concentração de poluentes atmosféricos definem níveis de concentração de poluentes no ar ambiente necessários (com uma determinada margem de precaução) para proteger a saúde pública. Atualmente, em Portugal, existem limites para SO2, Partículas em Suspensão, NO2, CO, Chumbo e Ozono.

Normas de emissão e licenciamento

Destinam-se a ser aplicadas pelas fontes pontuais, sobretudo industriais, bem como pelas fontes móveis, sobretudo os veículos automóveis. Em Portugal existem limites de emissão de aplicação geral e específicos para diversos tipos de indústrias e para diversos poluentes.

As normas de emissão estão intimamente relacionadas com o licenciamento das atividades produtivas. O processo de licenciamento deverá ter em consideração a realização do Estudo de Impacto Ambiental, sendo aconselhável a utilização das melhores técnicas disponíveis para minimizar as emissões para a atmosfera.

Incentivo à utilização de novas tecnologias

Uso de tecnologias limpas envolvendo tanto as fontes pontuais como as fontes móveis através de:

Redução dos consumos de energia através da sua utilização mais racional ou de utilização de outras fontes de energia alternativas responsáveis por menores emissões de CO2 e de outros poluentes
Utilização de combustíveis que reduzam as quantidades de poluentes emitidos (dessulfuração de derivados de petróleo ou utilização de gasolina sem chumbo, por exemplo)
Substituição de compostos nocivos, tais como os CFC e alguns solventes, por outros inóquos ou de menores inconvenientes
Utilização de tecnologias geradoras de menores quantidades poluentes.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Poluição do Ar

O Planeta Terra, é cercado por uma camada de gases, chamada de atmosfera. Estes gases ficam presos ao redor da terra devido a força gravitacional de atração e alcança uma altura de até 1000 Km acima da terra. Ela divide-se em camadas, sendo que a mais próxima de nós é a troposfera, formada pelo ar que respiramos. Com o aumento da altura a composição da atmosfera muda e podemos encontrar por exemplo a camada de ozônio que protege a terra dos raios ultravioletas do sol, em uma altura de aproximadamente 20 Km de altura.

Outros planetas, não têm vida, devido a composição da atmosfera (Marte e Vênus) ou por simplesmente não ter atmosfera (Mercúrio).

O Ar

Na camada da atmosfera mais próxima de nós encontramos uma mistura de gases que denominamos AR e é essêncial a vida.

O gás mais encontrado é o nitrogênio, sem cheiro e inerte ocupando 78 % do ar. Algumas bactérias existentes nas raízes de algumas plantas conseguem retirá-lo do ar e fixá-lo no solo, aumentando a fertilidade.

O gás oxigênio é ocupa o segundo lugar em quantidade e ele é o responsável pelo processo de respiração e da combustão. Sempre que alguma coisa está pegando fogo, está consumindo oxigênio do ar.

A seguir encontramos o Argônio, gás utilizado dentro de lâmpadas elétricas porquê é inerte e não reage com nada. O gás Carbônico aparece na quarta posição sendo ele o produto final da respiração, da maioria das combustões e o gás utilizado pelas plantas na fotossíntese para produção de matéria orgânica.

Composição do ar atmosférico:

78 % - Gás Nitrogênio
21 % - Gás Oxigênio
0,9 % - Gás Argônio
0,03 % - Gás Carbônico

A poluição

Para respirar e viver com qualidade de vida precisamos de um ar limpo, sem impurezas. Porém nas cidades e no campo estamos diariamente em contato com ar contaminado, seja a poluição dos automóveis, de indústrias, de usinas e mesmo dos cigarros.

Nas grandes cidades, o maiores vilões são os automóveis. Entre seus poluentes estão o material particulado ou mais conhecido como fuligem, o dióxido de carbono (efeito estufa), o monóxido de carbono, os óxidos de enxofre e nitrogênio (chuva ácida), os hidrocarbonetos e outros. A poluição é diretamente ligada ao tipo de combustível.

Por exemplo: a gasolina e o óleo diesel, tirados do petróleo são mais poluentes que o álcool extraído da fermentação do melaço de cana-de-açúcar. Atualmente já existem carros rodando com gás natural, energia elétrica e solar, alternativas menos poluentes.

Para reduzir este tipo de poluição podemos instalar nos veículos, catalisadores ou conversores catalíticos, aparelhos que transformam os gases poluentes em outros menos poluentes.

As indústrias químicas, siderúrgicas e de celulose estão entre as mais poluentes, porém atualmente já existem tecnologias acessíveis para se reduzir ou neutralizar estes problemas.

Até mesmo em áreas agrícolas, o homem polui o ar lançando agrotóxicos e pesticidas no ar, pulverizando as plantações. Alguns já foram até mesmo proibidos por causarem câncer, como o DDT e o Aldrin (compostos organoclorados).

As queimadas de cana-de-açúcar e das florestas, são outros casos de poluição do ar. Durante as queimadas, os microorganismos, minhocas e insetos que vivem no solo acabam mortos e com o passar do tempo o solo fértil se transforma em um deserto. Nas florestas toda a matéria orgânica acaba virando dióxido de carbono e no local só resta um solo pobre. Toda a biodiversidade que existia no local, animais, aves, plantas, árvores, tudo é queimado.

Em alguns lugares o lixo é queimado ou incinerado, porém é uma atividade extremamente poluidora, pois quando se queimam plásticos, se emitem dioxinas (gases cancerígenos altamente tóxicos).

O Buraco na camada de ozônio

A camada de ozônio é um trecho da atmosfera (estratosfera) numa altitude de 15 Km e com uma espessura de 30 Km com grande concentração do gás ozônio (moléculas composta por três átomos de oxigênio ligados entre si, (O3).

