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Poluição do Solo

 

O solo é parte integrante dos ecossistemas, pela sua participação nos ciclos biogeoquímicos. A utilização de água e nutrientes é cíclica(ocorrem numa ordem determinada) desde que, retirados do solo, tais elementos retornem ao mesmo através dos ciclos biogeoquímicos.

Um dos problemas ecológicos atuais é a despreocupação humana em relação à essa reciclagem, especialmente no que concerne aos nutrientes de vegetais e condicionadores de solos agricultáveis.

Uso excessivo de adubos sintéticos

A fim de atender à crescente necessidade de alimentos, acarretada pelo crescimento populacional, a produção e o uso de adubos sintéticos, que normalmente contém impurezas que podem contaminar os solo, vêm sendo intensificados progressivamente. Para a produção desses adubos a indústria de fertilizantes retira elevadas quantidades de nitrogênio do ar e fosfato das rochas.

O emprego excessivo de fertilizantes gera um desequilíbrio ecológico. Os agentes decompositores não conseguem reciclá - la na mesma proporção em que são adicionados ao solo provocando eutrofização, bem como alterações caracterizadas pelo decréscimo de matérias orgânicas e retenção de água.

Uso de Praguicidas

Praguicidas ou defensivos agrícolas são substâncias venenosas utilizadas no combate às pragas, organismos considerados nocivos ao homem.

Os principais praguicidas são:

Herbicidas, usados para matar ervas daninhas(parasitas)
Fungicidas
, utilizados no combate de fungos parasitas
Inseticidas
, usados contra insetos
Neumatócidos
, que controlam nematócidos parasitas.

Acontece que os defensivos químicos empregados no controle de pragas são muito pouco específicos, destruindo indiferentemente espécies nocivas e úteis.

Outro problema reside no acúmulo ao longo das cadeias alimentares. Assim, por exemplo, as minhocas, alimentando- se de grandes quantidades de folhas mortas e ingerindo partículas do solo, acumulam no seu organismo grandes quantidades de inseticidas clorados; as aves que se alimentam de minhocas, como as galinhas, passam a ingerir altas concentrações de veneno.

Solução: O controle biológico

O chamado controle biológico consiste no combate às pragas através de seus inimigos naturais, predadores ou parasitas, como por exemplo, a criação de vírus transgênicos, desenvolvidos para que, ao serem fumigados(expostos a fumaça, gases) sobe culturas, ataquem exclusivamente certas larvas ou insetos. Os vírus, inofensivos para outras espécies, se auto- destruiriam quando seu trabalho tóxico estivesse terminado.

Outros enfoques incluem a síntese de ferormônios naturais ( mensagens químicas que afetam o comportamento dos animais )gerados pelos insetos para advertir seus congêneres do perigo e, desse modo afastá-los das colheitas. Também seria possível fumigar nematódeos sobre os campos para combater pragas como as lesmas.

Problema do lixo

O lixo urbano é constituído predominantemente por matéria orgânica e como tal sofre intensa decomposição, permitindo a reciclagem.

Sofrem quatro processos: Iixões, aterros sanitários, compostagem e incineração.

No caso dos "Iixões", o lixo simplesmente é levado para terrenos baldios onde fica exposto e é aproveitado pelos "catadores de lixo" que correm o risco de contrair doenças. Por outro lado o lixão provoca intensa proliferação de moscas e outros insetos. Outro inconveniente é o "corume", Iíquido que resulta da decomposição do Iixo e que polui o solo e os lençóis d'água.

O aterro sanitário é o modo mais barato de eliminar resíduos, mas depende da existência de locais adequados. Esse método consiste em armazenar resíduos, dispostos em camadas, em locais escavados. Um incoerência do mesmo é a possibilidade de contaminação das águas subterrâneas, além da não reciclagem dos materiais para os locais de origem.

Os incineradores convencionais são fornos nos quais se queimam resíduos. Além de calor, a incineração gera dióxido de carbono, óxidos de enxofre e nitrogênio, dioxinas e outros contaminantes gasosos, cinzas voláteis que podem ser utilizadas na fabricação de fertilizantes.

No processo de compostagem, o material orgânico do lixo sofre um tratamento biológico do qual resulta o chamado "composto", material utilizado na fertilização e recondicionamento do solo.

É possível controlar a emissão de poluentes mediante processos adequados de limpeza dos gases.

Em alguns processos de eliminação de resíduos é possível gerar energia. Alguns incineradores aproveitam para gerar vapor e produzir eletricidade. A pirólise é um processo de decomposição química de resíduos sólidos por meio do calor em uma atmosfera com pouco oxigênio.

A redução de lixo produzido, por meio da reciclagem - processo de transformação de materiais usados em novas matérias- primas ou produtos, com o objetivo de recuperar parte do lixo. Além de permitir a redução do volume do lixo, colabora para a diminuição da poluição do solo, do ar e da água. Além disso economiza água e energia na produção.

Danos ao homem

Inseticidas ( DDT e BHC ) - câncer, danos ao figado, etc.
Herbicidas, incineração do lixo (Dioxin)
- câncer, defeitos congênitos , doenças de pele.
Plásticos ( cloro vinil )
- câncer do figado e do pulmão; atinge o Sistema Nervoso Central.
Solventes, produtos farmacêuticos e detergentes ( Benzina ) -
dores de cabeça, náusea, perda de coordenação dos músculos, leucemia.

Fonte: br.geocities.com

Poluição do Solo

Degradação da Superfície

O principal fator de poluição do solo, subsolo e águas doces é a utilização abusiva de pesticidas e fertilizantes nas lavouras. A média anual brasileira é duas vezes superior à do mundo inteiro. Ainda são usados no Brasil produtos organoclorados e organofosforados, proibidos ou de uso restrito em mais de 50 países devido a sua toxicidade e longa permanência no ambiente.

As regiões mais atingidas por esses agrotóxicos são a Centro-Oeste, a Sudeste e a Sul, responsáveis por quase toda a produção agrícola para consumo interno e exportação.

O agente laranja, um desfolhante usado pelos americanos na Guerra do Vietnã para devastar a mata tropical, já foi aplicado por empresas transnacionais na Amazônia, para transformar a floresta em terrenos agropastoris. A cultura da soja, hoje espalhada por quase todas as regiões do país, também faz uso acentuado desses fosforados.

A médio e longo prazo esses produtos destroem microrganismos, fungos, insetos e contaminam animais maiores. Eles também tornam as pragas cada vez mais resistentes, exigindo doses cada vez maiores de pesticidas.

No homem, causam lesões hepáticas e renais e problemas no sistema nervoso. Podem provocar envelhecimento precoce em adultos e diminuição da capacidade intelectual em crianças.

Queimadas

Desde o início da ocupação portuguesa o fogo foi o principal instrumento para derrubar a vegetação original e abrir áreas para lavoura, pecuária, mineração e expansão urbana. Ao longo dos quase cinco séculos de história do país, desaparece quase toda a cobertura original da mata Atlântica nas regiões Sudeste, Nordeste e Sul.

No Centro-Oeste, de ocupação mais recente, o cerrado - ver foto abaixo - vem sendo queimado para abrir espaço à soja e à pecuária. Nos anos 80, as queimadas na floresta Amazônica são consideradas uma das piores catástrofes ecológicas do mundo.

Em algumas regiões, é a seca que provoca os incêndios que devastam os ecossistemas: 80% do Parque Nacional das Emas , na divisa de Goiás com Mato Grosso do Sul, são destruídos pelo fogo em 1988 e, em 1991, outro incêndio destrói 17 mil ha do parque.

Desertos

Desmatamento indiscriminado, queimadas, mineração, uso excessivo dos defensivos agrícolas, poluição, manejo inadequado do solo e seca trazem a desertificação de algumas áreas do país.

