Manuel Borba Gato

Genro de Fernão Dias, Borba Gato fez parte de sua bandeira entre 1674 e 1681.

Depois de ter sido acusado de um assassinato, ele fugiu para a região do rio Doce, em Sabará (MG).

Ali descobriu ouro em Sabarabuçu e no rio das Velhas. Participou da Guerra dos Emboabas.

As descobertas de ouro e pedras preciosas no Brasil tornaram-se as mais importantes do Novo Mundo colonial. Calcula-se que, ao longo de 100 anos, se garimparam 2 milhões de quilos de ouro no país, e cerca de 2,4 milhões de quilates de diamante foram extraídos das rochas.

Faltava gente para plantar e colher nas fazendas. Pelo menos 615 toneladas de ouro chegaram a Portugal até 1822.

Toda essa fortuna não foi reinvestida no Brasil ou em Portugal: passou para a Inglaterra, que vinha colhendo os frutos de sua Revolução Industrial.

Fonte: www.guiadoscuriosos.com.br

Manuel Borba Gato

Manuel de Borba Gato

Era Manuel de Borba Gato filho de João Borba e de sua mulher Sebastiana Rodrigues e foi casado com Maria Leite, filha de Fernão Dias Pais. Acompanhou seu sogro ao sertão à mando do governador de São Paulo, Afonso Furtado de Castro, procurar a mítica serra de Sabarábuçu, jázida de esmeraldas e prata, isto de 1674 a 1681.

Após a morte de Fernão Dias, por ocasião da ida da administrador-geral das minas D. Rodrigo de Castel Blanco àquele sertão, teve desentendimentos com esse delegado régio, devido a sua inação em fazer entradas no sertão para procurar esmeraldas resultando mata-lo, numa estrada que ia ter ao arraial do Sumidouro, em 28 de agosto de 1682.

Por esse crime foragiu-se para o sertão do rio Doce e sómente em 1700 reapareceu no povoado, recomendando o governador do Rio de Janeiro que se fizesse silêncio no seu processo, no interesse dos descobrimentos de ouro que fizera e desde 1678 vinha tentando no rio das Velhas e na chamada serra de Sabarábuçu. Mas sómente em 1700 trouxe ele a São Paulo, apresentando a Artur de Sá e Meneses amostras de ouro paliado, regressando logo a seguir para o sertão da Sabarábuçu, (autal Sabará /MG) em companhia de seus genros Antônio Tavares e Francisco Arruda. O fato é confirmado pela carta de sesmaria passada à Irmandade de Santo Antônio do Bom Retiro, da matriz de Roça Grande, por Antônio Coelho de Carvalho, em 7 de fevereiro de 1711, na qual se diz que foi ele o primeiro povoador e minerador do rio das Velhas (atual Sabará/MG). Por provisão de 6 de março de 1700 foi Borba Gato nomeado guarda-mor desse distrito e pela de 9 de junho de 1702, superintendente das minas do mesmo rio. Pela carta de 18 de abril de 1701, Artur de Sá e Meneses autorizou-o à posse das terras "terras entre os rios Paraopeba e das Velhas, chapadas da serrania de Itatiaia".

Teve ainda Borba Gato carta régia de elogios pelos serviços prestados, ocupou várias vezes a superintendência geral das minas, foi provedor dos defuntos e ausentes e administrador das estradas. Criou nas suas terras duas grandes fazendas, a do "Borba" no ribeirão do Borba e a do "Gato", no distrito do Itambé.

Faleceu segundo Diogo de Vasconcelos em 1718, quando exercia o cargo de juiz ordinário da vila do Sabará, tendo cerca de noventa anos de idade.

Segundo registros encontra-se enterrado em Paraopeba/MG e em Santo Amaro, é o guardião na entrada do Bairro em uma obra do nosso escultor Júlio Guerra , na confluência das Avenidas Adolfo Pinheiro e Santo Amaro.

Fonte: www.santoamaroonline.com.br

Manuel Borba Gato

Manuel Borba Gato
Bandeirante paulista (1628?-1718).
Participa das expedições em busca de minérios,
que dão origem ao ciclo do ouro e do diamante, no Brasil do século XVII.

