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Ozônio

 

Em meados do século XIX, o químico suiço Christian Friedrich Schönbein observou que o odor notado quando se produziam descargas elétricas na atmosfera era similar àquele notado quando a água era decomposta por uma corrente voltaica.

Schönbein acreditou que esse odor poderia ser atribuído à existência de um gás atmosférico de odor peculiar.

A esse gás atribuiu o nome ozônio, da palavra grega para cheiro – “ozein”.

O ozônio é um gás produzido naturalmente na atmosfera terrestre, reativo e capaz de oxidar metais como ferro, chumbo e arsênico.

A descoberta de que o ozônio pode despolarizar eletrodos de platina foi a principal motivação para que o mesmo começasse a ser estudado e medido com maior atenção.

Em seguida, Schönbein concluiu que o ozônio tinha um papel ainda mais importante, utilizando-o como um eficaz desinfetante durante epidemias infecciosas.

O primeiro método de detecção de ozônio era muito simples, consistindo de um papel embebido de uma solução de iodeto de potássio e amido que, ao ser exposto ao ar, podia adquirir uma escala arbitrária de tons de azul. Até 1916, mais de um milhão de medidas foram realizadas por esse método. Porém, desde o fim do século XIX, estudos de espectroscopia já constatavam que a presença desse gás é muito maior na alta atmosfera do que nas proximidades do solo.

A partir de então, duas linhas distintas de medições foram utilizadas em campanhas experimentais.

A primeira, denominada troposférica, baseou-se inicialmente em medições de ozônio superficial.

Com o avanço tecnológico, a partir dos anos 30 levou-se em consideração a troposfera como um todo.

A segunda, denominada estratosférica, teve início a partir de investigações ópticas orientadas à determinação do espectro solar, sobretudo em sua parte ultravioleta. Porém, somente no início do século XX os esforços para explicar as bases químicas da existência do ozônio na alta atmosfera começaram a ser realizados, de onde se destacam nomes famosos como Hartley, Chappuis e Huggins.

Nos últimos 40 anos, devido à maior compreensão do papel de outras espécies atmosféricas na existência do ozônio estratosférico, constatou-se que a emissão excessiva de substâncias antropogênicas poderia ter um papel fundamental na redução da concentração do ozônio em altitude e, ironicamente, exercer um papel relevante no aumento da concentração do ozônio próximo à superfície. Tal fato está intimamente ligado à saúde dos seres vivos na Terra, já que o ozônio, além de ser responsável pela absorção da radiação solar ultravioleta, em concentrações elevadas também pode causar problemas respiratórios em seres humanos.

Distribuição e conteúdo do ozônio na atmosfera

A distribuição vertical de ozônio é praticamente constante na troposfera e aumenta com a altura na estratosfera, até uma região de concentração máxima que depende da latitude e estação do ano. Na troposfera essa concentração de ozônio decresce a décimos de parte por bilhão (ppb) em termos de razão de mistura (moléculas de O3/moléculas de ar) contra uma concentração de 10 ppm (10000 ppb) na estratosfera (1ppb = 2,5.1010 moléculas cm-3, ao nível do mar e temperatura de 298K). Acima dessa região, a concentração decresce de maneira (quase) exponencial com a altura, até atingir níveis muito pequenos na baixa mesosfera. Em termos gerais, entre 85 a 90% do conteúdo total de ozônio encontra-se acima da tropopausa. Nos trópicos, o máximo de ozônio é geralmente observado durante a primavera, entre 25 a 27km de altitude, com valores de pressão parcial de 140nb. Nas regiões polares esse máximo atinge cerca de 220nb e localiza-se em torno de 18km de altitude.

Quanto às distribuições sazonais, as variações podem ser negligenciadas nas regiões tropicais, onde a intensidade de radiação solar pode ser considerada constante durante todo o ano. Em latitudes mais elevadas o máximo de concentração é estabelecido no fim do inverno, ou no começo da primavera, e o mínimo se verifica durante o outono. Durante a primavera a quantidade de ozônio encontrada em altas latitudes é maior, e em baixas latitudes menor, do que aquela que poderia ser prevista utilizando a teoria fotoquímica. Neste caso, a distribuição da intensidade de radiação solar sugeriria a formação de um máximo durante o verão sobre a região equatorial. Portanto, as causas desse fenômeno podem ser relacionadas aos padrões de circulação atmosférica. No início da primavera, a estratosfera próxima às regiões polares é caracterizada por fortes correntes de ar descendentes. Deste modo, o ozônio gerado em camadas acima de 20km de altitude é transportado por estas correntes de ar em direção às camadas mais baixas, e uma circulação é formada com o ar fluindo em direção aos pólos na alta estratosfera e, em direção ao equador na baixa estratosfera. O ozônio acumulado nesta região é transferido para a troposfera durante o verão.

O que são Unidades Dobson ?

O conteúdo total de ozônio integrado numa coluna atmosférica é comumente expresso em Unidades Dobson (DU). Um DU é a espessura, medida em unidades de centésimos de milímetro, que a coluna de ozônio poderia ocupar, a temperatura e pressão padrão (273K e 1 atm). Assim 1 DU = 10-3 atm cm @ 2,69 ´ 1016 moléculas cm-2. Sobre a Terra, a coluna média de ozônio varia entre 290 e 310 DU. Para se ter uma idéia da quantidade irrisória de ozônio na atmosfera terrestre, se todo o ozônio presente fosse compactado próximo à superfície terrestre, à pressão e temperatura padrões, seria possível obter somente uma camada de cerca de 3mm de espessura. Mesmo assim, essa pequena quantidade é suficiente para absorver a radiação ultravioleta e possibilitar a existência da vida no Planeta.

Fonte: www.geocities.com

Ozônio

Ozônio é uma palavra que vemos e ouvimos muito nos noticiários. E as notícias podem nos assustar.

Mas antes de ficarmos assutados com as notícias, vamos entender melhor o que é o ozônio.

O que é o ozônio?

O desenho é aproximadamente o formato de uma molécula de ozônio. Ozônio é composto de átomos de oxigênio. O oxigênio que respiramos é composto de 2 átomos. É chamado O2.

O ozônio é composto de 3 átomos e é chamado O3. Não é muito estável e pode se quebrar em O2 muito facilmente. Há muito ozônio nas camadas altas de nossa atmosfera.

O ozônio possui o tamanho e o formato exatos para absorver a energia do Sol, que pode ser perigosa para nós. O ozônio forma uma camada que absorve alguns tipos de energia do Sol. Essa camada nos protege.

Qual é o problema?

O freon e outros produtos químicos sobem até a estratosfera, que é o local da atmosfera onde está a camada de ozônio.

Quando a luz solar de alta energia (1) atinge uma molécula de freon, ela se quebra e produz um átomo de cloro (2).O átomo de cloro atinge uma molécula de ozônio (3). Isso faz com que o ozônio se transforme em oxigênio comum. O oxigênio (O2) não possui nem o tamanho nem a forma exatos para absorver a radiação solar que é perigosa.

A radiação perigosa é chamada de ultravioleta. Alguma parte dessa radiação nos atinge todos os dias. O grande medo é que mais dessa radiação possa nos atingir.

A radiação ultravioleta pode alterar uma parte de nossas células da pele. Pode fazer com que cresçam desordenadamente. Isso é chamado de câncer de pele, uma cópia incontrolada das células da pele.

Como tudo isso começou?

Há muito tempo atrás, as geladeiras usavam um gás venenoso para retirar calor. As geladeiras ainda funcionam retirando calor. O gás era a amônia e tornava a refrigeração perigosa.

Os químicos inventaram um novo gás que se comportava como a amônia, mas não era perigoso. Esse gás é o freon, que era inerte. Inerte significa que não se mistura com nenhuma substância. Parecia perfeito.

Porém, na década de 1970, os cientistas descobriram que se você adiciona energia solar a uma molécula de freon, ela se divide. Nessa época o freon era usado em sprays e em espuma plástica. As pessoas pararam de consumir o freon. Mas não pararam de usá-lo. Esse é o problema.

