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Princesa Isabel

 

No dia 29 de julho de 1846 nascia a Princesa Isabel, segunda filha do Imperador D. Pedro II, no Paço de São Cristóvão, Rio de Janeiro. Recebeu o pomposo nome Isabel Cristina Leopoldina Augusta. Isabel, por causa da avó materna, Rainha de Nápoles; Cristina, que lembraria sua mãe, a Imperatriz Dona Tereza Cristina; Leopoldina, em homenagem a sua avó paterna, a primeira Imperatriz do Brasil e Augusta como premonição do futuro que a aguardava.

A esses nomes acrescentaram-lhe os tradicionais dos príncipes de Bragança: Micaela, Gabriela, Rafaela Gonsaga.

Com a morte de seu irmão mais velho, o Príncipe Dom Afonso, tornava-se, aos onze meses de idade, herdeira do trono e sucessora de seu pai.

Em 1848 nasceu o seu segundo irmão varão, o Príncipe Dom Pedro, que veio a falecer dois anos depois. Para herdar o trono fundado por Dom Pedro I, restava uma frágil princesa de quatro anos de idade que seria, daí em diante, a Princesa Imperial. O reconhecimento oficial como sucessora de seu pai teve lugar a 10 de agosto de 1850 , quando a Assembléia-Geral, proclamou-a Herdeira do Trono na forma dos Artigos 116 e 117 da Constituição do Império.

A 29 de julho de 1860 completava D. Isabel seus 14 anos e, de acordo com o Artigo 106 da Constituição, deveria prestar o juramento de "manter a religião católica apostólica a romana, observar a Constituição política da nação brasileira e ser obediente às leis e ao imperador”.

A 30 de junho de 1887, com a partida do Imperador para a Europa para tratamento de saúde, começava a 3a Regência e a 3a fase política da vida da Princesa. A escravidão estava de tal maneira presente na vida do Império que várias tentativas visando aboli-la acabavam esbarrando no conservadorismo dos fazendeiros e proprietários, mesmo entre os liberais. As relações entre a Regente e o Ministério de Cotegipe eram tensas, embora aparentassem ser cordiais.

Enquanto a Princesa aliava-se ao movimento popular, o Ministério de Cotegipe defendia a manutenção da escravidão. Aproveitando-se da oportunidade oferecida por um incidente de rua, a Princesa substitui o Gabinete. O novo ministério. conhecido como o Gabinete da Abolição, tinha a frente o Conselheiro João Alfredo, a quem a Princesa sugeriu na Fala do Trono que se fizesse o quanto antes a abolição da escravatura.

A 13 de maio, um domingo, seriam as últimas votações e a Princesa, certa da vitória, descia de Petrópolis para aguardar no Paço da Cidade o momento de assinar a Lei Aurea. Na euforia e no entusiasmo pelo seu dia de glória, só ouvia a Princesa os louvores e os aplausos - Viva Isabel I. Coroando a atitude da "Redentora" faltava a benção da Igreja, com a Rosa de Ouro, concedida à Princesa pelo Papa Leão XIII, em 28 de setembro de 1888.

Fonte: Viva Brazil; Soleis

Princesa Isabel

Princesa Imperial nasceu no Paço de São Cristóvão, Rio de Janeiro, a 29 de julho de 1846.

Na mesma cidade, em 15 de outubro de 1864, contraiu matrimónio com o Príncipe Gastão de Orléans, Conde d'Eu, primogénito do Duque de Nemours e neto de Luís Filipe, Rei dos Franceses, tendo sido seus filhos os Príncipes Dom Pedro de Alcantara, Dom Luís e Dom António.

Durante as três viagens de Dom Pedro II ao exterior, foi Regente do Império:

De 25 de maio de 1871 a 31 de março de 1872;

De 26 de março de 1876 a 25 de setembro de 1877

De 30 de junho de 1887 a 22 de agosto de 1888. Foi neste período que usando das prerrogativas de Princesa Imperial Regente, sancionou, a 13 de Maio de 1887, a Lei que extinguiu a escravatura no Brasil.

Era Grã-Cruz da Ordem Imperial do Cruzeiro, de Pedro I, Fundador do Império do Brasil, da Rosa, de Santiago da Espada de São Bento de Avis e de N.S. Jesus Cristo reformadas estas últimas no Brasil; também lhe foram concedidas a Ordem de Santa Isabel, de Portugal, a da Cruz Estrelada, da Áustria, e a das Damas Nobres de Maria Luísa, da Espanha.

