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Chorume

 

O lixo sofre transformações químicas

Todos os materiais que vão para o lixo sofrem transformações químicas.

Os restos de alimentos são decompostos rapidamente por fungos e bactérias, liberando gases malcheirosos e transformando-se num caldo negro denominado chorume.

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O chorume também contém produtos tóxicos, como o mercúrio e o chumbo provenientes de lâmpadas fluorescentes, baterias, pilhas, tintas etc. Se o chorume for carregado pela água da chuva pode vir a contaminar o solo, a água e os aquíferos.

Chorume
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Os materiais como plásticos, vidros, latas de alumínio e tantos outros, também sofrem transformações químicas, porém elas são muito lentas quando comparadas com aquelas sofridas por outros materiais como, por exemplo, os restos de alimentos. Essas transformações são tão lentas que, geralmente, não são percebidas durante toda a vida de uma pessoa.

Assim, devemos reduzir o consumo e evitar jogar no lixo restos de alimentos junto com o lixo seco (vidro, plástico, papel e metal). O lixo seco deve ser reciclado, no intuito de preservar o meio ambiente.

As transformagões químicas na natureza

Chorume
Na natureza ocorre uma continua reciclagem das substâncias essenciais à vida, por caus dos processos de vida,
morte, decomposição e, novamente, de vida.

No solo e nas águas dos rios, lagos e mares encontram-se animais e vegetais mortos, excrementos de animais e restos de vegetais (folhas, ramos, frutos e sementes). Todos esses restos são transformados quimicamente por fungos e bactérias em substâncias que podem ser absorvidas pelas plantas. As plantas dão continuidade às transformações químicas, num ciclo natural.

Você já observou uma laranja estragada?

Não dá para comê-la. Sua consistência, cheiro e sabor são bem diferentes daqueles de uma laranja fresca. Além disso, ela pode ficar recoberta de um material esverdeado chamado bolor. Essas mudanças são evidências de que a laranja sofreu transformações químicas.

Fonte: www.pioneiro.com.br

Chorume

O chorume é um líquido escuro contendo alta carga poluidora, o que pode ocasionar diversos efeitos sobre o meio ambiente. O potencial de impacto deste efluente está relacionado com a alta concentração de matéria orgânica, reduzida biodegradabilidade, presença de metais pesados e de substâncias recalcitrantes.

A decomposição dos resíduos sólidos, depositados em aterros sanitários, é um processo dinâmico comandado por organismos decompositores de matéria orgânica, sendo em sua maioria bactérias heterotróficas, aeróbias e facultativas. Esta decomposição pode ser descrita pelas fases aeróbia e anaeróbia.

A fase aeróbia ocorre durante o primeiro mês de deposição e recobrimento do lixo na vala. A ação de decomposição é realizada pelas bactérias aeróbias que utilizam o oxigênio presente no interior do aterro.

É mais intensa no início e a medida que o oxigênio vai ficando escasso a decomposição torna-se mais lenta. A presença de águas pluviais exerce grande influência sobre esta fase, pois facilita a redistribuição de nutrientes e microorganismos ao longo do aterro sanitário.

Quando todo o oxigênio é consumido, inicia-se a fase anaeróbia, onde a decomposição ocorre através dos organismos anaeróbios e/ou facultativos que hidrolisam e fermentam celulose e outros materiais presentes no resíduo.

Esta fase é caracterizada pela redução da concentração de carbono orgânico, altos níveis de amônia e largo espectro de metais, representando considerável potencial de risco para o meio ambiente. A fase anaeróbia pode demorar vários anos para estar completa.

Diversos fatores contribuem para que o resíduo da decomposição do lixo (chorume) seja complexo e apresente significativas variações em sua composição.

Dentre as mais importantes contam-se: dinâmica de decomposição ao longo do tempo, variações na forma de operação do aterro sanitário, na composição dos resíduos depositados, no volume de chuvas e outras alterações climáticas.

Estudos realizados, com amostras de chorume provenientes de diferentes aterros sanitários, demonstraram diferenças significativas em suas composições.

Em geral, o chorume pode ser caracterizado como uma solução aquosa contendo (vide Tabela):

Composição do chorume de aterros sanitários:

Parâmetro Faixa
 .pH 4,5 – 9
Sólidos totais 2000 – 60 000
Matéria orgânica (mg/L)  
 Carbono orgânico total 30 – 29 000
 Demanda biológica de oxigênio (DBO5) 20 – 57 000
 Demanda química de oxigênio (DQO) 140 – 152 000
 DBO5/DQO 0,02 - 0,80
 Nitrogênio orgânico 14 – 2500
Macrocomponentes inorgânicos (mg/L)  
Fósforo total 0,1 – 23
Cloretos 150 - 4500
Sulfatos 8-7750
HCO3- 610-7320
Sódio 70-7700
Potássio 50-3700
Nitrogênio amoniacal 50-2200
Cálcio 10-7200
Magnésio 30-15 000
Ferro 3-5500
Manganês 0,03-1400
Sílica 4-70
Elementos traços inorgânicos (mg/L)
 
Arsênico 0,01-1
Cádmio 0,0001-0,4
Cromo 0,02-1,5
Cobalto 0,005-1,5
Cobre 0,005-10
Chumbo 0,001-5
Mercúrio 0,00005-0,16

Fonte: www.quimica.ufpr.br

Chorume

Chorume

CONSIDERAÇÕES AMBIENTAIS

Em todo mundo a disposição final do lixo urbano tem se tornado um sério problema ambiental. O crescimento rápido da população e as mudanças nos hábitos de consumo têm levado ao aumento considerável na produção de rejeitos sólidos.

O lixo descartado pela sociedade urbana é uma mistura complexa e de natureza muito diversa. Como principais constituintes tem-se o material orgânico (resto de alimentos e de material vegetal), papel, vidro, metais e plásticos. A percentagem de cada um desses constituintes é variável e depende do nível de desenvolvimento da sociedade local.

Muito do material que é descartado no lixo, tem valor em termos de conteúdo de nutrientes, conteúdo energético ou como recurso a ser reciclado e reutilizado. Por isso, nos últimos anos, vários estudos têm enfatizado a importância e o potencial associado à reciclagem do lixo domestico e destacado o impacto que isso pode exercer na redução da quantidade do rejeito para disposição final, além de reduzir o impacto no meio ambiente.

