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Pororoca

 

A pororoca, é um fenômeno natural que conjuga beleza e violência no encontro das águas do mar com as águas do rio araguari.

Pororoca
Pororoca

O fenômeno da Pororoca que ocorre na região Amazônica, principalmente na foz do seu grandioso e mais imponente rio, o Amazonas, é formado pela elevação súbita das águas junto à foz, provocada pelo encontro das marés ou de correntes contrárias, como se estas encontrassem um obstáculo que impedisse seu percurso natural. Quando ultrapassa esse obstáculo, as águas correm rio a dentro com uma velocidade de 10 a 15 milhas por hora, subindo uma altura de 3 a 6 metros.

No Estado do Amapá, ela ocorre na ilha do Bailique, na "Boca" do Araguari, no Canal do inferno da Ilha de Maracá em diversas partes insulares e com maior intensidade nos meses dejaneiro a maio. É sem dúvida, um dos atrativos turísticos mais atrativos turísticos mais expressivos, que embora temível, torna-se um espetáculo admirável por todos. Consta que Vicente Pinzon e sua tripulação presenciaram a Pororoca quando desceram a Foz do Rio Amazonas e ficaram surpresos com a grandeza e a beleza ímpar do fenômeno. É sabido que em janeiro de 1500 ela quase destruiu embarcações.

A pororoca prenuncia a enchente. Alguns minutos antes de chegar, há uma calmaria, um momento de silêncio. As aves se aquietam e até o vento parece parar de "soprar". É ela que se aproxima. Os caboclos já sabem e rapidamente procuram um lugar seguro como enseadas ou mesmo os pontos mais profundos dos rios para aportar suas embarcações seguras de qualquer dano, pois a canoa que estiver na "baixa-mar", onde ela bate furiosa e barulhenta, levando árvores das margens, abrindo furos, arranca, vira e leva consigo.

Existem várias explicações da causa da Pororoca, porém a principal consiste na mudança das fases da lua, principalmente nos equinócios. com maior propensão da massa líquida dos oceanos, força que na Amazônia é percebida calculadamente a mais de mil quilômetros, e o barulho ensurdecedor ouve-se até com duas horas de antecedência à vinda da "cabeceira" da Pororoca. Quando ela passa formam ondas menores, os "banzeiros", que violentamente morrem nas praias.

Pororoca

A onda do Amazonas atualmente conhecida como ‘pororoca’ (estrondo) é uma maré viva que se ergue em vagalhões e acontece durante a lua cheia (às vezes, também na lua nova), quando grandes quantidades de água do Atlântico são empurradas para dentro da foz do rio. Com isso, a água rola em grande velocidade rio acima, na direção contrária ao fluxo natural, inundando as regiões ribeirinhas em até 100 m terra adentro. Os animais percebem o perigo instintivamente. Muito antes de os ouvidos humanos ouvirem o estrondo, os animais se afastam do rio e se abrigam na floresta. A onda impede o assoreamento do Amazonas. Com sua força, ela varre literalmente o fundo do Amazonas, transportando rio acima os sedimentos fluviais. A pororoca carrega consigo uma enorme quantidade de materiais flutuantes e lama fértil, rica em adubo.

Fonte: www.geocities.com

Pororoca

O fenômeno da Pororoca

A pororoca pode ser um espetáculo aterrador ou fantástico dependendo de onde você estiver. Em segurança, pode-se presenciar a única ocasião em que o oceano Atlântico vence a resistência do rio.

Normalmente, o rio Amazonas, por causa do grande volume de água consegue empurrar a água do mar por muitos quilômetros,mas durante a lua nova a situação se inverte. O choque dessas águas é tão intenso que se reflete em todos os estuários rasos dos rios que desembocam no golfo amazônico.

No rio Araguari, alguns quilômetros acima do rio Amazonas, esse fenômeno pode ser melhor observado. As ondas atingem até 5m de altura e com sua força vão derrubando e arrastando árvores e modificando o leito do rio. Isso acontece todos os dias, mas é mais intenso entre abril e junho.

Os índios do baixo Amazonas tem uma boa palavra para definir a pororoca: poroc-poroc significa destruidor.