A região Nordeste é a mais atingida: 97% de sua cobertura vegetal nativa já não existem. A área desertificada chega a 50 mil ha e afeta a vida de 400 mil pessoas.

A mineração e as salinas também afetam o sul do Pará e a região de Mossoró (RN).

No Rio Grande do Sul, a superexploração agrícola e a pecuária extensiva fazem crescer o já chamado "deserto dos pampas": uma área de 200 ha no município de Alegrete.

Radiatividade

A ausência de comunicação imediata de problemas em usinas nucleares preocupa militantes ecológicos e cientistas no mundo inteiro. Isso também acontece no Brasil.

Em março de 1993, o grupo Greenpeace denuncia: a paralisação da Usina Nuclear de Angra I, em Angra dos Reis (RJ), provoca um aumento anormal de radiatividade no interior de seu reator

. Pressionada, a direção da usina confirma a informação, mas garante que o problema não é preocupante.

No caso de Angra, o incidente serviu de alerta para o fato de ainda não se ter estabelecido um plano eficiente para a população abandonar a cidade em caso de acidente grave.

Poluição do Solo
Poluição do Solo

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Poluição do Solo

O solo, também chamado de terra, é fundamental para a vida de todos os seres vivos do nosso planeta.

Ele é o resultado da ação conjunta de agentes externos: chuva, vento, umidade, etc, enriquecidos com matéria orgânica (restos de animais e plantas).

O solo é a camada mais fina da crosta terrestre e se localiza na superfície externa.

Para que os alimentos dele retirados sejam de qualidade e em quantidade suficiente para atender as necessidades da população, o solo deve ser fértil, ou seja, deve ser um solo saudável e produtivo. Quando o solo é poluído, os alimentos nele cultivados ficam contaminados.

Poluição

A poluição do solo tem como principal causa o uso de produtos químicos na agricultura chamados de agrotóxicos. Eles são usados para destruir pragas e até ajudam na produção, mas causam muitos danos ao meio ambiente, alterando o equilíbrio do solo e contaminando os animais através das cadeias alimentares.

É, mas não são apenas os agrotóxicos que poluem os solos. Existem outros responsáveis que causam muitos problemas ao solo.

São eles:

Aterros

Poluição do Solo

Os aterros são terrenos com buracos cavados no chão forrados com plástico ou argila onde o lixo recolhido na cidade é depositado. A decomposição da matéria orgânica existente no lixo gera um líquido altamente poluidor, o chorume, que mesmo com a proteção da argila e do plástico nos aterros, não é suficiente e o liquido vaza e contamina o solo.

Lixo Tóxico

É um outro problema decorrente dos aterros. Como não há um processo de seleção do lixo, alguns produtos perigosos são aterrados juntamente com o lixo comum, o que causa muitos danos ao lençol freático, uma camada do solo onde os espaços porosos são preenchidos por água.

Lixos Radioativos

Este lixo é produzido pelas usinas nucleares e causam sérios problemas à saúde.

O solo ou terra é composto por quatro partes: ar, água, matéria orgânica e mineral.

Estes minerais se misturam uns com os outros.

A matéria orgânica se mistura com a água e a parte mineral e o ar fica guardado em buraquinhos que chamamos de poros do solo, onde também fica a água. São destes poros que as raízes das plantas retiram o ar e a água que necessitam.

Por isso é tão importante que não tenha poluição no solo.

É como um ciclo: nós plantamos, cuidamos e colhemos os vegetais que por sua vez, serão utilizados em nossa alimentação. Se o solo estiver poluído, os vegetais serão contaminados, portanto não podemos comer. Se nós comermos, também seremos contaminados, o que pode trazer muitos riscos para a nossa saúde.

É preciso nos conscientizar. Para sermos saudáveis, temos que começar pela saúde do meio ambiente. Vamos cuidar bem dele.

Fonte: www.fiocruz.br

Poluição do Solo

O solo é a camada mais fina da crosta terrestre e fica na sua superfície externa. Grande parte dessa camada é rica em substâncias nutritivas e é onde se desenvolvem os vegetais.

É um meio complexo e heterogêneo, produto de alteração do remanejamento e da organização do material original (rocha, sedimento ou outro solo), sob a ação da vida, da atmosfera e das trocas de energia que aí se manifestam, e constituído por quantidades variáveis de minerais, matéria orgânica, água da zona não saturada e saturada, ar e organismos vivos, incluindo plantas, bactérias, fungos, protozoários, invertebrados e outros animais.

O solo se forma como resultado da fragmentação e alteração química das rochas, e do subsequente estabelecimento de microrganismos que colonizam os minerais, liberando os nutrientes que necessitam para crescer e possibilitando o crescimento também de pequenos vegetais.

Quando morrem, os restos de todos esses organismos vão sendo decompostos e passam a formar o húmus. Ao longo do tempo, por ação da água que se infiltra no terreno, ocorre o transporte de muitos dos sais minerais. Pouco a pouco, começa a se formar o solo, organizado em camadas, cada uma com aspecto e composição diferentes.

A fração sólida do solo produtivo típico está formada por aproximadamente 5% de matéria orgânica e 95% de matéria inorgânica. Os solos típicos apresentam distintas camadas que variam em profundidade chamadas de horizontes.

A camada superficial é chamada de horizonte A, é a camada de máxima atividade biológica no solo e contém a maior parte da matéria orgânica. O horizonte B é a camada de subsolo que recebe o material percolado do horizonte A. O horizonte C é composto de rochas soltas a partir das quais o solo é originado.

São funções do solo:

Sustentação da vida e do "habitat" para pessoas, animais, plantas e outros organismos;
Manutenção do ciclo da água e dos nutrientes;
Proteção da água subterrânea;
Manutenção do patrimônio histórico, natural e cultural;
Conservação das reservas minerais e de matérias primas;
Produção de alimentos; e
Meio para manutenção da atividade sócio-econômica.

A poluição do solo consiste numa das formas de poluição, que afeta particularmente a camada superficial da crosta terrestre, causando malefícios diretos ou indiretos à vida humana, à natureza e ao meio ambiente em geral. Consiste na presença indevida, no solo, de elementos químicos estranhos, de origem humana, que prejudiquem as formas de vida e seu desenvolvimento regular.

A poluição do solo pode ser de duas origens: urbana e agrícola.

Poluição do Solo
Lixão

Nas áreas urbanas o lixo jogado sobre a superfície, sem o devido tratamento, o lançamento de detritos e substâncias químicas, como os derivados do petróleo, são algumas das principais causas dessa poluição.

Nas áreas rurais, a poluição do solo dá-se, sobretudo pelo uso indevido de agrotóxicos, técnicas arcaicas de produção (a queima da vegetação e a não utilização de técnicas de conservação do solo, contribuem para aumentar a exposição ao sol e ao vento ocasionando a perda de nutrientes e a erosão do solo) e deposição inadequada de subprodutos da atividade agropecuária (a exemplo dos subprodutos da cana-de-açúcar, o vinhoto; dos curtumes; da criação de porcos e outros animais).

Quando o solo fica poluído, os alimentos produzidos ficam “envenenados”, impróprios para o consumo.

A poluição do solo pode ter várias causas, mas uma das principais é o uso de produtos químicos na agricultura. Os agrotóxicos utilizados para eliminar ervas daninhas e destruir pragas, causam estragos ambientais terríveis, alterando o equilíbrio do solo e envenenando animais através das cadeias alimentares.

As fábricas também são outra fonte de poluição do solo.

Como grandes produtoras de lixos, normalmente acumulados em depósitos irregulares, mesmo quando não tóxicos, acabam vazando pelos containers corroídos, contaminando a terra.

Outros poluidores são os aterros, onde são jogados os lixos recolhidos nas cidades. A decomposição da matéria orgânica existente no lixo gera o chorume, um líquido escuro de mau cheiro com um alto potencial poluidor. Outro problema dos aterros é o lixo tóxico. Como não há a mínima preocupação em separar o lixo, acabam indo para os aterros produtos perigosos, causando danos irreparáveis ao lençol freático.

