Abraham Lincoln

Abraham Lincoln

Décimo-sexto Presidente dos EUA (1861-1865). Nasceu em 1809, em Hardin (atual Larue), Kentucky. Nascido numa família extremamente pobre, sua formação foi quase toda de autodidata. Trabalhou como gerente de depósito, de posto de correio e em outras funções de baixa remuneração até formar-se em direito, em 1836. Foi eleito em 1834 para uma legislatura e entrando para o grupo dos Whigs, esteve no Congresso de 1847-1847.

Em 1855, perdeu uma eleição para o senado. Em 1856, entrou para o recém formado Partido Republicano e, em 1858, voltou a ser derrotado numa eleição para o senado. Lincoln não foi um militante do abolicionismo, entendido no meio político dos EUA da época como aqueles que defendiam a imediata abolição da escravidão; Lincoln, que não simpatizava com a escravidão como modo de produção, era contrário à expansão do escravismo para estados que não o possuíam, corrente conhecida como "free-soilism" (free-soil, terra livre). Em 1860, foi indicado para concorrer à presidência. Enfrentando um um Partido Democrata dividido, foi eleito com menos da metade dos votos válidos. Sua eleição provocou a separação de vários estados sulistas, que vieram a formar os Estados Confederados da América, e detonou a Guerra da Secessão (1861-1865).

Lincoln manifestou em várias oportunidades que seu objetivo principal no conflito era manter a unidade da União. Embora o projeto de Lincoln fosse vencer a guerra, enviar os escravos negros de volta à África e para países latinos, e só depois de esvaziar os EUA de sua população negra abolir a escravidão, o prolongamento da guerra o forçou a emancipar, em 1863, os escravos do Sul dos EUA, área sob domínio dos Estados Confederados.

Conseguiu com isso minar a economia local e acelerar o fim do conflito. Esta decisão tornou os ex-escravos cidadãos, impedindo que legalmente viessem a ser deslocados para fora dos EUA, como desejava Lincoln. Visando a promoção da emigração dos negros ex-escravos, os EUA haviam fundado, em 1821, na África uma colônia, a Libéria, incentivando a ida dos negros livres estadunidenses para lá. Lincoln morreu em 15 de abril de 1865, assassinado pelo ator John Wilkes Booth, que o atingiu com um tiro no dia anterior quando Lincoln assistia a uma peça no Ford's Theater, em Washington, capital dos EUA.

Fonte: wwww.geocities.com

Abraham Lincoln

Político norte-americano. Filho de camponeses humildes, aprende a ler e a escrever com grandes dificuldades. Em 1831 abandona a família e continua a sua formação autodidacta. Em 1832 tem uma experiência bélica como capitão na guerra contra os índios. Em 1836 obtém licença para exercer a carreira de Direito e instala-se em Springfield, onde a sua consciência social aumenta.

Em 1846 é eleito representante no Congresso. Ali opõe-se à escravatura, e a sua fama aumenta. Em 1856 filia-se no recém-criado Partido Republicano. Quatro anos mais tarde, em Chicago, é eleito candidato à presidência do Estados Unidos. Nas condições em que se encontra o país, confrontado com o problema da escravatura, entre outros, a eleição de Lincoln para a presidência é considerada pelos estados do Sul como uma provocação. Fazem uso do seu direito de autodeterminação e separam-se. Então o Norte, industrial e poderoso, no comando do general Ulysses Grant, faz-lhes guerra, do que acaba na capitulação do general sulista Robert Lee em 1865.

Lincoln toma medidas para a reconstrução do produtivo Sul, devastado pela guerra. Mas, em 14 de Março de 1865, um actor sulista, J. W. Booth, assassina-o no decurso de uma representação teatral.

Fonte: www.vidaslusofonas.pt

Abraham Lincoln

Nasceu perto de Hodgenville, Kentucky, nos E.U.A. em 12 de Fevereiro de 1809;

Morreu assassinado em Washington, em 15 de Abril de 1865.

Filho de um agricultor de ascendência inglesa, vivendo no Kentucky, um dos primeiros Estados criados após a independência da Grã-Bretanha (1792), na fronteira ocidental do país, Lincoln passou a maior parte da sua infância no território de Indiana, para onde a família se tinha deslocado em finais de 1816, devido a um processo judicial de contestação da propriedade que o pai possuia. A mãe morreu no Outono de 1818, tendo Lincoln e a irmã sido educados pela madrasta, Sarah Bush Johnston, mãe de 2 raparigas e um rapaz, com quem o pai se casou no princípio do Inverno de 1819. Lincoln, filho de pais iletrados, teve uma educação muito pouco cuidada, frequentando a escola muito esporadicamente, mas que, como o próprio afirmava, quando chegou à idade adulta, lhe permitia ler e escrever e fazer algumas contas básicas.

