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O BARULHO E SEUS EFEITOS SOBRE A AUDIÇÃO

O QUE É O BARULHO?

Barulho é, por definição, um som indesejável. Ele varia em sua composição em termos de freqüência, intensidade e duração. Sons que são agradáveis para algumas pessoas podem ser desagradáveis para outras. Por exemplo, os sons de música poder ser divertidos para alguns, mas outros já os consideram lesivos.

Então, para um som ser classificado como "barulho", este deve ser julgado pelo ouvinte.

PERDA DE AUDIÇÃO INDUZIDA POR RUÍDO (BARULHO)

A exposição contínua a níveis de ruído superiores a 50 decibels pode causar deficiência auditiva em algumas pessoas. Há variação considerável de indivíduo para indivíduo relativa à susceptibilidade ao barulho. Entretanto, padrões têm sido estabelecidos que indicam o quanto de som, em média, uma pessoa pode tolerar em relação ao prejuízo de sua saúde.

Níveis toleráveis de poluição sonora

Os índices de poluição sonora aceitáveis estão determinados de acordo com a zona e horário segundo as normas da ABNT (n.º 10.151). Conforme as zonas os níveis de decibéis máximos permitidos nos períodos diurnos e noturnos são os seguintes.
Área Período Decibels (dB)
Zona de Hospitais Diurno
Noturno
45
40
Zona Residencial Urbana Diurno
Noturno
55
50
Centro da cidade (negócios, comércio, administração). Diurno
Noturno
65
60
Área Predominante Industrial Diurno
Noturno
70
65

ATENÇÃO! O BARULHO PODE PREJUDICAR VOCÊ.

Muitos sons em nosso ambiente excedem estes padrões e a exposição contínua a esses sons pode causar até a perda da audição. A diferença em níveis de decibels é maior do que se poderia esperar: 100 vezes mais energia sonora entra nos ouvidos em um ambiente de 95 dB do que num ambiente de 75 dB.

A perda auditiva típica observada com as pessoas que possuem uma longa história de exposição a ruído é caracterizada por perda de audição na faixa entre 3000 e 6000 Hz . Na fase precoce à exposição, uma perda de audição temporária é observada ao fim de um período, desaparecendo após algumas horas. A exposição contínua ao ruído resultará em perda auditiva permanente que será de natureza progressiva e se tornará notável subjetivamente ao trabalhador no decorrer do tempo. Estas mudanças nos limiares auditivas podem ser monitoradas através de testes audiométricos e isto alertará os médicos que as medidas preventivas deverão ser iniciadas. Nos estágios avançados, uma perda de audição nas freqüências altas afetará seriamente a habilidade para entender a fala normal. Em geral, pessoas com perdas auditivas nas freqüências altas não experimentarão dificuldades para detectar a fala, mas terão problemas para entender conversações.

TABELA DE IMPACTO DE RUÍDOS NA SAÚDE - VOLUME/REAÇÃO EFEITOS NEGATIVOS EXEMPLOS DE EXPOSIÇÃO
VOLUME REAÇÃO FEITOS NEGATIVOS EXEMPLOS DE LOCAIS
Até 50 dB Confortável (Limite de OMS) Nenhum Rua sem Tráfego
Acima de 50 dB O organismo Humano começa a sofrer impactos do ruído.
De 55 a 65 dB

A Pessoa fica em estado de alerta não relaxa

Diminui o poder de conscentração e prejudica a produtividade no trabalho intelectual.

Agência bancária

De 65 a 70 dB (início das epidemias de ruído)

O organismo reage para tentar se adequar ao ambiente, mimando as defesas

Aumenta o nível de cortisona no sangue, diminuindo a resistência imunológica. Induz a liberação de endorfina tornando o organismo dependente. É por isso que muitas pessoas só conseguem dormir em locais silenciosos com o rádio ou TV ligados. Aumenta a concentração de colesterol no sangue.

