Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Lixo  Voltar

Lixo

 

Muito se tem discutido sobre as melhores formas de tratar e eliminar o lixo -- industrial, comercial, doméstico, hospitalar, nuclear etc. -- gerado pelo estilo de vida da sociedade contemporânea. Todos concordam, no entanto, que o lixo é o espelho fiel da sociedade, sempre tão mais geradora de lixo quanto mais rica e consumista. Qualquer tentativa de reduzir a quantidade de lixo ou alterar sua composição pressupõe mudanças no comportamento social.

A concentração demográfica nas grandes cidades e o grande aumento do consumo de bens geram uma enorme quantidade de resíduos de todo tipo, procedentes tanto das residências como das atividades públicas e dos processos industriais. Todos esses materiais recebem a denominação de lixo, e sua eliminação e possível reaproveitamento são um desafio ainda a ser vencido pelas sociedades modernas.

De acordo com sua origem, há quatro tipos de lixo: residencial, comercial, público e de fontes especiais.

Entre os últimos se incluem, por exemplo, o lixo industrial, o hospitalar e o radioativo, que exigem cuidados especiais em seu acondicionamento, manipulação e disposição final. Juntos, os tipos doméstico e comercial constituem o chamado lixo domiciliar que, com o lixo público -- resíduos da limpeza de ruas e praças, entulho de obras etc. -- representam a maior parte dos resíduos sólidos produzidos nas cidades.

Destinação do lixo urbano e hospitalar

A adequada condução do serviço de limpeza urbana é importante não só do ponto de vista sanitário, mas também econômico-financeiro, social, estético e de bem-estar. Apesar disso, um estudo conveniado da Organização Pan-Americana de Saúde, de 1990, que estimou em mais de oitenta mil toneladas a quantidade de resíduos sólidos gerados diariamente nas cidades brasileiras, constatou que apenas a metade era coletada. A outra metade acabava nas ruas, terrenos baldios, encostas de morros e cursos d'água. Da parte coletada, 34% iam para os lixões (depósitos a céu aberto) e 63% eram despejados pelos próprios serviços de coleta em beiras de rios, áreas alagadas ou manguezais, prática cada vez mais questionada por suas implicações ecológicas. Somente três por cento da parte coletada recebiam destinação adequada ou pelo menos controlada.

O lixo coletado pode ser processado, isto é, passar por algum tipo de beneficiamento a fim de reduzir custos de transporte e inconvenientes sanitários e ambientais.

As opções de tratamento do lixo urbano, que podem ocorrer de forma associada, são: compactação, que reduz o volume inicial dos resíduos em até um terço, trituração e incineração. Boa opção do ponto de vista sanitário, a incineração, porém, é condenada por acarretar poluição atmosférica.

A disposição final do lixo pode ser feita em aterros sanitários e controlados ou visar à compostagem (aproveitamento do material orgânico para a fabricação de adubo) e a reciclagem. Esses dois últimos processos associados constituem a mais importante forma de recuperação energética. A reciclagem exige uma seleção prévia do material, a fim de aproveitar os resíduos dos quais ainda se pode obter algum benefício, como é o caso do vidro, do papel e de alguns metais.

A solução defendida por muitos especialistas, porém, envolve a redução do volume de lixo produzido. Isso exigiria tanto uma mudança nos padrões de produção e consumo, quanto a implantação de programas de coleta seletiva de lixo. Nesse caso, os diversos materiais recicláveis devem ser separados antes da coleta, com a colaboração da comunidade.

Os países industrializados são os que mais produzem lixo e também os que mais reciclam. O Japão reutiliza 50% de seu lixo sólido e promove, entre outros tipos de reciclagem, o reaproveitamento da água do chuveiro no vaso sanitário. Os Estados Unidos (EUA) recuperam 11% do lixo que produzem e a Europa Ocidental, 30%. A taxa de produção de lixo per capita dos norte-americanos, de 1,5 quilo por dia, é a mais alta do mundo. Equivale ao dobro da de outros países desenvolvidos. Nova York é a cidade que mais produz lixo, uma média diária de 13 mil toneladas. São Paulo produz 12 mil toneladas. Entre os líderes mundiais da reciclagem de latas de alumínio destacam-se Japão (70%), EUA (64%) e Brasil (61%), conforme dados de 1996 da Associação Brasileira de Alumínio.

POLUIÇÃO DO SOLO

As principais causas da poluição do solo são o acúmulo de lixo sólido, como embalagens de plástico, papel e metal, e de produtos químicos, como fertilizantes, pesticidas e herbicidas. O material sólido do lixo demora muito tempo para desaparecer no ambiente. O vidro, por exemplo, leva cerca de 5 mil anos para se decompor, enquanto certos tipos de plástico nunca se desintegram, pois são impermeáveis ao processo de biodegradação promovido pelos microorganismos.

As soluções usadas para reduzir o acúmulo de lixo, como a incineração e a deposição em aterros, também têm efeito poluidor, pois emitem fumaça tóxica, no primeiro caso, ou produzem fluidos tóxicos que se infiltram no solo e contaminam os lençóis de água. A melhor forma de amenizar o problema, na opinião de especialistas, é reduzir a quantidade de lixo produzida, por meio da reciclagem e do uso de materiais biodegradáveis ou não descartáveis.

MÉTODOS DE ELIMINAÇÃO

O aterro sanitário é o modo mais barato de eliminar resíduos, mas depende da existência de locais adequados. Esse método consiste em armazenar os resíduos, dispostos em camadas, em locais escavados. Cada camada é prensada por máquinas, até alcançar uma altura de 3 metros. Em seguida, é coberta por uma camada de terra e volta a ser comprimida. É fundamental escolher o terreno adequado, para que não haja contaminação nem na superfície, nem nos lençóis subterrâneos. Além disso, o vazadouro deve ter boa ventilação.

Os incineradores convencionais são fornos, nos quais se queimam os resíduos. Além de calor, a incineração gera dióxido de carbono, óxidos de enxofre e nitrogênio, dioxinas e outros contaminantes gasosos, cinzas voláteis e resíduos sólidos que não se queimam. É possível controlar a emissão de poluentes mediante processos adequados de limpeza dos gases.

A fabricação de fertilizantes ou adubos, a partir de resíduos sólidos, consiste na degradação da matéria orgânica por microorganismos aeróbicos. O húmus resultante contém de 1% a 3% de nitrogênio, fósforo e potássio.

GERAÇÃO DE RECURSOS ENERGÉTICOS

É possível gerar energia a partir de alguns processos de eliminação de resíduos. Alguns incineradores aproveitam para gerar vapor e produzir eletricidade. A pirólise é um processo de decomposição química de resíduos sólidos por meio do calor em uma atmosfera com pouco oxigênio. Isto gera uma corrente de gás composta por hidrogênio, metano, monóxido de carbono (os três são combustíveis), dióxido de carbono, cinza inerte e outros gases.

RECICLAGEM

É muito antiga a prática de reciclagem de resíduos sólidos. Os utensílios metálicos são fundidos e remodelados desde os tempos pré-históricos. Os materiais recicláveis são recuperados de muitas maneiras, como o desfibramento, separação magnética de metais, separação de materiais leves e pesados, peneiração e lavagem.

Mais sobre Poluição do solo

A poluição pode afetar também o solo e dificultar seu cultivo. Nas grandes aglomerações urbanas, o principal foco de poluição do solo são os resíduos industriais e domésticos. O lixo das cidades brasileiras, por exemplo, contém de setenta e a oitenta por cento de matéria orgânica em decomposição e constitui uma permanente ameaça de surtos epidêmicos. O esgoto tem sido usado em alguns países para mineralizar a matéria orgânica e irrigar o solo, mas esse processo apresenta o inconveniente de veicular microrganismos patogênicos. Excrementos humanos podem provocar a contaminação de poços e mananciais de superfície.

Os resíduos radioativos, juntamente com nutrientes, são absorvidos pelas plantas. Os fertilizantes e pesticidas sintéticos são suscetíveis de incorporar-se à cadeia alimentar.

Fator principal de poluição do solo é o desmatamento, causa de desequilíbrios hidrogeológicos, pois em conseqüência de tal prática a terra deixa de reter as águas pluviais. Calcula-se que no Brasil sejam abatidos anualmente trinta mil quilômetros quadrados de florestas, com o objetivo de obter madeira ou áreas para cultivo.

Outra grande ameaça à agricultura é o fenômeno conhecido como chuva ácida. Trata-se de gases tóxicos em suspensão na atmosfera que são arrastados para a terra pelas precipitações. A chuva ácida afeta regiões com elevado índice de industrialização e exerce uma ação nefasta sobre as áreas cultivadas e os campos em geral.

Fonte: lixohospitalar.vilabol.uol.com.br

Lixo

Segundo os dicionários, lixo significa "resíduo", "imundície", "sujidade", "rate", "cisco" etc. A civilização humana processa e utiliza materiais da natureza, mas uma parte deles não é aproveitada. Dessa forma, são rejeitados como lixo. Obviamente, ele faz mal tanto à civilização quanto à natureza.

Existem três métodos para resolver ou amenizar os problemas do acúmulo do lixo: reduzi-lo, reutiliza-lo e reciclá-lo.

Os paises industrializados, como os Estados Unidos, o Japão e a Inglaterra são os maiores produtores de lixo e o Canadá, a Holanda e a Suíça são os menores.

Aparentemente, estes ú1timos estão sendo bem sucedidos na redução do lixo. Entretanto, dados sobre a geração de lixo por pessoa indicam uma realidade diferente. Os Estados Unidos são os maiores geradores de lixo por pessoa, seguidos do Canadá, da Holanda e da Suíça. Os menores geradores por pessoa sio a Alemanha, a Espanha e a França.

O lixo é classificado em três categorias do ponto de vista da periculosidade. A classe I é a mais perigosa, que apresenta risco à saúde pública ou ao meio ambiente. Nessa classe enquadra-se materiais como inflamáveis, corrosivos, reativos, tóxicos e causadores de doenças. A classe II é não inerte, ou seja, insegura e móveis, tais como materiais combustíveis, biodegradáveis e materiais solúveis na água. A classe III é inerte, ou seja, materiais sólidos e insolúveis na água. O lixo deve ser tratado de acordo com sua classe.

Certos resíduos podem provocar grandes efeitos negativos na saúde humana. Metais pesados aumentam a incidência de doenças cancerígenas e de intoxicação. A dioxina aumenta a incidência de câncer e, além disso, provoca má formação dos fetos. As partículas metálicas causam e agravam doenças respiratórias. O dióxido de enxofre (SO2) causa e agrava as doenças respiratórias e a irritação das vias respiratórias. O monóxido de carbono (CO) diminui a taxa de transporte de oxigênio no sangue e, no caso extremo, é fatal. Óxidos de nitrogênio diminuem a resistência imunológica, causam irritação das vias respiratórias e agravam as doenças respiratórias.