O medo de mais doenças é que nos faz mudar algo mais. É um grande trabalho e todos precisamos ajudar. Fale com seus amigos e professores. Discuta o problema.

P.S. de Jax: Uma das coisas que você pode fazer é agir. Use menos espuma plástica. Escreva cartas para os representantes do congresso.

Fonte: educar.sc.usp.br

Ozônio

Os gregos antigos, bem como os índios, na américa do norte, reconheciam a relação entre uma pescaria bem sucedida e o odor produzido por relâmpagos após uma tempestade.

A explicação reside no fato que após a tempestade elétrica.

A camada superior da água dos lagos é enriquecida com ozônio.

1785: detectava-se um odor característico nas proximidades da máquina eletrostática de van marum, quando as centelhas passavam pelo ar;
1801:
o mesmo odor era detectado durante o processo de eletrólise da água.
1840:
shonbein chamou a substância que desprendia tal odor de "ozônio", que em grego significa "ozein" ou seja odor.
1857:
siemens construiu a primeira máquina geradora de ozônio.
1867:
proposta da fórmula química do ozônio(O3)
1886:
início da utilização do ozônio como desinfetante. Mais tarde, constata-se o alto poder oxidante do ozônio, cerca de 1,5 vez mais forte que o do cloro, e com isto consegue oxidar não somente microorganismos(bactérias, virus, protozoários), mas também compostos como o fenol, cianeto, metais pesados e materiais orgânicos.
1893:
primeira instalação para tratamento para tratamento de água potável, em oudshoorn, holanda
1906:
inaugurada a famosa estação de tratamento de água de nice, frança.
1970:
inaugurada a instalação de super rimez, que substituiu, a estação de nice e outras duas que haviam sido inauguradas na mesma época.
1977:
haviam mais de 1000 instalações de água potável, em todo o mundo.

Atualmente o ozônio é reconhecido como um poderoso desinfetante, sendo muito utilizado no controle de colônias de microorganismos em estações de tratamento.

O que é ozônio?

O ozônio é uma forma alotrópica de oxigênio

Fórmula química: O3

É um gás à temperatura ambiente, incolor e na cor azul para grandes camadas
No estado líquido é escuro ou negro.

Ponto de vapor: -119 ºc

No estado sólido forma cristais na cor azul/violeta.

Ponto de fusão: -193 ºc.

Possui odor característico.
É altamente instável em qualquer estado.

Devido a sua instabilidade:

Não se consegue armazená-lo
O ozônio é produzido no local de consumo
Alto poder de desinfecção e oxidação
É altamente solúvel em água. A solubilidade é afetada pela temperatura, pressão e a presença de contaminantes.
Pico de absorção no espectro de uv a 255,3 nm de 135 (cm)-1

Segurança

Ozônio é um forte agente oxidante.
A concentrações abaixo de 0,5 ppm irrita as vias respiratórias.
A presença de ozônio é sentida pelo seu odor típico a concentrações entre 0,02 a 0,04 ppm.
A concentração máxima admitida para uma pessoa exposta por 8 horas é de 0,1 ppm.

Longos períodos de exposição podem afetar cronicamente os brônquios. A inalação de concentrações industrias normalmente acima de 10.000,00 ppm podem levar a morte.

Em caso de exposição levar a vitima para local arejado e chamar o medico.

Segurança II

Limites de exposição ao ozônio

Ozônio
A
- Não sintomático B - Sintomático C -Irritação D - Tosse permanente E - Fatal

Formação natural de ozônio

A radiação proveniente do sol é composta por uma fração de comprimentos de onda visíveis para os humanos. Esta porção vai da luz violeta (400 nm) a vermelha (700 nm). Além da faixa do visível, há a radiação infravermelha (l > 700 nm) e a ultravioleta (l < 400 nm).

Ozônio é produzido naturalmente na estrastosfera (10 - 20 km) pela ação fotoquímica dos raios ultravioleta sobre as moléculas de oxigênio. Esses raios, para irradiação de l < 200 nm, são suficientemente intensos para separar os dois átomos que compõe a molécula de O2, produzindo assim o oxigênio atômico.

O2(g) + hn --> o + o

Onde hn representa a energia correspondente à luz ultravioleta necessária para a ocorrência da dissociação.

A produção de ozônio é realizada numa etapa imediatamente posterior, resultando da associação de um átomo de oxigênio e uma molécula de o2 na presença de um catalisador (elemento necessário para manter o balanço de energia mas que não é consumido na reação).

O + O2(g) ----> O3(g)

Ozônio absorve luz ultravioleta na faixa de 200 a 300 nm, dissociando-se em O2 e O. Os produtos da dissociação se recombinam liberando calor.

O3 + hn O2 + o

Dessa forma a presença de O3 na atmosfera previne a incidência de luz ultravioleta (u.v.) na faixa de 200 a 300 nm na superfície do planeta.

Formação natural de ozônio II POR DESCARGA CORONA

Formação natural de ozônio que ocorre durante as tempestades quando da emissão de um relâmpago.

Ocorre nas proximidades da terra.

A descarga elétrica dissocia a molécula do oxigênio em dois átomos de oxigênio.

Ozônio
3
O2 2O3 + Calor

Estes átomos instáveis têm excesso de elétrons e combinam-se com outras moléculas de oxigênio, ficando num menor estado de energia.

Esta combinação forma o ozônio (O3)

Ozônio também é instável e reage com outros gases modificando a sua estrutura molecular

GERAÇÃO DE OZÔNIO

A radiação uv não pode gerar as grandes quantidades de ozônio que são requeridas pela indústria.

A descarga elétrica do tipo corona é o método mais utilizado para se obter ozônio em quantidades industriais.

A descarga elétrica tipo corona é uma fenômeno característico da descarga tipo towsed a qual ocorre em regiões de campos elétricos não uniformes de alta intensidade, principalmente nas pontas e bordas ou fios submetidos à tensão elétrica.

Se as correntes de descarga são:

Relativamente altas: a descarga corona pode ocorrer na forma de uma "descarga luminescente".
Relativamente baixas:
a descarga corona é praticamente e são denominados de descarga elétrica silenciosa", queé uma forma inaudível de descarga.

Fonte: br.geocities.com

Ozônio

O ozônio é um gás que se forma quando o oxigênio é exposto a uma alta intensidade de luz ultravioleta (como sucede nas capas superiores da atmosfera) ou a um campo de alta energia (chamado descarga corona) capaz de dissociar os dois átomos que o compõem e dar lugar a uma nova molécula triatômica de oxigênio. O ozônio é um potente oxidante, desinfetante e desodorizante.

Possui um cheiro muito característico que deve seu nome (do grego ozon = cheiro). Este cheiro é particularmente evidente em tormentas elétricas ou descargas elétricas pontuais.

A alta instabilidade da molécula de ozônio faz com que seja necessário gerá-lo in situ.

Sua alta reatividade é somente excedida pelo flúor. Porém dentro dos compostos químicos de uso comum o ozônio ocupa o primeiro lugar no que se refere ao potencial de oxidação. O que faz deste composto dos oxidantes mais potentes conhecidos

Composto Pot. (mV) Composto Pot. (mV)
O3 2.07
HOCl  
Cl2 1.36
NH2Cl 0.75
O3 2.07

As propriedades de maior interesse do ozônio são sua solubilidade em água e sua estabilidade em meio líquido e gasoso, já que são as que permitem levar em frente sua aplicação como desinfetante.

GERAÇÃO DE OZÔNIO

Existem diversas tecnologias para gerar ozônio, dentro das quais as duas de maior aplicação são: Irradiação UV e Descarga Corona. Esta última, adotada por FG ingeniería, é a que atinge uma maior concentração do ozônio no ar ou oxigênio e em conseqüência a mais conveniente nos geradores industriais.

No processo de geração circula o gás contendo oxigênio (por exemplo, ar seco) por um espaço onde se aplicará um forte campo elétrico. Essa energia produz a dissociação do oxigênio que se recombina com novas moléculas para dar ozônio.

