Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Lixo Espacial  Voltar

Lixo Espacial

 

Lixo Espacial
Lixo Espacial

Além de todo o lixo que é produzido aqui na terra o ser humano esta conseguindo poluir o espaço.

É o chamado lixo espacial, trata-se de toneladas de pedaços de satélites, naves, estágios de foguetes e outras coisas que as missões espaciais americanas e russas deixaram no espaço, são quase 6 mil artefatos que sobrevoam o planeta. O problema é que esse lixo representa um perigo para as estações espaciais e para o ônibus espacial e seus tripulantes. Ainda é um problema para as comunicações, pois esses destroços pode, destruir satélites, interrompendo as comunicações aqui na terra.

Quando a orbita desses corpos se aproximam muito da atmosfera terrestre eles acabem entrando na atmosfera terrestre. A maioria queima na reentrada ou cai no mar, mais pode acontecer de atingirem a terra. A probabilidade dos destroços caírem no mar é maior apenas porque o mar representa cerca de 74% da superfície terrestre e a maiorias dos continentes tem poucas áreas habitada.

Nem mesmo a lua ficou livre do lixo, as missões que pousaram no nosso satélite natural deixaram lá muitos equipamentos (assim eles traziam menos peso na volta) que hoje são apenas lixo lunar. Esperamos que as agencias espaciais passem a se preocupar mais com esse problema, que mesmo parecendo ficção e muito serio.

Lixo Espacial
Lixo Espacial

Nestes últimos 40 anos – desde o lançamento do satélite artificial soviético Sputnik, em 4 de outubro de 1957 – , cerca de dezoito mil objetos produzidos pelo homem foram colocados em orbita da Terra. Até recentemente existiam cerca de dez mil objetos de grande e médio portes ao redor do planeta, além de quarenta mil fragmentos. Estima-se que a quantidade desses detritos deverá se multiplicar nos próximos vinte ano. E o mais preocupante é que sete mil deles possuem dimensões superiores a vinte centímetros – limite mínimo de visibilidade de um radar. Abaixo dessa medida, os objetos não podem ser detectados, apesar de se encontrarem numa região muito próxima da superfície.

Se lembrarmos que a freqüência normal de lançamento de satélites é de cem por ano ou mais, no próximo século a quantidade de detritos espaciais poderá se tornar uma ameaça às atividades humanas no espaço circunvizinho à Terra, bem como um elemento prejudicial às observações astronômicas feitas a partir da superfície do planeta.

Até agora, a maior parte do lixo espacial responsável por colisões desastrosas com naves, satélites e astronautas se constituiu de fragmentos ou resíduos oriundos da atividade pacifica, como satélites de comunicação, de estudos meteorológicos, de levantamento de recursos naturais, etc.. Um exemplo de poluição acidental ocorreu quando o terceiro estagio do foguete francês Ariadne , lançado em novembro de 1986, explodiu, dando origem a 465 fragmentos de tamanho superior a 10 centímetros e a 2330 estilhaços de um milímetro a um centímetro.

No entanto, nos últimos anos, com o inicio dos testes com armas anti-satélites como o programa Guerra nas Estrelas, o problema do lixo espacial vem se agravando de modo assustador. Em testes realizados com um satélite destruído por um míssil, cerca de 275 fragmentos puderam ser registrados por radares logo após o impacto. Deve existir, porem, um numero muito mais elevado desses fragmentos, que não podem ser observados por serem muito pequenos. Outros testes dessa natureza – granadas espaciais que, após destruírem o satélite-alvo, deixam uma verdadeira nuvem de estilhaços girando em torno da Terra – estão previstos nos programas militares das potências atômicas. O programa Guerra nas Estrelas acabou sendo cancelado devido aos altos custos que o envolviam, mas recentemente os EUA desenvolveram um programa semelhante, com custos mais baixos, mas que provocam o mesmo problema do lixo espacial, embora a uma orbita mais baixa.

Segundo a ultima estimativa norte-americana, existem cerca de 3,5 milhões de resíduos metálicos, lascas de pintura, plásticos, etc.. de dimensões inferiores a um centímetro, orbitando no espaço próximo. Esta cifra cai para 17.500 com relação aos objetos entre um e dez centímetros, e a 7000 para os detritos de tamanho superior. Quase três mil toneladas de lixo espacial flutuam a menos de duzentos quilômetros do solo. De acordo com a NASA, este numero, já assustador, devera se duplicar antes do ano 2010. Até lá, e mais alem, os fragmentos vão continuar como um perigo em potencial, pois na velocidade com que orbitam – 15 mil, 20 mil ou 30 mil quilômetros por hora – se transformam em formidáveis projeteis, que ameaçam todos os objetos com que possam vir a se chocar.

A maior parte do lixo espacial poderá provocar colisões fatais com naves, sondas e satélites tripulados, numa ameaça às atividades dos astronautas. Existem vários exemplos de veículos espaciais danificados por colisões com detritos. Em 1982, um pedaço de um foguete soviético arranhou o ônibus espacial Columbia.

Uma caixa de instrumentos eletrônicos do satélite americano Solar Maximum, recuperada pelos astronautas num vôo da Challenger, apresentava 160 perfurações produzidas por lascas de tinta que viajavam à velocidade orbital. Resíduos orbitais danificaram também as células solares do satélite europeu GEOS-2, colocado em orbita pela ESA. Também sofreram danos o telescópio espacial Hubble, satélites de telecomunicações, etc..