Sem esta camada a Terra seria bombardeada por grande quantidade de radiação ultravioleta B (UV-B), que é um tipo de luz que provoca muitos danos aos vegetais e animais.

Em 1977 cientistas detectaram que a camada de ozônio em cima da Antártica estava ficando muito fina, permitindo a passagem de perigosas radiações numa área de 31 milhões de Km2, 15 % do planeta. Com mais estudos descobriu-se que os gases CFCs (clorofluorcarbonos) eram os verdadeiros responsáveis. Os CFCs são mais de 60 gases diferentes comercializados principalente pela Du Pont com o nome de gás Freon, usados na fabricação de aerossóis, isopores, circuitos de computadores e aparelhos de sistemas de refrigeração (geladeiras e ar-condicionados). Foram inventados pela General Motors em 1928 e por serem inertes, não tóxicos, sem cheiro e conseguirem se resfriar rapidamente, foram largamente utilizados, porém hoje em dia existem sérias restrições ao uso destes gases. Nos aerossóis foram proibidos e hoje através de um tratado internacional assinado em 1987 (Protocolo de Montreal) foram fixadas metas para reduzir até 1999 a produção mundial pela metade. Porém os CFCs têm uma vida de 75 anos e a produção mundial atual é de 750.000 Toneladas.

Atualmente o buraco aumenta a cada ano já atingindo a Argentina, o Chile, Uruguai e o sul do Brasil. Com a passagem destas perigosas radiações temos visto no mundo todo o aumento crecente do Câncer de Pele (melanoma).Estão sendo feitos testes para se trocar os CFCs pelo gases HCFCs, que praticamente são inertes ao ozônio porém podem causar o efeito estufa. Resta colocar que o gás ozônio é muito reativo e tóxico em contato com o ser humano, sendo um dos poluentes lançados pelos escapamentos de veículos.

O efeito estufa e as mudanças climáticas

Desde a Revolução Industrial (Séc. XVIII e XIX) o homem está poluindo o ar com uma série de gases. Muitos destes gases têm o poder de armazenar calor, fazendo com que a Terra funcione como uma garrafa térmica, não deixando o calor que o sol emite para a Terra escapar. Existem dezenas de gases chamados estufa (gás carbônico, monóxido de carbono, metano, óxidos de nitrogênio, óxidos de enxofre e até mesmo os gases CFCs).

O problema pricipal segundo os cientistas é que o homem está queimando cada vez mais combustíveis fósseis (carvão e petróleo) para gerar energia, mover veículos e destruir florestas, liberando grande quantidade destes gases, alterando assim a composição do ar atmosférico. O gás carbônico (CO2) é considerado o maior vilão, respondendo por 55 % do problema. Antigamente a concentração do CO2 na atmosfera era no máximo de 280 ppm (partes por milhão), hoje está por volta de 350 ppm.

Segundo as teorias mais aceitas este aumento na temperatura do planeta (aquecimento global) é o responsável pela maioria dos desastres climáticos atuais (enchentes, secas, tempestades, furacões, e maremotos). Outro probema levantado é que se aumentar em apenas 1 ou 2 graus Celsius a temperatura da Terra, grande parte da região congelada entorno da Antártida pode derreter. O gelo ocupa um volume muito menor que a água líquida, assim o nível do mar aumentaria, fazendo com que ilhas e cidades costeiras como o Rio de Janeiro desaparecessem dos mapas, ficando totalmente submersas.

Os cientistas dizem que até agora a temperatura só não aumentou tanto devido aos grandes vulcões que estão lançando milhões de toneladas de poeira e cinzas na atmosfera nestes últimos anos, criando uma cortina entorno da Terra, diminuindo a incidência de luz solar. Um dos maiores é o vulcão Pinatubo das Filipinas.

Tratados estão sendo assinados para tentar reduzir a poluição do ar e nos veículos estão sendo instalados os catalisadores ou conversores catalíticos que transformam os gases poluentes em outros menos poluentes. Até mesmo os combustiveis como a gasolina e óleo diesel estão sendo tratados para poluir menos.

Porém ainda é muito pouco.

A utilização de energias e combustíveis alternativos podem ser uma solução por não serem poluentes: energia solar, eólica (ventos), marémotriz, geotérmica, gás hidrogênio, gás natural e outros. É necessário também investir em transportes coletivos e não poluentes, como o ônibus, metrô, trem e ciclovias.

Chuva Ácida

Os poluentes lançados na atmosfera pelo homem quendo entram em contato com as nuvens (água na forma de vapor) geralmente acabam formando ácidos perigosos que caem causando sérios danos ambientais.

No Brasil a chuva ácida aparece no pólo petroquímico de Cubatão (SP) que produz poluentes que são levados ao litoral norte (Ubatuba e Caraguatatuba) produzindo sérios danos na Mata Atlântica onde as árvores morrem e as plantas acabam queimadas ou secando. Na cidade de São Paulo a chuva ácida acaba danificando monumentos, estátuas e construções que ficam corroídas pelos ácidos. Os problemas respiratórios também se agravam acabando por produzir e aumentar os casos de bronquite, asma e pneumonia.

Na Europa parte dos poluentes produzidos acabam sendo levados pelo vento até a Escandinávia onde acabam por cair na forma de chuva em lagos e florestas.

Existem já centenas de lagos acidificados na Suécia onde não existem mais peixes, aves e plantas. Em alguns locais florestas inteiras morreram devido a acidez da chuva. Estima-se que 90 % das trutas (peixe muito saboroso e de muito valor econômico) já desapareceram dos lagos da Noruega.

