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Gilberto Freyre

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Biografia

Nascimento: 15 de março de 1900, Recife, Pernambuco

Falecimento: 18 de julho de 1987, Recife, Pernambuco

Formação: Universidade Baylor, Universidade Columbia

Filhos: Sônia Freyre, Fernando de Mello Freyre

Livros:

Casa-Grande & Senzala: 1933

Sobrados e Mucambos: 1963

Ordem e Progresso: 1970

Interpretação do Brasil: 1945

Manifesto regionalista: 1926

Gilberto Freyre (1900-1987) foi um sociólogo e escritor brasileiro que propôs uma nova interpretação do Brasil e seu passado com base em uma moderna compreensão antropológica da raça.

Gilberto de Mello Freyre nasceu em uma família distinta em 15 de março de 1900, em Recife, no Brasil, no coração da economia da cana-de-açúcar no nordeste.

Pouco se sabe sobre sua mãe, Mello Freyre, exceto que em sua adolescência, ela aprendeu as línguas modernas e o latim.

Seu pai, Dr. Alfredo Freyre, era professor de direito, um pensador livre e um católico conservador. Ele também era um grande admirador das tradições anglo-saxões e, depois de ensinar Inglês para o seu filho, o matriculou em uma escola missionária Batista dirigido por americanos. A inteligência do jovem Freyre e sua conversão ao protestantismo levou seus professores para organizar uma bolsa de estudos para ele em 1918 na Universidade de Baylor em Waco, Texas.

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Pais de
 Gilberto Freyre

Após a formatura, Gilberto Freyre se inscreveu na Universidade de Columbia, onde obteve o mestrado em Ciências Políticas e Ciências Sociais.

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Formatura de Gilberto Freyre

Na Colômbia, Gilberto Freyre diz ter perdido fé em sua religião protestante, mas adquiriu um novo entusiasmo: a antropologia cultural. O avançado antropólogo pioneiro, Franz Boas, foi seu professor na Universidade de Columbia e teve uma influência especialmente profunda sobre Freyre. Como seu discípulo, ele soube que a mistura de corrida era provavelmente a maior conquista do Brasil, em vez de ser a causa de sua falta de desenvolvimento (como defendiam os darwinistas sociais da época). Em vez da mistura racial, Freyre começou a acreditar que fatores sociais e culturais, especialmente a escravidão, poderiam explicar o atraso do país.

Além disso, neste momento, Freyre ficou fascinado com a possibilidade de interpretar o Brasil ao olhar para o passado. Sua tese de mestrado sobre “A vida social no Brasil no século do meio do século XIX” foi publicada em inglês imediatamente após a conclusão.

Depois de se formar na Universidade de Columbia e viajar pela Europa por um ano, Gilberto Freyre voltou ao Brasil em 1922, cheio de novas idéias.

Uma delas era a importância da diferenciação regional dentro de um país tão grande quanto o Brasil. Sentiu-se que, aproveitando as ricas tradições locais (da arquitetura às artes culinárias), os brasileiros poderiam manter sua identidade diante de um mundo alienante moderno.

Com isso em mente, ele organizou uma conferência regionalista em Recife em 1925 e encorajou o desenvolvimento de romancistas locais, poetas e artistas.

Em 1927, ele foi nomeado Oficial de Gabinete do Governador Estácio de Albuquerque. Mas seu envolvimento político levou a deixar o país e ir para Portugal primeiro, e depois aos Estados Unidos, quando, em 1930, uma junta militar assumiu o controle do Brasil e colocou Getúlio Vargas no poder como governante ditatorial até 1945.

Em Portugal trabalhou como tradutor e elaborou o livro que se tornaria “Casa-Grande & Senzala”, seu livro mais famoso.

Nos Estados Unidos, Freyre foi convidado a ensinar como Professor Visitante na Universidade de Stanford. Durante esse período, Freyre percorreu o sul dos EUA, observando suas semelhanças com o próprio nordeste e começou a desenvolver e aperfeiçoar uma ampla dissertação sobre as origens patriarcais da organização social brasileira.

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Casa-Grande & Senzala

Voltando ao Brasil, em 1933, ele publicou talvez o seu livro mais famoso, “Casa-Grande & Senzala”, no qual ele mostra o desenvolvimento da sociedade brasileira a partir das influências dos portugueses, índios e escravos africanos. O trabalho foi criticado como uma idealização da relação paternalista entre mestres e escravos. Por outro lado, o livro ganhou elogios internacionais por seu autor e deu aos brasileiros um senso de identidade nacional e de pertença em conjunto.

Também fez de Freyre um nome familiar entre brasileiros alfabetizados. O trabalho ainda é creditado com a exposição do patrimônio cultural brasileiro e fornecendo uma fonte de orgulho nacional.

Também na década de 1930, Freyre introduziu uma controvérsia sobre a teoria da “democracia racial brasileira”, que argumentava que a mistura racial (que era vista no Brasil) iria enriquecer a cultura. Freyre acreditava que a tradição ibero-católica desempenharia um papel proeminente dentro da cultura híbrida, mas a miscigenação entre todas as raças produziria uma raça unificada e robusta e permitiria que todos alcançassem oportunidades dentro da sociedade.

Em 1936, Freyre foi nomeado para uma cadeira em sociologia na Universidade do Brasil e publicou “Sobrados e mucambos”, uma sequela de “Casa-Grande & Senzala” e Os mestres e os escravos. Um terceiro trabalho da série, “Ordem e progresso” foi publicado muito mais tarde, em 1959.

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Gilberto Freyre

Gilberto Freyre foi o principal motor no primeiro Congresso de Estudos Afro-Brasileiros em 1934 com o objetivo de estudar as minorias africanas.

Em 1941 casou-se com Madalena Guedes Pereira, da Paraíba.

Em 1945, quando a Segunda Guerra Mundial terminou, Vargas foi deposto em um golpe militar sem sangue, Freyre foi escolhido como Constituinte para a Câmara e depois eleito para o primeiro mandato democrático fora da Constituição de 1946 (no período conhecido como Segundo República). O contributo de Gilberto Freyre para a nova constituição foi creditado como importante graças a suas idéias sociológicas.

No Congresso Brasileiro, propôs a criação de institutos de pesquisa social em todo o país, o primeiro dos quais foi estabelecido em julho de 1949 como o Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais.

Em 1950, tornou-se diretor do Centro Regional de Pesquisa Educacional em Recife, advogando uma política educativa atenta à diversidade do Brasil.

Pouco depois ele aceitou um convite do governo português para visitar as províncias portuguesas em África, onde Freyre desenvolveria sua teoria do Lusotropicalismo.

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Gilberto Freyre

O lusotropicalismo é uma extensão das teorias adotadas nos livros da década de 1930 e refere-se à propensão dos portugueses como colonos europeus mais qualificados, adaptar-se e viver em um ambiente e misturar harmoniosamente as várias culturas e raças graças ao clima quente e tropical de Portugal e aos anos da habitação dos impérios e culturas europeus. Ele escreveu muitos livros sobre colonos portugueses e misturando raças de 1930-1960.

Freyre continuou a escrever e dar uma palestra. Ele foi reconhecido pelos estudiosos americanos e europeus como sociólogo, político e escritor.

Além disso, ele foi reconhecido como o intelectual brasileiro mais influente deste século.

Gilberto Freyre morreu em 18 de julho de 1987, em Recife. Ele tinha 87 anos.

Fonte: Portal São Francisco

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