A media de objetos espaciais que reentram em nossa atmosfera é da ordem de 33 a 35 por mês. Alias, todos os objetos lançados em orbita ao redor da Terra deverão, um dia, retornar à superfície do planeta. Entretanto, muitos deles levarão centenas, milhares ou milhões de anos para cair.

Ao contrario da idéia difundida de que, sendo 2/3 da Terra cobertos por oceanos, a probabilidade de queda em regiões continentais é pequena, e em zonas densamente povoadas ainda muito menor, uma das quedas de resíduos espaciais ocorreu justamente na área urbana da cidade americana de Manitowoc, no estado de Winconsin. De fato, em 1962, o satélite soviético Sputnik 4, ao reentrar na atmosfera, abriu uma cratera bem no centro comercial daquela cidade. Os pedaços encontrados estavam tão quentes que os bombeiros tiveram de esperar algumas horas para recolhê-los.

Um dos maiores objetos espaciais que já reentraram na atmosfera foi o estagio do foguete Saturno II que lançou o Skylab, em 1973. Seu peso era de 38 toneladas, e a sua queda ocorreu em 1975, no Oceano Atlântico, ao sul dos Açores.

Em 11 de marco de 1978, às 1h20min da madrugada, o terceiro estagio de um foguete soviético reentrou na atmosfera em cima do Rio de Janeiro. O espetáculo pirotécnico formado por inúmeros fragmentos que brilhavam com uma luz intensamente azulada levou a maior parte dos observadores do acontecimento a acreditar ser aquilo uma frota de discos voadores. Na realidade, se a reentrada tivesse ocorrido minutos antes, o foguete teria caído na área urbana do Rio e não no Oceano Atlântico, como aconteceu.

Mas bem mais preocupante é a queda de satélites portando substancias radioativas, como aconteceu com o Cosmos-954, um engenho militar soviético que caiu próximo ao lago dos Escravos, no Canadá, em janeiro de 79. Ele carregava um reator nuclear que alimentava o seu radar. Os americanos, que acompanhavam a trajetória do Cosmos através de sua rede de radares, quando compreenderam que os cientistas soviéticos haviam perdido o controle da situação, lançaram um alarme atômico generalizado – embora discreto – para todas as capitais dos países ocidentais.

Infelizmente, esta não foi a primeira vez que um satélite portador de material radioativo atingiu a superfície terrestre, e conhecem-se alguns casos. Um exemplo recente, envolveu a sonda Cassini, que portava uma carga de plutônio que seria usado para energizar a nave quando já estivesse longe o bastante do Sol para carregar as suas baterias solares, foi lançado há alguns anos atras, com vários protestos da comunidade cientifica e de organizações civis, temendo que a nave explodisse e liberasse uma chuva de plutônio sobre o planeta. Para se Ter uma idéia da alta radioatividade do plutônio, uma gota desse material, jogada sobre a Baia do Guanabara, é mais do que suficiente para tornar as águas imprestáveis para consumo humano devido ao risco de câncer. Ou, para citar outro exemplo, recentemente, um navio japonês, levando um carregamento de mais de três toneladas de plutônio para processamento nas usinas nucleares japonesas, foi alvo de protestos mundiais, principalmente dos países por onde o navio navegaria em mares territoriais. Se o navio sofresse um acidente e afundasse, a carga de plutônio, apesar de protegida por contâineres e outras camadas protetoras, se vazasse, poderia dizimar toda a vida no planeta.

Apesar dos protestos contra os lançamentos de satélites com reatores nucleares, não se acredita que eles deixem de ser postos em orbita. O mais lógico será desenvolver métodos de maior proteção. Um satélite em orbita é menos perigoso que um reator na superfície. Mas recentemente, estão testando um novo método de propulsão de sondas e satélites, usando propulsão iônica, como foi testado com o Deep Space.

A solução para o lixo espacial reside num projeto militar norte-americano que foi desenvolvido alguns anos atras, um laser de alta potência que pode ser direcionado para atingir satélites em orbita a partir da superfície terrestre, com alta precisão. Espera-se que este projeto seja usado para eliminar os detritos espaciais, ou seja, converter um projeto militar para fins pacíficos e assegurar uma exploração mais segura do espaço, sem pôr em risco as atividades humanas.

Nossos tempos modernos estão criando novos problemas ao homem, quase na mesma proporção em que novas tecnologias são criadas. Os problemas chegaram ao céu, e cerca de 2 mil toneladas de lixo espacial (fonte: Agência Estado), de destroços como fragmentos até propulsores de foguetes flutuam ao redor da terra, inclusive criando aos astrônomos a ilusão de termos mais uma Lua orbitando em volta de nosso planeta. Mesmo já existindo propostas de um grupo de cientistas de agências espaciais de todo o mundo que querem colocar ordem no espaço, a situação de "engarrafamento" continua, e nossa Maricá volta e meia recebe a sua parte desse lixo.

Lixo Espacial
Lixo Espacial

RISCOS

Não existe motivo para maiores preocupações, já que alem de improvável, os riscos de ser atingido por lixo espacial são muito baixos segundo especialistas.