Bar ou restaurante lotado

Acima de 70 O organismo fica sujeito a estresse degenerativo além de abalar a saúde mental Aumentam os riscos de enfarte, infecções, entre outras doenças sérias Praça de alimentação em shopping centers
Ruas de tráfego intenso.
Obs.: O quadro mostra ruídos inseridos no cotidiano das pessoas. Ruídos eventuais alcançam olumes mais altos. Um trio elétrico, por exemplo, chega facilmente a 130 dB(A), o que pode provocar perda auditiva induzida, temporária ou permanente.

ZUMBIDO INDUZIDO PELO BARULHO

Embora a causa exata de zumbido seja desconhecida, muitos pacientes que têm história de exposição a ruído apresentam zumbido. O barulho pode ser a causa mais provável do zumbido e este pode ou não ocorrer simultaneamente com perda auditiva. A maior parte dos pacientes que apresenta zumbido também tem problemas auditivos, mas uma pequena porcentagem (menos de 10%) tem audição dentro dos limites da normalidade.

O zumbido como resultado de exposição a ruído pode ocorrer súbita ou muito gradativamente. Quando ocorre subitamente, é freqüentemente percebido a uma intensidade razoavelmente alta e pode persistir nesse nível permanentemente. Entretanto, para outros, o zumbido é temporário e não retorna mais.

Mais comumente, o aparecimento do zumbido induzido por ruído é gradual e intermitente em seus estágios precoces. Os pacientes referem escutar um padrão médio de zumbido por um curto período de tempo após uma exposição prolongada a sons intensos. Uma vez que o paciente deixa de escutar a fonte do ruído, o zumbido desaparece rapidamente e se torna inaudível até a próxima exposição. Este padrão intermitente freqüentemente continua por meses ou anos com períodos de zumbido se tornando cada vez mais longos. Se a exposição ao barulho continua, o zumbido freqüentemente aumenta de volume e torna-se constante.

A maioria dos pacientes que tem uma longa história de exposição a ruído refere um zumbido que é tonal em qualidade e de alta freqüência, que se assemelha aos tons externos acima de 3000 Hz.

PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO DE AUDIÇÃO - O QUE VOCÊ DEVE FAZER

Afastar-se do barulho o máximo possível.
Usar protetor auditivo individual quando o barulho for inevitável ou não puder ser paralisado.
Reduzir o tempo que você se expõe ao barulho.
Reduzir o barulho em sua fonte.

COMO O ZUMBIDO AFETA VOCÊ

É comum para as pessoas com zumbido notarem um aumento nos seus zumbidos enquanto estão expostos ao barulho. Em função disto referem que não podem freqüentar locais populares, tais como concertos musicais, danças, festas e eventos esportivos. Elas não podem usar cortador de grama, serras, aspiradores de pó, processadores de comida, ferramentas elétricas e armas de fogo. Algumas pessoas tiveram que abandonar seus empregos ou mudar de função por causa do barulho relacionado ao trabalho. Num curto período de tempo após terem se afastado de suas funções, elas percebem que seus zumbidos retornaram aos seus níveis originais.

OUTRAS CONSEQUÊNCIAS À SAÚDE COM RELAÇÃO À EXPOSIÇÃO AO RUÍDO

O barulho é conhecido por ter efeitos nocivos não somente sobre a audição, causando estresse em todo o sistema circulatório, respiratório e digestivo. Exposição prolongada ao ruído pode causar dores de cabeça, cansaço e elevação da pressão arterial. O barulho pode interferir no aprendizado de crianças e até mesmo afetar uma criança por nascer.

Se você contribuir para a redução do ruído em seu ambiente, cada órgão de seu corpo, assim como das demais pessoas ao seu redor, estarão sendo beneficiadas.

Fonte: www.bauru.unesp.br

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O decibel, ou melhor: os decibéis

1. Motivação e advertência inicial

O decibel é, provavelmente, a medida mais mal entendida que existe. Existem vários tipos de decibéis em uso e, talvez, um número ainda maior de confusas tentativas de explicá-los.

