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Ary Barroso

Ary Evangelista Barroso, pianista, compositor, regente, radialista, advogado e vereador. Y 7/11/1903, Ubá, MG ~ V 9/2/1964, Rio de Janeiro, RJ.

Filho do deputado estadual e promotor público Dr. João Evangelista Barroso e Angelina de Resende Barroso. Aos 8 anos, órfão de pai e mãe, Ary foi adotado por sua avó materna, Gabriela Augusta de Resende.

Fez seus estudos curriculares na Escola Pública Guido Solero, Externato Mineiro do prof. Cícero Galindo, Ginásios: São José, Rio Branco, de Viçosa, de Leopoldina e de Cataguases.

Estudou teoria, solfejo e piano com sua tia Ritinha. Com 12 anos já trabalhava como pianista auxiliar no Cinema Ideal, em Ubá.

Aos 13 anos trabalhou como caixeiro da loja A Brasileira .

Ary Barroso
Ary Barroso

Com 15 anos fez a sua primeira composição, um cateretê De longe.

Em 1920, com o falecimento de seu tio Sabino Barroso, ex-ministro da Fazenda, recebeu uma herança de 40 contos (milhões de reis). Então, aos 17 anos veio ao Rio de Janeiro estudar direito, ali permanecendo sob a tutela do Dr. Carlos Peixoto.

Aprovado no vestibular, cursou até o segundo ano da Faculdade Nacional de Direito. Suas economias exauriram o que o fez empregar-se como pianista no Cinema Íris, no Largo da Carioca e, mais tarde, na sala de espera do Teatro Carlos Gomes com a orquestra do maestro Sebastião Cirino. Tocou ainda em muitas outra orquestras.

Em 1926, retoma seus estudos de direito, sem deixar as atividades de pianista.

Continuou seus estudos até ser convidado a ir tocar na cidade de Poços de Caldas. Ali permaneceu 8 meses.

Em 1929, retornando ao Rio, trouxe na bagagem algumas composições, as quais vendeu, cedendo todos os direitos.

Começou então a compor para o teatro de revista estreando em Laranja da China, de Olegário Mariano e Luiz Peixoto. Compôs também para Brasil do Amor, É do Balacobaco entre tantas outras. De 1929 a 1960, musicou mais de 60 peças.

Sua primeira música gravada foi Vou à Penha, em 1929, por seu colega de faculdade, Mário Reis. Na voz do mesmo cantor conheceu seu primeiro sucesso, Vamos deixar de intimidades.

Em 1930 vence o concurso de músicas carnavalescas da Casa Edison com a marchinha Dá nela, percebendo o prêmio de 5 contos de réis. Com este dinheiro casou-se com sua noiva, Ivone Belfort Arantes. Com ela teve dois filhos, Flávio Rubens e Mariúsa.

Neste mesmo ano bacharelou-se em Direito, na turma de Mário Reis.

Em 1931 segue para Belo Horizonte e ali, seu tio, o deputado estadual Alarico (ou Inácio) Barroso, consegue-lhe uma nomeação para juiz municipal de Nova Resende, MG.

Após meditar sobre o assunto, Ary recusa o cargo e retorna ao Rio para tentar carreira através da música. Começa então compor com determinação e começa a ganhar alguns trocos através da venda de suas partituras editadas pela Casa Wehrs.

Com a Orquestra de Napoleão Tavares, em 1934 Ary conheceu a Bahia.

Por essa ocasião, começa a tocar nos programas de rádio, tais como o Horas de Outro Mundo de Renato Murce e no Programa Casé, ambos na Rádio Philips do Rio de Janeiro.

Na Rádio Cosmos de São Paulo, criou seu programa Hora H. Mais tarde, na Rádio Cruzeiro do Sul, RJ, estréia seu primeiro programa Hora do Calouro onde o anima com graça e impiedade. Nos anos 50 também foi ao ar na TV Tupi com os programas Calouros em desfile e Encontro com Ary. Seus programas revelaram nomes que fariam nome na história da MPB, tais como Dolores Duran, Elza Soares, Elizeth Cardoso, Zé Keti, entre outros.