A pororoca não acontece somente no estuário do Amazonas. Existe em alguns estuários e trechos finais de rios do litoral amazônico, que deságuam direto ou indiretamente no Atlântico. Na costa do Amapá, o fenômeno ocorre em quase todos os rios que ali desembocam e, de forma bem violenta, no estuário do rio Araguarí, no município de Cutias. Mais ao sul da foz do Araguari, nos rios e canais das ilhas de bailique, Curuá, Caviana, Janauaçu, Juruparí e Mexiana, o fenômeno se manifesta igualmente destruidor. O mesmo acontece nos trechos finais dos rios que deságuam nas costas norte e leste da Ilha de Marajó. Apesar de muitos comentários, o fenômeno não existe na baia de Marajó, no rio Pará e no estuário do rio Tocantins. A “pororoca” é antes de tudo um agente destruidor. A baixa costa do Amapá, de formação flúvio-marinha recente, está em longos trechos recuando constantemente devido ao ataque periódico das vagas das marés de lançantes à ação da pororoca nos estuários; correndo as margens destes últimos, o fenômeno vai alargando-se progressivamente, tornando-os cada vez mais raso.

O termo pororoca é derivado do Tupi que designa “estrondo”, corresponde a um fenômeno natural onde acontece o encontro das águas de um rio com o oceano.

Pororoca
Pororoca

O fenômeno se torna mais evidente nas mudanças de fase da lua, especialmente na lua cheia e nova. O processo ocorre quando os níveis das águas oceânicas se elevam e essas invadem a foz do rio, o confronto dessas águas promove o surgimento de grandes ondas que podem atingir até dez metros de largura e cinco de altura, podendo chegar a uma velocidade que oscila entre 30 e 35 quilômetros por hora.

No Brasil esse fenômeno ocorre na foz do rio Amazonas, litoral do Estado do Pará, extremo norte do país, e no rio Mearim, Estado do Maranhão, o encontro das águas promove um verdadeiro espetáculo, provoca também um rasto de destruição nas margens dos rios, retirando muitas árvores, algumas dela de grande porte.

A pororoca é resultado da atração simultânea da Terra com o sol e a lua, o fenômeno apresentado nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril possui características particulares, três grandes ondas adentram nos canais dos rios, provocando o fenômeno “terras caídas” que consiste no desmoronamento de grandes quantidades de terras emersas, ocasionando a morte de animais, plantas e a destruição de casas.

O fenômeno da pororoca não ocorre somente no Brasil, em muitos países acontece o mesmo, porém com outras denominações:

França: Acontece na foz dos rios Gironda, Charante e Sena, o fenômeno é chamado de mascaret.
Inglaterra:
Ocorre na foz dos rios Tamisa, Severu, Trent e Hughly, nesse país recebe o nome de bore.
Bangladesh:
Foz do rio Megma, o fenômeno é chamado de Macaréu.
China:
Desenvolve na foz do rio Yangtzé conhecido pelos chineses de trovão e nomeado pelos ingleses de cager

Veja alguns dados complementares:

Período de maior intensidade: Época das chuvas, nos meses de Janeiro a maio e no mês de Setembro, durante as luas novas e cheias.
Altura das ondas:
Três a seis metros.
Duração da onda:
40 minutos.
Espaço percorrido:
30 Km por mais de uma hora e meia.
Área de ocorrência com maior intensidade:
Próximo da Fazenda Redentor (margem direita) e o Sítio Paraíso (margem esquerda) até a Foz do Rio Araguari.
Velocidade:
A proximamente 20 Km/h
Freqüência:
De 12 em 12 horas.
Acesso: Rodoviário:
BR 156 até Ferreira Gomes BR 156, com entrada no quilômetro 50 AP 070, através da Rodovia do Curiaú.
Fluvial:
Voadeira (Ferreira Gomes)
Embarcação de médio porte:
Via Foz do Rio Amazonas até a Foz do rio Araguari.
Aéreo:
Saindo de Macapá em vôo 50 minutos, (pista de pouso localizada na Fazenda Santa Isabel).