Os esforços são muitos e os jovens das escolas costumam comprar calcário (um tipo de rocha triturado e que serve para acabar com a acidez ) e lançar nos rios e lagos para tentar salvar o que resta.

Nos Estados Unidos o problemas see espalha em todas as grandes cidades. Na região Nordeste dos Estados Unidos (Nova York) a chuva atinge níveis críticos, chegando até a corroer a Estátua da Liberdade. Porém grande parte acaba chovendo no Canadá, 80 % dos 700 mil lagos do leste do Canadá já estão ácidos.

Na califórnia e no México aparece muito o smog que é a mistura de gases poluentes com neblina e que acabam por danificar muito a saúide de quem vive nestas cidades.

Os gases que mais são perigosos e que formam a chuva ácida são o dióxido de enxofre (formam ácido sulfúrico) e os óxidos e dióxidos de nitrogênio (formam ácido nítrico). Na maioria das vezes são produzidos por usinas termoelétricas que produzem energia a partir da queima de carvão e das indústrias e refinarias de petróleo.

O uso de combustíveis com baixos teores de enxofre e os carros com catalisadores.

Na química aprendemos que ácidos são os líquidos com ph menor que 7, que é o da água pura.

Reações de gases poluentes com água formando perigosos ácidos.

A Inversão Térmica

Nas grandes cidades, a poluição do ar, costuma se agravar nos períodos de inverno ou frio, onde a disperção dos poluentes é desfavorável. Nestes períodos é costume se formar a inversão térmica.

Nos outros períodos do ano o ar quente que é mais "leve", menos denso e costuma subir, levando os poluentes para cima, dispersando os poluentes. Isto é fácil de se notar em uma fogueira acesa, a fumaça sempre sobe.

No frio, o ar, mais denso não sobe e os poluentes ficam próximos do solo, causando problemas respiratórios sérios. Nestes períodos ocorre um aumento ainda na mortalidade infantil e n ade idosos, que não aguentam a poluição.

Muitas vezes o aumento na concentração de certos gases como o monóxido de carbono, produzido pelos escapamentos dos veículos atinge níveis sérios e o governo pode decretar estado de emergência e até mesmo proibir a circulação de veículos como no caso do rodízio na Cidade de São Paulo.

Fonte: www.vidagua.org.br

Poluição do Ar

A poluição caracteriza-se pela presença de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos em quantidade superior à capacidade do meio ambiente de absorvê-los. As diferentes formas de poluição afetam a composição e o equilíbrio da atmosfera, das águas, do solo e do subsolo, interferem na cadeia alimentar, alteram os mecanismos naturais de proteção do planeta, prejudicam as espécies animais e vegetais existentes e podem ameaçar sua reprodução.

GASES TÓXICOS

A emissão de gases tóxicos é o maior fator de poluição da atmosfera. Uma das principais fontes é a combustão do petróleo e seus derivados. Nas grandes cidades, por exemplo, cerca de 40% da poluição do ar resultam da queima de gasolina e óleo diesel pelos veículos automotores, responsáveis pela emissão de monóxido e dióxido de carbono, óxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, derivados de hidrocarbonetos e chumbo. As refinarias de petróleo, indústrias químicas e siderúrgicas, fábricas de cimento e de papel também emitem enxofre, chumbo e outros metais pesados, além de resíduos sólidos que ficam em suspensão na atmosfera. Nos seres humanos a poluição atmosférica pode provocar distúrbios respiratórios, alergias, lesões degenerativas no sistema nervoso e em órgãos vitais, e até câncer.

Em centros urbanos muito poluídos, como São Paulo ou Cidade do México, esses distúrbios tendem a agravar-se no inverno, quando ocorre o fenômeno conhecido como inversão térmica: uma camada de ar frio forma uma redoma na alta atmosfera que aprisiona o ar mais quente, impedindo a dispersão dos poluentes.

O carbono presente na atmosfera garante uma das condições básicas para a existência de vida no planeta: a temperatura.

A Terra é aquecida pelas radiações infravermelhas emitidas pelo Sol até uma temperatura de –27ºC. Essas radiações chegam à superfície e são refletidas para o espaço. O carbono forma uma redoma protetora que aprisiona parte dessas radiações infravermelhas e as reflete novamente para a superfície. Isso produz um aumento de 43ºC na temperatura média do planeta, mantendo-a em torno dos 16ºC. Sem o carbono na atmosfera a superfície seria coberta de gelo.

O excesso de carbono, no entanto, tenderia a aprisionar mais radiações infravermelhas, produzindo o chamado efeito estufa: a elevação da temperatura média a ponto de reduzir ou até acabar com as calotas de gelo que cobrem os pólos. Os cientistas ainda não estão de acordo se o efeito estufa já está ocorrendo, mas preocupam-se com o aumento do dióxido de carbono na atmosfera a um ritmo médio de 1% ao ano. A queima da cobertura vegetal nos países subdesenvolvidos é responsável por 25% desse aumento. A maior fonte, no entanto, é a queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, principalmente nos países desenvolvidos.

O Japão é o que tem registrado maior crescimento: de 1985 a 1989, sua emissão de dióxido de carbono passa de 265 milhões de toneladas por ano para 299 milhões.

NOVO DILÚVIO

Pesquisas realizadas pela Nasa mostram que a temperatura média do planeta já subiu 0,18ºC desde o início do século. Nos anos 80, fotos tiradas pelo satélite meteorológico Nimbus em um período de 15 anos registram a diminuição do perímetro de gelo em volta dos pólos.

