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Helio Oiticica

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Nascimento: 26 de julho de 1937, Rio de Janeiro.

Falecimento: 22 de março de 1980, Rio de Janeiro.

Helio Oiticica – Vida

Helio Oiticica foi um artista brasileiro que trouxe novas formas de expressão para a arte realizada no país, caracterizado pelo experimentalismo, o performático e a superação do padrão artístico burguês.

Inicia, junto com o irmão César oiticia (1939), estudos de pintura e desenho com Ivan Serpa (1923-1973) no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ, em 1954.

Neste ano, escreve seu primeiro texto sobre artes plásticas; a partir daí o registro escrito de reflexões sobre arte e sua produção torna-se um hábito. Participa do Grupo Frente em 1955 e 1956 e, a partir de 1959, integra o Grupo Neoconcreto. Abandona os trabalhos bidimensionais e se interessa por outras formas de expressão, procurando retirar a pintura do quadro e levá-la para o espaço; cria relevos espaciais, bólides, capas, estandartes, tendas e penetráveis.

Em 1964, começa a criar as chamadas manifestações ambientais. Na abertura da mostra Opinião 65, no MAM/RJ, protesta quando seus amigos integrantes da escola de samba Mangueira são impedidos de entrar, sendo expulso do museu. Realiza, então, uma manifestação coletiva em frente do museu, na qual os Parangolés são vestidos pelos amigos sambistas. Participa das mostras Opinião 66 e Nova Objetividade Brasileira, apresentando, nesta última, a manifestação ambiental Tropicália. Em 1968, realiza no Aterro do Flamengo a manifestação coletiva Apocalipopótese, da qual fazem parte seus Parangolés, os Ovos de Lygia Pape (1929) e o Dog´s Act de Rogério Duarte. Em 1969, realiza na Whitechapel Gallery, em Londres, o que chama de Whitechapel Experience, apresentando o projeto Éden. Vive em Nova York durante a maior parte da década de 70, período no qual é bolsista da Fundação Guggenheim, participa da mostra Information, no MoMa, e retorna ao Brasil em 1978.

Em 1981, é criado no Rio de Janeiro o Projeto Helio Oiticica, destinado a preservar, analisar e divulgar sua obra, dirigido por Lygia Pape, Luciano Figueiredo (1948) e Waly Salomão (1943-2003). Entre 1992 e 1997, o Projeto HO realiza uma grande mostra retrospectiva, itinerante pelas cidades de Roterdã (Holanda), Paris (França), Barcelona (Espanha), Lisboa (Portugal), Mineápolis (Estados Unidos) e Rio de Janeiro. Em 1996, a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro funda o Centro de Artes Helio Oiticica, que pretende abrigar todo o acervo do artista e colocá-lo à disposição do público.

Helio Oiticica – Biografia

Helio Oiticica
Helio Oiticica

Helio Oiticica nasceu em 1937 no Rio de Janeiro (RJ), e morreu em 1980. Estudou pintura com Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna, em 1945. Participou do Grupo Frente (1955-1957) e do grupo Neo-Concreto (1959-1961). Em 1959, realizou as primeiras estruturas espaciais e em seguida as primeiras experiências ambientais. Desde então recusou todo o conceito convencional da arte e da obra de arte.

A partir de 1963 criou os “Bólides” (caixas-construções com diferentes materiais); de 63 até o final da década de 60, no Rio, realizou uma série de eventos ambientais e de participação coletiva (Parangolé, 1965; Sala de Sinuca, 1966; Tropicália, 1967; Apocalipopótese, 1968).

De 1970 em diante, realizou, em Nova York, projetos utilizando as mais variadas linguagens (textos, performances, filmes etc). De volta ao Brasil em 1978, realizou as manifestações ambientais “Nas Quebradas e Rijanviera”, e o evento coletivo “Kleemania”.

oiticia foi um artista de vanguarda, radical na busca da experiência-limite, desenvolveu uma linguagem muito pessoal em sua obra de caráter tanto construtivo quanto desconstrutor.

Sua inventividade não se dava apenas no campo das artes plásticas. E de Hélio, por exemplo, a criação do termo “tropicália”, título de uma obra sua, exposta em 1967. Essa palavra foi adotada tempos depois por Caetano Veloso na canção-manifesto do movimento musical com mesmo nome.

Hélio também participou da literatura concreta dos anos 50. Foi na casa do pai de Hélio que Ferreira Gullar fez o “Poema Enterrado”— uma caixa d’água enterrada no quintal. Dentro dela encontrava-se vários cubos coloridos e embaixo de tudo a palavra “rejuvenesça”. Segundo Gullar, esse foi “o único poema com endereço da literatura brasileira”.

Para o crítico e escritor Bernardo Carvalho, “uma das principais questões da arte de Helio Oiticica (…) é justamente a confusão entre vida e obra, colocando a arte fora da definição corrente de arte, onde ela é menos esperada, fora da legitimização oficial, para que possa voltar a ser arte de verdade. Daí as comparações entre o artista e o poeta, ator e dramaturgo francês Antonin Artaud. Desde seus ‘penetráveis’ (ambientes concebidos para que o espectador vivesse uma experiência ao penetrá-los), nos anos 60, até os ‘parangolés’ (arte para ser vestida e não mais simplesmente observada), tudo em Helio Oiticica girava dentro da perspectiva de transformar a vida em arte, cada milímetro de vida, o que explica a metamorfose da experiência cotidiana do artista em obra, através das instruções e anotações obsessivas que deixou.”

Entre as principais mostras que Hélio participou estão: Exposição Internacional de Arte Concreta, em Zurique, Suíça, 1960; Coletiva Neo-Concreta, no MAM (SP), 1961; Bienal Nacional de Salvador, na qual ganhou o Prêmio Especial de Pesquisa, em 1965; Retrospectiva na Whitechapel Gallery, em Londres, Inglaterra, 1969.

Helio Oiticica
O artista Helio Oiticica, em foto de 1979

Nascimento/Morte

1937 – Rio de Janeiro RJ – 26 de julho
1980 –
Rio de Janeiro RJ – 22 de março

Vida Familiar

Filho do fotógrafo, pintor, professor e entomologista José oiticia Filho (1906 – 1964)
Irmão do pintor e arquiteto César oiticia (1939)

Formação/Cronologia

Artista performático, pintor, escultor

1937/1947 – Rio de Janeiro RJ – É educado pela mãe, Angela oiticia, até os 10 anos, pois seu pai é contra o sistema educacional vigente
1947/1950 – Washington (Estados Unidos) –
Freqüenta a Thompson School
1954 – Rio de Janeiro RJ –
Estuda pintura com Ivan Serpa (1923 – 1973) no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM/RJ
1961 – Rio de Janeiro RJ
– Projeto Cães de Caça (maquete), no MAM/RJ. O projeto compreende cinco penetráveis, o Poema Enterrado de Ferreira Gullar (1930) e o Teatro Integral de Reynaldo Jardim (1926)
1965/1967 – Rio de Janeiro RJ
– Trabalha como telegrafista na Companhia de Rádio Internacional do Brasil
1968 – Rio de Janeiro RJ
– Com outros artistas, faz manifestação com o estandarte Seja Marginal, Seja Herói, no Largo General Osório, em Ipanema
1968 – Rio de Janeiro RJ
– Realiza no Aterro do Flamengo a manifestação coletiva Apocalipopótese, com Lygia Pape, Antonio Manuel (1947) e Rogério Duarte
1968 – Rio de Janeiro RJ
– Participa como ator do filme O Câncer, de Glauber Rocha
1968 – Rio de Janeiro RJ –
Coordena com Rogério Duarte o debate Loucura e Cultura, no MAM/RJ
1969 – Brighton (Inglaterra) –
É artista residente na Sussex University
1970 – Nova York (Estados Unidos) –
Bolsa de estudo da Fundação Guggenheim
1970 – Rio de Janeiro RJ –
Realiza cenários para shows de Gal Costa, Macalé e Capinam e capas de discos
1970/1978 – Nova York (Estados Unidos)
– Vive nessa cidade
1972 – Nova York (Estados Unidos)
– Realiza o filme Agripina É Roma Manhattan
1972 – Nova York (Estados Unidos) –
Participa do evento coletivo Latin American Fair of Opinion, na St. Clement’s Church
1972 – Pamplona (Espanha)
– É representado pelo artista Leandro Katz na manifestação Encontros
1974 – Nova York (Estados Unidos)
– Julio Bressane realiza o filme Lágrima Pantera Míssil
1975 – Nova York (Estados Unidos) –
Participa como ator do filme One Night on Gay Street, de Andreas Valentin
1978/1980 – Rio de Janeiro RJ –
Vive nessa cidade
1978 – Rio de Janeiro RJ –
Participa como ator do filme Dr. Dionélio, de Ivan Cardoso
1978 – Rio de Janeiro RJ
– Realiza o penetrável Tenda-Luz para o filme Gigante da América, de Julio Bressane
1978 – São Paulo SP
– Participa do evento Mitos Vadios, organizado por Ivald Granato (1949), em um estacionamento da Rua Augusta. Escreve para o evento o texto Delirium Ambulatorium e realiza performance com o mesmo nome
1979 – Rio de Janeiro RJ
– Participa como ator do filme O Segredo da Múmia, de Ivan Cardoso
1979 – Rio de Janeiro RJ –
Participa como ator do filme Uma Vez Flamengo, de Ricardo Solberg
1979 – Rio de Janeiro RJ
– Realiza o evento Kleemania, para o qual convida vários artistas, no Bairro do Caju
1979 – Rio de Janeiro RJ –
Apresenta no Hotel Méridien o Penetrável Rijanviera PN27
1979 – Rio de Janeiro RJ – I
van Cardoso realiza o filme HO
1980 – Rio de Janeiro RJ –
Realiza o evento Esquenta pro Carnaval, no Morro da Mangueira
1981 – Rio de Janeiro RJ –
Criado o Projeto Helio Oiticica, destinado a preservar a obra do artista
1987 – Nova York (Estados Unidos) –
Marcos Bonisson e Tavinho Paes realizam o vídeo H. O. N. Y.
1987 – Rio de Janeiro RJ –
Belisário França realiza o vídeo Lygia Clark e Helio Oiticica
1990 – Rio de Janeiro RJ
– César oiticia Filho e Andreas Valentin realizam o vídeo Hélio Mangueira oiticia
1996 – Rio de Janeiro RJ
– Fundado o Centro de Artes Helio Oiticica, pela Secretaria Municipal de Cultura.

Fonte: www.speculum.art.br/www.escritoriodearte.com

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