Fonte: www.amapa.net

Pororoca

O grande espetáculo da natureza na Amazônia é a Pororoca, que é o encontro das águas do mar na maré com as águas da foz do rio Amazonas. Por serem correntes contrárias, quando elas se encontram é impressionante porque criam-se ondas em um rio e essas ondas chegam a ter de 3 a 6 metros de altura. A parte negativa é que os amazônidas inventaram o nome da Pororoca para esse fenômeno, que significa destruidor.

Também existe o campeonato de surf da Pororoca. A Pororoca pode durar até 45 minutos contínuos.

Pororoca
Pororoca

O fenômeno da Pororoca

Pororoca
Pororoca

O fenômeno da Pororoca é provocado pelo encontro de marés ou correntes contrárias, como se estas encontrassem um obstáculo que impedisse seu percurso natural. A Pororoca é, sem dúvida, um dos atrativos turísticos mais expressivos da região, tornando-se um espetáculo admirável por todos.

Em janeiro de 1500 a Pororoca quase destruiu embarcações.

Fonte: www.santoinacio-rio.com.br

Pororoca

POROROCA, A ONDA LENDÁRIA

Pororoca
Pororoca

O vocábulo Pororoca vem do tupi "Pororoka", gerúndio de "Pororog", que significa "estrondar". Por pororoca entende-se o fenômeno de encontro das ondas do mar, com as águas da foz de um rio. Não se pode falar em "Pororoca", sem pensar no rio Amazonas. Este fenômeno amazônico tão cheio de lances empolgantes, por muitos anos já foi desafio a argúcia dos que tentaram explicá-lo.

Deste fenômeno amazônico, nos dá sua impressão viva e real, Araripe Júnior, no prefácio do romance de Inglez de Souza "O Missionário": " em uma volta estacou a embarcação. Existia uma abertura no mato, alguma coisa que se assemelhava a um ponto de passagem de antas. A influência das águas dificilmente chegaria até ali, asseguraram-lhe, todavia, a igaraté foi encalhada e amarrada aos troncos marginais.

"Para mim, as recordações do que se seguiu são vagas, e neste instante apresentam-se-me ao espírito adornadas dos tons fugitivos e fulgurantes de uma mágica teatral."

"Um dos índios tinha-me tomado ao ombro e depois me colocara em terra. Ao clarão da almacega fomos conduzidos todos para a região mais elevada. Passaram-se minutos. Um clamor ao longe, se fez sentir no espaço, seguido de silêncio. Novo clamor e seguiram-se fragmentos de rumores desconhecidos espalharam-se dilacerados pelo vento da floresta. Os ouvidos dificilmente aprendem a sinfonia de ruídos misteriosos, que se avizinha. Era a "pororoca", que se aproximava. Um rugido indescritível atroou nos ares, propagando-se em mil sons que se perdiam pelas arcaicas da selva sem limites e num crescimento diabólico, ao qual pareciam assistir todas as bigornas do inferno invisível, a onda alva e espumante, de longe mal pressentida, aturdia-me até à paralisação do sentido auditivo. E, assim, passou por junto de nós, o pesadelo da natureza amazônica."

Investindo nas águas tranqüilas do rio Guamá, a "pororoca" tiranizava as florestas vergadas sob a agonia de sua raiva epilética. Os matos estalavam, desrraigavam-se as árvores colossais e subia a água em espumas até o ninho das aves. A fauna e a flora despertam de seu sono e lançam um alarido de socorro. Insensível, porém, a onda avança sempre e o seu brado superior a todas as vozes domina a amplidão. Enorme, revolta, furiosa, entalada entre duas massas escuras, devastando, destruindo, deitando por terra tudo quanto obsta à sua passagem, a onda soberana, como gênio sombrio dos rios, desaparece misteriosamente do mesmo modo que apareceu. A floresta, neste momento voltam a sua primitiva quietação, exalando aromas das ervas que foram despedaçadas pela torrente.

Na Amazônia, tudo é assim, grandioso e diferente, fascinante e enganador, sempre à estimular a tendência fatal do homem para os grandes mistérios inquietantes......

NA ONDA DA POROROCA ...

Este fenômeno também ocorre ainda em outros continentes, onde recebe outras denominações como: MASCARET (rio Sena) e BARE (no Ganges). O legendário fenômeno da pororoca tem sido estudado, descrito e explicado por diversos estudiosos.

