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Luís Carlos Prestes

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Nascimento: 3 de janeiro de 1898, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Falecimento: 7 de março de 1990, Rio de Janeiro.

Luís Carlos Prestes – Vida

Luís Carlos Prestes
Luís Carlos Prestes

Luís Carlos Prestes é um dos maiores símbolos dos ideais da revolução socialista no pais. Mesmo depois de morto, Prestes continua a incomodar os donos do poder.

A historiadora Anita Leocádia Prestes, filha e colaboradora do velho comunista, frisa que é preciso resgatar as características essenciais da vida e da ação do militar que dedicou a existência à causa popular: “Ele foi um patriota, um revolucionário e um comunista”, define.

Ressalta, nesse aspecto, perceber um esforço das forças conservadoras para transformar a figura de Prestes em um herói de consumo, desses em que se exalta apenas a coragem pessoal, mas cuja lembrança não inspira qualquer reflexão, pois a essência de suas lutas fica convenientemente omitida

Existe, segundo ela, uma “estratégia da direita mundial para acabar com os mitos revolucionários da esquerda e liquidar com a memória dos heróis, dos revolucionários, daquelas figuras que lutaram por um mundo melhor e por justiça social. Interessa ao neoliberalismo eliminar a força inspiradora destes heróis, para que eles desapareçam da memória das pessoas”.

Anita Prestes comenta não apenas a trajetória do pai, mas também a significação do socialismo marxista na era pós-União Soviética: “0 socialismo não acabou. Enquanto houver o capitalismo, a teoria marxista continua basicamente válida.”

Analisando a trajetória política do homem que chegou a ser definido como o Cavaleiro da Esperança, a filha e historiadora mostra uma evolução na ação revolucionária dele.

“Em 1921, quando se engajou no tenentismo, sua motivação foi a de um patriota. Ele estava preocupado com a situação do Brasil com a situação do povo, com as injustiças, ainda que de forma confusa, ele queria lutar por um mundo melhor. Foi, pois, como patriota que ele ingressou no movimento tenentista. Nesse processo, e já nas atividades da Coluna entre 1924 e 1926, é que ele se transformou num revolucionário. Mas ainda não era um comunista. É este caminho revolucionário, na Coluna – quando percorre o interior do país e se depara com a terrível miséria do trabalhador brasileiro, o que o choca profundamente, que ele chega à conclusão de que os objetivos do tenentismo não vão resolver a situação do povo brasileiro. Por isso, propõe o encerramento da marcha, segue para o exílio e vai estudar, para conhecer melhor a realidade brasileira e encontrar o caminho. Aí se torna comunista”,. resume Anita.

“A partir de 1928 passa por uma revisão ideológica e adere ao marxismo, ao socialismo científico, ao comunismo. Mas vai ser aceito no Partido Comunista do Brasil, como se chamava então, somente em 1934”, explica.

Anita aponta a coerência política de Prestes com o testemunho de seu comportamento em relação ao movimento que liquidou a República Velha. “Em 1930, o poder lhe foi oferecido de bandeja. Ele poderia ter sido presidente da República. Seu prestígio era gigantesco, como prova a imprensa da época. Sua recusa foi um gesto que muitos não entendem até hoje. Mas ele viu que, se aceitasse participar, aconteceriam duas coisas: teria que se integrar ao sistema, aderir à politica de Getúlio Vargas e se descaracterizar, ou rebelar-se e ser liquidado, politicamente ou mesmo fisicamente. Não existiam. naquele momento, forças sociais capazes de dar respaldo a um caminho revolucionário. Ele percebeu que o movimento, que viria a se chamar Revolução de 30, não iria resolver os problemas do povo:seria uma solução pela cúpula, via interesses dominantes.”

Futuro do socialismo

A historiadora condena os que, desde a dissolução da União Soviética, vêem o socialismo como uma ideologia em crise, deslocada da realidade.

“Eu acho que este pensamento se insere dentro da luta ideológica que citei. Sem dúvida, erros e até crimes muito sérios foram cometidos na construção do socialismo, na União Soviética e em alguns outros países do Leste Europeu. Isto foi bem aproveitado pelo imperialismo, palavra que hoje em dia está fora de moda, mas isso foi bem aproveitado e os agentes do imperialismo souberam utilizar as insatisfações justas que existiam na população desses países, em particular a da URSS. Isto contribuiu para a derrota atual, muito séria. Mas, na minha opinião, isto não invalida os objetivos socialistas”.

“O socialismo, desde Karl Marx e Friederich Engels, tornou-se uma ciência deixou de ser uma utopia, mesmo que determinadas sociedades tenham cometido graves erros ao tentar implantá-lo. sendo até derrotadas. Isto, porém, não invalida a teoria. É preciso levar em conta que esse socialismo real, que a URSS viveu, teve uma série de características e condições que dificultaram seu desenvolvimento socialista. Em primeiro lugar, é preciso lembrar que a União Soviética foi o primeiro país a experimentar o socialismo e o fez num grande isolamento: de início, 14 países imperialistas fizeram-lhe guerra e invadiram a Rússia Soviética dos primeiros anos. O país era muito atrasado economicamentee e esse ponto de partida já dificultou muito a edificação socialista. Era um socialismo com problemas muito sérios, não era a utopia da massa que se imaginava, um regime popular que seria vitorioso sobre aqueles países capitalistas mais avançados”.

Ela lembra que, duas décadas depois, a Segunda Guerra Mundial iria impor um retrocesso muito grande para a URSS. ‘Basta lembrar que o pais perdeu 20 milhões de pessoas, além de prejuízos materiais extensos. Toda a Rússia Européia foi praticamente destruída. Imagine a dificuldade para edificar o socialismo em meio a situações tão devastadoras”, aponta.

“É preciso salientar que o socialismo não se constrói na base da miséria, do atraso, da falta de recursos.”

“Essas dificuldades todas, eu acho que contribuíram para o revés do socialismo, o que eu vejo, porém, como passageiro. A propaganda da direita mundial procura fazer com que a opinião publica mundial esqueça inteiramente as conquistas reais que existiam no campo socialista e, em particular, na União Soviética.”

Anita cita algumas das conquistas sociais do regime soviético: “Nenhum país capitalista, por mais adiantado que seja (mesmo os Estados Unidos), resolveu as questões sociais como o fez a União Soviética. Todo cidadão soviético, ainda que modestamente, tinha casa para morar. Podia-se morar apertado, mas com decência, e ninguém morava nas ruas. Todo mundo tinha um emprego, todo mundo tinha escola grátis para os filhos, ensino completo inteiramente gratuito, assim como também assistência médica, estendida a toda a população, além de férias para todo mundo. Quer dizer, um bem-estar generalizado, embora em níveis modestos, devido exatamente àquelas dificuldades já apontadas, provocadas por uma implantação socialista em meio à hostilidade internacional e à guerra. Mas, mesmo assim, os problemas sociais estavam resolvidos na União Soviética, o que até hoje nenhum país capitalista desenvolvido conseguiu dar à sua população.”

Veja o caso de Cuba: “Apesar de todo o bloqueio e das condições naturais modestas, pois é uma ilha pequena, Cuba não tem miseráveis, ninguém passa fome, ninguém passa a situação dos miseráveis dos Estados Unidos, ou da Alemanha, ou daqui mesmo do Brasil, que vivem nessa crise gigantesca”, assinala a historiadora. “Eu tenho a profunda certeza de que, se meu pai fosse vivo, manteria a convicção que sempre teve, de que o socialismo é a solução para a humanidade. Isto não quer dizer que o caminho do socialismo vá ser exatamente igual ao que se deu na URSS ou em outros países. Os caminhos serão diversificados. Os próprios erros e as experiências desse socialismo que já existiu vão ajudar outros países, futuramente, se possível, a construir sociedades com menos problemas”.

“Sem dúvida uma derrota é uma derrota, é problema muito sério. Eu pessoalmente, acho que os comunistas, em âmbito internacional, nessa segunda metade do século, não conseguiram formular uma estratégia para a revolução socialista pelo menos no Ocidente, de acordo com as novas condições. Não conseguiram fazer com a teoria marxista o que Lênin conseguiu fazer no fim do século passado. Lênin inovou. Diante daquela época de imperialismo, ele inovou diante de uma nova realidade. Acho que, na nossa época isso não aconteceu. Mesmo o Partido Comunista Italiano, o mais importante do Ocidente depois da Segunda Guerra, fez várias tentativas, mas não conseguiu. Aqui na América Latina é ainda mais complicado. Quando não se conhece de forma adequada a realidade, quando não se dispõe de pesquisas suficientes para se ter uma visão mais próxima, a tendência é o mimetismo, é a de copiar. E aqui no Brasil essa sempre foi a tendência: copiar o exemplo do exterior, que vem de uma realidade diferente. E o exemplo da Revolução Soviética foi tão esmagador que a tendência era essa mesma: de copiá-la”,. analisa Anita Prestes.

“Quando ocorre uma derrota a tendência é achar que tudo estava errado e perder a orientação. Isto também é humano. O socialismo está num período de crise, sem dúvida. Novos caminhos terão que ser encontrados. Mas o socialismo não acabou. Enquanto houver capitalismo, a teoria marxista basicamente continua válida. O marxismo, porém, não é um dogma. Como dizia Lênin, o marxismo tem que ser estudado, aplicado e desenvolvido. Não se trata de ficar repetindo o que Marx e Lênin disseram. Trata-se de encontrar os caminhos para o socialismo nessa realidade de hoje, que é bastante complexa e diferente, Ievando-se em conta também a especificidade de cada pais. É o que os cubanos estão procurando fazer.”‘

Divisão e crise

“O meu pai sempre dizia que, a partir da luta dos trabalhadores, é que surgiriam novas lideranças, que se encontrariam novos caminhos para o socialismo, para a construção de novos partidos e organizações capazes de levar adiante a luta. Eu acho que, no panorama brasileiro atual, nenhuma organização partidária é realmente revolucionária com uma proposta de mudanças e avanços. Mas acredito que acabará surgindo.”