Existem várias formas de tratamento do lixo. A incineração, ou seja, a queima do lixo, é o método principal no Japão e na Suíça, sendo que mais de 60% do Lixo é incinerados. A Suécia, a França, a Alemanha e a Holanda incineram algo em torno de 40%. Os Estados Unidos, a Itália, o Canadá, a Inglaterra e a Espanha possuem baixos índices de incineração, não chegando a 20%.

A compostagem é a tecnologia de transformar o lixo em materiais sólidos estáveis, denominados compostos. O país mais avançado qualitativamente na técnica da compostagem é a Espanha, realizando em torno de 27% do tratamento total. Outros países europeus, como a França, a Itália e a Suíça, seguem atrás da Espanha.

Nos países de alta densidade demográfica e de alto nível de renda, como no Japão, na Alemanha, na Bélgica e nos estados da costa leste dos Estados Unidos, o lixo principal é as embalagens. A coleta do lixo é praticamente total e a coleta seletiva está em desenvolvimento. O lixo é queimado em incineradores, gerando energia elétrica. Resíduos de materiais não combustíveis são soterrados em aterros sanitários.

Nos países de baixa densidade demográfica de alto nível de renda, como o Canadá, nos países do norte da Europa e nos estados da costa oeste dos Estados Unidos, os principais lixos são embalagens e resíduos de jardinagem. A coleta de lixo é total e a forma principal de tratamento é o aterro sanitário. Em algumas regiões, a compostagem ainda está em desenvolvimento.

Nos países de baixa densidade demográfica e de baixo nível de renda, como em algumas regiões da África e da América do Sul, o principal lixo são os resíduos de alimentos. A coleta de lixo é incompleta e ele é despejado principalmente a céu aberto, chamado popularmente de "lixões", e em aterros sanitários.

Nos países de alta densidade demográfica e de baixo nível de renda, como na índia, na China e no Egito, a principal forma de lixo são os alimentos, ficando acima das embalagens. A coleta do lixo é inadequada e, além disso, os aterros sanitários estão cheios. Portanto, há necessidade de abrir novos aterros sanitários com controle ambiental. Um grande número de catadores de lixo trabalha nas ruas, nos aterros sanitários e nos lixões, abastecendo a indústria de reciclagem.

No Brasil, segundo dados de 1991, 76% do lixo é jogado a céu aberto, 13% é tratado em aterros sanitários controlados, e 10% em aterros sanitários não controlados (total de 23%). A compostagem e a incineração são de porcentagem muito baixa, respectivamente, 0,9 e 0,1%.

Entretanto, a melhor solução não está no desenvolvimento dos tratamentos, mas na redução do lixo.

O que podemos fazer para reduzir a geração de lixo?

Há algumas formas que cada um pode começar a utilizar imediatamente, como por exemplo: evitar empacotamentos desnecessários e trazer sua própria bolsa de compras; não comprar bebidas de embalagens descartáveis, preferindo embalagens retornáveis; comprar produtos duráveis e resistentes e alimentos frescos não embalados; planejar bem as compras para não haver desperdício; usar papel higiênico não colorido feito de papel reciclado etc.

Outra forma é reutilizar os materiais abandonados: separar sacolas, sacos de papel, vidros, caixas de ovos, papel de embrulho que podem ser reutilizados; usar o verso de folhas de papel já utilizadas para rascunho; utilizar coador de café não descartável; doar roupas, móveis, aparelhos domésticos, brinquedos etc. que possam ser reaproveitados por outros. É preciso pensar em restaurar e conservar antes de jogar os materiais fora.

Há ainda outras sugestões: levar o lanche ou o almoço em recipientes reutilizáveis como marmita e não em invólucros plásticos; preferir fraldas laváveis às descartáveis; não jogar aparelhos quebrados no lixo e entregar ou vender em ferro velho; guardar caixas de papelão ou plástico para outros usos, etc. Esses métodos não são novidades do século XXI. Na geração de nossos pais e avôs, eram utilizados diariamente. De fato, esquecemos a sabedoria do passado.

Existe um exemplo irônico de aumento inesperado de lixo por utilização de uma nova tecnologia - a expansão do consumo de papel na utilização de computadores. Na década de 1980, considerava-se que o consumo de papel diminuiria à medida que o uso de computadores aumentava. As informações seriam registradas em meios magnéticos e transmitidas via rede, sem utilização de papel. Os cartórios e os correios poderiam ser descartados. Entretanto, o que ocorreu foi totalmente o oposto. O consumo de papel aumentou explosivamente devido ao uso das impressoras, ocasionando uma enorme quantidade de papel que posteriormente vai para o lixo. Por isso, os Estados Unidos, o Japão, o Canadá e a Suécia apresentam uma porcentagem acentuada de papel entre os materiais destinados ao lixo.

Atualmente, muitos países desenvolvidos estão tratando eficientemente o lixo. A coleta seletiva é um método simples, porém, muito eficiente. No Japão, a realização da coleta seletiva é total em todas as cidades grandes. Não se deve jogar aparelhos de televisão, de ar condicionado e geladeiras no lixo, mas levados para indústrias de reciclagem por conta de cada consumidor.

Outros materiais recicláveis de lixo vão para as fábricas de reciclagem. Os resíduos de alimentos e outros materiais combustíveis são queimados em incineradores de alta temperatura, a 900°C, para não gerar dioxina. Os gases tóxicos são filtrados antes de serem emitidos no ar petas chaminés. Os materiais residuais não combustíveis, ou seja, a cinza final, são submetidos à fundição para fazer compostos. Os compostos são utilizados como tijolo, azulejo, telhado e pavimentação. A cidade de Yokohama, com um milhão de habitantes, possui oito instalações desse tipo.

O calor da incineração gera energia elétrica, cerca de 20 megawatts por instalação. Esta é utilizada para funcionamento da instalação. Além disso, a energia restante é enviada para a instalação vizinha de tratamento de esgoto. Em troca, a instalação de esgoto fornece gás metano como combustível auxiliar para o incinerador. A energia finalmente restante, cerca de 6 megawatts em cada instalação, é vendida para empresas de eletricidade.

Nos séculos anteriores, comentava-se que "o lixo é o barômetro da civilização", significando que a sociedade produtora da maior quantidade de lixo seria a mais avançada. No passado, considerava-se que os recursos naturais seriam ilimitados e o enriquecimento social seria realizado por meio de grande consumo de recursos e a conseqüente produção de lixo. Tal tipo de avanço econômico, no sentido apenas quantitativo, era apoiado pelo capitalismo clássico. Se a civilização fosse subdesenvolvida, a humanidade seria mais pobre. Portanto, as pessoas utilizavam sua sabedoria para aproveitar ao máximo os poucos materiais que tinham.

Conforme o desenvolvimento da produção industrial, tornamo-nos mais preguiçosos, produzindo grande quantidade de lixo na procura de uma vida mais confortável.

Neste século, esse raciocínio deve ser invertido. A sociedade com menor desperdício e menor estrago natural, que produz menor quantidade de lixo por pessoa, será a mais avançada. Ou seja, viver com mais eficiência é mais inteligente, de melhor qualidade e cultura mais elevada. Naturalmente, é necessário, mais sabedoria e educação.

Mahatma Gandhi disse há muito tempo: "Há o suficiente no mundo para todas as necessidades humanas, mas não há o suficiente para a cobiça humana". É necessário mudar o rumo da civilização do quantitatismo para o qualitatismo. E essa revolução cultural começará a partir do comportamento diário de cada um.

O presente artigo foi publicado no jornal Brasil Sekyo, Sábado, 1 de junho de 2002, Edição No. 1.654, Caderno Cultura Soka, C4. O direito autoral do presente artigo pertence à Editora Brasil Seikyo.

Fonte: www.motoki.hpg.ig.com.br

Lixo

Natureza e lixo

Lixo
Uma montanha de carros abandonados, nos Estados
Unidos. Ao contrário de muitos produtos de consumo, os carros são freqüentemente reciclados

O que acontece com os pássaros e animais quando morrem? Para onde vão as folhas que caem das árvores? Passam pelo processo de reciclagem da natureza.

Todas as plantas e animais mortos apodrecem e se decompõem. São destruídos por larvas, minhocas, bactérias e fungos, e os elementos químicos e nutrientes que eles contêm voltam à terra. Podem ficar no solo, nos mares ou rios e serão usados novamente por plantas e animais. É um processo natural de reutilização de matérias. É um interminável ciclo de morte, decomposição, nova vida e crescimento.

Lixo
Um tronco de árvore morta é um valioso recurso para esse
pica-pau americano, que o está usando como seu ninho

Um bom exemplo desse ciclo é o que acontece nos jardins, quando folhas, frutos e plantas mortas caem no chão, decompõem-se e formam o húmus, valioso por melhorar a estrutura e a textura do solo. Assim enriquecido, o solo possibilita o aparecimento e o nascimento de novos seres vivos.

A natureza é muito eficiente no tratamento do lixo. Na realidade, não há propriamente lixo, pois ele é novamente usado e se transforma em substâncias aproveitáveis. O tronco de uma árvore morta pode servir de casa para insetos e pássaros, como o pica-pau, antes de cair e se transformar em húmus. Nas rochas da costa oeste da América do Sul, há colônias de pássaros que se alimentam de peixes. Seus excrementos, ricos em fosfato de cálcio, formam depósitos chamados guanos, que têm sido usados como fertilizante pelo homem. Logo, o que é lixo para algumas espécies, é riqueza para outras.

Lixo
Mulheres e porcos vasculahm um lixão em
São Paulo, correndo sérios riscos de contaminação

Enquanto a natureza se mostra eficiente em reaproveitamento e reciclagem, os homens o são em produção de lixo. Em apenas um dia, os Estados Unidos produzem 90 milhões de garrafas e vasilhas, 46 milhões de latas e 25 mil aparelhos de televisão. Apesar de uma parte desse material ser usada novamente, a maioria é jogada fora como refugo. E quanto mais se acumula refugo, tanto mais se precisa de buracos na terra ou locais de aterro para depositá-lo. O lixo produzido pelo homem pode viajar muitos quilômetros, antes de ser condicionado – o lixo doméstico de Londres é transportado para aterros em sete municípios britânicos.

Os ciclos naturais de decomposição e reciclagem da matéria podem reaproveitar o lixo humano. Contudo, uma grande quantidade deste sobrecarrega o sistema.

O problema se agrava porque muitas das substâncias manufaturadas pelo homem não são biodegradáveis, isto é, não se decompõem facilmente. Vidros, latas e alguns plásticos não são biodegradáveis e levam muitos anos para se decompor. Esse lixo pode rapidamente provocar poluição

Lixo
Há muito lixo que não se decompõe com facilidade.
Aqui em Manitoba, Canadá, um urso procura alimentos num depósito de lixo.

Poluição

Quando o homem explora os recursos da terra e não os reutiliza ou recicla, o meio ambiente se polui com o refugo desses produtos. A poluição impede que os ciclos naturais se realizem apropriadamente. Além disso, ela é repugnante e, muitas vezes, perigosa.

