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Nicolau Copérnico

O Renascimento europeu, impulsionado por alguns fatores como a invenção da imprensa por Gutemberg (1491) , a releitura dos autores gregos e a descoberta da América em 1492, manifestou-se nas mais diversas áreas do conhecimento humano. A arte literária, por exemplo, é representada por nomes como Dante Alighiere e William Shakespeare; na pintura destacam-se, entre outros, nomes como o de Sandro Botticelli, Leonardo da Vinci, Michellangello, El Greco e Boch. Na astronomia, o Renascimento teve seu principal representante na figura de Nicolau Copérnico. Este astrônomo polonês, nasceu em Torum, em 1473.

O tratado pronto foi dedicado ao Papa III, para amortecer o impacto que provocaria na Igreja Católica. Havia ainda um prefácio afirmando que ele nada inovaria e serviaria apenas para ajudar o uso das tábuas planetárias. Este tratado revolucionário rivalizava com o Almagesto de Ptolomeu que regia a astronomia com a aceitação da Igreja Católica, por quase quatorze séculos. A Igreja "mandava" nas ciências, na época. Todas as teorias e inovações tinham que ter o aval dessa instituição.

Em 5 de março de 1616, após a confirmação de Galileu, o clero interditou o livro de Copérnico.O manuscrito original de sua obra "De Revolutionibus" permaneceu com o autor até sua morte em 24 de maio de 1543 e atualmente esta localizada na biblioteca do Collegium Maius em Cracóvia, juntamente com os instrumentos por ele utilizados. Mais tarde , Kepler, se apoiando nas idéias de Copérnico, fixou as três leis que regulam o movimento dos planetas em volta do sol. Caberá mais tarde a Isaac Newton com suas teorias sobre a grande lei de gravitação dos corpos, explicar o equilíbrio dos corpos celestes.

Após a morte de seu pai Nicolau ficou sob a tutela de seu tio, que o enviou inicialmente para estudar no Colégio de Thorn. Mais tarde foi para a Universidade de Cracóvia (1491). Estudou em vários lugares, principalmente na Itália. Em Cracóvia estudou desenho e matemática. Mais tarde voltou para a Itália, em 1496, onde ficou por dez anos, para estudar astronomia, medicina e direito canônico. Nicolau não foi o criador do heliocentrismo, pois, anos antes Nicolau de Cusa e na Antiguidade Aristarco de Samos já haviam defendido esta teoria; Copérnico, no entanto, foi o autor do primeiro tratado de astronomia heliocentrica (De Revolutionibus Orbium Coelestium Libri VI ou Das Revoluções dos Mundos Celestes) publicado no ano de sua morte (1543). Este tratado foi escrito quando Copérnico voltou a sua pátria, quando se retirou para Frauenburg e exercia o cargo de cônego se dedicando às meditações astronômicas.

A teoria de Copérnico poderia ser assim resumida: O mundo é esférico e finito, como todos os corpos celestes são também esféricos. O movimento dos corpos celestes é circular e uniforme ( João Kepler, astrônomo, mais tarde, prova que o movimento é elíptico). O sol esta imóvel no centro do sistema e em torno dele giram os planetas. Estes últimos giram em torno de si mesmos. Assim a Terra possui dois movimentos : girando em torno de seu próprio eixo e em torno do sol. No século seguinte, as observações de Galileu Galilei confirmavam esta teoria. Antes, portanto, esta passou quase desconhecida, com a Igreja Católica não se manifestando à respeito.

Fonte: www.museutec.org.br

Nicolau Copérnico

A invenção da imprensa de tipos móveis por Johann Gutenberg (c.1398-c.1468) em 1451, a motivação para a leitura dos autores gregos, devido em parte aos estudiosos que foram para o Ocidente após a captura de Constantinopla pelos turcos em 1543, e a descoberta da América em 1492, foram fatores que impulsionaram a grande revolução nas diversas áreas do conhecimento, conhecida com Renascimento, ou Renascença..

Na Astronomia, o Renascimento teve seu pricipal agente em Nicolau Copérnico, ou Mikolaj Kopernik, polonês nascido em 19 de fevereiro de 1473, em Toruñ, às margens do rio Vístula, na Posnânia.