Outra coisa que precisa ser enfatizada é que, enquanto que podemos materializar a unidade 1 Kg, a unidade 1 metro, etc não podemos materializar 1 decibel. A razão? O decibel é uma ordem de grandeza. Com efeito: em muitas áreas da tecnologia precisamos comparar duas instâncias de uma mesma grandeza ( como por exemplo: uma potência na entrada e na saída de um sistema de áudio, a voltagem na entrada e na saída de uma antena de microondas , etc ). Precisamos calcular quanto a saída S ( ou output ) é maior ou menor do que a entrada E ( input ).

Obviamente, a primeira coisa a pensar seria usar a razão S / E para expressarmos esse ganho ( = aumento ) ou atenuação ( = diminuição ) . Contudo, é muito comum -- em áreas tecnológicas como Eletrônica e outras -- que S seja muitíssimo maior ou menor do que E, o que daria a razão acima valores tão grandes ou tão pequenos que ficaria difícil atribuir significado prático e intuitivo para tais valores. A saída para o impasse é bastante natural para quem realmente entendeu o significado do logaritmo. Com efeito, bastará usar como medida da amplificação ( ou seja: o ganho ou atenuação ) a ordem de grandeza da razão S / E , ou seja: usar o log ( S / E ) .

Um último detalhe: na prática bastará ir até a primeira cada decimal dessa ordem de grandeza e para procurar evitar o uso da virgula será conveniente usar no lugar do log ( S / E ) ( que alguns chamam de bell ou bel, em honra a Alexandre G. Bell ) o 10 log ( S / E ) ( o deci - bell )
Vale a pena resumir:

2. O decibel comum

A amplificação de um sistema que tem entrada E e saída S é dada ( em decibéis, ou dB ) por:amplificação = 10 log ( S / E ).

Entende-se, acima, que a entrada e a saída são grandezas de mesmo tipo ( por exemplo duas potências, ou duas voltagens, ou etc ) e expressas na mesma unidade de medida ( por exemplo: ambas em watts, ou ambas em volts, etc ).

Exemplo

Ao girarmos o controle de volume de um toca-discos, o output aumentou de 0.5 w para 10 w. Qual o ganho em dB ? Interprete.

Solução: ganho = 10 log ( 10 / 0.5 ) = 13 dB, ou seja a nova saída = 101.3 = 20 vezes maior do que a inicial.

Exemplo

Os sinais de radio de um avião tinham 1 mw de potência e chegaram à antena do aeroporto enfraquecidos de 58 dB. Sendo que o sistema de radio-recepção do aeroporto amplificou esses sinais para 2 w, pede-se o ganho do sistema antena do aeroporto + amplificador do aeroporto .

Solucao: o leitor deve ter cuidado ! A perda de 58 dB é uma valor negativo, ou seja ( indicando por ant o sinal captado pela antena):

- 58 = 10 log ( ant / 0.001 ) , e daí: ant = 0.001 * 10 -5.8 = 1.58 * 10 -9 de modo que:

ganho no aeroporto = 10 log ( 2 / ant ) = 91 dB ou seja, o aeroporto foi capaz de amplificar cerca de um bilhão de vezes o sinal que captou do avião.

3. Outros decibéis

Em muitas áreas tecnológicas prefere-se particularizar a comparação genérica acima para o caso de um sinal padrão ( referencial ) com o sinal efetivamente medido. Isso, entre outras vantagens, permite a construçãô de instrumentos e de painéis registradores de medidas. A desvantagem é que cada escolha de sinal padrão leva a um tipo de decibel. O quadro abaixo mostra alguns exemplos usados na área da Eletrônica:

Símbolo Sinal Padrão Fórmula
dBm Sinal de potência = 1 miliwatt 10 log [ ( saída em mw ) / ( 1 mw ) ]
dBu Tensão elétrica de 0.775 volts 20 log [ ( tensão em volts ) / ( 0.775 volts ) ]
dBVU C ampo magnético de
250 nano webers/m
10 log [ ( campo em nw/m ) / ( 250 nw/m ) ]

Exemplo

Num certo ponto da fita de um tape recorder a intensidade do campo foi medida como 9.5 dBVU. Calcule a intensidade em nw/m.