Outro tipo de lixo extremamente perigoso é o produzido pelas usinas nucleares. Os lixos radioativos causam problemas sérios de saúde. Não há conhecimento científico até hoje sobre como descartá-lo de forma segura.

Outro foco de poluição do solo são os reservatórios sem a manutenção adequada de combustíveis de refinarias, distribuidoras e postos de abastecimento. O risco de vazamento devido à corrosão do material usado no revestimento dos reservatórios é muito grande, principalmente dos tanques subterrâneos.

A imprudência, o consumismo, o desperdício e a ganância humana tratam de prosseguir essa deterioração.

São várias as conseqüências da poluição do solo.

Os agrotóxicos acumulam-se no solo. Os animais alimentam-se da vegetação contaminada prosseguindo o ciclo de contaminação. Com as chuvas, os produtos químicos usados na composição dos pesticidas infiltram-se no solo contaminando os lençóis freáticos e acabam escorrendo para os rios continuando a contaminação. O gado quando se alimenta do pasto contaminado, acumulam as substâncias tóxicas em sua carne e leite que servirão de alimento para o homem.

Dentre as doenças causadas pelo solo contaminado estão a ancilostomose (amarelão), a teníase e verminoses como a ascaridíase (áscaris ou lombrigas) e a oxiurose causada pelo oxiúro.

O lixo acumulado além de destruir a vegetação contribui para a poluição do ar com o mau cheiro e com a fumaça produzida pela incineração, chegando a contaminar os lençóis de água subterrâneos com a infiltração de lixo tóxico.

O uso indiscriminado do solo traz sérios efeitos como a erosão e o aumento da desertificação.

Poluição do Solo
Chorume

Atividades potencialmente contaminantes do solo:

Aplicação no solo de lodos de esgotos ou lodos orgânicos industriais;
Aterros e outras instalações de tratamento e disposição de resíduos;
Atividades extrativistas;
Agricultura/horticultura;
Aeroportos;
Atividades de docagem e reparações de embarcações;
Lavagem a seco;
Atividades de processamento de animais.
Atividades de processamento de asbestos.
Atividades de processamento de argila.
Atividades de processamento de carvão.
Atividades de processamento de ferro e aço.
Atividades de processamento de papel e impressão.
Atividades de processamento de produtos químicos.
Atividades de reparação de veículos.
Cemitérios;
Construção civil;
Curtumes e associados;
Enterrio de animais doentes;
Estocagem de produtos químicos, petróleo e derivados;
Estocagem de resíduos perigosos;
Estocagem ou disposição de material radioativo;
Fabricação de tintas;
Ferrovias e pátios ferroviários;
Ferro-velhos e depósitos de sucata;
Hospitais;
Industria de alimentos para consumo animal;
Laboratório;
Manutenção de rodovias;
Mineração;
Manufatura de equipamentos elétricos;
Manufatura de cerâmicas e vidros;
Produção de energia;
Produção de pneus;
Produção, estocagem e utilização de preservativos de madeira;
Produção e teste de munições;
Processamento de borracha;
Refinarias de petróleo;
Silvicultura;
Tratamentos de efluentes e áreas de tratamento de lodos.

A seguir, relacionamos algumas medidas para solucionar problemas causados pela poluição do solo:

Elaboração de substitutos para os inseticidas;
Campanhas educativas que alertem o perigo do uso dos agrotóxicos sem a indicação técnica de um agrônomo especializado;
Divulgação e uso de técnicas avançadas na agricultura como o controle biológico de pragas e de conservação do solo;
Investimento e melhoria em projetos de irrigação;
Financiamentos para agricultura e para o homem do campo, dando-lhe condições para viver e se sustentar no campo;
Investimentos nos projetos de transposição das águas;
Participação da população nas campanhas de reflorestamento;
Saneamento básico para todos;
Instalação de estações de tratamento e reciclagem de lixo;
Leis práticas e rigorosas que defendam as florestas, as matas e todo o tipo de patrimônio ambiental, com penalizações severas para os que devastam e poluem;
Incentivo para as empresas privadas investirem na coleta do lixo reciclável;
Campanhas de conscientização da população a consumirem só o necessário, a reciclarem o seu lixo e cooperarem com o trabalho de coleta.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Poluição do Solo

A poluição do solo é definida como a adição ao solo, de materiais que podem modificar qualitativa e quantitativamente as suas características naturais e utilizações.

A maioria dos resíduos sólidos provenientes de aglomerados urbanos (lixo, esgoto) e de atividades industriais e agrícolas, ainda é depositada no solo sem qualquer controle e tratamento.

Eles contaminam facilmente solo e lençóis freáticos, além de produzirem gases tóxicos, que também provocam efeitos ambientais graves, como chuva ácida, efeito estufa,... Por exemplo, o metano produzido pela decomposição anaeróbica de lixo e esgoto pode se acumular em bolsas no solo, causando risco de explosão.

Principais poluentes do solo

Águas contaminadas, efluentes sólidos e líquidos lançados diretamente sobre o solo provenientes de indústrias químicas e de esgoto domiciliar.

Agrotóxicos

São resíduos provenientes de atividades agrícolas. Os sistemas agrícolas intensivos com uso de grandes quantidades de pesticidas e adubos podem provocar a acidez dos solos, a mobilidade dos metais pesados e originar a salinização do solo e/ou a toxidade das plantas com excesso de nutrientes. A pulverização, levada pelo vento, ajuda sua propagação, causando males inclusive nos próprios agricultores.

São classificados em: fungicidas, herbicidas e pesticidas.

Exercem impacto ambiental, tanto para o homem, pois são tóxicos e alguns até cancerígenos - quanto para animais e plantas. Algumas espécies vegetais estão ficando raras, pois são mortas pelos herbicidas.

Os pesticidas mais conhecidos são os organoclorados, tais como o DDT e o dieldrin. Pequenas quantidades destas substancias químicas se acumulam nos corpos dos animais e são passadas adiante na cadeia alimentar. Seu uso é proibido em muitos paises desenvolvidos, mas devido ao seu baixo custo, estas substâncias ainda estão sendo empregadas em alguns lugares, principalmente nas regiões mais pobres do mundo.

Cada vez mais agricultores estão aumentando as doses de pesticidas devido à resistência que alguns insetos-pragas adquiriram contra eles.

O lixo

Este se constitui numa grande preocupação para os ambientalistas modernos.

O lixo domiciliar contém restos do que consumimos no cotidiano: papel, embalagens (plásticas, de vidro, de papelão, isopor, etc...), tecido, madeira, latas, entulho e restos de comida.

O lixo hospitalar contém frascos de medicamentos, algodão, agulhas de injeção e outros objetos - que oferecem risco de contaminação por organismos patogênicos.

O lixo industrial pode apresentar papel, materiais sintéticos (plástico, isopor, borracha), embalagens inflamáveis e/ou impregnadas de substâncias químicas tóxicas ou venenosas.

O lixo nuclear

Desde o início da era atômica, as centenas de experiências com material nuclear têm jogado quantidades enormes de resíduos radioativos na atmosfera. As correntes de ar, por sua vez, se encarregam de distribuir este material para todas as regiões da Terra. Com o tempo, a suspensão é trazida para o solo e para os oceanos, onde será absorvida e incorporada pelos seres vivos.

Além da liberação direta de material radioativo, existe o grave problema do lixo atômico, produzido pelas usinas nucleares, que apresenta uma série de dificuldades em armazenamento de materiais radiaotivos.

O estrôncio-90 radioativo liberado por vazamentos ou explosões nucleares pode causar sérios problemas quando assimilado. Uma vez na corrente sangüínea, ele é confundido com o cálcio (ver a distribuição ambos na tabela periódica) e absorvido pelo tecido ósseo, onde será fixado. Agora fazendo parte dos ossos, ele emite sua radiação e acabará por provocar sérias mutações, câncer, queimaduras.