De acordo com Anita, nosso próprio processo de formação da sociedade brasileira prejudica essa evolução, a partir do movimento popular. A classe dominante brasileira sempre viu triunfarem seus esforços para impedir a organização popular. Isso levou a um crescente desanimo, a uma descrença por parte da população.

No século XIX, por exemplo, quantos movimentos populares não foram esmagados? E no nosso século, no período de 1934-35, havia um entusiasmo popular enorme, e logo veio uma derrota. Depois, tivemos outro grande surto de entusiasmo nos anos 60, cortado pelo golpe militar de 1964.”

Ela atribui a um fato o pouco avanço social: “Vejo o povo trabalhador altamente desorganizado. Hoje em dia temos, porém uma novidade, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, um movimento de organização elogiável. A própria participação da Igreja Católica é outro fator positivo. Mas, ao longo da história, nossa trajetória é de um movimento popular desorganizado, porque, quando tenta se organizar. vem a repressão.”

“A repressão, que houve após 1964, desestruturou e amedrontou as pessoas. Vejo isto na universidade: pessoas muito insatisfeitas, mas descrentes das lideranças, desestimuladas, desinteressadas até para defender seus próprios interesses, as causas as que as afetam diretamente. Assim, é difícil que venham a levantar bandeiras por causas mais amplas.”

Anita não julga irremediável esta situação. “Não é uma fatalidade que isto deva permanecer assim. Até mesmo por causa do agravamento da situação social, vai chegar o momento em que haverá uma reação. É neste processo que surgirão novas lideranças, novas formas de organização. Não existe, para o movimento social. uma espécie de receita de bolo. Por enquanto, porém, as forças de esquerda continuam divididas.”

A ditadura exerceu um papel muito negativo na formação de lideranças no pais, segundo Anita. “A ditadura impediu que as pessoas pensassem, esterilizou o pensamento. Daí, o que vemos é que nas esquerdas só surgiu o Lula no final dos anos 70. As demais lideranças existentes, como Brizola e Arraes, sao pré-64”, afirma.

Anita Prestes lamenta também, que os jovens de hoje sejam as maiores vítimas desse tipo de situação.

“Atualmente, podemos observar na juventude um baixo interesse pela participação política. Existe um clima de desalento, de desencanto mesmo. A politica é vista como sinônimo de safadeza. Cada rapaz e cada moça estão mais interessados em cuidar de sua própria carreira profissional”

Coluna Prestes

Foi um movimento político militar de origem tenentista, que entre 1925 e 1927 se deslocou pelo interior do país pregando reformas políticas e sociais e combatendo o governo do então presidente Arthur Bernardes.

Após a derrota do movimento paulista, em 1924, um grupo de combatentes recua para o interior sob o comando de Miguel Costa. No início de 1925 reúne-se no oeste do Paraná com a coluno do capitão Luís Carlos Prestes, que havia partido do Rio Grande do Sul. Sempre com as forças federais no seu encalço, a coluna de 1 500 homens entra pelo atual Mato Grosso do Sul, atravessa o país até o Maranhão, percorre parte do Nordeste, em seguida retorna a partir de Minas Gerais. Refaz parte do trajeto da ida e cruza a fronteira com a Bolívia, em fevereiro de 1927. Sem jamais ser vencida, a coluna Prestes enfrenta as tropas regulares do Exército ao lado de forças policiais dos Estados e tropas de jagunços, estimulados por promessas oficiais de anistia.

A coluna poucas vezes enfrentou grandes efetivos do governo. Em geral, eram utilizadas táticas de despistamento para confundir as tropas legalistas. Ataques de cangaceiros à Coluno também reforçam o caráter lendário da marcha, mas não há registros desses embates. Nas cidades e nos vilarejos do sertão, os rebeldes promovem comícios e divulgam manifestos contra o regime oligárquico da República Velha e, contra o autoritarismo do governo de Washington Luís, que mantém o país sob estado de sítio desde sua posse, em novembro de 1926. Os homens liderados por Luís Carlos Prestes e Miguel Costa não conseguem derrubar o governo de Washington Luís. Mas, com a reputação de invencibilidade adquirida na marcha vitoriosa de 25 mil quilômetros, aumentam o prestígio político do tenentismo e reforçam suas críticas às oligarquias. Com o sucesso da marcha, a Coluna Prestes ajuda a abalar ainda mais os alicerces da República Velha e preparar a Revolução de 30. Projeta também a liderança de Luís Carlos Prestes, que, desde sua entrado no Partido Comunista Brasileiro e sua participação na Intentona Comunista de 1935, se torna uma das figuras centrais do cenário político do país nas três décadas seguintes.

Luís Carlos Prestes – Revolucionário Comunista

Luís Carlos Prestes
Luís Carlos Prestes

A 3 de janeiro de 1898 nascia Luís Carlos Prestes, filho de Antônio Pereira Prestes (capitão do Exército) e de Leocádia Felizardo Prestes (professora primária).

Em 1904, a família teve que mudar-se para o Rio de Janeiro. Antônio Prestes precisava tratar de sua saúde, mas veio a falecer em 1908, quando Luís Carlos tinha 10 anos. Assim, este não recebeu nenhuma influência do pai, mas a mãe marcou profundamente sua personalidade. A infância de Prestes foi pobre. Estudou em casa com a mãe até conseguir entrar para o Colégio Militar, em 1909.

Após terminar os estudos neste colégio, foi para a Escola Militar, onde o soldo que ganhava dava à família. Sua dedicação à mãe e às irmãs era notável. Saiu aspirante 1918, continuando na Escola Militar em 1919 para completar o curso de Engenharia.

Em 1920 colou grau como bacharel em Ciências Físicas, Matemáticas e Engenharia Militar, sendo promovido a segundo-tenente. Como fora o melhor aluno, pôde escolher onde servir e optou por continuar no Rio de Janeiro, na Companhia Ferroviária. Promovido a primeiro-tenente, tornou-se auxiliar de instrução na Seção de Engenharia da Escola Militar, mas demitiu-se por falta de material para executar seu trabalho. Voltando à Companhia Ferroviária, Prestes tomou conhecimento, em 1921, das “cartas falsas” de Artur Bernardes, que dariam motivo para a primeira revolta tenentista. Indignado com as ofensas aos militares do então candidato à Presidência da República, Luís Carlos começou a freqüentar as reuniões do Clube Militar. Nesta época, Prestes já possuía traços de sua forte personalidade.

Os problemas familiares e a dedicação à mãe privaram-no dos prazeres da infância e da adolescência. Mas o que o diferenciou dos que viveram esta situação também foi sua aceitação tranqüila das dificuldades. Isso lhe deu um caráter marcante que o ajudaria futuramente a suportar situações dramáticas. Participando das conspirações tenentistas desde o início, Luís Carlos foi impedido de comparecer à primeira revolta, em julho de 1922, devido a um ataque de tifo.

Já em novembro de 1922, como punição por sua simpatia aos revoltosos, Prestes foi transferido para o Rio Grande do Sul para fiscalizar quartéis.

Em Santo Ângelo, deu início, com o levante do Batalhão Ferroviário, ao movimento que iria se transformar na marcha da coluna que levou seu nome. Em 1926, quando a Coluna Prestes se asilou na Bolívia, Luís Carlos – que fora chamado de “Cavaleiro da Esperança” – começou a estudar o marxismo.

Aliou-se aos comunistas em 1931, viajando para a União Soviética, a meca do Socialismo. Voltando ao Brasil, em 1934, estava casado com Olga Benario, comunista alemã que fora a primeira mulher de sua vida. Getúlio Vargas estava no governo e a Aliança Nacional Libertadora, que Prestes assumira, tentou fazer uma insurreição comunista. Com o fracasso, Luís Carlos foi preso, em 1936, e viu sua mulher, judia, ser entregue ao governo alemão.

Depois de nove anos preso, Prestes subiu ao palanque ao lado de Vargas. Chefe do PCB eleito Senador, participou da Constituinte em 1946, mas foi para a clandestinidade em 47, quando o registro do Partido Comunista foi cassado. Retornou às atividades políticas em 1960, porém, o golpe militar de 64 devolveu-o à clandestinidade, privando-o de direitos políticos por 10 anos.

Colocando-se contra a luta armada, provocou o racha do PCB, quando a ala de Carlos Marighella partiu para a guerrilha urbana.

No auge do anticomunismo, em 1971, Prestes radicou-se na União Soviética, permanecendo lá até a anistia de 79. Quando voltou ao Brasil, não conseguiu mais liderar o PCB e perdeu a secretaria-geral em 1983.

Morreu em 1990.

Luís Carlos Prestes – Biografia

Luís Carlos Prestes
Luís Carlos Prestes

Luiz Carlos Prestes, cognominado Cavaleiro da Esperança, nasceu em 1898, em Porto Alegre (RS). Em 1916, ingressou no Exército e tornou-se aluno da Escola Militar de Realengo, no Rio de Janeiro, formando-se bacharel em ciências físicas e matemáticas em 1920, ano em que foi promovido ao posto de segundo-tenente e, em 1922, a capitão.

Em 1924, licenciou-se do Exército, passando a trabalhar como engenheiro na instalação de energia elétrica em cidades gaúchas. Nesse ano, esteve envolvido nos preparativos do levante contra o governo de Artur Bernardes. Liderou a coluna que reuniu revoltosos noRio Grande do Sul contra as tropas legalistas, formando o núcleo do que se denominaria, mais tarde, Coluna Prestes, e que atravessaria o país entre os anos de 1924 e 1926, dissolvendo-se na Bolívia.

Em 1927, Luiz Carlos Prestes recusou o convite para ingressar no Partido Comunista Brasileiro (PCB) – então Partido Comunista do Brasil –, época em que tomou contato com o movimento comunista. Em 1929, transferiu-se da Bolívia para a Argentina, quando começou a se dedicar ao estudo do marxismo. Nesse ano, foi convidado a candidatar-se à sucessão de Washington Luiz pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), mas recusou a proposta. Negou igualmente apoio a Getúlio Vargas na Revolução de 1930 e fundou a Liga de Ação Revolucionária (LAR), extinta no mesmo ano.

Ainda em 1930, Luiz Carlos Prestes foi preso na Argentina, e libertado sob a condição de abandonar o país, transferindo-se então para o Uruguai, de onde passou a combater o governo de Vargas.Em 1931, mudou-se para a União Soviética com sua mãe e irmãs, ingressando no Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1934. Em 1935, Luiz Carlos Prestes retornou ao Brasil, permanecendo na clandestinidade e dedicando-se à preparação de uma revolta armada no país, seguindo orientação da Internacional Comunista. Assumiu a identidade de Antônio Vilar, português que seria casado com Maria Bergner Vilar – na realidade, Olga Benário, membro do Partido Comunista Alemão que se tornaria sua esposa.

Em março de 1935, foi fundada, sob a liderança do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e a presidência de honra de Luiz Carlos Prestes, a Aliança Nacional Libertadora (ANL), tornada ilegal pelogoverno Vargas em julho desse ano. Entretanto, isso não impediu a Intentona Comunista em novembro de 1935, sufocada pelo governo no mesmo mês. Em março de 1936, Luiz Carlos Prestes e Olga foram presos e ela, grávida, foi entregue ao governo nazista alemão em setembro, vindo a falecer em um campo de concentração em 1942. A filha do casal, Anita Leocádia, nasceu em novembro de 1936, sendo entregue à avó paterna. Luiz Carlos Prestes ficou preso até abril de 1945, quando foi assinado o decreto de anistia aos presos políticos.

Em 1943, ainda na prisão, Luiz Carlos Prestes foi eleito secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB), cargo que ocuparia até 1980. Nas eleições de dezembro de 1945, elegeu-se senador pelo Distrito Federal, e, em 1946, tornou-se líder da bancada do Partido Comunista Brasileiro (PCB) na Constituinte desse ano. Em maio de 1947, o registro do Partido Comunista Brasileiro (PCB) foi cancelado e Luiz Carlos Prestes teve seu mandato de senador cassado, voltando à clandestinidade em agosto daquele ano

Em 1950, foi expedido um mandado de prisão preventiva contra Luiz Carlos Prestes, que só seria revogado em março de 1958, quando voltou a atuar na legalidade. Nesse período, envolveu-se com Maria do Carmo Ribeiro, guardiã de seu esconderijo, unindo-se a ela em 1953. Com o movimento civil-militar de 1964, Luiz Carlos Prestes teve seus direitos políticos cassados, retornando mais uma vez à clandestinidade. Em junho de 1966, foi condenado a 15 anos de prisão no chamado “processo das cadernetas”. Pela tentativa de reorganizar o Partido Comunista Brasileiro (PCB), juntamente com LeonelBrizola e outros, em junho de 1970, foi condenado a 10 anos – essas penas seriam declaradas prescritasem setembro de 1978.

Em fevereiro de 1971, Luiz Carlos Prestes partiu para o exílio em Moscou, juntamente com Maria e os 9 filhos do casal: Pedro, Paulo Roberto, Antônio João, Rosa, Ermelinda, Luiz Carlos, Mariana, Zoia e Yuri. No exílio, teve intensa atuação política, visitando diversos países no intuito de denunciar os crimes cometidos pelo governo brasileiro. Retornou ao Brasil em outubro de 1979, com a decretação da Lei de Anistia, em agosto daquele ano.

Em maio de 1980, afastou-se do cargo de secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB), tecendo críticas à direção do partido, do qual se desvinculou em janeiro de 1984. Após tentativas não concretizadas de ingressar no Partido dos Trabalhadores (PT), no Partido Democrático Trabalhista (PDT) e no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Luiz Carlos Prestes acabou por integrar-se àscampanhas eleitorais do Partido Democrático Trabalhista (PDT) das eleições de 1982 em diante. Em 1984,apoiou a campanha Diretas Já, participando de diversos comícios.

Na década de 1980, publicou artigos, proferiu palestras e participou de eventos, produzindo e difundindo análises da conjuntura política nacional e internacional. Foi agraciado com inúmeras homenagens.

Faleceu em 7 de março de 1990, no Rio de Janeiro (RJ).

Luís Carlos Prestes – Trajetória política

Luís Carlos Prestes
Luís Carlos Prestes

Luís Carlos Prestes nasceu em Porto Alegre no dia 3 de janeiro de 1898, filho de Antônio Pereira Prestes, oficial do Exército da arma de engenharia, e de Leocádia Felizardo Prestes, professora primária. Além de Luís Carlos, o casal teve quatro filhas. A família Prestes mudou várias vezes de residência, transferindo-se de Porto Alegre para Alegrete (RS) e voltando depois à capital gaúcha, de onde viajou para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal.

Depois dos primeiros estudos com a mãe, Prestes matriculou-se em 1906 numa escola primária particular em Botafogo, no Rio. Em 1908 seu pai morreu no posto de capitão, deixando a família em dificuldades financeiras. Prestes devido à mudança da família para o bairro do Andaraí, transferiu-se para uma escola pública desse bairro. Logo em seguida tentou o ingresso, por concurso, na 2ª série do Colégio Militar, com o propósito de seguir a carreira das armas. Embora aprovado não foi matriculado por não ter recorrido ao apoio de “pistolão”. No ano seguinte, fez de novo o concurso e, aprovado, não foi admitido. Sua mãe recorreu, então, ao general Bento Ribeiro, amigo de seu pai e que viria a ser prefeito do Distrito Federal de 1910 a 1914, para obter uma vaga no colégio, no qual ingressou finalmente no mês de maio de 1909.

Por decisão de seu pai, que era positivista, Prestes e as irmãs deveriam fazer sua opção religiosa quando atingissem a maioridade. Foi no Colégio Militar que o professor de latim e médico Joaquim da Silva Gomes o convenceu a iniciar-se na religião católica. Prestes foi então encaminhado por seu professor ao padre Pio Santos, monsenhor da igreja Santa Cruz dos Militares, e chegou a freqüentar duas ou três vezes por semana o catecismo. Segundo seu depoimento, ao mesmo tempo em que era introduzido na doutrina católica, lia livros da biblioteca de seu pai, interessando-se pelos filósofos franceses como Diderot, Rousseau e outros.

Seria batizado por vontade própria aos 18 anos, em março de 1916, na igreja de São José, no centro do Rio, tendo como padrinhos Nossa Senhora da Conceição e seu professor de latim.

Em fevereiro de 1916 sentou praça, ingressando na Escola Militar do Realengo, também no Rio, onde teria como companheiros Juarez Távora, Antônio de Siqueira Campos, Carlos da Costa Leite, Eduardo Gomes, Osvaldo Cordeiro de Farias, Newton Prado e Landerico de Albuquerque Lima, todos integrantes da geração que iniciou as revoltas tenentistas da década de 1920. Concluiu os dois primeiros anos do curso geral em 1917, cursando os dois anos seguintes como aluno da arma de engenharia. Declarado aspirante-a-oficial em dezembro de 1918, quando ainda cursava o 3º ano da Escola Militar, em 1919 terminou o curso de engenharia, mas não prestou os exames finais, suspensos devido à epidemia de gripe espanhola que grassava no Rio de Janeiro. Colou grau em janeiro de 1920, obtendo o diploma de bacharel em ciências físicas e matemáticas. Sua turma foi a última da Escola Militar a obter esse diploma, devido à reforma do ensino.

Ao concluir o curso, foi designado para servir na 1ª Companhia Ferroviária de Deodoro no Rio de Janeiro.

Promovido a segundo-tenente em dezembro de 1920, foi convidado para exercer a função de auxiliar de instrutor da Escola Militar do Realengo. Pouco tempo depois, já na metade de 1921, passou a instrutor. Em setembro desse ano, porém, pediu exoneração por não concordar com a tentativa de redução do material didático que considerava necessário para a prática da instrução. Voltou então a servir na 1ª Companhia Ferroviária de Deodoro, onde permaneceu até julho de 1922.

O ano de 1922 foi marcado por alguns acontecimentos, cujas conseqüências determinaram mudanças significativas na história política brasileira, desempenhando também papel fundamental na trajetória de vida de Prestes e de seus companheiros de turma da Escola Militar.

Nos dias 25, 26 e 27 de março realizou-se o I Congresso do Partido Comunista Brasileiro, então chamado Partido Comunista do Brasil (PCB), fundado nessa ocasião. Foi também em 1922 que se realizou em São Paulo a Semana de Arte Moderna, evento que deu início a uma nova concepção estética nas artes e levou à ruptura com as tradições acadêmicas. Nesse ano realizaram-se ainda eleições para a sucessão do presidente da República, Epitácio Pessoa, o que provocou a abertura de uma crise política.

A origem imediata da crise ligou-se à escolha do nome do candidato à vice-presidência, quando se formou uma coligação entre os estados que se sentiram marginalizados pelo governo central: Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Essa dissidência, denominada Reação Republicana, lançou como candidatos à presidência e vice-presidência, respectivamente, Nilo Peçanha, do Rio de Janeiro, e José Joaquim Seabra, da Bahia, em oposição às candidaturas oficiais de Artur Bernardes, de Minas Gerais, e Urbano dos Santos, de Pernambuco.

A Reação Republicana procurou obter o apoio do marechal Hermes da Fonseca, na ocasião presidente do Clube Militar. A campanha sucessória desencadeou uma acirrada disputa entre os dois grupos, culminando com o episódio das “cartas falsas”, documentos ofensivos ao Exército publicados no jornal Correio da Manhã em outubro de 1921, como de autoria de Artur Bernardes, com a finalidade de incompatibilizá-lo com as forças armadas. Sindicância posterior demonstrou tratar-se de textos forjados, mas sua publicação intensificou a oposição dos militares a Bernardes, afinal eleito em março de 1922.

Nesse episódio, Prestes, como sócio do Clube Militar, compareceu à assembléia que discutiu a questão das cartas de Bernardes e votou contra a constituição de uma comissão de inquérito para averiguar a autenticidade das mesmas, pois, segundo seu próprio depoimento, naquele momento ele acreditava que as cartas eram verdadeiras e que de nada adiantaria comprovar sua veracidade se os oficiais do Exército não tivessem condições de intervir e alterar a situação. Nesse encontro, a maioria – ou seja, aproximadamente oitocentos oficiais -, apoiou a abertura de inquérito e 40 votaram contra. O voto de Prestes não foi compreendido por seus colegas, que passaram a hostilizá-lo. O tenente Vítor César da Cunha Cruz, segundo o depoimento de Prestes, foi o único a procurá-lo para ouvir suas explicações.

Logo após a vitória eleitoral de Bernardes, Prestes decidiu pedir uma licença de saúde do Exército por seis meses. Para se manter e ajudar financeiramente a família, passou a dar aulas particulares de matemática e geometria, lecionando também no Ginásio 28 de Setembro.

Por outro lado, a situação se agravou nos meios militares com o chamado caso de Pernambuco. Após as eleições para a sucessão nesse estado, os dois candidatos, da situação e da oposição, declararam-se vencedores, deflagrando uma série de choques armados e crimes políticos, dos quais participaram guarnições do Exército. A luta interna de Pernambuco acabou por envolver o Clube Militar devido a um telegrama que lhe endereçaram oficiais residentes naquele estado, os quais protestavam contra a situação. Em resposta, Hermes da Fonseca, na condição de presidente do Clube, enviou um telegrama ao comandante da guarnição federal de Pernambuco, no qual acusava o governo de colocar o Exército na “odiosa posição de algoz do povo pernambucano”.

Essa atitude levou o presidente da República a decretar o fechamento do Clube Militar por seis meses. Ao insurgir-se contra essa medida, o marechal Hermes da Fonseca foi preso. Sua prisão, somada ao fechamento do clube e à intranqüilidade reinante no Exército, desencadeou uma reação armada, a Revolta de 5 de Julho de 1922, que eclodiu simultaneamente no forte de Copacabana, na Escola Militar do Realengo e entre os oficiais do contingente do Exército em Mato Grosso, dando início ao ciclo de revoltas tenentistas que culminaria na Revolução de 1930. Nas articulações para o levante, Prestes compareceu a reuniões nas residências de Álvaro de Vasconcelos, oficial da Marinha, de Joaquim Inácio Batista Cardoso e da viúva do major Brasil, mas não chegou a participar da revolta do forte de Copacabana, pois se encontrava acamado vítima de febre tifóide.

Em 13 de setembro de 1922 foi transferido, juntamente com Fernando Távora, para a Comissão Fiscalizadora da Construção de Quartéis em três cidades do sul do país: Santo Ângelo, Santiago do Boqueirão e São Nicolau. Foi promovido em outubro a capitão, antes mesmo de embarcar para o Rio Grande do Sul.

Permaneceu pouco tempo na comissão, pedindo demissão em fevereiro de 1923 porque não lhe foi dado o material necessário para fiscalizar as obras.

Promovido a capitão em outubro, mas só no final do ano obteve a exoneração do cargo que ocupava. Nesse período, foi louvado pelo comandante da 3ª Região Militar (3ª RM), general Eurico de Andrade Neves, por sua atuação na revolução de 1923, luta armada que se travou no Rio Grande do Sul entre republicanos e libertadores em torno da quinta reeleição do líder republicano Antônio Augusto Borges de Medeiros para a presidência do estado.

Classificado em seguida no 1º Batalhão Ferroviário em Santo Ângelo (RS), aí se tornou chefe da seção de construção. Foi encarregado de dirigir a construção de um trecho da estrada de ferro Cruz Alta-Porto Lucena e construiu também uma ponte ligando Santo Ângelo a Camandaí. No desempenho dessas funções, entrou em contato com o problema da corrupção administrativa, reforçando as suas posições quanto à necessidade de mudanças políticas no país. Por outro lado, ainda em Santo Ângelo, foi despertado para a questão das condições de vida da população do interior, principalmente ao trabalhar com trezentos soldados analfabetos.

Criou então uma escola, onde acumulou as funções de diretor e professor.

Ainda em Santo Ângelo, em contato com colegas de turma que planejavam derrubar o governo de Artur Bernardes, comprometeu-se com a revolução que iria ser deflagrada em julho de 1924. Como não desejava revoltar-se na condição de oficial do Exército, pois havia jurado fidelidade aos poderes constituídos, solicitou no início de julho de 1924 licença para tratamento de saúde. Encontrava-se nessa situação quando, sem que tivesse sido avisado, eclodiu o movimento armado de 5 de julho de 1924, segundo aniversário da revolução frustrada de 1922. A revolução irrompeu em Sergipe, no Amazonas e em São Paulo. Nos dois primeiros estados, foi dominada rapidamente, mas em São Paulo os rebeldes sob o comando do general Isidoro Dias Lopes e do major da Força Pública de São Paulo Miguel Costa ocuparam a capital por três semanas até que, pressionados pela ação conjunta das forças policiais de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, rumaram para oeste em fins de julho. Conseguiram chegar a Mato Grosso e daí, devido à pressão das forças legalistas, foram obrigados a atravessar o alto Paraná e ocupar Guaíra (PR), depois de sofrer várias perdas nos combates travados com as tropas governistas.

No mês de setembro, Prestes pediu demissão do serviço ativo no Exército. Nesse período em que esteve afastado da tropa, trabalhou- como engenheiro numa empresa concessionária de serviços públicos, instalando luz elétrica em algumas cidades gaúchas, entre as quais Santo Ângelo. Envolvido nos preparativos para a revolução no Rio Grande do Sul, assumiu a liderança do movimento em Santo Ângelo com a participação do tenente Mário Portela Fagundes. Siqueira Campos partiu em companhia de João Francisco Pereira de Sousa e Anacleto Firpo para conferenciar com Juarez Távora na cidade de Foz do Iguaçu (PR). Nas conversações foi decidido que as forças revoltosas deveriam avançar até Ponta Grossa (PR), onde encontrariam a Divisão São Paulo.

No dia 29 de outubro Prestes deu início ao levante em Santo Ângelo utilizando um estratagema: procurou o oficial-de-dia do 1º Batalhão Ferroviário e entregou-lhe um telegrama do comandante da 3ª RM, general Andrade Neves, ordenando que o comandante do batalhão, major Eduardo Sá de Siqueira Montes, passasse ao capitão Prestes o comando da tropa. O telegrama era falso e sua utilização fora combinada anteriormente por Prestes com dois tenentes, seus ex-alunos, que não queriam aderir ao movimento. Prestes e um grupo de civis foram à casa do major Siqueira Montes e o seqüestraram, seguindo depois para o quartel, onde apresentaram o falso telegrama ao oficial-de-dia e receberam o comando de suas mãos.

Os trezentos soldados da Companhia do 1º Batalhão Ferroviário que Prestes comandara na abertura da estrada de ferro o acompanharam no levante. O líder lançou um manifesto no qual assegurava ao povo “a ordem, o respeito à propriedade e à família”, vinculando sua revolta à de São Paulo, comandada por Isidoro.

Declarou também que seus objetivos eram depor Bernardes e impedir que a Inglaterra se apropriasse das alfândegas brasileiras para a amortização da dívida externa em 1927. Além das tropas comandadas por Prestes, sublevaram-se no Rio Grande do Sul o batalhão de São Borja, liderado pelo tenente Siqueira Campos, o 3º Grupo de Artilharia a Cavalo (3º GAC), de Alegrete, sob a liderança dos tenentes João Alberto Lins de Barros e Renato da Cunha Melo, e o 3º Batalhão de Engenharia, de Cachoeira do Sul, tendo à frente o capitão Fernando Távora. Levantaram-se também o 3º RCI de São Luís Gonzaga, sob o comando do tenente João Pedro- Gay, e o 5º RCI de Uruguaina, sob o comando do capitão Juarez Távora. Os revoltosos contaram também com o apoio das forças irregulares de velhos caudilhos – Honório Lemes, Zeca Neto, Leonel Rocha e Júlio Barrios.

Com o prosseguimento da luta, Prestes assumiu o comando da coluna constituída pelo 2º e 3º regimentos de Cavalaria, o 1º Batalhão Ferroviário e revolucionários civis. A coluna permaneceu na região missionária durante dois meses, enfrentando as tropas legalistas compostas, segundo Hélio Silva, por cerca de dez mil homens. Marchou em seguida para a colônia militar do rio Uruguai com cerca de dois mil homens mal armados e deficientemente municiados.

Por seu lado, as colunas de Honório Lemes e Zeca Neto, que se reuniram após uma série de combates, internaram-se no Uruguai, o mesmo fazendo Júlio Barrios em dezembro.

Fonte: mrh6.sites.uol.com.br/www.grandecomunismo.hpg.ig.com.br/www.portalan.arquivonacional.gov.br

 

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