Plásticos são artefatos fabricados a partir de resinas (polímeros), geralmente sintéticas e derivadas do petróleo.
Quando o lixo é depositado em lixões, os problemas principais relacionados ao material plástico provêm da queima indevida e se controle. Quando a disposição é feita em aterros, os plásticos dificultam sua compactação e prejudicam a decomposição dos materiais biologicamente degradáveis, pois criam camadas impermeáveis que afetam as trocas de líquidos e gases gerados no processo de biodegradação da matéria orgânica.
Sendo assim, sua remoção, redução ou eliminação do lixo são metas que devem ser perseguidas com todo o empenho.
A separação de plásticos do restante do lixo traz uma série de benefícios à sociedade, como, por exemplo, o aumento da vida útil dos aterros, geração de empregos, economia de energia, etc.
Os plásticos são divididos em duas categorias importantes: termofixos e termoplásticos.
Representam cerca de 20% do total consumido no país, são plásticos que , uma vez moldados por um dos processos usuais de transformação, não podem mais sofrer mais novos ciclos de processamento pois não fundem novamente, o que impede nova moldagem.
Mais largamente utilizados, são materiais que podem ser reprocessados várias vezes pelo mesmo ou por outro processo de transformação. Quando submetidos ao aquecimento a temperaturas adequadas, esses plásticos amolecem, fundem e podem ser novamente moldados.
Como exemplos, podem ser citados: polietileno de baixa densidade (PEBD); Polietileno de alta densidade (PEAD); poli(cloreto de vinila) (PVC); poliestireno (PS); polipropileno (PP); poli(tereftalato de etileno) (PET); poliamidas (náilon) e muitos outros.
Essa metodologia é baseada em algumas características físicas e de degradação térmica dos plásticos.
Polietilenos de baixa e de alta densidade:
Baixa densidade (flutuam na água)
Amolecem à baixa temperatura (PEBD = 85°C; PEAD = 120°C)
Queimam como vela, liberando cheiro de parafina
Superfície lisa e "cerosa".
Polipropileno
Baixa densidade (flutuam na água)
Amolece à baixa temperatura (150°C)
Queima como vela, liberando cheiro de parafina
Filmes, quando apertados nas mãos, fazem barulho semelhante ao celofane.
Poli(cloreto de vinila)
Alta densidade (afunda na água)
Amolece à baixa temperatura (80°C)
Queima com grande dificuldade, liberando um cheiro acre de cloro
É solubilizado com solventes (cetonas).
Alta densidade (afunda na água);
Quebradiço;
Amolece à baixa temperatura (80 a 100°C);
Queima relativamente fácil, liberando fumaça preta com cheiro de "estireno";
É afetado por muitos solventes.
Poli(tereftalato de etileno)
Alta densidade (afunda na água)
Muito resistente
Amolece à baixa temperatura (80°C)
Utilizado no Brasil em embalagens de refrigerantes gasosos, óleos vegetais, água mineral, etc.
Reciclagem primária ou pré-consumo
É a conversão de resíduos plásticos por tecnologia convencionais de processamento em produtos com caraterísticas de desempenho equivalentes às daqueles produtos fabricados a partir de resinas virgens.
A reciclagem pré-consumo é feita com os materiais termoplásticos provenientes de resíduos industriais, os quais são limpos e de fácil identificação, não contaminados por partículas ou substâncias estranhas.
Reciclagem secundária ou pós-consumo
É a conversão de resíduos plásticos de lixo por um processo ou por uma combinação de operações. Os materiais que se inserem nesta classe provêm de lixões, sistemas de coleta seletiva, sucatas, etc. são constituídos pelos mais diferentes tipos de material e resina, o que exige uma boa separação, para poderem ser aproveitados.
Reciclagem terciária
É a conversão de resíduos plásticos em produtos químicos e combustíveis, por processos termoquímicos (pirólise, conversão catálica). Por esses processos, os materiais plásticos são convertidos em matérias-primas que podem originar novamente as resinas virgens ou outras substâncias interessantes para a indústria, como gases e óleos combustíveis.
Fonte: www.compam.com.br

A leveza e a maleabilidade fazem do plástico um dos materiais preferidos para embalar e transportar produtos. Tem, porém, associada uma carga negativa pelos seus efeitos ambientais negativos. Por outro lado, é totalmente reciclável.
O plástico é um dos materiais mais poluentes e com menor taxa de degradação no meio natural.
A solução mais comum para estes materiais, os aterros, revela-se altamente ineficaz, persistindo este material no solo durante centenas de anos. Por outro lado, a sua incineração provoca problemas de poluição. Apesar de não serem biodegradáveis grande parte dos plásticos são fotodegradáveis e todos são passíveis de reciclagem.
A prática de reciclagem de embalagens de plástico em Portugal tem vindo a crescer mas os valores reciclados por ano, 45 mil toneladas, estão ainda longe dos valores que a indústria consegue absorver. Assim, é importante incentivar os consumidores para reciclarem estes produtos, pelos ganhos ambientais que daí advêm. A reciclagem de embalagens, reduz o consumo de energia na fabricação dos produtos, a utilização de matérias-primas não renováveis, como o petróleo, e também os encargos com a remoção e tratamento dos resíduos sólidos urbanos

Muitos dos consumidores continuam a não reciclar correctamente as embalagens de plástico, contaminando os outros produtos depositados nos contentores de recolha selectiva - Embalões - dos Ecopontos.
Por isso quando pretender reciclar embalagens verifique que estas se encontram limpas, vazias e, sempre que possível, espalmadas e sem tampa. Não coloque embalagens de diferentes materiais dentro de outras ou dentro de sacos atados, pois dificulta o trabalho dos operadores na triagem dos produtos. Lembre-se que o seu lixo vai ser separado por operadores e não coloque nos embalões produtos tóxicos, sujos ou objectos cortantes.
Uma correcta separação das embalagens em casa facilita a recolha e a triagem, contribuindo para um maior aproveitamento e valorização do plástico!
Tenha sempre em atenção os seguintes conselhos:
Esferovite limpa
Sacos de hipermercado ou maiores
Garrafas de água e refrigerantes
Garrafas de vinagre
Frascos de detergentes e produtos de higiene
Películas de envolver embalagens ou grupos de embalagens
Recipientes sujos de comida ou de restos de produtos gordurosos
Recipientes de produtos tóxicos (tintas ou agro-químicos)
Garrafas de óleo mineral, vegetal ou sintético
Objectos de pequena dimensão
Pacotes de arroz, massas, bolos e aperitivos
Boiões de iogurte, refeições prontas e congeladas

Em caso de dúvida coloque a sua embalagem num caixote do lixo indiferenciado, de forma a não contaminar as restantes embalagens.
Fonte: www.naturlink.pt