Manuel de Borba Gato (1628?-1718) nasce em São Paulo e, na juventude, dedica-se à caça de índios para escravização. Em 1674 junta-se à mais importante expedição de Fernão Dias Pais Leme, seu sogro, conhecido como caçador de esmeraldas. A bandeira, que parte em busca de ouro e pedras preciosas, segue pelo vale do rio Paraíba, em São Paulo, até Taubaté. De lá segue para o norte de Minas Gerais, explorando os sertões mineiros até o vale do Jequitinhonha. Em 1682 é responsabilizado pelo assassinato do administrador-geral das minas, Rodrigo de Castel Blanco. Decide tornar-se um foragido da lei, embrenha-se no sertão, onde continua a busca de minérios. Encontra ouro na região de Sabará e nos vales dos rios Sapucaí e Grande, em 1695. A descoberta impulsiona a mineração em Minas Gerais, em Mato Grosso, na Bahia e em Goiás e dá origem ao período de 40 anos conhecido como ciclo do ouro. Como recompensa pelas descobertas, Borba Gato obtém o perdão real em 1700 e é nomeado guarda-mor do distrito de Rio das Velhas. No ano seguinte recebe terras entre os rios Paraopeba e das Velhas, e funda o arraial de Sabará. É nomeado superintendente das minas em 1702, cargo que ocupa por várias vezes. Morre em Sabará.

Referências bibliográficas

Almanaque Abril. Quem é quem na história do Brasil. São Paulo, Abril Multimídia, 2000. (bibliografia completa)

Fonte: www.meusestudos.com

Manuel Borba Gato

Manuel de Borba Gato
Manuel de Borba Gato

Manuel de Borba Gato, bandeirante paulista do século 17, viveu praticamente internado na selva entre os anos de 1680 a 1700, fugindo de um crime cometido por seus criados e pelo qual fora responsabilizado.

De acordo com os relatos de vários cronistas, quando D. Rodrigo Castelo Branco, fidalgo espanhol enviado para vistoriar minas de ouro, desentendeu-se com Borba Gato, dois serviçais deste último, temendo pela vida do patrão, mataram o nobre visitante. Em razão disso, não restou ao bandeirante outro recurso senão procurar refúgio na casa de um tio seu, às margens do rio Doce, para escapar da punição que certamente lhe seria aplicada. Existe, no entanto, outra versão, segundo a qual o próprio Borba Gato teria sido o autor da morte de D. Rodrigo, não se sabendo qual delas é a verdadeira.

Seu falecimento ocorreu em 1718, quando já contava, segundo alguns cronistas, com quase 90 anos de idade, mas ainda ocupando o cargo de Juiz Ordinário da Vila de Sabará. Não se sabe em que lugar foi enterrado, supondo certos autores que isso talvez tenha sido feito na capela de Santo Antônio, ou capela de Santana, ambas do arraial velho de Sabará, ou ainda, na opinião de outros historiadores, em Paraopeba, onde ele tinha um sítio.

Casado com Maria Leite, filha do também bandeirante Fernão Dias Paes Leme, o caçador de esmeraldas, participou da expedição que este liderava através dos sertões, a pedido do então governador (1671-1675) Afonso Furtado de Castro do Rio de Mendonça, em busca daquelas pedras preciosas. Mas com a morte de seu sogro durante essa caminhada (1681), passou a comandar os demais homens nas andanças que eles faziam à procura de riquezas, enfrentando os mais diferentes tipos de ameaças e situações perigosas, até que ao encontrar depósitos abundantes de ouro na região então conhecida como Sabarabuçu, na qual hoje se ergue a cidade de Sabará, ele conseguiu que seus amigos e parentes convencessem o governador Arthur de Sá e Menezes, a indultá-lo pelo crime que lhe era imputado, desde que, em troca, fosse revelada a localização exata das jazidas do metal precioso.

O governador concordou com a proposta apresentada por Manuel de Borba Gato, permitindo-lhe, dessa forma, retornar ao convívio da sua família. A carta patente decretando o seu perdão foi lavrada no dia 15 de outubro de 1698, e juntamente com ela foi concedido ao bandeirante o posto de lugar-tenente. Pouco tempo depois, com a ida de Arthur de Sá e Menezes às minas, ocorreu então o encontro entre ele e Borba Gato, oportunidade em que este último, segundo os registros da época, teria dito ao governador que pelo fato do mesmo se ter dignado a conceder-lhe perdão em nome do rei, receberia, em contra-partida, a indicação dos locais onde se localizavam “minas tão abundantes de ouro que seriam uma nova fonte de riqueza para a coroa e prosperidade para os seus vassalos”.

