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Vicente do Rego Monteiro

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Nascimento: 19 de dezembro de 1899, Recife, Pernambuco.

Falecimento: 5 de junho de 1970, Recife, Pernambuco.

Vicente do Rego Monteiro – Vida

Vicente do Rego Monteiro
Vicente do Rego Monteiro

Já em 1911, Vicente do Rego Monteiro foi em Paris, participando de um curso, por pouco tempo, na Académie Julian. talento precoce, em 1913, participou do Salão dos Artistas Independentes, na capital francesa.

Vicente do Rego Monteiro, nascido em Recife, em uma família de artistas, foi um pintor brasileiro.

Transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro aos nove anos de idade, e depois de dois anos acompanhou sua irmã, a artista Fédora do Rego Monteiro, em viagem para a França, onde estudou em várias academias, entre elas a Julien, cursando pintura, desenho e escultura.

Sua vida seria dividida entre a França e o Brasil, chegando a declarar certa vez: “Para mim só existem duas cidades: Recife e Paris”.

Em 1913, participou do Salão dos Artistas Independentes, na capital francesa.

No retorno ao Brasil, em 1917, dois anos depois, ele realizou, em Recife, a sua primeira amostra individual; em 1920 e 1921, ele apresentou no Rio de Janeiro, em São Paulo e Recife.

Juntar os traços da pintura marajoara aos experimentalismos da vanguarda européia foi o grande achado do artista, que assim o fez pelos idos de 1919, bem antes dos modernistas. Pela introdução da cultura indígena em sua obra, considerava-se o precursor da “Antropofagia”, recusando assim o convite de Oswald de Andrade para participar do movimento apenas como um adepto. Acabou desprezado pelos intelectuais da época, especialmente por suas posições ideológicas pró-facistas. Sem ambiente no Brasil, conseguiu a proeza de fazer seu nome na França.

Além de pintor, Vicente foi também, entre outras atividades, cenógrafo, editor (imprimiu obras de poetas franceses num prelo manual entre 1947 e 1956) e poeta, recebendo importantes prêmios de literatura na França, como o Le Mandat des Poètes, em 1955 e, em 1960, o Guillaume Appollinaire, o qual dividiu com Marcel Bealu.

Dono de um estilo singular, seus trabalhos são marcados pela simetria das composições, rigorosamente executadas, como em “Mulher Sentada”. E mesmo em trabalhos assimétricos como “Goleiro”, pertencente a uma série surgida a partir do gol nº 1000 de Pelé, o equilíbrio da composição é uma preocupação constante na obra do artista, além dos tons terrosos: “Prefiro as cores construtivas, cores terra. Sou terráqueo, essencialmente terrestre”.

Voltou definitivamente ao Brasil em 1965, instalando-se em Recife, onde faleceria cinco anos depois, pouco antes de embarcar para o Rio de Janeiro, onde se preparava a exposição “Resumo”, na qual figuravam telas de sua autoria.

Cronologia

1899 – Nasce no Recife, em 19 de dezembro.
1908 –
Estuda na Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.
1911
– Embarca com a família para a França, onde cursa a Academia Julian.
1913
– Expõe pela primeira vez em Paris, no Salon des Indépendants.
1920
– Exposições em São Paulo, Rio e Recife.
1921
– Apresenta o espetáculo Lendas, Crenças e Talismãs dos Índios do Amazonas, no Teatro Trianon, Rio de Janeiro.
1922
– Participa da Semana de Arte Moderna, São Paulo.
1925
– Expõe na Galeria Fabre e publica Quelques Visages de Paris. Casa-se com Marcelle Louis Villars.
1930
– Realiza a primeira exposição da Escola de Paris no Brasil, no Recife, Rio e São Paulo, com quadros de Braque, Picasso, Miró e outros. Assume a direção da revista Montparnasse, com Geo Charles.
1931
– Disputa o Grande Prêmio do Automóvel Clube da França.
1932
– Compra um engenho em Várzea Grande (PE), onde fabrica a cachaça Gravatá, citada em Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. Filma vários curtas no interior de Pernambuco.
1936
– Pinta a decoração da Capela do Brasil, no Pavilhão do Vaticano, na Exposição Internacional de Paris.
1939 –
Cria a revista Renovação, na qual lança o jovem João Cabral de Melo Neto, entre outros.
1946
– Funda La Presse à Bras, imprimindo poemas num prelo manual que tornou-se lendário, segundo Pierre Seghers, o mais importante editor de poesia da França.
1952
– Cria o Salão de Poesia e realiza o I Congresso Internacional de Poesia, em Paris, e publica Cartomancie e Concrétion. Participa da exposição comemorativa da Semana de Arte Moderna, em São Paulo.
1954
– Lança Le Pari, fantasia radiofônica transmitida pela Rádio Difusão Francesa.
1955
– Sofre o primeiro enfarte. Recebe homenagem especial da Rádio Difusão Francesa e o prêmio Mandato dos Poetas Franceses, por indicação de Jean Cocteau e André Breton, entre outros.
1957
– Publica Vox Poetica. Assume a cátedra de pintura da Escola de Belas Artes de Pernambuco. Conhece Crisólita Pontual, sua segunda esposa.
1966
– Retrospectiva de sua obra no Museu de Arte de São Paulo, organizada por Pietro Maria Bardi.
1967
– Representa o Brasil na exposição Precursores do Modernismo (1860-1930), em Nova York e realiza duas exposições individuais em Paris.
1970
– Morre de enfarte a 5 de junho, no Recife.

Vicente do Rego Monteiro – Biografia

Vicente do Rego Monteiro
Vicente do Rego Monteiro

Respondendo a um inquérito entre artistas, organizado por Walmir Ayala, Vicente do Rego Monteiro alinhou, como influências que mais fundamente o marcaram: ‘o Futurismo, o Cubismo, a estampa japonesa, a arte negra, a Escola de Paris, nosso Barroco e sobretudo a arte do nosso ameríndio da ilha de Marajó”.

Nascido em Recife, em 1899, numa família de artistas.

Já em 1911 Vicente do Rego Monteiro estava em Paris (em companhia da irmã mais velha), cursando, por pouco tempo, a Academia Julian.

Talento precoce, em1913 participou do Salão dos Independentes, na capital francesa.

De volta ao Brasil em 1917, dois anos mais tarde realizou, em Recife, sua primeira mostra individual; em 1920 e 1921, apresentou-se no Rio de Janeiro, em São Paulo e Recife.

Em São Paulo entrou em contato com os artistas e intelectuais que desencadeariam a Semana de Arte Moderna da qual participou com dez de pinturas: três retratos, duas O duas Lendas Brasileiras, Baile no e dois quadros intitulados Cubismo.

Logo em seguida retornou a Paris, e integrou-se a tal ponto na vida artística e cultural da capital francesa que nos anos 20, era dos pintores estrangeiro mais conceituados na França, com assídua e notável participação em mostras duais e coletivas.

Expondo na Galeria Fabre, em 1925, mereceu do critico Maurice Raynal as mais elogiosas referências: “Em vez de se dedicar comodamente caligrafia acadêmica, Rego Monteiro repudiou essa tradição latina, que sufoca geralmente os artistas do seu país, para ressuscitar a influência da tradição indígena, que devia ser a primeira a provocar e inspirar todo artista brasileiro”.

Em 1928, nova individual, na Galeria Bernheim, Jeune, também em Paris, motivou comentários favoráveis do grande pintor e teórico do Purismo. Amédée Ozenfant.

No ano seguinte, o crítico Geo-Charles consagrou-lhe um ensaio dos mais elogiosos. Por essa época, Vicente integrou-se aos principais grupos de vanguarda artística parisiense, juntando-se a Ozenfant, Metzinger e Herbin no grupo L’Effort Moderne.

Quadros de sua autoria eram adquiridos pelo Museu de Arte Moderna e pelo Museu do Jeu de Paume. de Paris, pelo Museu de Grenoble e pelo Palácio dos Congressos Internacionais, de Liège.

Alternando praticamente toda a sua existência entre a França e o Brasil, Vicente só pouco antes de falecer desfrutou algum prestigio maior em sua terra natal, onde nunca chegou a receber a consideração que sua importância exigia.

Por outro lado, nem sempre ele se manteve fiel à pintura, pois considerava-se pelo menos tão bom poeta quanto pintor.

