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Manuel Borba Gato

Manuel Borba Gato – Vida

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Manuel de Borba Gato, bandeirante paulista do século 17, viveu praticamente internado na selva entre os anos de 1680 a 1700, fugindo de um crime cometido por seus criados e pelo qual fora responsabilizado.

De acordo com os relatos de vários cronistas, quando D. Rodrigo Castelo Branco, fidalgo espanhol enviado para vistoriar minas de ouro, desentendeu-se com Borba Gato, dois serviçais deste último, temendo pela vida do patrão, mataram o nobre visitante. Em razão disso, não restou ao bandeirante outro recurso senão procurar refúgio na casa de um tio seu, às margens do rio Doce, para escapar da punição que certamente lhe seria aplicada. Existe, no entanto, outra versão, segundo a qual o próprio Borba Gato teria sido o autor da morte de D. Rodrigo, não se sabendo qual delas é a verdadeira.

Seu falecimento ocorreu em 1718, quando já contava, segundo alguns cronistas, com quase 90 anos de idade, mas ainda ocupando o cargo de Juiz Ordinário da Vila de Sabará. Não se sabe em que lugar foi enterrado, supondo certos autores que isso talvez tenha sido feito na capela de Santo Antônio, ou capela de Santana, ambas do arraial velho de Sabará, ou ainda, na opinião de outros historiadores, em Paraopeba, onde ele tinha um sítio.

Casado com Maria Leite, filha do também bandeirante Fernão Dias Paes Leme, o caçador de esmeraldas, participou da expedição que este liderava através dos sertões, a pedido do então governador (1671-1675) Afonso Furtado de Castro do Rio de Mendonça, em busca daquelas pedras preciosas.

Mas com a morte de seu sogro durante essa caminhada (1681), passou a comandar os demais homens nas andanças que eles faziam à procura de riquezas, enfrentando os mais diferentes tipos de ameaças e situações perigosas, até que ao encontrar depósitos abundantes de ouro na região então conhecida como Sabarabuçu, na qual hoje se ergue a cidade de Sabará, ele conseguiu que seus amigos e parentes convencessem o governador Arthur de Sá e Menezes, a indultá-lo pelo crime que lhe era imputado, desde que, em troca, fosse revelada a localização exata das jazidas do metal precioso.

O governador concordou com a proposta apresentada por Manuel de Borba Gato, permitindo-lhe, dessa forma, retornar ao convívio da sua família. A carta patente decretando o seu perdão foi lavrada no dia 15 de outubro de 1698, e juntamente com ela foi concedido ao bandeirante o posto de lugar-tenente.

Pouco tempo depois, com a ida de Arthur de Sá e Menezes às minas, ocorreu então o encontro entre ele e Borba Gato, oportunidade em que este último, segundo os registros da época, teria dito ao governador que pelo fato do mesmo se ter dignado a conceder-lhe perdão em nome do rei, receberia, em contra-partida, a indicação dos locais onde se localizavam “minas tão abundantes de ouro que seriam uma nova fonte de riqueza para a coroa e prosperidade para os seus vassalos”.

No mesmo ano, nomeado tenente-general da região das minas, ele começou a organizar as arrecadações e a colocar ordem nos acampamentos aonde se amontoavam os aventureiros que para ali acorriam em grande número, em busca de fortuna.

O Códice Costa Matoso (publicado em três volumes, integra a já consagrada Coleção Mineiriana, financiada pela FAPEMIG, na série obras de referência),nome pelo qual é conhecida uma coletânea de 145 documentos do século 18, reunidos por Caetano da Costa Matoso, ouvidor-geral da Comarca do Ouro Preto, nos anos de 1749 a 1752, e que constitui uma rica fonte de informação sobre o cotidiano e os costumes do povo da então capitania das Minas Gerais, diz que “A Justiça que achei nestas minas de Sabará foi o tenente-general Borba Gato, que era superintendentes destas minas., homem paulista. Repartiu as lavras de ouro por sortes de terra e veios d’água, como mandava o Regimento, confiscava todos os comboios do sertão, boiadas, cavalos e negros. E tudo o mais que apanhava, confiscava, até o ouro que ia para os sertões da Bahia se arrematava para o Rei. Esta era a ocupação que tinha Borba. Também havia contendas, e como juiz supremo deferia a todos com muito agrado, e desejava favorecer os confiscados. Tira meirinho e escrivão, e muita gente para as diligências do confisco”.

Fundador dos povoados de Caetés e Sabará, o bandeirante morreu em paz e tranqüilidade, apesar das atribulações e inquietações vividas durante grande parte de sua existência.

Manuel Borba Gato – História

Manuel Borba Gato
Manuel Borba Gato

Era Manuel de Borba Gato filho de João Borba e de sua mulher Sebastiana Rodrigues e foi casado com Maria Leite, filha de Fernão Dias Pais.

Acompanhou seu sogro ao sertão à mando do governador de São Paulo, Afonso Furtado de Castro, procurar a mítica serra de Sabarábuçu, jázida de esmeraldas e prata, isto de 1674 a 1681.

Após a morte de Fernão Dias, por ocasião da ida da administrador-geral das minas D. Rodrigo de Castel Blanco àquele sertão, teve desentendimentos com esse delegado régio, devido a sua inação em fazer entradas no sertão para procurar esmeraldas resultando mata-lo, numa estrada que ia ter ao arraial do Sumidouro, em 28 de agosto de 1682.

Por esse crime foragiu-se para o sertão do rio Doce e sómente em 1700 reapareceu no povoado, recomendando o governador do Rio de Janeiro que se fizesse silêncio no seu processo, no interesse dos descobrimentos de ouro que fizera e desde 1678 vinha tentando no rio das Velhas e na chamada serra de Sabarábuçu.

Mas sómente em 1700 trouxe ele a São Paulo, apresentando a Artur de Sá e Meneses amostras de ouro paliado, regressando logo a seguir para o sertão da Sabarábuçu, (autal Sabará /MG) em companhia de seus genros Antônio Tavares e Francisco Arruda. O fato é confirmado pela carta de sesmaria passada à Irmandade de Santo Antônio do Bom Retiro, da matriz de Roça Grande, por Antônio Coelho de Carvalho, em 7 de fevereiro de 1711, na qual se diz que foi ele o primeiro povoador e minerador do rio das Velhas (atual Sabará/MG). Por provisão de 6 de março de 1700 foi Borba Gato nomeado guarda-mor desse distrito e pela de 9 de junho de 1702, superintendente das minas do mesmo rio. Pela carta de 18 de abril de 1701, Artur de Sá e Meneses autorizou-o à posse das terras “terras entre os rios Paraopeba e das Velhas, chapadas da serrania de Itatiaia”.

Teve ainda Borba Gato carta régia de elogios pelos serviços prestados, ocupou várias vezes a superintendência geral das minas, foi provedor dos defuntos e ausentes e administrador das estradas. Criou nas suas terras duas grandes fazendas, a do “Borba” no ribeirão do Borba e a do “Gato”, no distrito do Itambé.

Faleceu segundo Diogo de Vasconcelos em 1718, quando exercia o cargo de juiz ordinário da vila do Sabará, tendo cerca de noventa anos de idade.

Segundo registros encontra-se enterrado em Paraopeba/MG e em Santo Amaro, é o guardião na entrada do Bairro em uma obra do nosso escultor Júlio Guerra , na confluência das Avenidas Adolfo Pinheiro e Santo Amaro.

Manuel Borba Gato – Biografia

Nascimento: 1649
Morte: 1718 (69 anos)

Manuel Borba Gato
Manuel Borba Gato

Genro de Fernão Dias, Borba Gato fez parte de sua bandeira entre 1674 e 1681.

Os primeiros méritos, na corrida contra o ouro no leito do rio das velhas, foram para o bandeirante Manuel Borba Gato, que acabou sendo acusado de assassinato por ter se desentendido com o fidalgo português Dom Rodrigo Castelo Branco pela posse das minas. Mesmo ficando foragido por 18 anos nas matas, Borba Gato manteve contato com a família em São Paulo e chegou a ser condecorado a tenente-general do Mato em 1698, em seu primeiro encontro com o governador Arthur de Sá Menezes.

Depois de ter sido acusado de um assassinato, ele fugiu para a região do rio Doce, em Sabará (MG).

Ali descobriu ouro em Sabarabuçu e no rio das Velhas. Participou da Guerra dos Emboabas.

As descobertas de ouro e pedras preciosas no Brasil tornaram-se as mais importantes do Novo Mundo colonial. Calcula-se que, ao longo de 100 anos, se garimparam 2 milhões de quilos de ouro no país, e cerca de 2,4 milhões de quilates de diamante foram extraídos das rochas.

Faltava gente para plantar e colher nas fazendas. Pelo menos 615 toneladas de ouro chegaram a Portugal até 1822.

Toda essa fortuna não foi reinvestida no Brasil ou em Portugal: passou para a Inglaterra, que vinha colhendo os frutos de sua Revolução Industrial.

Fonte: www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br/www.santoamaroonline.com.br

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