Xisto de Paula Bahia
Xisto de Paula Bahia, cantor, compositor, violinista, violonista e dramaturgo. Filho do major Francisco de Paula Bahia e Teresa de Jesus Maria do Sacramento Bahia, nasceu em Salvador, BA, em 6 de agosto (ou 5 de setembro) de 1841 e faleceu em Caxambu, MG, em 29 (ou 30) de outubro de 1894.
Não chegou a completar o primário. Aos 13 anos freqüentou o grêmio dramático da Bahia denominado Regeneração Dramática, tornando-se profissional aos 18 anos.
Paralelamente, aos 17 anos, os baianos já o viam cantando modinhas e lundus, tocando violão e compondo, tal como Iaiá, você quer morrer?.
Em 1859 apresentou-se com sua bonita voz de barítono como corista em Salvador. Em 1861 excursionando como ator pelo norte e nordeste do país tocava e cantava chulas e lundus de sua autoria. Nunca estudou música, foi um músico intuitivo. Compôs pouco, mas o que fez foi de qualidade. Foi o autor da primeira música gravada no Brasil, Isto é bom, na voz de Bahiano, selo Zon-O-Phone (alemã).
Considerado pelo escritor Arthur de Azevedo o "ator mais nacional que tivemos", Xisto escreveu e representou comédias da qual destaca-se a sua Duas páginas de um livro e, apenas como ator, Uma véspera de reis, de Artur de Azevedo. Em 1880, no Rio, recebeu aplausos de Pedro II, pelo seu desempenho em Os perigos do coronel. Atuou, além do norte e nordeste, em São Paulo e Minas Gerais, sempre com sucesso.
Em 1891 transfere-se para o Rio de Janeiro e largando por um ano a carreira artística, foi escrevente da penitenciária de Niterói.
Casou-se com a atriz portuguesa Maria Vitorina e com ela teve 4 filhos, Augusta, Maria, Teresa e Manuela.
Doente, em 1893 retirou-se da vida artística dirigindo-se para Caxambu, MG, onde morreu no ano seguinte.
Principais composições:
Ainda e sempre, modinha.
A mulata, lundu com Melo de Morais Filho.
Isto é bom, lundu.
O camaleão, lundu.
O pescador, lundu com Artur de Azevedo.
Preta mina, cançoneta atribuída somente a Ernesto de Souza.
Tirana, modinha
Yayá, você quer morrer, lundu
Fonte: www.geocities.com