Ambientes poluídos são um perigo para a saúde – ameaçam o bem-estar de nosso planeta e nossas próprias vidas. Se o lixo doméstico não for retirado de nossas casas, haverá logo acúmulo de coisas podres que atrairão insetos e ratos. Embora esses animais ajudem a decompor o lixo, podem, também, causar doenças que são danosas ao ser humano. Da mesma forma, se as fábricas continuarem a jogar lixo químico nos rios e mares, toda a água do planeta ficará envenenada.

O único planeta

A Terra é o único planeta conhecido que possui vida. Ela tem recursos e materiais que permitem que plantas e animais sobrevivam. Ela fornece água, ar, energia, alimento, minerais, metais e remédios, assim como dispõe de sistemas de reciclagem, pelos quais os recursos são reutilizados. Ela mantém, também, nossa qualidade de vida – artes, ciências, recreação e crenças religiosas.

Os recursos e materiais, entretanto, são limitados e precisam ser usados com sabedoria e conservados. Os sistemas naturais da Terra são vitais, mas sucumbirão se forem sobrecarregados. A sobrevivência e o bem-estar na Terra estão ligados ao meio ambiente. Nossa própria vida e a das futuras gerações dependem de que tratemos a Terra com cuidado e respeito.

Os oceanos

A ameaça aos rios e oceanos do mundo pelo lixo e pela poluição está se tornando óbvia. O Mar do Norte tem sido lentamente transformado num depósito de muitos países europeus. Produtos químicos, como os bifenóis policlorados, e pesticidas, como o DDT, bem como o lixo doméstico, o incinerado, óleo e detritos de esgotos são regularmente atirados ao mar, que está se tornando uma verdadeira e enorme lata de lixo, o que exigirá um esforço internacional para limpá-lo.

Controle do Lixo

Por causa da enorme quantidade de lixo doméstico, precisamos planejar meios para dispor dele. Na Europa, cada família enche, em média, duas latas de lixo por semana. Multiplique isso pelo número de famílias num país inteiro e você terá uma enorme quantidade de lixo para ser descartado. A cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, joga fora a maior quantidade per capita diária de lixo – aproximadamente 1,8 kg por pessoa. Todos os dias, Nova Iorque tem de eliminar 24 mil toneladas de lixo. A Grande São Paulo, por sua vez, produz, a cada dia, 12 mil toneladas de lixo – equivalentes a 0,6 kg por pessoa –, um volume que exige, para recolhê-lo, 10 mil lixeiros e 1 000 caminhões,

Então, o que acontece ao nosso lixo? Primeiramente, ele é coletado pelas prefeituras, ou por uma companhia particular, e levado a um depósito, juntamente com o lixo de outras residências da área. Lá pode haver uma certa seleção – sobras de metal são separadas e reaproveitadas. O que acontece ao lixo tão variado de um lugar para, outro? Em geral, a solução mais comum a todo esse material é enterrá-lo em aterros apropriados. A Grande São Paulo descarta 59% de seu lixo por esse processo. Para os lixões, seguem 23% do que é recolhido.

Lixo
Coletores de embalagens plásticas estão se tornando uma característica comum da vida urbana

No entanto, esses locais causam problemas. A decomposição do lixo produz gases (principalmente metano) que se desprendem da terra. De vez em quando, esses gases causam explosões – ou obrigam os moradores das redondezas a se retirarem. O lixo enterrado pode, também, poluir lençóis de água, que correm para os rios e riachos que abastecem nossas casas.

Outro método é a incineração ou queima. Esse método está se tornando mais comum, uma vez que os depósitos estão se tornando escassos e ficam mais dispendiosos. Outra vantagem da incineração é o fato de que com essa queima se pode produzir energia, parte da qual já vem sendo aproveitada. Na Dinamarca, 75 % do lixo é queimado para produzir energia. Em São Paulo, apenas 6% do lixo segue esse destino. Há desvantagens nesse método. Seu desenvolvimento é caro. E, pior ainda, durante o processo de incineração, há liberação de gases que poluem o ar.

Lixo é caro – custa tempo, energia, espaço e, também, dinheiro. A Grã-Bretanha paga 1 milhão de libras por dia para descarregar o lixo nos depósitos.

Calcula-se que a Califórnia, Estados Unidos, na década de 90, deva pagar 1 bilhão de dólares por ano, para dispor de seu lixo. Além de provocar grandes despesas, ele polui o ambiente. Contudo, o refugo não precisa transformar-se em lixo. Ele pode ser reutilizado ou reciclado.

Destino do Lixo

O destino do lixo é diferente, de acordo com cada tipo de resíduo que o constitui. Entretanto, o destino mais comum que se dá para qualquer resíduo no Brasil são os chamados "Lixões".

Em aproximadamente 70% das cidades brasileiras os resíduos são jogados neste destino final. Trata-se de um espaço aberto, localizado geralmente na periferia das cidades onde o lixo fica apodrecendo, ou então é queimado. Não devem ser confundidos com aterros sanitários, pois é um método sem critérios sanitários e ecológicos, provocando a contaminação das águas subterrâneas e do solo e a poluição do ar com gases tóxicos. É muito comum também o despejo do lixo em córregos ou em terrenos baldios pela população de periferias que não recebem atenção quanto à coleta ou educação municipal.

O lixo comum e entulhos devem ir para aterros sanitários quando não há a possibilidade de reciclagem. Os aterros sanitários são basicamente locais onde os resíduos são confinados no solo, livre do contato com o ar e cobertos com uma camada de terra. O terreno é impermeabilizado para permitir que os líquidos e os gases resultantes da decomposição que estes resíduos sofrem embaixo da terra (principalmente por bactérias) sejam drenados e tratados, para evitar a contaminação do ambiente. Ainda há falta de aterros sanitários no Brasil. Por outro lado, a maioria dos existentes não foi construída de acordo com os padrões técnicos, comprometendo o solo e os recursos hídricos.

O lixo séptico ou hospitalar deve ir para valas sépticas ou ser incinerado (a incineração é diferente da queima, pois é feita em máquinas especiais e não simplesmente pelo fogo). Entretanto, em muitas cidades, o lixo hospitalar é depositado em aterros sanitários ou mesmo lixões. Em algumas cidades, o lixo orgânico é encaminhado para usinas de com postagem. Estas usinas consistem basicamente em locais onde estes resíduos são misturados com terra e esterco, misturados constantemente e submetidos à ação de fungos e bactérias, para serem transformados em adubo orgânico, também chamado de húmus, material muito rico em nutrientes.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Lixo

LIXO: UM ASSUNTO SÉRIO

Aquele palito de fósforo inocente que jogamos no chão, a bituca
de cigarro que voa pela janela do carro e até aquele miolo de maçã que,
pensamos, por ser orgânico, vai sumir rapidinho da calçada, cada um
deles tem uma história interessante para nos contar. Acompanhe:

Num lugar úmido, o papel leva 3 meses para sumir e, num local seco, pode levar muito mais tempo. Além disso, um papel absorvente dura vários meses. Jornais podem permanecer intactos por décadas.

Em um ambiente úmido, um fósforo não se decompõe antes de 6 meses, mais ou menos.

O miolo de uma maçã, que se decompõe em uns 6 meses em clima quente, pode conservar-se por 1 ano num lugar mais ameno. Isso porque o orvalho dificulta a proliferação dos micróbios decompositores e diminuem sua capacidade devoradora.

Um cigarro pode demorar de 1 a 2 anos para se decompor, tempo em que as bactérias e fungos digerem o acetato de celulose existente no filtro.

Um chiclete jogado no chão começa a ser destruído pela luz e pelo oxigênio do ar, que o fazem perder a elasticidade e a viscosidade. Como a goma contém resinas naturais e artificiais, além de açúcar e outros ingredientes, o processo pode durar até 5 anos.

Uma lata de aço se desintegra em uns 10 anos, convertendo-se em óxido de ferro. Após dois verões bem chuvosos, o oxigênio da água começa a oxidar as latas feitas de aço recoberto de estanho e verniz. Já uma lata de alumínio não se corrói nunca. Taí um bom motivo, entre vários, para reciclar as latas dos refrigerantes e cervejas que consumimos.

As boas qualidades do plástico - sua durabilidade e resistência à umidade e aos produtos químicos - impedem sua decomposição. Como este material existe há apenas 1 século, não é possível determinar seu grau de biodegradação, mas estima-se que uma garrafa de plástico demoraria centenas de anos para desaparecer.

A resistência do vidro é tamanha, que arqueólogos encontraram utensílios de vidro do ano de 2000 a.C. Por ser composto de areia, sódio, cal e vários aditivos, os microorganismos não conseguem digeri-lo. Um recipiente de vidro demoraria 4 000 anos para se desintegrar pela erosão e ação de agentes químicos.

Fonte: www.sobrelixo.hpg.ig.com.br

Lixo

Lixo são os restos das atividades humanas, consideradas pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis.

Apresentam-se geralmente sob estado sólido, semi-sólido ou semi-líquido.

Classificação do lixo

Existem várias formas possíveis de se classificar o lixo:

Ex:. Por sua natureza física: seco e molhado;
Por sua composição química
: matéria orgânica e matéria inorgânica;
Pelos riscos potenciais ao meio ambiente:
perigosos, não inertes e inertes (NBR 10004)

Lixo domiciliar

É aquele originado da vida diária das unidades familiares, constituídos por restos de alimentos, tais como: cascas de frutas, verduras, produtos deteriorados, restos de alimentos, jornais, revistas, garrafas plásticas e de vidro, embalagens em geral, papel higiênico, fraldas descartáveis, entre outros.

Lixo comercial

É aquele originado dos diversos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços. Ex. Supermercados, estabelecimentos bancários, lojas, bares, hotéis, restaurantes, etc.

Lixo público

São aqueles resultantes dos serviços:

De limpeza de vias públicas (varrição manual, varrição mecânica, limpeza especial, limpeza de córregos e canais e de terrenos, restos de podas de árvores e limpeza de praças e jardins e limpeza das áreas de realização de feiras-livres.

RESÍDUOS DE SERVIÇO DE SAÚDE

São os resíduos produzidos em hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias, clínicas veterinárias e postos de saúde entre outros.

Tipos de resíduos gerados

Agulhas, gazes, seringas, bandagens, algodão, órgãos e tecidos removidos, meios de cultura e animais usados em testes, sangue coagulado, luvas descartáveis, remédios vencidos, e uma gama de outros resíduos.

Estes resíduos podem ser sépticos, ou seja, que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos e assépticos tais como: papéis, restos da preparação de alimentos, e outros materiais que não entraram em contato direto com pacientes, estes resíduos podem ser considerados como domiciliares.

Lixo de Portos, Aeroportos, Terminais Rodoviários e Ferroviários

Os resíduos produzidos nestes locais são de características sépticas ou assépticas.

Sépticas: Provoca infecção. Contém germes patogênicos. Basicamente originam-se de material de higiene e asseio pessoal e restos de alimentos que podem veicular doenças provenientes de outras cidades, estados ou países.
Assépticos
: Isento de germes patogênicos, são considerados como domiciliares.

Lixo Industrial

É originário das diferentes atividades industriais, portanto apresentam características e composição muito variada, pode ser um resíduo inerte ou altamente tóxico.