Depois da morte de seu pai, Niklas Koppernigk, em 1483, ficou sob tutela de seu tio, Lucas Watzelrode, mais tarde nomeado Bispo de Ermland, e foi destinado pelo tio para a carreira eclesiástica desde cedo. Em 1491 foi estudar no Collegium Maius, onde estudou Medicina, Matemática e Astronomia, por três anos. O Collegium Maius faz parte da Universidade Jagielonia (Uniwersytet Jagiellonski), em que foi transformada a Academia de Cracóvia, fundada em 1364 pelo rei Kasimir, o Grande, mas cujo maior patrono foi o Rei Wladyslaw Jagiello, e cujo nome foi dado desde sua morte em 1434. No Collegium Maius, utilizou instrumentos de medida precursores do telescópio, que só seria inventado mais de cem anos depois. Em 1496 rumou para a Itália, onde permaneceu nove anos, com interrupção em 1501, quando retornou à Polônia, para assumir as funções de cônego em Frauenburgo. Nas universidades de Bolonha, Pádua e Ferrara, estudou Direito, Medicina, Astronomia e Matemática. Embora estivesse na Itália para estudar Medicina e Direito, seus maiores interesses eram Astronomia e Matemática, mas também dedicou-se ao estudo do Grego. Em Bolonha associou-se a Domenico Novarra (1454-1504), com quem fez a observação da ocultação de Aldebarã, em 9 de março de 1497.

Quando retornou a Frauenburgo, quase imediatamente obteve licença para se juntar-se ao seu tio em Heilsberg, oficialmente como seu conselheiro médico, mas realmente como acompanhante. Foi provavelmente nestes calmos dias em Heilsberg que Copérnico elaborou suas idéias astronômicas, e escreveu os primeiros rascunhos de seu livro. Desde 1512, após a morte de seu tio, viveu em Frauenburgo, e suas observações eram feitas com instrumentos construídos por ele próprio.

Em 1529 circulava entre os astrônomos um manuscrito Nic. Copernici de Hypothesibus Motuum Coelestium a se Constitutis Commentariolus ("Pequenos Comentários de Nicolau Copérnico em Torno de Suas Hipóteses sobre os Movimentos Celestes"), onde Copérnico apresentava o sistema heliocêntrico como uma hipótese. Em 1533, o Papa Clemente VII solicitou a exposição da teoria em Roma, e em 1536 o Cardeal Schönberg pediu sua publicação, mas Copérnico achava que deveria primeiro elaborar uma teoria completa, que fosse nitidamente superior ao sistema de Ptolomeu.

Em 1539 chegou em Frauenburgo um jovem astrônomo, Georg Joachim (1514-1574), mas conhecido como Rheticus, por ser originário de Rhaetia. Ele estudou Astronomia com Schoner em Nürnberg, e foi nomeado professor de matemática na Universidade de Wittenberg. Tendo ouvido de Copérnico e suas teses, decidiu visitá-lo, e sua visita se extendeu por dois anos, estudando o manuscrito de Copérnico. Escreveu com este uma Primeira Narrativa (Prima Narratio) expondo as idéias na forma de uma carta ao seu mestre Schoner. Esta carta, publicada em 1540, foi a primeira forma acessível das idéias de Copérnico. Em 1540 Rheticus enviou para publicaçõo o livro completo de Copérnico, De Revolutionibus ("As Revoluções"), cujo primeiro exemplar chegou às mãos de Copérnico em leito de morte, em 1543. Provavelmente não teve consciência de que o seu prefácio, dedicado ao Papa Paulo III, fora substituído por outro, anônimo, de Andreas Osiander (1498-1552), um pastor Luterano interessado em Astronomia, em que insistia sobre o caráter hipotético do novo sistema, e também modificando o nome para De Revolutionibus Orbium Coelestium ("As Revoluções do Orbe Celeste"). No livro Copérnico declarava que a Terra cumpria "uma revolução em torno do Sol, como qualquer outro planeta", como já haviam afirmado Pythagoras e Aristarchus de Samus, que Copérnico já tinha lido. Mas Copérnico desenvolveu a idéia matematicamente, construindo um sistema capaz de explicar as observações celestes, pelo menos tão precisamente como qualquer variação do sistema de Ptolomeu, e em muitos aspectos, muito mais simples. Este sistema só pôde ser provado pelas observações de Galileu das fases de Venus e dos satélites de Jupiter.