Supondo o efeito estufa em ação, os cientistas projetam um cenário de dilúvio: o aquecimento do ar aumenta a evaporação da água do mar, cria um maior volume de nuvens, faz crescer o nível de chuvas e altera o regime dos ventos. Haveria chuvas intensas em áreas hoje desérticas, como o norte da África e o nordeste do Brasil, e faltaria água em regiões férteis, como o meio-oeste dos EUA. O degelo das calotas polares elevaria o nível do mar, inundando ilhas e áreas costeiras. Holanda, Bangladesh, Miami, Rio de Janeiro e parte de Nova York, por exemplo, sumiriam do mapa.

O aumento da temperatura global também provocaria a multiplicação de ervas daninhas e insetos e a transferência das pragas de clima quente – como a mosca tsé-tsé, que vive no centro da África – para regiões de clima frio. A absorção do excesso de dióxido de carbono faria a vegetação crescer mais rapidamente e retirar mais nutrientes do solo. Segundo essas projeções, as florestas temperadas só sobreviveriam no Canadá.

Chuvas ácidas

A queima de carvão e de combustíveis fósseis e os poluentes industriais lançam dióxido de enxofre e de nitrogênio na atmosfera. Esses gases combinam-se com o hidrogênio presente na atmosfera sob a forma de vapor de água.

O resultado são as chuvas ácidas: as águas da chuva, assim como a geada, neve e neblina, ficam carregadas de ácido sulfúrico ou ácido nítrico. Ao caírem na superfície, alteram a composição química do solo e das águas, atingem as cadeias alimentares, destroem florestas e lavouras, atacam estruturas metálicas, monumentos e edificações. Segundo o Fundo Mundial para a Natureza, cerca de 35% dos ecossistemas europeus já estão seriamente alterados e cerca de 50% das florestas da Alemanha e da Holanda estão destruídas pela acidez da chuva. Na costa do Atlântico Norte, a água do mar está entre 10% e 30% mais ácida que nos últimos vinte anos.

Nos EUA, onde as usinas termoelétricas são responsáveis por quase 65% do dióxido de enxofre lançado na atmosfera, o solo dos montes Apalaches também está alterado: tem uma acidez dez vezes maior que a das áreas vizinhas, de menor altitude, e cem vezes maior que a das regiões onde não há esse tipo de poluição.

Monumentos históricos também estão sendo corroídos: a Acrópole, em Atenas; o Coliseu, em Roma; o Taj Mahal, na Índia; e as catedrais de Notre Dame, em Paris, e de Colônia, na Alemanha. Em Cubatão, São Paulo, as chuvas ácidas contribuem para a destruição da mata Atlântica e desabamentos de encostas. A usina termoelétrica de Candiota, em Bagé, no Rio Grande do Sul, provoca a formação de chuvas ácidas no Uruguai.

Buracos no escudo de ozônio

O ozônio é um gás rarefeito cujas moléculas são formadas por três átomos de oxigênio. Concentra-se nas camadas superiores da atmosfera, a 15 km da superfície, e forma uma espécie de escudo, com cerca de 30 km de espessura, que protege o planeta dos raios ultravioleta do Sol.

O primeiro alerta sobre a redução da camada de ozônio é dado pela Nasa, a partir de estudos feitos entre 1979 e 1986: o escudo vem perdendo espessura e apresenta um buraco de 31 milhões de km² sobre a Antártida, área equivalente a 15% da superfície terrestre. Em fevereiro de 1992, a Nasa identifica um segundo buraco, desta vez sobre o Pólo Norte, chegando às regiões próximas ao Círculo Polar Ártico. A redução da camada de ozônio aumenta a exposição aos raios ultravioleta do Sol. Está associada ao crescimento dos casos de câncer de pele e de doenças oculares, como a catarata. Para os cientistas, o buraco existente na Antártida atrasa a chegada da primavera na região e provoca quebras na cadeia alimentar da fauna local. Pode contribuir para aumentar a temperatura e acelerar o degelo das calotas polares.

CLORO DESTRUIDOR

Em 1987 os cientistas identificam o cloro presente nos compostos de clorofluorcarbono (CFC) como um dos poluentes responsáveis pela redução da camada de ozônio. O CFC é usado como propelente em vários tipos de sprays, em motores de aviões, circuitos de refrigeração, espuma de plástico, formas e bandejas de plástico poroso, chips de computadores e solventes utilizados pela indústria eletrônica. Com uma vida útil de 75 anos, combina-se com o oxigênio, decompõe as moléculas de ozônio e forma o gás cloro. Os maiores produtores e consumidores de CFC vivem no hemisfério norte. Os países desenvolvidos fabricam, em média, 1 kg de CFC por pessoa ao ano. Em 1987 representantes de 57 países reunidos no Canadá assinam o Protocolo de Montreal, comprometendo-se a reduzir a produção de CFC pela metade até 1999. Em junho de 1990, o acordo é ratificado pela ONU (Organização das Nações Unidas). Ele determina o fim gradativo da produção de CFC até 2010. Mais de 90 nações aderem ao acordo, inclusive o Brasil.

FORMAÇÃO DO BURACO

Apesar da emissão de CFC ser maior no hemisfério norte, é sobre o Pólo Sul que surge o primeiro e mais extenso buraco na camada de ozônio. Isso acontece devido à circulação das massas de ar na atmosfera. Elas circulam em camadas sobrepostas – vão dos pólos para o Equador em baixa altitude e retornam do Equador aos pólos em altitudes mais elevadas – e são capazes de levar os poluentes a milhares de quilômetros de distância de seu local de origem. No inverno antártico, de abril a agosto, a região permanece no escuro e os ventos carregados de poluentes giram em círculos, atraindo massas de ar de outras partes da Terra. Em setembro e outubro, a luz do Sol retorna à região e estimula as reações químicas que destroem o ozônio. Forma-se o buraco. Em novembro, o ar que chega de outras regiões permite uma recomposição parcial do escudo de ozônio. O buraco diminui de tamanho, mas não fecha completamente.