Composição do resíduo: cinzas, lodos, óleos, resíduos alcalinos ou ácidos, plástico, papel, madeira, fibras, borracha, metal, escórias, vidros, cerâmicas, etc.

Lixo Agrícola

São os resíduos sólidos das atividades agrícolas e da pecuária, como embalagens de adubos, ração, restos de colheitas e esterco de animal (grande escala).

Entulho/Caliça

São resíduos da construção civil como demolições e restos de obras, solos e escavações. Este material geralmente é inerte e sendo assim, passível de reaproveitamento.

Fonte: www.curitiba.pr.gov.br

Lixo

Lixo é todo e qalquer resíduo proveniente das atividades humanas ou gerado pela natureza em aglomerações urbanas. Comumente, ué definido como aquilo que ninguém quer. Porém, precisamos reciclar este conceito, deixando de enxergá-lo como uma coisa suja e inútil em sua totalidade. Grande parte dos materiais que vão para o lixo podem (e deveriam) ser reciclados.

A produção de lixo vem aumentando assustadoramente em todo o planeta. Visando uma melhoria da qualidade de vida atual e para que haja condições ambientais favoráveis à vida das futuras gerações, faz-se necessário o desenvolvimento de uma consciência ambientalista.

Fonte: www.compam.com.br

Lixo

O tratamento do lixo doméstico no Brasil é realmente uma tragédia. Setenta e seis por cento (76%) dos 70 milhões de quilos de lixo produzidos por dia são lançados a céu aberto, dez por cento (10%) em lixões controlados, nove por cento (9%) para aterros sanitários e apenas 2% é reciclado. A realidade está mudando e hoje as pessoas que pensam um pouco mais neste planeta recorrem a alternativas que podem minimizar esta situação caótica. Pressionar as prefeituras para adotarem a coleta seletiva como alternativa é hoje um dever cívico antes mesmo de ser uma atitude coerente e inteligente.

Reduzir, Reutilizar e Reciclar são as palavras "da hora". Os catadores de papel (que na maioria das cidades são marginalizados) contribuem, na verdade, com uma significativa parcela no processo de reciclagem dos materiais descartados nas grandes cidades.

O que é lixo?

São os restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis. Normalmente, apresentam-se sob estado sólido, semi-sólido ou semi-líquido (conteúdo líquido insuficiente para que este líquido possa fluir livremente). Lixo e resíduos sólidos são sinônimos.

Perigos

Quando não recebe tratamento adequado, constitui um problema sanitário, transmitindo várias doenças como diarréias infecciosas, amebíase, parasitose, servindo ainda como abrigo seguro para ratos, baratas, urubus (que podem derrubar aviões), além de contaminar os lençóis freáticos através do chorume (liquido altamente tóxico que resulta da composição da matéria orgânica associada com os metais pesados)

Estatísticas

O Brasil produz 260.000 toneladas de lixo por dia. Setenta e seis por cento (76%) são depositados a céu aberto em lixões, 13% são depositados em aterros controlados, 10% são depositados em aterros sanitários, 0,9% são compostados em usinas e 0,1% são incinerados.

Isto é uma grande vergonha nacional.

Como classificar o lixo?

São várias as formas possíveis de se classificar o lixo: por sua natureza física (seco e molhado), por sua composição química (matéria orgânica e matéria inorgânica) e pelos riscos potenciais ao meio ambiente (perigosos, não-inertes e inertes).

Pode também ser classificado pela origem, isto é, o lixo domiciliar, comercial, de varrição e feiras livres, serviços de saúde e hospitalares; portos, aeroportos e terminais ferroviários e rodoviários, industriais, agrícolas e entulhos..

Lixo Domiciliar

Aquele originado da vida diária das residências, constituído por restos de alimentos (tais como, cascas de frutas, verduras etc.), produtos deteriorados, jornais e revistas, garrafas, embalagens em geral, papel higiênico, fraldas descartáveis e uma grande diversidade de outros itens. Contém, ainda, alguns resíduos que podem ser tóxicos.

Lixo Comercial

Aquele originado dos diversos estabelecimentos comerciais e de serviços, tais como, supermercados, estabelecimentos bancários, lojas, bares, restaurantes, etc..

O lixo destes estabelecimentos e serviços tem um forte componente de papel, plásticos, embalagens diversas e resíduos de asseio dos funcionários, tais como, papéis toalha, papel higiênico etc..

Lixo Público

São aqueles originados dos serviços: de limpeza pública urbana, incluindo todos os resíduos de varrição das vias públicas, limpeza de praias, de galerias, de córregos e de terrenos, restos de podas de árvores etc.; de limpeza de áreas de feiras livres, constituídos por restos vegetais diversos, embalagens etc..

Lixo de serviços de saúde e hospitalar

Constituem os resíduos sépticos, ou seja, que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos.

São produzidos em serviços de saúde, tais como: hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias, clínicas veterinárias, postos de saúde etc.. São agulhas, seringas, gazes, bandagens, algodões, órgãos e tecidos removidos, meios de culturas e animais usados em testes, sangue coagulado, luvas descartáveis, remédios com prazos de validade vencidos, instrumentos de resina sintética, filmes fotográficos de raios X etc.. Resíduos assépticos destes locais, constituídos por papéis, restos da preparação de alimentos, resíduos de limpezas gerais (pós, cinzas etc.), e outros materiais que não entram em contato direto com pacientes ou com os resíduos sépticos anteriormente descritos, são considerados como domiciliares.

Lixo municipal

Portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviários constituem os resíduos sépticos, aqueles que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos, trazidos aos portos, terminais rodoviários e aeroportos. Basicamente, originam-se de material de higiene, asseio pessoal e restos de alimentação que podem veicular doenças provenientes de outras cidades, estados e países. Também neste caso, os resíduos assépticos destes locais são considerados como domiciliares.

Lixo industrial

Aquele originado nas atividades dos diversos ramos da indústria, tais como, metalúrgica, química, petroquímica, papeleira, alimentícia, etc.. O lixo industrial é bastante variado, podendo ser representado por cinzas, lodos, resíduos alcalinos ou ácidos, plásticos, papel, madeira, fibras, borracha, metal, escórias, vidros, cerâmicas, etc.. Nesta categoria, inclui-se a grande maioria do lixo considerado tóxico.

Lixo agrícola

Resíduos sólidos das atividades agrícolas e da pecuária, como embalagens de adubos, defensivos agrícolas, ração, restos de colheita, etc.. Em várias regiões do mundo, estes resíduos já constituem uma preocupação crescente, destacando-se as enormes quantidades de esterco animal geradas nas fazendas de pecuária intensiva. Também as embalagens de agroquímicos diversos, em geral altamente tóxicos, têm sido alvo de legislação específica, definindo os cuidados na sua destinação final e, por vezes, co-responsabilizando a própria indústria fabricante destes produtos.

Entulho

Resíduos da construção civil: demolições e restos de obras, solos de escavações, etc.. O entulho é geralmente um material inerte, passível de reaproveitamento.

Responsabilidades

TIPO DE LIXO RESPONSÁVEL
Domiciliar Prefeitura
Comercial(*) Prefeitura
Público Prefeitura
Serviços de saúde Gerador (hospitais ...)
Industrial Gerador (indústrias)
Portos, aeroportos e terminais Gerador (portos ...)
Agrícola Gerador (agricultor)
Entulho Gerador

(*) a prefeitura é co-responsável por pequenas quantidades geralmente menos que 50 kgl, e de acordo com a legislação municipal específica.

Tratamento do lixo

Após as melhorias na coleta do lixo e na sua destinação final, ficam mais claras as vantagens das ações que visam reduzir a quantidade e periculosidade do material a ser aterrado. Estas ações são chamadas de tratamento. As vantagens são de ordem ambiental e econômica. No caso de benefícios econômicos, a redução de custos com a disposição final é a vantagem que se sobressai.

A necessidade de tratamento do lixo surge devido aos seguintes fatores: escassez de áreas para a desatinação final do lixo; disputa pelo uso das áreas remanescentes com as populações da periferia; valorização dos componentes do lixo como forma de promover a conservação de recursos; inertização de resíduos sépticos.

O tratamento do lixo pode ser feito em três processos:

1 - Segregar os diversos componentes existentes no lixo visando a sua Reciclagem e conseqüente redução no volume aterrado.
2 -
Enterrar em aterros sanitários.
3 -
Incinerar visando a sua Redução e inertização se possível com recuperação de energia

Qual modelo adotar ?

Dos três processos de tratamento do lixo mencionados, a separação para reciclagem de materiais é a que vem sendo mais utilizada, provavelmente por seus benefícios serem mais divulgados e por permitir vários graus de implantação, ou seja, desde um programa restrito a um bairro até um programa em nível municipal, além de seu custo inferior. Há mais complementaridade entre os modelos do que antagonismo. Uma incineração eficiente, se por um lado disputa materiais de alto poder calorífico com a coleta seletiva, por outro lado, pressupõe uma segregação prévia de matéria orgânica (que contém muita umidade) e de outros materiais que podem ser prejudiciais ao incinerador. Os tratamentos do lixo se implantam, perduram e se aperfeiçoam quando respondem igualmente a claras metas econômicas e ambientais. Em primeira e decisiva instância, os tratamentos objetivam redução dos volumes aterrados e mudanças na composição do lixo a ser disposto, resultando, assim, em reduções contabilizáveis dos custos de disposição em aterros sanitários. Salvo exceção, os retornos financeiros diretos (venda de recicláveis, matéria orgânica ou mesmo energia) abatem apenas parte dos desembolsos com tratamento (instalação e operação). Independente do(s) tratamento(s) escolhido(s) sempre sobrará um resíduo que deverá ter uma disposição final em aterro. .

A Reciclagem no Brasil ( Pesquisa baseada em documentos do CEMPRE e IPT )

Segundo o levantamento da Associação Brasileira do Alumínio,(ABAL) no Brasil o índice de reciclagem de lata de Alumínio para bebida gaseificada em 1996 foi de 61,3% e este ano superaremos até os EUA, que recicla em torno de 60%, o que nos coloca em 2° lugar, superado apenas pelo Japão que recicla em torno de 66%. Pelos dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Papel e Celulose, em 1994 cerca de 44% dos papéis consumidos no país pertenciam a categoria "embalagens". Portanto, assim 53% dos papeis recuperados em 1994 foi o "papel ondulado". A grande maioria é consumida nas regiões Sudeste e Sul. O consumo de embalagens de vidro entre os brasileiros é de 5 quilos por habitante. Na França, para se ter uma idéia, o consumo per capita chega a 65 quilos (muita bebida). O Brasil recicla um terço de todo o vidro que produz, superando muitos países europeus e deverá ultrapassar os 60% nos próximos dois anos, colocando o Brasil no topo de reciclagem mundial deste item.

A Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (ABIVIDRO) mantém 50 centros de coleta de vidro ativos em oito estados a saber: Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O dados do Pró-lata informa que se recicla 18% das latas de aço consumidas no Brasil o que equivale a 108 mil toneladas por ano.