O lixo nuclear deve ser isolado em embalagens especiais, pois pode provocar contaminação radioativa.

Reduzir o lixo

Não aceite saco de papel ou plástico, se você vai jogá-lo fora depois.
Escreva nos dois lados do papel; use, sempre que puder, produtos feitos com papel reciclado.
Compre bebidas com vasilhame reaproveitável.
Evite comprar alimentos com muitas embalagens.
Seus olhos são maiores que sua barriga? Não compre mais alimentos do que você pode comer
Economize energia
- apague as luzes e/ou o ar condicionado nos cômodos que não estão sendo usados
Use agasalho extra ao invés de ligar o aquecedor do ambiente.
Use suas pernas
- andar a pé ou de bibicleta, quando se pode, é melhor do que pedir a alguém que o leve de carro.
Não jogue lixo no chão.

Reutilizando o reciclado

Roupas usadas - podem ser dadas a outras pessoas ou a bazares de caridade.
Brinquedos velhos, livros e jogos que você não quer mais
- podem ser reaproveitados por outros, portanto, não os jogue fora.
Papel velho
- descruba se há locais apropriados para seu recolhimento, organizados pelas autoridades locais ou instituições de caridade.
Latas-
use coletores de latas se houver algum em sua casa, mas antes lave-as e achate-as.

Assegure-se de que sobras de alimentos são encaminhadas para usinas de compostagem, se houver alguma na sua região. Em último caso, procure usar os restos para alimentos animais (galinhas, porcos).

Fonte: www.soaresoliveira.br

Poluição do Solo

A Poluição do Solo é a contaminação do solo por resíduos industriais ou agrícolas transportados pelo ar, pela chuva e pelo homem.

O uso indevido do solo e de técnicas atrasadas na agricultura, os desmatamentos, as queimadas, o lixo, os esgotos, a chuva ácida, o efeito estufa, a mineração são agentes causadores do desgaste de nossa litosfera.

As causas da Poluição do Solo

Na agricultura os inseticidas usados no combate às pragas prejudicam o solo, a vegetação e os animais. O DDT é o mais comum desses inseticidas.

As técnicas atrasadas utilizadas na agricultura como a queima da vegetação para depois começar o plantio. O terreno fica exposto ao sol e ao vento ocasionando a perda de nutrientes e a erosão do solo.

O lixo também tem o seu papel importante na degradação do solo. Devido a sua grande quantidade e composição ele contamina o terreno chegando até a contaminar os lençóis de água subterrâneos. O mesmo acontece com os reservatórios de combustíveis dos postos, pois eles ficam enterrados no solo, correndo o risco de vazamento devido a corrosão do material usado no revestimento dos reservatórios.

A mineração com as suas escavações em busca de metais, pedras preciosas e minerais continua devastando e tornando improdutível o nosso precioso solo.

A imprudência, o consumismo, o desperdício e a ganância humana tratam de prosseguir essa deterioração.

Os efeitos

Os inseticidas quando usados de forma indevida, acumulam-se no solo, os animais se alimentam da vegetação contaminada prosseguindo o ciclo de contaminação. Com as chuvas, os produtos químicos usados na composição dos pesticidas infiltram no solo contaminando os lençóis freáticos e acabam escorrendo para os rios continuando a contaminação.

O gado quando come o pasto envenenado, transmite as substâncias tóxicas para a sua carne e para o leite que vão servir de alimento para o homem.

Dentre as doenças causadas pelo solo contaminado estão a ancilostomose (amarelão), a teníase e verminoses como a ascaridíase (áscaris ou lombrigas) e a oxiurose causada pelo oxiúro.

O lixo acumulado além de destruir a vegetação, contribui para a poluição do ar com o mau cheiro e com a fumaça produzida pela incineração, chegando a contaminar os lençóis de água subterrâneos com a infiltração de lixo tóxico.

O uso indiscriminado do solo traz sérios efeitos como a erosão (é o desgaste do solo) e o aumento da desertificação.

Desertificação

É um processo ocorrido em áreas próximas aos desertos (como no centro da África) ou em regiões semi-áridas (como no sertão nordestino do Brasil). Ocorrem nessas áreas um ressecamento, devido a perda de água pelos processos de evaporação ou escoamento ser superior àquela fornecida pelas chuvas.

A desertificação atual é resultante principalmente da ação humana, que devasta a vegetação nativa por meio de grandes queimadas e introduz plantas rasteiras que não protegem o solo da ação solar e da erosão.

Com o desmatamento o solo fica totalmente exposto ao sol. Como conseqüência disso, ocorre uma contínua evaporação, até mesmo da água presente nas regiões mais profundas. Essa água, subindo para a superfície, traz consigo sais de ferro e outros minerais que se precipitam na superfície formando crostas com o aspecto de ladrilhos.

Essas crostas são impermeáveis contribuindo para a desertificação.

Os cientistas constataram que as excessivas derrubadas das matas influem nos níveis pluviométricos o que ocasiona o desaparecimento de espécies vegetais e animais.

Algumas medidas para solucionar os problemas da Poluição do Solo

A elaboração de Leis mais práticas e rigorosas que defendam as florestas, as matas e todo o tipo de patrimônio ambiental. Com penalizações severas para as pessoas que continuarem devastando e poluindo o nosso ambiente

Elaboração de substitutos para os inseticidas

Campanhas educativas que alertem o perigo do uso dos agrotóxicos sem a indicação técnica de um agrônomo especializado

Reforma Agrária

Divulgação e uso de técnicas avançadas na agricultura como o controle biológico de pragas (técnica que utiliza outros animais que se alimentam daquele que é o agente da praga, sem prejudicar os vegetais e o solo)

Investimento e melhoria nos projetos de irrigação

Financiamentos para agricultura e para o homem do campo, dando-lhe condições para viver e se sustentar no campo
Investimentos nos projetos de transposição das águas
Participação da população nas campanhas de reflorestamento
Saneamento básico para todos
Instalação de estações de tratamento e reciclagem de lixo
Incentivo para as empresas privadas investirem na coleta do lixo reciclável
Campanhas de conscientização da população à consumirem só o necessário, à reciclarem o seu lixo ou pelo menos cooperar com o trabalho de coleta.

Fonte: ramirofrancisco.vilabol.uol.com.br

Poluição do Solo

A terra não fica poluída com fumaça, gases tóxicos ou esgoto. Os principais poluentes do solo são os agrotóxicos e as montanhas de lixo sólido, amontoados em lugares não apropriados, como os depósitos clandestinos.

Os agrotóxicos são substâncias que os agricultores jogam nas plantações. Eles impedem que insetos e outros bichos acabem com a produção. São como uma vacina contra as doenças das plantas.

Os fertilizantes servem para fazer as plantas crescerem mais fortes.O problema é que quando comemos esses alimentos, estamos ingerindo também os agrotóxicos e fertilizantes.

Os principais agrotóxicos são os pesticidas e os herbicidas. Cada um mata um tipo de praga. Os principais fertilizantes são os fosfatos e nitratos, que vão se acumulando no solo e poluindo cada vez mais.

Alguns agricultores não usam fertilizantes nem agrotóxicos. Eles utilizam soluções naturais para combater as pragas. Isso é chamado de "agricultura orgânica".

Alguns supermercados vendem alimentos orgânicos.

Eles são um pouco mais caros do que o normal, mas vale a pena: fazem bem para a saúde e para a natureza.

Os depósitos de lixo também contribuem para sujar o solo. Sabe como?

LIXO PERIGOSO

Os depósitos de lixo são um verdadeiro veneno para o solo. Vários produtos químicos chegam misturados ao lixo. Esses produtos aos poucos se infiltram na terra e se acumulam ao longo do tempo.

Quando a chuva cai, a coisa fica preta: o lixo e os produtos químicos são arrastados.