Em 1830 a família mudou-se novamente mais para Oeste, para o território do Illinois, na fronteira. Lincoln, com 21 anos, não querendo ser lavrador começou por tentar várias profissões, mas finalmente estabeleceu-se em Nova Salem, trabalhando em actividades como o comércio, os correios ou no levantamento topográfico. Com o desencadear da Guerra de «Black Hawk» contra tribos índias, alistou-se como voluntário tendo sido eleito capitão da sua companhia. Não tendo, segundo as suas próprias palavras, «visto guerreiros índios vivos», terá entrado em várias «lutas sangrentas contra os mosquitos». Entretanto, candidatou-se à Assembleia Legislativa do Illinois, para onde foi eleito repetidas vezes, após uma primeira tentativa falhada. Pensou em tornar-se ferrador mas finalmente escolheu a advocacia. Tendo aprendido por si próprio gramática e matemática, embrenhou-se nos manuais jurídicos, passado o exame de admissão à advocacia em 1836. No ano seguinte mudou-se para a capital do Illinois, Springfield, onde tinha mais possibilidades de exercer advocacia do que em Nova Salem.

O começo da profissão de advogado foi difícil e muito trabalhosa, tendo de deambular pelo Estado para conseguir clientes. Com o aparecimento dos caminhos de ferro, Lincoln tornou-se advogado da Illinois Central Railroad, tendo defendido a companhia com sucesso, o que lhe deu uma real estabilidade financeira. Tornou-se um advogado reconhecido, tendo também ganho um célebre processo do foro criminal, onde defendeu o seu cliente da acusação de assassínio com a ajuda de um Almanaque que provava que, sendo a noite do crime de Lua Nova, e por isso muito escura, a testemunha do crime não podia ter presenciado o crime claramente.

Em 1842 casou com Mary Todd, mulher com uma sólida educação, pertencente a uma família distinta do Kentucky, e cujos familiares em Springfield faziam parte da elite local. Do casamento nasceram quatro filhos, tendo só o filho mais velho chegado à idade adulta. Com o casamento Lincoln começou a frequentar a igreja Presbiterana local. Sendo considerado um céptico em questões religiosas e um livre-pensador, era um conhecedor profundo da Bíblia, tendo acabado por defender que toda a história era obra de Deus.

Quando Lincoln entrou para a política, no princípio dos anos 30 do século XIX, simpatizava com as ideias de Jackson sobre o desenvolvimento da democracia nos Estados Unidos, mas, ao contrário do presidente dos Estados Unidos, achava que o governo federal devia intervir na ajuda ao desenvolvimento económico. Admirando os dois grandes políticos americanos da década de 40, Henry Clay e Daniel Webster, começou por apoiar o partido Whig, assim chamado, imitando o antigo nome do partido liberal britânico, porque combatia ao aumento dos poderes presidenciais. Lincoln achava que o seu Estado, o Illinois, e o Oeste em geral, precisavam desesperadamente do apoio do governo federal no apoio ao desenvolvimento económico, por meio de um banco nacional, uma barreira alfandegária proteccionista e um programa de desenvolvimento das comunicações.

Como membro da Assembleia legislativa estadual do Illinois, de 1834 a 1840, Lincoln desenvolveu um projecto grandioso, a ser subsidiado por fundos estatais, de criação de uma rede de caminhos-de-ferro, estradas e canais, que foi aprovado, mas que por vários motivos não pôde ser concretizado. A posição de Lincoln sobre a escravatura era, nesta altura, conciliatória defendendo que a escravatura não só «era injusta, mas também era uma má solução», sendo que as «doutrinas abolicionistas tendiam a aumentar, e não a diminuir, os efeitos perniciosos da instituição».

Durante o seu mandato para a Câmara dos Representantes (1847-1849) Lincoln, que apresentou uma lei para a abolição da escravatura na capital federal que não agradou a ninguém, dedicou-se sobretudo a apoiar a eleição de um presidente Whig, o que foi conseguido com a eleição do herói da Guerra do México, Zachary Taylor, mas esta eleição não beneficiou Lincoln da maneira que este esperava.

Afastado da política por um curto espaço de tempo, Lincoln regressou para combater a Lei Kansas-Nebraska, proposta pelo seu rival político Stephen A. Douglas, que permitia a existência da escravatura nestes estados, desde que aprovada pelos seus eleitores. A luta política contra esta medida, que acelerou o declínio do partido Whig, deu origem ao Partido Republicano. Como muitos outros políticos Whig, Lincoln integrou este novo partido em 1856.

Em 1858 Lincoln tentou ser nomeado para o Senado, em vez de Douglas. A campanha eleitoral deu origem a um conjunto de debates, que abordaram sobretudo o tema da escravatura. Foi nessa época que proferiu o célebre discurso Uma Casa Dividida, em que afirmou que uma «casa dividida não se pode manter», insistindo no tema de que as liberdades civis, tanto dos brancos como dos negros, estavam em causa no problema da escravatura. Os debates não conseguiram fazer com que Lincoln fosse eleito, mas tornaram-no uma figura nacional, e fizeram com que, em 1860, fosse pensado para a Presidência dos Estados Unidos. Na verdade, acabou por ser escolhido como candidato do Partido Republicano, ao fim de três votações, na convenção desse ano.

Devido a haver quatro candidatos à eleição, o Partido Democrata estar dividido e o seu Partido unido em seu redor, Lincoln acabou por ser eleito, com 40% dos votos dos eleitores, mas com uma grande maioria no Colégio Eleitoral, sendo que no colégio não obteve nenhum voto dos Estados do Sul.

No período entre a eleição e a tomada de posse de Lincoln, a Carolina do Sul decidiu abandonar a União. Tentou-se chegar a um compromisso, a propósito da divisão territorial entre estados esclavagistas e livres, mas acabou-se por não chegar a nenhum acordo, o que levou outros seis estados do Sul a seguir o exemplo da Carolina do Sul, formando os Estados Confederados da América.