Composição Média do Lixo Domiciliar no Brasil

65% Matéria Orgânica
25% Papel
4% Metal
3% Vidro
3% Plástico

Fonte: www.marcelosilva.com.br

Lixo

LIXO: DE ONDE VEM... PARA ONDE VAI...

O lixo é o resíduo produzido pelos seres humanos no desenvolvimento de suas atividades, que vão desde sua alimentação até a produção industrial, assim como nos hospitais, nas escolas, nos bancos, etc. Portanto, é impossível viver sem gerar lixo.

Existem diversas formas de classificá-lo, pode ser por sua natureza física (seco ou molhado), sua composição química (matéria orgânica ou inorgânica) ou pelos riscos potenciais ao meio ambiente (perigosos, não-inertes e inertes).

Pode também ser classificado de acordo com a sua origem, ou seja, onde ele é produzido :

1. Lixo doméstico ou domiciliar: É o resíduo que geramos em casa e nas escolas. São restos de alimentos, frascos de plásticos, potes de vidros, embalagens de papéis e papelões, etc.
2. Lixo industrial:
É todo tipo de lixo gerado em uma indústria e depende do tipo de indústria (metalúrgica, química, papeleira, etc). Alguns exemplos: óleos, graxas, lodos, serragem, borra de tinta, entre outros. Nesta categoria, inclui-se a grande maioria do lixo considerado tóxico.
3. Lixo de serviços de saúde:
São os restos gerados nos hospitais, postos médicos e dentários, farmácias, clínicas veterinárias, etc. É composto por resíduos infectantes ou potencialmente infectantes como seringas, luvas e agulhas descartáveis, curativos, restos de sala de cirurgias, etc. Há também os resíduos assépticos (não infectantes) que são os papéis, restos de preparo de alimentos, embalagens de produtos de limpeza, entre outros.
4. Lixo comercial:
É o lixo gerado nas lojas, restaurantes, bares, escritórios, etc. Esses lixos apresentam muito papel, embalagens diversas e resíduos de higiene pessoal tais como papel higiênico e papel toalha.
5. Lixo público:
Originado nos serviços de limpeza urbana tais como varrições de ruas e avenidas, limpeza de praias, córregos e terrenos, restos de podas de árvores.
6. Lixo agrícola:
São assim considerados os resíduos das atividades agrícolas e da pecuária. São embalagens de defensivos agrícolas e fertilizantes, restos de rações e colheitas, etc. As mbalagens de agroquímicos, que geralmente são altamente tóxicos, devem ter sua disposição final em depósitos apropriados a fim de não causarem impactos ambientais, tais como a poluição do solo e do lençol freático.
7. Entulho:
Restos da construção civil, reformas de casas, demolições, solos de escavações diversas. Geralmente é composto de materiais inertes mas pode conter resíduos perigosos como restos de tintas e solventes. A responsabilidade da disposição final dos resíduos gerados é da Prefeitura em relação ao lixo Domiciliar, Público e Comercial (no caso do Lixo Comercial, a Prefeitura só é responsável por quantidades pequenas normalmente inferiores a 50 kg). Já para as outras categorias (Serviços de Saúde, Industrial, Agrícola e Entulho), a responsabilidade é do gerador indústrias, hospitais, construtoras, etc).

LIXO ??? ARGH !!!!

Porque me preocupar?

O lixeiro recolhe e tudo bem !!! Afinal, lixo é lixo ! Infelizmente, muitas pessoas ainda pensam assim. Provavelmente porque não sabem os problemas que o lixo pode causar se não for devidamente cuidado após sua coleta. Como visto anteriormente, é realmente impossível viver sem gerar lixo.

No entanto, o mais grave é quando o lixo é recolhido e depositado de forma inadequada, podendo causar sérios problemas ao meio ambiente e prejudicar a população.

O "lixão", que é o local onde o lixo é depositado a céu aberto, sem nenhum tratamento, pode trazer muitos problemas:

" Atrai vetores e transmissores de doenças, como : ratos, baratas, moscas, mosquitos, etc. ;
" Provoca deslizamentos de terras ;
" Causa o entupimento de bocas de lobo e de redes de esgotos, que acabam provocando inundações ;
" Atrai catadores, que podem contrair doenças tornando-se transmissores das mesmas ;
" Provoca poluição visual, do solo e do ar ;
" Provoca poluição dos lençóis subterrâneos de água através do "chorume" (líquido resultante da decomposição dos resíduos).

Mas então, como dispor o lixo de forma adequada?

O lixo deve ser coletado regularmente e levado para um local onde ele causará o menor impacto possível ao ambiente e à saúde das pessoas.

Este local é o ATERRO SANITÁRIO, onde os resíduos são espalhados, compactados com um trator de esteira e cobertos com terra em camadas sucessivas, evitando-se dessa forma, a proliferação de animais e permitindo o controle da poluição ambiental da área através da captação e tratamento do chorume e dos gases resultantes da decomposição.

Uma triste notícia é que nos municípios brasileiros APENAS 10% dos resíduos coletados são dispostos em aterros sanitários e 76% são depositados em lixões.

Os resíduos gerados por nossas atividades podem seguir outros caminhos além dos lixões ou aterros sanitários: Aterro controlado: esse método utiliza alguns princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos, cobrindo-os com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho. Esta forma de disposição produz poluição localizada. Geralmente não dispõe de impermeabilização de base (comprometendo a qualidade das águas subterrâneas), nem de sistema de tratamento do biogás gerado.

Este método é preferível ao lixão, mas devido aos problemas ambientais que causa e seus custos operacionais, é de qualidade bastante inferior ao aterro sanitário.

Incineração: Processo de queima dos resíduos sob altas temperaturas (entre 850 C e 1200 C) em incineradores com a finalidade de destruir ou remover a fração orgânica presente no resíduo, reduzindo seu volume em até 90%. Depois do processo terminado, as cinzas são depositadas nos aterros.

É o processo utilizado para o destino final de resíduos dos serviços de saúde. Além de diminuir o volume nos aterros e esterilizar os resíduos potencialmente infectantes ou tóxicos, outra vantagem desse método é a possibilidade de recuperação da energia gerada. Mas a incineração dos resíduos tem também suas desvantagens. Durante o processo de queima de alguns materiais como pilhas e plásticos há a liberação de compostos tóxicos e ácidos prejudiciais ao ambiente e à saúde, devendo ser rigidamente controlada a emissão destes.

Usinas de Compostagem

Nestas usinas, os resíduos são separados em três parcelas: materiais orgânicos; materiais recicláveis; e a parte não aproveitável do lixo, denominada de "rejeito" (pedras, couros, borrachas e plásticos sujos).

A parte orgânica dos resíduos é triturada, aerada, peneirada e submetida ao processo de compostagem (processo biológico de decomposição da matéria orgânica). Os materiais recicláveis são comercializados e o rejeito é transportado para os aterros sanitários.

Fonte: www.institutorecicle.org.br

Lixo

 

Lixo
Lixo

Atividades humanas geram lixo.

Esteja onde estiver, o ser humano produz resíduos: em casa, nas indústrias, nos estabelecimentos comerciais, nas escolas, nos hospitais ou no campo, cultivando alimentos ou criando animais.

Nos últimos séculos, o desenvolvimento de novas tecnologias e a adoção de um modelo econômico baseado na produção e no consumo em grande escala incrementaram a produção de lixo. Ao lado disso, as áreas disponíveis para deposição do lixo tornaram-se escassas e a sujeira acumulada tem aumentado a poluição do solo, das águas e do ar, além de piorar as condições de saúde das populações.

Não é à toa, portanto, que esse é um grave problema da atualidade.

O que é lixo

Em suas diversas atividades, os seres humanos produzem grande quantidade de resíduos. Nas indústrias, são produzidos gases e partículas que se espalham na atmosfera, podendo também se misturar às águas de rios, lagos e mares. As atividades domiciliares geram grandes quantidades de resíduos provenientes de embalagens, sobras de alimentos, papel utilizado em higiene. Esgotos e águas contendo detergentes e outros produtos químicos também saem das residências.

Entre os diferentes tipos de resíduos que os seres humanos produzem, chama-se lixo os restos que se apresentam em estado sólido, semi-sólido, pastoso ou semi-líquido, isto é, com conteúdo líquido insuficiente para que o material possa fluir sem ser pressionado.

Uma característica marcante do lixo é o fato de que, por ser sólido, semi-sólido ou semi-líquido, ocupa muito espaço, provocando enormes problemas quando deve ser armazenado.

Grande parte dos resíduos produzidos diariamente não se decompõe quando deixada em qualquer local. Frutos do avanço tecnológico, embalagens descartáveis e demais produtos industrializados demoram meses e até anos para desaparecer. Um simples filtro de cigarro ou um chiclete já representam um desafio extenuante para a natureza, demorando até cinco anos para serem totalmente decompostos, enquanto outros materiais, como plásticos e latas de alumínio chegam a permanecer intactos no ambiente por séculos a fio.

O que sobra das atividades humanas e que é descartado em forma de lixo deve ser considerado público ou privado? Aquilo que uma pessoa joga na lixeira continua sendo de sua propriedade?

Sendo público ou privado, o material descartado deve ter uma destinação adequada que busque a preservação do meio ambiente. Os efeitos produzidos pelo lixo não têm um alcance apenas no âmbito privado. O modo como é feito o processo de descarte, coleta, tratamento e deposição final dos resíduos afeta a vida de toda a coletividade e, portanto, a preocupação com a questão do lixo deve ser pública e de todos.

Pensar a questão do lixo do ponto de vista educativo significa considerar diversos aspectos:

A produção de lixo na sociedade: como o lixo é produzido; como as principais fontes geradoras de lixo têm origem em nossas atividades econômicas, pensar a produção de lixo é pensar o próprio processo produtivo como um todo.

O destino dado ao lixo na sociedade: como o lixo é coletado, transportado, tratado e depositado, nos mais diferentes tipos de ambientes.

As políticas públicas existentes com relação à produção, destino e tratamento de todos os tipos de lixo. Por exemplo, o trabalho relacionado com a diminuição da produção de lixo, a questão da coleta seletiva e da preocupação com a reciclagem e a reutilização de materiais.

A responsabilidade de cada indivíduo pelo tipo e quantidade de lixo que produz: desde a necessidade de adotar condutas conscientes e responsáveis pelo consumo de produtos que gerem pouco lixo até a participação em mobilizações que visem a aprimorar processos de produção com o propósito de gerar menor quantidade de lixo ou de gerar lixo que seja menos prejudicial ao ambiente, mais fácil de armazenar ou transformar em outros materiais úteis.

Tipos de lixo

O lixo pode ser classificado de várias formas, dependendo do aspecto que está sendo considerado. As classificações mais utilizadas para o lixo são aquelas que levam em conta sua origem, composição química e periculosidade.

1. Classificação pela origem

Domiciliar: É constituído por restos de alimentos da vida cotidiana das habitações, produtos deteriorados, jornais e revistas, embalagens em geral, papel higiênico, dejetos, entre outros itens.