O principal método usado para armazenar o lixo domestico é a sua colocação em aterros sanitários, que de um modo bem simplificado pode ser descrito como uma grande escavação no solo, revestida por uma camada de argila e/ou membrana de material plástico, onde o lixo é compactado em camadas e coberto com solo ao final das operações diária. Deste modo, o aterro é formado por muitas pilhas adjacentes, cada uma correspondente ao lixo de um dia.

Após completar uma camada de pilhas , uma outra é iniciada até o total preenchimento da cavidade. No final, o aterro é coberto com um metro ou mais de solo, mas preferivelmente com um material impermeável a chuva, do tipo argila, podendo ainda ser colocado sobre a argila uma geomembrana fabricada de material plástico.

O que acontece com o lixo dentro do aterro?

Inicialmente é decomposto (degradado) aerobicamente (na presença de oxigênio) e depois via anaeróbia (sem oxigênio) e após meses ou ano, a água das chuvas mais o líquido do próprio lixo e as águas subterrâneas que se infiltram no aterro, produzem um líquido chamado de chorume . O chorume em geral contem ácidos orgânicos, bactérias, metais pesados e alguns constituintes inorgânicos comuns, como cálcio e magnésio.

Uma fração gasosa também é formada no processo de degradação, inicialmente contendo ácidos carboxílicos e ésteres voláteis, responsáveis pelo cheiro doce e enjoativo que emana do aterro. Depois, forma-se o gás metano que é liberado para atmosfera ou que é queimado em respiros a medida que é liberado, podendo também ser aproveitado como fonte energética. A sua simples liberação na atmosfera não é desejável pois ele é um dos contribuintes para o efeito estufa.

O chorume precisa ser contido, não pode vazar pelas paredes e fundo do aterro nem transbordar para não contaminar o solo, águas subterrâneas e superficiais.

Em resumo, precisa ser coletado com freqüência e tratado para posterior descarte. Em alguns aterros o chorume coletado volta para o aterro para sofrer um segunda degradação biológica, mas esta prática é desaconselhável nos Estados Unidos.

Nos últimos dias, temos assistido pela mídia algumas discussões em relação ao projeto do Aterro Sanitário de Aracaju e da proposta de sua localização na Imbura.

Em termos ambientais achamos que dois itens principais devem ser considerados: a fração gasosa e a fração liquida (chorume) formadas no processo de degradação. Pelas especificidades do local proposto para receber o aterro centrarei as minhas considerações na fração líquida - chorume .

O chorume sem duvida nenhuma é o maior problema ambiental associado a operação e gerenciamento de aterros sanitários, por causa da considerável poluição que pode causar em contato com o solo, águas superficiais e subterrâneas. O problema surge quando o aterro opera sem uma adequada impermeabilização das paredes e fundo e sem um eficiente sistema de coleta e tratamento do chorume antes da sua destinação final.

Tradicionalmente, para impermeabilização de aterros usa-se argila natural compactada. Este tipo de revestimento, algumas vezes, não se mostrou eficiente, apresentando vazamentos em conseqüência da existência de fraturas naturais e macro poros. A literatura especializada tem mostrado que argilas naturais retêm menos que 95% do líquido e isso é insuficiente para garantir a qualidade da água dos aqüíferos da região é necessário conter pelo menos 99% do chorume .

Os revestimentos sintéticos, que também são usados, tanto a base de polímeros lineares (ex. polietileno de alta densidade) como de argilas artificiais têm apresentado uma retenção entre 70 e 95%. Recentemente foram desenvolvidos revestimentos de argilas terciárias de elevada elasticidade plástica (Engineering Geology, 1999) e os resultados até agora obtidos são promissores.

Considero que antes de se bater o martelo em relação a viabilidade ou não da localização do aterro sanitário na Imbura, duas questões precisam ser respondidas:

O processo de impermeabilização a ser utilizado garante 100% de retenção do chorume ?

Não vale aqui respostas do tipo, o material previsto para revestimento é o mesmo que foi usados nos locais tais e tais e deu certo. É preciso que se demonstre que este revestimento que está sendo proposto, funciona num local com as características geológicas e hidrogeológicas da Imbura e com eficiência maior que 99%.

Assumindo que a primeira questão está resolvida, qual o sistema de coleta, tratamento e destinação final previsto para o chorume que será produzido no aterro? Se o sistema não for eficiente, corre-se o risco de trasbordamento para o ambiente, principalmente no período chuvoso.

É preciso também definir todo os procedimentos de monitoramento das emanações atmosféricas e das águas subterrâneas e superficiais adjacentes ao aterro, e as ações de controle e correção a serem adotadas no caso de um possível vazamento.

Sabemos da urgência da solução para o problema do lixo de Aracaju, mas não podemos correr o risco de criar no futuro, um problema maior e de muito mais difícil solução.

Fonte: www.rnufs.ufs.br

Chorume

SISTEMA DE IMPERMEABILIZAÇÃO DE FUNDO

O local para receber o lixo deve estar totalmente impermeabilizado.

Chorume

A impermeabilização é feita através de Geomembrana de PVC Vinimanta acoplada com Geofort, recoberta por uma camada de aproximadamente 50 cm de argila compactada.

Sobre a camada de argila compactada são acentados tubos perfurados (drenantes), verticalmente e horizontalmente, recobertos com pedras marroadas e revestidos por uma manta bidim, a qual evita a colmatação do sistema de drenagem, que tem como finalidade o recolhimento dos líquidos percolados (chorume) e eliminação de gases (metano, sulfidrico, mercaptana, etc).

O chorume recolhido pelo sistema de drenagem é encaminhado até um emissário central, que o enviará até o sistema de tratamento. Os gases resultantes da decomposição da matéria orgânica são queimados.

CHORUME

É o líquido escuro gerado pela degradação dos resíduos, contém alta carga poluidora, por isso, deve ser tratado adequadamente.

TRATAMENTO

Chorume

O chorume é captado através de drenos e conduzido ao tanque de equalização que têm a função de reter os metais pesados e homogenizar os afluentes. Em seguida é conduzido à lagoa anaeróbica onde bactérias vão atacar a parte orgânica, provocando a biodegradação.

Para complementar a biodegradação, o chorume é conduzido para a lagoa facultativa, que irá trata-lo por processo aeróbico e anaeróbico. Os efluentes após passarem por este sistema de tratamento e com a redução de sua carga orgânica em torno de 89 a 92% são lançados nos rios, neste momento não causarão mais danos ao meio ambiente.

A descarga de Resíduos Sólidos em locais inadequados, pode causar os seguintes problemas ambientais:

Alterar a qualidade do ar em função das emanações de gases e poeiras;
Poluir as águas superficiais e do subsolo pelos líquidos percolados (chorume) e pela migração de gases;
Agredir esteticamente o solo devido ao espalhamento do lixo;
Atrair diversos vetores causadores de enfermidades, como por exemplo ratos, moscas,baratas, etc.

Fonte: www.curitiba.pr.gov.br

Chorume

O que é

O chorume era inicialmente apenas a substância gordurosa expelida pelo tecido adiposo da banha de um animal. Posteriormente, o significado da palavra foi ampliada e passou a significar o líquido poluente, de cor escura e odor nauseante, originado de processos biológicos, químicos e físicos da decomposição de resíduos orgânicos. Esses processos, somados com a ação da água das chuvas, se encarregam de lixiviar compostos orgânicos presentes nos aterros sanitários para o meio ambiente.

Esse líquido pode atingir os lençóis freáticos, de águas subterrâneas, poluindo esse recurso natural. A elevada carga orgânica presente no chorume faz com que ele seja extremamente poluente e danoso às regiões por ele atingidas.

Dá-se o nome de necrochorume ao líquido produzido pela decomposição dos cadáveres nos cemitérios, composto sobretudo pela cadaverina, uma amina (C5H64N2) de odor repulsivo subproduto da putrefação.

A matéria orgânica presente no chorume tem importância na complexação e transporte de metais pesados e na retenção de alguns contaminantes orgânicos.

Aliado a que a matéria orgânica natural presente no solo, além de participar desses processos pode aumentar a concentração de constituintes do chorume na solução do solo e, conseqüentemente, nas águas. Desta forma, tanto a matéria orgânica do chorume quanto a do solo e a associação das duas, podem limitar ou tornar inviável o uso dos recursos naturais solo e água.

A matéria orgânica natural do solo apresenta maiores concentrações nas camadas superficiais (< 1,0 m) e diminui com o aumento da profundidade. Ante a sua distribuição no solo, análises da matéria orgânica em amostras de solos contaminados por chorume de resíduos sólidos domésticos podem ser utilizadas para identificar a pluma de contaminação. Caso sejam encontrados teores de matéria orgânica em áreas sujeitas à influência do chorume (em média profundidade) superiores aos teores da composição química natural dos solos, ou seja, nas áreas não-afetadas, pode ser indicativo de que a pluma de contaminação do chorume já tenha migrado e afetado o solo, até determinada profundidade.

Contudo, apesar da sua importância, a matéria orgânica tem sido muito pouco analisada em solos sujeitos à contaminação devido à disposição inadequada de resíduos sólidos domésticos.

No aterro sanitário, o chorume é captado através de drenos e conduzido ao tanque de equalização que têm a função de reter os metais pesados e homogenizar os afluentes. Em seguida é conduzido à lagoa anaeróbica onde bactérias vão atacar a parte orgânica, provocando a biodegradação. Para complementar a biodegradação, o chorume é conduzido para a lagoa facultativa, que irá trata-lo por processo aeróbico e anaeróbico. Os efluentes após passarem por este sistema de tratamento e com a redução de sua carga orgânica em torno de 89 a 92% são lançados nos rios, neste momento não causarão mais danos ao meio ambiente.

Considerações ambientais

O lixo descartado pela sociedade urbana é uma mistura complexa e de natureza muito diversa. Como principais constituintes tem-se o material orgânico (resto de alimentos e de material vegetal), papel, vidro, metais e plásticos. A percentagem de cada um desses constituintes é variável e depende do nível de desenvolvimento da sociedade local. Muito do material que é descartado no lixo, tem valor em termos de conteúdo de nutrientes, conteúdo energético ou como recurso a ser reciclado e reutilizado. Por isso, nos últimos anos, vários estudos têm enfatizado a importância e o potencial associado à reciclagem do lixo doméstico e destacado o impacto que isso pode exercer na redução da quantidade do rejeito para disposição final, além de reduzir o impacto no meio ambiente.

A descarga de resíduos sólidos em locais inadequados, pode causar os seguintes problemas ambientais:

Alterar a qualidade do ar em função das emanações de gases e poeiras;
Poluir as águas superficiais e do subsolo pelos líquidos percolados (chorume) e pela migração de gases;
Agredir esteticamente o solo devido ao espalhamento do lixo;
Atrair diversos vetores causadores de enfermidades, como por exemplo ratos, moscas, baratas, etc.

Se na sua cidade existe um lixão exija do governo providências imediatas para a solução do problema. Os lixões ferem as normas de Saúde Pública e poluem o meio ambiente. Lembre-se que nós contribuímos com impostos e que é nosso direito ter a nossa saúde assegurada.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Chorume

Formalmente conhecido como líquido percolado de aterro, o Chorume de Lixo ou Chorume de Aterro Classe 2 é o líquido proveniente da matéria orgânica em decomposição nos aterros sanitários. Por ser altamente poluente não pode ser disposto diretamente no meio ambiente, pois pode provocar a contaminação do solo, do lençol freático e de corpos d’água. É um resíduo escuro, viscoso e fétido e também atrai vetores de doenças, como moscas e roedores.

É por todos esses motivos que o tratamento do chorume tipo 2 é essencial para evitar a contaminação do solo, das águas e, principalmente, de nós humanos. No aterro sanitário, o chorume é separado do material orgânico por um sistema de drenagem, seguindo em direção às lagoas de armazenamento temporário.

Chorume
Tanque de chorume - Aterro Sanitário

Caminhões tanque transportam o chorume até uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), onde ocorre a degradação biológica da sua carga orgânica. Após o processo de tratamento, a água tratada é lançada nos rios, conforme o artigo 18 do Decreto 8468/76. Em Jundiaí, a água tratada é lançada no Rio Jundiaí.

Fonte: www.teraambiental.com.br

Chorume

CHORUME ", e uma substância (liquida) resultante do processo de pudreficação e  apodrecimentos de matérias orgânicas.

Este liquido  é muito encontrados em lixões e aterros sanitários. É  viscoso e possui um cheiro muito forte e desagradável (odor de coisas podres). 

O processo de tratamento do chorume é muito importante para o meio ambiente. Caso não seja tratado, ele pode atingir  lençóis freáticos,rio e córregos levando a contaminação para esses recursos hídricos. 

Neste caso, os peixes podem ser contaminados e, caso a água seja usada na irrigação agrícola, a contaminação pode chegar aos alimentos (frutas,verduras, e legumes, etc). 

Em função da grande quantidade de matéria orgânica presente no chorume, este pode trazer doenças aos seres humanos além, de custar caro para a saúde pública em geral. 

“CHORUME” , não, não é nenhum super-herói de desenho japonês, antes que você imagine. E sim, um terrível vilão em questões ambientais. O Chorume é um dos resíduos perigosos mais tóxicos dos aterros sanitários. Um líquido preto que pode contaminar por centenas de anos um lençol freático, caso não seja tratado. 

“CHORUME”  é um líquido percolado, que é produzido pela infiltração da água das chuvas e pela degradação de compostos que percolam  através da massa de lixo aterrada, carregando materiais dissolvidos ou suspensos ” 

Este monstrinho que é formado pela mistura de água, com outros inúmeros resíduos que vão para o seu lixo, é responsável pela contaminação do solo e da água dos aterros sanitários. A pesquisa mostra também que o Chorume pode entrar na cadeia alimentar, caso ele consiga chegar aos lagos, rios e o mar e logo após poderá ser encontrado em peixes. Caso este peixe seja consumido por seres humanos há enormes possibilidades desta contaminação, ter consequências inimagináveis. 

Como não se sabe a composição correta deste líquido é impossível prever os resultados desta contaminação. A contaminação também pode chegar até você através das verduras e legumes, caso este líquido chegue aos córregos que são usados para irrigação de lavouras. 

E aí você me pergunta o que eu posso fazer contra isso? Bom! Quanto mais sólidos e recicláveis for o seu lixo, melhor!  se conseguir separar todo o seu lixo reciclável dos dejetos orgânicos melhor ainda. 

Você também pode combater o Chorume, com simples passos: 

Não jogue comida no lixo! Faça compostagem

Separe o resíduo domiciliar dos recicláveis;
Separe as pilhas e baterias. Elas são um veneno para o solo;
Separe os resíduos de óleos de cozinha e  químicos e leve à algum centro de reciclagem; produtos.
O óleo de cozinha é otimo  para diversas finalidades, você pode encontrar uma facilmente.
A separação das cascas de frutas, legumes e verduras é importante  para  fazer biofertilizante. É ótimo, ele fornece nitrientes para as plantas.

De tudo isso,  sabemos que que a nivel Brasil, é impossível determinar o fim destes aterros (por enquanto), mas nem tudo são tristezas. Estes aterros sanitários também produzem Biogás, que pode virar combustível   para a geração de energia nas termelétricas.

O tratamento do chorume, liquido produzido pela decomposição do lixo urbano, é caro e no Brasil poucos são os Aterros Sanitários que tratam seus efluentes in loco. Não estamos dizendo dos lixões que infiltram chorume solo adentro, contaminando lençóis freáticos e até mesmo águas subterrâneas, nem dos aterros controlados que rasgam o maciço de lixo construindo drenagens superficiais e laterais fazendo um grande esforço de manejar o chorume existente e evitar novas infiltrações, estamos falando de Aterros Sanitários devidamente licenciados pelos órgãos ambientais. Boa parte desses Aterros possui sistemas precários de tratamento, outros encaminham seus lixiviados para Estações de Tratamento de Esgoto – ETEs e alguns tratam diretamente seus efluentes a um custo muito elevado.

Algumas tecnologias nacionais e internacionais são mais ou menos eficientes, boa parte consegue atingir os padrões de emissão de efluentes estabelecidos pelos órgãos ambientais, mas a questão crucial consiste no custo de implantação e operação desses sistemas. O tratamento de chorume em ETEs dilui a carga orgânica diminuindo consideravelmente a demanda bioquímica de oxigênio (DBO/DQO). Mas e os metais pesados? E as concentrações de amônia, nitrogênio e outros parâmetros? Para além de serem licenciadas ETEs para tratamento de chorume, é preciso monitorar a saída desses efluentes ao serem despejados nos corpos hídricos, seja Baia da Guanabara, lagoas fluminenses ou rios da região serrana etc...

Por outro lado, a um custo tarifário médio de 40 reais a tonelada na destinação final, fica difícil que Prefeituras, Consórcios e Concessionárias possam cuidar do chorume produzido em seus Aterros e ainda fazer o tratamento e valorização dos resíduos sólidos urbanos diante do que estabelece as boas práticas da engenharia, normativas ambientais e a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Todos pagamos pela luz, água, telefone e gás que consumimos e também deveremos pagar pelo esgoto e pelo lixo que produzimos. Produção – Consumo – Produção, isso é a logística reversa, a roda viva da reciclagem! A geração média de lixo circula em torno de 1 kg/habitante/dia. Prevenir, coletar, separar, prensar, enfardar, transportar, compostar, incinerar, aterrar, tratar chorume e biogás, gerar energia; tudo isso é possível, necessário, vantajoso e possui custos como todo sistema de gerenciamento de serviço público de grande porte. Tanto cidadãos quanto empresas, indústria e comércio devem ser responsabilizados solidária e proporcionalmente pelo custeio de um sistema de gestão de resíduos moderno, eficiente e sustentável. Se o custo e o financiamento do gerenciamento dos resíduos urbanos for igualado ao de outros serviços públicos essenciais, a coleta seletiva, a triagem, a valorização orgânica e energética do lixo começará a ser viabilizada de verdade. O tratamento do chorume e do biogás também se dará na esfera pretendida.

Ou seja, devemos sim exigir padrões de qualidade rigorosos no gerenciamento, tratamento e valorização do lixo urbano e seus subprodutos, mas também devemos responsabilizar categoricamente a cadeia produtiva geradora dos resíduos sólidos e financiar com responsabilidade e transparência o custeio de um sistema que contemple os princípios elementares de gestão ambiental e o que estabelece a Lei.

 O CHORUME, e uma substância (liquida) resultante do processo de pudreficação e apodrecimentos de matérias orgânicas.

Composição do chorume de aterros sanitários:

Parâmetro Faixa
pH 4,5 – 9
Sólidos totais 2000 – 60 000
 Matéria orgânica (mg/L)  
 Carbono orgânico total 30 – 29 000
 Demanda biológica de oxigênio (DBO5) 20 – 57 000
 Demanda química de oxigênio (DQO) 140 – 152 000
 DBO5/DQO 0,02 - 0,80
 Nitrogênio orgânico 14 – 2500
 Macrocomponentes inorgânicos(mg/L)  
Fósforo total 0,1 – 23
Cloretos 150 - 4500
Sulfatos 8-7750
HCO3- 610-7320
Sódio 70-7700
Potássio 50-3700
Nitrogênio amoniacal 50-2200
Cálcio 10-7200
Magnésio 30-15 000
Ferro 3-5500
Manganês 0,03-1400
Sílica 4-70
 Elementos traços inorgânicos (mg/L)  
Arsênico 0,01-1
Cádmio 0,0001-0,4
Cromo 0,02-1,5
Cobalto 0,005-1,5
Cobre 0,005-10
Chumbo 0,001-5
Mercúrio 0,00005-0,16

 

Fonte: avsambiental.comunidades.net

Chorume

A compactação do solo natural nas bases de aterros para resíduos, mesmo que arenoso, constitui uma forma pouco custosa de preparação, resultando na redução da permeabilidade e garantindo um confinamento maior da fase líquida.

Para tanto, necessita-se de um conhecimento adequado dos processos envolvidos no escoamento do chorume , principalmente nas primeiras camadas da base para aterros sanitários, seja sob condições naturais ou compactadas.

O objetivo principal do trabalho foi avaliar e comparar os efeitos do escoamentos do chorume > de um aterro sanitário com idade de oito anos e de água potável, sobre as camadas iniciais de um solo arenoso fino, através do acompanhamento das características do escoamento em meio não saturado, considerando-se:

1) uma base natural, sem compactação e
2)
outras bases compactadas com diferentes níveis de energia, baseadas no Proctor Normal.

Em relação ao escoamento de chorume não foram observadas alterações significativas para as duas colunas com menor grau de compactação (70% e 80% do Proctor Normal), assemelhando-se ao comportamento das primeiras colunas submetidas à alimentação com água. Por outro lado, os solos compactados com graus de 85 e 90%, apresentaram entre si comportamentos semelhantes, com redução crescente do fluxo para valores inferiores a 100 ml mensais ou o equivalente a 6,1 x 10-7 cm/s.

Tal fato demonstra suscetibilidade à colmatação do solo compactado estudado com graus maiores ou iguais a 85%, promovida pelas partículas em suspensão e pelo desenvolvimento provável de flocos e películas biológicas, reduzindo a permeabilidade a valores extremamente baixos, compatíveis com um solo argiloso.

A disposição direta dos resíduos domésticos no solo é a forma corrente de disposição para a maioria dos municípios brasileiros. Sendo uma prática comum de destinação de lixo ao longo de muitos anos, até momento poucos estudos têm sido conduzidos para avaliar os efeitos provocados principalmente pelo lixiviado ou chorume , que se infiltra no solo.

Além disso, a maioria dos estudos não fornece subsídios para determinar qualitativamente os efeitos sobre o solo e sobre o próprio líquido que escoa por meio poroso. Em função das indefinições encontradas, verifica-se que as condutas adotadas pelos técnicos e aquela estabelecida pela legislação impõem a adoção de sistemas totalmente confinantes.

A adoção de tais critérios, na realidade, acaba inviabilizando os pequenos municípios geradores do lixo doméstico, principalmente pela obrigatoriedade do emprego de mantas geossintéticas para impermeabilização dos respectivos aterros sanitários. Alia-se a esta alternativa, a necessidade de uma operação mais custosa. Por outro lado, quanto maiores são as exigências técnicas, menores serão as possibilidades para que um pequeno município atenda-as integralmente, transformando o que poderia ser um aterro viável em um sistema desordenado de disposição de resíduos.

Uma solução intermediária para restringir o escoamento do chorume para os aqüíferos subterrâneos, é a compactação do solo da base, reduzindo sua permeabilidade. Desta forma, o conhecimento dos processos envolvidos nesse escoamento, através das condições de permeabilidade natural e do solo compactado, diante do escoamento de chorume , permitiria estabelecer quais parâmetros deveriam ser avaliados para viabilizar ambientalmente as instalações, e também definir potencialmente sua capacidade de confinar e atenuar os eventuais impactos sobre o solo.

O conhecimento adequado dos processos envolvidos no escoamento do chorume em solos arenosos, ao longo das primeiras camadas do subsolo, sob condições naturais ou compactadas de permeabilidade, permite observar as condições transitórias mais importantes do processo de transporte de contaminantes.

A compactação de um solo arenoso nas bases de aterros constitui uma forma pouco custosa de preparação, resultando na redução da permeabilidade e garantindo um confinamento maior do chorume , sem, contudo atingir os valores exigidos pelos órgãos ambientais.

Neste caso, torna-se fundamental conhecer os mecanismos envolvidos, que permitam avaliar e quantificar eventuais impactos, assim como estabelecer critérios específicos para execução e operação do sistema de disposição de resíduos.

Como descrito por Daniel (1993), o procedimento de compactação visa a criação de uma barreira protetora, denominada de liner, considerada como revestimento de base e laterais em aterros e obras similares, ou como cobertura final dos aterros.

Como revestimento de base são indicadas quando se deseja retardar ao máximo a migração de contaminantes no solo, saturados ou não, de forma a atenuar a concentração dos contaminantes quando atingirem águas subterrâneas.

McBean et al (1995) e Qasin et al (1994) descrevem que os solos naturais apresentam um sistema complexo e dinâmico em que interagem continuamente os processos físicos, químicos e biológicos.

O solo é um sistema heterogêneo e polidisperso de componentes sólidos, líquidos e gasosos, em diversas proporções, e são também bastante porosos e constituem corpos quimicamente solventes pela presença de água em seus interstícios. Os solos consistem de compostos quimicamente inertes, de substâncias de alta ou baixa solubilidade, de uma grande variedade de compostos orgânicos e de organismos vivos e ainda apresentam um meio favorável no qual ocorrem atividades biológicas complexas de forma simultânea.

A força de interação e a predominância de uma reação sobre outra é controlada pelos constituintes específicos do solo.

As interações solo-chorume e as reações físico-químicas envolvidas durante a percolação, resultam na atenuação da carga de contaminantes do chorume .

Esse processo de atenuação resulta na redução da concentração de contaminantes durante o respectivo transporte através do solo.

As principais formas de atenuação estão incluídas nos seguintes mecanismos básicos: físico (filtração, difusão e dispersão, diluição e absorção); químico (precipitação/dissolução, adsorção/desorção, complexação, troca iônica e reações de redox); e microbiológico
(biodegradação aeróbia e anaeróbia).

CARACTERÍSTICAS do chorume

O chorume, também conhecido como sumeiro, chumeiro, lixiviado ou percolado, apresenta altos teores de matéria orgânica e de substâncias inorgânicas (metais pesados), além de uma grande variedade de compostos orgânicos tóxicos. Segundo Sisinno e Oliveira (2002) podem ser encontradas mais de cem substâncias tóxicas em amostras de chorume proveniente da decomposição do lixo urbano, dentre elas o arsênio, chumbo, cádmio, mercúrio, etc.

De acordo com estes autores, a fração orgânica encontrada no chorume é composta tanto por proteínas, carboidratos e lipídios quanto por poluentes orgânicos persistentes benzeno, tolueno, acetona, fenol e outros. Quanto à fração inorgânica (metais pesados), as concentrações variam de acordo com o tipo de resíduo depositado no aterro, aumentando quando há despejo inadequado de resíduos industriais.

Como já foi discutido, essas concentrações variam de acordo com a fase de decomposição em que o lixo se encontra, sendo maior na fase acetogênica.

IMPACTOS do chorume no MEIO AMBIENTE

O chorume é, sem dúvida, um dos grandes problemas ambientais e de saúde pública relacionados à operação e gerenciamento de aterros sanitários. Quando operados inadequadamente, podem causar poluição do solo, das águas superficiais e subterrâneas, além da proliferação de vetores de doenças, tais como ratos, baratas, moscas, vermes, vírus e etc.

Apesar da grande variabilidade no tocante à sua composição química, o chorume é comumente despejado nos ecossistemas aquáticos. Uma das primeiras alterações observadas é a redução do teor de oxigênio dissolvido (OD), elevando a DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio). Quando o OD desaparece ou é reduzido significativamente, os organismos aeróbios podem ser extinguidos da biota aquática cedendo lugar aos anaeróbios, responsáveis pela liberação de gases como CH4 e NH3, sendo este último tóxico para a maioria das formas de vida superiores (LIMA, 2004).

A contaminação do solo ocorre através da infiltração do chorume , de modo que os poluentes presentes no líquido penetram no solo, modificando drasticamente as suas características físicas, químicas e biológicas, podendo ainda, inviabilizar o uso deste recurso, bem como o das águas subterrâneas, caso consiga alcançá-las (LEITE et al., 2004). O teor de matéria orgânica do chorume pode aumentar a solubilidade em água de metais e outros compostos facilitando sua lixiviação e percolação, elevando o risco de contaminação de lençóis freáticos, aqüíferos, lagos e rios.

De acordo com Cassini (2003), o chorume pode permanecer por muitos anos após o encerramento das operações do aterro, fazendo-se necessário o monitoramento do líquido durante décadas.

Quando em contato com as águas superficiais e/ou subterrâneas, o chorume tende a alterar significativamente as características naturais dos corpos hídricos, tornando-os impróprios para o consumo e até mesmo para a sobrevivência dos organismos aquáticos (FUZARO, 1995). De acordo com Souza (s.a), as águas subterrâneas sofrem um impacto não visível envolvendo geralmente longos períodos de tempo, pois dependendo da composição litológica do aqüífero, os contaminantes podem migrar a velocidades muito lentas.

Em virtude da carga de matéria orgânica e da presença de poluentes tóxicos, o chorume pode causar um grande número de alterações na fauna e flora dos ecossistemas, afetando todos os seres que compõem a cadeia alimentar. Através da ingestão de peixes e alimentos contaminados pelo alcance d chorume à biota aquática, podem ocorrer inúmeras alterações no organismo humano, o qual encontra-se no topo da cadeia trófica (MATIAS et al., s.a).

Assim, pelo que foi exposto fica evidente que devem ser feitos esforços para minimizar a formação do chorume , controlar o seu percurso no meio ambiente, tratando-o antes do seu descarte, evitando assim, a contaminação do solo e das águas superficiais e subterrâneas.

PARÂMETROS UTILIZADOS PARA AVALIAR AS CARACTERÍSTICAS DO chorume

Para avaliar a toxicidade e a presença de compostos tóxicos no chorume têm sido utilizados vários parâmetros.

Oliveira & Pasqual (2002), avaliando a qualidade da água subterrânea próxima a um depósito de resíduos sólidos em Botucatu SP, utilizaram como parâmetros analíticos: pH, DQO (Demanda Química de Oxigênio) e metais pesados (Cd, Pb, Cr,Ni e Zn).

Para avaliar a composição dos líquidos percolados do aterro sanitário de São Giácomo (Caxias do Sul RS), Pessin et al. (1997) analisaram os mesmos parâmetros citados, além da alcalinidade, condutividade, DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), teor de sólidos (totais, suspensos e dissolvidos), nitrogênio (total e amoniacal), fosfato, prata (Ag), arsênico(Ar), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), selênio (Se), estanho (Sn) e mercúrio (Hg).

Segundo Macêdo (2002), a Demanda Química de Oxigênio (DQO) expressa a quantidade de oxigênio consumido em meio ácido para degradar a matéria orgânica. A condutividade é a capacidade da água transmitir a corrente elétrica e o teor de sólidos representa as impurezas presentes na água e são classificados de acordo com o seu tamanho.

Os parâmetros mais utilizados para avaliar as características do chorume são pH,metais pesados e DBO. Porém, apenas as análises físico-químicas do chorume não permitem avaliar eventuais impactos em organismos de ecossistemas aquáticos. Para esta avaliação é fundamental o uso de bioindicadores ou testes ecotoxicológicos. Estes testes constituem uma importante ferramenta para fornecer resposta adicional no que se refere às conseqüências para
o meio ambiente.

Parâmetros comumente usados para avaliação do chorume

DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio)

É definida como a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica biodegradável sob condições aeróbicas, ouseja, avalia a quantidade de oxigênio dissolvido (OD) em mg O2/L, que será consumida pelos organismos aeróbios ao degradarem a matéria orgânica. Portanto, a DBO é uma variável de
qualidade da água que quantifica a poluição orgânica, cujo efeito no corpo receptor será a depressão do oxigênio, que poderá conferir condição anaeróbica ao ecossistema aquático.

pH

O Potencial Hidrogeniônico mede a concentração de íons hidrogênio (H+) em determinada água. O pH coordena a caracterização química das águas, indicando condição de acidez, neutralidade ou alcalinidade das mesmas, sendo que os critérios de proteção da vida aquática fixam o pH entre 6 e 9. Muitos animais aquáticos podem sobreviver em pH menor que 5, mas neste pH os metais são facilmente solubilizados aumentando a possibilidade de toxidez.

Metais Pesados

A expressão metal pesado, segundo Macêdo (2002), se aplica a elementos com peso específico maior que 5 g/cm3 ou que possuem número atômico maior que 20.

Na lista de metais pesados estão incluídos com uma maior freqüência os seguintes elementos: Cu, Fe, Mn, Mo, Zn, Co, Ni, V, Al, Ag, Cd, Cr, Hg e Pb.

Em concentrações superiores a  concentração limite ou  VMP´s - valores máximos permissíveis , definidos pela Resolução CONAMA 20/86 e pela Portaria 1469 do Ministério da Saúde, estes metais podem acarretar sérios danos à saúde e ao ambiente em geral pelo fato de os mesmos apresentarem efeitos bioacumulativos. Uma descrição mais detalhada de alguns metais, normalmente analisados no chorume , é apresentada a seguir.

Ni Utilizado na produção de ligas, na indústria de galvanoplastia, na fabricação de baterias juntamente com o Cd, em componentes eletrônicos, produtos de petróleo, pigmentos e como catalisadores para hidrogenação de gorduras. O níquel, relativamente, não é tóxico e as concentrações a que, normalmente, o homem encontra-se exposto são aceitáveis. As concentrações tóxicas de Ni podem causar muitos efeitos, como o aumento da interação competitiva com cinco elementos essenciais (Ca, Co, Cu, Fé e Zn) provocando efeitos mutagênicos, indução de câncer nasal, pulmonar e na laringe, tumores malignos nos rins e também podem apresentar efeitos teratogênicos (OLIVEIRA & PASQUAL, 2002).

Cd Usado na indústria eletrônica em várias aplicações, como nas baterias cádmio- níquel dos telefones celulares, outras baterias e pilhas recarregáveis, o cádmio é mais móvel em ambientes aquáticos do que a maioria dos outros metais, sendo bioacumulativo e persistente no ambiente. A acumulação excessiva de cádmio no homem resulta em problemas de metabolismo do cálcio, reumatismos, nevralgias e problemas cardiovasculares. Altas concentrações nos organismos destroem o tecido testicular e as hemáceas sanguíneas e podem levar a efeitos mutagênicos e teratogênicos (MACÊDO, 2002).

Cr É comumente utilizado na fabricação de ligas metálicas empregadas na indústria de transporte, construções e fabricação de maquinários, na fabricação de tijolos refratários, e também na indústria têxtil, fotográfica e de vidros. A forma hexavalente (VI) do cromo é reconhecida como carcinogênica, causando câncer no trato digestivo e nos pulmões, podendo causar também, dermatites e úlceras na pele e nas narinas. Níveis elevados de Cr (VI) podem causar necroses no fígado, nefrites e morte, e a neveis inferiores podem ocorrer irritações na mucosa gastrointestinal (OLIVEIRA & PASQUAL, 2002).

Pb Utilizado pelas indústrias de baterias automotivas, chapas de metal semiacabado, canos de metal, aditivos em gasolina, munição e fábricas de reciclagem de baterias, o chumbo é um poluente ambiental extremamente tóxico e penetrante, sendo conhecidos os seus efeitos perniciosos desde o começo da era cristã.

Considerado tóxico aos seres humanos, sua toxicidade aguda pode se desenvolver em crianças, podendo causar danos irreversíveis ao cérebro. Em adultos, a contaminação geralmente ocorre de forma ocupacional. O chumbo, como o mercúrio, se acumula principalmente no cérebro, causando uma série de deficiências, desde a cegueira e paralisia até a morte (MACÊDO, 2002).

Cu Em baixas concentrações é um elemento essencial para todas as formas de vida; porém, altos níveis desse mineral têm sido associados a sintomas gastrointestinais, como diarréia, dor abdominal, náusea e vômito. Ingestões acidentais de cobre têm sido relacionadas com a ingestão de água e alimentos cozidos em recipientes de cobre ou que tenham sido preparados em máquinas defeituosas. Há relatos de intoxicação pelo consumo de vinho preparado com misturas a base de cobre, que causaram febre, fraqueza muscular e uma patologia pulmonar que desencadeia o câncer do pulmão e a cirrose do fígado (MUÑOZ, 2002).

Zn Utilizado em indústrias metalúrgicas (fundição e refinação) e indústrias recicladoras de chumbo. A maior parte dos efeitos tóxicos do zinco relaciona-se à sua combinação com outros metais pesados e contaminação durante os processos de extração e concentração de zinco. As cinzas do metal nunca são completamente puras, podendo estar misturadas a outros metais como cádmio e mercúrio (MACÊDO, 2002). Os compostos de zinco não são considerados carcinogênicos (MUÑOZ, 2002).

Testes Ecotoxicológicos

Considerando que efluentes como o chorume podem impactar de forma severa em ecossistemas aquáticos, exigindo uma avaliação criteriosa dos contaminantes presentes de forma qualitativa e quantitativa, e em função da grande complexidade desta matriz com uma infinidade de compostos químicos e possíveis interações entre os mesmos, os testes ecotoxicológicos podem ser adequados para este tipo de avaliação.

O uso de bioindicadores assume que uma determinada espécie, representante de um certo nível trófico, ao perceber a toxicidade existente em uma matriz ambiental, pode sugerir que o ecossistema ao qual faz parte também será afetado pela toxicidade daquela matriz. Neste contexto um dos organismos mais utilizados como bioindicador, é a Daphnia magna (MENEZES et al., 2004).

FUNDAMENTOS DA ECOTOXICIDADE

O emprego dos testes de toxicidade permite avaliar os possíveis impactos que a simples caracterização física e química da água não revela. Sabe-se que apenas a análise físico-química não é suficiente para se definir a toxicidade das substâncias, uma vez que pode haver processos sinérgicos e antagônicos sobre os organismos.

Como complemento aos testes convencionais, têm-se utilizado organismos como bioindicadores. Estes testes são conhecidos como  testes ecotoxicológicos uma das ferramentas de um novo campo da ciência (Ecotoxicologia ou Toxicologia Ambiental) que estuda os efeitos adversos das substâncias tóxicas, principalmente, sobre os ecossistemas aquáticos. Pois, a presença de substâncias tóxicas no meio ambiente pode causar inúmeras alterações nos organismos que entram em contato com estas substâncias, incluindo efeitos carcinogênicos,mutagênicos e teratogênicos.

Quando expostos à contaminantes ambientais, os bioindicadores reagem de forma a modificar as suas funções vitais normais, fornecendo assim, respostas acerca das condições ambientais do corpo hídrico. As reações comumente observadas são redução do crescimento de uma população, perda da capacidade reprodutiva, mudanças fisiológicas e morfológicas, redução de tamanho, morte, entre outras (BERTOLETTI 2001 in Indicadores Ambientais: Conceitos e Aplicações).

De acordo com Azevedo (2003), muitas vezes, um determinado xenobiótico por si só não causa efeitos adversos na biota, porém, quando interage com outras substâncias, pode produzir derivados mais tóxicos, acarretando graves danos em todo o ecossistema. Assim, a aplicação dos testes ecotoxicológicos faz-se necessário para auxiliar o monitoramento de lançamento de efluentes nos corpos receptores (geralmente recursos hídricos), de modo que não haja alteração na biota aquática decorrente da toxicidade de determinados compostos (SILVA, 2002).

TESTES ECOTOXICOLÓGICOS

Devido à complexidade e variabilidade dos compostos orgânicos e inorgânicos presentes no chorume , recomenda-se que a caracterização do corpo receptor desse efluente seja complementada por testes toxicológicos, a fim de se obter informações não reveladas pela simples caracterização física e química.

Segundo Damato (2001 in Indicadores Ambientais: Conceitos e Aplicações), a escolha de organismos-teste fundamenta-se em alguns critérios, entre eles: o organismo- teste deve ser representativo de um importante grupo ecológico; deve ser abundante e estar disponível ao longo do ano; devem existir métodos para seu cultivo em laboratório e serem conhecidas as exigências ambientais da espécie; o efeito tóxico deve ser facilmente identificável; o organismo deve ser sensível ao agente tóxico ou aos fatores ambientais; e deve ser membro de família que pertença a cadeia alimentar do homem.

Os testes ecotoxicológicos são usualmente desenvolvidos em laboratório e consistem da exposição dos organismos a várias concentrações do agente químico, durante períodos de exposição pré-definidos. Os efeitos causados pelos poluentes podem ser classificados em agudos e crônicos. A toxicidade aguda permite avaliar as alterações provocadas por um xenobiótico sobre determinados organismos, durante um curto período de tempo de exposição, enquanto que a toxicidade crônica corresponde à resposta a um estímulo prolongado, ou seja, por um período de tempo maior. A letalidade é um dos indicadores utilizados para avaliar a resposta dos organismos à toxicidade aguda provocada por um composto ou um efluente (SILVA, 2002).

As vantagens da utilização dos ensaios ecotoxicológicos são:

Avaliar os efeitos resultantes das interações de compostos químicos;
Avaliar o impacto em corpos receptores;
Estabelecer diluições necessárias para reduzir ou prevenir efeitos tóxicos em águas receptoras;
Determinar a persistência da toxicidade.

Apesar da facilidade de realização, da resposta rápida em termos de toxicidade de um efluente e da identificação de efeitos sinérgicos e antagônicos, esses testes apresentam algumas limitações porque utilizam apenas um nível trófico. Sempre que possível, deve-se avaliar a toxicidade com mais de uma espécie representativa da biota aquática, afim de estimar com maior segurança os impactos no corpo receptor.

Segundo Damato (1997), os organismos de água doce têm sido largamente utilizados como indicador biológico devido a sua sensibilidade a variações de parâmetros ambientais.

Para a realização dos testes ecotoxicológicos um bioindicador com boa aceitação é a Daphnia magna, referenciada pela Portaria 017/02 da FATMA. De acordo com Terra et al. (s.a), o uso desse microcrustáceo em testes crônicos tem fornecido boas respostas.

Conhecida popularmente como pulga d água, a Daphnia magna é um microcrustáceo da família Daphnidae, que está presente em todos os ecossistemas de água doce (lagos, represas, rios e planícies inundadas).

Considerada como consumidor primário, a Daphnia magna se alimenta de fitoplâncton e de matéria orgânica, embora sua principal alimentação seja algas, bactérias e fungos. A figura abaixo apresenta a foto de uma Daphnia magna.

Chorume
Foto do microcrustáceo Daphnia magna

A Daphnia constitui um importante elo entre os níveis inferiores e superiores da cadeia trófica, exercendo papel fundamental na comunidade zooplanctônica. É bastante utilizada como bioindicador pelo fato de apresentar um curto ciclo de vida e sensibilidade a uma grande variedade de contaminantes químicos e biológicos. Assim, a utilização dos testes de ecotoxicidade, sob condições controladas de laboratório, permite avaliar o potencial deletério que algumas substâncias podem exercer sobre a biota aquática e, conseqüentemente, sobre o homem e demais ecossistemas envolvidos.

Fonte: dspace.comiteitajai.org.br

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