Solução: 9.5 = 10 log ( E/250 ), daí E = 250 * 10 0.95 = 2228 nw/m

Exemplo

Explique a lógica do seguinte cálculo de um engenheiro de telefonia: 44 dBm - 6 dBm = 25 118 - 3.98 = 25 114.02 mw = 43.99 dBm

Fonte: www.mat.ufrgs.br

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A intensidade ou volume dos sons é medida em unidades chamadas decibéis, abreviadas para dB. Sessenta dB é a intensidade do som de uma conversa, e 120 dB a de um avião a jato.

Se uma pessoas "perder" 25 dB de volume, poderá ter problemas de audição.

A perda de 95 dB pode ensurdecer totalmente uma pessoa.

A competência auditiva é classificada como normal, perda leve, moderada, severa e profunda (Quadro II).

É difícil imaginar o que perdem aqueles que têm uma deficiência auditiva.

Portanto, para ilustrar, examinemos a tabela a seguir:

QUADRO I
Grau de Deficiência Perda em dB
Normal 0 a 15
Leve 16 a 40
Moderada 41 a 55
Moderada Severa 56 a 70
Severa 71 a 90
Profunda + de 90 

Classificação das Perdas Auditivas de Davis - para crianças

QUADRO II
Grau de Deficiência Perda em dB
Normal 0 a 15
Leve 16 a 40
Moderada 41 a 55
Moderada Severa 56 a 70
Severa 71 a 90
Profunda + de 90 

Fonte: www.ines.org.br

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A intensidade Sonora

Todo sistema sensorial tem um limite mínimo e um limite máximo para responder a um estímulo. A média da população com audição normal é capaz de ouvir sons tão fracos quanto -10 a 0 dB (o som de uma folha caindo de uma árvore é mais forte!...) e tolerar, sem desconforto, sons de 90 dB, desde que por um período curto de tempo. Sons de 130 dB chegam a provocar dor.

Os sons da fala situam-se principalmente entre as freqüências de 250 e 8000 Hz e variam entre 15 e 45 dB de intensidade. Para se ter uma idéia, o som de um torneira gotejando é de aproximadamente 20 dB, de uma conversação tranqüila é de 45-55 dB, o som de um secador de cabelo é de 85 a 90 dB, um caminhão pode chegar a 100 dB, a turbina de um avião é de mais ou menos 130 dB, podendo equivaler ao som de shows de rock!

Efeitos dos sons intensos no organismo

Os efeitos do som no nosso organismo dependem do tempo de exposição, da intensidade sonora e da susceptibilidade individual.

O efeito mais conhecido da exposição a sons intensos, sejam eles agradáveis (como concertos de música clássica ou de rock) ou não (como o ruído de trânsito intenso), é a perda de audição temporária (a princípio) ou definitiva.

Há, no entanto, outros sintomas comuns e não menos importantes que podem ocorrer com ou sem instalação da perda auditiva: zumbido, deterioração do reconhecimento da fala, intolerância a sons (hiperacusia), nervosismo, ansiedade, dores de cabeça, tonturas, constrição dos vasos sanguíneos periféricos, perturbações circulatórias, taquicardia, aumento da condutância da pele, dilatação da pupila, diminuição da motilidade gastro-intestinal (ocasionando gastrite, úlcera), alterações do apetite e do sono, liberação de noradrenalida, adrenalina (hormônios do medo, da raiva e da ansiedade) e cortisol. É por causa dessa liberação de hormônios que muitas pessoas acham que ouvir música em intensidade moderada não dá “emoção” ou “não tem graça”.

Todos esses efeitos podem ser agravados se a exposição a níveis elevados de pressão sonora forem combinados a ingestão de álcool, esforço físico, cansaço, estresse ou a certos estados de saúde (como diabetes e pressão alta, por exemplo).

Limites de tolerância

Várias Leis e Normas nos orientam quanto aos níveis aceitáveis de ruído em diversos ambientes.