Nicolau Copérnico

O manuscrito original do livro, De Revolutionibus, permaneceu com o autor até sua morte, em 24 de maio de 1543, e atualmente está localizado na biblioteca do Collegium Maius, reservada como um museu em honra a Copérnico, junto com os instrumentos por ele utilizados.

Fonte: www.if.ufrgs.br

Nicolau Copérnico

Matemático e astrônomo polonês, autor da Teoria Heliocêntrica, segundo a qual o sol é o verdadeiro centro do sol é o verdadeiro centro do sistema solar, devendo-se a sucessão de dias e noites, ao movimento da rotação da Terra sobre seu próprio eixo. Copérnico nasceu em Tourun, na Posnâmia (região polonesa as margens do Vístula) na fronteira com a Alemanha, à 19/02/1453, era filho de um comerciante que o deixou órfão, aos 10 anos. Sua tutela ficou à cargo de seu tio Lucius Waczenrade, Bispo de Erimland. E ele cresceu em meio ao período Renascentista, no qual o saber, bem como a cultura avançaram revulucionariamente. Também serviu a Igreja Católica, o que de certa forma foi positivo, pois lhe dava acesso ao saber entesourado da igreja .

Propriedades planetárias

Em 1491, ingressou na Universidade de Cracóvia, onde estudou, principalmente, matemática. Depois na Universidade de Bolonha estudou grego e em Pádua Medicina. Em 1500 voltou a Polônia, e já como monge, assumiu as funções de cônego em Frauenburg, exercendo a medicina. Como sua verdadeira paixão era a astronomia, teve sua atenção despertada pelo planeta Marte, e de suas observações, veio-lhe as perguntas: - Por que os planetas se tornavam cada vez maiores, mais brilhantes, ao longo de sua trajetória? - Ou cresciam, o que parecia absurdo? - Ou ficavam tão mais perto da Terra? O que certamente, os levava a sair dos epiciclos, onde deveriam permanecer... Diante de suas dúvidas, Copérnico, com sua tranquilidade característica, passou a estudar os pensadores antigos, que ousaram dar um movimento à Terra, e colocar o Sol como centro do Universo. Depois de minuciosos cálculos matemáticos, ele deduziu: A Terra executa um movimento completo em torno de seu eixo. Isso explicaria o movimento do Sol e das Estrelas, produzindo o dia e a noite. Novos cálculos o levaram a atribuir ao Sol o movimento anual, que na verdade é executado pela Terra.

Suas afirmações eram contrárias a Teoria Geocêntrica, que afirmava ser a Terra fixa, e que todos os demais astros, giravam em torno dela. A igreja fundamentava-se na Teoria Geocêntrica, e agia de modo bravio, contra qualquer conceito contrário a esta teoria. A Teoria Geocêntrica, também chamada de Teoria Ptolemaica , por ter sido elaborada por Cláudio Ptolomeu, astrônomo e geógrafo grego do séc. II, dizia que a Terra era imóvel e ao seu redor giravam a Lua, o Sol, os Planetas e as Estrelas. Durante 30 anos, Copérnico, analisando e meditando suas próprias observações, concluiu sua Teoria. Como uma de suas maiores características era ser prudente, de início, apresentou sua teoria como mera hipótese, já que naquela época eram comuns, as condenações por heresia.

As revelações

Copérnico, era eclesiástico, respeitava e temia as autoridades religiosas, para estas, a teoria de Ptolomeu era mais adequada para confirmar, as citações bíblicas, de modo conveniente para a igreja. Temendo contradizê-la, Copérnico, em 1530, apresentou sua teoria apenas entre os astrônomos, num manuscrito chamado Pequenos comentários de Nicolau Copérnico em torno de suas hipóteses sobre os movimentos celestes. Somente em 1540, permitiu que George Joaquim Rhäticus, seu discípulo, publicasse suas idéias, na obra Narrativa acerca das obras de Copérnico sobre revoluções.

Sua obra

Finalmente em 1543, esse mesmo discípulo, fez circular, em Nuremberg, a obra completa de Copérnico - Sobre a revolução das orbes celestes, onde a Teoria Heliocêntrica, era colocada de forma científica, e não como hipótese. Isto se deu sem o conhecimento de Copérnico, que teve exemplar nas mãos, já pronto, às portas de sua morte, em Frauenburg, à 24/05/1543, mesma data em que veio a falecer. Esta publicação, que tinha prefácio dedicado ao papa Paulo III, fora substituído por outro, anônimo, atribuído a Andreas Osiander, que insistia sobre o carater hipotético do novo sistema.