Referências bibliográficas

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GONÇALVES, Augusto; GONÇALVES, Jorge O. Árvore amiga. Porto Alegre: Sagra, 1985.
LUTZENBERGER, Jose A; DREYER, Lilian. Ecologia: do jardim ao poder. 10.ed. Porto Alegre: L E PM Editores, 1985.
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HOLDRIDGE, Leslie R. Ecologia: basada en zonas de vida. San José: IICA, 1982.

Fonte: www.portalmeioambiente.org

Poluição do Ar

Mal do Século

As causas da Poluição Atmosférica

Nos grandes centros urbanos e industriais tornam-se freqüentes os dias em que a poluição atinge níveis críticos.

Os escapamentos dos veículos automotores emitem gases como o monóxido (CO) e o dióxido de carbono (CO2 ), o óxido de nitrogênio (NO), o dióxido de enxofre (SO2 ) e os hidrocarbonetos. As fábricas de papel e cimento, indústrias químicas, refinarias e as siderúrgicas emitem óxidos sulfúricos, óxidos de nitrogênio, enxofre, partículas metálicas (chumbo, níquel e zinco) e substâncias usadas na fabricação de inseticidas.

Produtos como os aerossóis, espumas plásticas, alguns tipos de extintores de incêndio, materiais de isolamento de construção, buzinas de barcos, espumas para embalagem de alimentos, entre vários outros liberam clorofluorcarbonos (CFCs).

Todos esses poluentes são resultantes das atividades humanas e são lançados na atmosfera.

Os efeitos

A emissão excessiva de poluentes tem provocado sérios danos à saúde como problemas respiratórios (Bronquite crônica e asma), alergias, lesões degenerativas no sistema nervoso ou em órgãos vitais e até câncer. Esses distúrbios agravam-se pela ausência de ventos e no inverno com o fenômeno da inversão térmica (ocorre quando uma camada de ar frio forma uma parede na atmosfera que impede a passagem do ar quente e a dispersão dos poluentes). Morreram em decorrência desse fenômeno cerca de 4.000 pessoas em Londres no ano de 1952.

Os danos não se restringem à espécie humana. Toda a natureza é afetada. A toxidez do ar ocasiona a destruição de florestas, fortes chuvas que provocam a erosão do solo e o entupimento dos rios.

No Brasil, dois exemplos de cidades totalmente poluídas são Cubatão e São Paulo.

Os principais impactos ao meio ambiente são a redução da camada de ozônio, o efeito estufa e a precipitação de chuva ácida.

A redução da Camada de Ozônio

A camada de ozônio protege a terra dos raios ultravioleta do sol, que são extremamente prejudiciais à vida. Ela está situada na faixa de 15 e 50 Km de altitude.

Os CFCs (clorofluorcarbonos) são compostos altamente nocivos a este escudo natural da terra. O CFC é uma mistura de átomos de cloro e carbono. Presentes no ar poluído, o CFC é transportado até elevadas altitudes quando é bombardeado pelos raios solares ocasionando a separação do cloro e do carbono. O cloro, por sua vez, tem a capacidade de destruir as moléculas de ozônio. Basta um átomo de cloro para destruir milhares de moléculas de ozônio (O3 ) formando um buraco, pelo qual, os raios UV passam chegando a atingir a superfície terrestre.

Em 1985 os cientistas descobriram um buraco na camada de ozônio sobre a Antártida o qual continua se expandindo. A redução do ozônio contribui para o efeito estufa.

Efeito Estufa

É a elevação da temperatura da terra provocado pela introdução na atmosfera de excessivas quantidades de gases estranhos. O principal agente causador do efeito estufa é o gás carbônico (CO2 ) resultante da combustão do carvão, lenha e petróleo.

Esse efeito é semelhante à dos vidros fechados de um carro exposto ao sol. O vidro permite a passagem dos raios solares, acumulando calor no interior do veículo, que fica cada vez mais quente.

As conseqüências desse fenômeno são catastróficas como o aquecimento e a alteração do clima favorecendo a ocorrência de furacões, tempestades e até terremotos; ou o degelo das calotas polares, aumentando o nível do mar e inundando regiões litorâneas; ou afetando o equilíbrio ambiental com o surgimento de epidemias.

Chuva Ácida

A queima incompleta dos combustíveis fósseis pelas indústrias e pelos veículos produzem o gás carbônico junto com outras formas oxidadas do nitrogênio e do enxofre que são liberados para a atmosfera.

Juntando o dióxido de enxofre e o vapor d'água forma-se o ácido sulfúrico que cai sobre a superfície terrestre em forma de chuva.

As conseqüências disto são a acidez dos lagos ocasionando o desaparecimento das espécies que vivem neles, o desgaste do solo, da vegetação e dos monumentos.