Os índices de poluição sonora aceitáveis são estabelecidos pela Lei n.º 1.065 de Maio de 1996 e são determinados de acordo com a zona e horário segundo as normas da ABNT (n.º 10.151). Conforme as zonas os níveis de decibéis nos períodos diurnos e noturnos são os seguintes:

Os índices de poluição sonora aceitáveis estão determinados de acordo com a zona e horário segundo as normas da ABNT (n.º 10.151). Conforme as zonas os níveis de decibéis máximos permitidos nos períodos diurnos e noturnos são os seguintes.
Área Período Decibels (dB)
Zona de Hospitais Diurno
Noturno
45
40
Zona Residencial Urbana Diurno
Noturno
55
50
Centro da cidade (negócios, comércio, administração). Diurno
Noturno
65
60
Área Predominante Industrial Diurno
Noturno
70
65

As condições de conforto acústico são normatizadas e estão expressas na NBR 10152: Níveis de Ruído para Conforto Acústico. O quadro abaixo, mostra alguns valores estabelecidos por essa Norma.

Locais dB (A)
Hospital
Apartamentos,Enfermarias,
Berçários, Centros Cirurgicos
35-45
Escolas
Salas de Aula,Laboratórios
40-50
Residências
Dormitórios
Salas de Estar
35-45
40-50
Escritórios
Salas de Projeto e de Administração
Salas de Computadores
35-40
45-65

Segue abaixo a tabela de limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente, de acordo com o Anexo I da Norma Regulamentadora nº 15 (NR 15), Portaria 3.214 de 08/06/1978 (Ministério do Trabalho), que dispões sobre o programa de Prevenção de Riscos Ambientais.

Nível de ruído dB (A) Máxima exposição diária permissível
85 8 horas
86 7 horas
87 6 horas
88 5 horas
89 4 horas e 30 minutos
90 4 horas
91 3 horas e trinta minutos
92 3 horas
93 2 horas e 40 minutos
94 2 horas e 15 minutos
95 2 horas
96 1 hora e 45 minutos
98 1 hora e 15 minutos
100 1 hora
102 45 minutos
104 35 minutos
105 30 minutos
106 25 minutos
108 20 minutos
110 15 minutos
112
10 minutos
114 8 minutos
115 7 minutos

O Programa Nacional de Educação e Controle da Poluição Sonora - Silêncio, instituído pelo CONAMA e sob a coordenação do Ibama tem várias resoluções, dentre elas:

Resolução CONAMA nº 1/90, que estabelece critérios, padrões, diretrizes e normas reguladoras da poluição sonora.

Resolução CONAMA nº 2/90, que estabelece normas, métodos e ações para controlar o ruído excessivo que possa interferir na saúde e bem-estar da população.

Resolução CONAMA nº 20/94, que institui o Selo Ruído como forma de indicação do nível de potência sonora medido em decibel, dB(A), para aparelhos eletrodomésticos, que venham a ser produzidos, importados e que gerem ruído no seu funcionamento. A aplicação do Selo Ruído nos produtos eletrodomésticos tem como objetivo informar ao

consumidor o nível de potência sonora emitido por estes produtos, medido em decibel - dB (A).

Uma questão de conscientização

"Som e audição: a mais perfeita combinação" (Fga. Mônica Cappelozzi)

A audição é nosso sentido mais valioso. Ela carrega para dentro de nós tudo o que está acontecendo ao nosso redor, mesmo que esteja fora de nosso campo visual. Não ponha em risco este órgão tão precioso e delicado!

Fonte: www.fonoesaude.org

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Observações

O nível de intensidade sonora ("sound pressure level" - SPL) em dBSPL é medido com referência à pressão de 0,0002 microbar, que é a pressão sonora no "limiar da audição".

Os níveis de 90 a 180 decibéis são extremamente perigosos no caso de exposição constante.

Níveis de intensidade sonora em decibéis (dBSPL)

dBSPL EXEMPLOS
30 Biblioteca silenciosa, sussurro leve
40 Sala de estar, geladeira, quarto longe do trânsito
50 Trânsito leve, conversação normal, escritório silencioso
60 Ar condicionado com 6 m de distância, máquina de costura
70 Aspirador de pó, secador de cabelo, restaurante barulhento
80 Tráfego médio de cidade, coletor de lixo, despertador com 60 cm de distância
90 Metrô, motocicleta, tráfego de caminhão, máquina de cortar grama
100 Caminhão de lixo, serra elétrica , furadeira pneumática
120 Concerto de Rock em frente as caixas de som, trovão
140 Espingarda de caça, avião a jato
180 Lançamento de foguete

Fonte: www.music-center.com.br

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A percepção do volume está relacionada à variação de pressão gerada por uma onda sonora e, portanto, à sua intensidade.

Nosso sistema auditivo tem dois limites de audibilidade:

limiar de audibilidade (mínima intensidade audível)

limite de dor (máximo nível de intensidade audível sem danos fisiológicos ou dor)

A gama entre os 2 limites é muito grande. Para uma frequência pura de 1000 Hz, esses limites vão de 10-12 watt/m2 a 1 watt/m2, ou seja, uma razão de 1 trilhão para 1.

Intensidade (watt/m2) Volume (referência = 1000Hz)
1 Limite de dor
10-3 fff
10-4 ff
10-5 f
10-6 mf
10-7 p
10-8 pp
10-9 ppp
10-12 Limite de audibilidade

Numericamente, a referência em watt/m2 não é confortável. Para isso foi introduzida uma razão de compressão logarítmica, o decibel (dB).

DECIBEL é uma relação logaritmica entre duas potências ou intensidades.

 dB = 10 log10

(I1/I2)

 

Relação exponencial e logarítmica: N=Be --> logBN=e
xy*xz = xy+z --> log a*b = log a + log b
xy/xz = xy-z --> log a/b = log a - log b
(xy)z = xy*z --> log ab = b log a

NÍVEL DE INTENSIDADE SONORA: toma-se o limiar de audibilidade como referência (10-12 watt/m2):

limiar de audibilidade 10 log (10-12/10-12) = 10 log 1 = 0 dB
limite de dor 10 log (1/10-12) = 10 log 1012 = 120dB

A cada 3dB a Intensidade dobra: I + I --> 10 log (2/1) = 10* 0,301= 3dB

Relação de Intensidade/

Potência (dBm ou dB SPL)

Relação de Pressão/

Voltagem (dBV ou dBu)

0dB = 1* I 0dB = 1* V
1dB = 1.25* I 2dB = 1.25 * V
2dB = 1.6* I 4dB = 1.6 * V
3dB = 2* I 6dB = 2* V
4.8dB = 3 * I 9.5dB = 3 * V
6dB = 4* I 12dB = 4* V
7dB = 5 * I 14dB = 5 * V
7.8dB = 6 * I 15.6dB = 6* V
8.5dB = 7 * I 16.9dB = 7 * V
9dB = 8* I 18dB = 8* V
9.5dB = 9 * I 19.1dB = 9 * V
10dB = 10* I 20dB = 10* V
12dB = 16* I 24dB = 16* V
15dB = 32* I 30dB = 32* V
18dB = 64* I 36dB = 64* V
20dB = 100* I 40dB = 100* V
30dB = 1.000* I 60dB = 1.000* V
40dB = 10.000* I 80dB = 10.000* V

Potência máxima de alguns instrumentos

Instrumento Potência Máxima (watt) Decibéis
clarinete 0,05 86
violoncelo 0,16 92
piano 0,27 94
trompete 0,31 94
trombone 6,0 107
bombo 25,0 113

 

dBm(Z) referencia é 1mW=0,001W = 10-3W 10 * log P/0.001 W
dBV referencia é 1 Volt Decibel em relação à tensão (U) P = U2/Z

 

dB = 10 log P1 / P2 = 10 log (U2/Z)1* (U2/Z)2 = 10 log (U2)1/(U2)2
= 10 log (U1/U2)2 = 20 log (U1/U2) = dBV

 

dBu referencia é 0,775 V ou 775 mV

 

dBm = dBW + 30 dBW = dBm - 30
dBV = dBu - 2.21 dBu = dBV + 2.21

Fonte: www.eca.usp.br

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