Comercial: Composto por grande quantidade de papel, plásticos, embalagens, além de resíduos de asseio, como papel toalha e papel higiênico, produzidos por diferentes tipos de estabelecimentos comerciais e de serviços.

Industrial: Proveniente das atividades industriais (metalurgia, química, petroquímica, papeleira, alimentícia etc.). O lixo industrial é variado, podendo se constituir de cinzas, lodo, óleos, resíduos alcalinos ou ácidos, plásticos, papel, madeira, fibras, borracha, metal, vidros, entre outros. Muito do lixo considerado tóxico é produzido pelas indústrias.

Público: Originado de limpeza pública urbana e da limpeza de áreas de feiras livres.

Serviços de saúde e hospitalar

São os chamados resíduos sépticos, que contêm germes patogênicos - organismos capazes de provocar doenças - e que são descartados por estabelecimentos de saúde, tais como hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias, postos de saúde e clínicas veterinárias.

Portos, aeroportos, estações rodoviárias e ferroviárias.

Materiais de higiene pessoal e restos de alimentos desses locais que podem veicular doenças provenientes de outras localidades.

Agrícola

São resíduos sólidos das atividades agrícolas e da pecuária, como embalagens de adubos, defensivos agrícolas, ração ou restos de colheita. As embalagens de agroquímicos devem ser tratadas de forma especial, pois geralmente carregam resíduos altamente tóxicos.

Entulhos

São os resíduos da construção civil, como materiais de demolição, restos de obras e solos de escavações.

Atômico

É o material que resulta da queima de combustível nuclear, em reatores nucleares existentes em centros universitários de pesquisa ou nas usinas termonucleares de geração de energia elétrica (como as usinas Angra I e Angra II, existentes no Rio de Janeiro).

2. Classificação por composição química

A classificação do lixo quanto à composição química considera apenas a diferença entre o lixo composto por materiais orgânicos e o lixo composto por materiais inorgânicos.

O lixo orgânico é aquele formado principalmente por restos de comida e outros materiais biodegradáveis. Já o lixo inorgânico é formado por materiais como metais, vidros, borracha, plásticos e outros materiais cuja decomposição por processos naturais envolve períodos de tempo superiores a décadas ou séculos.

Independentemente de sua origem, o lixo orgânico necessita de transporte e armazenamento muito diferentes dos usados com o lixo inorgânico.

3. Classificação quanto à sua periculosidade

O lixo pode ser classificado em função dos riscos potenciais que pode causar ao meio ambiente, incluindo aí os seres vivos, particularmente os seres humanos.

Os perigos associados ao lixo podem ser devidos à presença de alguma substância venenosa ou potencialmente transmissora de doenças. É o caso dos chamados lixos tóxicos, de atividades industriais (restos de tintas e vernizes, por exemplo), de atividades hospitalares (restos de curativos contaminados, agulhas hipodérmicas usadas), ou mesmo de atividades agrícolas (venenos e suas embalagens, por exemplo).

Outro tipo de lixo perigoso é o atômico, resultante da atividade de usinas nucleares. O perigo desses materiais está no fato de que são radioativos e essa radioatividade pode provocar doenças como queimaduras na pele e câncer.

Algumas atividades hospitalares fazem uso de materiais radioativos para tratamento de doenças específicas. Esses materiais, quando não são mais utilizados, precisam ser armazenados com cuidado para evitar contaminação radioativa do ambiente ou mesmo de pessoas que possam vir a manipular esse material depois de descartado.

Pilhas e baterias (principalmente aquelas recarregáveis) constituem-se lixo tóxico de grande periculosidade. Tanto é assim, que já existem leis que obrigam os fabricantes de pilhas e baterias recarregáveis a se responsabilizarem por aquelas que não são mais utilizadas, dando a elas um destino seguro.

Conseqüências das destinações dadas ao lixo

O lixo é um assunto que diz respeito a todo ser humano, tanto no plano individual como no coletivo. Vivendo em qualquer espaço – rural ou urbano, grande ou pequeno –, todos nós geramos lixo.

Ações locais podem ter conseqüências globais. Os resíduos produzidos em um determinado lugar e lançados em um curso d’água ou no seu entorno, por exemplo, podem contaminar outros locais, pois um rio geralmente corta mais de uma cidade.

Da mesma forma, queimar lixo libera gases tóxicos que atingem a atmosfera e se espalham pelo planeta, produzindo alterações climáticas e doenças respiratórias e cutâneas.

Um solo contaminado, ao ser lavado pelas chuvas, pode acabar atingindo o lençol freático. É capaz também de poluir rios e tornar a água de várias localidades imprópria para o consumo.

Não é sem motivos, portanto, que os dejetos decorrentes de atividades humanas precisam ter um destino.

Possíveis destinações do lixo

O destino do lixo - seja urbano, agrícola, industrial ou mesmo atômico - representa um dos graves problemas do mundo contemporâneo.

Muitas vezes o lixo recolhido por caminhões é lançado nos arredores da cidade, nos chamados lixões, para onde são destinados cerca de 75% dos resíduos produzidos pelos municípios brasileiros.

Esse é o pior destino que se pode dar ao lixo, pois os resíduos permanecem a céu aberto, sem medidas de proteção ao ambiente ou à saúde pública. Favorece também a disseminação de doenças por meio de insetos e ratos, gera mau cheiro e, principalmente, contamina o solo e as águas.

Felizmente, existem soluções para dispor o lixo de maneira mais adequada, porém essas soluções dependem do engajamento das pessoas e de políticas públicas que garantam o correto destino e tratamento do lixo.

Veja alguns destinos e tratamentos possíveis para o lixo:

Aterro sanitário

Aterros sanitários são grandes terrenos onde o lixo é depositado de modo adequado, procurando-se minimizar ao máximo os problemas ambientais e de saúde pública decorrentes dessa armazenagem. São feitos sobre terreno impermeabilizado para evitar infiltração de materiais tóxicos no solo e lençóis freáticos. As camadas de lixo depositadas são cobertas com terra e outros materiais inertes, evitando mau cheiro, presença de moscas e outros animais.

Desde que corretamente construídos e distantes das zonas residenciais, os aterros sanitários são uma alternativa ambientalmente adequada para a destinação do lixo. Mas têm como desvantagem não permitir o reaproveitamento de materiais úteis, como o vidro, o metal, o papel e o plástico, e, nas grandes cidades, esgotam-se rapidamente por receber enormes quantidades de lixo.

Lixo

1 - Solo impermeabilizado para evitar a contaminação do solo freático.
2 -
Lixo compactado (cerca de 1 m de espessura) por máquinas.
3 -
Camada de terra (30 cm) cobrindo o lixo compactado, para evitar a proliferação de ratos e insetos.
4 -
Por meio destas canaletas, o chorume – líquido escuro e malcheiroso que escorre dos sacos de lixo – escoa para lagoas impermeabilizadas, construídas para esse fim.
5 -
Nas lagoas, o chorume é tratado e acaba se transformando em adubo.
6 -
Por chaminés com filtros, os gases liberados pela decomposição do lixo encontram saída, podendo também ser aproveitados como combustível (biogás).
7 -
Alguns anos após a conclusão do aterro sanitário, o terreno pode ser utilizado como área de lazer.

Usina de compostagem

Esse pode ser o destino de grandes quantidades de lixo domiciliar. A compostagem é um processo de decomposição biológica da matéria orgânica presente no lixo, por meio da ação de microorganismos existentes nos resíduos, em condições adequadas de aeração (processo de renovação do ar de um ambiente; ventilação), umidade e temperatura. O resultado desse processo é o composto orgânico. Uma tonelada (1.000 Kg) de lixo doméstico rende cerca de 500 Kg de composto orgânico.

1ª etapa: o lixo é transportado até uma mesa, na qual se realiza a separação manual de plásticos, papéis, tecidos, vidros e metais. Esses materiais são vendidos para indústrias de reciclagem ou oficinas de reutilização.
2ª etapa:
o que restou da primeira separação é levado para o separador magnético. Por meio de um eletroímã, objetos de ferro e aço são retirados nessa etapa.
3ª etapa:
o lixo restante segue para a câmara de fermentação aeróbica, um local fechado onde correntes de ar revolvem os dejetos. Parte da energia liberada nesse processo se converte em calor, atingindo a temperatura de 70º C, o que provoca a morte da maioria dos microrganismos patogênicos que se desenvolvem no lixo.
4ª etapa
: após a fermentação, a mistura é peneirada nesta máquina. Os pedaços maiores (pedras, galhos) ficam retidos e levados para um aterro sanitário. A porção que passou pela peneira é o composto orgânico cru. Este composto passa pela cura: fica ao ar livre por cerca de 60 dias. Depois, pode ser usado em hortas, jardins e pomares.

Reciclagem e reutilização

A superprodução de lixo e o descarte prematuro de materiais que ainda cumprem a sua finalidade ou que são passíveis de reutilização ou reciclagem podem refletir uma atitude marcada pelo desperdício.

Reutilizar significa aproveitar novamente um objeto para alguma finalidade, em vez de jogá-lo fora, como usar latas de cerveja como porta-lápis ou garrafas de vidro como base de abajur. Reciclar significa aproveitar o material de que é feito um objeto para transformá-lo em um novo. Por exemplo, restos de alimento geram adubo ou papel usado e limpo dá lugar a papel reciclado.

Também é importante pensar no modo como descartamos nossos resíduos, na necessidade de agrupá-los por categorias (papel, plástico, metal, vidro, lixo orgânico e pilhas, baterias e celulares) conforme o tipo de destinação que podem ter, visando a sua coleta seletiva.

Como a grande maioria das cidades não tem coleta seletiva, é preciso dar uma destinação a cada tipo de lixo. As escolas, outras instituições da sociedade civil e a comunidade mobilizadas podem exigir do poder público ações adequadas à destinação do lixo como a coleta seletiva.

Contudo, alguns materiais são mais difíceis de serem reaproveitados, a exemplo das pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes.

Esse problema tem solução?

Atividades humanas geram lixo.

Esteja onde estiver, o ser humano produz resíduos: em casa, nas indústrias, nos estabelecimentos comerciais, nas escolas, nos hospitais ou no campo, cultivando alimentos ou criando animais.

Nos últimos séculos, o desenvolvimento de novas tecnologias e a adoção de um modelo econômico baseado na produção e no consumo em grande escala incrementaram a produção de lixo. Ao lado disso, as áreas disponíveis para deposição do lixo tornaram-se escassas e a sujeira acumulada tem aumentado a poluição do solo, das águas e do ar, além de piorar as condições de saúde das populações.

Não é à toa, portanto, que esse é um grave problema da atualidade.

Se você quiser conhecê-lo melhor, clique em cada um dos títulos do roteiro proposto:

O que é lixo
Tipos de lixo
Conseqüências das destinações dadas ao lixo
Possíveis destinações do lixo

Haja vida longa!