No mesmo ano, nomeado tenente-general da região das minas, ele começou a organizar as arrecadações e a colocar ordem nos acampamentos aonde se amontoavam os aventureiros que para ali acorriam em grande número, em busca de fortuna. O Códice Costa Matoso (publicado em três volumes, integra a já consagrada Coleção Mineiriana, financiada pela FAPEMIG – www.revista.fapemig.br -, na série obras de referência),nome pelo qual é conhecida uma coletânea de 145 documentos do século 18, reunidos por Caetano da Costa Matoso, ouvidor-geral da Comarca do Ouro Preto, nos anos de 1749 a 1752, e que constitui uma rica fonte de informação sobre o cotidiano e os costumes do povo da então capitania das Minas Gerais, diz que “A Justiça que achei nestas minas de Sabará foi o tenente-general Borba Gato, que era superintendentes destas minas., homem paulista. Repartiu as lavras de ouro por sortes de terra e veios d’água, como mandava o Regimento, confiscava todos os comboios do sertão, boiadas, cavalos e negros. E tudo o mais que apanhava, confiscava, até o ouro que ia para os sertões da Bahia se arrematava para o Rei. Esta era a ocupação que tinha Borba. Também havia contendas, e como juiz supremo deferia a todos com muito agrado, e desejava favorecer os confiscados. Tira meirinho e escrivão, e muita gente para as diligências do confisco”.

Fundador dos povoados de Caetés e Sabará, o bandeirante morreu em paz e tranqüilidade, apesar das atribulações e inquietações vividas durante grande parte de sua existência.

FERNANDO KITZINGER DANNEMANN

Fonte: www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br

Manuel Borba Gato

Manuel de Borba Gato (1649 — 1718) foi um bandeirante paulista.

Iniciou as suas atividades com o sogro, Fernão Dias Pais. Quando faleceu, em 1718, com quase 90 anos de idade, ocupava o cargo de Juiz Ordinário da vila de Sabará. Ignora-se onde foi sepultado, talvez na Capela de Santo Antônio ou na Capela de Santana, ambas do arraial velho de Sabará, ou ainda, segundo alguns autores, em Paraopeba onde tinha um sítio.

Filho de João Borba e de Sebastiana Rodrigues, casou-se, em 1670, com Maria Leite, filha do bandeirante Fernão Dias Pais. Da união, nasceram três filhas que casariam com portugueses, aliás três Franciscos: Francisco Tavares, Francisco de Arruda, Francisco Duarte de Meireles, este da Ilha de São Miguel. E retornaram a Portugal, pois dizem as crônicas que «quando rebentou a guerra dos Emboabas, Borba consentiu que Arruda (cunhado de Leonardo Nardes que com ele descobrira o ribeirão de Pirapetinga no Caeté, como se lê na sesmaria de Nardes doada em 23 de abril de 1711) e Tavares se repatriassem, acrescentando-lhes o cabedal em ouro ao que já tinham e recomendando-os ao Rei». Consta que compraram na ilha de São Miguel ricas propriedades e fundaram morgadios. O sobrinho deles, que permaneceu no Brasil casado com a filha caçula de Borda, Duarte de Meireles, tomaria posteriormente o mesmo destino.»

A irmã de Borba, Ana Borba, casou com Pedro Correia de Godói, e foram povoadores da região do ribeirão de São Miguel do Carmo. Na crise de 1702 instalaram-se à margem do rio de Miguel Garcia, sitio dito do Gualacho (corruptela de Iguarachue ou "poço do carumbé quebrado" - o carumbé era uma espécie de tartaruga: comida pelos indígenas, estes quebravam as suas cascas e as depositavam num poço cercado).

Empreendimentos na bandeira do sogro

A pedido do Governador Geral do Estado do Brasil, Afonso Furtado de Castro do Rio de Mendonça (1671-1675), Fernão Dias Pais realizou de 1674 a 1681, uma bandeira em busca da mítica serra do Sabarabuçu, jazida de esmeraldas e de prata. Borba Gato o acompanhou.

Após a morte do sogro, por ocasião da ida do administrador-geral das Minas, D. Rodrigo de Castel Blanco à região das Minas Gerais, desentendeu-se com o fidalgo, parece que o emboscou e assassinou no caminho que levava ao arraial do Sumidouro, em 28 de agosto de 1682. Pelo crime, como era costume, evadiu-se - era castigo bastante naqueles tempos. Fugiu para a região desconhecida ainda do vale do rio Doce, onde se ocultou de 1682 a 1699, tendo, segundo relatos, chegado até à foz do rio Piracicaba, atual município de Ipatinga.