A guerra acabou por ser declarada devido ao cerco do forte Sumter por tropas da Confederação. O forte que tinha sido acabado de construir na baía de Charleston, na Carolina do Sul, e estava guarnecido por tropas federais, foi bombardeado em 12 de Abril de 1861, antes da chegada anunciada de uma coluna de reabastecimento. O novo presidente requereu tropas aos governadores estaduais, o que fez com mais três estados abandonassem a União, entre os quais o importante Estado da Virgínia, e declarou o bloqueio dos portos sulistas. A estratégia de Lincoln era simples. Baseava-se em organizar o maior número possível de tropas e atacar em todos os lados ao mesmo tempo. O peso demográfico e económico dos estados do Norte, far-se-ia sentir mais cedo ou mais tarde, sobre os estados do Sul, e a guerra terminaria. Mas a unidade de comando, necessária para coordenar os esforços dos diferentes exércitos federais, só foi conseguida em Março de 1864, quando Lincoln nomeou o general Grant, vencedor dos exércitos confederados no vale do Misissipi, comandante-chefe das forças da União. A estratégia de 1861 pode ser posta em prática, finalmente, e a rendição do estados do Sul não demorou.

Durante a Guerra Civil a política de Lincoln em relação à escravatura foi-se modificando. Começando por defender a manutenção do statu-quo, isto é, a manutenção da escravatura nos estados em que ela existia, e a proibição da sua expansão para outros estados; a posição de Lincoln tornou-se, no fim da guerra, abertamente abolicionista. Com o decreto presidencial de 1 de Janeiro de 1863, que pôs em prática de acordo com o que considerava serem os poderes do Presidente em tempo de Guerra, e que ficou conhecido como a Proclamação da Emancipação, os escravos nos territórios do Sul sob domínio confederado eram libertos. A medida só libertou 200.000 negros até ao fim da guerra, mas mostrou definitivamente que a abolição da escravatura se tinha tornado um dos objectivos da guerra, para além da manutenção da unidade política. A medida, de duvidosa legalidade, foi seguida por uma Emenda Constitucional, a 13.ª, que proibiu a escravatura nos Estados Unidos da América. A emenda tinha sido prevista no programa político do Partido Republicano, durante a preparação das eleições de 1864.

Durante a guerra, Lincoln teve de preparar a «reconstrução» dos estados do Sul. A questão foi sempre fonte de divisão no Norte e no Partido Republicano. A facção «Radical» defendia que os estados rebeldes deviam ser tratados duramente, enquanto Lincoln e os «Conservadores» defendiam que os territórios deviam regressar à normalidade o mais rapidamente possível, sendo as medidas de regularização da situação o menos duras possíveis. Mas a posição de Lincoln nunca foi muito clara, mesmo após o fim da guerra, parecendo que se começava a aproximar das posições dos «Radicais», quando morreu.

Na noite de 14 de Abril de 1865, uma 6.ª feira Santa, o actor John Wilkes Booth, defensor da escravatura e com ligações fortes ao Sul, membro de uma família famosa de actores, matou Lincoln no Teatro Ford, em Washington.

Com a ajuda do seu antigo sócio na advocacia, que sempre salientou o começo de vida bastante sórdido de Lincoln, este tornou-se o modelo do homem que sobe na vida a pulso.

Fonte: www.arqnet.pt

Abraham Lincoln

Lembrado como o presidente que emancipou os escravos de seu país, Lincoln é considerado um dos inspiradores da moderna democracia e uma das maiores figuras da história americana.

Abraham Lincoln nasceu em Hodgenville, Kentucky, em 12 de fevereiro de 1809. Filho de lavradores, desde cedo teve de trabalhar arduamente. Aos sete anos foi para Indiana com a família, em busca de melhor situação econômica. Pouco depois perdeu a mãe, e o pai casou-se outra vez. Devido à dificuldade de encontrar uma escola no novo domicílio e desejoso de progredir, o jovem Lincoln pedia livros a amigos e vizinhos para ler depois das tarefas diárias. Empregou-se numa serraria e mais tarde em barcos dos rios Ohio e Mississipi. Em 1836, aprovado em exames de direito, tornou-se um advogado muito popular.

No ano seguinte, sua família mudou-se para Springfield, Illinois, onde Lincoln encontrou melhores oportunidades profissionais. Casou-se em 1842 com Mary Todd, mulher inteligente e ambiciosa.

Início político

Filiado ao partido whig (conservador), Lincoln, entre 1834 e 1840, havia se elegido quatro vezes para a assembléia estadual, onde defendera um grande projeto para a construção de ferrovias, rodovias e canais. Nessa época, sua atitude diante do abolicionismo era reservada. Embora considerasse a escravatura uma injustiça social, temia que a abolição dificultasse a administração do país. Entre 1847 e 1849, foi representante de Illinois no Congresso, onde propôs a emancipação gradativa para os escravos, tese que desagradou tanto aos abolicionistas quanto aos escravistas. Mais decisiva foi sua oposição à guerra no México, que o fez perder muitos votos. Sem conseguir se reeleger, afastou-se da política durante cinco anos.

Presidência

A guerra contra o México ampliara o território da União e não era possível prever se a população das novas terras se declararia a favor da escravidão. Instalou-se uma grande polêmica nacional. Lincoln assumiu atitude antiescravagista e transformou-se no paladino dessa tendência após o debate que travou com o senador democrata Stephen Douglas. Em 1858, candidato ao Senado pelo novo Partido Republicano, perdeu as eleições para Douglas, mas tornou-se líder dos republicanos. Em 1860, disputou o pleito para a presidência da república e elegeu-se o 16º presidente dos Estados Unidos.

Guerra de secessão

Ao iniciar seu governo, em 4 de março de 1861, Lincoln teve de enfrentar o separatismo de sete estados escravistas do sul, que formaram os Estados Confederados da América. O presidente foi firme e prudente: não reconheceu a secessão, ratificou a soberania nacional sobre os estados rebeldes e convidou-os à conciliação, assegurando-lhes que nunca partiria dele a iniciativa da guerra. Os confederados, porém, tomaram o forte Sumter, na Virgínia Ocidental. Lincoln encontrou o governo sem recursos, sem exército e com uma opinião pública que lhe era favorável somente em reduzida escala. Com vontade férrea, profunda fé religiosa e confiança no povo, iniciou uma luta que primeiramente lhe foi adversa. Só conseguiu armar sete mil soldados, com os quais começou a guerra.

Num só ano, decuplicou o Exército, organizou a Marinha e obteve recursos. Os confederados haviam consolidado sua situação, com a adesão de mais quatro estados aos sete sublevados. Em meados de 1863 chegaram à Pensilvânia e ameaçaram Washington. Foi nesse grave momento que se travou, em 3 de julho de 1863, a batalha de Gettysburg, vencida pelas forças do norte. Lincoln, que decretara a emancipação dos escravos e tomara outras providências liberais, pronunciou, meses depois, ao inaugurar o cemitério nacional de Gettysburg, o célebre discurso em que definiu o significado democrático do governo do povo, pelo povo e para o povo, e que alcançou repercussão mundial. A guerra continuou ainda por dois anos, favorável à União. Lincoln foi reeleito presidente em 1864. Em 9 de abril de 1865, os confederados renderam-se em Appomattox. Embora considerado conservador ou reformista moderado no início da presidência, as últimas proposições de Lincoln foram avançadas.

Preparava um programa de educação dos escravos libertados e chegou a sugerir que fosse concedido, de imediato, o direito de voto a uma parcela de ex-escravos. Inclinou-se também à exigência dos radicais por uma ocupação militar provisória de alguns estados sulistas, para implantar uma política de reestruturação agrária.

Em 14 de abril de 1865, Lincoln assistia a um espetáculo no Teatro Ford, em Washington, quando foi atingido na nuca por um tiro de pistola desferido por um escravista intransigente, o ex-ator John Wilkes Booth. Transportado para uma casa vizinha, Lincoln morreu na manhã do dia seguinte.

Fonte: www.ccbeunet.br

Abraham Lincoln

Abraham Lincoln (Hodgenville, Kentucky, 12 de Fevereiro de 1809 — Washington, DC, 15 de Abril de 1865) foi o 16º (1861-1865) presidente dos Estados Unidos e o primeiro presidente do Partido Republicano dos Estados Unidos da América.

Décimo sexto presidente dos Estados Unidos da América, governou de 1861 a 1865. Sua eleição para a presidência dos Estados Unidos, em 1860, provocou manifestações que levariam à Guerra de Secessão. Preservou a unidade norte-americana durante essa guerra civil e provou ao mundo que a democracia pode ser uma forma duradoura de governo.

Muitos dos seus discursos e trabalhos escritos constituem um depoimento clássico sobre os ideais e objetivos democráticos. Lincoln foi o primeiro presidente eleito pelo Partido Republicano. Após o seu assassinato, sucedeu-lhe no cargo o vice-presidente Andrew Johnson. O povo norte-americano pouco sabia a respeito de Lincoln quando ele assumiu a Presidência. Nada em sua experiência passada indicava que poderia enfrentar com êxito a maior crise da história do país. Lincoln recebeu menos de 40% da votação popular. Como presidente, foi muitas vezes negligente e pouco eficiente, cedendo a pressões políticas às quais deveria ter resistido.

Mas essas falhas têm pouca importância quando comparadas aos seus grandes méritos. Sua maior qualidade residia na capacidade de compreender os problemas mais graves. No início da Guerra de Secessão, Lincoln percebeu a necessidade de preservar a unidade política do país. Os E.U.A. eram a única democracia importante do mundo. Lincoln sabia que a autonomia revelar-se-ia um fracasso, caso a nação fosse destruída por uma minoria de seu povo. Decidiu então impedir a destruição da nação e da democracia.

Outra grande qualidade de Lincoln era a habilidade que possuía para expressar suas convicções de uma maneira tão clara e vigorosa que milhões de compatriotas seus acabaram por aderir às mesmas. Além desse fato, grande parte da sua força provinha de sua vontade férrea. A Guerra de Secessão tinha de prosseguir até que a unidade política do país fosse restaurada. Caso não tivesse sido conservada, os E.U.A. ter-se-iam dividido em duas nações. Lincoln influenciou o curso da história mundial ao assumir a liderança do Norte durante a Guerra de Secessão. A vida nos E.U.A., durante o governo de Lincoln, girou quase que exclusivamente em torno da Guerra de Secessão. Os pioneiros afluíam às fronteiras do oeste e as cidades mineiras surgiam de um dia para outro. O governo concedeu fazendas aos colonos e reservou terras para escolas que mais tarde tornaram-se universidades estaduais.