Muitas vezes esses venenos vão parar em plantações (contaminando os alimentos) ou em reservatórios de água (poluindo as fontes). Às vezes a infiltração é tão grande que chega a atingir lençois freáticos, que são uma espécie de reservatório subterrâneo de água.

A montoeira de lixo também libera fumaça tóxica. O cheiro de um depósito de lixo é insuportável, por causa da liberação de um gás fedido e inflamável, chamado metano.

As pessoas que trabalham nesses lugares precisam usar máscaras e tomar cuidado, porque podem pegar doenças como leptospirose e cólera. É também muito comum as pessoas colocarem fogo no lixo _ o que não é nada legal, porque essa queima libera gases poluentes.

O grande problema é que o homem produz lixo que não é reaproveitado pela natureza, como copos de plástico, latinhas de metal e garrafas de vidro. Essa parte sólida do lixo demora muito para desaparecer. Uma fralda de bebê, por exemplo, leva 500 anos para se decompor. A idade do Brasil!

São Paulo é a cidade brasileira que mais produz lixo: são 12 mil toneladas por dia. Uma das soluções para tanto lixo é a reciclagem. Plástico, papel, vidro e alumínio podem ser reaproveitados e transformados em coisas úteis novamente.

POLUIÇÃO: O HOMEM É O GRANDE VILÃO

Veja só que coisa triste: o homem é o único ser vivo que destrói o ambiente em que vive. Nenhum outro habitante do planeta polui o ar, contamina a água, devasta florestas...

As cidades são os centros de trabalho e moradia da maioria das pessoas do mundo. Algumas chegam a ter milhões de habitantes! Para abastecer e abrigar esse mundão de gente, consumimos energia, exploramos muitos recursos naturais e produzimos um montão de lixo.

É aí que mora o problema. A ação do homem é perigosa pois é feita em grandes proporções. A fumaça das indústrias, das queimadas e dos carros das grandes cidades enchem o céu de gases tóxicos. Os esgotos não-tratados e o lixo produzido por indústrias e por milhões de pessoas contaminam a água e o solo.

Fonte: www.canalkids.com.br

Poluição do Solo

O solo é uma camada finamente dividida de minerais e matéria orgânica onde as plantas crescem. Para os humanos e para a maioria dos organismos terrestres o solo é a parte mais importante da geosfera. Embora seja uma membrana fina se comparado com o diâmetro total da terra, é o meio que produz a maior parte da comida que precisam os seres vivos. Um bom solo e clima são os bens mais valiosos que possuem os paises.

Além de ser a fonte de produção de comida, o solo é o receptor de grande quantidade de poluentes tais como material particulado proveniente de usinas geradoras de energia, fertilizantes, pesticidas e outras substancias aplicadas no solo.

O solo é formado por rochas desgastadas como resultado de processos geológicos, hidrológicos e biológicos. O solo é poroso e verticalmente estratificado como resultado da percolação de água e dos processos biológicos incluindo a produção e decomposição de biomassa.

O solo é um sistema aberto que sofre continua troca de matéria e energia com a atmosfera, hidrosfera e biosfera.

Natureza e Composição do Solo

O solo está constituído por uma mistura variável de minerais, matéria orgânica e água, capaz de sustentar a vida das plantas na superfície da terra. É o produto final da ação de decaimento dos processos físicos, químicos e biológicos sobre as rochas. A fração orgânica do solo consiste em biomassa das plantas em vários estados de decomposição. Elevadas populações de bactérias, fungos e animais (minhocas) podem ser encontrados no solo. O solo contém espaços cheios de ar e estrutura fofa (solta).

A fração sólida do solo produtivo típico está formada por aproximadamente 5% de matéria orgânica e 95% de matéria inorgânica. Os solos típicos apresentam distintas camadas que variam em profundidade chamadas de horizontes.

A camada superficial é chamada de horizonte A, é a camada de máxima atividade biológica no solo e contém a maior parte da matéria orgânica. O horizonte B é a camada de subsolo que recebe o material percolado do horizonte A. O horizonte C é composto de rochas soltas a partir das quais o solo é originado.

Água e Ar no Solo

A água é o meio de transporte para os nutrientes básicos para as plantas. Normalmente, devido ao reduzido tamanho das partículas de solo e à presença de poros e capilares, a fase aquática não é totalmente independente da matéria sólida.

Um dos mais importantes efeitos químicos do solo saturado de água é a redução de pE pela ação de agentes orgânicos redutores atuando a traves de catalisadores bacterianos.

Assim, a condição redox do solo se torna muito redutora e o pE do solo pode cair daquele valor de água em equilíbrio com o ar (+13,6 a pH 7) até 1 ou menos. Um dos mais significativos resultados desta mudança é a transformação de ferro e manganês em ferro (II) e manganês (II) solúveis devido à redução dos seus óxidos superiores insolúveis.

Alguns íons metálicos como Fe2+ e Mn2+ são tóxicos quando presentes em altas concentrações. Apenas 35% do volume do solo é composto por poros cheios de ar. Embora a atmosfera contenha 21% de oxigênio molecular e 0,03% de CO2, estas porcentagens podem ser diferentes no ar dentro do solo devido à decomposição da matéria orgânica.

Este processo consome O2 e produz CO2. Como resultado, a concentração de oxigênio no ar do solo pode cair até 15% e o valor da concentração de CO2 pode aumentar vários pontos percentuais. Assim, o decaimento da matéria orgânica no solo aumenta o nível de equilíbrio do CO2 nas águas subterrâneas. Isto abaixa o pH e contribui para a decomposição de minerais de carbono, particularmente carbonato de cálcio.

Os Componentes Inorgânicos do Solo.- O desgaste de rochas e minerais para formar os componentes inorgânicos do solo resulta na formação de colóides inorgânicos. Estes colóides repõem água e nutrientes para as plantas. Os colóides inorgânicos do solo adsorvem substancias tóxicas no solo detoxificando sustâncias que poderiam afetar às plantas.

A retirada de nutrientes pelas raízes das plantas envolve interações complexas entre água e as fases inorgânicas. Por exemplo, um nutriente contido em matéria coloidal inorgânica tem de atravessar a interface mineral/água e depois a interfase água/raiz.

Os constituintes minerais mas comuns do solo são quartzo finamente dividido (SiO2), ortoclase (KAlSi3O8), albinita (Fe3O4), carbonatos de cálcio e magnésio e óxidos de manganês e de titânio.

A Matéria Orgânica no Solo

Embora compreendendo tipicamente menos de 5% de um solo produtivo, a matéria orgânica determina a produtividade do solo. Serve como fonte de alimento para os microrganismos, sofre reações químicas como troca iônica, e influencia às propriedades físicas do solo. Alguns compostos orgânicos contribuem para a decomposição de material mineral, o processo a partir do qual o solo é formado.

Componentes biologicamente ativos no solo incluem polissacarídeos, amino açucares, núcleos e compostos orgânicos de enxofre e fósforo.

O acúmulo de matéria orgânica no solo é muito influenciado pela temperatura e pela disponibilidade de oxigênio. Devido a que a taxa de biodegradabilidade diminui com a diminuição da temperatura, a matéria orgânica não se degrada rapidamente em climas frios e tende a se acumular no solo. Na água e em solos saturados, a vegetação em decomposição não tem acesso fácil ao oxigênio e a matéria orgânica se acumula.

A presença de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs) também tem sido observada em solo onde tem ocorrido queimadas.

A Solução de Solo

É a porção aquosa de solo que contém material dissolvido originado dos processos químicos e bioquímicos no solo e de trocas entre a biosfera e a atmosfera.

Este meio transporta as espécies químicas desde e até as partículas de solo e é uma via essencial para a troca de nutrientes ente as raízes e o solo sólido.