Em nenhum lugar do mundo, no entanto, o fenômeno é tão intenso como no litoral do Amapá e do Pará, uma área influenciada pelas águas do maior rio do mundo, o Amazonas. A cada meio minuto, o Amazonas despeja cerca de 6 bilhões de litros d'água no Atlântico, ou litro para cada habitante do planeta. O litoral amazônico, por outro lado, registra as maiores marés do país (na Ilha de Maracá, Amapá, já ocorreu uma elevação de 7 metros do nível do mar) e é constantemente açoitado por fortes ventos alísios (que sopram de leste, no sentido mar-terra). Na conjunção desses fatores, quando o mar sobe, suas águas acabam invadindo o estuário de outros rios que desembocam na zona de influência do Amazonas (caso do Araguari), provocando uma colisão espetacular com a massa de água doce vinda na direção contrária. Este fenômeno intensifica-se nas noites de Lua Cheia e Nova.

No Estado do Amapá, ela ocorre na ilha do Bailique, na "Boca" do Araguari, no Canal do inferno da Ilha de Maracá em diversas partes insulares e com maior intensidade nos meses de janeiro a maio. A Pororoca também já virou atração para os praticantes do surf.

O surfistas afirmam que a onda da pororoca, forma um tubo perfeito, mas para se arriscar nestas águas devem pedir licença para os três pretinhos (lenda baixo), chamando-os pelos seus nomes.Outra lenda afirma que quem beber três goles da água da pororoca, acabará enfeitiçado e lá retornará sempre.

As ondas da pororoca atingem a altura de 3 a 6 metros. O espetáculo tem duração de 40 minutos, percorrendo a seguir 30 Km por um período de uma hora e meia.

A pororoca é com certeza, um dos atrativos turísticos da natureza mais fascinantes, é temida, mas também admirada.

A LENDA DOS TRÊS PRETINHOS

No Amapá a população conta a lenda dos três negrinhos, que diz que, há muitos anos, uma mãe colocou seus três filhos em uma canoa para que eles fossem à escola não muito longe de sua casa. No meio do caminho apareceu uma forte onda virando a canoa e matando os três irmãos, Lin, Nonô e Bita. E foi assim que começou o fenômeno da pororoca. Hoje, acredita-se que toda as vezes que a onda chega, os três negrinhos vêm em cima dela causando todo o estrago. Portanto se você for até a pororoca não pergunte sobre a onda para os nativos, eles só aumentarão o seu medo.

A LENDA DA POROROCA - de Raimundo Morais

"Diz a lenda que, antigamente, a água do rio era serena e corria de mansinho. As canoas podiam navegar sem perigo. Nessa época, a Mãe d’Água, mulher do boto Tucuxi, morava com a filha mais velha na ilha de Marajó. Certa noite, elas ouviram gritos: os cães latiam, as galinhas e os galos cocorocavam. O que é? O que não é? Tinham roubado Jacy, a canoa de estimação da família...

Remexeram, procuraram e, nada encontrando, a Mãe d’Água resolveu convocar todos os seus filhos: Repiquete, Correnteza, Rebujo, Remanso, Vazante, Enchente, Preamar, Reponta, Maré Morta e Maré Viva. Ela queria que eles achassem a embarcação desaparecida. Mas passaram-se vários anos sem notícia de Jacy. Ninguém jamais a viu entrando em algum igarapé, algum furo ou mesmo amarrada em algum lugar. Certamente estava escondida, mas, aonde?

Então, resolveram chamar os parentes mais distantes - Lagos, Lagoas, Igarapés, Rios, Baías, Sangradouros, Enseadas, Angras, Fontes, Golfos, Canais, Estreitos, Córregos e Peraus - para discutir o caso. Na reunião, resolveram criar a Pororoca, umas três ou quatro ondas fortes que entrassem em todos os buracos dos arrebaldes, quebrassem, derrubassem, escangalhassem, destruíssem tudo e apanhassem Jacy e o ladrão. Ficou determinado que a caçula da Mãe D´Água, Maré da Lua, moça danada, namoradeira, dançadeira e briguenta avisaria sobre qualquer coisa que acontecesse de anormal.