Risco mesmo é só a curiosidade de "ver o que tem dentro" de algum objeto desses, já que até consertar liquidificador pode causar choque ou alguma injúria em quem não for capacitado para o conserto.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Lixo Espacial

O estágio do foguete russo que caiu na Bahia e o satélite italiano de experimentos com raio X, BeppoSax, que se desintegrou sobre o Pacífico, não são exceções.

Eles são parte de uma rotina de 3 a 4 artefatos espaciais que mensalmente entram na atmosfera terrestre e atingem a superfície. No início da noite de 30 de abril, por exemplo, caiu também um estágio do foguete francês Ariadne 3, na zona equatorial, e até o fim do ano outros 20 devem se transformar em bolas de fogo e riscar os céus à semelhança dos meteoros.

Todos estes objetos integraram foguetes, satélites ou plataformas espaciais e, depois de se tornarem inativos, permaneceram em órbita, como lixo espacial. Eles se mantêm em órbita até perderem velocidade e serem atraídos pela gravidade da Terra. Quando entram na atmosfera, ficam incandescentes e, em geral, se desintegram, em razão do atrito com o ar.

Monitorados

Alguns objetos podem atingir 400 km/h durante a queda e chegar a mil graus.

Estima-se que existam, atualmente, cerca de 200 mil fragmentos girando em torno da Terra, dos mais variados tamanhos: de luvas de astronautas ou chaves de fenda, perdidas durante consertos espaciais, a engradados de alimentos ou pedaços de aparelhos obsoletos colocados para fora da estação Mir, até a própria estrutura da Mir, que pesava 120 toneladas e entrou na atmosfera de forma controlada, em março de 2001, caindo no Atlântico Sul.

Os 10 mil objetos maiores são permanentemente monitorados e, quando estão na iminência de cair, têm sua trajetória estimada e às vezes corrigida, direcionada para os oceanos ou zonas pouco povoadas. O monitoramento é feito principalmente pelos militares norte-americanos e russos, responsáveis pela maior parte do lixo de grande porte circulando em órbita. Quando há chance de os continentes serem atingidos, as autoridades das possíveis zonas de impacto são alertadas.

Ônibus espaciais são alertados

O maior congestionamento está acima dos 600 quilômetros de altura, embora a faixa onde circulam os ônibus espaciais, entre 300 e 600 km, também precise ser observada sempre que há astronautas em órbita. Diversas vezes, os ônibus espaciais são instruídos a ganhar ou perder altura para desviar do lixo. Um pequeno fragmento em órbita pode estar viajando a velocidade impressionante, em torno de 28 mil km/h, sendo capaz de rasgar uma espaçonave ou satélite como papel.

Há vários casos de satélites atingidos que ficaram parcial ou totalmente inutilizados com a colisão. O excesso de lixo espacial chega a atrapalhar estudos astronômicos, ao causar interferências em fotografias científicas de longa exposição, conforme relata o astrônomo Júlio Lobo, do Observatório de Capricórnio, em Campinas (SP). Quando caem, costumam ser confundidos com meteoros. "Mas se há uma filmagem, como a do estágio do foguete russo no último fim de semana, é fácil distinguir um objeto artificial de um meteoro", comenta. Segundo Lobo, os meteoros geralmente caem como um pedaço único com um rastro incandescente menor. Os objetos artificiais logo se fragmentam em várias partes, cada uma com um rastro, chegando à superfície como uma chuva de pequenos pedaços. Há casos, ainda, de objetos que ricocheteiam na atmosfera antes de serem irremediavelmente atraídos pela gravidade, aparecendo como bolas de fogo de estranhas trajetórias, erroneamente identificadas como óvinis.

A maioria dos grandes fragmentos que chegam à superfície sem se desintegrar não oferece risco maior do que o impacto da queda.

Mas há uma minoria que merece atenção redobrada: os tanques de combustíveis. Costumam ser esferas de material muito resistente e atravessam a atmosfera intactos. Se levam o combustível mais comum dos foguetes - a hidrazina -, o risco de contaminação é baixo.

Conforme explica o engenheiro Carlos Santana, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pela montagem dos primeiros satélites brasileiros, "resta muito pouca hidrazina depois de o objeto atravessar a atmosfera, e os resíduos, embora tóxicos, são neutralizados com água". O problema é com o combustível de algumas dezenas de satélites espiões russos e norte-americanos, que é nuclear (plutônio), assim como o de alguns estágios de propulsão de satélites ou sondas para as chamadas pesquisas de deep space, ou seja, naves com destinos longínquos, que precisam ser impulsionadas no meio do caminho.

Tanques de combustíve is nucleares já caíram em terra, como foi o caso de um satélite espião russo que atingiu o Canadá. "E há ainda o risco de contaminação de detritos de baterias, que contêm diversos tipos de ácidos", acrescenta Santana. (LJ)

Pedaços já caíram no Brasil

Carlos Santana, do Inpe, lembra que há uma resolução das Nações Unidas recomendando que todos os satélites artificiais tenham uma reserva de combustível para alterações de trajetória, caso ameacem cair em zonas povoadas, assim como comandos que permitam desligar suas funções em caso de interferência com as comunicações. "Mas são resoluções não-mandatórias e nem todos as acatam", diz.