Com a queda do regime monárquico, em 1889, acompanhou a família imperial ao exílio vindo a falecer, em 14 de Novembro de 1921, no Castelo d'Eu, na França. O seu corpo foi sepultado, como o do seu marido, foi sepultado no Panteão dos Orléans em Dreux.

A 7 de Julho de 1953 os restos mortais da Princesa e do seu marido foram trasladados para o Brasil, tendo ficado no Rio de Janeiro até 12 de Maio de 1971, quando foram sepultados na Catedral de Petrópolis.

Isabel Cristina - a Redentora

Princesa Imperial - Isabel Cristina Leopoldina

3ª Princesa do Brasil Princesa D. Isabel, Regente do Império do Brasil (1846-1921).

Nome completo: Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon

Nossa primeira grande mulher, foi fundamental para a evolução da nossa nação e principalmente para a raça negra que foi libertada por uma atitude forte e confiante, apesar das conseqüências que isso poderia gerar.

A Redentora segunda filha de D. Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina. Casou-se em l864 com o Conde D’Eu. Foi por três vezes regente do Império. Nas ausências do Imperador D. Pedro II, substituiu o Governador, com os gabinetes Rio Branco 1871 a 1872, Caxias 1876 a 1877, Cotegipe e João Alfredo 1877 a 1888. Sancionou as Leis relativas ao primeiro recenseamento do Império, naturalização de estrangeiros, desenvolvimento da viação férrea, solução de questões de limites territoriais, e relações comerciais com países vizinhos. Em 28 de setembro de 1871, sancionou a Lei do Ventre Livre, e em 1888, a Lei Áurea, lei esta que extinguiu a escravidão em todo Brasil. Recebeu o cognome de “A Redentora”.

Logo depois da Proclamação da República, tendo sido a família Imperial banida do território nacional, a Princesa acompanhou-a no exílio; teve três filhos: Pedro de Alcântara, Luiz Maria Felipe e Antônio Gusmão Francisco. Seus restos mortais foram transferidos para o Rio de Janeiro, juntamente com os de seu marido em 6 de julho de 1953. Por ter promulgado a Lei Áurea, a Princesa Isabel alcançou um lugar de destaque na História do Brasil. Esse ato conteve um longo combate, sustentado pelos abolicionistas, que não concordavam em aceitar a aplicação da escravidão de seres que tinham o mesmo direito à liberdade.

Essa atitude persuadiu o destino da monarquia teve suas colunas abaladas a tal ponto que não cederam as investidas dos republicanos.

Com a Proclamação da República, embarca a Família Imperial para o exílio na Europa. A velhice transcorreu tranqüila e calma para a Princesa Isabel. Rodeada do marido - que amava e que a amava - e dos filhos (dois dos quais levados pelas conseqüências da Primeira Guerra Mundial) e por seus netos, que passaram a constituir o seu encantamento. Nos últimos anos, com dificuldade para se locomover, era empurrada numa grande cadeira de rodas pelos corredores e salões do castelo d’Eu, e a 14 de novembro de 1921, fechava para sempre "aqueles Olhos cheios de lembranças do Brasil”.

Fonte: lusotopia.no.sapo.pt

Princesa Isabel

Princesa Isabel
Lei Áurea pôs fim à escravatura no país

Princesa Isabel pôs fim à escravidão em 13 de maio de 1888

A campanha abolicionista foi um movimento social e político ocorrido entre 1870 e 1888, que defendia o fim da escravidão no Brasil.

Termina com a promulgação da Lei Áurea, que extingue o regime escravista originário da colonização do Brasil. A escravidão havia começado a declinar com o fim do tráfico de escravos em 1850. Progressivamente, imigrantes europeus assalariados substituem os escravos no mercado de trabalho. Mas é só a partir da Guerra do Paraguai (1865-1870) que o movimento abolicionista ganha impulso. Milhares de ex-escravos que retornam da guerra vitoriosos, muitos até condecorados, se recusam a voltar à condição anterior e sofrem a pressão dos antigos donos. O problema social torna-se uma questão política para a elite dirigente do Segundo Reinado.