Algumas medidas para solucionar os problemas da Poluição do Ar

A existência de uma rigorosa legislação antipoluição, que obrigue as fábricas a instalarem filtros nas suas chaminés, a tratar os seus resíduos e a usar processos menos poluentes. Penalizações para as indústrias que não estiverem de acordo com as Leis
Controle rigoroso dos combustíveis e sobre seu grau de pureza
Criação de dispositivos de controle de poluição
Vistoria nos veículos automotores para retirar de circulação os desregulados. Nos modelos mais antigos a exigência de instalação de filtros especiais nos escapamentos
Aplicação de rodízio de carros diariamente
Incentivar as pessoas a deixarem seus carros em casa pelo menos dois dias, organizando assim, um sistema de caronas e a utilizarem mais os transportes coletivos
Melhoria e segurança no sistema de transporte coletivo
Recolhimento de condicionadores de ar, geladeiras e outros produtos que usam CFC
Incentivo às pesquisas para a elaboração de substitutos do CFC
Investimentos nas fontes alternativas de energia e na elaboração de novos tipos de combustíveis como o álcool vegetal (carros), extraído da cana-de-açúcar e do eucalipto, e do óleo vegetal (substitui o óleo diesel e o combustível para a aviação), extraído da mamona, do babaçu, da soja, do algodão, do dendê e do amendoim
Melhor planejamento das cidades, buscando a harmonia entre a natureza e a urbanização
Maior controle e fiscalização sobre desmatamentos e incêndios nas matas e florestas;
Proteção e conservação dos parques ecológicos
Incentivo à população para plantar árvores
Campanhas de conscientização da população para os riscos da poluição
Cooperação com as entidades de proteção ambiental.

Fonte: ramirofrancisco.vilabol.uol.com.br

Poluição do Ar

Existe, na natureza, um equilíbrio biológico entre todos os seres vivos. Neste sistema em equilíbrio os organismos produzem substâncias que são úteis para outros organismos e assim sucessivamente. A poluição vai existir toda vez que resíduos (sólidos, líquidos ou gasosos) produzidos por microorganismos, ou lançados pelo homem na natureza, forem superior à capacidade de absorção do meio ambiente, provocando alterações na sobrevivência das espécies. A poluição pode ser entendida, ainda, como qualquer alteração do equilíbrio ecológico existente.

A poluição é essencialmente produzida pelo homem e está diretamente relacionada com os processos de industrialização e a conseqüente urbanização da humanidade. Esses são os dois fatores contemporâneos que podem explicar claramente os atuais índices de poluição. Os agentes poluentes são os mais variáveis possíveis e são capazes de alterar a água, o solo, o ar, etc.

Poluição, é portanto, uma agressão à natureza, ao meio ambiente em que o homem vive. Os efeitos da poluição são hoje tão amplos que já existem inúmeras organizações de defesa do meio ambiente.

Poluição Atmosférica

As fontes de emissão de poluentes primários e dos componentes secundários pode ser as mais variadas possíveis. A emissão de gases tóxicos por veículos automotores é a maior fonte de poluição atmosférica.

Nas cidades, esses veículos são responsáveis por 40% da poluição do ar, porque emitem gases como o monóxido e o dióxido de carbono, o óxido de nitrogênio, o dióxido de enxofre, derivados de hidrocarbonetos e chumbo. As refinarias de petróleo, indústrias químicas e siderúrgicas, fábricas de papel e cimento emitem enxofre, chumbo e outros metais pesados, e diversos resíduos sólidos.

A identificação de uma fonte de poluição atmosférica, depende, antes de mais nada, dos padrões adotados para definir os agentes poluidores e seus efeitos sobre homens, animais, vegetais ou materiais outros, assim como dos critérios para medir os poluentes e seus efeitos.

Essas alterações provocam no homem distúrbios respiratórios, alergias, lesões degenerativas no sistema nervoso, e em órgãos vitais, e câncer. Em cidades muito poluídas, esses distúrbios agravam-se no inverno com a inversão térmica, quando uma camada de ar frio forma uma redoma na alta atmosfera, aprisionando o ar quente e impedindo a dispersão dos poluentes.

Sem indicar a que nível estamos interessados a conversar a qualidade do ar, é impossível controlar as fontes de poluição. Outros fatores a considerar são de natureza social (pressão de grupos), ambientais (Sinergismos ou antagonismos) e mesmo pessoal como suscetibilidade de indivíduos ou grupos, e vários outros.

Efeitos da Poluição Atmosférica

O homem, mergulhado na atmosfera que os cerca, faz passar por seus pulmões, em média, 12m3 de ar, por dia. Este ar mergulha no sistema respiratório, atingindo as regiões mais profundas, tomando contato com os alvéolos pulmonares, irrigando uma área de mais de 70m2. O ar deverá transportar o vital oxigênio, mas poderá também levar outros gases menos saudáveis, além de material particulado de tamanho suficiente para atingir os alvéolos, e destes serem removidos e levados para as regiões onde podem ser absorvidos, ou onde vão produzir ação irritante mais ou menos acentuada.

As defesas naturais do homem, contra as impurezas do ar, são muito precárias, entre elas podemos citar:

Secreção mucosa das vias aéreas superiores, que tende aglutinar as partículas sólidas e fixar gases e vapores
Cilhos que vão desde a traquéia até os brônquios com a finalidade de levar as partículas inaladas em direção a faringe
Movimento peristálticos bronquíolos, colaborando na eliminação de partículas
Forma peculiar das fossas nasais, fazendo com que as partículas de maior tamanho sejam precipitadas sobre a base da língua
Espasmos das cordas vocais e da musculatura brônquica, procurando evitar a penetração de impurezas nas partes mais profundas das vias aéreas
Reflexos de tosse e espirro, criando violentas correntes de ar com a finalidade de expulsar substâncias estranhas das vias aéreas.

A determinação da influência da poluição do ar na saúde humana e extremamente complexa e difícil. Exige uma avaliação quantitativa e qualitativa de um grande numero de fatores, tais como a concentração de poluente, duração da exposição, localização da sua atuação, efeitos sinergéticos ou antagônicos, tudo aliado à influência de fatores meteorológicos.

Salvo as exceções de casos graves específicos, não há prova científica de que a poluição atmosférica, seja capaz, por si só de causar doença.