Embora a probabilidade seja baixíssima, alguns pedaços acabam atingindo casas e pessoas. Um caso que desafia as estatísticas ocorreu em 1969, quando um fragmento de 30 centímetros do foguete norte-americano Saturno, usado no lançamento da Apolo 11, atingiu um barco alemão em alto-mar. Em 1997, pedaços do foguete Delta 2 se espalharam entre o Texas e Oklahoma, nos Estados Unidos, e um fragmento de isolante térmico atingiu uma mulher na cidade de Turley, sem causar ferimentos graves. No ano passado, uma esfera de titânio do foguete francês Ariadne 3 caiu sobre uma casa em Kasambya, na Uganda.

No Brasil, já caíram diversos destes pedaços grandes.

Entre os mais famosos estão: uma esfera de combustível (hélio) de um foguete Saturno, com 1 metro de diâmetro, que caiu na costa Norte e foi recuperada por pescadores, e placas de metal de 10 a 12 cm, que atingiram o rio Negro, no Amazonas, ambos em 1966. E os fragmentos de um satélite chinês recuperado em Itapira, interior de São Paulo, em 1995. (LJ)

Fonte: an.uol.com.br

Lixo Espacial

Lixo espacial é todo detrito proveniente de objetos lançados no espaço e lá abandonados, que permanecem na órbita terrestre (entre 250 km e 1000 km de altura) por tempo variável. Sua quantidade tem aumentado muito, já que anualmente são lançados cerca de 100 foguetes, plataformas espaciais e satélites, que liberam pedaços, tanques de combustível ou são desativados.

Hoje estima-se a existência de quase 3 mil toneladas deste lixo dando voltas na Terra, cerca de 6 mil objetos de tamanhos diversos. Acredita-se também que haja cerca de 330 milhões de partículas menores de um milímetro (originadas, em sua maioria, de explosões) em órbita.Desde 2001, 80 janelas de naves espaciais tiveram de ser trocadas devido a impactos com estas pequenas partículas.

Todo este lixo está fadado a cair na Terra mais cedo ou mais tarde, conforme forem perdendo velocidade. Alguns objetos podem atingir 400 km/h na queda e chegar à temperatura de 1000 graus Celsius.

Mas, ao contrário do que pode parecer, o principal problema do lixo espacial não é a sua queda: boa parte do lixo entra em combustão ao entrar na atmosfera e se desintegra antes de alcançar o solo. Mesmo aqueles resíduos maiores que acabam caindo geralmente atingem o mar, sem causar estragos, pois mais de dois terços da Terra é composta de oceanos e não continente.

O principal problema do lixo espacial é a possibilidade de um equipamento que funcione, como satélites e ônibus espaciais, se choquem com eles e sofram avarias que os inutilizem. Estes resíduos circulam a uma velocidade muito grande, equivalente a dez vezes a velocidade de uma bala de rifle. Os resíduos maiores ainda têm como serem monitorados por telescópio, e os foguetes, satélites e ônibus espaciais orientados para se desviarem deles. Mas os menores de dez centímetros, não detectáveis, podem causar sérios estragos.

Além disso, sua permanência em órbita pode atrapalhar a comunicação entre a Terra e os satélites em funcionamento. Especialistas estimam que, se nenhuma medida for tomada, quantidade de lixo espacial dobrará antes de 2010. Outro problema é a possibilidade de explosão de partes de um antigo foguete que contenha combustível, gerando uma reação em cadeia do lixo mais próximo.

Uma das soluções que se começa a implantar hoje é fazer viagens de "transporte de lixo" das estações espaciais para o planeta através de ônibus espaciais. Outra é um projeto militar americano de direcionar um laser de alta precisão a estes objetos que destrua os detritos espaciais.

Fonte: www.conpet.gov.br

Lixo Espacial

Em vista da crescente conscientização das questões ambientais, o meio ambiente acabou sendo dividido em: meio ambiente físico, meio ambiente natural, meio ambiente cultural e meio ambiente do trabalho.

E o meio ambiente fora da Terra, ou seja o ambiente estelar? Pode ser objeto de classificação neste sentido?

A resposta é afirmativa, pois o ambiente extraterrestre ou espacial tem relação direta com o ambiente dos corpos celestes como os planetas, pois o desequilíbrio do ambiente espacial trará conseqüências desastrosas à vida na Terra.

Evidentemente as forças que regem os astros estão fora de controle do ser humano, mas em se tratando de ambiente espacial próximo a Terra, o ser humano pode ter responsabilidade por alguns danos, já que com o aumento da exploração espacial já há muito "lixo espacial" girando ao redor do nosso planeta, colocando em risco nossas cidades e mesmos áreas rurais e naturais, pois a queda de um destes artefatos pode causar danos as nossas cidades e/ou as pessoas ou animais que entrem em contato com eles em vista da radioatividade que pode existir em alguns casos. Inclusive já está havendo preocupação da NASA e do Escritório da ONU para Assuntos do Espaço Exterior com os detritos espaciais, mais exatamente o lixo espacial, que pode colocar em risco as naves e satélites artificiais, devido a possíveis colisões.

Na verdade já está havendo uma crescente preocupação com a forma com que estamos explorando o espaço, percebendo que o lixo que deixamos em nossas explorações pode vir a ser perigoso.

Dessa forma, entendemos que a questão do ambiente espacial deve começar a ser pensado, como um problema ambiental.

Assim, o conceito de meio ambiente espacial, sua importância e necessidade de preservá-lo, já é uma questão presente e de importância, merecedora de atenção dos países, principalmente aqueles que têm investido e o explorado.

