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Caio Júlio César

Caio Júlio César
Caio Júlio César

General, estadista, orador, historiador e legislador romano. Foi um dos homens mais cultos de seu tempo e um dos maiores chefes militares de toda história. Seu nome tornou-se título honorífico dos imperadores romanos.

Caius Julius Caeser nasceu em 12 ou 13 de julho de 100 a.c. em Roma numa família aristocrática, filho de patrícios. Teve uma educação esmerada e se tornou bom conhecedor do grego e da gramática e estudou oratória na escola de Rodes.

Casou-se com Cornélia, filha de um dos principais inimigos de Sila, que exercia o poder em Roma. Com essa união, atraiu a inimizade do ditador e afastou-se da cidade, indo para a Ásia em 82 a.c. Quando Sila morreu, em 78 a.c., voltou à Itália e interessou-se pela atividade política de onde pode demonstrar suas qualidades.

Em 69 a.c. por sua posição política, teve de mudar-se para a província da Hispânica Ulterior (Andaluzia e Portugal). Por essa época morreu sua mulher e ele se casou com Pompéia, parente distante de Pompeu.

Em 60 a.c. voltou para Roma e depois de filiar-se ao partido democrático, chegou ao consulado. Promulgou leis agrárias em favor do povo e dos soldados, exerceu forte controle sobre o Senado e realizou um bom governo nas províncias romanas. Assumiu o proconsulado da Gália transalpina e cisalpina.

César revela seu gênio militar, aumentando ainda mais o Império Romano até a Grã-Bretanha e até o Reno.

Participou do primeiro triunvirato ao lado de Pompeu e Crasso. Com a morte de Crasso, disputou o poder com Pompeu que era apoiado pelo Senado.

Quando em 52 a.c. Pompeu foi nomeado consul e obteve do Senado o decreto que destituía César do comando da Gália (atual França e Bélgica), este atravessou o Rio Rúbicon à frente de suas legiões onde teria pronunciado a famosa frase: "Alea jacta est" (A sorte está lançada) e em 2 meses tomou conta de toda a Itália. Pompeu fugiu para a Grécia e depois para o território egípcio, onde foi assassinado. Esta vitória aliada a outras fez César tornar-se Imperador e profectus morum, exercendo o poder quase absoluto.

As lutas pelo trono do Egito e a insegurança que isso trazia ao poder de Roma, tornaram necessária a intervenção do próprio César, que instalou Cleópatra no trono daquele país. Com Cleópatra, César teve um filho Cesarion.

César então teve o título de ditador e concentrou todo o poder em Roma. Reformou as instituições, conferiu maior celebridade à justiça, estimulou o crescimento econômico, aperfeiçoou o governo das províncias e promoveu festas para alegrar o povo.

Outra frase célebre de César dita em 47 a.c. na Ásia foi "Veni vidi vici" (Vim, vi e venci) e de fato ele venceu em todas as batalhas.

César compartilhava das privações e dificuldades junto aos seus soldados, estes o adoravam e ele participava das campanhas sempre a cavalo, mostrando assim um físico e um temperamento muito fortes.

César reformou o calendário e astrônomos egípcios o auxiliaram, estabelecendo o ano de 365 dias e ano bissexto de 4 em 4 anos. O mês de julho foi batizado em honra do César.

O status literário de César deriva das histórias que narram suas campanhas:

Histórias da conquista das Gálias

Histórias das lutas contra Pompeu e seus aliados.

Outras obras escritas por César:

-Anticatão - resposta ao elogio de Catão de Útica, publicada por Cícero
-De Analogia - tratado gramatical dedicado a Cícero
-Discursos - esta obra se mostra à altura dos maiores oradores
-Édipo - uma tragédia
-Laudes Herculis - coleção de poemas
-Comentarius - sobre campanhas de guerra.

César sempre foi clemente com os adversários e governou visualizando o interesse geral. Graças a essas reformas, Júlio César conquistou enorme apoio popular, em compensação, os ricos (aristocratas e patrícios) sentiram-se prejudicados em seus privilégios e começaram a conspirar. O centro dessa conspiração era o Senado, controlado por patrícios.

No dia 15 de março de 44 a.c., quando Júlio César entrava no Senado, os conspiradores o envolveram armados de punhais. De início ele tentou defender-se, quando, porém, percebeu que entre os conspiradores se achava Bruto (Marcus Julius Brutus) um filho adotivo, o choque foi tão grande que não resistiu e murmurou a célebre frase:"Tu quoque Brutus!" (Até tu Bruto!), caindo atravessado pelos punhais.

O assassinato de César provocou uma verdadeira revolta popular. Supõe-se que seus assassinos não tinham apenas motivos políticos, como também agiram por inveja e orgulho ferido.
A dor do povo tornou-se ainda mais profunda com a célebre oração de Marco Antonio ante o cadáver de César, mais tarde queimado em uma pira no Fórum.

A obra de Júlio César não desapareceu com sua morte. Concebeu e realizou um governo de homens livres unidos numa única comunidade e assentou os alicerces do Império Romano, base perdural da civilização ocidental.

Fonte: br.geocities.com

Caio Júlio César

Caio Júlio César
Caio Júlio César - Imperador de Roma

Caio Júlio César, o maior dos imperadores romanos, não era um tipo atlético, alto e sem maiores problemas, como a maioria de nós imagina, ao analisar seus feitos. Além de magro e de estatura média, sempre esteve sujeito a fortes dores de cabeça e, na opinião quase unânime da maioria dos historiadores, sofria do famoso “mal divino”, ou seja, de epilepsia.

Plutarco, faz algumas afirmações a respeito de suas atitudes face ao mal que o atingia, dizendo que ”ele não se serviu da fraqueza de seu corpo, como de um pretexto para delicadezas e comodismo em sua vida, mas ao contrário, tomou as agruras da guerra como um remédio para fortalecer sua pessoa, combatendo a doença, caminhando muito, vivendo sobriamente, dormindo ordinariamente ao relento, pois, a maior parte das noites, dormia num carro ou dentro de uma liteira, empregando sempre o descanso para fazer alguma coisa” (“Caius Julius Caesar”, de Plutarco).

Diversos autores atuais, no entanto, ao ponderar que César, segundo os historiadores, teve sua primeira convulsão aos 52 anos de idade, e a segunda apenas três anos após, ponderam diferentemente da quase totalidade dos estudiosos da História Romana, que considera o grande imperador romano como o mais famoso epilético da História. Essas autoridades dos dias atuais socorrem-se para isso da informação originária do historiador Suetônio de que nos últimos anos de sua vida César teve dores de cabeça e desmaios. Levam em conta o fato de que ele não teve nenhum parente próximo com indicações de males convulsivos. Concluem que Caio Júlio César foi vítima de um tumor cerebral benigno e não de epilepsia.

Fonte: www.crfaster.com.br

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