Os efeitos sobre a saúde do homem podem ser avaliados em quatro níveis:

Ausência de efeitos biológicos apreciáveis pelos métodos atuais de investigação
Irritação dos órgãos sensoriais
Efeitos adversos sobre função biológica, podendo chegar a doenças crônicas
Doença aguda e "morte"

Fonte: www.infocefet.hpg.ig.com.br

Poluição do Ar

Poluentes Atmosféricos

Qualquer contaminação do ar por meio de desperdícios gasosos, líquidos, sólidos, ou por quaisquer outros produtos que podem vir (direta ou indiretamente) a ameaçar a saúde humana, animal ou vegetal, ou atacar materiais, reduzir a visibilidade ou produzir odores indesejáveis pode ser considerada poluição atmosférica.

Entre os poluentes do ar oriundos de fontes naturais, o Radão (Rn) - gás radioativo, é o único altamente prejudicial à saúde humana.

O Radão é originado pela degradação do Urânio e quando se liberta torna-se perigoso para os organismos vivos. Um dos perigos comuns deste gás é a sua acumulação em cavidades de casas situadas sobre certos tipos de rochas que em reação com o Urânio vêm a libertar o Radão, é por isso que este está presente em quase 20% das casas americanas em concentrações perigosas ao ponto de poder causar cancro pulmonar.

Os países industrializados são os maiores produtores de poluentes, enviando anualmente bilhões de toneladas para a atmosfera. A tabela que se segue mostra os principais poluentes do ar e os seus efeitos; o seu nível de concentração no ar é dado pelo número de microgramas de poluente por m3 de ar, ou, no caso do gases, em termos de partes por milhão (ppm), o que expressa o número de moléculas do poluente por um milhão de moléculas constituintes do ar.

Poluente Principal Fonte Comentários
Monóxido de Carbono (CO) Escape dos veículos motorizados; alguns processos industriais. Limite máximo suportado: 10 mg/m3 em 8 h (9 ppm); 40 mg/m3 numa 1 h (35 ppm)
Dióxido de Enxofre (SO2) Centrais termoeléctricas a petróleo ou carvão; fábricas de ácido sulfúrico Limite máximo suportado: 80 mg/m3 num ano (0,03 ppm); 365 mg/m3 em 24 h (0,14 ppm)
Partículas em suspensão Escape dos veículos motorizados; processos industriais; centrais termoeléctricas; reação dos gases poluentes na atmosfera Limite máximo suportado: 75 mg/m3 num ano; 260 mg/m3 em 24 h; compostas de carbono, nitratos, sulfatos, e vários metais como o chumbo, cobre, ferro
Chumbo (Pb) Escape dos veículos motorizados; centrais termoeléctricas; fábricas de baterias Limite máximo suportado: 1,5 mg/m3 em 3 meses; sendo a maioria do chumbo contida em partículas suspenção.
Óxidos de Azoto (NO, NO2) Escape dos veículos motorizados; centrais termoeléctricas; fábricas de fertilizantes, de explosivos ou de ácido nítrico Limite máximo suportado: 100 mg/m3 num ano (0,05 ppm)- para o NO2; reage com Hidrocarbonos e luz solar para formar oxidantes fotoquímicos
Oxidantes fotoquímicos- Ozono (O3) Formados na atmosfera devido a reação de Óxidos de Azoto, Hidrocarbonos e luz solar Limite máximo suportado: 235 mg/m3 numa hora (0,12 ppm)
Etano, Etileno, Propano, Butano, Acetileno, Pentano Escape dos veículos motorizados; evaporação de solventes; processos industriais; lixos sólidos; utilização de combustíveis Reagem com Óxidos de Azoto e com a luz solar para formar oxidantes fotoquímicos
Dióxido de Carbono (CO2) Todas as combustões São perigosos para a saúde quando em concentrações superiores a 5000 ppm em 2-8 h; os níveis atmosféricos aumentaram de cerca de 280 ppm, há um século atrás, para 350 ppm atualmente, algo que pode estar a contribuir para o Efeito de Estufa

Muitos dos poluentes são originados por fontes diretamente identificáveis como por exemplo: o Dióxido de Enxofre que tem como origem as centrais termoelétricas a carvão ou petróleo. Existem outros casos nos quais a origem é bem mais remota e os poluentes formam-se a partir da ação da luz solar sobre materiais bastante reativos. Para este caso temos o exemplo do Ozônio que é um poluente muito perigoso quando constituinte do chamado ''smog''.

O Ozônio é produto das interações entre Hidrocarbonetos e Óxidos de Azoto quando sob a influência da luz solar. Mas mesmo sem conseguir identificar objetivamente a sua origem sabe-se que o Ozônio tem sido causa de grandes danos sobre campos de cultivo.

Por outro lado, as descobertas, na década de 80, de poluentes, tais como os Clorofluorcarbonetos, que estão causando perdas na camada de Ozônio (onde este é mais do que benéfico) que protege a Terra, vieram a despopularizar o uso de produtos contendo CFCs e é alvo de grandes campanhas na atualidade cujos resultados bastante positivos estão à vista. Apesar de tudo não se sabe se as ações tomadas de forma a preservar a camada de Ozônio foram à tempo de evitar um desastre.

