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Alimentos Industrializados



 

Alimentos Industrializados

Os produtos industrializados ocupam uma parcela cada vez maior do mercado de alimentos. Eles são bem práticos, pois já vêm prontos ou semi-prontos.

O único trabalho é abrir a embalagem, e mesmo as embalagens estão cada vez mais fáceis de abrir. Além da praticidade, os alimentos industrializados também possuem um prazo de validade bem maior do que os produtos "in natura", tornando fácil o armazenamento. Vieram para ficar e representam uma solução para a vida corrida das grandes cidades.

Acontece, porém, que existe uma regra universal, de conhecimento popular, chamada lei das compensações. De acordo com ela, as coisas boas, na maioria das vezes, não são tão boas quanto parecem, assim como as ruins também não são tão ruins quanto possam parecer à primeira vista. Em tudo há uma parte boa e uma parte ruim. Assim, importa analisar os prós e os contras para decidir o que é melhor.

Como não poderia deixar de ser, esta regra se aplica também aos alimentos industrializados. Para conseguir a praticidade e durabilidade dos produtos, os fabricantes se utilizam de milhares de aditivos químicos, que, na grande maioria das vezes, não fazem bem à saúde de quem os consome com freqüência. O uso desses produtos químicos deve ser discriminado nas embalagens dos alimentos. O nome de muitos desses produtos químicos vêm codificados, talvez para que o consumidor não se assuste ao ler estas informações do rótulo. Portanto, é uma questão de escolher entre o aspecto saudável dos alimentos "in natura", e a praticidade dos alimentos artificiais e/ou industrializados.

Os produtos químicos encontrados com maior freqüência nos alimentos industrializados são:

Corantes

A função dos corantes é "colorir" os alimentos, fazendo com que os produtos industrializados tenham uma aparência mais parecida com os produtos naturais e mais agradável, portanto, aos olhos do consumidor. Eles são extremamente comuns, já que a cor e a aparência tem um papel importantíssimo na aceitação dos produtos pelo consumidor. Uma gelatina de morango, por exemplo, que fosse transparente não faria sucesso. Um refrigerante sabor laranja sem corantes ficaria com a aparência de água pura com gás, o que faria que parecesse mais artificial, dificultando sua aceitação. É inegável que uma bebida com sabor de laranja e com cor de laranjada é muito mais agradável de se beber do que uma bebida incolor com gosto de laranja.

Os corantes são encontrados na grande maioria dos produtos industrializados, como as massas, bolos, margarinas, sorvetes, bebidas, gelatinas, biscoitos, entre outros.

Aromatizantes

Os aromatizantes tem por função dar gosto e cheiro aos alimentos industrializados, realçando o sabor e o aroma. Assim como os corantes, os aromatizantes também fazem com que os alimentos industrializados se pareçam mais com os produtos naturais, pois como já foi dito, isso é essencial na aceitação do produto pelo consumidor.

Informar que um salgadinho artificial de milho tem sabor e cheiro de presunto ou de churrasco faz com que ele seja mais aceitável, já que o consumidor vai reconhecer naquele produto um sabor que ele já conhece, de algum outro produto não industrializado que ele já comeu, causando a falsa impressão de que o produto não é tão artificial assim.

Muitos alimentos não possuem em sua composição as frutas que as embalagens anunciam, mas apenas aromatizantes que lhes imitam o sabor e aroma. São encontrados em sopas, carnes enlatadas, biscoitos, bolos, sorvetes, entre outros.

Conservantes

Ao contrário dos corantes e aromatizantes, os chamados conservantes não possuem função de fazer com que os produtos industrializados pareçam ser o que na realidade não são, ou seja, naturais. Sua meta é evitar a ação dos microorganismos que agem na deterioração dos alimentos, fazendo com que durem mais tempo sem estragar.

É possível reconhecer o uso de conservantes na composição dos produtos a partir da leitura dos rótulos das embalagens.

Eles são caracterizados pelos códigos P1 a P10. São encontrados em refrigerantes, concentrados de frutas, chocolates, sucos, queijos fundidos, margarinas, conservas vegetais, carnes, pães, farinhas e em milhares de outros alimentos industrializados.

Antioxidantes

Assim como os conservantes, os antioxidantes procuram manter os alimentos em boas condições de consumo por mais tempo. Eles tem sua principal aplicação em óleos e gorduras, impedindo ou retardando sua deterioração, evitando a formação de "ranço" por algum processo de oxidação.

Podem ser encontrados em sorvetes, leite em pó instantâneo, leite de côco, produtos de cacau, conservas de carne, cerveja, margarina, óleos e gorduras em geral, farinhas, polpa e suco de frutas, refrescos e refrigerantes.

Estabilizantes

São utilizados para manter a aparência dos produtos, tendo como principal função estabilizar as proteínas dos alimentos. É possível identificá-los nos rótulos das embalagens pelos códigos ET1 até ET29.

Acidulantes

São utilizados principalmente nas bebidas com função parecida com a dos aromatizantes.

Os acidulantes podem modificar a doçura do açúcar, além de conseguir imitar o sabor de certas frutas e dar um sabor ácido ou agridoce nas bebidas.

Também aparecem codificados nas embalagens, sendo reconhecidos pela letra H. São encontrados nos sucos de frutas e refrigerantes, entre outros.

Aditivos Alimentares

Os aditivos alimentares são largamente utilizados pela indústria alimentícia. Aqui vale a máxima "é a dose que faz o veneno". Na prática isso significa controlar o consumo de alimentos industrializados, diversificando ao máximo a dieta. Assim, o consumidor elimina o risco de estar acumulando altos níveis de uma determinada substância química no organismo.

A dosagem de cada um dos aditivos considerada segura é determinada pela FAC e pela OMS - respectivamente Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura e Organização Mundial de Saúde.

Veja o significado e a indicação dos estranhos nomes nos rótulos dos produtos industrializados:

C: São corantes naturais (Cl) ou artificiais (C2).

F: Indica aromatizantes ou flavorizantes, que têm o papel de realçar, respectivamente, o odor e o sabor dos alimentos. Há naturais e artificiais.

EP: Sinónimo de espessante, cuja função é dar consistência ao alimento. Geralmente, é de origem vegetal.

U: É o umectante. que impede o ressecamento do alimento.

AU: São os anti-umectantes, que evitam a absorção de umidade.

ET: Indica a presença de estabilizantes para impedir que os diferentes ingredientes se separem. Os mais comuns são óleos naturais.

H: Sigla dos acidulantes, responsáveis por acentuar o sabor ácido do alimento industrializado. Alguns estão naturalmente presentes nas frutas.

D: Ou edulcorantes. Usados nos produtos dietéticos em substituição ao açúcar

P: Significa a presença de conservantes.

A: São os anti-oxidantes, que evitam a rancificação de produtos gordurosos.

Produto
Aditivos Possíveis
Principal Risco
Dicas
Salsicha Antioxidante e realçador de sabor Os conservantes mais usados em embutidos são os nitritos e nitratos, reconhecidamente carcinogênicos. Não se iluda achando que salsichas sem corante tomam-se um alimento saudável. Reduza ao mínimo o consumo de embutidos dando preferência às carnes frescas.
Pudins e Iogurtes Espessante, aromatizante, acidulante, conservante e corante. Nessa classe de produtos, os corantes e conservantes representam o maior risco. Em excesso, podem causar alergias e disfunções digestivas e metabólicas. Pudins feitos em casa são imbatíveis e uma coalhada enriquecida com frutas frescas é uma opção melhor do que o iogurte industrializado.
Hambúrguer Antioxidante, conservante. corante, estabilizante, realçador de sabor. O glutamato monossódico, um reforçador de sabor já foi alvo de acusações de ser carcinogênico, mas não há comprovação científica a respeito. Sempre que possível, substitua o hambúrguer industrializado por um caseiro, feito com carne moída fresca.
Gelatinas, Balas e Doces Acidulante, aromatizante e corantes artificiais Os corantes são os vilões, pelo risco de alergias. A longo prazo, há suspeitas de que possam levar a danos digestivos, metabólicos e até neurológicos. Uma boa substituição são os doces e caramelos caseiros. além de gelatina de folha, transparente. enriquecida com suco natural de frutas.

Fonte: www.consumidorbrasil.com.br

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Desvendando rótulos de alimentos industrializados

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Manter uma alimentação balanceada é um grande desafio para a maioria das pessoas que trabalha fora em tempo integral. A rotina corrida e a falta de tempo acabam levando homens e mulheres a escolher comidas prontas na hora de fazer suas refeições e optar por lanches industrializados, como biscoitos, bolos e sucos de caixinha, já que são mais práticos e fáceis de levar. Mas como recorrer a estas alternativas sem comprometer a saúde?

Segundo a nutricionista da Central de Perícia Médica da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec), Rosana Monteiro, antes de comprar qualquer produto industrializado é essencial não somente olhar a tabela nutricional que vem estampada nos rótulos, como saber interpretá-la corretamente.

Dados recentes do Ministério da Saúde demonstram que aproximadamente 70% das pessoas consultam os rótulos dos alimentos no momento da compra, no entanto mais da metade não compreende adequadamente o significado das informações.

Os rótulos são elementos essenciais de comunicação entre empresas e consumidores e devem trazer uma tabela nutricional com informações sobre a quantidade de calorias, carboidratos, proteínas, gordura total, gordura trans, fibras e sódio presentes em determinada porção de alimento e os valores nutricionais recomendáveis para a população – explica.

Identificar o que significa cada componente e fazer as escolhas de acordo com as necessidades específicas, que podem variar de acordo com gênero, idade, peso e altura, deve ser o ponto de partida. Algumas pessoas que fazem dieta se limitam a olhar o número de calorias dos alimentos e a optar pelo que oferece o valor calórico mais reduzido. Entretanto, de acordo com a nutricionista da Central de Perícia Médica da Sesdec, Érica Oliveira, o dado não pode ser decisivo na hora da compra.

A observação do valor calórico nos rótulos dos alimentos é importante para que o indivíduo evite consumir mais energia do que o necessário, evitando o ganho de peso excessivo. No entanto, a observação isolada do valor calórico não constitui garantia quanto à escolha do alimento mais saudável. Outros nutrientes como o sódio, as gorduras totais, trans e saturadas devem receber atenção especial, pois seu consumo em grandes quantidades está fortemente associado ao desenvolvimento de uma variedade de doenças –, alerta.

Light ou diet

Uma boa alternativa para quem está de dieta é optar por produtos light, que apresentam valor energético ou de nutrientes reduzido, quando comparados ao de um alimento convencional. Já o termo diet pode ser utilizado para denominar alimentos especialmente formulados para portadores de alguma deficiência que exija restrição/ausência de determinados nutrientes na dieta. Pessoas com diabetes, por exemplo, já dispõe de diversas opções de produtos com ausência de açúcar na formulação. Segundo Érica, não necessariamente o conteúdo de açúcares ou energia precisa ser reduzido, uma vez que podem ser alteradas as quantidades de gorduras, proteínas ou sódio. Daí a importância da leitura dos rótulos para adequação do consumo às necessidades individuais.

(Não) Contém Glúten

Certamente você já observou este alerta estampado na embalagem de produtos que tenha consumido.

Mas, afinal, o que representa este componente e por que é importante destacá-lo?

A identificação dos alimentos que contém glúten é indispensável para alertar as pessoas portadoras da doença celíaca, que é uma intolerância permanente ao glúten – proteína presente no trigo, no centeio, na cevada, no malte e na aveia. Portanto, estes indivíduos não podem consumir pães, bolos, bolachas, macarrão, salgados e bebidas que contenham o glúten em sua composição ou processo de fabricação, sob risco de desenvolverem complicações como linfoma intestinal e osteoporose – esclarece Érica.

Desvendando os componentes

Para garantir uma alimentação saudável, é importante priorizar os alimentos minimamente processados, ou seja, cereais integrais, frutas, hortaliças, laticínios e carnes magras.

O indivíduo deve procurar pensar na relação custo-benefício para a saúde e a qualidade de vida que este tipo de escolha será capaz de produzir ao longo do tempo -, destaca Rosana.

Alimentos industrializados devem ser consumidos com cautela, com atenção aos rótulos e levando-se em conta a integridade da embalagem, o prazo de validade e o selo de inspeção. Deve-se dar preferência a produtos com alto percentual de fibras e baixo percentual de gorduras saturadas, gorduras trans e sódio. Para facilitar, as nutricionistas explicam o que significa cada componente da tabela nutricional.

Carboidratos: a principal função é fornecer a energia para as células do corpo, principalmente do cérebro. São encontrados em maior quantidade em massas, arroz, açúcar, mel, pães, farinhas, tubérculos - como batata, mandioca e inhame - e doces em geral.

Proteínas: necessárias para construção e manutenção dos órgãos, tecidos e células. Encontradas nas carnes, ovos, leites e derivados e nas leguminosas (feijões, soja e ervilha).

Gordura total: as gorduras são as principais fontes de energia do corpo e ajudam na absorção das vitaminas A, D, E e K. As gorduras totais referem-se à soma de todos os tipos de gorduras encontradas em um alimento, tanto de origem animal quanto de origem vegetal.

Gorduras saturadas: tipo de gordura presente em alimentos de origem animal. São exemplos: carnes, toucinho, pele de frango, queijos, leite integral, manteiga, requeijão e iogurte. O consumo desse tipo de gordura deve ser moderado, pois quando consumido em grandes quantidades pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças do coração.

Gordura trans: tipo de gordura encontrada em alguns alimentos industrializados como margarinas, cremes vegetais, biscoitos, sorvetes, salgadinhos prontos, produtos de panificação, alimentos fritos e lanches salgados que utilizam as gorduras vegetais hidrogenadas na sua preparação. Considerando que o organismo não necessita desse tipo de gordura, o consumo deve ser reduzido – o limite são dois gramas por dia. Quando consumida em grandes quantidades, pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças do coração.

Fibras alimentares: presente em diversos tipos de alimentos de origem vegetal, como frutas, hortaliças, feijões e alimentos integrais. A ingestão de fibras auxilia no funcionamento do intestino.

Sódio: presente no sal de cozinha e em alimentos industrializados, como salgadinhos de pacote, molhos prontos, embutidos e produtos enlatados, devendo ser consumido com moderação, uma vez que o consumo excessivo pode levar ao aumento da pressão arterial.

Fonte: www.saude.rj.gov.br

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