Em Minas, reaparição como a grande figura do Rio das Velhas

Em 1700 reapareceu nas Minas, com a intenção de negociar com o governo o arquivamento do seu processo em troca da revelação dos locais onde existiriam as jazidas de ouro do rio das Velhas e da serra do Sabarabuçu. Apresentou, assim, ao governador da Capitania de São Paulo e Minas Gerais, Artur de Sá e Meneses amostras desse ouro, regressando a seguir para a região do rio das Velhas, (atual Sabará) em companhia de seus genros Antônio Tavares e Francisco de Arruda.

A Provisão Régia de 6 de Março de 1700 nomeou-o Guarda-mor desse distrito e, a 9 de Junho de 1702, carta patente de Artur de Sá Menezes o nomeou tenente-general substituindo o Superintendente José Vaz Pinto: com jurisdição sobre as minas do rio das Velhas.

Desde carta de 18 de Abril de 1701, o governador Artur de Sá e Meneses autorizara-o a posse das "terras entre os rios Paraopeba e das Velhas", e das "chapadas da serrania de Itatiaia".

Pela carta de sesmaria, datada de 3 de dezembro de 1710, o Governador Antônio Albuquerque de Carvalho diz:

"Faço saber, (etc.) que havendo ao que por sua petição me enviou a dizer o tenente-general Manuel Borba Gato que há muitos anos está em mansa e pacífica posse de uma sorte de terras entre o rio Paraipeba e a cordilheira da Itatiaia e de Mateus Leme até fechar na barra do ultimo ribeirão dele, que terá de comprimento cinco léguas e de largo três, onde tem feito seu princípio, sem prejuizo ou contradição de pessoa alguma, que até o presente intentasse perturbar-lhe a dita posse, por ser o suplicante o primeiro descobridor das ditas terras desde os tempos em que por estas partes começou os seus descobrimentos em serviço de Sua Majestade; e porque o suplicante se acha com obrigação de muito numerosa familia lhe são necessárias as ditas terras para criar gado e cultivar mantimentos para melhor comodo não s+o de sua família senão de todos os que quiserem povoar aqueles sertões (...) me pedia fosse servido mandar-lhe dar posse de quatro léguas em quadrado, e visto seu requerimento e informações que tomei atendendo a sua qualidade e merecimento do dito tenente-general pelo bem que tem servido a Sua Majestade nesta conquista fazendo-se merecedor de sua real grandeza, lho manda agradecer por várias vezes por cartas assinadas pela real mão; e por se achar com grandes obrigações de familia e parentes, a quem costuma amparar, (etc) Hei por bem..."

Outra carta de sesmaria foi dada em Caeté pelo mesmo governador, em 19 de janeiro de 1711. Tem o mesmo início, e prossegue:

"...havendo respeito ao que me enviou dizer o tenente-general Manuel Borba Gato de que estava ele possuindo desde o tempo em que se principiou a povoar estas Minas um sítio junto ao ribeirão que vem do Cercado e da barra que faz nele o ribeirão do Tombadouro, e porquanto o quer possuir com bom título de sesmaria, (etc.) me pedia que lhe fizesse mercê conceder ...meia légua de terra correndo da barra que faz o ribeirão do Tombadouro no dito ribeirão para cima, pelo dito ribeirão de uma e outra parte dêle. E visto seu requerimento, (etc) Hei por bem..."

O Cercado estava a meia légua do Sumidouro, Anhanhonhacanhuva, e o Tombadouro, verdadadeiro nome Matadouro: cercado o lugar em que os índios colocavam os prisioneiros para engordar e matadouro, obviamente, o sitio destinado às matanças. O Borba Gato declara possuir as terras desde a fundação do arraial do Sumidouro.

Carta patente em Sabará em 2 de fevereiro de 1711 enumera os serviços de Manuel Borba Gato: encaminhar o serviço de descobrir ouro e minas de prata no distrito do Sumidouro, sugerir os descobertos do Rio das Velhas, Sabará e Caeté, medição e repartição das datas, acomodando partes e evitando contendas e desordens... Era solícito e zeloso, provedor de defuntos e ausentes, administrador das estradas, denodado e severo, justiceiro e probo, cheio de rigor contra os contrabandos, Paulista isento....

Um ofício de 7 de agosto de 1712 de Antônio Albuquerque ao Rio diz:

"restabelecido o sossego nas Minas, os Paulistas foragidos para São Paulo estariam regressando e se contentando com as sesmarias como lhes eram concedidas por informação do tenente-general Manuel Borba Gato, fiel ao serviço real".

Borba Gato criou em suas terras duas grandes fazendas, a do "Borba" no ribeirão do Borba e a do "Gato", no distrito do Itambé.

Fonte: pt.wikipedia.org