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Pré-sal

 

1. O que é o pré-sal?

Pré-sal é uma camada geológica formada por um gigantesco reservatório de petróleo e gás natural.

2. Onde estão localizados os reservatórios do pré-sal?

Estão nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo (região litorânea entre os estados de Santa Catarina e o Espírito Santo), abaixo da camada de sal, com até 2 km de espessura. Portanto, com localização de 5 mil a 7 mil metros abaixo do nível do mar.

3. Qual a idade da camada pré-sal?

Estudos indicam a formação da camada pré-sal há, aproximadamente, 100 milhões de anos, a partir da decomposição de materiais orgânicos.

4. Qual a quantidade de produção de petróleo na camada pré-sal?

Os técnicos da Petrobras ainda não conseguiram estimar a quantidade total de petróleo e gás natural contidos na camada pré-sal. No Campo de Tupi, por exemplo, a estimativa é de que as reservas são de 5 bilhões a 8 bilhões de barris de petróleo.

5. Qual o potencial de gás natural no pré-sal?

Os estudos ainda não apontam a estimativa de gás natural.

6. Como seria a exploração do gás natural?

A distância das bacias, a 600 quilômetros da costa, atrapalha o encaminhamento do gás, que esmagaria as tubulações durante o transporte. A melhor opção é a utilização da energia em navios, que ficam próximos a plataformas.

7. Quais os benefícios para o Brasil?

Se forem confirmadas as estimativas da quantidade de petróleo da camada pré-sal brasileira, o Brasil poderá se transformar, futuramente, num dos maiores produtores e exportadores de petróleo e derivados do mundo.

8. O que mudou para o Brasil após a descoberta da camada pré-sal?

O Brasil foi convidado a integrar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo - Opep, conceituada no mundo inteiro.

Esse é o primeiro ganho para o Brasil, que só há alguns anos conseguiu a auto-suficiência em petróleo: ser comparado com os países grandes produtores de petróleo.

9. De quanto é o aumento nas reservas de petróleo no Brasil com o pré-sal?

Em termos de incremento das reservas, o salto representaria um crescimento dos atuais 14,4 bilhões de barris de óleo equivalente para algo entre 70 bilhões e 107 bilhões de barris de óleo equivalente.

10. Quando começarão as operações para exploração do pré-sal?

As operações comerciais no local começarão em 2009. Segundo a Petrobras, o primeiro bloco de exploração do pré-sal que entrará em operação será o Parque das Baleias, na Bacia de Campos, no litoral do Espírito Santo. Um teste-piloto deverá ser feito na área em 2011, com a produção de 100 mil barris de óleo e gás.

11. Qual o valor das reservas de pré-sal no Brasil?

Considerando-se apenas o valor bruto dessas reservas, o pré-sal valeria neste momento cerca de US$ 7 trilhões, o equivalente a cinco vezes o PIB do Brasil.

Com a agregação de valor por meio do refino e de outros processos de transformação - no caso da petroquímica, o valor adicionado pode chegar a 40 vezes.

Essa riqueza pode se multiplicar por três ou mais vezes.

12. Qual é o potencial da exploração de pré-sal no Brasil?

O valor estimado da camada pré-sal supera em mais de cinco vezes as reservas atuais do país, da ordem de 12 bilhões a 14 bilhões barris de boe (petróleo e gás natural). Só no campo de Tupi, na Bacia de Santos, analistas estimam que haja entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo, isto é, o suficiente para elevar as reservas de petróleo e gás da Petrobras em 40% a 60%.

13. O potencial do Brasil na exploração de petróleo é grande. Quais outros países têm reservas semelhantes?

Se for comprovado o que os estudiosos acreditam, o Brasil será classificado como um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

O país ficaria ao lado de grandes produtores de petróleo, como os países árabes: Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes.

14. Quanto deverá custar o projeto de exploração do pré-sal?

A falta de informações sobre campos e infra-estrutura prejudica o cálculo de um valor estimado. Pesquisas feitas sobre a exploração dos campos indicam o valor de 600 bilhões de dólares para o pré-sal.

15. O Brasil possui tecnologia para explorar essa riqueza?

A infra-estrutura usada para exploração do petróleo da camada pré-sal ainda não foi definida. Sabe-se que será necessária a utilização de alta tecnologia, garantida pela Petrobras. Por exemplo, a reserva Tupi, uma das áreas mais importantes da camada, está a 300 quilômetros do litoral, a uma profundidade de 7.000 metros e sob 2.000 metros de sal.

16. Qual o tempo provável para afirmação do potencial da camada pré-sal?

A Petrobras e seus sócios internacionais agendaram para março de 2009 o primeiro Teste de Longa Duração no campo de Tupi, a grande aposta do país no pré-sal. A previsão é de que o campo produza 30 mil barris diários de petróleo.

17. Quais o maior desafio na exploração da camada pré-sal?

A utilização da tecnologia correta parece ser o maior desafio. A formação das rochas pode ser diferente para cada espaço, com camadas de características particulares, dificultando o trabalho instalação e exploração.

18. Qual o principal setor beneficiado com a exploração da camada pré-sal?

O Governo federal anunciou várias obras e áreas para investimento, mas a área prioritária para aplicação dos benefícios financeiros será a educação, devido a demanda por pesquisa tecnológica necessária.

19. As áreas do pré-sal já estavam sendo exploradas por empresários. Qual o procedimento com esses territórios?

Os espaços que já estavam sendo utilizados continuam em poder dos empresários. Mas o governo anunciou que não haverá mais leilões para concessão de novos blocos à iniciativa privada ou à Petrobras na área do pré-sal.

20. As áreas de exploração pertecem a quem?

Ao governo federal e à Petrobras. O governo estuda um plano de criação para uma nova estatal no comando da camada pré-sal. Essa empresa escolheria os parceiros, com a Petrobras sendo prioridade para trabalhar na exploração, pelo conhecimento técnico na área.

Fonte: www.nominuto.com

Pré-sal

A bilionária saga do pré-sal

Encontrar o petróleo no fundo do mar foi o primeiro passo.

Agora vem a parte mais difícil: superar o desafio tecnológico para extraí-lo de maneira economicamente viável

Do potencial de produção à profundidade em que se encontram os reservatórios de petróleo, a exploração dos campos do pré-sal será um dos maiores desafios tecnológicos já enfrentados no Brasil e certamente um dos mais caros também.

Estima-se que somente o desenvolvimento do campo de Tupi custe cerca de 20 bilhões de dólares. A complexidade da operação para encontrar e extrair a enorme riqueza mineral do fundo do mar é comparada por alguns com a exploração do espaço.