A matéria mineral dissolvida no solo está na forma de íons como os cátions H+, Ca+, Mg+, K+, Na+, Fe2+, Mn2+ e A3+ e anions como HCO3-, CO3-, HSO4-, SO42-, Cl-, F-.

Nitrogênio no Solo

Na maioria dos solos mais do 90% do nitrogênio é orgânico. Este nitrogênio orgânico é principalmente proveniente da biodegradação de plantas e animais mortos. Eventualmente está hidrolisado em Nh2+ que pode ser oxidado a NO3- pela ação das bactérias. Esta é a forma geralmente disponível para as plantas.

A fixação de nitrogênio é o processo a través do qual o N2 é convertido em compostos nitrogenados disponíveis para as plantas.

Além do escoamento superficial de áreas onde têm sido aplicados os fertilizantes, as águas residuárias originadas por criadouros de animais como gado, são grandes causadores da entrada de nitrogênio na forma de uréia hidrolisada em Nh2+ e Nh2 nos corpos de água.

Fósforo

Da mesma forma que o nitrogênio, o fósforo deve estar presente na forma inorgânica simples para ser utilizado pelas plantas. No caso do fósforo, as espécies utilizáveis estão na forma de íon ortodfosfato, H2PO4- e H2PO4-.

Potássio

Níveis altos de potássio são utilizados pelas plantas em crescimento. O potássio ativa certas enzimas e tem um papel importante no balanço de água nas plantas. Geralmente encontra-se disponível para as plantas na forma de minerais argilosos.

Micronutrientes

São elementos necessários para as plantas em concentrações muito baixas, são eles: boro, cobre, fero manganês e molibdênio.

Poluentes no Solo

O solo recebe grandes quantidades de despejos. Uma grande parte do SO2 emitido como resultado da combustão acaba como sulfato no solo. Óxidos nitrogenados de atmosfera são convertidos em nitratos os que são depositados no solo. O solo absorve NO e NO2 e eles são oxidados para nitrato no solo. O CO é convertido em CO2 pelas bactérias no solo.

O solo é o receptor de muitos despejos perigosos a partir de percolados de aterros sanitários e em muitos casos o solo é usado como meio de tratamento de águas residuárias.

Compostos orgânicos voláteis (COVs) como benzeno, tolueno, xileno, diclorometano, tricloroetano e tricloroetileno podem contaminar o solo em áreas industrializadas.

O solo recebe grandes quantidades de pesticidas como resultado inevitável de sua aplicação na agricultura.

As 3 vias principais de pelas quais os pesticidas são degradados pelo solo são degradação química, reações fotoquímicas e biodegradação.

A biodegradação de compostos orgânicos aconece principalmente na rizosfera onde existe grande quantidade de microrganismos em associação com so plantas. Muitos deles têm comprovado capacidade de degradação de antraceno, drazinon e HAPs.

Perda de Solo e Degradação

O solo é um recurso frágil que pode ser prejudicado pela erosão ou tornar-se tão degradado que não possa sustentar al culturas de vegetais. As propriedades físicas do solo e conseqüentemente sua suscetibilidade à erosão são facilmente afetadas pelas práticas às que é submetido.

A desertificação refere-se ao processo associado com a seca e a perda de fertilidade. A desertificação causada por atividades humanas é conseqüência da introdução de animais domésticos herbívoros no solo em regiões com pouca cobertura de plantas.

Um problema relacionado é a deflorestação , que pode causar devastação do solo por erosão e perda de nutrientes.

A erosão pode ocorrer pela ação da água ou do vento, embora a água seja a mais importante responsável pela perda de solo pelo arreste dos rios.

Existem algumas soluções para mitigar a erosão, algumas antigas como plantar espécies que cobrem o solo e geram grandes raízes como as árvores.

Aplicação de Águas Residuárias para Tratamento no Solo

Os sistemas de tratamento natural de despejos líquidos aproveitam os processos químicos, físicos e biológicos que acontecem no solo. Eles incluem operações unitárias que são desenvolvidas em estações de tratamento tais como sedimentação, filtração, transferência de gases, adsorção troca iônica precipitação, oxidação e redução e conversão e decomposição biológicas junto com os processos naturais como fotossíntese, fotooxidação e assimilação pelas plantas.

Nas ETEs estes processos são desenvolvidos em velocidades elevadas por causa do aporte energético ao passo que nos sistemas de aplicação no solo se desenvolvem em velocidades naturais e em um único reator-ecossistema.

Em alguns casos, dependendo a concentração de sólidos em suspensão no despejo, é necessária a aplicação de pré-tratamento o tratamento primário com o objetivo de removê-los e evitar problemas relacionados com a obstrução dos sistemas de distribuição.

Os sistemas podem ser de baixa carga, infiltração rápida ou de escoamento superficial.

Sistemas de baixa carga

Incluem a aplicação do despejo sobre um solo com vegetação como objetivo de promover o tratamento do despejo e o crescimento da cultura. O líquido pode consumir-se por evapotranspiração ou escoar horizontalmente no terreno. Todo o líquido que escoa é recolhido e recirculado até o inicio do sistema.

Taxa de aplicação = 100 a 200 m3/ha.dia

Sistemas de Infiltração rápida

O esgoto, após ter recebido algum tipo de tratamento aplica-se no solo em forma intermitente mediante valas de infiltração ou de distribuição de pouca profundidade. Também se emprega a aplicação de água residuária por meio de sistemas de aspersão. Devido a que a taxa es elevada, as perdas por evaporação só representam uma pequena parte do da água aplicada e a maior parte percola no solo fornecendo o tratamento desejado.

Taxa de aplicação = 900 a 2000m3/ha.dia

Irrigação superficial

O líquido distribui-se na parte superior de terrenos com vegetação com declividade adequada de forma que o despejo possa escoar pela superfície até valas de coleta localizadas na extremidade inferior do talude. Aplica-se em forma intermitente em solos relativamente impermeáveis. A infiltração no sole é baixa e a maior parte do líquido é coletado nas valas.

Taxa de aplicação = 3 a 8 l/min.metro linear
Largura do talude:
30 a 45 m

Fonte: www.ceset.unicamp.br

Poluição do Solo

SOLO E A QUALIDADE DO AMBIENTE

A qualidade do ambiente deve ser de interesse de toda sociedade. A sua pureza ou seja a pureza do ar, da água e do solo é de fundamental importância para a existência do homem.

Em muitas regiões do globo os índices mínimos de pureza já não são mais alcançados.

Muitos rios, lagos e represas tornaram-se depósitos de resíduos urbanos e industriais, solos vêm sendo contaminados com poluentes químicos e são naturais e o ar em muitos locais torna-se irrespirável.

Muito desse estado de coisas se deve ao uso indevido desses reservatórios naturais e principalmente do ponto de vista de disposição de resíduos. A população tem percebido a ameaça a sua existência e então vem reagindo constantemente contra a destruição do meio que a cerca, grande responsável pelo seu viver saudável.

O uso inadequado do solo pode ser uma fonte muito importante de poluição. O descuido do homem em controlar a erosão, por exemplo, faz do solo uma fonte potencial de contaminação das correntezas e lagos.

O manejo não apropriado de defensivos, de águas de irrigação de baixa qualidade, a disposição indiscriminada de resíduos da indústria ou domésticos podem redundar no acúmulo de substâncias no solo que podem ser tóxicas às plantas e, ao entrar na cadeia alimentar, ser letais aos animais e ao homem.

Devido a estas velações e dada a sua importância no ecossistema, o solo ocupa um papel de destaque no controle da qualidade do ambiente. Se esse controle vai ser de boa ou má qualidade dependerá muito da maneira como serão manejadas as reservas edáficas.

A POLUIÇÃO DO SOLO

Junto com a água e o ar, o solo é geralmente considerado o mais importante componente ambiental. Além de prover uma plataforma para as atividades animais, inclusive para a sociedade humana, o solo tem como função primordial sustentar diversas formas de vida, tendo o cultivo de plantas como um exemplo muito importante.