Foi o fundador da revista Renovação, em Recife, e de 1947 a 1956 manteve em Paris La Presse à Bras, editora que lançou várias plaquetas de poesia; com outros poetas, fundou o Mia de Poémes do Salão de Maio (1948/52) e organizou o Primeiro Congresso Internacional de Poesia, realizado cm Paris em 1952.

Como escritor, mereceu, em 1960,0 Prêmio Apollinaire, por seu Livro de poemas Broussais – La Charité.

Em 1957, fixou-se no Brasil, passando a lecionar sucessivamente na Escola de Belas-Artes de Recife, na de Brasília e de novo na de Recife.

Em 1966 o Museu de Arte de São Paulo dedicou-lhe uma retrospectiva, o mesmo tendo feito, após sua morte, em 1970, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.

Muitas das melhores telas de Rego Monteiro perderam-se num incêndio, no fim da década de 20; anos mais tarde, o artista tentou reproduzi-Ias de memória ou lançando mão de esboços e desenhos preliminares; mas, evidentemente, as obras perderam muito em emoção e sentimento. Em seus melhores momentos, Vicente é pessoal, embora aparentado a outros artistas de seu tempo.

Sua peculiaridade é a insistência com que abordou temas nacionais, o que o transforma em precursor de uma tendência artística latino-americana. Seu mundo de idéias oscilava entre as figuras do panteão americano e a Bíblia, os clássicos e outros temas grandiloqüentes, que tornam sua arte grave e profunda. Mas ele sentiu também, como poucos, a sedução do movimento fascinado que era pela dança e pelo esporte – e, homem de seu tempo, em determinada fase da carreira viu-se empolgado pelo não figurativismo.

Características de sua arte são a plasticidade, a sensação volumétrica que se desprende dos planos, a textura quase imaterial, de tão leve, o forte desenho, esquematizado e a ciência da composição, que o torna um clássico, preocupado com a construção das formas.

Vicente do Rego Monteiro foi também escultor, tendo deixado figuras em madeira, articuladas, num espírito afim com o do cubista Léger.

Sua influência tendeu a crescer após sua morte: a ele, de certo modo, é que se referem muitos dos melhores artistas contemporâneos do Nordeste, inclusive João Câmara e Gilvan Samico.

Vicente do Rego Monteiro – Artista

Vicente do Rego Monteiro
Vicente do Rego Monteiro

Vicente do Rego Monteiro foi artista plástico e poeta pernambucano.

Nascido em Recife, em 1899, numa família de artistas.

Já em 1911 Vicente do Rego Monteiro estava em Paris (em companhia da irmã mais velha), cursando, por pouco tempo, a Academia Julian.

Talento precoce, em 1913 participou do Salão dos Independentes, na capital francesa.

De volta ao Brasil em 1917, dois anos mais tarde realizou, em Recife, sua primeira mostra individual; em 1920 e 1921, apresentou-se no Rio de Janeiro, em São Paulo e Recife.

Em São Paulo entrou em contato com os artistas e intelectuais que desencadeariam a Semana de Arte Moderna, da qual participou com dez de pinturas. Logo em seguida retornou a Paris, e integrou-se a tal ponto na vida artística e cultural da capital francesa que nos anos 20, era um dos pintores estrangeiros mais conceituados na França, com assídua e notável participação em mostras duais e coletivas.

Alternando praticamente toda a sua existência entre a França e o Brasil, Vicente só pouco antes de falecer desfrutou algum prestigio maior em sua terra natal, onde nunca chegou a receber a consideração que sua importância exigia.

Em 1957, fixou-se no Brasil, passando a lecionar sucessivamente na Escola de Belas-Artes de Recife, na de Brasília e de novo na de Recife.

Em 1966 o Museu de Arte de São Paulo dedicou-lhe uma retrospectiva, o mesmo tendo feito, após sua morte, em 1970, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.

Muitas das melhores telas de Rego Monteiro perderam-se num incêndio, no fim da década de 20; Anos mais tarde, o artista tentou reproduzi-Ias de memória ou lançando mão de esboços e desenhos preliminares; mas, evidentemente, as obras perderam muito em emoção e sentimento.

Em seus melhores momentos, Vicente é pessoal, embora aparentado a outros artistas de seu tempo.

Sua peculiaridade é a insistência com que abordou temas nacionais, o que o transforma em precursor de uma tendência artística latino-amencana.

Seu mundo de idéias oscilava entre as figuras do panteão americano e a Bíblia, os clássicos e outros temas grandiloqüentes, que tornam sua arte grave e profunda.

Mas ele sentiu também, como poucos, a sedução do movimento fascinado que era pela dança e pelo esporte — e, homem de seu tempo, em determinada fase da carreira viu-se empolgado pelo não figurativismo.

Características de sua arte são a plasticidade, a sensação volumétrica que se desprende dos planos, a textura quase imaterial, de tão leve, o forte desenho, esquematizado e a ciência da composição, que o torna um clássico, preocupado com a construção das formas.

Um excomungado do modernismo

O pernambucano Vicente do Rego Monteiro (1899-1970) sempre foi um peixe fora da água no modernismo brasileiro.

Ao contrário de seus colegas da Semana de 22, que mesmo sendo fazendeiros de café eram simpáticos às idéias da esquerda, ele era integralista, a versão brasileira do fascismo.

Enquanto os outros pintores mostravam-se iconoclastas, Rego Monteiro reforçava suas convicções católicas pintando cenas bíblicas.

Por isso mesmo, um de seus únicos entusiastas, à época de suas primeiras exposições em São Paulo, foi Monteiro Lobato, exatamente o mesmo que, poucos anos antes, havia se indignado com os quadros de Anita Malfati, transformando-se no inimigo número 1 dos modernistas.

Sem ambiente no Brasil, Rego Monteiro conseguiu a proeza de fazer nome na França, onde foi adotado pela chamada Escola de Paris, da qual faziam parte os cubistas Picasso e Braque.

Hoje, um de seus quadros está no museu Metropolitan, de Nova York. Ainda assim, ele caiu no esquecimento em seu país de origem.

Monteiro: fascista

“No meio dos artistas seus conterrâneos em Paris, Rego Monteiro foi o mais atuante, o mais solicitado e o que alcançou verdadeiro renome”, sustenta Walter Zanini, no texto que escreveu para catálogo da exposição do MAM.

Zanini admite que o fato de Rego Monteiro não se ter enturmado no Brasil pesou para que ele fosse esquecido. “É possível que os intelectuais da época tenham desprezado a obra de Vicente por condenar suas posições ideológicas”, diz.

Ocres e marrons

Dono de um estilo peculiar, caracterizado por um figurativismo geometrizado em que a cor é quase sempre usada de maneira econômica, com predominância de ocres e marrons, Rego Monteiro sofreu influências variadas, do abstracionismo ao art déco, do cubismo à arte indígena.

Seu universo temático também é dos mais heterogêneos. De um mesmo período datam cenas religiosas (Pietà, A Santa Ceia, A Crucifixão, Adoração dos Reis Magos), composições abstratas, motivos indígenas, naturezas-mortas e flagrantes do cotidiano.

Rego Monteiro não é nenhum gênio da pintura, mas tem o mérito do pioneirismo. Antes que a antropofagia virasse moda entre os modernistas, já procurava aprofundar-se na arte autóctone brasileira, investigando e deixando-se influenciar pela pintura marajoara.

Juntar os traços indígenas aos experimentalismos da vanguarda européia foi o grande achado de Rego Monteiro ele fez isso em 1919, e toda a escola modernista repetiria esse procedimento.

Era algo tão novo que a crítica paulistana, sem saber como classificá-lo, rotulou-o de futurista. Avaliação disparatada. Rego Monteiro era mais futurista na atitude do que na obra.

Os adeptos da escola de Marinetti tinham obsessão por máquinas, como automóveis e aviões. Acabariam se tornando a expressão estética do fascismo.

Rego Monteiro, além de se afinar com idéias conservadoras, gostava de velocidade.

Disputou, em 1931, o Grand Prix do Automóvel Clube da França. Tinha vocação para a engenharia mecânica e chegou a construir um planador.

Fonte: www.bcb.gov.br/www.webvestibular.com.br

 

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