Com a diferença de que, para chegar à Lua, o homem precisou vencer apenas uma atmosfera e, para atingir o pré-sal, é preciso vencer 100, diz, sorrindo, Celso Morooka, especialista em engenharia de materiais e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Em tom de brincadeira, Morooka costuma usar essa comparação para mostrar a seus alunos as condições extremas de pressão em que os equipamentos têm de trabalhar. Mas, em termos das múltiplas disciplinas envolvidas e dos desafios técnicos que ainda não foram superados, comparar a exploração do pré-sal com a corrida espacial talvez não seja um exagero tão grande assim e, até onde se sabe, ninguém volta do espaço com petróleo.

O trabalho de exploração começa muito antes de alguém sujar as mãos de graxa. Com base em informações geológicas iniciais, é realizado um esquadrinhamento do fundo do mar.

O trabalho é feito com navios especializados, que fazem uma espécie de ultra-som da região. Esse levantamento sísmico dá origem a centenas de gigabytes de informação bruta.

Tudo é jogado em computadores, máquinas cada vez mais importantes no mundo do petróleo, para gerar imagens tridimensionais do que está no fundo do mar e decidir, com o maior grau de precisão possível, qual é o ponto ideal para fazer as primeiras perfurações.

Pré-sal

A economia trazida pelos computadores é brutal, diz José Luís Drummond Alves, do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce), da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O aluguel diário dos equipamentos que vão fazer a perfuração inicial, o poço que vai servir para comprovar a existência de petróleo e sua qualidade, custa cerca de 500 000 dólares. No mundo do petróleo em águas profundas, tempo é muito dinheiro.

Não é por outro motivo que o maior supercomputador do país, batizado de Netuno, foi montado justamente para ajudar nos cálculos envolvidos na modelagem do oceano e das correntes, duas variáveis fundamentais no planejamento de estruturas que precisam se manter em operação ao longo de décadas.

Composto de 256 servidores com oito núcleos de processamento cada um, o Netuno é capaz de realizar 16,2 trilhões de cálculos por segundo, o que o coloca no 138° lugar na mais recente lista dos computadores mais poderosos do mundo.

Mas o poder computacional é apenas parte do trabalho de análise geológica, segundo o professor Alves, do Lamce. De nada adianta ter as imagens se você não tiver pessoas aptas para interpretá-las.

O time de caçadores de petróleo da Petrobras também inclui 1 800 pessoas, entre engenheiros, analistas de sistemas e alguns dos geólogos mais bem pagos do país. Dois anos podem se passar entre os primeiros estudos e a decisão de ir a campo fazer o primeiro poço submarino.

Viagem ao fundo do mar

A Petrobras, tem em seus quadros alguns dos maiores especialistas do mundo em exploração em águas profundas e é reconhecidamente uma das empresas líderes nessa modalidade de produção de petróleo. Mesmo assim, ainda existem desafios técnicos de extrema complexidade a resolver antes de começar a exploração comercial da área do pré-sal.

Um dos mais importantes diz respeito à composição geológica dos terrenos que serão perfurados. Além de vencer uma lâmina d’água de 2 000 metros de profundidade, é preciso ultrapassar uma camada de 2 quilômetros de rochas e terra e depois pelo menos outros 2 quilômetros de sal. Em altas profundidades e submetida a uma pressão intensa, essa última camada tem um comportamento incomum. “O sal tem características fluidas, o que dificulta muito a perfuração”, diz José Formigli, gerente de exploração da Petrobras. para a área do pré-sal. Ele mostra a EXAME uma rocha toda perfurada, emoldurada numa redoma plástica e marcada com uma plaquinha comemorativa.

“O pré-sal é assim.” Um poço de petróleo no fundo do mar não é um buraco vertical, mas sim um caminho milimetricamente desenhado para obter o maior rendimento possível. “Um dos desafios é como mudar a direção das brocas sem causar um colapso nas paredes do poço”, afirma Formigli.

Um detalhe: o ponto mais profundo da perfuração, por onde o petróleo vai começar sua viagem de 6 quilômetros até a superfície do oceano, tem somente entre 10 e 10 centímetros de diâmetro, e uma das maiores preocupações dos engenheiros é manter afastados os riscos de desmoronamento. A saúde dos poços é uma das maiores preocupações na exploração de petróleo. Todos os sinais vitais são acompanhados em tempo real e chegam à superfície por um cabo de dados, conhecido como cordão umbilical.

As informações são acompanhadas tanto na plataforma como em terra. Dados os custos envolvidos e a importância de que toda a operação tenha eficiência máxima, toda e qualquer informação que possa ser recuperada tem valor. “É como um doente na UTI”, diz Alves, do Lamce. A automatização também permite cortar o tamanho das equipes que trabalham em alto-mar. Formigli, da Petrobras, estima que no pré-sal as equipes terão apenas metade do tamanho das que hoje trabalham nas plataformas em atividade na Bacia de Campos, por exemplo.

Outro gargalo tecnológico envolve os dutos que conectam os poços às unidades de produção na superfície.

Conhecidos como risers, esses dutos precisam ser construídos para durar pelo menos 20 anos, que é o tempo mínimo de produção de uma unidade em alto-mar. Além disso, eles devem ser leves, pois seu peso é carregado pelo navio ou pela plataforma a que estiverem conectados, e, finalmente, têm de resistir a anos de correnteza e corrosão, um problema especialmente agudo nas áreas recém-descobertas devido à presença de dióxido de enxofre. “Eu diria que esse é hoje um dos grandes obstáculos técnicos para a exploração dos novos campos”, diz o professor Celso Morooka, da Unicamp.

Embora empresas estrangeiras tenham bastante experiência em águas profundas no mar do Norte e no golfo do México, as características únicas do litoral brasileiro exigem soluções novas. Numa conta rápida, Morooka estima o custo dos risers em um único projeto. “Calcule que cada metro desse duto custe uns 1.000 dólares.

Estamos falando de um valor de 3 milhões de dólares por riser. Cada plataforma pode ser conectada a qualquer coisa entre 20 e 50 risers. Ou seja, estamos falando em até 150 milhões de dólares em um único componente da operação.”

Esse é outro ponto essencial para entender a aventura do pré-sal. Mesmo que muitas das tecnologias sejam dominadas pela Petrobras e por outras grandes petroleiras internacionais, a simples escala de todo o petróleo que se suspeita existir na costa sudeste do Brasil é um complicador.

As estimativas do tamanho total dos campos do pré-sal variam de 40 bilhões a 80 bilhões de barris — qualquer que seja o número correto, ele é grande demais.

Com o barril cotado acima de 100 dólares, o negócio do petróleo passou por uma reviravolta nos últimos meses.

Áreas do planeta que eram consideradas economicamente inviáveis voltaram a despertar interesse, e a produção de plataformas e navios de alto-mar não acompanhou a demanda. Os equipamentos são enormes — uma única plataforma pode pesar 63 000 toneladas e custar mais de 400 milhões de dólares —, e o ciclo da indústria é necessariamente longo.

Estaleiros sul-coreanos, como Samsung, Daewoo e Hyundai, três dos maiores produtores mundiais desse tipo de equipamento, não dão conta de atender aos novos pedidos. A americana Transocean, uma das maiores fornecedoras de equipamentos de extração em alto-mar, não espera normalização do mercado nos próximos cinco anos.

Os preços de locação desses equipamentos quadruplicaram nos últimos anos. A possibilidade de exploração também nas águas geladas do Ártico, ferrenhamente defendida pelo presidente americano, George Bush, certamente vai aumentar a temperatura do mercado. A aventura do pré-sal promete fortes — e caríssimas — emoções.

Fonte: portalexame.abril.com.br

Pré-sal

A verdadeira história do pré-sal

A história do setor de petróleo no Brasil apresenta duas grandes fases. A primeira foi iniciada quando o monopólio foi concedido à Petrobrás, no início dos anos 1950, após o sucesso da campanha "O Petróleo é Nosso", uma rara situação em que as Forças Armadas brasileiras e os partidos de esquerda ficaram de um mesmo lado. Essa campanha culminou na aprovação da Lei nº 2.004, em 1952, que concedeu à Petrobrás o exercício do monopólio, exceto na distribuição de derivados. Mais tarde, o monopólio da Petrobrás foi incorporado à Constituição.

Durante essa fase a Petrobrás não cumpriu a missão, para a qual foi criada, de tornar o País autossuficiente, ou até exportador de petróleo. Esse fato colocou o Brasil no Guinness Book como o único país no mundo a possuir uma empresa monopolista estatal de um produto importado. Não conseguindo ser um produtor relevante de petróleo, a estratégia foi a de transformar a empresa numa monopolista na produção de derivados de petróleo para o mercado interno. Durante essa primeira fase, foi construído praticamente todo o parque de refino da Petrobrás. Ainda nessa fase, em razão do primeiro choque do petróleo, em 1973, o governo tornou mais flexível a legislação do setor e criou os contratos de risco, que não obtiveram resultados positivos no tocante ao aumento da produção de petróleo. Somente com o segundo choque do petróleo, em 1979, foi possível viabilizar a exploração offshore na Bacia de Campos. Entretanto, a missão principal da empresa de transformar o Brasil num país autossuficiente em petróleo não foi alcançada nessa primeira fase.

A segunda fase foi iniciada com a sanção do presidente da República Fernando Henrique Cardoso da Lei nº 9.478. Para quem não se lembra, sua aprovação resultou de uma batalha ferrenha, e até emocional, entre a base de apoio ao governo Fernando Henrique e a oposição, liderada pelo PT. Essa lei deu fim ao então intocável e sagrado monopólio da Petrobrás.

Durante todo o debate que precedeu a mudança da Constituição e a posterior aprovação da Lei nº 9.478, a oposição afirmava que por trás da proposta do governo estava um plano maquiavélico de enfraquecimento da Petrobrás. Diziam os críticos da lei que, com o fim do exercício do monopólio, as grandes multinacionais do petróleo tomariam conta do setor e a Petrobrás seria sucateada e privatizada.

Nada disso aconteceu. Ao contrário do que afirmavam as pitonisas pseudonacionalistas, a Lei do Petróleo inaugurou uma fase gloriosa da Petrobrás e do setor de petróleo brasileiro. Na realidade, foi o fim da "Petrossauro", termo cunhado pelo saudoso Roberto Campos para descrever a Petrobrás daquela época. Nessa fase foi criada a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), pela mesma Lei nº 9.478, que de forma independente regulamentou a legislação e promoveu leilões de áreas que permitiram a entrada no setor de empresas privadas, no segmento de exploração e produção. Com a nova legislação, a Petrobrás ficou mais blindada contra intervenções políticas, fez parcerias com empresas que entraram no mercado brasileiro e finalmente cumpriu a sua missão de tornar o Brasil autossuficiente em petróleo.

É sempre bom lembrar que foi graças à independência dada pelo governo federal que a ANP pôde realizar os leilões, a partir de 1998, e uma das consequências foi a descoberta do pré-sal. As áreas do pré-sal pertenciam aos chamados blocos azuis que foram devolvidos pela Petrobrás antes de se iniciarem os leilões e o regime de concessões previsto na Lei nº 9.478. No leilão de 2000, a Petrobrás, em parceria com a BG e a Petrogal, adquiriu o que é conhecido hoje como Campo de Tupi. É interessante observar que todos os campos já descobertos no pré-sal integraram os leilões da ANP e em todos a Petrobrás tem parceiros e é a operadora. À exceção do Campo de Azulão, que é operado por uma empresa privada, no caso, a Exxon-Mobil. Portanto, sem os leilões promovidos pela ANP, a descoberta da camada pré-sal, com certeza, levaria mais tempo para ser anunciada ao mundo.

Portanto, não foram o governo do PT nem a atual direção da Petrobrás que descobriram o pré-sal. A história dessa descoberta, bem como da autossuficiência, começou a se concretizar a partir do momento em que o governo brasileiro entendeu que não fazia nenhum sentido econômico deixar que uma empresa estatal assumisse o monopólio do risco de explorar petróleo.

Para dar fim a essa anomalia o governo da época abriu o mercado de petróleo no Brasil, permitindo a entrada de novos investimentos beneficiando a Petrobrás, que passou a ter maior liberdade de atuação e, com o seu quadro de funcionários altamente competentes, levou a empresa a bater todos os recordes de lucro e produção de petróleo.

É uma pena que o governo insista em nos colocar no túnel do tempo e nos levar de volta aos anos 50. Vamos resistir.

Adriano Pires

Fonte: inblogs.com.br

Pré-sal

Camada pré-sal tem 800 quilômetros de extensão

A camada pré-sal, que representa um novo potencial petrolífero para o país, fica situada nas bacias do Sul e Sudeste do Brasil e tem cerca de 800 quilômetros de extensão e 200 quilômetros de largura.

Segundo informações da Petrobras, a camada pré-sal vai desde o litoral do Espírito Santo até o de Santa Catarina e elevará significativamente as reservas de petróleo e gás natural da companhia.

Pré-sal

A primeira área avaliada dessa região, o chamado Campo de Tupi (um campo pode conter vários poços de petróleo, enquanto uma bacia pode ter vários campos), tem volumes estimados entre cinco e oito bilhões de barris de petróleo, e representa o maior campo de petróleo descoberto no mundo desde 2000.

As estimativas apontam que Tupi deverá aumentar as reservas da Petrobras em mais 50%. A meta da Petrobras é começar a produção em Tupi em 2010, com um projeto-piloto de 100 barris por dia, o equivalente a 5% da produção nacional.

Além do potencial petrolífero, as descobertas na região do pré-sal se diferenciam pela qualidade do óleo. A maior parte das reservas da Petrobras é de petróleo pesado, já as jazidas do pré-sal, com hidrocarbonetos leves, gás natural e condensado, podem mudar o perfil das reservas da companhia, reduzindo a importação de óleo leve e gás natural.

A camada pré-sal é a terceira classificada abaixo do nível do mar, sob as camadas pós-sal e sal, e chega a mais de sete mil metros abaixo da superfície do mar.

Para chegar à camada pré-sal, a Petrobras teve que superar muitos desafios tecnológicos e, em seus centros de pesquisa, estão sendo testados processos inéditos, como a abertura de cavernas no sal para servirem de reservatórios para o gás, até que entre em operação o projeto-piloto.

Outra inovação estudada é a geração de energia na própria área, que seria levada por cabos elétricos submarinos até a terra.

Fonte: www.senado.gov.br

Pré-sal

Desde que a Petrobras confirmou a descoberta de petróleo na camada pré-sal, em 2007, o assunto ga­­nhou páginas e páginas de jornais e revistas de todo o país. Motivo mais do que suficiente para que o tema apareça tanto no Enem quanto nos vestibulares, que também cobram conhecimentos relacionados à atualidade. “O vestibulando deve saber a localização geográfica do pré-sal e o histórico da exploração do petróleo no Brasil, entre outros elementos”, sugere o professor Sérgio Vicentin, que dá aulas de História e Geopolítica no Colégio Marista Paranaense e na rede pública de ensino. Ele afirma que o assunto é, inclusive, uma das apostas para as provas de redação deste ano.

O pré-sal é uma extensa área (são 149 milhões de quilômetros quadrados) localizada de 5 mil a 7 mil metros abaixo da superfície do mar e a mais de 300 quilômetros da costa dos estados do Espírito Santo, do Rio de Janeiro e de São Paulo. Nesta região, a Petrobras encontrou pe­­tróleo de alta qualidade e no ano passado começou a explorá-lo em pequenas quantidades. Estimativas apontam que toda a camada pode conter até 80 bilhões de barris de petróleo. Se as projeções do governo e de estudiosos estiverem corretas, a descoberta pode colocar o Brasil entre os dez maiores países produtores do mundo.

Encontrar o petróleo no fundo do mar foi o primeiro passo. Agora vem outro desafio, que é buscar tecnologia para extraí-lo de forma economicamente viável.

Além disso, o governo precisa encontrar meios de fazer com que os recursos obtidos com o pré-sal se transformem em melhores condições de vida para a população. Afinal, o desenvolvimento econômico de um país nem sempre é acompanhado do desenvolvimento social. Em 2000, por exemplo, a Índia ficou em 11.º lu­­gar no ranking das nações com maior PIB (Produto Interno Bruto) do mundo, à frente da Noruega e da Suíça. Por outro lado, a Índia apresenta condições de vida muito piores que esses países europeus.

Descoberta

O primeiro poço de petróleo foi descoberto nos Estados Unidos (Pensilvânia), em 1859. Ele foi encontrado em uma região de pequena profundidade (21 metros).

Petróleo no Brasil

A primeira sondagem foi feita em São Paulo, entre 1892 e 1896. A perfuração atingiu 488 metros de profundidade, mas o poço jorrou somente água sulfurosa. Somente em 1939 foi descoberto petróleo em Lobato, na Bahia.

Petrobras

A empresa foi criada em 1953, com o objetivo de monopolizar a exploração do petróleo no Brasil. A partir daí, muitos poços foram perfurados. No final da década de 90, no governo Fernando Henrique Cardoso, a empresa perdeu o monopólio da atividade. Atualmente ela está entre as maiores empresas petrolíferas do mundo. O petróleo é uma das principais commodities minerais (que são, resumidamente, mercadorias produzidas em grande quantidade e comercializadas em escala mundial) produzidas pelo Brasil.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

Pré-sal

Entenda o que é a camada pré-sal

Não há quem abra um jornal ou ligue a televisão e não ouça a expressão "pré-sal". Leia aqui um resumo sobre o que se tem falado sobre a camada "pré-sal".

Associada à Petrobrás e naturalmente ao petróleo, a expressão "pré-sal" passou a tomar conta dos noticiários depois que a estatal confirmou a existência de gigantescos campos petrolíferos armazenados na camada "présal", no fundo do mar.

A euforia não é para menos. Especialistas estimam que as reservas encontradas apenas no campo de Tupi, podem ultrapassar 100 bilhões de barris de petróleo e gás natural, considerando que a Petrobrás já detectou indícios de petróleo na camada "pré-sal" desde Santa Catarina até o Espírito Santo. Atualmente as reservas brasileiras não passam de 14 bilhões.

Afinal, o que é a "pré-sal"?

Pré-sal é uma camada de rochas porosas localizada entre 5 e 6 mil metros abaixo do leito do mar, aproximadamente a 400 km da costa. A camada tem esse nome por se encontrar depois da camada de sal que a recobre. No interior da camada o petróleo e o gás ficam armazenados nos poros das rochas, sob altíssima pressão.

A temperatura onde se localiza a camada pré-sal é elevada, podendo atingir entre 80ºC e 100ºC. Aliada à alta pressão, as rochas se alteram e adquirem propriedades elásticas, ficando muito moles, o que dificulta a perfuração do poço. "A tendência é que ele se feche. Se você não conseguir revesti-lo rapidamente, ele se fecha e você perde o poço", explica o professor Ricardo Cabral de Azevedo, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

Desafios

Para chegar à camada pré-sal, a Petrobras tem que superar muitos desafios tecnológicos e diversas etapas com características bem diferentes. A camada de sal possui cerca de 2 mil metros de espessura e a profundidade final dos poços chega a mais de 7 mil metros abaixo da superfície do mar. O tubo que vai da plataforma até o fundo do oceano, chamado de “riser”, tem que agüentar ondas sísmicas, correntes marítimas e flutuações da base. Além de resistentes, os tubos precisam ser leves já que são deslocados pelo navio ou plataforma.

Outra dificuldade a ser vencida é a corrosão provocada pelo dióxido de enxofre, hoje um dos maiores obstáculos técnicos para a exploração dos novos campos.

Segundo Celso Morooka, especialista em engenharia de materiais da Universidade Estadual de Campinas, a extração de petróleo dessa camada é um dos maiores desafios tecnológicos já enfrentados pelo Brasil e compara a operação com a exploração espacial. "Para chegar à Lua foi preciso vencer apenas uma atmosfera, mas para atingir a pré-sal será preciso vencer 100”, referindo-se à extrema de pressão que os equipamentos serão submetidos.

No Centro de Pesquisas da Companhia estão sendo testados processos inéditos, como a abertura de cavernas no sal para servirem de reservatórios para o gás, até que entre em operação o projeto-piloto. Outra inovação em estudos é a geração de energia na própria área, que seria levada por cabos elétricos submarinos até a terra.

Geração de energia

Caminho Matemático

Ao contrário do que muitos pensam, um poço de petróleo não é um furo vertical, mas um caminho projetado matematicamente para que se obtenha o melhor rendimento possível. “Um dos desafios é como mudar a direção das brocas sem causar o desabamento nas paredes do poço”, afirma José Formigli, gerente de exploração da Petrobras para a área da pré-sal. "O tubo mais profundo tem 6 mil metros até a superfície e um diâmetro entre 10 e 20 centímetros. Ao mesmo tempo em que perfura a rocha, informações vitais de telemetria são enviadas através de um cabo de dados, chamado de cordão umbilical.

Dúvidas

A Petrobras, uma das empresas pioneiras nesse tipo de perfuração profunda, não sabe exatamente o quanto de óleo e gás pode ser extraído de cada campo e quando isso começaria a trazer lucros ao país.

Ainda no rol de perguntas sem respostas, a Petrobras não descarta que toda a camada pré-sal seja interligada, e suas reservas sejam unitizadas, formando uma reserva gigantesca.

Opiniões

O diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, disse que a discussão em torno das mudanças no marco regulatório do petróleo não levará em conta o interesse privado.

"Existem vários interesses públicos e privados envolvidos nessa questão. A Petrobras é uma empresa que tem controle governamental, mas tem acionistas privados, que têm que ser respeitados. Ao mesmo tempo, o aproveitamento dessas riquezas é questão de Estado brasileiro", reconheceu.

Além do potencial petrolífero, as descobertas na região do pré-sal se diferenciam pela qualidade do óleo. A maior parte das reservas da Petrobras é de petróleo pesado. As jazidas do pré-sal, contando hidrocarbonetos leves, gás natural e condensado, podem mudar o perfil das reservas da Companhia, reduzindo a importação de óleo leve e gás natural.

Primeiro óleo da camada pré-sal

A Petrobras iniciou a produção do primeiro óleo na camada pré-sal, no campo de Jubarte, na Bacia de Campos, no litoral sul do Espírito Santo. Com isso a Companhia vai ampliar o conhecimento sobre as reservas do pré-sal localizadas no Espírito Santo e em outros pontos do litoral brasileiro. O potencial de produção do primeiro poço na plataforma P-34 (FPSO JK) é de 18 mil barris/dia.

As características do óleo leve do pré-sal (30° API) exigiram investimentos de cerca de U$ 50 milhões. A produção começa com um Teste de Longa Duração (TLD), com a finalidade de observar e analisar as condições do óleo do pré-sal, tanto no reservatório quanto na unidade de processo da plataforma, e deve durar de seis meses a um ano.

Eficiência

Para acompanhar todo esse crescimento, a estrutura off-shore da Companhia também está aumentando. Serão contratadas 10 novas unidades de produção de petróleo do tipo FPSO (plataformas flutuantes que produzem, estocam e escoam petróleo) para as áreas do pré-sal na Bacia de Santos. E as aquisições não param por aí. Serão contratadas mais de uma centena de embarcações de apoio, além da construção e aluguel de sondas de perfuração, aquisição de componentes e contratação de diversos serviços.

Segundo a Petrobras, este é apenas “o começo de uma nova era” cheia de descobertas, desafios, energia, eficiência e renovação.

Fonte: www.isarj.org.br

Pré-sal

A camada pré-sal e os desafios da extração do petróleo

Não há quem abra um jornal ou ligue a televisão e não ouça a expressão "pré-sal".

Associada à Petrobrás e naturalmente ao petróleo, a expressão "pré-sal" passou a tomar conta dos noticiários depois que a estatal confirmou a existência de gigantescos campos petrolíferos armazenados na camada "pré-sal", no fundo do mar. plataforma P-52

A euforia não é para menos.

Especialistas estimam que as reservas encontradas apenas no campo de Tupy, na costa de São Paulo, podem ultrapassar 100 bilhões de barris de petróleo e gás natural.

Considerando que a Petrobrás já detectou indícios de petróleo na camada "pré-sal" desde Santa Catarina até o Espírito Santo, a euforia não é pra menos. Atualmente as reservas brasileiras não passam de 14 bilhões.

Desafios

Para chegar até a pré-sal será necessário vencer diversas etapas com características bem diferentes.

O tubo que vai da plataforma até o fundo do oceano, chamado riser, tem que agüentar ondas sísmicas, correntes marítimas e flutuações da base.

Pré-sal

Camada pre-sal

Além de resistentes, os tubos precisam ser leves já que são deslocados pelo navio ou plataforma. Outro problema a ser vencido é a corrosão provocada pelo dióxido de enxofre, hoje um dos maiores obstáculos técnicos para a exploração dos novos campos

Segundo Celso Morooka, especialista em engenharia de materiais da Universidade Estadual de Campinas, a extração de petróleo dessa camada é um dos maiores desafios tecnológicos já enfrentados pelo Brasil e compara a operação com a exploração espacial. "Para chegar à Lua foi preciso vencer apenas uma atmosfera, mas para atingir a pré-sal será preciso vencer 100, referindo-se à extrema de pressão que os equipamentos serão submetidos.

Caminho Matemático

Ao contrário do que muitos pensam, um poço de petróleo não é um furo vertical, mas um caminho projetado matematicamente para que se obtenha o melhor rendimento possível. Um dos desafios é como mudar a direção das brocas sem causar o desabamento nas paredes do poço”, afirma José Formigli, gerente de exploração da Petrobras para a área da pré-sal. "O tubo mais profundo tem 6 mil metros até a superfície e um diâmetro entre 10 e 20 centímetros.

Ao mesmo tempo em que perfura a rocha, informações vitais de telemetria são enviadas através de um cabo de dados, chamado de cordão umbilical.

Artes: No topo, plataforma P-52 fundeada no campo do Roncador, na Bacia de Campos, RJ. Crédito: Petrobrás. Na seqüência, corte transversal mostra as diversas camadas abaixo do leito submarino, com destaque para a camada pré-sal.

Camada pré-sal tem 800 quilômetros de extensão

A camada pré-sal, que representa um novo potencial petrolífero para o país, fica situada nas bacias do Sul e Sudeste do Brasil e tem cerca de 800 quilômetros de extensão e 200 quilômetros de largura. Segundo informações da Petrobras, a camada pré-sal vai desde o litoral do Espírito Santo até o de Santa Catarina e elevará significativamente as reservas de petróleo e gás natural da companhia.

A primeira área avaliada dessa região, o chamado Campo de Tupi (um campo pode conter vários poços de petróleo, enquanto uma bacia pode ter vários campos), tem volumes estimados entre cinco e oito bilhões de barris de petróleo, e representa o maior campo de petróleo descoberto no mundo desde 2000.

As estimativas apontam que Tupi deverá aumentar as reservas da Petrobras em mais 50%. A meta da Petrobras é começar a produção em Tupi em 2010, com um projeto-piloto de 100 barris por dia, o equivalente a 5% da produção nacional.Além do potencial petrolífero, as descobertas na região do pré-sal se diferenciam pela qualidade do óleo.

A maior parte das reservas da Petrobras é de petróleo pesado, já as jazidas do pré-sal, com hidrocarbonetos leves, gás natural e condensado, podem mudar o perfil das reservas da companhia, reduzindo a importação de óleo leve e gás natural.

A camada pré-sal é a terceira classificada abaixo do nível do mar, sob as camadas pós-sal e sal, e chega a mais de sete mil metros abaixo da superfície do mar.

Para chegar à camada pré-sal, a Petrobras teve que superar muitos desafios tecnológicos e, em seus centros de pesquisa, estão sendo testados processos inéditos, como a abertura de cavernas no sal para servirem de reservatórios para o gás, até que entre em operação o projeto-piloto. Outra inovação estudada é a geração de energia na própria área, que seria levada por cabos elétricos submarinos até a terra.

Fonte: www.isarj.org.br

Pré-sal

A chamada camada pré-sal é uma faixa de 800 quilômetros de extensão por 200 quilômetros de largura que vai do litoral de Santa Catarina ao do Espírito Santo situada a 7 mil metros abaixo da superfície do mar.

O petróleo encontrado nesta área, que engloba três bacias sedimentares (Santos, Campos e Espírito Santo), é de qualidade superior àquele comumente extraído da camada pós-sal, que fica acima da extensa camada de sal de 2 mil metros de espessura que dá nome às duas camadas.

A Petrobras não descarta a hipótese de que toda a camada pré-sal seja interligada, e suas reservas sejam, como os técnicos chamam, unitizadas, formando assim um imenso campo único de petróleo submerso.

Se as reservas do pré-sal de fato estiverem interligadas, o governo estuda a criação de um novo marco regulatório que estabeleça cotas de extração para evitar que o petróleo seja sugado de áreas não licitadas.

As nove áreas de pré-sal já leiloadas na Bacia de Santos também seriam afetadas pela medida. Oito pertencentes à Petrobras e sócios privados e uma à ExxonMobil.

Sócios privados

A Petrobras não perfura os poços sozinha. Das 48 áreas (entre pós-sal e pré-sal) exploradas na Bacia de Santos, por exemplo, só dez são exploradas com exclusividade pela empresa.

A descoberta do campo de Tupi, por exemplo, única área do pré-sal cujas reservas foram dimensionadas por meio de testes de produção até o momento, foi feita por um consórcio que inclui a britânica BG (que vai ficar com 25% do que o campo produzir), a portuguesa Galp Energia (que ficará com 10%) e a Petrobras (que terá direito a 65%). O mesmo acontecendo com os outros campos, com percentuais e empresas diferentes.

Além do Tupi, que só deve atingir seu pico de produção a partir de 2017, já foram descobertos no pré-sal da Bacia de Santos os campos: Iara, Carioca, Júpiter, Caramba, Bem-Te-Vi, Parati, Guará e Ogum.

Mamute

Apesar da histeria atual em torno do pré-sal, a discussão sobre sua potencialidade não é nova. Desde meados dos anos de 1970, os geólogos da Petrobras apostavam na existência de um “mamute” de petróleo na camada – forma como são chamados os campos gigantes pelos especialistas –, mas não dispunham de tecnologia adequada para sua prospecção.

No final da década, em 1979, a empresa conseguiu perfurar poços que alcançaram o pré-sal na bacia de Campos, mas as descobertas confirmadas não foram significativas.

As expectativas de se encontrar uma considerável quantidade de petróleo após a camada de sal ressurgiram com mais força em 2005, com o anúncio da descoberta do megacampo de Tupi, uma reserva estimada pela Petrobras de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo.

Números

No momento, há uma enorme especulação sobre quantos barris de petróleo pode conter o pré-sal. Uma estimativa não-ufanista feita pelo Credit Suisse, fala em algo entre 30 e 50 bilhões de barris – o que já aumentaria em cerca de quatro vezes as reservas provadas brasileiras, que contavam com 12,1 bilhões de barris em janeiro deste ano.

Mas os números podem ser ainda maiores. Alguns acreditam que o pré-sal poderia esconder no mínimo 100 bilhões de barris – o que colocaria o Brasil em 6º lugar entre as maiores reservas de petróleo do mundo.

Já outros, como um ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Newton Monteiro, chegam a afirmar que o pré-sal pode guardar 338 bilhões de barris, o que faria do Brasil o maior detentor de reservas provadas do mundo, superando de longe a Arábia Saudita – hoje com 264 bilhões de barris.

Para efeito comparativo, se o preço por barril de petróleo cair para US$ 100 dólares, os 338 bilhões de barris dariam uma renda em potencial de US$ 33,8 trilhões de dólares. Quase três vezes o PIB dos Estados Unidos ou 19 vezes o PIB brasileiro.

Fonte: www.brasildefato.com.br

Pré-sal

A província do Pré-Sal

Há 150 milhões de anos, quando o grande continente do Sul se separou, devido à movimentação das placas tectônicas, surgiram lagos rasos onde a água do mar entrava e se evaporava, num processo idêntico ao que ocorre, hoje, com as salinas. Foram necessários mais de 500 mil anos para que o sal se depositasse formando uma camada que, nas regiões mais afastadas da costa, chega a ter quatro mil metros de espessura.

Esses depósitos são conhecidos como pré-sal e guardam uma quantidade de material fóssil ainda inestimável, localizada a até 7 mil metros abaixo da superfície marítima. Esse material se transformou em petróleo de excepcional qualidade, porque ficou aprisionado pela espessa camada de sal, em temperaturas acima de 60 graus.

No Brasil, foram descobertos reservatórios gigantes, localizados numa área de 160 mil km², que se estendem do litoral de Santa Catarina até o Espírito Santo.

O primeiro poço do pré-sal, começou a ser perfurado na terça-feira, aqui no Espírito Santo. O óleo é extraído pela plataforma P-34, de um dos poços do Parque das Baleias, denominado Jubarte, e vai produzir cerca de 20 mil barris, ao dia, retirados de uma profundidade de 5 mil metros. Como ele está próximo da costa, a cerca de 70 km, o petróleo poderá ser escoado por meio de um oleoduto vindo do mar, até uma base terrestre, e o gás, através de navios.

Alguns dos principais desafios, para colocar em produção essas novas áreas, são encontrar soluções que: reduzam os investimentos iniciais; encurtem o tempo de desenvolvimento; reduzam os custos operacionais; aumentem a produtividade dos poços; e garantam o escoamento do petróleo e gás até a unidade de produção.

O projeto do governo para a criação de uma nova estatal, com todos os poderes sobre os produtos extraídos da camada pré-sal, é um novo problema a ser enfrentado. Ele abriu uma discussão sobre os efeitos de uma possível desapropriação das áreas já concedidas. Para alguns, essa medida teria efeitos nocivos sobre o “investment grade” e o mercado. Para o Presidente, é uma saída para subsidiar programas sociais.

Pode parecer contraditório, mas a Lei do Petróleo garante que o monopólio é da União, mas que a propriedade é do concessionário.

Polêmica à parte, duas boas notícias: uma delas é que o volume de gás associado, nos campos gigantes, poderá tornar o País independente no abastecimento do produto, hoje importado da Bolívia. A outra, é que o petróleo encontrado nesses campos é considerado um dos melhores já descobertos no país e pode atingir 80 bilhões de barris.

Se comprovadas as reservas de petróleo e gás, nessa nova "província de pré-sal", o Brasil será alçado da 15ª para a 6ª posição no ranking mundial das maiores reservas, abaixo apenas dos Emirados Árabes, Kuaite, Iraque, Irã e Arábia Saudita.

Fonte: www.cofecon.org.br

Pré-sal

Petróleo da Camada Pré-Sal

Para otimizar a exploração do petróleo na chamada camada do "Pré Sal", situada na costa litorânea do Brasil, a Petrobras (Petróleo Brasileiro S/A) planeja construir uma ilha artificial para servir de ponto de apoio durante as atividades de exploração no referido nível do campo submerso de petróleo.

Na indústria do petróleo não há nada parecido. O projeto da ilha artificial é inédito e deve estar totalmente pronto e implantado até o ano de 2015.

O projeto prevê a cosntrução de um heliporto, armazéns e alojamentos afim de atender os trabalhadores, no que tange - principalmente - aos problemas advindos com o transporte dos mesmos, assim como do armazenamento de cargas leves necessárias no local.

Com sede no Rio de Janeiro, a Petrobras é uma empresa estatal brasileira, ocupando a quarta posição no ranking das maiores petrolíferas de capital aberto do mundo.

Em termos de valor de mercado, ela ocupa o sexto lugar entre as maiores empresas do mundo e o terceiro lugar no continente americano (calculado em US$ 96 bilhões em dezembro de 2008).

A Petrobras opera em 27 países, nas diferentes fases da cadeia produtiva do petróleo, desde a sua exploração, produção, refino, comercialização e transporte do mesmo. O mesmo ocorrendo em termos de seus derivados e de gás natural.

Quando a ilha já estiver totalmente implantada, em 2015, o campo do pré-sal terá 11 plataformas de produção.

Camada Pré-Sal

A camada pré-sal corresponde a um extenso reservatório de petróleo, localizado em grandes profundidades do oceano Atlântico, bem abaixo de uma extensa camada de sal.

Sua profundidade supera os 7 mil mil metros, ocorrendo numa faixa de 800 Km de extensão por 200 Km de largura, a qual abrange as Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo, se estendendo desde o litoral de Santa Catarina ao do Espírito Santo.

Segundo os geólogos, a camada de sal, que tem cerca de 2 mil metros de espessura, conserva a qualidade do petróleo, que é considerado de melhor qualidade em comparação ao extraído da camada pós-sal, que se localizada acima desta.

Estima-se que as reservas de petróleo se formaram há, aproximadamente, 100 milhões de anos, a partir da decomposição de materiais orgânicos.

Na verdade, a existência e a potencialidade da camada pré-sal não é algo recente. Desde meados dos anos 70 (século XX), a Petrobras já cogitava a ocorrência de um "mamute" de petróleo na referida camada.

A expressão "mamute"é empregada pelos geólogos como referência aos campos gigantescos de petróleo.

Na época, a empresa não dispunha de tecnologia moderna compatível com as condições de prospecção em águas profundas.

Em 1979, a Petrobras atingiu a referida camada através de perfuração de poços na Bacia de Campos, mas as descobertas não foram significativas.

Em 2005, as expectativas quanto à potencialidade da camada do pré-sal aumentaram, consideravelmente, após a descoberta do campo Tupi, na Bacia de Santos.

O campo de Tupi corresponde à única área da camada do pré-sal, cujas reservas foram dimensionadas por meio de testes de produção. Estima-se que estas alcancem de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo. A previsão é que o campo de Tupi atinja o seu pico de produção a partir do ano de 2017.

Na Bacia de Santos, além do Tupi, foram descobertos os campos Iara, Carioca, Júpiter, Caramba, Bem-Te-Vi, Parati, Guará e Ogum.

Pré-sal

Para atingir à camada pré-sal, a Petrobras teve que usar tecnologia de ponta no campo de exploração de petróleo em águas profundas. Mas, ela não é a única empresa envolvida na exploração da referida camada, além da estatal brasileira, tem-se a Royal Dutch Shell, a ExxonMobil, o BG Group, a Hess Corp, a Galp, a Repsol e a Petrogal.

A Petrobras não descarta a hipótese de que as reservas sejam todas interligadas, formando um imenso e único campo de petróleo submerso.

Embora, a estatal brasileira ainda não tenha como estimar a quantidade total de petróleo e gás natural contidos na camada do pré-sal, as especulações sobre o número de barris de petróleo são enormes.

Alguns estimam que seja algo em torno de 30 e 50 bilhões de barris, mas há aqueles que mensuram em 100 bilhões, no mínimo ou, ainda, cerca de 338 bilhões de barris. Se um destes últimos números fosse confirmado, o Brasil poderia ocupar, respectivamente, a sexta ou a primeira posição no ranking dos países com as maiores reservas de petróleo do mundo.

Mas, ainda, é muito prematuro assegurar qual das estimativas se encontra mais próxima da realidade e potencialidade da camada pré-sal na região oceânica do Brasil.

Fonte: marlivieira.blogspot.com

Pré-sal

Há aproximadamente 122 milhões de anos, os continentes americano e africano formavam um super continente: o Gondwana.

Intensas movimentações no interior da crosta terrestre causaram a divisão do Gondwana. Ao longo da fratura que se estabeleceu entre os novos continentes, desenvolveu-se uma estreita e longa bacia sedimentar, que evoluiu de um lago, onde se depositaram sedimentos ricos em matéria orgânica no seu fundo, para um golfo alongado com a entrada do mar (predecessor do Atlântico Sul). Neste golfo circulavam águas saturadas de cloreto de sódio e outros sais solúveis. Sucessivas épocas de evaporação intensa propiciaram a deposição de evaporitos. Assim, a hoje espessa camada de sal encontrada na margem continental brasileira recobre sedimentos lacustres e transicionais que geraram o petróleo e o gás natural presentes nas bacias sedimentares do Sudeste brasileiro.

Formação dos continentes há 122 Milhões de Anos a.C. Reconstrução Paleogeográfica - Aptiano

Aos sedimentos lacustres e transicionais que permanecem sob as espessas camadas de sal (+ de 2000 m) e nos quais foram encontradas gigantescas jazidas de petróleo e gás natural na Bacia de Santos convencionou-se denominar "camadas do pré-sal" ou simplesmente "pré-sal".

O que é Subsal

Na situação descrita acima, as jazidas de petróleo encontram-se em rochas reservatórios imediatamente abaixo das espessas camadas de sal em sua posição original (autóctone), isto é, in situ, numa determinada idade geológica.

Devido às características de mobilidade do sal e sob intensa pressão de uma coluna de sedimentos sobreposta (pós-sal) e ainda, em consequência de movimentos no interior da crosta terrestre (tremores, manifestações de vulcanismo, etc.) camadas de sal tendem a se movimentar ascendentemente e lateralmente (alóctones) buscando alívio de pressão, intrudindo camadas de rochas sedimentares mais novas e tomando as mais diversas formas.

Nestas situações podem ocorrer jazidas de petróleo em rochas reservatório abaixo das camadas alóctones de sal, o que se convencionou denominar "reservatórios subsal". Grandes volumes de petróleo e gás natural neste tipo de reservatório são encontrados no Golfo do México.

No Brasil, ocorrem possibilidades de acumulações em reservatórios do subsal, mas ainda não explorados sistematicamente.

O Pré-Sal no Brasil

Historicamente, geólogos e geofísicos sempre acreditaram que poderia ser encontrado petróleo nas camadas do pré-sal, embora existissem dúvidas sobre os volumes existentes. As reservas descobertas na Bacia de Sergipe-Alagoas propiciaram produção no Campo de Carmópolis, que completou 45 anos de atividade ininterrupta e ainda paga participação especial.

Em áreas exploratórias offshore, a Petrobras perfurou poços em águas rasas que alcançaram o pré-sal nas bacias de Sergipe-Alagoas (Campo de Camorim) e de Campos. Entretanto, as descobertas confirmadas ao longo dos primeiros anos da década de 80 se revelaram viáveis comercialmente, porém pouco significativas, principalmente por conta das limitações tecnológicas da época.

Com o avanço tecnológico, os esforços de exploração se intensificaram, fazendo com que a Petrobras buscasse águas cada vez mais profundas, tendo perfurado, desde 2005, 15 poços exploratórios que tinham como objetivo atingir o pré-sal nas bacias de Campos e de Santos. Desse total, nove poços já foram testados em Santos, com indicações de presença de petróleo leve de alto valor comercial (28o API) e grande quantidade de gás natural associado. Os investimentos destinados a esses esforços superaram a marca de US$ 1,5 bilhão.

Essas descobertas encontram-se ainda em fase de avaliação para comprovar seu caráter comercial. Entretanto, os resultados obtidos até o momento apontam para uma nova província exploratória de dimensões gigantescas. Somente no caso do Campo de Tupi, na Bacia de Santos, por exemplo, os volumes divulgados pelo consórcio formado por Petrobras, BG Group e Galp indicam a presença de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo recuperáveis - que correspondem a uma faixa entre 30% e mais de 50% das reservas totais da Petrobras. Estes recursos elevarão as reservas - de 14 bilhões de barris de petróleo equivalente (ou BBOE, da sigla em inglês) - para mais de 25 bilhões de barris de petróleo equivalente.

Um poço do Campo de Tupi foi colocado em teste de longa duração para que seja observado o comportamento da produção e outras características do reservatório ao longo do tempo. Após três meses de teste (iniciado em 1º de maio) o poço vem correspondendo às expectativas.

Recentemente a Petrobras descobriu significativas reservas no pré-sal, na Bacia do Espírito Santo, tendo sido colocado um poço no Campo de Jubarte em teste de longa duração para verificar o comportamento da produção e outras características do reservatório.

A Bacia de Campos

A Bacia de Campos é a bacia petrolífera que mais produz na margem continental brasileira, respondendo atualmente por mais de 80% da produção nacional de petróleo. A exploração da Bacia de Campos ganhou impulso em 1974, com a descoberta do Campo de Garoupa. Entretanto, a sua produção comercial predominantemente de petróleo pesado teve início somente em 1977, no Campo de Enchova.

Essa bacia estende-se por 100 mil quilômetros quadrados do Estado do Espírito Santo, nas imediações da cidade de Vitória, até Arraial do Cabo, no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro onde a Petrobras montou um dos maiores complexos petrolíferos do mundo.

No entanto, quando se tratam de jazidas em reservatórios do Pré-Sal, a Bacia de Campos perde em importância para a Bacia de Santos, onde tem ocorrido descobertas com volumes gigantescos de óleo leve e gás natural.

As antigas descobertas no Pré-Sal na Bacia de Campos em águas rasas, campos de Badejo, Pampo, Trilha, Linguado, produzem há mais de 20 anos e estão em acelerado processo de exaustão da produção. Recentemente no Campo de Jubarte, situado em frente ao litoral do Espírito Santo, teve início, em setembro de 2008, a produção do primeiro poço do Pré-Sal em águas profundas. O poço está interligado à plataforma P-34, que entrou em operação no final de 2006, no Espírito Santo recebendo e processando petróleo produzido de reservatórios pós-salíferos. A produção de Jubarte no pré-sal deverá ficar um pouco acima dos 10 mil barris diários de petróleo, com o seu sistema funcionando como um teste de longa duração.

Fonte: www.ibp.org.br

Pré-sal

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