E foi assim que pela primeira vez surgiu em alguns lugares o fenômeno, empurrado pela jovem moça, naufragando barcos, repartindo ilhas, ameaçando palhoças, derrubando árvores, abrindo furos, amedrontando pescadores... Até hoje, sempre que Maré da Lua vai ver a família é um deus nos acuda! Ninguém sabe de Jacy e a Pororoca segue em frente destruindo quem ousa ficar na frente, cumprindo ordens do boto Tucuxi que, resmungando danado, diz: “Pois então continue arrasando tudo.”

Fonte: www.rosanevolpatto.trd.br

Pororoca

Não poderíamos falar, ainda, das águas da Amazônia sem mencionar o extraordinário fenômeno da pororoca que, além de constituir um dos espetáculos mais edificantes da natureza, por muitos anos desafiou a argúcia dos que tentaram explicá-lo. Trata-se, na verdade, de uma grande onda arrasadora que, de tempos em tempos, sobe os rios que desembocam no grande estuário do Amazonas, com grande estrondo e ímpeto devastador, causando o desmoronamento das margens e carregando consigo árvores, embarcações e outros objetos que se interponham à sua passagem violenta. Tal onda é causada pela elevação súbita da maré no oceano, em épocas de sizígia (isto é , nas grandes marés causadas pela conjunção ou oposição da Lua com o Sol, ou seja, marés de "Lua Nova" e "Lua Cheia"). A elevação da maré represa os rios no estuário, fazendo com que suas águas recuem, formando uma grande corrente em sentido contrário ao seu curso normal. Havendo um estreitamento no rio, o nível da água se eleva muito repentinamente e, se houver alguma saliência no leito (os freqüentes baixios formados pela deposição de sedimentos), esse obstáculo faz a água amontoar-se bruscamente, originado a onda que subindo sempre termina por rebentar fragosamente, como pode ser observado no Guamá, o grande rio que circunda a cidade de Belém.

O Mar Versus o Rio

A pororoca pode ser entendida simplesmente como uma onda de maré. Ou seja, ela é o resultado da invasão das grandes marés no estuário de alguns rios. A onda ocorre também na foz dos rios Sena, na França (onde é chamada de mascaret), e Ganges, na Índia (conhecida como bore). Em nenhum lugar do mundo, no entanto, o fenômeno é tão intenso como no litoral do Amapá e do Pará, uma área influenciada pelas águas do maior rio do mundo, o Amazonas. A cada meio minuto, o Amazonas despeja cerca de 6 bilhões de litros d'água no Atlântico, ou litro para cada habitante do planeta. O litoral amazônico, por outro lado, registra as maiores marés do país (na Ilha de Maracá, Amapá, já ocorreu uma elevação de 7 metros do nível do mar) e é constantemente açoitado por fortes ventos alísios ( que sopram de leste, no sentido mar-terra). Na conjunção desses fatores, quando o mar sobe, suas águas acabam invadindo o estuário de outros rios que desembocam na zona de influência do Amazonas (caso do Araguari), provocando uma colisão espetacular com a massa de água doce vinda na direção contrária.

As maiores pororocas, assim, estão associadas ás maiores marés, que por sua vez dependem da posição da Lua. Quando o mar, a Terra e a Lua estão alinhados, nas luas cheia e nova, ocorrem as marés de siziga, ou marés lançantes, as grandes elevações do mar que provoca a onda. Em tese, porém, há pororoca todos os dias, a cada 12 horas (o período de uma maré), mesmo quando são baixas, caso das luas minguante e crescente. A onda ganha forma ao se afunilar no leito de alguns rios ou em "furos", nome dado ás passagens entre ilhas (como o Furo do Guajuru, aberto em 1850 depois que a pororoca dividiu ao meio a Ilha Caviana, na costa paraense). O perigo da onda acentua o seu fascínio. Já em 1500 ela quase levou a pique a caravela do grupo do navegador Vicente Pízon. Assustados, mas salvos depois de rezar muito, os espanhóis chamaram a região de Santa Maria do Mar Doce. Diferente do mar, a pororoca não é apenas a energia do vento transformada numa onda. Carregando a força de uma maré, ela é como um degrau de água - quando passa, o nível do rio sobe. Para os surfistas, a onda mais longa do mundo é um sonho. "Ela é a guerra das águas", definiu o Catarinense Guga Arruda, que desafiou o Araguaia em 1997.