Lei do Ventre Livre

O Partido Liberal, de oposição, compromete-se publicamente com a causa, mas é o gabinete do visconde do Rio Branco, do Partido Conservador, que promulga a primeira lei abolicionista, a Lei do Ventre Livre, em 28 de setembro de 1871. De poucos efeitos práticos, ela dá liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir dessa data, mas os mantém sob a tutela de seus senhores até atingirem a idade de 21 anos. Em defesa da lei, o visconde do Rio Branco apresenta a escravidão como uma "instituição injuriosa", que prejudica, sobretudo, a imagem externa do país.

Campanha abolicionista

Em 1880, políticos e intelectuais importantes, como Joaquim Nabuco e José do Patrocínio, criam, no Rio de Janeiro, a Sociedade Brasileira contra a Escravidão, que estimula a formação de dezenas de agremiações semelhantes pelo país. Da mesma forma, o jornal O Abolicionista e o manifesto O Abolicionismo, de Nabuco, e a Revista Ilustrada, de Ângelo Agostini, servem de modelo a outras publicações antiescravistas. Advogados, artistas, intelectuais, jornalistas e parlamentares engajam-se no movimento e arrecadam fundos para pagamento de cartas de alforria, documento que concedia liberdade ao escravo. O país é tomado pela causa abolicionista. Em 1884, o Ceará antecipa-se e decreta o fim da escravidão em seu território.

Lei dos Sexagenários

A decisão cearense aumenta a pressão da opinião pública sobre as autoridades federais. Em 1885, o governo cede mais um pouco e promulga a Lei Saraiva-Cotegipe. Conhecida como Lei dos Sexagenários, ela liberta os escravos com mais de 60 anos, mediante compensações a seus proprietários. A lei não apresenta resultados significativos, já que poucos cativos atingem essa idade e os que sobrevivem não têm de onde tirar o sustento sozinhos.

Os escravizados, que sempre resistiram ao cativeiro, passam a participar ativamente do movimento, fugindo das fazendas e buscando a liberdade nas cidades. No interior de São Paulo, liderados pelo mulato Antônio Bento e seus caifazes (nome tirado de uma personalidade bíblica, o sumo-sacerdote judeu Caifaz), milhares deles escapam das fazendas e instalam-se no Quilombo do Jabaquara, em Santos.

A esta altura, a campanha abolicionista mistura-se à republicana e ganha um reforço importante: o Exército.

Descontentes com o Império, os militares pedem publicamente para não mais ser utilizados na captura dos fugitivos. Do exterior, sobretudo da Europa, chegam apelos e manifestos favoráveis ao fim da escravidão.

Lei Áurea

Em 13 de maio de 1888, o governo imperial rende-se às pressões, e a Princesa Isabel assina a Lei Áurea, que extingue a escravidão no Brasil.

A Lei Áurea não indenizava os cafeicultores cariocas com a perda dos escravos; eles, então, transformaram-se em republicanos de última hora. Republicanos de 14 de maio.

Assim, o Império perde o apoio dos senhores do café escravistas, ou seja, perde o apoio dos barões escravagistas cariocas. Perde, assim, o alicerce social que o apoiava, o último sustentáculo de apoio da Monarquia, e conseqüentemente a Monarquia cai.

O fim da escravatura, porém, não melhora a condição social e econômica dos ex-escravos. Sem formação escolar nem profissão definida, para a maioria deles a simples emancipação jurídica não muda sua condição subalterna, muito menos ajuda a promover sua cidadania ou ascensão social.

Fonte: www.br.geocities.com

Princesa Isabel

1846 - 1921

Princesa Isabel
Princesa Isabel

Princesa imperial brasileira nascida no palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, chamada de a Redentora por ter abolido a escravidão no Brasil.

Filha do imperador D.Pedro II e de Teresa Cristina, terceira imperatriz do Brasil, tornou-se herdeira do trono imperial após a morte dos irmãos Afonso (1847) e Pedro (1850).

Casou por contrato com o príncipe Gastão de Orléans, conde d'Eu, filho de Luís de Orléans, duque de Nemours, e neto do rei Luís Filipe, da França (1864), que foi agraciado com as honras de marechal do Exército.

O casal teve três filhos: Pedro de Alcântara, Luís e Antônio.

Assumiu por três vezes a regência do império durante as viagens do imperador Pedro II ao exterior.