Efeitos Meteorológicos e sobre a Vida

A poluição, quando concentrada, acaba por se diluir ao misturar-se com a atmosfera; o grau de diluição é algo que depende, para além da própria natureza do poluente, e de um grande número de fatores (temperatura, velocidade do vento, movimento dos sistemas de alta e de baixas pressões e a sua interação com a topografia local - montes, vales). Apesar de na Troposfera (camada atmosférica mais superficial) a temperatura ter tendência a diminui com a altitude, o caso da inversão térmica contraria tal tendência. A inversão térmica dá-se quando uma camada de ar quente se sobrepõe a uma mais fria à superfície terrestre, logo o ritmo em que a poluição se mistura com o ar é retardado e a poluição acumula-se próximo do chão. O fenômeno da inversão térmica pode-se manter ativo enquanto esteja sob o efeito de altas pressões desde que os ventos tenham velocidades baixas.

Após períodos de apenas 3 dias de um fraco ritmo de mistura da poluição atmosférica a acumulação de tais produtos no ar respirado pelos seres vivos pode, em casos extremos, levá-los à morte. Uma inversão sobre Donora no estado da Pensilvânia nos E.U.A., no ano de 1948, causou doenças respiratórias em 6000 pessoas e levou à morte de 20. Grandes acumulações de poluição sobre Londres levaram à morte de 3500-4000 pessoas em 1952 e outras 700 em 1962. Foi devido à libertação de Isocianato Metílico no ar durante uma inversão térmica, que se deu o acidente de Bhopal, na Índia, em Dezembro de 1984, um grande desastre, que causou, pelo menos, 3300 mortes e mais de 20000 doentes.

Os efeitos da exposição a baixas concentrações de poluição ainda não estão bem estudados; contudo, os que mais risco correm são os mais novos e os mais velhos, os fumantes, os trabalhadores expostos a materiais tóxicos e pessoas com problemas cardíacos e respiratórios. Outros efeitos nocivos da poluição atmosférica são os potenciaisdanos na fauna e na flora.

Normalmente os primeiros efeitos perceptíveis da poluição são estéticos e podem não ser, necessariamente, perigosos. Estes incluem a redução da visibilidade devido a pequenas partículas em suspensão no ar ou maus cheiros, como o cheiro a ovos podres causado pelo ácido sulfídrico emanado por fábricas de celuloses.

Fontes e Controle

A combustão do carvão, petróleo e derivados é culpada pela grande parte dos poluentes em suspensão no ar: 80% do Dióxido de Enxofre, 50% do Dióxido de Azoto e ainda de 30% a 40% das partículas emitidas para a atmosfera nos E.U.A. são produzidos em centrais termoelétricas que fazem uso de combustíveis fósseis, caldeiras industriais e fornalhas domésticas. 80% do Monóxido de Carbono e 40% dos Óxidos de Azoto e Hidrocarbonetos são oriundos da combustão da gasolina e dos combustíveis diesel em carros e caminhões. Outras grandes fontes de poluição incluem siderurgias, incineradoras municipais, refinarias de petróleo, fábricas de cimento e fábricas de ácido nítrico e sulfúrico.

Os poluentes potenciais podem estar presentes entre os materiais que tomam parte numa combustão ou reação química (como o chumbo na gasolina), ou podem ser produzidos como resultado da reação. O Monóxido de Carbono, é, por exemplo, produto típico dos motores de combustão interna. Os métodos para controlar a poluição têm que englobar assim a remoção do material nocivo antes da sua utilização, a remoção do poluente depois da sua formação, ou a alteração do processo de forma a que o poluente não se forme, ou que libertem baixíssimas quantidades deste. Os poluentes oriundos dos automóveis podem ser controlados pela combustão da gasolina da forma mais eficiente possível, pela reposição em circulação de gases oriundos do tanque de combustível, do carburador, e do cárter, e pela transformação dos gases de escape em substâncias inofensivas por meio de catalisadores. As partículas emitidas pelas industrias podem ser encurraladas em ciclones, precipitações eletrostáticas, e em filtros. Os gases poluentes podem ser capturados em líquidos ou sólidos ou incinerados de forma a obter substâncias inofensivas.

Efeitos em Larga Escala

As altas chaminés usadas pela indústria não removem os poluentes, simplesmente expelem-nos um pouco mais alto para a atmosfera, logo reduzindo a sua concentração no local, ao nível do solo. Estes poluentes dissipados podem assim ser transportados para zonas longínquas e produzir efeitos adversos em áreas distantes da zona de emissão.

As emissões de Dióxido de Enxofre e Óxidos de Azoto nos E.U.A. centrais e orientais estão causando chuvas ácidas no estado de Nova Iorque, Nova Inglaterra e na parte oriental do Canadá. Os níveis de pH de vários lagos de água fresca na região foram alterados dramaticamente por esta chuva que acabaram por destruir cardumes inteiros de peixes. Efeitos idênticos foram também observados na Europa. As emissões de Óxido de Enxofre e subsequente formação de ácido sulfúrico podem também ser responsáveis por ataques em mármores e pedras de calcárias a longas distância da sua origem.

O aumento da combustão de carvão e petróleo desde os finais dos anos 40 levou a uma crescente concentração de Dióxido de Carbono na atmosfera. Se isto continuar, o aumento resultante do Efeito Estufa permitiria à radiação solar penetrar na atmosfera, mas diminuiria as consequentes emissões de radiação terrestre - os raios infravermelhos, deixando-os encurralados na atmosfera poderia, provavelmente, levar ao aumento da temperatura global do planeta que iria afetar o clima em nível global e levaria ao degelo das calotas polares. Muito possivelmente um aumento da nebulosidade ou a absorção do Dióxido de Carbono excessivo pelos oceanos impediria um aumento do Efeito de Estufa até o ponto de derreter as calotas polares. Contudo, várias pesquisas levadas a cabo durante os anos 80 comprovaram que o Efeito de Estufa está realmente aumentando e que todos os países deviam imediatamente adotar medidas para lutar contra este aumento.

Fonte: educar.sc.usp.br

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