Exploração espacial

As explorações espaciais já remontam algumas décadas e se iniciaram com o envio das sondas espaciais, que não eram tripuladas, posteriormente surgiram as estações espaciais.

As sondas eram enviadas por foguetes que acabavam deixando muito lixo espacial, já que apenas alguns pedaços das naves eram recuperadas. Depois surgiram os vôos tripulados.

Sondas espaciais: naves não tripuladas que têm como objetivo fazer estudos e experimentações científicas, sendo que a grande maioria delas acaba não voltando à terra, perdendo-se no espaço após cumprir sua missão.

Satélites artificiais: são artefatos espaciais de grande tecnologia utilizados para comunicação, previsões climáticas, entre outros. Ficam girando ao redor da Terra ou são estacionários a grande altura. Muitos podem ser vistos sem auxílio de telescópios, principalmente a noite, quando passam brilhando como uma estrela.

Estações espaciais: são enormes naves espaciais que ficam permanentemente no espaço e são utilizadas por astronautas que são enviados a elas pelos ônibus espaciais. São grandes laboratórios de pesquisa científica, pois coletam inúmeras informações e remetem à base na terra.

A estação espacial Skilab, a primeira lançada pelos EUA, ficando seis anos em órbita e a estação espacial russa Mir, ficou 15 anos.

Ônibus espaciais: veículo espacial que tem como finalidade transportar astronautas e equipamentos científicos para viagens espaciais, bem como para levar e trazer astronautas às estações espaciais. Estes veículos diferem dos demais, pois ao voltar à terra aterrizam da mesma forma que um avião, sendo assim reutilizados para novas viagens, podendo chegar ao total de 100 viagens.

Tratados e Convenções principais

"Tratado do espaço cósmico" adotado pela ONU em 19.12.66, que entrou em vigor em 10.10.67, foi aprovado pelo Brasil pelo Dec.Leg. 41, de 02.10.68 e promulgado pelo Dec.64.362, de 17.04.69 (DO,22.4.69);

Convenção sobre responsabilidade Internacional por Danos Causados por Objetos Espaciais, de 20.3.72, que estabelece a responsabilidade objetiva em casos de danos por acidentes no espaço. Isto está criado campo para o surgimento de um novo ramo.

Curiosidades sobre o tema

Em 1961, o russo Yuri Gagarin foi o primeiro homem a ser lançado em órbita da Terra.
Em 20.7.69, a nave Apollo-11 chega a lua e Neil Armstrong e Edwin Aldrin descem e caminham na superfície da Lua, em uma das maiores conquistas da humanidade. Os fatos foram televisionados para quase todos os países do mundo.
Desde 1998 está sendo construída a Estação Espacial Internacional (ISS), que está prevista para 2006, projeto desenvolvido por 16 países.
Sondas espaciais estão a caminho e/ou visitando alguns planetas de nosso sistema solar, fornecendo imensuráveis informações.
2.003:
A sonda espacial WMA- Wikinson Microwar Anisotropy Probe, que está em órbita a um milhão e meio de quilômetros da Terra e que tem como missão mapear o Universo, obteve fotos que mostram ter o Universo cerca de 13.700 milhões de anos.

Principais acidentes com naves espaciais:

1967 : a nave Apollo-1 pega fogo. Morrem os três astronautas;
1967:
a nave espacial Soyuz-1, ao voltar a terra os para-quedas não funcionam. Morre seu único astronauta.
1970:
devido a explosão em um tanque de combustível a nave Apollo-13, teve que voltar à terra. Os astronautas voltam ilesos.
1986:
Morrem os sete tripulantes da nave espacial Challenger que explodiu pouco depois de seu lançamento.
2003:
o ônibus espacial Columbia explodiu quando voltava para a terra, matando seus tripulantes.

Lixo Espacial e Meio Ambiente

Quando falamos em meio ambiente, logo vem a idéia do ambiente terrestre tradicional, o qual acabou sendo dividido em meio ambiente: físico, natural, cultural e do trabalho. Não podendo ser esquecido ainda o meio ambiente marinho. Mas e o espaço, o ambiente fora da Terra, ou seja o ambiente espacial? Pode ser estudado e classificado como meio ambiente espacial? A resposta é afirmativa, pois vejamos.

Como não é difícil imaginar, o ambiente extraterrestre ou espacial tem relação direta com o ambiente dos corpos celestes como os planetas, pois o seu desequilíbrio poderá trazer conseqüências desastrosas às condições climáticas dos planetas, entre eles a Terra, prejudicando no nosso caso as formas de vida.

Evidentemente as forças que regem os astros estão fora de controle do ser humano, mas quanto ao ambiente espacial próximo a Terra o ser humano pode ter responsabilidade por alguns danos, já que com o aumento da exploração espacial estamos começando a utilizar este espaço outrora inacessível, deixando muito "lixo espacial" ao redor do nosso planeta, colocando em risco não só as espaçonaves tripuladas como as cidades e mesmos áreas rurais e naturais com as quedas destes artefatos, inclusive pela radioatividade que pode existir em alguns casos. Aliás, não podemos esquecer que as explorações espaciais já remontam algumas décadas e se iniciaram com o envio das sondas espaciais, seguidos dos satélites artificiais, naves tripuladas e finalmente das estações espaciais.