Só após 20 anos da divulgação da pesquisa de Copérnico, o frade dominicano Giordani Bruno acrescentou a Teoria, a idéia do Universo infinito, levantando novamente a polêmica. Por isso, a Inquisição, o condenou a morte. Justo nessa mesma época, iniciava como professor de Universidade Galileu Galilei, que finalmente fez solidificar a Teoria .

A obra de Copérnico foi comprovada por grandes astrônomos e matemáticos como Galileu, Kepler e Newton, mas até 1835, a Igreja a manteve em sua lista negra. Mas sua obra, considerada valiosa e pioneira lhe garantiu a posição de Pai da Astronomia Moderna.

Fonte: www.professorrobson.hpg.ig.com.br

Nicolau Copérnico

1473-1543

A tradução dos escritos de Ptolomeu no século XII ensejaram a recuperação de um método bastante preciso na previsão dos movimentos planetários, e por isso poucas mudanças foram nele propostas no Ocidente. De fato, as grandes navegações se fizeram sob a égide da astronomia ptolomaica. O astrônomo polonês Nicolau Copérnico reinterpretou dados astronômicos existentes e o modelo de Ptolomeu, tendo feito poucas observações diretas.

Copérnico obteve uma simplificação considerável na descrição dos movimentos ao notar um epiciclo para os planetas interiores e um deferente para os planetas exteriores que eram idênticos. Esta constatação apontava para uma oportunidade de simplificar o sistema do Almagesto e do Hipótese dos Planetas, de Ptolomeu, que contava com 43 esferas em movimento simultâneo. A modificação de Copérnico foi colocar o Sol no centro do movimento (heliocentrismo), o que terminou por diminuir o número de círculos em movimento necessários para descrever as trajetórias dos planetas no céu. Um esboço da teoria heliocêntrica é descrito na obra Commentariolus (c. 1510), com tradução para o português, cuja leitura é recomendada.

Seu livro Revolutionibus orbium caelestium libri VI (Revolução dos Orbes Celestes em 6 volumes) foi editado em 1543, postumamente, no ano de sua morte. Com tal expediente, Copérnico evitou o confronto com a Inquisição. No entanto, um prefácio (não autorizado) foi inserido, advertindo o leitor de que o conteúdo é um método de cálculo de posições de planetas, e não uma realidade objetiva. Em seu tratado, Copérnico realiza uma sistematização quantitativa da teoria heliocêntrica. Nesta teoria, os círculos correspondentes à Lua pouco mudam, pois ela gira, de fato, em torno da Terra, valendo excepcionalmente o modelo ``Geocêntrico'', que coloca a Terra no centro de Universo.

Nicolau Copérnico
Ilustração do livro Da Revolução dos Orbes Celestes, 
de Copérnico, com o modelo heliocêntrico do sistema solar.

Os antigos deferentes, batizados de orbes por Copérnico, são circulares, mas centrados no Sol. Mesmo desprovidos dos epiciclos, os ``deferentes heliocêntricos'' dão conta de forma bastante aproximada do movimento dos planetas, pois as suas trajetórias são de fato quase circulares. Os epiciclos, também presentes no sistema de Copérnico, introduzem correções menores, podendo deformar a órbita de modo que ela se aproxime bastante de uma elipse. No sistema copernicano, o tratamento dos vários planetas passa a ser uniforme, não distinguindo planetas ``exteriores'' e ``interiores'' como fazia o sistema ptolomaico.

Os grandes deferentes externos de Ptolomeu, comuns a todos os planetas e que fazem a abóbada celeste executar sua revolução cada 24 horas, são finalmente identificados como rotação da Terra em torno de seu eixo. Copérnico constatou que os deferentes dos planetas exteriores são idênticos a grandes epiciclos dos planetas interiores. Esse outro denominador comum entre os planetas - um círculo que completa uma volta anual - foi identificado como um efeito de paralaxe da rotação da Terra em torno do Sol. Finalmente, outros orbes representam nossas órbitas, ou seja, a rotação de cada astro em torno do Sol. A nomenclatura permanece muito semelhante à de Ptolomeu. Copérnico imagina ainda um sistema de esferas em rotação uniforme. Seus ``orbes'' são essencialmente entidades geométricas rígidas às quais os planetas estão ligados.