O solo pode também funcionar como um grande reservatório para resíduos não apenas os naturais mas, também, para aquelas, produto de atividades humanas.

Tal sistema em condições naturais tem uma capacidade de tamponamento ou seja, capacidade de resistir a mudança, muito grande relação às ações externas.

Entretanto, isto leva ao âmago do problema da poluição do solo: o uso inadequado desta reserva natural pode levar a situações onde esta capacidade tampão é excedida.

Assim, o acúmulo de poluentes de várias origens pode causar a deterioração do solo. Dentre estes poluentes podem ser citados os produtos químicos usados para melhorar a fertilidade do solo ou para controlar pragas e ervas daninhas, sais podem ser fornecidos através de água de irrigação e sais, produtos tóxicos e agentes patogênicos podem ter origem nos resíduos urbanos e industriais.

O excesso de fertilizantes pode reduzir a produção e a qualidade de muitas plantas. Pode existir também o caso de elementos como o fósforo, que uma vez retido nas partículas do solo poderá ser carreado para as águas ou de nitratos, que devido à sua alta solubilidade e baixa retenção nos constituintes do solo poderá ser lixiviado e contaminar os aqüíferos. Especificamente em nosso meio, devido ao alto custo atual dos fertilizantes, os problemas de aplicação de fertilizantes em excesso é de pequena importância.

Quando um excesso de pesticida é aplicado ao solo ele poderá tornar-se poluente. O acúmulo de pesticida no solo pode ocorrer ou por ser aplicado em excesso nas plantas ou devido a aplicações sucessivas de materiais que persistem no solo por longo tempo. O excesso de pesticida também pode diminuir a produção e a qualidade dos alimentos ou então ser absorvidas em elevada quantidade tornando as partes da planta a ser consumidas impróprias para o uso humano.

Pesticida que não são inativados pela decomposição microbiana persistem no solo por um período longo. A persistência destes pesticidas no solo pode ser uma característica desejável quando se quer controlar ou doenças, uma vez que ele prolonga a proteção esperada. Por outro lado, pode não ser uma característica desejável para o caso de herbicidas que poderão causar danos às culturas plantadas no local de aplicação após muito tempo.

Na sua maioria os herbicidas são de origem orgânica e de decomposição rápida. Existem, porém alguns inorgânicos como é o caso de boratos e cloratos que dependendo das condições climáticas podem permanecer no solo por períodos suficientemente longos para causar problema.

Àgua de irrigação de qualidade inferior pode causar sérios danos ao solo. O excesso de sais, de sódio trocável e de elementos biologicamente tóxicos estão entre as principais causas do efeito deletério dessas águas podem ser naturalmente inferior, entretanto existem casos que a causa da sua baixa qualidade advém de lançamento de resíduos urbanos e industriais nas bacias hidrográficas ou lagos.

Água de irrigação de boa qualidade também pode causar problema de salinidade, em certas condições, se não se dispuser de uma drenagem adequada. O aproveitamento da vinhaça, resíduo da indústria de álcool, como fonte de potássio deve também ser bem controlado para evitar acúmulos de sais em geral e de potássio em particular que poderá não só afetar a produção, mas a qualidade do produto.

Elementos metálicos ou de natureza não metálica podem ser depositados no solo através da aplicação de resíduos ou através da exaustão industrial, responsável pela poluição de ar, quanto estes elementos alcançaram a superfície do solo. Estes elementos quando em concentrações mais elevadas que certos limites específicos para cada um poderão ser tóxicos às plantas ou acumularem-se nestas entrando na cadeia alimentar e ocasionando danos aos animais e aos homens.

Uma regra geral para se emitir problemas sérios de contaminação que pode ser adotada neste particular é que a água própria para o consumo humano, é uma água adequada para disposição no solo.

A erosão é também um fator que causa sérios danos ao solo. Como conseqüência do arraste do solo muitos dos sedimentos irão contribuir para o assoreamento de barragens, rios e lagos. Assim a agricultura perde o seu suporte principal e as águas ganham sedimentos que muitos problemas trazem para a sociedade em geral.

Sendo assim é muito justo que se insista na adoção de práticas e medidas de controle da erosão e que sejam adotadas em todo território nacional. Dentre os benefícios tem-se não apenas a melhoria da qualidade ambiente mas a preservação de recursos de vital importância.

O SOLO COMO MEIO DE DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS

A tomada de consciência do público para a necessidade de preservar as águas superficiais e o aumento de dispositivos legais severos contra a descarga de poluentes em correntezas e lagos tem aumentado o interesse no uso do solo para disposição, tratamento e utilização de efluentes líquidos residuários em geral.

A sua larga ocorrência e a capacidade dos seus constituintes em reter grandes quantidades de substâncias orgânicas e inorgânicas, fazem do solo uma das alternativas mais razoáveis para disposição de resíduos, tanto do ponto de vista econômico como energético.

Quando estes resíduos não apresentam substâncias tóxicas para as plantas a sua disposição no solo constitui uma maneira de reciclar nutrientes importantes para elas ajudando assim na melhoria de fertilidade do solo e muitas vezes proporcionando boas condições físicas para seu cultivo.

Em nosso país, em algumas regiões mais populosas e industrializadas a capacidade do ar e da água para reter os resíduos é freqüentemente excedida enquanto que ainda se começou a utilizar esta capacidade do solo.

Nem todos os resíduos aplicados ao solo podem ser usados na produção de alimento. Existem resíduos industriais que não podem mesmo ser aplicados ao solo uma vez que por serem tóxicos às plantas poderão torná-la estéril.

Dentre os resíduos que podem ser dispostos em solos destacam-se: lixos, resíduos da indústria álcool-açucareira, esgoto e lodo, resíduos de indústria de alimentos.

Uma prática que vem se tornando comum nos meios canavieiros é a disposição da vinhaça e da torta de filtro no solo. Com o crescente aumento do preço de fertilizantes a utilização destes resíduos para a adubação da cana-de-açúcar vem se tornando cada vez mais interessante e econômico. O uso de maneira adequada desses resíduos só tem trazido benefícios.

De um lado pela substituição parcial ou total de fertilizantes e por outro por livrar as correntezas e lagos dos perigos trazidos pelo acúmulo principalmente de material orgânico com alta demanda bioquímica de oxigênio.

Existem entretanto alguns problemas que devem ser levados em consideração quando da utilização inadequada desses resíduos. Por exemplo a torta de filtro se colocada em excesso pode criar problemas, pelo menos no começo, no aproveitamento do nitrogênio pelas plantas. A vinhaça por seu lado carrega consigo alto teor de potássio. Esse elemento se acumulado em grande quantidade no solo poderá trazer problema de naturação para diversas culturas.

A vinhaça contém alto teor em sais, então se colocada em condições onde a evapotranspiração exceda a precipitação poderá ocasionar acúmulo de sais que podem tornar-se nocivos para diversas espécies de plantas cultivadas.

Outra prática, esta ainda pouco comum em nosso meio, é a disposição de esgoto no solo. O esgoto pode ser disposto de forma líquida logo após ter sofrido pequenos tratamentos ou pode ser disposto em forma de lodo quando a fase sólida sofrem uma separação de grande parte da fase líquida. Trabalhos experimentais têm mostrado que o uso do esgoto ou de seu lodo tem sido altamente satisfatório com relação ao cultivo de plantas.

Um problema sério associado com a disposição de resíduos em solos de modo geral é o fato de estes resíduos serem produzidos de forma contínua. Para a disposição de cada resíduo existem problemas específicos que devem ser levados em conta no planejamento feito para cada solo, local e cultura, do contrário a capacidade de suporte do solo será excedida e se comprometerá uma das mais importantes reservas da natureza.