Entretanto, todos estes engenhos espaciais são enviados por foguetes que acabam deixando muito lixo, pois vão se desintegrando no caminho e apenas alguns pedaços são recuperados. Isto sem contar os que se destroçaram no espaço propositada ou acidentalmente, deixando milhares de pedaços em órbita. Já estes materiais perdidos, abandonados ou descartados conhecidos como lixos ou detritos da era espacial, que ficam perdidos ao redor do nosso planeta em órbitas descontroladas, além de poluir o ambiente espacial, tornam-se perigosos pois colocam em risco as naves e satélites artificiais, devido a possíveis colisões. Isto vem preocupando a NASA e o Escritório da ONU para Assuntos do Espaço Exterior. Além disso, o lixo espacial que muitas vezes acaba caindo na Terra pode causar danos à vida que pulula em nosso planeta, atingindo-nos também, como dito.

Assim, todo este lixo está poluindo o que chamamos de espaço, gerando a necessidade de definir este novo ambiente, agora utilizado e explorado intensivamente pela humanidade. Tarefa difícil mas necessária.

Como se sabe a vida da forma que conhecemos encontra-se na chamada biosfera, camada que alcança apenas alguns kilômetros de altitude, onde está o meio ambiente tradicionalmente definido e conhecido.

Então, onde se iniciaria o meio ambiente espacial? É ele apenas a faixa onde os objetos e lixo espacial estão vagando ao redor da Terra? Ou o espaço sideral mais distante onde não encontramos nada além do vácuo, ou os dois? Este é o problema que os juristas terão que enfrentar para a definição correta.

Por sua vez, as implicações com a crescente utilização do espaço, tanto estratégica quanto comercialmente mediante colocação de satélites artificiais em órbita e sua exploração econômica em caráter privado, já tem gerado acordos globais internacionais e mesmo bilaterais balizados principalmente pelo chamado "Tratado do espaço cósmico" adotado pela ONU em 19.12.66, que entrou em vigor em 10.10.67, foi aprovado pelo Brasil pelo Dec.Leg. 41, de 02.10.68 e promulgado pelo Dec.64.362, de 17.04.69 (DO,22.4.69) e a Convenção sobre responsabilidade Internacional por Danos Causados por Objetos Espaciais, de 20.3.72, que estabelece a responsabilidade objetiva em casos de danos por acidentes no espaço. Isto está criado campo para o surgimento de um novo ramo do direito, o direito espacial.

Na esteira deste raciocínio é importante destacar ainda que a cláusula IX do citado Tratado fala em evitar os efeitos prejudiciais à contaminação do espaço cósmico, bem como modificações nocivas ao meio ambiente resultantes da introdução de substâncias extraterrestres. Dando assim a entender que ambiente do espaço cósmico já está sendo objeto de preocupação e regulamentação.

Assim, os problemas com o "lixo espacial" e suas conseqüências, aliados à disputa pela exploração do espaço, estão convergindo para que haja estudos e criação de novos conceitos na área jurídica, com seus conseqüentes desdobramentos inclusive científicos. Entre os novos conceitos está o do meio ambiente espacial, o qual por sua importância e necessidade de preservação já é uma questão ambiental presente e merecedora de atenção dos estudiosos do direito, tanto do direito ambiental quanto do novo direito espacial, bem como da atenção dos países que têm investido e explorado este novo ambiente, ao qual a humanidade está se inserindo direta ou indiretamente. Pensem nisso.

Fonte: www.aultimaarcadenoe.com

Lixo Espacial

Nestes últimos 40 anos – desde o lançamento do satélite artificial soviético Sputnik, em 4 de outubro de 1957 – , cerca de dezoito mil objetos produzidos pelo homem foram colocados em orbita da Terra. Até recentemente existiam cerca de dez mil objetos de grande e médio portes ao redor do planeta, além de quarenta mil fragmentos. Estima-se que a quantidade desses detritos deverá se multiplicar nos próximos vinte ano. E o mais preocupante é que sete mil deles possuem dimensões superiores a vinte centímetros – limite mínimo de visibilidade de um radar. Abaixo dessa medida, os objetos não podem ser detectados, apesar de se encontrarem numa região muito próxima da superfície.

Se lembrarmos que a freqüência normal de lançamento de satélites é de cem por ano ou mais, no próximo século a quantidade de detritos espaciais poderá se tornar uma ameaça às atividades humanas no espaço circunvizinho à Terra, bem como um elemento prejudicial às observações astronômicas feitas a partir da superfície do planeta.

Lixo Espacial
Lixo Espacial

Até agora, a maior parte do lixo espacial responsável por colisões desastrosas com naves, satélites e astronautas se constituiu de fragmentos ou resíduos oriundos da atividade pacifica, como satélites de comunicação, de estudos meteorológicos, de levantamento de recursos naturais, etc.. Um exemplo de poluição acidental ocorreu quando o terceiro estagio do foguete francês Ariadne , lançado em novembro de 1986, explodiu, dando origem a 465 fragmentos de tamanho superior a 10 centímetros e a 2330 estilhaços de um milímetro a um centímetro. No entanto, nos últimos anos, com o inicio dos testes com armas anti-satélites como o programa Guerra nas Estrelas, o problema do lixo espacial vem se agravando de modo assustador. Em testes realizados com um satélite destruído por um míssil, cerca de 275 fragmentos puderam ser registrados por radares logo após o impacto. Deve existir, porem, um numero muito mais elevado desses fragmentos, que não podem ser observados por serem muito pequenos. Outros testes dessa natureza – granadas espaciais que, após destruírem o satélite-alvo, deixam uma verdadeira nuvem de estilhaços girando em torno da Terra – estão previstos nos programas militares das potências atômicas. O programa Guerra nas Estrelas acabou sendo cancelado devido aos altos custos que o envolviam, mas recentemente os EUA desenvolveram um programa semelhante, com custos mais baixos, mas que provocam o mesmo problema do lixo espacial, embora a uma orbita mais baixa.

Segundo a ultima estimativa norte-americana, existem cerca de 3,5 milhões de resíduos metálicos, lascas de pintura, plásticos, etc.. de dimensões inferiores a um centímetro, orbitando no espaço próximo. Esta cifra cai para 17.500 com relação aos objetos entre um e dez centímetros, e a 7000 para os detritos de tamanho superior. Quase três mil toneladas de lixo espacial flutuam a menos de duzentos quilômetros do solo. De acordo com a NASA, este numero, já assustador, devera se duplicar antes do ano 2010. Até lá, e mais alem, os fragmentos vão continuar como um perigo em potencial, pois na velocidade com que orbitam – 15 mil, 20 mil ou 30 mil quilômetros por hora – se transformam em formidáveis projeteis, que ameaçam todos os objetos com que possam vir a se chocar.

A maior parte do lixo espacial poderá provocar colisões fatais com naves, sondas e satélites tripulados, numa ameaça às atividades dos astronautas. Existem vários exemplos de veículos espaciais danificados por colisões com detritos. Em 1982, um pedaço de um foguete soviético arranhou o ônibus espacial Columbia.

Uma caixa de instrumentos eletrônicos do satélite americano Solar Maximum, recuperada pelos astronautas num vôo da Challenger, apresentava 160 perfurações produzidas por lascas de tinta que viajavam à velocidade orbital. Resíduos orbitais danificaram também as células solares do satélite europeu GEOS-2, colocado em orbita pela ESA. Também sofreram danos o telescópio espacial Hubble, satélites de telecomunicações, etc..

A media de objetos espaciais que reentram em nossa atmosfera é da ordem de 33 a 35 por mês. Alias, todos os objetos lançados em orbita ao redor da Terra deverão, um dia, retornar à superfície do planeta. Entretanto, muitos deles levarão centenas, milhares ou milhões de anos para cair.

Ao contrario da idéia difundida de que, sendo 2/3 da Terra cobertos por oceanos, a probabilidade de queda em regiões continentais é pequena, e em zonas densamente povoadas ainda muito menor, uma das quedas de resíduos espaciais ocorreu justamente na área urbana da cidade americana de Manitowoc, no estado de Winconsin. De fato, em 1962, o satélite soviético Sputnik 4, ao reentrar na atmosfera, abriu uma cratera bem no centro comercial daquela cidade. Os pedaços encontrados estavam tão quentes que os bombeiros tiveram de esperar algumas horas para recolhê-los.

Um dos maiores objetos espaciais que já reentraram na atmosfera foi o estagio do foguete Saturno II que lançou o Skylab, em 1973. Seu peso era de 38 toneladas, e a sua queda ocorreu em 1975, no Oceano Atlântico, ao sul dos Açores.

Em 11 de marco de 1978, às 1h20min da madrugada, o terceiro estagio de um foguete soviético reentrou na atmosfera em cima do Rio de Janeiro. O espetáculo pirotécnico formado por inúmeros fragmentos que brilhavam com uma luz intensamente azulada levou a maior parte dos observadores do acontecimento a acreditar ser aquilo uma frota de discos voadores. Na realidade, se a reentrada tivesse ocorrido minutos antes, o foguete teria caído na área urbana do Rio e não no Oceano Atlântico, como aconteceu.

Mas bem mais preocupante é a queda de satélites portando substancias radioativas, como aconteceu com o Cosmos-954, um engenho militar soviético que caiu próximo ao lago dos Escravos, no Canadá, em janeiro de 79. Ele carregava um reator nuclear que alimentava o seu radar. Os americanos, que acompanhavam a trajetória do Cosmos através de sua rede de radares, quando compreenderam que os cientistas soviéticos haviam perdido o controle da situação, lançaram um alarme atômico generalizado – embora discreto – para todas as capitais dos países ocidentais.

Infelizmente, esta não foi a primeira vez que um satélite portador de material radioativo atingiu a superfície terrestre, e conhecem-se alguns casos. Um exemplo recente, envolveu a sonda Cassini, que portava uma carga de plutônio que seria usado para energizar a nave quando já estivesse longe o bastante do Sol para carregar as suas baterias solares, foi lançado há alguns anos atras, com vários protestos da comunidade cientifica e de organizações civis, temendo que a nave explodisse e liberasse uma chuva de plutônio sobre o planeta. Para se Ter uma idéia da alta radioatividade do plutônio, uma gota desse material, jogada sobre a Baia do Guanabara, é mais do que suficiente para tornar as águas imprestáveis para consumo humano devido ao risco de câncer. Ou, para citar outro exemplo, recentemente, um navio japonês, levando um carregamento de mais de três toneladas de plutônio para processamento nas usinas nucleares japonesas, foi alvo de protestos mundiais, principalmente dos países por onde o navio navegaria em mares territoriais. Se o navio sofresse um acidente e afundasse, a carga de plutônio, apesar de protegida por contâineres e outras camadas protetoras, se vazasse, poderia dizimar toda a vida no planeta.

Apesar dos protestos contra os lançamentos de satélites com reatores nucleares, não se acredita que eles deixem de ser postos em orbita. O mais lógico será desenvolver métodos de maior proteção. Um satélite em orbita é menos perigoso que um reator na superfície. Mas recentemente, estão testando um novo método de propulsão de sondas e satélites, usando propulsão iônica, como foi testado com o Deep Space.

A solução para o lixo espacial reside num projeto militar norte-americano que foi desenvolvido alguns anos atras, um laser de alta potência que pode ser direcionado para atingir satélites em orbita a partir da superfície terrestre, com alta precisão. Espera-se que este projeto seja usado para eliminar os detritos espaciais, ou seja, converter um projeto militar para fins pacíficos e assegurar uma exploração mais segura do espaço, sem pôr em risco as atividades humanas.

Fonte: www.bio2000.hpg.ig.com.br

Lixo Espacial

Lixo Espacial
Existem cerca de 9 mil fragmentos de foguetes e
satélites na órbita da Terra (imagens: Orbital Debris Program/Nasa)

Desde 1957 o homem vem lançando objetos no espaço, sejam foguetes ou satélites.

A televisão ao vivo, a previsão do tempo, o sensoriamento remoto: tudo isso só é possível por causa das atividades espaciais. Hoje os lançamentos são feitos com uma freqüência muito grande, não apenas por Estados, mas também por empresas privadas. Já existem nove mil fragmentos de lixo espacial sobre a Terra, totalizando mais de cinco mil toneladas de material inútil. E essa quantidade tende a crescer cada vez mais, como alertam dois cientistas da Nasa.

Em artigo publicado na Science de 20 de janeiro, Jer-Chyi Liou e Nicholas Jonhson demonstram que, mesmo que não seja feito mais nenhum lançamento, a quantidade de fragmentos que paira sobre a atmosfera terrestre vai aumentar. Ainda que lixo proveniente de explosões e de missões ainda em andamento tenda a diminuir, as colisões entre os objetos já em órbita serão cada vez mais freqüentes e devem poluir ainda mais o espaço.

Esses eventos representam um perigo real: os fragmentos resultantes desses choques viajam com uma velocidade suficiente para fazer um buraco numa espaçonave ou inutilizar um satélite. Três colisões de grande impacto foram catalogadas entre 1991 e 2005. Os autores calculam que, por volta de 2055, os fragmentos provenientes de colisões serão mais numerosos que os provenientes de objetos inativos – e os cientistas alertam que a situação pode ser ainda pior do que indicam as previsões.

Entre 30 e 70 lançamentos são feitos por ano. Os satélites têm uma vida útil de aproximadamente doze anos e os foguetes são lançados em etapas nas quais deixam um rastro de rejeitos que, se não caírem na Terra, vão virar lixo espacial.

Em todo o mundo cientistas trabalham em busca de uma solução para o problema – a Nasa, por exemplo, tem um Programa de Lixo Espacial, coordenado por Johnson. No entanto, ainda não foi descoberto um método eficiente e economicamente viável para remover o lixo. “Muitas medidas foram desenvolvidas para atenuar o problema, mas isso não é o suficiente para resolvê-lo”, afirmou Liou em entrevista à CH On-line. “Para limitar melhor o aumento do lixo, é preciso uma remoção ativa dos objetos do espaço, o que requer um esforço conjunto de Estados e empresas.”

Quem vai pagar?

Lixo Espacial
Localizado na Califórnia, o radar acima é capaz de
detectar objetos de até 2 mm em altitudes abaixo de 1000 km.

Uma alternativa para contornar o problema seria colocar os objetos lançados em órbitas mais altas, para que não causem acidentes. “O impasse é que essas operações custam muito caro e não oferecem nenhum retorno financeiro. Quem vai gastar?”, indaga José Monserrat Filho, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Direito Aeroespacial.

Monserrat explica que as atividades espaciais são por tratados elaborados pelo Comitê Para Uso Pacífico do Espaço Exterior, ligado à Organização das Nações Unidas. A questão do lixo espacial já foi discutida por especialistas e a França tenta colocar o assunto em pauta há dois anos. Apesar disso, os assuntos só entram na pauta se houver uma aceitação consensual e existem muitos interesses em jogo.

“Países desenvolvidos como os Estados Unidos não querem que as normas fiquem rígidas a ponto de complicar a vida de suas empresas”, explica Monserrat.

“Para os países em desenvolvimento não é vantagem pensar no assunto, porque uma legislação rígida vai encarecer a atividade espacial.” Regras que controlem o lixo espacial – como o uso de materiais mais leves e de desintegração mais rápida – provavelmente tornarão a atividade mais cara.

“Por enquanto não existe nenhuma regra que considere a existência do lixo espacial”, afirma Monserrat. “Esse conceito sequer existe na legislação.” A situação pode gerar impasses: se, por exemplo, uma colisão inutilizar um satélite, quem irá pagar pelo dano? A não ser que o lixo possa ser reconhecido, ninguém poderá ser responsabilizado. Já existem algumas diretrizes nos vários tratados de direito espacial, mas nada específico.

Fonte: cienciahoje.uol.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal