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Alexandre Herculano

 

Alexandre Herculano - Portugal

Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu em 1810 e faleceu em 1877.

Homem de lúcida visão crítica e participante ativo das lutas políticas de seu tempo, destaca-se principalmente como historiador, tendo escrito História de Portugal ( Desde o começo da monarquia até o fim do reinado de Afonso III ) e Da Origem e estabelecimento da Inquisição em Portugal.

Por outro lado , aproveitando seus conhecimentos acerca da Idade Média peninsular , escreveu prosa de ficção de fundo histórico: O Bobo , cuja ação transcorre na época da instauração da monarquia portuguesa em 1128; Monasticon, título geral que reúne dois romances de assunto monástico - Eurico, o presbítero, que tem como fundo a invasão dos árabes no século VIII d.C. e O Monde de Cister, que se passa no fim do século XVI.

Deixou ainda Lendas e narrativas, episódios medievais a que juntou um de sua própria época ( O Pároco da aldeia).

Casou-se cinqëntão, afastando-se da cidade e da vida literária, recolhido em sua quinta no interior de Portugal.

Alexandre Herculano - Vida

Alexandre Herculano
Alexandre Herculano

Nascido em Lisboa a 28 de Março de 1810, era filho de Teodoro Cândido da Araújo, recebedor da antiga Junta dos Juros, hoje Junta do Crédito Publico, e de D. Maria do Carmo de S. Boaventura, filha de José Rodrigues de Carvalho, pedreiro empregado nas obras da Casa Real.

Poeta, romancista, historiador, um dos introdutores e guias do Romantismo português. Pertencia a família modesta, que não pôde proporcionar-lhe estudos universitários. Feitas as Humanidades nas aulas da Congregação do Oratório, passou deste ambiente de trabalho austero para a severidade dos estudos de Diplomática, na Torre do Tombo, aos quais juntava a aprendizagem do inglês e do alemão. Em 1831 foi obrigado a emigrar, como adverso ao absolutismo miguelista. Mas «as profundas misérias do cativeiro», a que se refere, não lhe impediram a frequência da biblioteca de Rennes, o que os companheiros de exílio, aliás, lhe facilitavam, pois o moço estudioso «se tornava mais útil na biblioteca do que na cozinha» - alegavam. Das andanças do cativeiro datam alguns dos mais belos poemas de quem a si próprio se designava como «o trovador do exílio».

Volta a Portugal em 1832, incorporado entre os 7.500 do Mindelo. Durante o certo do Porto, trabalha na organização da Biblioteca Municipal, como seu segundo bibliotecário, sem prejuízo das obrigações de soldado, que sabe cumprir com reconhecida galhardia. Em 1936 derrubam os setembristas o governo cartista, e Herculano, que sentia no acontecimento uma vitória da demagogia, demite-se do cargo de bibliotecário, vem para Lisboa e escreve com apreensões de amargo pessimismo, a que julga adequada a ênfase dos profetas de Israel – que é já a de alguns poemas da sua futura coletânea Harpa do Crente, 1838 -, o livro A Voz do Profeta (1836).

Toma em Lisboa a direção da revista Panorama, que mantém por sete anos, e aqui, e depois na Biblioteca da Ajuda, de que D. Fernando lhe confiou a direcão, começa uma atividade simultâneamente de jornalista, novelista e historiador, o que é o mesmo que dizer: cultiva as aptidões e enriquece a cultura que às páginas do historiador melhor poderiam animar de vida e à efabulação do ficcionista dar mais consistência de realidade.

É no Panorama que vão saindo as obras de ficção com que o A. se desfatiga da aridez dos estudos históricos. Ali saem as Lendas e Narrativas que reunirá em volume em 1851; O Bobo (1843) e alguns capítulos d’O Monge de Cister (1841) . Estes dois últimos romances virão a lume em livro respectivamente em 1878 e 1848.

O conteúdo histórico d’O Monge de Cister, mais que o do Eurico, o Presbítero , publicado em 1844, é o excedente das investigações que o plano do historiador lhe não permite utilizar.

A História de Portugal , que saiu lentamente em 4 volumes, de 1846, 1847, 1850 e 1853 (porque no intervalo H. se ocupou de política no ataque a Rodrigo da Fonseca), apenas abrange o período que vai da fundação da nacionalidade até ao momento histórico em que os municípios obtêm de Afonso III a representação às cortes. A Herculano interessava particularmente a história das instituições municipais, porque entendia serem elas que, adaptadas «à ilustração do nosso tempo», poderiam evitar que a realeza exorbitasse em cesarismo e a massa popular se desmandasse em demagogia.