Pororoca arrebenta no rio Capim

O suave ruído das águas dos rios, dos pássaros e do vento nas árvores é quebrado por um barulho ensurdecedor. Ao longe, no horizonte, uma gigantesca onda de água avança rio acima destruindo tudo o que encontra pelo caminho. Pedaços de terra são arrancados das margens. Árvores se curvam e são derrubadas com a passagem dessa onda. No final do espetáculo, ouve-se um som parecido com o de marolas chegando à praia e tudo volta ao normal.

Em resumo, assim pode ser definida a pororoca, um fenômeno natural que conjuga beleza e violência no encontro das águas do mar com as águas do rio. O fenômeno, que ocorre no município de São Domingos do Capim, resulta da elevação súbita das águas junto à foz do rio Amazonas provocada pelo encontro das marés ou de correntes contrárias, como se estas encontrassem um obstáculo que impedisse seu percurso natural. Quando ultrapassa esse obstáculo, as águas correm rio adentro com uma velocidade de 10 a 15 milhas por hora, subindo a uma altura de 3 a 6 metros.

A pororoca prenuncia a enchente. Alguns minutos antes de chegar, há uma calmaria, um momento de silêncio. As aves se aquietam e até o vento parece parar de soprar. É ela que se aproxima. Os caboclos já sabem e rapidamente procuram um lugar seguro como enseadas e furos dos rios para aportar suas embarcações, protegendo-se de qualquer dano.

Existem várias explicações para a causa da pororoca, mas a principal consiste na mudança das fases da lua.

Conceitualmente, a pororoca - “grande estrondo” na língua indígena - é uma onda que ocorre em épocas de grandes marés oceânicas. Tais ondas de água doce formam-se em rios e baías pouco profundas, onde existe uma grande variedade entre a maré alta e a maré baixa. As águas oceânicas que avançam rio adentro formam uma muralha de meio a dois metros de altura, dependendo da localidade e da época. Este fenômeno ocorre em rios brasileiros, na Amazônia.

A maioria das pororocas é pequena, com cerca de meio metro de altura, mas algumas podem atingir até seis metros de amplitude e com algumas dezenas de metros de comprimento, que se movem rio acima com uma velocidade de 30 quilômetros por hora.

Lenda da Pororoca

Mãe d’Água e Tucuxi querem Jacy de volta

Diz a lenda que, antigamente, a água do rio era serena e corria de mansinho. As canoas podiam navegar sem perigo. Nessa época, a Mãe d’Água, mulher do boto Tucuxi, morava com a filha mais velha na ilha de Marajó. Certa noite, elas ouviram gritos: os cães latiam, as galinhas e os galos cocorocavam. O que é? O que não é? Tinham roubado Jacy, a canoa de estimação da família...

Remexeram, procuraram e, nada encontrando, a Mãe d’Água resolveu convocar todos os seus filhos: Repiquete, Correnteza, Rebujo, Remanso, Vazante, Enchente, Preamar, Reponta, Maré Morta e Maré Viva. Ela queria que eles achassem a embarcação desaparecida. Mas passaram-se vários anos sem notícia de Jacy. Ninguém jamais a viu entrando em algum igarapé, algum furo ou mesmo amarrada em algum lugar.

Certamente estava escondida, mas, aonde?

Então, resolveram chamar os parentes mais distantes - Lagos, Lagoas, Igarapés, Rios, Baías, Sangradouros, Enseadas, Angras, Fontes, Golfos, Canais, Estreitos, Córregos e Peraus - para discutir o caso. Na reunião, resolveram criar a Pororoca, umas três ou quatro ondas fortes que entrassem em todos os buracos dos arrebaldes, quebrassem, derrubassem, escangalhassem, destruíssem tudo e apanhassem Jacy e o ladrão. Ficou determinado que a caçula da Mãe D´Água, Maré da Lua, moça danada, namoradeira, dançadeira e briguenta avisaria sobre qualquer coisa que acontecesse de anormal.