Primeiros anos

Nasceu numa família de condição humilde, no Condado de Hardin, próximo à cidade de Hodgenville, Kentucky, e exerceu diversos ofícios manuais até que pôde estudar leis, abrindo seguidamente cartório em Springfield. Em 1816, sua família mudou-se para o estado de Indiana, onde Lincoln viveu dos sete aos 21 anos. Seus estudos, segundo suas próprias palavras, resumiam-se, nessa época, a saber ler, escrever e fazer as quatro operações. No estado havia escassez de livros e papel, e a Bíblia era provavelmente o único livro existente em casa de seus pais. Lincoln a estudou a fundo, vindo mais tarde a enriquecer seus discursos e trabalhos escritos com citações bíblicas. Em 1831, Lincoln mudou-se sozinho para a aldeia de New Salem, no estado de Illinois, empregando-se como balconista numa loja. Em New Salem, onde viveu quase seis anos, tornou-se agente postal e mais tarde foi eleito deputado por Illinois (1834-1840) e membro do Senado (1844-1848).

Durante seu segundo mandato na Assembléia, Lincoln começou a estudar Direito e completou sua formação, tomou livros emprestados, estudou-os e, em 1836, obteve licença para exercer a advocacia. No ano seguinte mudou-se para a nova capital do Estado, Springfield, onde, juntamente a outros, constituiu um escritório de advocacia. Em 1842, casou-se com Mary Todd e, dois anos depois, montou um novo escritório em sociedade com William Herndon. Essa sociedade jamais foi desfeita. A prática da advocacia em Illinois não era especializada no tempo de Lincoln. Durante seis meses em cada ano, Lincoln integrava os tribunais itinerantes do estado percorrendo vários municípios e aceitando os casos que lhe eram apresentados. Sua atuação como advogado o tornou conhecido em todo o Illinois. Em 1846, foi eleito para a Câmara de Representantes federal. De 1847 a 1849, Lincoln atuou no Congresso, onde se tornou impopular por causa da oposição que fez ao presidente James K. Polk, culpando-o pela guerra com o México. Desistiu de tentar a reeleição e voltou a exercer a advocacia. Uma súbita mudança na política nacional em relação à escravidão trouxe Lincoln de volta à política. O Acordo do Missouri proibira, em 1820, a escravidão nos novos territórios situados ao norte da fronteira sul do Missouri.

Em 1854, o senador Stephen A. Douglas apresentou uma lei para organizar os territórios de Kansas e Nebraska que repelia o Acordo do Missouri, estabelecendo que os colonos deveriam decidir se desejavam ou não a escravidão. Lincoln era contrário a essa lei. Em 1858, disputando uma vaga ao Senado com Douglas, Lincoln desafiou-o para uma série de debates em torno da extensão da escravidão nos territórios livres. Lincoln perdeu as eleições, mas transformou-se numa figura de destaque nacional, possibilitando assim sua candidatura à Presidência em 1860, tendo estado essa atuação relacionada, também, com a fundação do Partido Republicano dos Estados Unidos da América em 1854. Em 1860, a assembleia nacional republicana apresentou-o como candidato à presidência da nação.

O Governo de Lincoln

A marcha dos acontecimentos acelerou-se no Sul durante os meses que antecederam a posse de Lincoln na Presidência. Vários líderes do Sul haviam ameaçado retirar seus estados da Federação, caso Lincoln ganhasse as eleições. Quando ele tomou posse, em março de 1861, sete estados do Sul haviam-se retirado e mais quatro fizeram o mesmo depois. Esses estados formaram, então, a Confederação dos Estados da América. Apesar de ter intentado um esforço extraordinário de conciliação, a sua escolha eleitoral para aquele cargo provocou a eclosão da Guerra Civil Americana. Em 12 de abril, os confederados bombardeavam o forte Sumter. Lincoln enfrentou a crise com energia: decretou o bloqueio dos portos sulistas e aumentou o Exército além dos limites impostos pela lei.

Após perderem as primeiras batalhas, os nortistas acabaram por vencer a guerra, a qual durou quatro anos e deixou um saldo de 600 mil mortos. Apesar dos insucessos iniciais e da conseqüente impopularidade, Lincoln jamais se deixou abater. Para ele, os E.U.A. representavam uma experiência da capacidade de um povo para se governar a si mesmo. Caso falhasse, os reis, os ditadores e seus defensores poderiam dizer que o povo não era capaz de ter autonomia e que alguém deveria governá-lo. Lincoln julgava que na Guerra de Secessão estava em jogo o destino da democracia mundial. Em 22 de Setembro de 1862 publicou a proclamação que concedia a liberdade aos escravos dos Estados confederados. Aos olhos das outras nações, a libertação deu um novo sentido à Guerra e abriu caminho para a abolição da escravatura em todo o país, em 1865. Em 1864, as vitórias dos nortistas possibilitaram a reeleição de Lincoln, cujo novo mandato teve início no ano seguinte.

O assassinato

Em 1 de Abril de 1865 terminava a guerra civil. Na noite de 14 de abril de 1865, alguns dias após o término da guerra, Lincoln foi assassinado no Teatro Ford, em Washington, Distrito de Columbia, enquanto assistia a uma peça. O sulista John Wilkes Booth, o assassino, um dos atores mais conhecidos da época, desfechou um tiro na cabeça do presidente, que veio a falecer na manhã do dia seguinte. O ator era um defensor da causa sulista na Guerra de Secessão. Enquanto ocupou a Presidência, Lincoln foi duramente criticado, mas, após sua morte, até mesmo seus inimigos elogiaram-lhe a grandeza de espírito e abnegação. É até hoje uma das figuras históricas mais admiradas nos E.U.A. Lincoln foi substituído no cargo pelo vice-presidente Andrew Johnson.

Muitos dos seus discursos e trabalhos escritos constituem um depoimento clássico sobre os ideais e objetivos democráticos.

Coincidências entre Kennedy e Lincoln

Um capítulo à parte deve ser dado a fatos envolvendo John F. Kennedy e Abraham Lincoln. Não foram apenas os únicos presidentes americanos a serem assassinados enquanto exerciam seus mandatos; uma sucessão de semelhanças entre as trajetórias de ambos chama a atenção por ultrapassar os limites da mera coincidência.

John Kennedy foi eleito para o Congresso norte-americano em 1946. Lincoln, em 1846;

Kennedy foi eleito presidente em 1960. Lincoln, em 1860;

A secretária de Kennedy tinha o sobrenome Lincoln, e vice-versa;

As secretárias de Kennedy e Lincoln tiveram pressentimentos das mortes de seus chefes;

Ambos os sucessores tinham o sobrenome Johnson. Andrew, que sucedera a Lincoln, nasceu em 1808. Lyndon, que ocupou o cargo com a morte de Kennedy, nascera em 1908;

Ambos os assassinos eram racistas declarados e foram mortos antes de seus julgamentos;

John Wilkes Booth, que matou Lincoln, nasceu em 1839. Lee Harvey Oswald, algoz de Kennedy, em 1939. Os nomes de ambos têm um total de quinze letras;

Booth atirou em Lincoln em um teatro e foi pego em um depósito. Oswald disparou contra Kennedy de um depósito - e fora preso em um teatro. Ambos os sobrenomes têm sete letras

Fonte: pt.wikipedia.org

Abraham Lincoln

A percepção de Lincoln era lenta, fria, clara e exata. Tudo se lhe aparecia em suas formas e cor precisas. Nenhuma ilusão, engano, falsidade ou aparência jamais passou desapercebida diante dele. Ele via tudo através de lentes mentais perfeitas. Não havia nenhuma difração ou refração." William Herndon, sócio de Lincoln em um escritório de advocacia

Abraham Lincoln, o 16º presidente dos Estados Unidos, nasceu em 12 de fevereiro de 1809, em uma cabana de troncos de 4,87m X 5,48m, com apenas um cômodo, uma janela e chão de terra batida, em Hodgenville, Kentucky.

Pouco se sabe sobre seus ancestrais, mas o primeiro Lincoln a ir para a América do Norte foi Samuel Lincoln, um aprendiz de tecelão, que se fixou em Hingham, Massachussets, em 1637. Dali a família se espalhou pela Virgínia, onde em 1778 nasceu o pai de Abraham, Thomas Lincoln. Com quatro anos, a família de Thomas se mudou para o Kentucky, onde seu pai foi morto por índios, quando ele tinha oito anos.

Órfão de pai e sem nunca ter ido à escola, Thomas tornou-se carpinteiro e fazendeiro. Aos 28 anos, casou-se com uma moça de 22, Nancy Hanks. Ela nasceu por volta de 1784, mas pouco se sabe sobre a família dela, que se transferiu para o Kentucky, quando ela ainda era bebê. Alguns estudiosos dizem que Nancy era analfabeta, mas outros dizem que sabia ler.

O casal, Thomas e Nancy, se estabeleceram inicialmente em Elizabethtown, Kentucky, onde tiveram o primeiro filho, Sarah, uma menina. Em 1808, compraram uma fazenda em Hodgenville, onde nasceu o segundo filho, que recebeu o nome do avô, Abraham.

Em 1811, os Lincolns se mudaram para uma nova fazenda, cerca de 16 Km da antiga. Em 1815, Lincoln, com seis anos, e sua irmã, com oito, foram para escola aprender ler, escrever e calcular. Mesmo distando cerca de três quilômetros da casa deles, Abraham e sua irmã freqüentaram-na, mostrando grande interesse e prazer em ler e escrever.

Em dezembro de 1816, a família de Lincoln mudou-se novamente, mas para um outro estado, Indiana. A mudança foi gerada por dois motivos: a procura por terras mais férteis e a vontade de habitar um local livre da escravidão, já que os pais dele eram de uma parte da Igreja Batista, que condenava a escravidão.

A mudança não foi feita em um momento favorável. Naquele ano, o inverno foi muito rigoroso e os Lincolns tiveram grandes dificuldades durante o trajeto e em seu estabelecimento. Enquanto sua mãe e Sarah ficavam em um acampamento temporário, seu pai e ele trabalhavam diariamente para abrir uma clareira na floresta e construir uma cabana de troncos, semelhante à casa onde Abraham havia nascido. Nessa época, Abe, como era chamado carinhosamente por seus familiares, tinha oito anos e apresentava uma altura e uma força superior aos meninos de sua idade, além disso, já sabia manusear um machado com grande habilidade. Mesmo com as dificuldades, eles conseguiram construir a cabana e iniciar a nova vida.

AS PORTAS DO MUNDO SE ABREM

A partir de 1826, Abraham iniciou uma atividade que o levaria a conhecer o mundo exterior. Naquele ano, ele se empregou com ajudante de balseiro no rio Ohio e no ano seguinte, aos 18 anos, construiu seu primeiro barco para levar passageiros até os navios.

Em 1828, Lincoln fez sua primeira viagem de longa distância em um rio. Um comerciante James Gentry contratou-o para levar uma chata com mercadorias para Nova Orleans. Abe e o filho do comerciante construíram o barco e realizaram a viagem de 1.600 Km pelos rios Ohio e Mississipi. Em Nova Orleans, Lincoln tomou contato com uma metrópole, um mundo diferente do que estava acostumado em Indiana. A cidade o deixou fascinado, mas também surpreso. Pela primeira vez, Lincoln viu um mercado de escravos.

Após três meses em Nova Orleans, Lincoln e o filho do comerciante voltaram para Indiana. Para ajudar seu pai, Abe se tornou balconista em uma loja e todo o dinheiro conseguido por ele foi empregado na compra de uma nova propriedade em Illinois. Em março de 1830, sua família iniciou uma nova mudança. Essa viagem seria a última com sua família, pois ao completar 21 anos, Abraham sairia de casa e seguiria seu próprio caminho. Parece, que a separação de Lincoln do restante de sua família teve algo relacionado com seu pai, Thomas, pois depois de sair de casa, Abraham nunca mais veria seu pai e quando ele morreu, em 1851, Lincoln não se esforçou para ir ao seu enterro, embora a distância fosse de apenas 150 Km.

Aos 21 anos, Lincoln era um jovem alto, 1,90m, mas tinha um aspecto desajeitado, com suas roupas sempre curtas para o seu exagerado tamanho. Apesar de sua aparência desajeitada, Lincoln era um autodidata. Adorava ler, conhecia os artigos da Constituição dos Estados Unidos e os princípios da Declaração de Independência das 13 colônias. Lia Shakespeare e Byron, escrevia poesia e se interessava pelo Direito, ficando por horas nas salas dos tribunais ouvindo as discussões entre os advogados. Não era filiado a nenhuma religião, mas acreditava na existência de Deus e em sua força sobre o destino dos homens.

"Sou jovem e vocês não me conhecem. Nasci e vivi na humildade. Não tenho conhecidos ricos ou populares para me recomendar. Estou nas mãos dos eleitores independentes deste condado e, se for eleito, compensarei a confiança que em mim depositaram trabalhando incansavelmente."

DEPUTADO FEDERAL

"Pode-se enganar a todos algumas vezes; pode-se até enganar a alguns o tempo todo; mas não se pode enganar a todos o tempo todo." Abraham Lincoln

Em 1846, Lincoln concorreu a uma cadeira no Congresso Federal e foi eleito. No início de dezembro de 1847, ele, sua esposa e seus dois filhos, Robert e Edward foram morar em uma pensão, em frente ao Capitólio, que abrigava outros deputados e senadores, a Colina do Capitólio. O novo deputado de Illinois partiu rapidamente para o trabalho, mas sua esposa não conseguiu agüentar a vida na capital e após três meses abandonou a cidade, levando seus filhos para a casa de seu pai em Lexington.

O mandato de Lincoln como deputado começou em um momento muito especial para os Estados Unidos. Um ano antes, havia começado a Guerra Mexicana, e o presidente James Polk solicitava dinheiro para a guerra. Os whigs, especialmente Lincoln, se envolveram em uma disputa política contra o presidente Polk, recriminando a entrada dos Estados Unidos na guerra. Segundo Lincoln e outros whigs, a guerra era desnecessária e inconstitucional. Paralelamente a isso, discutia-se a Cláusula Wilmot, que proibia a existência da escravidão nos territórios que fossem conquistados ao México. Lincoln e outros whigs apoiaram a proposta, mas esse envolvimento político custaria caro. Lincoln e muitos de seus correligionários foram acusados pelos eleitores de não apoiarem os Estados Unidos e perderam o apoio popular.

Mesmo tendo aprovado os créditos para guerra, Lincoln percebeu que não conseguiria se reeleger e não concorreu na próxima eleição. Fora do Congresso, ele esperava ser convidado para o cargo de Comissário do Serviço Geral Fundiário, importante cargo que controlava as terras desocupadas da União, mas acabou preterido. Recebeu o convite para trabalhar no gabinete do governador do território do Oregon, mas preferiu ficar com sua família, voltando a Springfield em 1849.

FRASES E PENSAMENTOS

01 Não sei o que foi meu avô. Estou muito mais interessado em saber o que será meu neto.

02 Quando faço o bem, sinto-me bem, e quando faço o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião.

03 Não me interessa nenhuma religião cujos princípios não melhoram nem tomam em consideração as condições dos animais.

04 Meu ponto de vista inicial sobre a insalubridade do esquema de salvação cristão e da origem humana das escrituras, se tornou mais claro e mais forte no decorrer dos anos e não vejo razão alguma para mudá-lo.

05 Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.

06 Casamento não é o paraíso nem o inferno - é apenas o purgatório.

07 Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afiando meu machado.