Na sua primeira regência (1871-1873), sancionou a Lei do Ventre Livre, pela qual libertou os filhos que nascessem de mãe escrava.

Seu segundo período na regência ocorreu quando da viagem de Pedro II aos Estados Unidos (1876-1877).

Na sua terceira oportunidade como regente (1887-1889), sancionou a lei que abolia a escravidão, a Lei Áurea, em 13 de maio (1888).

A decisão valeu à princesa imperial a condecoração Rosa de Ouro, concedida pelo papa Leão XIII.

Porém seu casamento com um príncipe estrangeiro, o conde d'Eu, e por isso um nobre impopular entre os brasileiros, tornou insustentável a manutenção da monarquia no Brasil.

Com a proclamação da república, exilou-se com os demais membros da família imperial (1905) no castelo d'Eu, na região francesa da Normandia.

Nos últimos anos, com dificuldade para se locomover, era empurrada numa grande cadeira de rodas pelos corredores e salões do castelo d’Eu, e a 14 de novembro (1921), fechava para sempre os olhos cheios de saudades do Brasil.

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br

Princesa Isabel

Princesa Isabel
Princesa brasileira (1846-1921).
Responsável pela assinatura da Lei Áurea, em 1888, que extingue a escravidão no Brasil.

Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon (29/7/1846-14/11/1921) nasce no Palácio de São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro.

Filha do imperador dom Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina, torna-se sucessora do trono como princesa imperial, em lugar dos irmãos Afonso e Pedro, falecidos.

Decide casar-se em 1864 com o príncipe Gastão de Orleans, o conde d'Eu.

O casal tem três filhos: Pedro de Alcântara, Luís e Antônio.

Durante uma das viagens de dom Pedro II ao exterior, em 1871, assume a regência do império e sanciona a Lei do Ventre Livre, que liberta os filhos de escravos nascidos a partir da data de sua promulgação (27/9/1871).

Dezessete anos depois, promove a abolição da escravatura, assinando a chamada Lei Áurea em 13 de maio de 1888.

Por esse ato, é condecorada pelo papa Leão XIII com a Rosa de Ouro.

O acirramento das disputas entre monarquistas e republicanos civis e militares, a partir do ano seguinte, inviabiliza sua ascensão ao trono como herdeira de dom Pedro II.

O casamento com o conde d'Eu, nobre impopular entre os brasileiros, é um dos focos das divergências.

Os republicanos não querem como herdeira do trono "uma princesa casada com um príncipe estrangeiro".

Com a proclamação da República, em 1889, exila-se na França com o restante da família imperial.

Morre no Castelo d'Eu, na região francesa da Normandia.

Referências bibliográficas

Almanaque Abril. Quem é quem na história do Brasil. São Paulo, Abril Multimídia, 2000. (bibliografia completa)

Fonte: www.meusestudos.com

Princesa Isabel

Às 6:26 horas da tarde do dia 29 de julho de 1846 nascia a Princesa Isabel. segunda filha do Imperador D.Pedro II, assistida pelo Dr. Cândido Borges Monteiro, no Paço de São Cristóvão, Rio de Janeiro. Batizada na capela Imperial no dia 15 de novembro daquele ano pelo Bispo Capelão-Mor. Conde de Irajá. recebeu o pomposo nome Isabel Cristina Leopoldina Augusta. Isabel, por causa da avó materna, Rainha de Nápoles; Cristina, que lembraria sua mãe, a Imperatriz Dona Tereza Cristina; Leopoldina. em homenagem a sua avó paterna, a primeira Imperatriz do Brasil e Augusta como premonição do futuro que a aguardava.

A esses nomes acrescentaram-lhe os tradicionais dos príncipes de Bragança: Micaela, Gabriela, Rafaela Gonsaga.

Com a morte de seu irmão mais velho, o Príncipe Dom Afonso, tornava-se, aos onze meses de idade, herdeira do trono e sucessora de seu pai. Neste mesmo ano de 1847 nasceria a 13 de julho a sua companheira de toda a mocidade, a Princesa Leopoldina, sua irmã.

Em 1848 nasceu o seu segundo irmão varão, o Príncipe Dom Pedro, que veio a falecer dois anos depois. Para herdar o trono fundado por Dom Pedro I , restava uma frágil princesa de quatro anos de idade que seria, daí em diante, a Princesa Imperial. O reconhecido oficial como sucessora de seu pai teve lugar a 10 de agosto de 1850 , quando a Assembléia-Geral, reunida no Paço do Senado às 11 horas da manhã, proclamou-a Herdeira do Trono na forma dos Artigos 116 e 117 da Constituição do Império.

A 29 de julho de 1860 completava D. Isabel seus 14 anos e, de acordo com o Artigo 106 da Constituição, deveria prestar o juramento por esta determinado de "manter a religião católica apostólica a romana, observar a Constituição política da nação brasileira e ser obediente às leis e ao imperador.

A fim de prepará-la para o papei que lhe estava reservado, começou Dom Pedro II a preocupar-se com a formação da futura Imperatriz. Desde cedo, porém. o Imperador iniciou entendimentos para dar às filhas uma preceptora. Por indicação da Princesa de Joinville a escolhida foi D. Luisa Margarida Portugal de Barros, filha do diplomata Domingo Borges de Barros. Visconde de Pedra Branca. casada com o fidalgo francês Visconde de Barrai. A futura Condessa de Barral iniciou suas funções em setembro de 1865.

Para a instrução da Princesa Isabel e da sua irmã diversos mestres foram então designados.

Lendo seus programas de estudo, tão repletos de aulas e obrigações, pode-se imaginar que a Princesa Isabel teve uma infância diferente das crianças de seu tempo.

Contudo, teve certamente suas horas de brincadeiras, principalmente em Petrópolis. onde em seu diário ela diz: "Petrópolis, residência de verão, residência deliciosa: jardins floridos canais cortando a cidade... "ou ainda mais adiante "Eu fui de Petrópolis a pé até a cascata de Tamarati A mana andou tão pouco a cavalo. " Em São Cristóvão, para amenizar o ambiente tão carregado de estudos e deveres, pequenas peças teatrais eram levadas à cena e as princesas desempenhavam os principais papéis na companhia dos amigos de infância.

Em todos os tempos e lugares os casamentos de príncipes são motivo para as mais desencontradas opiniões e comentários.

Era natural que o governo e o povo dessem a maior importância ao casamento da Princesa Isabel, dedicando-lhe toda a atenção. Cabia ao ministério movimentar a máquina diplomática para localizar um Principe Consorte. Depois de enorme correspondência trocada com a nobreza européia é a própria Princesa quem escolhe o seu Príncipe, Luís Gastão de Orléans, o Conde d’Eu. Em 18 de setembro de 1864 o príncipe francês pede a mão da herdeira do Império do Brasil. O casamento teve lugar na Capela Imperial, no Rio de Janeiro, a 15 de outubro daquele ano. No mesmo dia os noivos partem para a lua de mel em Petrópolis, e em 10 de janeiro de 1865 seguem viagem para a Europa onde a Princesa conheceu então os pais de seu marido.

Com o fim da Guerra do Paraguai o casal faz nova viagem à Europa. desta vez para visitar a Princesa Leopoldina que se encontrava doente. Sofrendo de tifo, a única irmã da Princesa Isabel veio a falecer em 7 de fevereiro de 1871. Neste mesmo ano. D. Pedro II faz sua primeira viagem à Europa.

Deixando, pela primeira vez, a Princesa Isabel como Regente do Império.

Neste interim, é assinada a 28 de setembro a Lei do Ventre Livre.

A ausência de filhos do casal preocupava a todos. Engravidara a Princesa durante a sua terceira viagem à Europa. mas somente no 6 mês de gravidez ponderou sobre a dificuldade de retornar ao Brasil para que aqui nascesse o seu herdeiro. como regia o Contrato Matrimonial. Embarcando dois meses depois, após uma viagem penosa, nascia-lhe morta uma menina aos 28 de julho de 1874, no Paço Isabel.

Finalmente em 15 de outubro de 1875, quando comemoravam onze anos de casados, nascia no Palácio Princesa Isabel, em Petrópolis, o herdeiro, recebendo o nome de Pedro de Alcântara, e o título de Grão-Pará, que competia ao primogênito do Príncipe Imperial. No Palácio Imperial de Petrópolis, em 26 de janeiro de 1878, nascia o segundo filho da Princesa, Dom Luís Maria e a 9 de agosto de 1881, em função de uma demorada viagem à Europa, nascia o terceiro filho, Dom Antônio, no Palácio alugado da Rua de La Faisanderie, 27, Passy, Paris.

A 30 de junho de 1887. com a partida do Imperador para a Europa, em tratamento de saúde. começava a 3a Regência e a 3ra fase política da vida da Princesa.

A escravidão estava de tal maneira presente na vida do Império que várias tentativas visando aboli-la acabavam esbarrando no conservadorismo dos fazendeiros e proprietários, mesmo entre os liberais. As relações entre a Regente e o Ministério de Cotegipe eram tensas, embora aparentassem ser cordiais, Enquanto a Princesa aliava-se ao movimento popular, o Ministério de Cotegipe defendia a manutenção da escravidão. Aproveitando-se da oportunidade oferecida por um incidente de rua, a Princesa substitui o Gabinete. O novo ministério. conhecido como o Gabinete da Abolição, tinha a frente o Conselheiro João Alfredo, a quem a Princesa sugeriu na Fala do Trono que se fizesse o quanto antes a abolição da escravatura.

A 13 de maio, um domingo, seriam as últimas votações e a Princesa. certa da vitória, descia de Petrópolis para aguardar no Paço da Cidade o momento de assinar a Lei Aurea. Na euforia e no entusiasmo pelo seu dia de glória, só ouvia a Princesa os louvores e os aplausos - Viva Isabel I. Coroando a atitude da "Redentora" faltava a benção da Igreja, com a Rosa de Ouro. concedida à Princesa pelo Papa Leão XIII, em 28 de setembro de 1888.

Com a Proclamação da República, embarca a Família Imperial para o exílio na Europa. A velhice transcorreu tranquila e calma para a Princesa Isabel.

Rodeada do marido - que amava e que a amava - e dos filhos (dois dos quais levados pelas conseqüências da Primeira Guerra Mundial) e por seus netos, que passaram a constituir o seu encantamento. Nos últimos anos, com dificuldade para se locomover, era empurrada numa grande cadeira de rodas pelos corredores e salões do castelo d’Eu, e a 14 de novembro de 1921, fechava para sempre "aqueles Olhos cheios de lembranças do Brasil".

Fonte: www.cmp.rj.gov.br

Princesa Isabel

Isabel Cristina Leopoldina de Bragança, a princesa Isabel, nasceu em 29 de Julho de 1846, no Rio de Janeiro, e faleceu em Paris, no dia 14 de novembro de 1921. Segunda filha de D. Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina Maria de Bourbon (o primeiro, Afonso, morreu aos dois anos de idade), casou-se em 1864 com o Conde D’Eu. Nas ausências do Imperador D. Pedro II assumiu por três vezes a regência do Império, oportunidade em que sancionou diversas leis, entre elas a relativa ao primeiro recenseamento do Império, a que permitiu a naturalização de estrangeiros, a que previa o desenvolvimento da viação férrea; e a que determinava a solução de questões de limites territoriais e relações comerciais com países vizinhos.

Liberal, a princesa uniu-se aos partidários da abolição da escravidão. Apoiou jovens políticos e artistas, embora muitos dos chamados abolicionistas estivessem aliados ao incipiente movimento republicano. Financiava a alforria de ex-escravos com seu próprio dinheiro e apoiava a comunidade do Quilombo do Leblon, que cultivava camélias brancas, símbolo do abolicionismo. Em 28 de setembro de 1871, sancionou a Lei do Ventre Livre, tornando livres os filhos de escravos nascidos a partir daquela data, e em 13 de maio de 1888 a chamada Lei Áurea, extinguindo a escravidão em todo o território nacional, recebendo por isso o cognome de “A Redentora”. Com relação ao projeto de abolição, aprovado no Senado com apenas um voto contrário, e na Câmara por 83 dos 92 deputados presentes, ele foi o mais resumido que o país já teve, pois em seus dois artigos dizia simplesmente que é declarada extinta a escravidão no Brasil, e que ficam revogadas todas as disposições em contrário.

Os registros sobre essa passagem histórica revelam que em 30 de junho de 1887 a princesa Isabel assumiu a regência do império pela terceira vez.

O movimento abolicionista lhe acarretara grande oposição por parte dos fazendeiros escravocratas, tornando tensas as relações entre a regente e o gabinete ministerial conservador. Aliada ao movimento popular contra a escravidão, enquanto o Barão de Cotegipe defendia sua manutenção, a princesa aproveitou a oportunidade surgida com um incidente de rua e demitiu o ministério, nomeando para seu lugar o conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira. Estava aberto, assim, o caminho para a liberdade dos negros no império. Em 13 de maio de 1888, num domingo, aconteceram as últimas votações de um projeto de abolição total. Certa da vitória a regente desceu de Petrópolis, cidade serrana, para aguardar no Palácio Imperial o momento de assinar a Lei Áurea. Usou uma pena de ouro especialmente confeccionada para a ocasião, recebendo a aclamação do povo do Rio de Janeiro. Em 28 de setembro o Papa Leão XIII lhe remeteu a comenda da Rosa de Ouro. Mas a elite cafeeira não aceitava a abolição. Cotegipe, ao cumprimentar a princesa, vaticinou: "Vossa Alteza libertou uma raça, mas perdeu o trono".

Nesse mesmo dia a Princesa Isabel enviou a seu pai o seguinte bilhete: "Empereur Brésil, Milan. Acabo sanccionar a lei da extinção da escravidão.

Abraço Papae com toda a effusão do meu coração. Muito contentes com suas melhoras. Commungamos hoje por sua intensão. Isabel".

Logo depois da Proclamação da República, como a família Imperial havia sido banida do país, a Princesa acompanhou seus familiares rumo ao exílio.

De seu casamento com o Conde D’Eu nasceram três filhos: Pedro de Alcântara, Luiz Maria Felipe e Antônio Gusmão Francisco. Os restos mortais da princesa e seu marido foram transferidos para o Rio de Janeiro em 6 de julho de 1953.

Por ter promulgado a Lei Áurea a Princesa Isabel conquistou um lugar de destaque na História do Brasil, pois se a sua atitude atendeu de um lado aos reclamos feitos pelos abolicionistas ao longo de anos de campanha contra a privação da liberdade imposta a seres humanos, de outro ela praticamente decidiu o destino da monarquia, pois lhe abalou as colunas de tal forma que o regime enfraquecido não mais conseguiu resistir às investidas dos republicanos.

Conforme determinava o artigo 46, capítulo 3, título IV, da Constituição brasileira de 1824, os príncipes da Casa Imperial seriam senadores por direito, e assim teriam assento no Senado quando alcançassem a idade de vinte e cinco anos.

Dessa forma, em 1871 a princesa Isabel Leopoldina tornou-se a primeira senadora do Brasil, tendo sido, também, a única a desfrutar desse dispositivo constitucional, uma vez que todos os príncipes do Brasil que a antecederam, ou morreram antes dos vinte e cinco anos, ou se casaram com estrangeiros e deixaram o país, à exceção de seu pai, que assumiu o trono aos catorze anos de idade. Depois dela, a ordem constitucional do Império caiu antes que os príncipes porvir pudessem tornar-se senadores.

De pensamento arrojado para sua época, Dona Isabel era partidária de idéias modernas, como o sufrágio feminino e a reforma agrária. Documentos recentemente descobertos revelam que a princesa estudou indenizar os ex-escravos com recursos do Banco Mauá.

FERNANDO KITZINGER DANNEMANN

Fonte: www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br

Princesa Isabel

Em 14 de novembro de 1921 morria Isabel Cristina Leopoldina de Bragança, a Princesa Isabel.

Nascida em 29 de Julho de 1846, no Rio de Janeiro, ela era a segunda filha de D. Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina.

Isabel foi por três vezes regente do Império. Nas ausências do Imperador D. Pedro II, substituiu o Governador, com os gabinetes Rio Branco (1871 a 1872), Caxias (1876 a 1877), Cotegipe e João Alfredo (1877 a 1888).

Sancionou as Leis relativas ao primeiro recenseamento do Império, naturalização de estrangeiros, desenvolvimento da viação férrea, solução de questões de limites territoriais, e relações comerciais com países vizinhos.

Em 28 de setembro de 1871, sancionou a Lei do Ventre Livre, e em 13 de maio de 1888, a Lei Áurea, lei esta que extingiu a escravidão em todo Brasil.

Por ter promulgado a Lei Áurea, a Princesa Isabel alcançou um lugar de destaque na História do Brasil.