Fonte: www.iac.sp.gov.br

Poluição do Solo

O solo é um corpo vivo, de grande complexidade e muito dinâmico. Tem como componentes principais a fase sólida (matéria mineral e matéria orgânica), e a água e o ar na designada componente "não sólida".

O solo DEVE ser encarado como uma interface entre o ar e a água (entre a atmosfera e a hidrosfera), sendo imprescindível à produção de biomassa. Assim, o solo não é inerte, o mero local onde assentamos os pés, o simples suporte para habitações e outras infraestruturas indispensáveis ao Homem, o seu "caixote do lixo"!.

Sempre que lhe adicionamos qualquer substância estranha, estamos a poluir o solo e, direta ou indiretamente, a água e o ar.

Contaminação do solo

O uso da terra para centros urbanos, para as atividades agrícola, pecuária e industrial tem tido como conseqüência elevados níveis de contaminação.

De fato, aos usos referidos associam-se, geralmente, descargas acidentais ou voluntárias de poluentes no solo e águas, deposição não controlada de produtos que podem ser resíduos perigosos, lixeiras e/ou aterros sanitários não controlados, deposições atmosféricas resultantes das várias atividades, etc.

Assim, ao longo dos últimos anos, têm sido detectados numerosos casos de contaminação do solo em zonas, quer urbanas, quer rurais.

A contaminação do solo tem-se tornado uma das preocupações ambientais, uma vez que, geralmente, a contaminação interfere no ambiente global da área afetada (solo, águas superficiais e subterrâneas, ar, fauna e vegetação), podendo mesmo estar na origem de problemas de saúde pública.

Regra geral, a contaminação do solo torna-se problema quando:

Há uma fonte de contaminação
Há vias de transferência de poluentes que viabilizam o alargamento da área contaminada
Há indivíduos e bens ameaçados por essa contaminação.

O problema pode ser resolvido por:

Remoção dos indivíduos e/ou bens ameaçados
Remoção da fonte de poluição
Bloqueamento das vias de transferência (isolamento da área)

Medidas de recuperação do solo

Se o estudo de solos contaminados é recente, a investigação e desenvolvimento de processos e tecnologias de tratamento é-o ainda mais.

A abordagem das áreas contaminadas considera, normalmente, três fases fundamentais:

Identificação das áreas contaminadas (inventários)
Diagnóstico-avaliação das áreas contaminadas
Tratamento das áreas contaminadas.

Atualmente consideram-se três grandes grupos de métodos de descontaminação de solo:

Descontaminação no local ("in-situ");
Descontaminação fora do local ("on/off-site");
Confinamento/isolamento da área contaminada.

Esta 3ª opção não se trata verdadeiramente de um processo de descontaminação, mas sim de uma solução provisória para o problema. O tratamento do solo como metodologia de recuperação de áreas contaminadas é uma alternativa cada vez mais significativa relativamente à sua deposição em aterros sanitários, devido essencialmente ao aumento dos custos envolvidos.

Tecnologias de Tratamento

A Fig. 1 sistematiza os métodos e técnicas disponíveis para tratamento de solos contaminados. As técnicas "on/off site" exigem a extração, por escavação, do solo contaminado. O solo extraído pode ser tratado no local ("on-site") ou em estações de tratamento ("off site"), sendo depois reposto no local de origem ou noutro para outros fins, depois de descontaminado.

Com a tecnologia disponível atualmente, uma parte dos solos contaminados ainda não é ou é problematicamente descontaminável, devido a problemas de ordem vária como: emissões gasosas de alto risco, concentrações residuais inaceitavelmente elevadas e/ou produção de grandes quantidades de resíduos contaminados.

Isto é particularmente verdade para solos poluidos com hidrocarbonetos aromáticos halogenados e/ou metais pesados, bem como com solos contendo elevada percentagem de finos.

Para além destes aspectos, algumas das técnicas utilizadas envolvem elevados custos de tratamento. Dos diferentes métodos de descontaminação do solo (biológicos ou não biológicos), apenas os biológicos e a incineração permitem a eliminação ambiental dos poluentes orgânicos, através da sua mineralização.

Métodos e técnicas de tratamento de solos contaminados

Métodos
In-Situ Ex-Situ
Térmico sem aplicação combustão
pirólise
Físico-químicos seco injeção de ar dessortação em reator
úmido lavagem do solo
extração
lavagem do solo
extração
Biológicos biológicos landfarming
bioreator
Processos especiais ex: vitrificação
eletrocinéticos
ex: eletrocinéticos
Isolamento Confinamento sem aplicação

Tratamento Térmico

As necessidades energéticas das técnicas térmicas são, normalmente, bastante elevadas e são possíveis emissões de contaminantes perigosos. Contudo, em determinados casos, podem ser utilizadas temperaturas substancialmente baixas, levando a consumos de energia relativamente diminutos.

O processo é ainda passível de minimizar outros tipos de poluição ambiental, se as emissões gasosas libertadas forem tratadas. As instalações para este método de tratamento podem ser semi-móveis, e os custos dependem, não só do processo em si, como também do teor de humidade, tipo de solo e concentração de poluentes, bem como de medidas de segurança e das regulamentações ambientais em vigor.

Tratamento Físico-Químico

Dos processos físico-químicos, os métodos atualmente mais usados baseiam-se na lavagem do solo. Estes métodos fundamentam-se no princípio tecnológico da transferência de um contaminante do solo para um aceitador de fase líquida ou gasosa. Os principais produtos a obter são o solo tratado e os contaminantes concentrados.

O processo específico de tratamento depende do tipo(s) de contaminante(s), nomeadamente no que se refere ao tipo de ligação que estabelece com as partículas do solo.

Geralmente as argilas têm uma elevada afinidade para a maior parte das substâncias contaminantes (por mecanismos físicos e químicos). Assim, para separar os contaminantes do solo, há que remover as ligações entre estes e partículas do solo, ou extrair as partículas do solo contaminadas. A fase seguinte consiste na separação do fluido, enriquecido em contaminantes das partículas de solo limpas.

Adicionalmente pode ser necessário considerar um circuito de exaustão e tratamento do ar, se for provável a libertação de compostos voláteis. A aplicação desta técnica pode não ser viável (técnica e economicamente), especialmente quando a fração argila do solo é superior a 30%, devido à quantidade de resíduo contaminado gerada.

Tratamento Biológico

Os métodos biológicos baseiam-se no fato de que os microorganismos têm possibilidades praticamente ilimitadas para metabolizar compostos químicos.

Tanto o solo como as águas subterrâneas contêm elevado número de microorganismos que, gradualmente, se vão adaptando às fontes de energia e carbono disponíveis, quer sejam açucares facilmente metabolizáveis, quer sejam compostos orgânicos complexos.

No tratamento biológico, os microorganismos naturais, ou indígenas, presentes na matriz, são estimulados para uma degradação controlada dos contaminantes (dando às bactérias um ambiente propício, i.e., oxigénio, nutrientes, temperatura, pH, humidade, mistura, etc.). Em determinadas situações (presença de poluentes muito persistentes), pode ser necessário recorrer a microorganismos específicos ou a microorganismos geneticamente modificados, de modo a conseguir uma optimização da biodegradação.

Atualmente as principais técnicas biológicas de tratamento incluem:

"Landfarming"
Compostagem
Descontaminação no local
Reatores biológicos
Outras técnicas inovadoras (cometabolismo, desnitrificação, etc).

Estas técnicas, à excepção do "landfarming", estão ainda numa fase de desenvolvimento.

Recentemente, tem sido dada particular relevância aos métodos biológicos de descontaminação de solos, tecnologia promissora que pode vir a ter um papel de importância crescente na recuperação de áreas contaminadas pelas atividades industrial e urbana.

O tratamento biológico do solo diminui os riscos para a saúde pública, bem como para o ecossistema e, ao contrário da incineração ou dos métodos químicos, não interfere nas propriedades naturais do solo.

Fonte: www.recyclelife.net

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