08 Quase sempre a maior ou menor felicidade depende do grau de decisão de ser feliz.

09 Nenhum homem é bom o bastante para governar os outros sem seu consentimento.

10 Os que negam liberdade aos outros não merecem liberdade.

11 É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é tolo, do que falar e acabar com a dúvida.

12 Nunca conseguirás convencer um rato de que um gato traz boa sorte.

13 O homem que trabalha somente pelo que recebe, não merece ser pago pelo que faz.

14 Se a escravidão não é crime, não há crimes.

15 Suavizar penas alheias é esquecer as próprias.

Fonte: www.nethistoria.com

Abraham Lincoln

Lembrado como o presidente que emancipou os escravos de seu país, Lincoln é considerado um dos inspiradores da moderna democracia e uma das maiores figuras da história americana.

Abraham Lincoln nasceu em Hodgenville, Kentucky, em 12 de fevereiro de 1809. Filho de lavradores, desde cedo teve de trabalhar arduamente. Aos sete anos foi para Indiana com a família, em busca de melhor situação econômica. Pouco depois perdeu a mãe, e o pai casou-se outra vez. Devido à dificuldade de encontrar uma escola no novo domicílio e desejoso de progredir, o jovem Lincoln pedia livros a amigos

e vizinhos para ler depois das tarefas diárias. Empregou-se numa serraria e mais tarde em barcos dos rios Ohio e Mississipi. Em 1836, aprovado em exames de direito, tornou-se um advogado muito popular.

No ano seguinte, sua família mudou-se para Springfield, Illinois, onde Lincoln encontrou melhores oportunidades profissionais. Casou-se em 1842 com Mary Todd, mulher inteligente e ambiciosa.

Início político

Filiado ao partido whig (conservador), Lincoln, entre 1834 e 1840, havia se elegido quatro vezes para a assembléia estadual, onde defendera um grande projeto para a construção de ferrovias, rodovias e canais. Nessa época, sua atitude diante do abolicionismo era reservada. Embora considerasse a escravatura uma injustiça social, temia que a abolição dificultasse a administração do país. Entre 1847 e 1849, foi representante de Illinois no Congresso, onde propôs a emancipação gradativa para os escravos, tese que desagradou tanto aos abolicionistas quanto aos escravistas. Mais decisiva foi sua oposição à guerra no México, que o fez perder muitos votos. Sem conseguir se reeleger, afastou-se da política durante cinco anos.

Presidência

A guerra contra o México ampliara o território da União e não era possível prever se a população das novas terras se declararia a favor da escravidão. Instalou-se uma grande polêmica nacional. Lincoln assumiu atitude antiescravagista e transformou-se no paladino dessa tendência após o debate que travou com o senador democrata Stephen Douglas. Em 1858, candidato ao Senado pelo novo Partido Republicano, perdeu as eleições para Douglas, mas tornou-se líder dos republicanos. Em 1860, disputou o pleito para a presidência da república e elegeu-se o 16º presidente dos Estados Unidos.

Guerra de secessão

Ao iniciar seu governo, em 4 de março de 1861, Lincoln teve de enfrentar o separatismo de sete estados escravistas do sul, que formaram os Estados Confederados da América. O presidente foi firme e prudente: não reconheceu a secessão, ratificou a soberania nacional sobre os estados rebeldes e convidou-os à conciliação, assegurando-lhes que nunca partiria dele a iniciativa da guerra. Os confederados, porém, tomaram o forte Sumter, na Virgínia Ocidental. Lincoln encontrou o governo sem recursos, sem exército e com uma opinião pública que lhe era favorável somente em reduzida escala. Com vontade férrea, profunda fé religiosa e confiança no povo, iniciou uma luta que primeiramente lhe foi adversa. Só conseguiu armar sete mil soldados, com os quais começou a guerra. Num só ano, decuplicou o Exército, organizou a Marinha e obteve recursos.

Os confederados haviam consolidado sua situação, com a adesão de mais quatro estados aos sete sublevados. Em meados de 1863 chegaram à Pensilvânia e ameaçaram Washington. Foi nesse grave momento que se travou, em 3 de julho de 1863, a batalha de Gettysburg, vencida pelas forças do norte. Lincoln, que decretara a emancipação dos escravos e tomara outras providências liberais, pronunciou, meses depois, ao inaugurar o cemitério nacional de Gettysburg, o célebre discurso em que definiu o significado democrático do governo do povo, pelo povo e para o povo, e que alcançou repercussão mundial. A guerra continuou ainda por dois anos, favorável à União. Lincoln foi reeleito presidente em 1864. Em 9 de abril de 1865, os confederados renderam-se em Appomattox. Embora considerado conservador ou reformista moderado no início da presidência, as últimas proposições de Lincoln foram avançadas. Preparava um programa de educação dos escravos libertados e chegou a sugerir que fosse concedido, de imediato, o direito de voto a uma parcela de ex-escravos. Inclinou-se também à exigência dos radicais por uma ocupação militar provisória de alguns estados sulistas, para implantar uma política de reestruturação agrária.

Em 14 de abril de 1865, Lincoln assistia a um espetáculo no Teatro Ford, em Washington, quando foi atingido na nuca por um tiro de pistola desferido por um escravista intransigente, o ex-ator John Wilkes Booth. Transportado para uma casa vizinha, Lincoln morreu na manhã do dia seguinte.

Fonte: www.ccbeunet.br