Esse ato conteve um longo combate, sustentado pelos abolicionistas, que não concordavam em aceitar a aplicação da escravidão de seres que tinham o mesmo direito à liberdade.

Entretanto, essa atitude persuadiu o destino da monarquia, que teve suas colunas abaladas a tal ponto que não cederam as investidas dos republicanos, agora apoiados pelos fazendeiros, que exigem indenizações pela perda de seus "bens", mas não receberam.

Logo depois da Proclamação da República, tendo sido a família Imperial banida do território nacional, a Princesa acompanhou-a no exílio, na França, onde faleceu. Seus restos mortais foram transferidos para o Rio de Janeiro, juntamente com os de seu marido em 6 de julho de 1953.

Fonte: www.unificado.com.br

Princesa Isabel

Isabel Cristina Leopoldina de Bragança (Princesa Isabel)

29/07/1846, Rio de Janeiro
14/11/1921, Paris

Uma das mulheres mais citadas na história do Brasil, Isabel Cristina Leopoldina de Bragança, a princesa Isabel, colocou um ponto final no dia 13 de maio de 1888 em uma das maiores manchas do país -a escravidão.

Naquele domingo, princesa Isabel assinou a Lei 3.353, mais conhecida como "Lei Áurea", declarando extinta a escravidão no Brasil, mesmo enfrentando muitas resistências dos fazendeiros e da elite em geral.

"A princesa imperial regente, em nome de sua majestade, o imperador d. Pedro 2º, faz saber a todos os súditos do império, que a Assembléia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte: Artigo 1º - É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil; Artigo 2º - Revogam-se as disposições em contrário", dizia o texto que libertou milhões de escravos, que por três séculos serviu de mão-de-obra para o crescimento do país.

Segunda filha de d. Pedro 2º e da imperatriz Maria Cristina, princesa Isabel foi, por três vezes, regente do império. Em 1864, casou-se com o francês Luís Gastão de Orleans, o conde D'Eu.

Antes da Lei Áurea, princesa Isabel sancionou as leis do primeiro recenseamento do império, naturalização de estrangeiros e relações comerciais com países vizinhos.

Em 28 de setembro de 1871, ela também sancionou a Lei do Ventre Livre, o primeiro passo efetivo para o fim da escravidão no Brasil -a lei estabelecia que todos os filhos de escravos estavam livres.

A Lei do Ventre Livre foi assinada na época em que d. Pedro 2º fez a sua primeira viagem para a Europa, deixando, pela primeira vez, a princesa Isabel como regente do império. Em outras duas oportunidades a princesa também assumiu as mesmas funções.

Disposta a acabar com a escravidão no Brasil, princesa Isabel pressionou o ministério, que era contrário à abolição.

A pressão exercida pela princesa deu resultado e o Gabinete foi dissolvido e seus integrantes foram substituídos por pessoas que defendiam o fim da escravatura.

Em abril de 1888, um mês antes da assinatura da Lei Áurea, ela entregou 103 cartas de alforria para alguns escravos, deixando claro que esperava da Câmara federal a aprovação da lei, o que, de fato, aconteceu.

Com a morte de seu irmão mais velho, o príncipe d. Afonso, tornou-se herdeira do trono e sucessora do seu pai quando tinha apenas 11 meses.

O reconhecimento oficial como sucessora aconteceu no dia 10 de agosto de 1850. No dia 29 de julho de 1860, ao completar 14 anos, princesa Isabel prestou juramento comprometendo-se a manter no Brasil a religião católica e ser obediente às leis e ao imperador.

Somente depois de 11 anos de casamento -fato raro para a época-, é que princesa Isabel teve o seu primeiro filho, Pedro de Alcântara.

Depois, vieram mais dois: Luiz Maria Felipe e Antônio Gusmão Francisco. Com a proclamação da República, em 1889, a família real embarcou para o exílio na Europa.

Ao lado de amigos, filhos e netos, e com grande dificuldade para se locomover -precisava do auxílio de uma cadeira de rodas-, princesa Isabel viveu os seus últimos dias em Paris, onde morreu no dia 14 de novembro de 1921.

Os seus restos mortais foram transferidos para o Rio de Janeiro, juntamente com os de seu marido, em 1953.

Fonte: educacao.uol.com.br

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