Em 1877 apagava-se a chama do homem de maior prestígio intelectual e moral da sua geração.

Personalidade completa, acabada, se as há. Capaz da paciência beneditina da investigação, tanto como da penetrante agudeza da crítica, histórica ou literária; dotado da visão arquitetônica na ordenação das ideias, tanto como da imaginação efabuladora de romancista e dramaturgo (fez representar um drama: O Fronteiro de África), não lhe faltando a emotividade que se exprime por alguns dos mais belos poemas do seu tempo – o que não lhe impede a lucidez com que sabe encarar os problemas de ordem prática, da sua lavoura ou da econmia do país.

OBRAS

Herculano foi historiador , romancista , contista , ensaísta , poeta e crítico . Em tudo que escreveu deixou evidenciado um estilo solene , empertigado , conseqüência do seu didatismo informativo de historiador . Na poesia sobraram-lhe conhecimentos e técnicas , mas lhe faltou emoção .

Introduziu em Portugal a prática do romance histórico , que tinha no inglês Walter Scott o grande modelo . Sua linguagem equilibrada era resultado da elegância do estilo , que tentava compensar alguns arroubos apaixonados típicos da escola romântica com a serenidade racionalista . Podemos notar inclusive certa tendência a explorar arcaísmos da expressão , para adaptar a forma ao ambiente e à época geralmente retratada em suas obras , a Idade Média .

EURICO , O PRESBÍTERO ( 1844 )

O romance se passa no século VIII , e aborda a luta entre godos e árabes na Península Ibérica . Explorando ao máximo os efeitos desse pano de fundo histórico, o Narrador relata a história de Eurico , um cavaleiro que , por se ver impedido de casar-se com a mulher amada , Hermengarda , resolve entrar para um convento . De lá , só sai para auxiliar na expulsão dos árabes , disfarçado de Cavaleiro Negro . Destaca-se na luta , unindo-se ao banho de Pelágio , irmão de Hermengarda . Depois de recuperar a moça , que caíra prisioneira , revela-se a ela , mas se diz então impossibilitado de realizar seu amor , poe estar envolvido com a Igreja . Diante disso , Hermengarda enlouquece , e Eurico enfrenta sozinho um bando de inimigos , em uma luta suicida.

O medievalismo e a caracterização de Eurico como um cavaleiro andante e herói nacional enquadram-se na valorização que os românticos dão às origens da pátria .

Alexandre Herculano - Escritor

Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu em Lisboa no ano de 1810. Sua vida foi marcada por lutas políticas e pela reconstrução literária da história de Portugal. Um dos mais importantes romancistas do século XIX, suas obras são de cunho romântico e vão desde a poesia ao drama e ao romance.

É um dos grandes escritores de sua geração, desenvolvendo o tema romântico por excelência: a incompatibilidade do indivíduo com o meio social.

Devido ao seu envolvimento na Revolta do 4 de Infantaria, é obrigado a emigrar para Inglaterra, em 1831.

No ano seguinte, tendo retornado a Portugal, Herculano começa a trabalhar na Biblioteca Pública do Porto, como segundo bibliotecário.

Em 1839, é nomeado diretor das bibliotecas reais das Necessidades e da Ajuda. No ano de 1853, o romancista funda o Partido Progressista Histórico.

Quatro anos depois, manifesta sua discordância em relação à Concordata de Roma, que restringia os direitos do padroado português na Índia.

Em 1859, adquire a quinta de Vale de Lobos, perto de Santarém, onde, embora retirado, continua a receber correspondência e muitas personalidades ligadas à cultura e ao poder. No ano seguinte, participa na redação do primeiro Código Civil português.

Em1866, casa-se com uma senhora por quem era apaixonado desde a juventude.

Morre em 1877, rodeado de enorme prestígio, traduzido numa manifestação nacional de luto organizada pelo escritor João de Deus.

Alexandre Herculano - Biografia

O escritor e historiador Alexandre Herculano envolveu-se nas lutas liberais e, por isso, foi mandado para o exílio na França em 1831. No ano seguinte partiu para a Inglaterra e regressou a Portugal integrando o exército de D. Pedro no cerco à cidade do Porto.

Em 1833 assumiu as funções de segundo bibliotecário na Biblioteca Pública do Porto. Em 1836 foi para Lisboa e passou a dirigir a revista "O Panorama", principal veículo de divulgação do Romantismo em Portugal. Ainda nesse ano, publicou "A Voz do Profeta".