Geração

Água de refrigeração e eletrodo de terra
Ar de refrigeração
Eletrodo terra (inox)
Eletrodo alta tensão Dielétrico
(vidro)
O2/ Ar O 3

SOLUBILIDADE DO OZÔNIO

Quando se fala em solubilidade do ozônio em água é muito importante distinguir entre a solubilidade de saturação e a que operativamente pode se atingir em um sistema de tratamento de água. O importante, em definitiva, será alcançar uma concentração suficiente para o tratamento procurado. Este valor geralmente estará muito por debaixo da saturação.

A concentração final de ozônio na água é função da concentração em fase gás, a pressão do gás e a temperatura da água e da tecnologia de intercâmbio gás/líquido. A primeira depende da tecnologia empregada na geração e o gás portador (ar ou oxigênio).

FG ingeniería desenha as torres de contato para otimizar o intercâmbio produzindo um equipamento de dimensões delimitadas.

As torres de contato produzidas por FG ingeniería são construídas em aço inoxidável 304L / 316L e de características sanitárias. As concentrações usuais em sistemas de tratamento de água vão de 0,3 a 1,5 ppm.

O valor de C x t é o parâmetro para o controle de microorganismos, endotoxinas e pirógenos. Um valor de C x t = 3 elimina, comprovado experimentalmente, um grande espectro de bactérias com uma concentração de 5 x 103 ufc/ml em reconto total. Ainda assim valores de C x t = 6 assegura a completa destruição de flora bacteriana, pirógenos e endotoxinas.

Mecanismos de ação sobre diferente tipo de microorganismos.

Efeitos sobre bactérias

A membrana parece ser o primeiro lugar de ataque do ozônio (Giese e Christensen 1954, Christensen e Giese 1954), ou pela via das glucoproteínas ou glucolípidos (Scott e Lester 1963) ou através de certos aminoácidos, como triptofano (Golstein e McDonagh 1975)

O ozônio também interrompe a atividade enzimática das bactérias atuando sobre os grupos sulfidrilos em certas enzimas. A morte bacteriana pode estar dada diretamente pelas mudanças na permeabilidade celular (Murria et. Al. 1965), possivelmente seguida de ruptura celular. As reações de oxidação e inativação sempre ocorrem muito rapidamente o qual levou a Bringmann (1954) a pensar que o ozônio atuava diferente que o cloro. Ou acreditou que o cloro atuava seletivamente oxidando certos sistemas enzimáticos enquanto que o ozônio atuava como um “agente oxidante geral”.

O ozônio atua sobre o material nuclear, Christensen e Giese 1954 e Scott e Lesher (1963) mostraram que o ozônio afeta purinas e pirimidinas nos ácidos nucléicos.

Efeitos sobre vírus

O primeiro sítio de ação sobre vírus é sem dúvida a cápsula vira, particularmente as proteínas que a formam. O ozônio parece modificar os sítios da cápsula viral que o vírus utiliza para se fixar à superfície das células.

ESTABILIDADE DO OZÔNIO DISSOLVIDO

Uma vez incorporado no seno do líquido o ozônio deve permanecer durante certo tempo para conseguir seu efeito oxidante. A vida média do ozônio dissolvido é geralmente superior a esse requerimento.

A decomposição do ozônio em água (considerando ausência de contaminantes) se produz por recombinação com si mesmo para se transformar novamente em oxigênio.

Tal decomposição será função de:

Temperatura
Incidência de raios UV
pH do meio

Em água neutra e a temperaturas que oscila os 18ºC terá uma vida média de 20 minutos.

Isso permite, no caso de desinfecção de circuitos de distribuição em hemodiálise, sanear o sistema ao final do dia e do dia seguinte se encontrar com o sistema estéril e livre de ozônio. Com um curto enxágüe fica apto para sua operação, e ainda em caso de deficiências nos procedimentos de enxágüe o ozônio é auto-degradável em pouco tempo deixando como resíduo somente oxigênio.

Os equipamentos de FG ingeniería garantem a degradação do ozônio no momento de envio a sala de hemodiálise mediante o tratamento da água por radiação UV, a que acelera a degradação do ozônio eliminando toda traça do mesmo.

PROPRIEDADES DESINFETANTES

O ozônio é altamente efetivo a muito baixas concentrações. Em formas vegetativas, a E. Coli é uma das mais sensíveis enquanto que os cocos Gram+, os bacilos Gram + e as micobactérias são mais resistentes. De qualquer modo não há grande diferença na sensibilidade que apresentam uns ou outros, todos são muito sensíveis à inativação por ozônio.

Por exemplo, em ensaios com E. coli se mediram em 1 min. e com 9 microgramas/Lt reduções de 99,99% (4 logs).

Resultados muito semelhantes se obtiveram com Stafilococus sp. E Pseudômonas fluorescentes. Para Streptococus fecalis se requereram 2 minutos para o mesmo efeito; e para Mycobacterium tuberculoses se precisaram 6 minutos.

O efeito desinfetante pode ser quantificado em função dos valores C x t (concentração em ppm por tempo de contato ozônio - água em minutos). Mesmo que tais valores são afetados pela temperatura, o pH, etc. podemos dizer globalmente que um valor de Cxt = 2 ppm.min para ozônio alcança o mesmo efeito que um valor de 500 ppm.min para cloro, 100.000 para ácido peracético na eliminação de organismos de alta resistência.

Pontualmente para o caso das endotoxinas o ozônio demonstrou excelentes reduções (> 99 %) com valores de Cxt = 6. Isso constitui una importante vantagem já que outros agentes de desinfecção não possuem nem sequer a capacidade de eliminar as endotoxinas.

OS BENEFÍCIOS DO OZÔNIO

No esquema tradicional de tratamento de água para hemodiálise, o ozônio começa a ocupar um lugar importante dentro do lay-out por apresentar diversas vantagens, não só químicas, mas também operativas:

Tem uma velocidade de desinfecção milhares de vezes superior ao cloro
Elimina eficientemente bactérias, micobactérias, vírus e endotoxinas
Elimina fungos, algas e esporas
Oxida compostos orgânicos e biológicos sem deixar subprodutos não desejados.
É muito fácil de enxugar dos sistemas saneados.
Evita os manuseios de risco de outros produtos químicos
Não requer cálculos ou manobras de diluição
É absolutamente conveniente com respeito a seu custo operativo (só a energia elétrica envolvida)
Auto-degradável em curtos períodos deixando como resíduo oxigênio.

A PLICAÇÕES DO OZÔNIO

Tratamento da água para hemodiálise
Desinfecção de tanques e encanamentos
Água para consumo humano
Água em torres de esfriamento. Piscinas de natação
Água ultra-pura para processos farmacêuticos
Tratamento de efluentes

Nossos equipamentos para aplicações em hemodiálise resgataram todas essas vantagens e virtudes do ozônio em virtude das necessidades e solicitudes operativas de um centro de hemodiálise.

Há muito mais por dizer deste nobre produto. Por tal fato nossa empresa põe a disposição de seu centro de hemodiálise toda informação técnica adicional para dar resposta a inquietudes ou dúvidas pontuais que possam surgir.

Hernán Jánnuzzi

Fonte: www.fgingenieria.com.ar

Ozônio

O ozônio (O3), é um é um gás instável, diamagnético, com PE 112°C. É uma forma alotrópica do oxigênio, constituído por três átomos unidos por ligações simples e duplas, sendo um híbrido de ressonância com comprimento médio de ligação de 1,28 A°, formando um ângulo de 116° 49’.

O ângulo de ligação determinado experimentalmente está de acordo com o previsto pelo modelo RPECV (120°). é um agente oxidante extremamente poderoso, mais fraco apenas que o F2 reagindo muito mais rapidamente O2 .

Sua alta reatividade o transforma em elemento tóxico capaz de atacar proteínas e prejudicar o crescimento dos vegetais. É um gás à temperatura ambiente, de coloração azul-pálida, devido á intensa absorção de luz vermelha, atingindo coloração azul-escura quando transita para o estado líquido, situação em que adquire propriedades explosivas.

COMO O OZÔNIO É PRODUZIDO?

É produzido naturalmente na estratosfera pela ação fotoquímica dos raios ultravioleta sobre as moléculas de oxigênio. Esses raios são suficientemente intensos para separar os dois átomos que compõem a molécula de O2 produzindo assim o oxigênio atômico.

A produção de ozônio é realizada numa etapa imediatamente posterior, resultando da associação de um átomo de oxigênio e uma molécula de O2 na presença de um catalizador.

CAMADA DE OZÔNIO

O ozônio, situado a uma altura entre 25 e 30 km de altitude, protege contra a ação nociva dos raios ultravioleta, deixando passar apenas uma pequena parte deles, que se mostra benéfica.

Veja como está o buraco da camada de ozônio na Antártida:

Ozônio

As radiações eletromagnéticas são o veículo utilizado pelo sol para transportar a energia para nosso planeta. O sol não envia apenas as duas radiaçòes mais úteis, a infravermelha e a visível, mas também uma mistura de radiações, algumas delas nocivas à vida. A energia do sol é parcialmente absorvida e refletida pela atmosfera pois, se ela chegasse totalmente à superfície do planeta, não existiria vida na Terra.

Como se forma a Camada de Ozônio?

O oxigênio molecular das altas camadas atmosféricas é atacado pelos raios ultravioletas procedentes do Sol e divide-se em oxigênio atômico.Um átomo de oxigênio pode se unir a uma molécula de oxigênio para formar o ozônio. Em condições normais, o equilíbrio entre as quantidades de oxigênio e ozônio e a intensidade das radiações mantém-se perfeito.

O BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO

A camada de ozônio é uma "capa" desse gás que envolve a Terra e a protege de vários tipos de radiação, sendo que a principal delas, a radiação ultravioleta, é a principal causadora de câncer de pele. No último século, devido ao desenvolvimento industrial, passaram a ser utilizados produtos que emitem clorofluorcarbono (CFC), um gás que ao atingir a camada de ozônio destrói as moléculas que a formam (O3), causando assim a destruição dessa camada da atmosfera. Sem essa camada, a incidência de raios ultravioletas nocivos à Terra fica sensivelmente maior, aumentando as chances de contração de câncer.

Nas últimas décadas tentou-se evitar ao máximo a utilização do CFC e, mesmo assim, o buraco na camada de ozônio continua aumentando, preocupando cada vez mais a população mundial. As ineficientes tentativas de se diminuir a produção de CFC, devido à dificuldade de se substituir esse gás ,principalmente nos refrigeradores, fêz com que o buraco continuasse aumentando, prejudicando cada vez mais a humanidade. Um exemplo do fracasso na tentativa de se eliminar a produção de CFC foi a dos EUA, o maior produtor desse gás em todo planeta. Em 1978 os EUA produziam, em aerossóis, 470 mil toneladas de CFC, aumentando para 235 mil em 1988. Em compensação, a produção de CFC em outros produtos, que era de 350 mil toneladas em 1978, passou para 540 mil em 1988, mostrando a necessidade de se utilizar esse gás em nossa vida quotidiana. É muito difícil encontrar uma solução para o problema. De qualquer forma, temos que evitar ao máximo a utilização desse gás, para que possamos garantir a sobrevivência de nossa espécie.

O BURACO

A região mais afetada pela destruição da camada de ozônio é a Antártida. Nessa região, principalmente no mês de setembro, quase a metade da concentração de ozônio é misteriosamente sugada da atmosfera. Esse fenômeno deixa à mercê dos raios ultravioletas uma área de 31 milhões de quilômetros quadrados, maior que toda a América do Sul, ou 15% da superfície do planeta. Nas demais áreas do planeta, a diminuição da camada de ozônio também é sensível; de 3 a 7% do ozônio que a compunha já foi destruído pelo homem. Mesmo menores que na Antártida, esses números representam um enorme alerta ao que nos poderá acontecer, se continuarmos a fechar os olhos para esse problema.

O QUE SÃO OS RAIOS ULTRAVIOLETA

Raios ultravioletas são ondas semelhantes a ondas luminosas, as quais se encontram exatamente acima do extremo violeta do espectro da luz visível. O comprimento de onda dos raios ultravioletas varia de 4,1 x 10-4 até 4,1 x 10-2 mm, sendo que suas ondas mais curtas são as mais prejudiciais.

A radiação ultravioleta pode ser separada em três partes: a radiação UV-A, que se estende desde 320 a 400 nanômetros (nm); a radiação UV-B, que vai de 280-320 nm; e a radiação UV-C, que vai de 280 a comprimentos de onda ainda menores. O UV-C é totalmente absorvido na atmosfera terrestre, e por isto não é de maior importância para medidas feitas da superfície da Terra.

O UV-A é importante, porque não é absorvido pela atmosfera, a não ser por espalhamento nas moléculas e partículas, e porque tem efeitos sobre a pele humana.

A radiação UV mais importante, sem dúvida, é a UV-B. Esta radiação é absorvida na atmosfera pelo ozônio, na estratosfera. A pequena quantidade que passa pela atmosfera e atinge a superfície é muito importante, porque excessos desta radiação causam câncer de pele, e são a grande preocupação dos médicos dermatologistas.

Como a camada de ozônio está ainda diminuindo, e vai continuar assim por mais algumas décadas, acredita-se que o UV-B vai aumentar sua intensidade no futuro. É por isto que as medidas de UV-B, em diversas situações e em vários sítios, é considerada tão importante. Já existe tecnologia adequada para se medir o UV-B.

Instrumento que mede a radiação UV-B em vários canais importantes do espectro, permite estudos da camada de ozônio e do Buraco na camada de ozônio, e da radiação UV-B.

Um dos objetivos do estudo é divulgar o índice de UV-B, que é um número sem dimensões que visa definir quantitativamente se o sol está forte ou fraco. É um número de 0 a 16. No inverno, em S.Paulo, por exemplo, o índice é da ordem de 5, e no verão da ordem de 12.

A REAÇÃO

As moléculas de clorofluorcarbono, ou Freon, passam intactas pela troposfera, que é a parte da atmosfera que vai da superfície até uma altitude média de 10.000 metros. Em seguida essas moléculas atingem a estratosfera, onde os raios ultravioletas do sol aparecem em maior quantidade. Esses raios quebram as partículas de CFC (ClFC) liberando o átomo de cloro. Este átomo, então, rompe a molécula de ozônio (O3), formando monóxido de cloro (ClO) e oxigênio (O2).

A reação tem continuidade e logo o átomo de cloro libera o de oxigênio que se liga a um átomo de oxigênio de outra molécula de ozônio, e o átomo de cloro passa a destruir outra molécula de ozônio, criando uma reação em cadeia.

Por outro lado, existe a reação que beneficia a camada de ozônio: Quando a luz solar atua sobre óxidos de nitrogênio, estes podem reagir liberando os átomos de oxigênio, que se combinam e produzem ozônio. Estes óxidos de nitrogênio são produzidos continuamente pelos veículos automotores, resultado da queima de combustíveis fósseis. Infelizmente, a produção de CFC, mesmo sendo menor que a de óxidos de nitrogênio, consegue, devido à reação em cadeia já explicada, destruir um número bem maior de moléculas de ozônio que as produzidas pelos automóveis.

PORQUE NA ANTÁRTIDA

Em todo o mundo as massas de ar circulam, sendo que um poluente lançado no Brasil pode atingir a Europa devido a correntes de convecção. Na Antártida, por sua vez, devido ao rigoroso inverno de seis meses, essa circulação de ar não ocorre e, assim, formam-se círculos de convecção exclusivos daquela área. Os poluentes atraídos durante o verão permanecem na Antártida até a época de subirem para a estratosfera. Ao chegar o verão, os primeiros raios de sol quebram as moléculas de CFC encontradas nessa área, iniciando a reação. Em 1988, foi constatado que na atmosfera da Antártida, a concentração de monóxido de cloro é cem vezes maior que em qualquer outra parte do mundo.

NO BRASIL AINDA HÁ POUCO COM QUE SE PREOCUPAR

No Brasil, a camada de ozônio ainda não perdeu 5% do seu tamanho original, de acordo com os instrumentos medidores do INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais). O instituto acompanha a movimentação do gás na atmosfera desde 1978 e até hoje não detectou nenhuma variação significante, provavelmente pela pouca produção de CFC no Brasil em comparação com os países de primeiro mundo. No Brasil apenas 5% dos aerosóis utilizam CFC, já que uma mistura de butano e propano é significativamente mais barata, funcionando perfeitamente em substituição ao clorofluorcarbono.

Fonte: wwwp.fc.unesp.br

Ozônio

OS PROBLEMAS AMBIENTAIS GLOBAIS

O homem sempre extraiu da natureza o que precisava, tanto para a sua sobrevivência imediata, como para uso futuro, armazenando produtos e, ainda, para obter o que o seu meio não lhe oferecia, através das trocas. Quando uma determinada fonte de recursos naturais se esgotava, ele a abandonava e partia em busca de lugares mais propícios.

Com a descoberta de continentes antes desconhecidos e com os grandes inventos criados pela humanidade nos últimos séculos, houve um enorme incremento das relações comerciais entre os povos. E desde que o homem inventou as máquinas e descobriu novas fontes de energia, que permitiram a industrialização, quer dizer, a produção em massa, a situação transformou-se radicalmente.

Enquanto isso, a população mundial crescia em ritmo vertiginoso e as cidades tornavam-se essas megalópoles que conhecemos hoje.

O tipo de vida e o sistema econômico dos países mais ricos e poderosos foram espalhando se para o resto do mundo e, para dar conta de produzir cada vez mais produtos e em quantidades sempre maiores, foi necessário explorar as riquezas da Terra numa velocidade tão acelerada que não permitia mais a sua recomposição natural.

Por outro lado, ficou praticamente impossível, para o homem, abandonar o lugar onde vivia, e estabelecer se em outro, quando a natureza já não podia responder às suas necessidades de sobrevivência. Tomou se necessário encarar os resultados da extração indiscriminada dos bens naturais, conviver com uma natureza desgastada e encontrar soluções para interromper a destruição e recompor o ambiente vital deste planeta. Nascia a consciência dos problemas ambientais.

Hoje, sabemos que existem problemas ambientais decorrentes de abusos em relação ao ar, à água, ao solo e à vegetação, problemas esses que atingiram também os animais e o próprio homem.

Como a Terra é um corpo vivo, que depende de cada uma das suas partes, e como essas partes interagem, constituindo-se numa rede complexa de relações, os efeitos da exploração abusiva das riquezas naturais acabam extrapolando os limites geográficos de onde se originaram. As conseqüências de um problema ambiental local podem surgir muito além desses limites. E, mais ainda, as dimensões, o local, o tempo e a duração dessas conseqüências, tudo isso, muitas vezes, é imprevisível. A este tipo de evento chamamos de problemas ambientais globais.

Existem vários problemas ambientais globais, por exemplo, a contaminação das águas subterrâneas, o aquecimento do planeta com o conseqüente derretimento da neve nos pólos e a redução do ozônio na estratosfera. Este último é um problema ligado à poluição do ar, e é dele que vamos tratar nesta publicação.

Agenda 21

A Agenda 21, um documento muito importante realizado a partir das decisões tomadas durante a Conferência Rio 92 com respeito à defesa do ambiente, aconselha: promover padrões de eficiência no uso de energia; taxar indústrias, estimulando o uso de tecnologias limpas e seguras; aperfeiçoar substitutos para os CFC's e outras substâncias que destroem a camada de ozônio; transferir todas essas tecnologias para países pobres.

A PROTEÇÃO QUE ENVOLVE A TERRA

A atmosfera é uma camada de gases que envolve a Terra, numa es¬pessura de mais de 500 km, dividida em zonas. Suas propriedades químicas e físicas protegem na, possibilitando a vida, como a conhecemos. É uma mistura de gases, em que o nitrogênio responde por quase quatro quintos e o oxigênio por pouco mais de um quinto; todos os outros componentes do ar somam cerca de 1 por cento.

A camada mais baixa da atmosfera, a que fica mais perto do solo e onde nós vivemos, chama-se troposfera. Mais acima, fica a estratosfera, distante de 15 a 55 km da superfície da crosta terrestre.

Dentre os gases que compõem a atmosfera existe um que é o que mais nos interessa. É o ozônio.

O OZÔNIO

A palavra vem do grego ozein que quer dizer mau cheiro, por causa do forte odor que exala quando em alta concentração. O ozônio, cuja fórmula química é O3, é formado de oxigênio. Cada molécula de ozônio compõe-se de três átomos de oxigênio. É um gás presente em toda a atmosfera, quer dizer, tanto na parte mais alta, como na mais baixa. A concentração maior encontra se na estratosfera, principalmente numa faixa situada entre 20 e 25 km de altura.

Devido à maior presença do ozônio nessa faixa, falamos de camada de ozônio, mas na verdade, são poucas as moléculas de ozônio presentes no ar- 10 por milhão.

Estrutura do Ozônio Três átomos de oxigênio

É um gás tóxico para o homem, por isso a sua presença na faixa de ar próxima da crosta terrestre, onde vivemos, é muito perigosa.

Na estratosfera, porém, o ozônio tem uma função muito importante: filtra, quer dizer, impede a entrada e os efeitos de determinados raios emitidos pelo sol, que fazem muito mal ao seres vivos, principalmente ao homem.

O SOL E A TERRA

O sol é responsável pela luz e calor que temos na Terra, fatos que garantem a nossa sobre-vivência. O contato do sol com a Terra dá-se através da radia¬ção que é absorvida por ela, depois de passar pela atmosfera - essa camada protetora que envolve a Terra e que já conhecemos.

Essa radiação, a energia solar, chega até nós através dos raios emitidos pelo sol, como os raios infravermelhos e os ratos ultravioletas, entre outros.

Os raios ultravioletas fazem mal aos seres vivos, e a Terra é protegida dos seus efeitos, porque essa grande camada de ar contendo ozônio como já falamos, funciona como um filtro protetor, que não deixa esses raios passarem.

Sabendo que este componente da atmosfera faz o serviço de proteção, fica mais claro que, tirando ou diminuindo muito a sua quantidade na atmosfera, os raios ultravioletas passarão direto, e virão para cima de nós, prejudicando a saúde dos homens, dos animais e das plantas.

Prejuízos à saúde, por causa dos raios ultravioletas

Sem o ozônio para nos proteger dos raios ultravioletas, tomar sol sem cuidado pode causar vários problemas à saúde, como:

Queimaduras na pele
Câncer de pele
Inflamação aguda dolorosa da córnea e catarata, podendo levar à cegueira
Redução da resistência a doenças, por extinção da resposta imunológica
Facilitando a presença de alergias, doenças infecciosas, malária e herpes
Erupções de pele, devido ao uso de certos medicamentos.

As plantas também sofrem os efeitos desses raios:

Seu tamanho diminuí
Perdem o valor nutritivo
Surgem alterações que desequilibram as relações existentes, não somente entre as próprias plantas, mas também entre elas e os animais que delas se alimentam, incluindo um enorme aumento de pragas e outros agentes de doenças vegetais
Feijão, melão, repolho, pêra, tomate, batata, beterraba e soja são alimentos que sofrem mais os efeitos desses raios.

A vida marinha é muito prejudicada onde existe o plâncton, que inclui o fitoplâncton - as plantas - e o zooplâncton - os animais. Os peixes jovens, e as larvas de camarão e caranguejo também são vítimas desses raios. Em regiões onde a pesca responde pela alimentação da população, isto significa sérias conseqüências, devido à redução de proteínas na dieta alimentar. Além disso, há a questão econômica, uma vez que a produtividade na atividade pesqueira diminui.

Infelizmente, isto está acontecendo há várias décadas. Os cientistas, estudando a composição da atmosfera, descobriram que, em alguns pontos dessa massa protetora do planeta, a quantidade de ozônio havia diminuído muito. Foi daí que se começou a usar a expressão BURACO DE OZÔNIO.

Na verdade, não e um buraco; e uma falta de partículas. E como se tivéssemos uma mistura de cores, da qual começássemos a tirar o azul, por exemplo. Haveria uma mudança, uma alteração, pela ausência do azul, certo?

Agora, a pergunta importante: por que é que a camada de ozônio da estratosfera está diminuindo, nestas últimas décadas? Quem, ou o que, é responsável por isto?

A camada de ozônio está diminuindo porque estão chegando até a estratosfera substâncias criadas em laboratório, que entram na fabricação de produtos usados por nós, em larga escala, e que em contato com essa camada, destroem na. Essas substâncias são muito estáveis, quer dizer, podem durar dezenas de anos. Não se desmancham, nem perdem suas características, até atingirem a estratosfera.

Falando de outro modo, a indústria está produzindo e a sociedade está consumindo, em grande quantidade, produtos que reduzem o ozônio da estratosfera.

Que produtos são esses?

Todos aqueles que possuem clorofluorcarbono em sua composição.

O clorofluorcarbono é uma substância química criada em laboratório - não existe na natureza - que entre outras aplicações é usado como substância refrigerante.

É usado em geladeiras, freezers e aparelhos de ar condicionado. Usa-se também como solventes para limpeza de superfícies metálicas e para fazer bolhas em materiais de plástico isolante ou não. Era utilizado para embalagens em espuma expandida e aerossóis.

É o cloro do clorofluorcarbono que destroe o ozônio, porque o CFC, vai sendo levado pela ação dos ventos até a estratosfera e lá é liberado pela ação da radiação ultravioleta.

PRODUTOS QUÍMICOS QUE DESTROEM A CAMADA DE OZÔNIO

SETOR DE APLICAÇÃO SUBSTÂNCIA UTILIZADA ALTERNATIVAS
Refrigeração e ar condicionado CFC-11
CFC-12
CFC-113
CFC-114
CFC-115
HFC 134a
HCFC-22
Misturas de HCFC's
HCFC-152a
Hidrocarbonetos
Agente expansor
Espumas
CFC-11
CFC-12
CFC-113
CFC-114
HCFC-22
HCFC-141b
Cloreto, de metileno
Dióxido de carbono
Hidrocarbonetos
Extinção de incêndios Halons Pós secos
Cloreto de metileno
Dióxido de carbono
Hidrocarbonetos
Solvente CFC-12
CFC-13
Tetracloreto de carbono
Metil clorofórmio
Meios aquosos
Meios semi-aquosos
Solventes clorados
Nenhuma limpeza
Solventes orgânicos
Esterilização Brometo de metila Óxido de etileno +
Dióxido de carbono
Aerossóis   HFC-134a
Hidrocarbonetos
Dióxido de carbono

O QUE FOI FEITO E O QUE HÁ PARA FAZER, AINDA

As autoridades de governo tomaram conhecimento do problema através da atividade pública dos cientistas que, pelos meios de comunicação de massa, congressos e encontros especializados, informaram sobre as mais recentes pesquisas e apontaram algumas soluções.

Medidas concretas foram tomadas por meio de leis que proíbem o uso dos CFC's na indústria. Acordos internacionais foram assinados, estabelecendo prazos para que as indústrias adaptem suas tecnologias e encontrem outras substâncias que tenham o mesmo efeito, mas que não tragam prejuízos para a saúde dos seres vivos.

Os órgãos públicos criados para cuidar da saúde e do meio ambiente são responsáveis por controlar, fiscalizar, informar e educar, quanto a todos os aspectos ligados ao problema.

Um documento muito importante para a defesa da camada de ozônio foi assinado em setembro de 1987, no Canadá. Trata-se do Protocolo de Montreal, no qual foram identificadas as principais substâncias destruidoras de ozônio, conhecidas pela sua sigla SDO's. Neste Protocolo estabeleceu se um prazo para a redução, eliminação e controle sobre a produção, consumo e uso dessas substâncias em nível mundial.

Mais de 160 países já assinaram este documento, incluindo o Brasil, que o fez em 1990. E ainda mais. Embora fosse dado um prazo até 2005, nosso país fez questão de não ultrapassar a data de 10. de janeiro de 2001.

A Agenda 21, documento síntese da Conferência Rio~92, aborda a questão do ozônio no seu Capítulo 9. Proteção da atmosfera.

A Resolução CONAMA Nº 13 de 13/12/1995 proíbe o uso de algumas das substâncias controladas, entre elas os CFC's nos equipamentos, produtos ou sistemas novos.

A partir de 10/03/1997, data do decreto estadual Nº 41.629, no qual fica proibido aos órgãos públicos adquirir produtos e equipamentos com SDO's, o Estado de São Paulo iniciou sua ofensiva.

E a CETESB - Companhia. de Tecnologia de Saneamento Ambiental, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, é o órgão que tem a responsabilidade de cuidar dessa questão do ozônio, por meio do PROZONESP - Programa Estadual de Prevenção da Destruição da Camada de Ozônio.

A Escola cumpre um papel importante como fonte de informação e conscientização, uma vez que atua junto a um público numeroso, que pela sua condição de criança e jovem é mais sensível e receptivo.

Ao cidadão cabe o compromisso de interessar-se e procurar informar-se sobre esta questão que prejudica a natureza, causando graves problemas à saúde das pessoas, dos animais e das plantas. Dessa forma, estará preparado para agir como um multiplicador junto à sua comunidade, o que permitirá a formação de uma massa crítica - quer dizer, um grande número de pessoas - que exerça o seu direito de exigir das autoridades, medidas efetivas para um ambiente mais saudável, mas que também se comprometa a reagir contra o consumo de produtos indesejáveis.

O cidadão, enquanto consumidor, enquanto sujeito que escolhe o que compra, tem um poder enorme. E muitos dos produtos feitos com o CFC são desnecessários à sobrevivência e mesmo ao conforto doméstico. Comprar apenas o necessário e somente produtos que não contêm substâncias perigosas está nas mãos de cada um.

Stela Goldenstein

BIBLIOGRAFIA

ALBERT, Gore. A Terra em balanço. Tradução por Elenice Mazzilli. São Paulo, Augustus, 1996. 447p.
CAMADA de Ozônio: Protegendo a Vida na Terra. Guia para palestras da CETESB, 1997 - PROZONESP.
CARSON, Walter H. Manual Global de Ecologia: o que você pode fazer a respeito da crise do meio ambiente. Tradução por Alexandre Gomes Camaru. São Paulo, Augustus, 196. 413 p.
DICIONÁRIO de Ecologia Ilustrado. São Paulo, Meca, 1990. 289p.
ORGANIZAÇÃO das Nações Unidas. Missão Terra: o resgate do planeta: Agenda 21, feita por crianças e jovens. São Paulo, Melhoramentos, 1994. 96p.
SAVING the Ozone Layer: Every Action Counts. Ozonaction Programme. United Nations Environment Programme, Industry and Environment - UNEP IE, 1996.
SOCIEDADE Brasileira para o Progresso da Ciência. Projeto Ciência Hoje das Crianças. Céu e Terra. Rio de Janeiro, SBPC, 1996. 90p.
UNIÃO Internacional para a Conservação da Natureza. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Fundo Mundial para Natureza. Cuidando do Planeta Terra: uma estratégia para o futuro da vida. São Paulo. CL-A Cultural, 1991. 246p.

Fonte: www.ambiente.sp.gov.br

Ozônio

O ozônio é um gás cuja matéria prima é o oxigênio existente no ar ambiente (uma molécula triatômica e alotrópica de decomposição rápida) e é gerado no próprio local de uso.

É considerado o mais forte desinfetante empregado para a purificação da água. Desde águas para beber até para piscinas.

GERAÇÃO DO OZÔNIO

Nosso sistema BRO3 utiliza o conceito corona para a produção do ozônio e potencializa a geração do mesmo com o uso de tubos múltiplos coaxiais (TMC).

VANTAGENS DO OZÔNIO

Evita qualquer problema de gosto e odor desagradável
Proporciona água incolor e cristalina
Efeito benéfico sobre a pele e a saúde (ozonioterapia)
Não irrita a pele e mucosas
É ativo contra vírus, bactérias, esporos, cistos, protozoários, etc
Oxida metais pesados (ferro, manganês, íon sulfato, nitrito), fazendo a sua precipitação e evitando portanto a sua ingestão acidental ou não
Não deixa resíduos prejudiciais ao meio ambiente
Causa aumento da floculação de matéria orgânica, aumentando a efetividade da filtração da piscina
Produzido no local, através do ar, sem transporte ou armazenagem de produtos químicos
O ozônio tem meia vida curta, ou seja, reverte-se novamente em oxigênio espontaneamente, não gerando resíduos.

SEGURANÇA

Em fevereiro de 2002 o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (FDA) divulgou a Diretiva No. 7120.1 na qualdefine o ozônio como uma substância antimicrobiana liberada para uso em produtos e processos de beneficiamento de alimentos sempre que utilizado em níveis adequados e por métodos de aplicação que se inserem nas boas práticas de fabricação.

O FDA ( Food and Drug Administration ) permite a utilização do Ozônio como agente antimicrobiano no tratamento, armazenagem e processamento de alimentos (21 CFR 173.368). O FDA também reconhece o OZÔNIO como sendo uma substância segura (GRAS – Generaly Recognized As Safe) para uso na indústria alimentícia desde 1982 (Fed Reg. 47:50209-502 10).

Aplicações

Compacto, modular, de fácil instalação e baixo consumo de energia elétrica, o Sistema BRO3 torna desnecessário qualquer gasto com construção civil, pois os equipamentos da BrasilOzônio permitem melhor adaptação as mais variadas aplicações, independentemente das dimensões do local ou do volume de água a ser tratada.

Sanitização de Hortaliças

Aumenta a vida útil do vegetal sem interferir nas caracteristicas naturais (cor, textura e sabor). Sanitiza tornando inativos pragas e micróbios.

Hidroponia

Sanitiza o sistema radicular das plantas, impedindo a proliferação de parasitas e micróbios.

Sanitização de Alimentos

Temperos: sanitiza sem afetar as características nutricionais e o sabor (aprovado como aditivo secundário GRAS pelo FDA desde 2001).
Cereais:
sanitiza, controlando a carga fúngica e a toxicidade e inativando pragas e micróbios sem interferir nas características naturais (cor e textura).

Indústria de Pesca

Sanitiza o pescado, sem afetar as características nutricionais, o sabor, a textura e o aspecto.

Remoção de cor, odor, toxicidade e abatimento da carga orgânica por oxidação, atuando como sanitizante e na remoção de qualquer agente mutagênico.

Gases Odorosos

Remoção de odor, oxidação de material particulado, oxidação de poluentes gasosos.

Ozônio – aplicações e resultados comprovados

Ar industrial - Eliminação de odores
A Situação
: odor fortíssimo (de fumo - tabaco) de gases lançados na atmosfera à temperatura de 50ºc provenientes da lavagem em secadores rotativos.

A solução: com a aplicação adequada de ozônio o odor foi totalmente eliminado e o cliente se beneficiou, entre outros, de:

1. Diminuição dos custos dos produtos químicos armazenados, manipulados e utilizados diariamente.
2.
Melhor relacionamento com a vizinhança e eliminação das reclamações para a CETESB sobre o cheiro.
3. Melhoria das condições internas de trabalho com a eliminação do cheiro no ambiente da fábrica o cliente:
Cibahia

Torres de Resfriamento

Realiza o controle biológico da água utilizada, removendo cor, odor e toxicidade, abatendo a carga orgânica por oxidação, atuando como sanitizante e removendo também qualquer agente mutagênico.

Aquários (Água Doce e Salgada)

Ação - Remoção de odor e cor, floculação de excretas dos peixes e restos de alimentos, que são facilmente removidos pela circulação da água para os filtros; decomposição espontânea na água do ozônio, resultando em oxigênio, aumentando a disponibilidade do mesmo para os peixes; controle eficaz de óleos originados dos peixes, protegendo o aspecto estético da água.

Ozônio – aplicações e resultados comprovados

Piscicultura e em aquários de grande porte

A Situação

necessidade de oxigenação permanente turbidez da água eliminação dos resíduos alimentares e outros necessidade de trocar a água com certa freqüência.

A solução

Ozônio aplicado em tanque com carpas com acompanhamento de pessoal especializado do aquário de São Paulo: 6 meses ininterruptos sem troca de água.

Analise da água demonstrou:

ph = 6,9 amônio = 0 nitrato = 0

Lavagem e Sanitização de Recipientes para Envazamento

Sanitização completa sem interferir nas características físicas das embalagens e do produto a ser envazado.

Tinturarias e Lavanderias

Oxidação de matéria orgânica poluente; remoção de toxicidade, cor e odor.

Água de Mina Ação

Oxidação de metais (Ferro e Manganês) e inativação de microrganismos patogênicos.

Higienização do Ambiente

Higienização e desodorização do ar ambiente e revestimentos existentes no mesmo (carpetes, cortinas, tapetes, tecidos etc.); oxidação dos compostos orgânicos; inativação microbiana (inclusive ácaros).

Lavagem por Jateamento de Alta Pressão

Higienização das superficies, remoção e sanitização de placas minerais e/ou biológicas (inclusive mofos), desodorização, economia de produtos químicos de limpeza; água residuária gerada já adequada para a disposição final.

Fonte: www.brasilozonio.com.br

Ozônio

O buraco

A região mais afetada pela destruição da camada de ozônio e a Antártida. Nessa região, principalmente no mês de setembro, quase a metade da concentração de ozônio e misteriosamente sugada da atmosfera. Esse fenômeno deixa a merce dos raios ultravioletas uma area de 31 milhões de quilômetros quadrados, maior que toda a América do Sul, ou 15% da superfície do planeta. Nas demais áreas do planeta, a diminuição da camada de ozônio também é sensível, de 3 a 7% do ozônio que a compunha ja foi destruído pelo homem. Mesmo sendo menores que na Antártida, esses números são um enorme alerta ao que poderá acontecer se continuarmos a fechar os olhos para esse problema.

O que são os raios ultravioleta?

Raios ultravioleta são ondas semelhantes as ondas luminosas, que estão exatamente acima do extremo violeta do espectro da luz visível. O comprimento de onda dos raios ultravioleta varia de 4,1 x 10-4 ate 4,1 x 10-2 mm. As ondas prejudiciais de raios ultravioleta são as mais curtas.

A reação

As moléculas de clorofluorcarbono, ou Freon, passam intactas pela troposfera, que e a parte da atmosfera que vai dos 0 aos 10000 metros de altitude. Quando passam por essa parte, desembocam na estratosfera, onde os raios ultravioletas do sol estão em maior quantidade. Esses raios quebram as partículas de CFC (ClFC) liberando o átomo de cloro. Este átomo, então, rompe a molécula de ozônio (O3), formando monóxido de cloro (ClO) e oxigênio (O2). Mas a reação nao para por ai, logo o átomo de cloro libera o de oxigênio que se liga a um oxigênio de outra molécula de ozônio e o átomo de cloro passa a destruir outra molécula de ozônio, criando uma reação em cadeia.

Por outro lado, existe a reação que beneficia a camada de ozônio: Quando a luz solar atua sobre óxidos de nitrogênio, estes podem reagir liberando os átomos de oxigênio, que se combinam e produzem ozônio. Estes óxidos de nitrogênio são produzidos diariamente pela queima de combustíveis fósseis feita pelos carros. Infelizmente, a produção de CFC, mesmo sendo menor que a de óxidos de nitrogênio consegue, devido a reação em cadeia ja explicada, destruir muitas mais moléculas de ozônio que as produzidas pelos automóveis.

Porque na Antártida

Em todo o mundo, as massas de ar circulam, sendo que um poluente lancado no Brasil, pode ir parar na Europa devido as correntes de convecção.

Na Antártida, por sua vez, devido ao rigoroso inverno de seis meses, essa circulação de ar não ocorre e então se formam círculos de convecção exclusivos daquela área. Assim, os poluentes atraídos durante o verão, ficam na Antártida até que sobem para a estratosfera. Quando chega o verão, os primeiros raios de sol já quebram as moléculas de CFC encontradas nessa área, iniciando a reação. Em 1988, foi constatado que na atmosfera da Antártida, a concentração de monóxido de cloro e cem vezes maior que em qualquer outro lugar do mundo.

No Brasil ainda há pouco com que se preocupar

No Brasil, a camada de ozônio ainda não perdeu 5% do seu tamanho original. Isso é o que dizem os instrumentos medidores do IMPE (Instituto de Pesquisas Espaciais). O instituto acompanha a movimentação do gás na atmosfera desde 1978 e até hoje não detectou nenhuma variação significante. Talvez isso se deva a pouca produção de CFC no Brasil em comparação com os países de primeiro mundo. Isso se deve a que no Brasil, apenas 5% dos aerossois utilizam CFC, já que aqui uma mistura de butano e propano e significativamente mais barata, e funciona perfeitamente em substituição do clorofluorcarbono.

Os males

A principal consequência da destruição da camada de ozônio será o grande aumento da incidência de câncer de pele, já que os raios ultravioletas sao mutagênicos. Além disso, existe a hipótese que a destruição da camada de ozônio pode causar um desequilíbrio no clima, resultando no "efeito estufa", que acarretaria no descongelamento das geleiras polares e enfim, na inundação de muitos territórios que hoje podem ser habitados. De qualquer maneira, a maior preocupação dos cientistas e mesmo com o câncer de pele, cuja incidência já vem aumentando nos últimos vinte anos. Cada vez mais se indica evitar as horas em que o sol está mais forte e a utilização de filtros solares, únicas maneiras de se prevenir, e de se proteger a pele.

Fonte: www.trabalhoescolar.hpg.ig.com.br

Ozônio

1-O que é ozônio?

Ozônio é uma substância química natural da atmosfera terrestre. É um gás que se forma de 3 átomos de oxigênio atômico. Seu símbolo é O3.

2-O que é camada de ozônio?

A camada de ozônio é uma região da atmosfera terrestre, em torno de 25 a 30 km de altura, onde a concentração do gás ozônio é maior.

3-Qual a importância da camada de ozônio?

A camada de ozônio tem importância fundamental para a vida no planeta Terra. É ela que absorve a radiação UV-B do Sol, e assim não permite que esta radiação, prejudicial à vida, chegue até a superfície da Terra.

4-O que é radiação UV-B?

Radiação em geral é a energia que vem do Sol. Esta energia é distribuída em vários comprimentos de onda: desde o infra-vermelho até o ultra-violeta (UV), passando pelo visível, onde a energia é máxima. Na parte do UV, existe o UV-C,
que é totalmente absorvido na atmosfera terrestre; o UV-A, que não é absorvido
pela atmosfera; e o UV-B, que é absorvido pela camada de ozônio.

5-Porque a radiação UV-B é tão importante?

A radiação UV-B é responsável por inúmeras sequelas nos seres vivos. O câncer de pele é a doença mais citada pelos médicos. Mas tem efeitos indesejáveis também na visão, onde pode produzir catarata, e tem influência negativa no DNA das células, diminuindo as defesas naturais do organismo.

6-A camada de ozônio está diminuindo?

Sim, a camada de ozônio está sendo atacada por substâncias químicas produzidas pelo Homem moderno. Estas substâncias, sintetizadas em laboratório, são conhecidas pelo nome coletivo de CFC (cloro-fluor-carbonetos). Uma das componentes destas substâncias é o cloro, que ataca e destrói o ozônio na estratosfera.

7-O que é o Buraco na camada de ozônio?

O Buraco na Camada de ozônio é um fenômeno que só acontece na Antártica, isto é, na região do Polo Sul. É um fenômeno cíclico. É uma destruição violenta de ozônio na atmosfera, durante a primavera de cada ano, quando mais da metade da camada é destruída. Nestas ocasiões, a radiação UV-B aumenta muito. Por estar distante do Brasil, não nos afeta diretamente, embora tenha influências indiretas de interesse científico.

8-O UV-B está aumentando?

É um fato, registrado por medidas em vários locais do mundo, que a camada de
ozônio está diminuindo, numa taxa média anual de 4% por década. Como a camada é o único filtro natural protetor contra a radiação UV-B, esta radiação deve aumentar nos próximos anos. A radiação UV-B está sendo monitorada em todo o mundo, inclusive no Brasil pelo INPE. Ainda não há evidências concretas mostrando um aumento do UV-B nos últimos anos. Mas tudo leva a crer, teoricamente, de que a radiação UV-B deverá aumentar nos próximos anos.

9-É perigoso ficar no sol?

Não é perigoso ficar no sol, a não ser em casos exagerados. Existem hoje meios de se determinar para cada pessoa, o tempo que pode ficar exposto ao sol sem se queimar, e sem o risco de ter câncer de pele no futuro.

10-O que é o Índice de UV-B?

O índice de UV-B é um número, numa escala de 0 a 16, que indica a intensidade do sol num determinado instante, ou num determinado dia (valor máximo). É determinado, no Brasil, pelo INPE, e tem base numa rede de medidores de radiação UV-B espalhados no Brasil de modo a cobrir o país de maneira adequada.

11-Para que serve o ìndice de UV-B?

O índice de UV-B indica a intensidade do Sol na faixa do UV-B, e serve para orientar cada pessoa, dependendo de seu biotipo, quanto tempo pode ficar no Sol sem se queimar, isto é, quanto tempo, em minutos, pode ficar exposto à radiação UV-B com a sua própria resistência interna, sem prejudicar a sua saúde.

12-Como determinar o biotipo da pessoa?

Na questão relativa ao índice de UV-B, é mais fácil dividir a sensibilidade da pele humana da pessoa em quatro grupos. Cada pessoa pode facilmente identificar-se dentro de cada um deles. O mais sensível é o tipo A, que tem a pele muito branca; o mais resistente é o tipo D, aquele que tem a pele negra; além destes extremos há dois casos intermediários, o tipo B, que é o moreno claro; e o moreno escuro, tipo C.

13-Como achar os tempos de exposição permissíveis?

O tempo de exposição permissível ao Sol, sem queimar, foi determinado por médicos dermatologistas através de experiências com pessoas. Os valores em
minutos, para cada um dos biotipos, constam da tabela especial composta pelo Laboratório de ozônio do INPE.

14-Como aumentar os tempos para ficar no Sol?

O exame da Tabela de exposição mostra que os tempos que cada pessoa pode ficar ao Sol sem se queimar é relativamente pequeno, de alguns minutos. Mas é perfeitamente possível ficar mais tempo no Sol, com alguns cuidados que
protegerão adequadamente, como o uso do guarda-sol, de chapéu, camiseta, óculos, etc. No entanto, a maneira tecnologicamente mais correta de se proteger
do Sol nos nossos dias, é através do uso de protetores solares químicos, disponíveis no mercado, e produzidas por empresas competentes. Deve-se passar estes filtros solares mais de uma vez durante o banho de sol.

15-Quantas vezes aumenta a proteção com os filtros?

Os filtros solares normalmente vêm com uma indicação numérica, bem visível, estampada no frasco, por exemplo, 15. Este é o chamado fator de proteção. Ele
indica quantas vezes mais, em minutos, a pessoa pode ficar ao Sol, com total proteção. Assim, se a Tabela de exposição indica, para um certo índice de UV-B, que o tempo de exposição é de 5 minutos, com o protetor de fator 15, a pessoa poderá ficar 15X5=75 minutos ao Sol.

16-Qual o filtro solar que a pessoa deve usar?

Isto depende de quanto tempo pretende ficar ao Sol. Mas os fatores de proteção
mais altos, nem sempre são necessários. Como regra geral, deve-se recomendar o fator de proteção 15, que é muito eficaz, mais barato, e normalmente é suficiente para proteger o banhista médio. Para casos específicos, consulte o seu médico.

17-Nossos pais não se preocupavam tanto com o Sol, porque nós precisamos?

Por que o meio ambiente em que vivemos está mudando. A camada de ozônio está mudando. Nas próximas décadas mais ozônio vai ser destruído, e tudo leva a crer que o UV-B vai aumentar. Por isto é importante que todos tomem mais cuidado. É uma questão de saúde. Quem abusar vai sofrer as consequencias.

Fonte: www.dge.inpe.br

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