E foi assim que pela primeira vez surgiu em alguns lugares o fenômeno, empurrado pela jovem moça, naufragando barcos, repartindo ilhas, ameaçando palhoças, derrubando árvores, abrindo furos, amedrontando pescadores... Até hoje, sempre que Maré da Lua vai ver a família é um deus nos acuda! Ninguém sabe de Jacy e a Pororoca segue em frente destruindo quem ousa ficar na frente, cumprindo ordens do boto Tucuxi que, resmungando danado, diz: “Pois então continue arrasando tudo.”

Fonte: www.amazonialegal.com.br

Pororoca

O que é

Pororoca é o fenômeno produzido pelo encontro das correntes de maré com as correntes fluviais, em geral em desembocaduras e baías onde existe grande variação entre as marés alta e baixa. O fenômeno ocorre quando as águas da maré crescente procuram invadir o estuário, enquanto a isso se opõe, com grande resistência, a massa fluvial. Como a água doce é mais leve, estende-se inicialmente a grande distância pelo mar e atrasa a "onda de maré".

Em determinado momento o mar vence, rompendo o equilíbrio: alimentada pelos ventos alísios, cresce a gigantesca onda de maré, que avança pelo rio, cuja correnteza fica invertida.

O processo inicia-se na preamar, quando a massa de água dos rios, aumentada em conseqüência do regime de chuvas em suas bacias, tenta impedir a penetração das águas do oceano; com isso há uma forte tensão, caracterizada pela elevação do nível das águas dos rios na região da foz. Quando essa tensão é rompida pela força da maré ocorre a chamada onda de maré ou pororoca, que penetra pelos estuários em vagalhões de mais de quatro metros de altura e com uma velocidade entre 10 e 20 km/h.

O ruído surdo semelhante a um trovão, que é ouvido a quilômetros de distância, originou o nome pororoca, definido pelos índios do lugar com a expressão onomatopaica poroc-poroc. A pororoca é um agente destruidor do litoral que impede a ocupação humana e potencializa os riscos de navegação na costa norte, principalmente nesses meses de marés de águas vivas. O fenômeno tem maiores proporções no rio Amazonas, mas ocorre também em muitos rios da região amazônica e em outros continentes, onde recebe várias denominações, como mascaret, no Sena, e bore, no Ganges.

Fonte: portalamazonia.globo.com

Pororoca

Do Tupi, poroc poroc, a palavra Pororoca significa "grande estrondo". Os índios a batizaram assim devido ao fato de três dias antes e depois das luas cheia e nova, terem o silêncio da mata quebrado pelas ondas formadas pela Pororoca, que aparecem de forma mágica, nos rios da Amazônia. Estas ondas acontecem durante as marés sizígias. Estas marés acontecem pela ação da atração combinada entre sol, lua e terra, que provoca um desnível entre a preamar e a baixa-mar.

O fenômeno da Pororoca que ocorre na região Amazônica é formado pela elevação súbita das águas junto à foz, provocada pelo encontro das marés ou de correntes contrárias, como se estas encontrassem um obstáculo que impedisse seu percurso natural. Quando ultrapassa esse obstáculo, as águas correm rio adentro com uma velocidade de 10 a 15 milhas por hora, subindo uma altura de 3 a 6 metros. O barulho ensurdecedor ouve-se até com duas horas de antecedência à vinda da "cabeceira" da Pororoca. No momento da quebra do equilíbrio entre água doce e água salgada as águas do mar tentam invadir o rio, com pressão titânica, formando uma grande onda, que força a inversão da direção da maré. Diferente das ondas do mar, a Pororoca tem duas correntezas, uma por cima empurrando para frente e outra por baixo empurrando para trás.

Altura das ondas: três a seis metros
Duração da onda:
40 minutos
Espaço percorrido:
30 Km por mais de uma hora e meia
Área de ocorrência com maior intensidade:
Próximo da Fazenda Redentor (margem direita) e o Sítio Paraíso (margem esquerda) até a Foz do Rio Araguari
Velocidade:
aproximadamente 20 Km/h
Freqüência:
de 12 em 12 horas.

Fonte: lamazone.com.br

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