Tempo necessário para a decomposição natural de alguns materiais:

Papel - 3 meses, no mínimo
Madeira - 6 meses
Matéria orgânica - 2 a 12 meses
Cigarro - 1 a 2 anos
Chiclete - 5 anos
Latas de aço - 10 anos
Embalagem longa vida - mais de 100 anos
Plásticos - mais de 100 anos
Pneus - mais de 100 anos
Latas de alumínio - mais de 1.000 anos
Vidro - mais de 10.000 anos

Incineração

Este é o destino mais adequado para o lixo hospitalar, já que o grau de contaminação desse tipo de resíduo é bastante grande.

Os contaminantes biológicos – como vírus, bactérias e fungos –, que podem trazer graves conseqüências à saúde pública caso o lixo tenha qualquer outro destino, são eliminados em incineradores. A cinza resultante da queima do lixo é estéril – ou seja, não está contaminada, e representa 10% do volume inicial dos dejetos.

Pode ser levada para um aterro sanitário.

A tecnologia em uso só apresenta um problema: a poluição atmosférica causada pelos gases tóxicos liberados durante a queima do lixo. Para evitá-la, é indispensável colocar filtros nos incineradores.

Fonte: www.educarede.org.br

Lixo

A palavra lixo, derivada do termo latim lix, significa "cinza".

No dicionário, ela é definida como: sujeira, imundice, coisa ou coisas inúteis, velhas, sem valor.

Lixo, na linguagem técnica, é sinônimo de resíduos sólidos e é representado por materiais descartados pelas atividades humanas.

Desde os tempos mais remotos até meados do século XVIII, quando surgiram as primeiras indústrias na Europa, o lixo era produzido em pequena quantidade e constituído essencialmente de sobras de alimentos.

A partir da Revolução Industrial, as fábricas começaram a produzir objetos de consumo em larga escala e a introduzir novas embalagens no mercado, aumentando consideravelmente o volume e a diversidade de resíduos gerados nas áreas urbanas.

O homem passou a viver então a era dos descartáveis em que a maior parte dos produtos — desde guardanapos de papel e latas de refrigerante, até computadores — são inutilizados e jogados fora com enorme rapidez.

Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado das metrópoles fez com que as áreas disponíveis para colocar o lixo se tornassem escassas.

A sujeira acumulada no ambiente aumentou a poluição do solo, das águas e piorou as condições de saúde das populações em todo o mundo, especialmente nas regiões menos desenvolvidas.

Até hoje, no Brasil, a maior parte dos resíduos recolhidos nos centros urbanos é simplesmente jogada sem qualquer cuidado em depósitos existentes nas periferias das cidades.

A questão é: o que fazer com tanto lixo?

Felizmente, o homem tem a seu favor várias soluções para dispor de forma correta, sem acarretar prejuízos ao ambiente e à saúde pública.

O ideal, no entanto, seria que todos nós evitássemos o acúmulo de detritos, diminuindo o desperdício de materiais e o consumo excessivo de embalagens.

Nos últimos anos, nota-se uma tendência mundial em reaproveitar cada vez mais os produtos jogados no lixo para fabricação de novos objetos, através dos processos de reciclagem, o que representa economia de matéria prima e de energia fornecidas pela natureza.

Assim, o conceito de lixo tende a ser modificado, podendo ser entendido como "coisas que podem ser úteis e aproveitáveis pelo homem".

Do livro "Lixo - De onde vem? Para onde vai?" de Francisco Luiz Rodrigues e Vilma Maria Gravinatto - Ed. Moderna

Para determinar a melhor tecnologia para tratamento, aproveitamento ou destinação final do lixo é necessário conhecer a sua classificação.

Lixo urbano

Formado por resíduos sólidos em áreas urbana, inclua-se aos resíduos domésticos, os efluentes industriais domiciliares (pequenas industria de fundo de quintal) e resíduos comerciais.

Lixo domiciliar

Formado pelos resíduos sólidos de atividades residenciais, contém muita quantidade de matéria orgânica, plástico, lata, vidro.

Lixo comercial

Formado pelos resíduos sólidos das áreas comerciais Composto por matéria orgânica, papéis, plástico de vários grupos.

Lixo público

Formado por resíduos sólidos produto de limpeza pública (areia, papéis, folhagem, poda de árvores).

Lixo especial

Formado por resíduos geralmente industriais, merece tratamento, manipulação e transporte especial, são eles, pilhas, baterias, embalagens de agrotóxicos, embalagens de combustíveis, de remédios ou venenos.

Lixo industrial

Nem todos os resíduos produzidos por industria, podem ser designados como lixo industrial. Algumas industrias, do meio urbano, produzem resíduos semelhantes ao doméstico, exemplo disto são as padarias; os demais poderão ser enquadrados em lixo especial e ter o mesmo destino.

Lixo de serviço de saúde

Os serviços hospitalares, ambulatorias, farmácias, são geradores dos mais variados tipos de resíduos sépticos, resultados de curativos, aplicação de medicamentos que em contato com o meio ambiente ou misturado ao lixo doméstico poderão ser patógenos ou vetores de doenças, devem ser destinados a incineração.

Lixo atômico

Produto resultante da queima do combustível nuclear, composto de urânio enrriquecido com isótopo atômico 235. A elevada radioatividade constitui um grave perigo à saúde da população , por isso deve ser enterrado em local próprio, inacessível.

Lixo espacial

Restos provenientes dos objetos lançados pelo homem no espaço, que circulam ao redor da Terra com a velocidade de cerca de 28 mil quilômetros por hora.

São estágios completos de foguetes, satélites desativados, tanques de combustível e fragmentos de aparelhos que explodiram normalmente por acidente ou foram destruídos pela ação das armas anti-satélites.

Lixo radioativo

Resíduo tóxico e venenoso formado por substâncias radioativas resultantes do funcionamento de reatores nucleares. Como não há um lugar seguro para armazenar esse lixo radioativo, a alternativa recomendada pelos cientistas foi colocá-lo em tambores ou recipientes de concreto impermeáveis e a prova de radiação, e enterrados em terrenos estáveis, no subsolo. Fontes: Ecologia de A a Z - Pequeno dicionário de Ecologia - Ed LP&M de Delza de Freitas Menin.

Conforme a FUNDAÇÃO NACIONAL DA SAÚDE (1999), qualquer que seja nossa proposta quando nos referimos ao meio ambiente, sempre teremos que considerar o gerenciamento dos resíduos humanos, de forma contínua, pois uma quantidade elevada de lixo é diariamente descartada no solo e na água, a absorção destes resíduos pelo meio ocorre de forma lenta.

Tempo necessário para a decomposição de alguns materiais:

MATERIAL RECICLADO PRESERVAÇÃO DECOMPOSIÇÃO
1000 kg de papel o corte de 20 árvores 1 a 3 meses
1000 kg de plástico extração de milhares de litros de petróleo 200 a 450 anos
1000 kg de alumínio extração de 5000 kg de minério 100 a 500 anos
1000 kg de vidro extração de 1300 kg de areia 4000 anos

Fonte: www.uniagua.org.br

Lixo

Lixo é todo e qualquer resíduo proveniente das atividades humanas ou gerado pela natureza em aglomerações urbanas. Comumente, é definido como aquilo que ninguém quer. Porém, precisamos reciclar este conceito, deixando de enxergá-lo como uma coisa suja e inútil em sua totalidade. Grande parte dos materiais que vão para o lixo pode (e deveria) ser reciclada.

Tipos de lixo

Lixo Domiciliar/Urbano: É constituído pelo lixo de nossas casas, bares, lanchonetes, restaurantes, repartições públicas, lojas, supermercados, feiras e do comércio. Compõem-se principalmente de: sobras de alimentos, embalagens, papéis, papelões, plásticos, vidros, trapos, etc. Esse lixo normalmente é encaminhando para Aterros Sanitários.
Lixo Industrial:
É o lixo produzido pelas indústrias, que possui características peculiares dependendo das matérias-primas utilizadas. Pode ser perigoso, até mesmo tóxico, e, por isto, a menos que passe por processos de tratamento específicos, não pode ter sua disposição final no mesmo local do lixo domiciliar.
Lixo Hospitalar:
Pelas múltiplas possibilidades que apresenta de transmitir doenças de hospitais, deve ser transportado em veículos especiais. Assim como o lixo industrial, a menos que passe por processos de tratamento específico, deve ser disposto em local apropriado ou ir para os incineradores.
Lixo Agrícola:
Esterco, fertilizantes.
Tecnológico
: TVs, rádios, aparelhos eletrônicos em geral.

Números do lixo no Brasil:

A quantidade de lixo produzida semanalmente por um ser humano é de aproximadamente 5 Kg. Se somarmos toda a produção mundial, os números são assustadores.

Só o Brasil produz 240 mil toneladas de lixo por dia. O aumento excessivo da quantidade de lixo se deve ao aumento do poder aquisitivo e ao perfil de consumo de uma população. Além disso, quanto mais produtos industrializados existir, mais lixo é produzido, como embalagens, garrafas, etc.

Em torno de metano.88% do lixo doméstico brasileiro vai para o aterro sanitário. A fermentação gera dois produtos: o chorume e o gás

Apenas 2% do lixo de todo o Brasil é reciclado! Isso acontece porque reciclar é 15 vezes mais caro do que simplesmente jogar o lixo em aterros. A título de comparação, o percentual de lixo urbano reciclado na Europa e nos EUA é de 40%.

O QUE É RECICLAGEM?

Reciclagem é o retorno da matéria-prima ao ciclo de produção do qual foi descartado.

O termo, porém, já vem sendo usado popularmente para designar o conjunto de técnicas envolvidas nesse processo: a coleta dos materiais que se tornariam lixo (ou que já estão no lixo), a separação desses materiais e o seu processamento.

O vocábulo surgiu na década de 1970, quando as preocupações ambientais passaram a ser tratadas com maior rigor, especialmente após o primeiro choque do petróleo, quando reciclar ganhou importância estratégica. As indústrias recicladoras são também chamadas secundárias, por processarem matéria-prima de recuperação. Na maior parte dos processos, o produto reciclado é completamente diferente do produto inicial.

POR QUE RECICLAR?

A reciclagem de materiais é muito importante, tanto para diminuir o acúmulo de dejetos, quanto para poupar a natureza da extração inesgotável de recursos. Além disso, reciclar causa menos poluição ao ar, à água e ao solo.

A produção de lixo vem aumentando assustadoramente em todo o planeta. Visando uma melhoria da qualidade de vida atual e para que haja condições ambientais favoráveis à vida das futuras gerações, faz-se necessário o desenvolvimento de uma consciência ambientalista.

O consumidor pode auxiliar no processo de reciclagem das empresas. Se separarmos todo o lixo produzido em residências, impedimos que a sucata se misture aos restos de alimentos, o que facilita seu reaproveitamento pelas indústrias. Dessa forma, evitamos também a poluição.

Nos países desenvolvidos como França e Alemanha, a iniciativa privada é encarregada do lixo. Fabricantes de embalagens são considerados responsáveis pelo destino dos detritos e o consumidor também tem que fazer a sua parte. Quando uma pessoa vai comprar uma pilha nova, por exemplo, é preciso entregar a pilha usada.