Muitos seguidores de seu método não o consideravam uma realidade Física, mas um método matemático, um algoritmo eficiente para o cálculo e previsão dos movimentos planetários, possivelmente em virtude do prefácio mencionado acima. A Igreja Católica terminou por incluir, em 1619, o tratado de Copérnico no codex de livros proibidos. Somente foi removido desta lista em 1835.

Fonte: plato.if.usp.br

Nicolau Copérnico

Nicolau Copérnico
Nicolau Copérnico

1473-1543

Nicolau Copérnico, médico e astrônomo polonês, revolucionou as idéias sobre a posição da Terra no Universo. Em seu trabalho "De revolutionibus orbium coelestium", apresentou a teoria Heliocentrista, que colocava o Sol no centro do universo, e demonstrava que a Terra completa uma volta em torno de seu próprio eixo a cada 24 horas e uma órbita em volta do Sol no período de um ano. A teoria oficial da época, patrocinada pela Igreja Católica, o Geocentrismo, dizia que o Universo girava em torno da Terra. Copérnico também estabeleceu métodos para calcular o tamanho do Sistema Solar e os movimentos dos planetas. Suas idéias só seriam comprovadas e aceitas pela ciência, porém, mais de um século depois.

Mikolaj Kopernik (em latim Nicolaus Copernicus) nasceu no dia 19 de fevereiro de 1473 em Torum, Polônia, onde freqüentou o Colégio de São João. Estudou matemática e óptica na Universidade de Cracóvia, na Polônia, de 1491 a 1494. Estudou religião e astronomia na Universidade de Bolonha, na Itália, em 1496.

Em 1497 tornou-se cônego da catedral de Frauenburg, na Áustria, posto que conservou pelo resto de sua vida. De 1501 a 1505 estudou grego, direito e medicina na Universidade de Pádua, na Itália.

Em 1512 começou a trabalhar no Heliocentrismo, em oposição total ao Geocentrismo apoiado pela Igreja Católica. O trabalho foi terminado em 1530, mas somente foi publicado em 1543, ano da sua morte, provavelmente por medo da Inquisição. Um pouco antes de morrer, recebeu uma cópia de seu trabalho, "De revolutionibus orbium coelestium", que foi proibido pela Igreja Católica. A proibição só foi retirada em 1835!

Fontes: Enciclopédia do Espaço e do Universo - Copyright © 1996 Dorling Kindersley e Tradução Brasileira Copyright © 1997 Editora Globo S.A.
History of Mathematics - Nicolas Copernicus

Nicolaus Copernicus (1473-1543): Library of Congress Citations

Fonte: www.karl.benz.nom.br

Nicolau Copérnico

Nicolau Copérnico foi um polonês do Renascimento matemático e astrônomo que formulou uma teoria abrangente heliocêntrica modelo que colocou o Sol, em vez da Terra, no centro do universo.
A publicação do livro de época de Copérnico, De revolutionibus orbium coelestium ( Sobre as Revoluções das Esferas Celestes ), pouco antes de sua morte, em 1543, é considerado um evento importante na história da ciência . Começou a revolução copernicana e contribuiu de forma importante para o crescimento da consequente Revolução Científica . A teoria heliocêntrica de Copérnico colocou o Sol no centro do sistema solar e descreveu a mecânica desse sistema em matemática, em vez de termos aristotélicas.

Uma das grandes polímatas do Renascimento , Copérnico foi um matemático , astrônomo , jurista com um doutorado em direito, médico , poliglota , clássico estudioso , tradutor , artista, padre católico , governador, diplomata e economista .

Vida

Nicolau Copérnico nasceu em 19 fevereiro de 1473, na cidade de Torun (Espinho), na província de Prússia Real , na Coroa do Reino da Polônia. Seu pai era um comerciante de Cracóvia e sua mãe era a filha de um comerciante rico de Torun. Nicolaus era o caçula de quatro filhos. Seu irmão Andreas (André) se tornou um agostiniano cânone em Frombork (Frauenburg). Sua irmã Barbara, em homenagem a sua mãe, tornou-se freira. Sua irmã Katharina casou com o empresário e vereador Barthel Gertner e deixou cinco filhos, que Copérnico cuidou até o fim de sua vida. Copérnico nunca se casou ou teve filhos.