Estreou como locutor esportivo irradiando corridas de automóveis no Circuito da Gávea. Mais tarde, transmitindo partidas de futebol, ficou famoso por anunciar os gols através o toque de uma gaitinha e por sua escandalosa parcialidade em favor do Flamengo.

Em 1944 foi para os Estados Unidos convidado a compor a trilha sonora do desenho animado Você já foi à Bahia?, de Walt Disney. Por tal feito recebeu o diploma da Academia de Ciências e Arte Cinematográfica de Hollywood.

Em 1946 candidatou-se e elegeu-se vereador do então Distrito Federal pela UDN (União Democrática Nacional). Não conseguiu repetir o feito em 1950, abandonando a política.

Lutando a favor do compositor brasileiro, Ary foi conselheiro da SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais), fundador da UBC (União Brasileira de Compositores) e mais tarde da SBACEM (Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Editores Musicais), a qual também foi presidente.

Em 1953 organizou a Orquestra de Ritmos Brasileiro e com ela excursionou por vários países da América Latina.

Em 1961 adoece seriamente de cirrose hepática, doença esta que lhe tirou a vida em 9/2/1964, um domingo de Carnaval, dia este que, por ironia do destino, a Império Serrano desfilava na avenida apresentando o enredo Aquarela do Brasil. Em 1988 foi novamente homenageado como o tema da escola, pela União da Ilha.

Ao todo são reconhecidas cerca de 264 composições de Ary Barroso.

Ary ficou mundialmente conhecido, por ser o criador da obra-prima que é a música Aquarela do Brasil, que teve centenas de gravações em todo o mundo e foi uma das músicas brasileiras que mais produziu direitos autorais no exterior.

Principais sucessos:

A casta Suzana, Ary Barroso e Alcir Pires Vermelho, 1941

Aquarela do Brasil, Ary Barroso, 1939

Aquarela mineira, Ary Barroso, 1951

Boneca de piche, Ary Barroso e Luiz Iglezias, 1938

Brasil moreno, Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1941

Camisa amarela, Ary Barroso, 1939

Casta Susana, Ary Barroso, 1939

Como vais você, Ary Barroso, 1936

Dá nela, Ary Barroso, 1930

É luxo só, Ary Barroso, 1959

Eu dei, Ary Barroso, 1937

Faceira, Ary Barroso, 1931

Foi ela, Ary Barroso, 1934

Folha morta, Ary Barroso, 1952

Grau dez, Ary Barroso e Lamartine Babo, 1934

Inquietação, Ary Barroso, 1933

Isto aqui o que é?, Ary Barroso, 1941

Maria, Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1932

Morena Boca de Ouro, Ary Barroso, 1941

Na Baixa do Sapateiro, Ary Barroso, 1938

Na batucada da vida, Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1934

Na virada da montanha, Ary Barroso e Lamartine Babo, 1935

No rancho fundo, Ary Barroso e Lamartine Babo, 1931

No tabuleiro da baiana, Ary Barroso, 1936

Os quindins de Iaiá, Ary Barroso, 1940

Por causa dessa caboca, Ary Barroso e Luiz Peixoto, 193.....

Pra machucar meu coração, Ary Barroso, 1943

Quando eu penso na Bahia, Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1937

Rancho das namoradas, Ary Barroso e Vinícius de Moraes

Rio, Ary Barroso,

Rio de Janeiro, Ary Barroso, 1950

Risque, Ary Barroso, 1952

Terra seca, Ary Barroso, 1943

Três lágrimas, Ary Barroso, 1941

Tu, Ary Barroso, 1933

Upa! Upa! (A canção do trolinho), Ary Barroso, 1940

Vamos deixar de intimidade, Ary Barroso, 1929

Fonte: www.geocities.com

Ary Barroso

Ary Evangelista de Resende Barroso nasceu em Ubá-MG, na Fazenda da Barrinha, no dia 7 de novembro de 1903.

Órfão de pai e mãe, foi criado pela avó materna e por uma tia.

Aos 12 anos já tocava piano no cinema de sua cidade, fazendo fundo musical para filmes mudos.

Em 1920 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde formou-se em direito.

Só em 1928, durante uma temporada em Santos-SP e Poços de Caldas-MG, lançou-se decisivamente à composição. As primeiras produções, "Eu vou à Penha" e "Vamos deixar de intimidade", foram bem recebidas e constituíram seu primeiro disco.

Ary venceu o concurso carnavalesco de 1930 com a marcha "Dá nela". Entretanto, foi com o samba "Aquarela do Brasil", em 1939, que Ary Barroso inovou a música popular brasileira, incorporando ao acompanhamento células rítmicas até então só conhecidas em instrumentos de percussão.

O mesmo iria ocorrer com outras composições suas, como "Na Baixa do Sapateiro" (1938), "Brasil Moreno"(com Luís Peixoto, 1942) e "Terra Seca" (1943).

Em 1944, convidado por Walt Disney, fez nos Estados Unidos a música do filme "Você já foi à Bahia?", e recebeu o diploma da Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood.

Paralelamente à música, Ary Barroso trabalhou como locutor e cronista esportivo, na Rádio Tupy. Também criou vários programas na emissora, entre eles a "Hora do calouro", onde surgiram grandes nomes da música popular.

Em 1946 foi eleito vereador,e, em 1955, teve seu nome inscrito na Ordem Nacional do Mérito.

Ary Barroso foi considerado por críticos de todo o Brasil como o mais inventivo e patriota dos nossos compositores de todos os tempos. Ary Barroso morreu no Rio de Janeiro, num domingo de carnaval, em 09 de fevereiro de 1964.

Sérgio Cabral conta no livro "No tempo de Ari Barroso" que:

"...Nos seus últimos dias Ary telefona do hospital
para o amigo David Nasser:
-Estou me despedindo. Vou morrer.
-Como é que você sabe, Ary?
-Estão tocando as minhas músicas no rádio. "

Fonte: www.microfone.jor.br

Ary Barroso

Ary Evangelista Barroso nasceu em Ubá, em Minas Gerais em 07 de Novembro de 1903. Aos 18 anos, com uma herança de 40 contos de réis, muda-se para o Rio de Janeiro, para fazer a faculdade de Direito.

Foi seduzido pela música e pela boemia - o que lhe levou seus 40 contos em dois anos, e quando terminou sua faculdade de direito (9 anos depois), já era um músico respeitado e gravado pelos maiores intérpretes da época.

Como radialista, criou o famoso Hora do Calouro, onde despontaram alguns dos maiores nomes da MPB, como por exemplo, Dolores Duran - que cantou uma música em inglês, com a perspectiva de um deboche de Ary Barroso, na época em plena fase do samba exaltação. Ary não só gostou como elogiou publicamente o jeito doce daquela menina cantar...

Como compositor, nunca hesitava em substituir uma letra quando tinha certeza que a sua podia ser melhor. Foi assim quando, ouvindo Lamartine cantar Na Virada da Montanha (Na grota funda / Na virada da montanha / Vai haver muita façanha / Com o mulato da Raimunda), Ary escreveu, ali mesmo na mesa, a letra de um de seus grandes sucessos, No Rancho Fundo.

Ary foi o nosso porta-bandeira no exterior - foi o primeiro compositor brasileiro a ser ouvido e respeitado nos EUA - Aquarela do Brasil chegou a ser cotada para hino nacional, pelo sucesso que sempre fez no exterior. Morreu no Rio de Janeiro em 09 de Fevereiro de 1964.

Composições de Ary BArroso

Boneca de Piche

(Ary Barroso e Luiz Iglésias)

Venho danado com meus calo quente
Quase enforcado no meu colarinho
Venho empurrando quase toda a gente, Eh! Eh! 
Pra ver meu benzinho. Eh! Eh! Pra ver meu benzinho

Nego tu veio quase num arranco
Cheio de dedo dentro dessas luva
Bem que o ditado diz: nego de branco (Eh! Eh!) 
É sinar de chuva. Eh! Eh! É sinar de chuva

Da cor do azeviche, da jabuticaba
Boneca de piche, é tu que me acaba
Sou preto e meu gosto, ninguém me contesta, 
Mas há muito branco com pinta na testa

Tem português assim nas minhas água
Que culpa eu tenho de ser boa mulata
Nego se tu borrece minhas mágoa (Eh! Eh!) 
Eu te dou a lata. Eh! Eh! Eu te dou lata

Não me farseia ó muié canaia, 
Se tu me engana vai haver banzé
Eu te sapeco dois rabo-de-arraia, muié (Eh!, Eh!) 
E te piso o pé. Eh! Eh! E te piso o pé

Da cor do azeviche, da jabuticaba
Boneca de piche, sou eu que te acaba
Tu é preto e teu gosto ninguém te contesta
Mas há muito branco com pinta na testa
Sou preto e meu gosto ninguém me contesta
Mas há muito branco com pinta na testa.

Caco Velho

Reside no subúrbio do Encantado
Num barracão abandonado
João de tal, cabra falado
E dizem que viveu fora da lei
Foi um rei
Que zombava da morte, tem o santo forte
No meio de gente bamba o seu prazer
Era tirar o samba
Pulava, dava rasteira
Topava briga de qualquer maneira

Mais hoje é um caco velho
Que não vale nada
Tem a cabeça branca e a pele encarquilhada
Faz até pena ver o seu estado
A vida é essa
É um segundo que se esvai depressa
Todos nós temos o nosso momento
E depois dele só o esquecimento

Canção da Felicidade

(Ary Barroso e Oduvaldo Viana)

Senhora dona felicidade
Talvez resida na mesma rua
No mesmo bairro desta cidade
Talvez um dia o acaso desça minha alegra
Abra-se a porta e por encanto ela aparece

Que esta primeira visita
Por mera casualidade
Me traga senhora dona felicidade

Traga pra sala de rosas
Pra minha mocidade
Pode entrar senhora dona felicidade

Como Vaes Você

Como vaes você?
Vou navegando
Vou temperando
Pra baixo todo santo ajuda
Pra cima a coisa toda muda
E como vaes você?
No mar desta vida
Vou navegando
Vou temperando
O céu às vezes é tão claro
E outras escuro
Claro é o passado
Escuro é o futuro
E aí como convencida
Que o segredo principal da vida
Consiste em não
Forçar em nada a natureza
E o resto vem
Que é uma beleza
E aí como vaes você?

Grau 10

(Lamartine Babo e Ary Barroso)

A vitória de ser tua, tua, tua, moreninha prosa
Lá no céu a própria lua, lua, lua não é mais formosa
Rainha da cabeça aos pés
Morena eu te dou grau 10

O inglês, diz: "yes, my baby!" 
O alemão, diz: "Yá, corraçon!" 
O francês, diz: "Bonjour, mon amour!" 
Trés bien! Trés bien! Trés bien!

O argentino, ao te ver tão bonita
Toca um tango e só diz: "Milonguita" 
O chinês diz que diz, mas não diz
Pede bis, pede bis, pede bis!

No Tabuleiro da Baiana

No tabuleiro da baiana tem
Vatapá, caruru, mungunzá, tem umbu
Pra ioiô
Se eu pedir você me dá
O seu coração, seu amor
De Iaiá

No coração da baiana também tem
Sedução, canjerê, candomblé, ilusão
Pra você

Juro por Deus, pelo Senhor do Bonfim
Quero você baianinha inteirinha pra mim
Mas depois, o que será de nós dois
Seu amor é tão cruel, enganador

Tudo já fiz, fui até um canjerê
Pra ser feliz, meus trapinhos juntar com você
Mas depois, vai ser mais uma ilusão
No amor quem governa é o coração

Os Quindins de iaiá

Os quindins de Iaiá
Cumé, cumé, cumé?
Os quindins de Iaiá
Cumé, cumé, cumé?
Os quindins de Iaiá
Cumé?

Cumé que faz chorar
Os zóinho de Iaiá
Cumé, cumé, cumé?
Os zóinho de Iaiá
Cumé, cumé, cumé?
Os zóinho de Iaiá
Cumé?

Cumé que faz penar
O jeitão de Iaiá
Me dá, me dá
Uma dor
Me dá, me dá
Que não sei
Se é, se é
Se é ou não amor
Só sei que Iaiá tem umas coisas
Que as outras mulher não tem
O que é?
Os quindins de Iaiá
Os quindins de Iaiá
Os quindins de Iaiá
Os quindins de Iaiá
Tem tanta coisa de valor
Nesse mundo de Nosso Senhor
Tem a flor da meia-noite
Escondida no terreiro
Tem música e beleza
Na voz do boiadeiro
A prata da lua cheia
No leque dos coqueiros
O sorriso das crianças
A toada dos vaqueiros
Mas juro por Virgem Maria
Que nada disso pode matar...
O quê?
Os quindins de Iaiá

Palmeira Triste

(Ary Barroso e Lamartine Babo)

Numa estrada quase abandonada
Uma palmeira mais triste que o luar
Vive lá na encruzilhada
Triste apaixonada que vivia sem falar

Palmeira do sertão
Manda tua mágoa pro meu coração
Também estou muito triste
Tenho os olhos rasos d'água
Tenho um violão

Disse um poeta
Que por lá existe
Quem nunca viu palmeira assim tão triste
Palmeirinha posta para um sonho
Resto da saudade
De um coqueiro que morreu

Por causa dessa cabocla

(Ary Barroso e Luiz Peixoto)

À tarde
Quando de volta da serra
Com os pés sujinhos de terra
Vem a cabocla passar
As flores vão pra beira do caminho
Pra ver aquele jeitinho
Que ela tem de caminhar
E quando ela na rede adormece
E o seio moreno esquece
De na camisa ocultar
As rolas também morenas
Cobrem-lhe o colo de penas
Pra ele se agasalhar na noite
Dos seus cabelos
Os grampos são feitos de pirilampos
Que as estrelas querem chegar
E as águas dos rios que vão passando
Fitam seus olhos pensando
Que já chegaram ao mar
Com ela dorme toda a natureza
Emudece a correnteza
Fica o céu todo apagado
Somente com o nome dela na boca
Pensando nessa cabocla
Fica um caboclo acordado

Tenho saudade

Tenho saudade
Digo a verdade
De um amor que passou
Não sei o que devo mais fazer
Não posso compreender
Pois para mim nada mudou
Vivo ao léu da vida sozinha

E assim o esquecimento
Que a vida é um tormento
Eu quero ser feliz
Mais a sorte ainda não quis
Eu sou pobre sendo rica
E triste na alegria
Choro e sofro todo dia

Nosso Senhor do Bonfim
Já não gosta mais de mim
Pois fiz minha oração
Com amor e devoção
Ah, não há felicidade
Quando a gente vive presa
A um amor pela saudade
Tenho saudade

Fonte: www.mpbnet.com.br

Ary Barroso

1903

Ary Barroso

Em 7 de novembro nasce, na cidade de Ubá, em Minas Gerais, Ary Evangelista Barroso.

1911

Seus pais morrem e ele passa a ser criada pela avó, Gabriela Augusta de Rezende, e pela tia professora de piano, Rita Margarida de Rezende.

1915

Começa a trabalhar como pianista auxiliar no Cine Ideal, apesar do empenho da avó e da tia em fazê-lo padre.

1918

Aos 15 anos, compõe o cateretê "De longe" e a marcha "Ubaenses Gloriosos".

1920

Muda-se para o Rio de Janeiro.

Ary Barroso

1921

Matricula-se na Faculdade de Direito.

1922

Reprovado na faculdade, começa a fazer fundo musical para filmes mudos no Cine Íris.

1923

Passa a tocar com a orquestra do maestro Sebastião Cirino.

1928

Contratado pela orquestra do maestro Spina, de São Paulo, para uma temporada em Santos e Poços de Caldas. Nessa época, Ary resolve dedicar-se à composição. Compõe "Amor de mulato", "Cachorro quente" e "Oh! Nina", em parceria com Lamartine Babo.

Ary Barroso

1929

A música "Vamos deixar de intimidade" é gravada por Mário Reis e se transforma no seu primeiro sucesso. Conclui a Faculdade de Direito.

1930

Fica em primeiro lugar no concurso da Casa Edisor com a marcha "Dá nela". Com o dinheiro do prêmio, casa-se com Ivone Belfort de Arantes.

1931

Ary escreve a música "A grota funda", que, depois, tem a letra alterada por Lamartina Babo e se transforma no sucesso "O rancho fundo".

1932

Vai trabalhar na Rádio Phillips como pianista, mas logo se torna, também, locutor esportivo, humorista e animador.

Ary Barroso

1934

Cria na Rádio Cosmos, de São Paulo, o programa "Hora H".

1935

Leva o programa "Hora H" para a Rádio Cruzeiro do Sul, no Rio de Janeiro.

1937

Lança, na Rádio Cruzeiro do Sul, o programa "Calouros em Desfile", onde obrigava os candidatos a só cantarem músicas brasileiras. Depois, essa atração vai para a TV Tupi.

1938

Vai para a Rádio Tupi onde atua como lucutor, comentarista, humorista e ator.

Ary Barroso

1939

Lança, no espetáculo 'Joujox et balagandans', de Henrique Pongetti, o samba "Aquarela do Brasil".

1944

Pela primeira vez, vai aos Estados Unidos e compõe, para o filme 'Brasil', a música "Rio de Janeiro", que é indicada ao Oscar.

1946

Ary é eleito o segundo vereador mais votado do Rio de Janeiro, então Distrito Federal.

Ary Barroso

1955

No dia 7 de setembro, Ary e Villa-Lobos se encontraram no Palácio do Catete para receber a Ordem do Mérito, concedida pelo Presidente da República, Café Filho.

1960

É nomeado Vice-presidente do Departamento Cultural e Recreativo do Clube de Regatas Flamengo.

1961

Ary adoece de cirrose hepática e muda-se para um sítio em Araras.

Ary Barroso

1962

Parcialmente restabelecido, volta ao Rio e retoma seu progama da rede Tupi, "Encontro com Ary".

1963

No final do ano tem nova crise de cirrose hepática.

1964

No dia 9 de fevereiro, falece o compositor brasileiro mais conhecido no seu país e no exterior.

Fonte: www.arybarroso.com.br

Ary Barroso

Compositor, músico e radialista brasileiro

7-11-1903, Ubá (MG) 
9-2-1964, Rio de Janeiro (RJ)

Depois de partir de Ubá com 40 contos de réis de herança e o sonho de se tornar advogado, Ari Evangelista Barroso entregou-se à vida artística no Rio de Janeiro e tornou-se um dos maiores compositores de música popular brasileira.

Elogiado desde suas primeiras composições, como os sambas Quando Eu Penso na Bahia, Eu Vou à Penha e Vamos Deixar de Intimidade, consagrou-se com Aquarela do Brasil.

Gravada pela primeira vez por Francisco Alves, em 1939, e regravada inúmeras vezes no Brasil e no exterior, a música inaugura o gênero samba-exaltação, que incorpora ritmos até então restritos aos instrumentos de percussão ao acompanhamento musical, como a batida do tamborim ao piano.

Órfão aos 8 anos, foi criado pela tia-avó, com quem teve rígidas aulas de piano. Mudando-se para o Rio, com 18 anos, ingressou na Faculdade de Direito.

Como estudante, logo imergiu na vida boêmia carioca, tocando em bares e clubes. Já conhecido nas rodas de samba, com a marchinha Dá Nela, ganhou o prêmio de concurso carnavalesco de 1930. Compôs em seguida seus sambas mais inovadores, como Terra Seca, Brasil Moreno, No Tabuleiro da Baiana e Na Baixa do Sapateiro, que culminou em Aquarela do Brasil.

Com suas músicas invadindo o rádio, por intérpretes como Carmem Miranda, Mário Reis e Sílvio Caldas, já era então um dos músicos mais notáveis do Rio, tendo sua música divulgada nos Estados Unidos.

Em 1944, foi convidado a musicar o filme Você Já Foi a Bahia?, de Walt Disney, recebendo o diploma da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Em 1945, criou seu próprio programa de rádio, A Hora do Calouro, por onde passaram grandes talentos da música popular, como Luiz Gonzaga, e estreou como locutor esportivo.

Fonte: www.netsaber.com.br

Ary Barroso

Compositor-ícone da era do rádio e maior nome do samba-exaltação, Ary Barroso nasceu em Ubá (MG), ficou órfão aos 7 anos e foi criado pelas tias-avós, que queriam fazê-lo pianista de concerto ou padre. Aos 18 anos foi para o Rio de Janeiro estudar Direito.

Levou nove anos para se formar e nunca exerceu a profissão. No Rio foi obrigado a tocar piano em cinemas e cabarés para se sustentar, e passou a se interessar pelo teatro musical, então em ascensão.

Ary Barroso 
Ary Barroso

Entrou no rádio em 1933, pela Rádio Philips, e comandou programas de sucesso no rádio e mais tarde na TV, como Calouros em Desfile e Encontro com Ary. Ainda na década de 30 iniciou carreira como locutor esportivo, profissão que nunca mais foi a mesma depois de Ary Barroso.

Conferiu um tom emocional à transmissão e não disfarçava a torcida por seu time, o Flamengo.

Conhecido por ser durão e intransigente com quem revelasse gosto ou opinião musical diferente da sua, seus programas de calouros revelaram nomes que fariam história na música brasileira, como Dolores Duran, Elza Soares ou Elizeth Cardoso.

Era temido pelos calouros tanto no rádio quanto na TV, e exigia que só se cantasse músicas nacionais. Composto em 1939, o samba-exaltação "Aquarela do Brasil" ganha um prêmio e passa a figurar como hino nacional alternativo brasileiro.

"Aquarela" já foi gravada centenas de vezes em todo o mundo, sendo a primeira uma das mais célebres gravações, com arranjo de Radamés Gnattali, voz de Francisco Alves e percussão comandada por Luciano Perrone. A música ficou tão caracterizada que em inglês seu título é "Brazil".

Ary foi eleito vereador pela UDN em 1946 e uma das suas maiores lutas foi pelos direitos autorais. Entre seus grandes sucessos estão "Na Batucada da Vida", "Camisa Amarela", "Morena Boca de Ouro" e "Na Baixa do Sapateiro".

Em 1995 a editora Lumiar publicou o songbook ary barroso acompanhado de três CDs, em que suas músicas são executadas por mais de 50 artistas.

Fonte: cliquemusic.uol.com.br

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