Vantagens da reciclagem:

Cada 50 quilos de papel usado transformado em papel novo evita que uma árvore seja cortada. Pense na quantidade de papel que você já jogou fora até hoje e imagine quantas árvores você poderia ter ajudado a preservar.

Cada 50 quilos de alumínio usado e reciclado evita que sejam extraídos do solo cerca de 5.000 quilos de minério, a bauxita. Quantas latinhas de refrigerante você já jogou fora até hoje? Saiba também que uma lata de alumínio leva de 80 a 100 anos para decompor-se.

Com um quilo de vidro quebrado faz-se exatamente um quilo de vidro novo. E a grande vantagem do vidro é que ele pode ser reciclado infinitas vezes. Em compensação, quando não é reciclado, o vidro pode demorar 1 milhão de anos para decompor-se.

A reciclagem favorece a limpeza da cidade, pois o morador que adquire o hábito de separar o lixo dificilmente o joga nas vias públicas.

A reciclagem gera renda pela comercialização do material a ser reciclado.

A reciclagem dá oportunidade aos cidadãos de preservarem a natureza de uma forma concreta. Assim, as pessoas se sentem mais responsáveis pelo lixo que geram.

COMO RECICLAR

Veja como fazer a coleta seletiva e dar a sua parcela de contribuição na preservação do meio ambiente. (veja o que é coleta seletiva no item seguinte).

Passo a passo:

1. Procure o programa organizado de coleta de seu município ou uma instituição, entidade assistencial ou catador que colete o material separadamente. Veja primeiro o que a instituição recebe, afinal, não adianta separar plástico se a entidade só recebe papel.

2. Para uma coleta ideal, separe os resíduos em não-recicláveis e recicláveis. Entre os recicláveis, separe papel, metal, vidro e plástico.

3. Veja exemplos de materiais recicláveis:

Papel: jornais, revistas, formulários contínuos, folhas de escritório, caixas, papelão, etc.
Vidros: garrafas, copos, recipientes.
Metal: latas de aço e de alumínio, clipes, grampos de papel e de cabelo, papel alumínio.
Plástico: garrafas de refrigerantes e água, copos, canos, embalagens de material de limpeza e de alimentos, sacos.

4. Escolha um local adequado para guardar os recipientes com os materiais recicláveis até a hora da coleta. Antes de guardá-los, limpe-os para retirar os resíduos e deixe-os secar naturalmente. Para facilitar o armazenamento, você pode diminuir o volume das embalagens de plástico e alumínios amassando-as. As caixas devem ser guardadas desmontadas.

Atenção:

Os objetos reciclados não serão transformados nos mesmos produtos. Por exemplo: garrafas recicláveis não serão transformadas em outras garrafas, mas em outros materiais, como solados de sapato.

O QUE É COLETA SELETIVA?

É um sistema de recolhimento de materiais recicláveis, tais como papéis, plásticos, vidros, metais e orgânicos, previamente separados na fonte geradora. Estes materiais são vendidos às indústrias recicladoras ou aos sucateiros.

As quatro principais modalidades de coleta seletiva são: domiciliar, em postos de entrega voluntária, em postos de troca e por catadores.

A coleta seletiva domiciliar assemelha-se ao procedimento clássico de coleta normal de lixo. Porém, os veículos coletores percorrem as residências em dias e horários específicos que não coincidam com a coleta normal.

A coleta em PEV (Postos de Entrega Voluntária) ou em LEV (Locais de Entrega Voluntária) utiliza normalmente contêineres ou pequenos depósitos, colocados em pontos fixos, onde o cidadão, espontaneamente, deposita os recicláveis.

A modalidade de coleta seletiva em postos de troca se baseia na troca do material entregue por algum bem ou benefício.

O sucesso da coleta seletiva está diretamente associado aos investimentos feitos para sensibilização e conscientização da população. Normalmente, quanto maior a participação voluntária em programas de coleta seletiva, menor é seu custo de administração. Não se pode esquecer também a existência do mercado para os recicláveis.

Simbologias e cores na reciclagem

As cores dos contêineres apropriados para a coleta seletiva de lixo:

Azul: papel e papelão
Amarelo: metais
Vermelho: plásticos
Verde: vidros
Preta: madeiras

Até hoje não se sabe onde e com que critério foi criado o padrão de cores dos contêineres utilizados para a coleta seletiva voluntária em todo o mundo. No entanto, alguns países já reconhecem esse padrão como um parâmetro oficial a ser seguido por qualquer modelo de gestão de programas de coleta seletiva.

Saiba o que pode e o que não pode ser reciclado

Existem diversos tipos de materiais que podem ser reciclados. No entanto, é preciso tomar cuidado porque, em muitos casos, esses materiais apresentam derivações que não são recicláveis. Por exemplo: o papel, em geral, pode ser reciclado. Mas aquele papel de etiquetas e de fotografias não pode ser reaproveitado.

Exemplos:

Papel reciclável:

Jornais e revistas
Folhas de caderno
Formulários de computador
Caixas em geral
Aparas de papel
Fotocópias
Envelopes
Provas
Rascunhos
Cartazes velhos
Papel de fax

Papel não reciclável:

Etiqueta adesiva
Papel carbono
Fita crepe
Papéis sanitários
Papéis metalizados
Papéis parafinados
Papéis plastificados
Papéis sujos
Guardanapos
Pontas de cigarro
Fotografias

Metal reciclável:

Lata de folha de flandres (lata de óleo, de salsicha, leite em pó etc)
Lata de alumínio
Sucatas de reformas

Metal não reciclável:

Esponjas de aço
Canos

Vidros recicláveis:

Embalagens
Garrafas de vários formatos
Copos

Vidros não recicláveis:

Espelhos
Vidros planos
Lâmpadas
Cerâmica
Porcelana
Tubos de TV - gesso

Plástico reciclável:

Embalagem de refrigerante
Embalagem de material de limpeza
Copinho de café
Embalagem de margarina
Canos e tubos
Sacos plásticos em geral

Plástico não reciclável:

Cabo de panela
Tomadas
Embalagem de biscoito
Misturas de papel, plásticos e meta

Fonte: www.ajudabrasil.org

Lixo

O PRIMEIRO LIXO DO PLANETA

Os habitantes de Roma , a primeira metrópole européia já enfrentava problemas com seu lixo e esgotos. Tudo que era possível e impossível eram lançados nos rios e mares.

Devido aos primeiros núcleos urbanos que sempre ficavam próximos da água e em regiões planas para plantio, locais onde a natureza poderia beneficiar ao homem. Porém estas regiões tornaram-se propícia ao consumo de matérias-primas, e as alterações realizadas pelo homem. Com isso, houve a produção de lixo, mas naquele tempo a natureza dava conta de tal poluição.

Na Idade Média o número de pessoas em regiões urbanizadas aumentou consideravelmente, com isso, as cidades ficaram estagnadas não havia esgoto, o lixo se acumulava em ruas estreitas, isso era um ambiente propício para a proliferação de ratos e a manifestação de doenças e epidemias. A mais grave foi a Peste Negra, que entre 1347 e 1351 causou 25 milhões de mortes cerca de um terço da população européia. Com o descobrimento e conquista do novo mundo, iniciou-se à destruição pelos colonizadores que tinham como objetivo a extração desenfreada de minerais e madeiras nobres.

O ambiente urbano é um dos mais poluídos, nela ocorre vários tipos de poluição: sonora, visual, atmosférica, lixo, esgoto, etc.

A velocidade do crescimento populacional e urbano muitas vezes sem planejamento (sobretudo nos países subdesenvolvidos), ao lado da escassez de recursos legais (leis de proteção ao meio ambiente). Uma das principais poluições que causam grande degradação ao meio ambiente e ameaça ao ser humano é o lixo urbano. Poucas cidades dispõem de aterros sanitários apropriados e raríssimas são as que possuem usinas de tratamento. Diante da escassez cada vez maior de locais apropriados (aterros) para a colocação de montanhas de lixos geradas diariamente nas cidades.Muito deste lixões são fonte de consumo para muitas pessoas, famílias inteiras, como coletores de materiais para reciclagem e para consumo alimentar.

Esses lixões acumulam lixos de vários lugares agravando a situação dessas pessoas, são lixos hospitalares, podendo haver contaminação com agulhas, remédios vencidos que se utilizados poderão causar vários danos a saúde, além de lixos tóxico como a contaminação de pilhas e baterias que contenham metais pesados como o chumbo, mercúrio e cádmio em seus produtos. estima-se que cada bateria ou pilha depositada de forma inadequada contamine uma área de um metro quadrado.

Metais pesados como chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos podem provocar graves doenças neurológicas, além de afetar a condição motora. Milhares de pilhas são jogadas nos lixos domésticos de celulares, brinquedos, lanternas, equipamentos eletrônicos e elétricos. Além disso, contaminam rios e lençóis freáticos. O Brasil não tem uma política pública que oriente o consumidor quando a toxicidade e a necessidade de separação desse lixo.

A reciclagem é uma saída para amenizar a quantidade de lixo produzida por cada pessoa. Ela já é empregada em muitas cidades do mundo desenvolvidos e subdesenvolvidos, consiste na separação (seleção)e recuperação dos diferentes tipos de materiais orgânicos e inorgânicos (vidros, papel, plástico, metal, etc.). A seleção e a recuperação do lixo urbano no mundo, principalmente em países desenvolvidos já é prática rotineira e generalizada.

No Brasil, uma das principais experiências de coleta seletiva de lixo urbano foi implantada no Bairro de São Francisco em Niterói (RJ) em 1987. Na cidade de São Paulo, a coleta selecionada foi introduzida inicialmente no bairro de Vila Madalena, em 1989. Um grande problema e o esgotamento da capacidade dos poucos aterros existentes bem como a precariedade das condições higiênico-sanitárias, aliados as dificuldades de encontrar novas áreas para se depositar o lixo.

Muitos são terrenos baldios, rios e mangues, aterros a céu aberto, matas, etc. O lixo, por oferecer água alimento e abrigo, dá condições para o desenvolvimento de várias formas de vida. Desenvolvem-se, moscas, ratos, baratas, barbeiros, pulgas, piolhos, sarna, mosquitos (aedes aegypty) que transmite a dengue. Ratos como camundongos e ratazanas que vivem em ambientes com acúmulo de lixo e água.

Em ambientes propícios à procriação e à contaminação que podem causar leptospirose e hantavirose, além da bubônico. A leptospirose é causada pela bactéria leptospira, encontrada em fezes e urina de ratos presentes em água empoçadas e em alagamentos, e afeta pulmões e rins. A hantavirose é produzida a partir da excreção contaminando pelo vírus hantaan. Se inalada pelo homem, pode levar à morte em poucas horas. Não tem tratamento específico. O índice de mortalidade é muito elevada. Outras doenças como vermes, bactérias, fundos e vírus são ameaças constantes encontrada em locais com acúmulos de lixo, assim como, tifo, pestes, etc.

Fonte: paginas.terra.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal