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Camada de Ozônio

Ozônio é uma substância química natural da atmosfera terrestre. É um gás que se forma de 3 átomos de oxigênio atômico. Seu símbolo é O3.

O que é camada de ozônio?

A camada de ozônio é uma região da atmosfera terrestre, em torno de 25 a 30 km de altura, onde a concentração do gás ozônio é maior.

Qual a importância da camada de ozônio?

A camada de ozônio tem importância fundamental para a vida no planeta Terra. É ela que absorve a radiação UV-B do Sol, e assim não permite que esta radiação, prejudicial à vida, chegue até a superfície da Terra.

O que é radiação UV-B?

Radiação em geral é a energia que vem do Sol. Esta energia é distribuída em vários comprimentos de onda: desde o infra-vermelho até o ultra-violeta (UV), passando pelo visível, onde a energia é máxima. Na parte do UV, existe o UV-C, que é totalmente absorvido na atmosfera terrestre; o UV-A, que não é absorvido pela atmosfera; e o UV-B, que é absorvido pela camada de ozônio.

Porque a radiação UV-B é tão importante?

A radiação UV-B é responsável por inúmeras sequelas nos seres vivos. O câncer de pele é a doença mais citada pelos médicos. Mas tem efeitos indesejáveis também na visão, onde pode produzir catarata, e tem influência negativa no DNA das células, diminuindo as defesas naturais do organismo.

A camada de ozônio está diminuindo?

Sim, a camada de ozônio está sendo atacada por substâncias químicas produzidas pelo Homem moderno. Estas substâncias, sintetizadas em laboratório, são conhecidas pelo nome coletivo de CFC (cloro-fluor-carbonetos). Uma das componentes destas substâncias é o cloro, que ataca e destrói o ozônio na estratosfera.

O que é o Buraco na camada de ozônio?

O Buraco na Camada de ozônio é um fenômeno que só acontece na Antártica, isto é, na região do Polo Sul. É um fenômeno cíclico. É uma destruição violenta de ozônio na atmosfera, durante a primavera de cada ano, quando mais da metade da camada é destruída. Nestas ocasiões, a radiação UV-B aumenta muito. Por estar distante do Brasil, não nos afeta diretamente, embora tenha influências indiretas de interesse científico.

O UV-B está aumentando?

É um fato, registrado por medidas em vários locais do mundo, que a camada de ozônio está diminuindo, numa taxa média anual de 4% por década. Como a camada é o único filtro natural protetor contra a radiação UV-B, esta radiação deve aumentar nos próximos anos.

A radiação UV-B está sendo monitorada em todo o mundo, inclusive no Brasil pelo INPE. Ainda não há evidências concretas mostrando um aumento do UV-B nos últimos anos. Mas tudo leva a crer, teoricamente, de que a radiação UV-B deverá aumentar nos próximos anos.

É perigoso ficar no sol?

Não é perigoso ficar no sol, a não ser em casos exagerados. Existem hoje meios de se determinar para cada pessoa, o tempo que pode ficar exposto ao sol sem se queimar, e sem o risco de ter câncer de pele no futuro.

O que é o Índice de UV-B?

O índice de UV-B é um número, numa escala de 0 a 16, que indica a intensidade do sol num determinado instante, ou num determinado dia (valor máximo). É determinado, no Brasil, pelo INPE, e tem base numa rede de medidores de radiação UV-B espalhados no Brasil de modo a cobrir o país de maneira adequada.

Para que serve o ìndice de UV-B?

O índice de UV-B indica a intensidade do Sol na faixa do UV-B, e serve para orientar cada pessoa, dependendo de seu biotipo, quanto tempo pode ficar no Sol sem se queimar, isto é, quanto tempo, em minutos, pode ficar exposto à radiação UV-B com a sua própria resistência interna, sem prejudicar a sua saúde.

Como determinar o biotipo da pessoa?

Na questão relativa ao índice de UV-B, é mais fácil dividir a sensibilidade da pele humana da pessoa em quatro grupos. Cada pessoa pode facilmente identificar-se dentro de cada um deles. O mais sensível é o tipo A, que tem a pele muito branca; o mais resistente é o tipo D, aquele que tem a pele negra; além destes extremos há dois casos intermediários, o tipo B, que é o moreno claro; e o moreno escuro, tipo C.

Como achar os tempos de exposição permissíveis?

O tempo de exposição permissível ao Sol, sem queimar, foi determinado por médicos dermatologistas através de experiências com pessoas. Os valores em minutos, para cada um dos biotipos, constam da tabela especial composta pelo Laboratório de ozônio do INPE.

O Índice UV-B é um número numa escala de 0 a 16 que mede o risco do efeito biológico de eritema sobre a pele humana exposta à radiação solar: quanto maior o Índice UV-B, maior é o risco. O eritema é o envermelhecer da pele devido a exposição à radiação UV-B. A exposição em excesso causa queimadura na pele e a longo prazo pode causar câncer de pele entre outros males.

Há 4 tipos de pele no que se refere aos efeitos de eritema e queimadura devido a exposição à radiação UV-B conforme mostra a tabela abaixo.

Tipo de pele em função do efeito de eritema produzido pela radiação UV-B

Tipo Cor Efeito da exposição
I branca queima sempre
II morena clara bronzeia e queima
III morena escura bronzeia e às vezes queima
IV negra bronzeia e raramente queima

Essa variedade de tipos de pele faz com que para um dado valor de Índice UV-B, obtido na figura abaixo, o tempo máximo de exposição varie conforme mostra a TABELA DE EXPOSIÇÃO SEGURA AO SOL

Como aumentar os tempos para ficar no Sol?

O exame da Tabela de exposição mostra que os tempos que cada pessoa pode ficar ao Sol sem se queimar é relativamente pequeno, de alguns minutos. Mas é perfeitamente possível ficar mais tempo no Sol, com alguns cuidados que protegerão adequadamente, como o uso do guarda-sol, de chapéu, camiseta, óculos, etc. No entanto, a maneira tecnologicamente mais correta de se proteger do Sol nos nossos dias, é através do uso de protetores solares químicos, disponíveis no mercado, e produzidas por empresas competentes. Deve-se passar estes filtros solares mais de uma vez durante o banho de sol.

Quantas vezes aumenta a proteção com os filtros?

Os filtros solares normalmente vêm com uma indicação numérica, bem visível, estampada no frasco, por exemplo, 15. Este é o chamado fator de proteção. Ele indica quantas vezes mais, em minutos, a pessoa pode ficar ao Sol, com total proteção. Assim, se a Tabela de exposição indica, para um certo índice de UV-B, que o tempo de exposição é de 5 minutos, com o protetor de fator 15, a pessoa poderá ficar 15X5=75 minutos ao Sol.

Qual o filtro solar que a pessoa deve usar?

Isto depende de quanto tempo pretende ficar ao Sol. Mas os fatores de proteção mais altos, nem sempre são necessários. Como regra geral, deve-se recomendar o fator de proteção 15, que é muito eficaz, mais barato, e normalmente é suficiente para proteger o banhista médio. Para casos específicos, consulte o seu médico.

Nossos pais não se preocupavam tanto com o Sol, porque nós precisamos?

Por que o meio ambiente em que vivemos está mudando. A camada de ozônio está mudando. Nas próximas décadas mais ozônio vai ser destruído, e tudo leva a crer que o UV-B vai aumentar. Por isto é importante que todos tomem mais cuidado. É uma questão de saúde. Quem abusar vai sofrer as consequencias.

Fonte: www.dge.inpe.br

Camada de Ozônio

É uma camada formada pelo O3 (gás ozônio) nas partes altas da atmosfera, cerca de 15 a 50Km acima da Terra, ela protege a terra dos raios UV(ultra violeta) que podem causar câncer.

Nas ultimas décadas com a liberação de gases como o CFC (Clorofluorcarbono) que reagem com o ozônio, a camada vem ficando cada vez menos espessa, o que as pessoas chamam de "buraco".

Assim ele perde grande parte da sua capacidade de proteção contra os raios UV. Desde 1979 a camada de ozônio se tornou 4% mais fina, o principal causador foi o CFC.

Camada de Ozônio
Acima vemos o buraca na camada de ozônio situado na Antártida

Conseqüências do buraco na Camada de Ozônio

As principais conseqüência para o homem é o aumento nos numero de câncer de pele, o enfraquecimento do sistema imunológico, ele causa também o envelhecimento da pele e mutações.

O UV também pode atrapalhar o desenvolvimento de plantas e animais principalmente fauna e flora marinha, assim pode causar extinção de varias espécies vivas.

Na Antártida, altos níveis de raios ultravioleta estão impedindo que o plâncton realize a fotossíntese ( produção de alimento que usa a luz do Sol), o que interrompe as cadeias alimentares no mar.

A Solução do problema

A solução é diminuir a liberação de gases que destroem a camada de ozônio, assim você pode ajudar comprando produtos que não contenham CFC, geralmente sprays, a aparelhos de refrigeração e extintores de incêndio, os que não contém CFC geralmente tem um selo.

Desde que o protocolo de Montreal foi assinado em 1987 a produção mundial de CFC diminuiu 77% e vamos chegar a sua eliminação.

Esse talvez seja a maior história de sucesso internacional.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

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