Em 1839 assumiu a função de diretor da Real Biblioteca da Ajuda. Entre 1850 e 1860, exerceu grande atividade jornalística e política e, a partir de 1867, foi para a Quinta de Vale de Lobos (Santarém), onde dedicou-se quase que exclusivamente às suas propriedades.

A sua obra literária é muito extensa. Como historiador destacam-se "A História de Portugal" (1853) e a "História e Origem da Inquisição em Portugal" (1859). Ele escreveu ainda contos e novelas que foram reunidos na obra "Lendas e Narrativas (1851).

Entre nós, brasileiros, Alexandre Herculano ficou mais conhecido por suas narrativas históricas, dentre as quais destacam-se "O Monge de Cister" (1841), "O Bobo" (1843) e "Eurico, O Presbítero" (1844), esta considerada a sua obra prima.

Bibliografia

Poesia

A Voz do Profeta (prosa poética) - 1836
Harpa do Crente - 1837

Romance e narrativas

O Bobo - 1843
Lendas e Narrativas I e II -1839 e 1844
Eurico, o Presbítero -1844
O Pároco da Aldeia - 1844
O Monge de Cister - 1848
História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal - 1850
História de Portugal I, II, III e IV - 1846 e 1853

Teatro

O Fronteiro de África - 1838
Os Infantes em Ceuta - 1842

Alexandre Herculano -

Alexandre Herculano
Alexandre Herculano

Alexandre Herculano de Carvalho Araújo nasceu em Lisboa, a 28 de Março de 1810, no seio de uma família da classe média.

O pai, Teodoro Cândido de Araújo, era recebedor da Junta dos Juros. A mãe chamava-se Maria do Carmo de S. Boaventura.

Entre 1820 e 1825 frequentou o colégio dos Oratorianos, mas não chegou a entrar na Universidade, porque em 1827 o pai cegou e teve que abandonar o lugar que ocupava. Pela mesma altura, o avô materno, mestre de obras a trabalhar no palácio da Ajuda, deixou de receber as importâncias de que era credor e não lhe pôde dispensar o apoio necessário.

Fechada essa porta, matriculou-se na Aula de Comércio, em 1830, e frequentou um Curso de Diplomática (estudos de paleografia). Particularmente, estudou também francês, inglês e alemão. Embora o seu conhecimento destas duas últimas línguas não fosse profundo, serviu-lhe pelo menos para avivar a sua receptividade à literatura coeva desses países, o que não era muito frequente em Portugal. Foi nesta altura que começou a familiarizar-se com a literatura romântica da Europa, por influência da Marquesa de Alorna, cujos serões literários frequentou.

Herculano perfilhou sempre uma ideologia conservadora, mas não parece haver razões para seguir a opinião expressa por Teófilo Braga, que afirma ter sido na juventude um miguelista convicto. A verdade é que, em Agosto de 1831, aparece-nos comprometido com uma malograda revolta militar de cariz liberal que o obrigou a procurar refúgio num navio francês, surto no Tejo.

Daí saiu para o exílio em Inglaterra e França: primeiro Plymouth, depois Jersey, a seguir Saint Malo e finalmente Rennes. No fundo um percurso semelhante ao de Garrett e outros ativistas liberais.

Foi exatamente em Rennes que Herculano teve oportunidade de frequentar a biblioteca pública da cidade. Pôde então familiarizar-se melhor com as obras de Thierry, Vítor Hugo e Lamennais.

Tal como Almeida Garrett e outros jovens exilados alistou-se no exército liberal que, no início de 1832, se dirigiu aos Açores e depois ao Porto. Participou no cerco da cidade e destacou-se em várias missões de reconhecimento na região minhota.

Nesta cidade, foi nomeado em 22 de Fevereiro de 1833 para coadjuvar o diretor da Biblioteca Pública, organizada a partir do acervo da livraria do bispo. Exerceu o cargo até Setembro de 1836, quando pediu a exoneração, por discordar do juramento de fidelidade à Constituição de 1822, que lhe era exigido.

Na carta de demissão declara-se fiel à Carta Constitucional. Coerente com as suas convicções políticas, opõe-se ao Setembrismo, que daqui em diante irá combater. Voltou a Lisboa para, através do jornalismo, combater os adversários políticos. É então que publica A Voz do Profeta (1836).

Torna-se redator principal de O Panorama , editado pela Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis, que era então o principal instrumento de divulgação da estética romântica, em Portugal.

Foi aí que publicou vários dos seus estudos de natureza histórica e muitas das suas obras literárias, mais tarde editadas em livro: A Abóbada , Mestre Gil , O Pároco de Aldeia , O Bobo e O Monge de Cister .

Ainda nesse ano de 1837 assumiu a responsabilidade da redação do Diário do Governo , que nesse tempo era apenas um jornal de suporte ao partido no poder. No entanto, pouco tempo depois abandonou o lugar. No ano seguinte publicou A Harpa do Crente .

Em 1839 foi nomeado, por iniciativa do rei D. Fernando, para dirigir a Real Biblioteca da Ajuda e das Necessidades, tendo conservado esse cargo quase até ao fim da vida.

Em 1840 chegou a passar pelo Parlamento, eleito pelo círculo do Porto, como deputado do Partido Cartista (conservador), mas o seu temperamento adequava-se mal à atividade política. As manobras partidárias enojavam-no e sentia dificuldade em falar em público.

A pouco e pouco foi-se afastando da atividade política e dedicando o seu tempo à literatura. Os anos seguintes são de grande produtividade literária. São desta época os seus romances de ambiente histórico. É também na década de 40 que inicia a publicação da sua História de Portugal , seguramente a primeira escrita com preocupação de rigor científico. Aliás, o primeiro volume suscitou de imediato violenta reação por parte de alguns setores do clero, por excluir, naturalmente, qualquer intervenção sobrenatural na batalha de Ourique. A polémica sobre esta questão ficou famosa. Note-se que Herculano era católico e politicamente conservador, mas opunha-se à interferência da igreja na vida política nacional. Esse confronto com setores clericais está também na origem dos seus estudos sobre a Inquisição em Portugal.

Em 1851, voltou por algum tempo à política ativa, com o triunfo da Regeneração, chegando a colaborar com o governo, embora por pouco tempo. Mais prolongada foi a sua intervenção cívica através da imprensa. Em 1851 fundou o jornal O País e dois anos depois O Português .

Sócio correspondente da Academia Real das Ciências desde 1844, em 1852 foi admitido como sócio efetivo e eleito vice-presidente em 1855. Em 1853, por encargo da Academia, percorreu o país, inventariando os documentos existentes nos arquivos episcopais e nos mosteiros, preparando aquilo que viria a constituir os Portugaliae Monumenta Historica . Pôde então verificar o estado de abandono a que estava votado a maior parte do acervo documental espalhado pelo país.

Em Março de 1856 Herculano renunciou ao seu lugar na Academia e decidiu abandonar os estudos de natureza histórica. Na origem dessa decisão parece estar o fato de ter sido nomeado guarda-mor da Torre do Tombo Joaquim José da Costa Macedo, com quem ele teria tido desinteligências sérias. Essa pausa foi interrompida no ano seguinte, por entretanto se ter aposentado o referido indivíduo. Pôde assim continuar o trabalho de organização e publicação dos Portugaliae Monumenta Historica .

Herculano participou nos trabalhos de redação do Código Civil, tendo nessa altura defendido o casamento civil a par do religioso. A proposta era inovadora e suscitou forte reação. Dessa polémica surgiram os Estudos sobre o Casamento Civil .

Juntamente com Almeida Garrett , é considerado o introdutor do romantismo em Portugal. Os seus primeiros contatos com a literatura ocorreram em ambiente pré-romântico, nos salões da Marquesa de Alorna, onde entrou por mão de António Feliciano de Castilho . Embora Garrett , onze anos mais velho, se tenha adiantado com a publicação no exílio de Camões e D. Branca , consideradas as primeiras obras inequivocamente românticas, podemos considerar Herculano como o teorizador da nova corrente literária, ao nível interno, pelos artigos que publicou no Repositório Literário do Porto. Por outro lado foi ele que introduziu no nosso país o romance histórico, tão característico do romantismo. A inspiração direta veio-lhe naturalmente de Walter Scott e Victor Hugo.

Os seus méritos de cidadão, escritor e estudioso eram reconhecidos quase unanimemente e foram muitas as honrarias que lhe foram oferecidas. Aceitou algumas de natureza científica, mas as distinções honoríficas recusou-as sempre. Recusou mesmo a sua nobilitação, ao contrário de Garrett e Camilo , que, como sabemos, morreram viscondes.

Em 1866 casou e, pouco depois, retirou-se para a sua quinta de Vale de Lobos, próximo de Santarém. Aí permaneceu até ao fim da vida, ocupado com os seus escritos literários e as lides agrícolas.

Foi aí que morreu, a 13 de Setembro de 1877.

Fonte: www.profabeatriz.hpg.ig.com.br/bibvirt.futuro.usp.br/cultura.portaldomovimento.com/www.mundocultural.com.br/pwp.netcabo.pt

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