Família do pai

Família do pai pode ser atribuída a uma aldeia em Silésia perto de Nysa. No século 14, os membros da família começaram a se mover para várias outras cidades da Silésia, a capital polonesa, Cracóvia (Cracóvia, 1367), e para Torun (1400).

Nicolau foi nomeado depois de seu pai, que aparece em registros pela primeira vez como um comerciante que negociava com o cobre, vendendo principalmente em Danzig (Gdansk). Ele se mudou de Cracóvia para Torun volta 1458. Torun, situada no rio Vístula, era naquele tempo envolvido na Guerra Treze Anos (1454-1466), em que o Reino da Polônia e da Confederação Prussiana , uma aliança de prussiano , nobreza e do clero , lutou contra a Ordem Teutônica sobre o controle da região.Nesta guerra hanseáticas cidades como Danzig e Torun, cidade natal de Nicolau Copérnico, optou por apoiar o rei polonês, que prometeu respeitar a independência das cidades, que a Ordem Teutônica havia desafiado.

O pai de Nicolaus estava ativamente envolvido na política da época e apoiado Polônia e as cidades contra a Ordem Teutônica. Em 1454, ele mediado as negociações entre Polônia Cardeal Zbigniew Olesnicki e as cidades prussianas de reembolso de empréstimos de guerra. Na Paz Segunda Thorn (1466) , a Ordem Teutônica formalmente renunciou todas as reivindicações de suas províncias ocidentais, que, como Prússia Real permaneceram uma região da Polônia para os próximos 300 anos.

O pai se casou com Barbara Watzenrode, mãe do astrônomo, entre 1461 e 1464. Ele morreu em algum momento entre 1483 e 1485. Após a morte do pai, tio materno, Lucas Watzenrode, o Jovem (1447-1512), levou o menino sob sua proteção e viu a sua educação e carreira.

Idiomas

Copérnico é postulado ter falado a língua Latina, alemão e polonês com igual fluência. Ele também falou grego e italiano. A grande maioria das obras remanescentes de Copérnico são em latim , que em sua vida foi a linguagem da academia na Europa. O latim era a língua oficial da Igreja Católica Romana e da corte real da Polônia, e, portanto, toda a correspondência de Copérnico com a Igreja e com os líderes poloneses foi em latim.

Há alguns documentos escritos por Copérnico em alemão. Transportadora Martin menciona isso como uma razão para considerar língua nativa de Copérnico ter sido alemão. Outros argumentos são de que Copérnico nasceu em uma cidade predominantemente de língua alemã e que, enquanto estudava Direito na Bolonha em 1496, ele assinou na Alemão Natio ( Natio Germanorum ) uma organização estudantil que, de acordo com o seu estatuto 1497, foi aberto a estudantes de todos os reinos e estados, cuja língua-mãe (" Muttersprache ") era alemão.

No entanto, de acordo com o filósofo francês Alexandre Koyré , isso por si só não implica que Copérnico se considerava alemão, já que os estudantes da Prússia e da Silésia foram rotineiramente colocados nessa categoria, o que levou certos privilégios que fizeram dele uma escolha natural para os estudantes de língua alemã, independentemente de sua etnia ou auto-identificação.

Nome

Com o tempo de Copérnico, as pessoas foram muitas vezes chamadas após os lugares onde viviam. Como a aldeia Silésia que o inspirou, o sobrenome de Copérnico foi escrito de várias maneiras. O mundo da fala Inglês conhece o astrônomo principalmente pelo nome latinizada, "Nicolau Copérnico". O sobrenome provavelmente tinha algo a ver com o local da Silésia de mineração de cobre- indústria, embora alguns estudiosos afirmam que ela pode ter sido inspirado no endro planta (em polonês, " koperek "ou" Kopernik ") que cresce na selvagem Silésia .

Como foi o caso com William Shakespeare um século mais tarde, inúmeras variantes ortográficas do nome são documentadas para o astrônomo e seus parentes. O nome apareceu pela primeira vez como o nome da cidade na Silésia, no século 13, onde foi escrito diversos em documentos latinos. Copérnico "foi bastante indiferente sobre ortografia ". Durante sua infância, o nome de seu pai (e, portanto, do astrônomo futuro) foi gravado em Espinho como Niclas Koppernigk por volta de 1480, em Cracóvia ele assinou seu nome "Nicolaus Nicolai de Torunia". Em Pádua, Copérnico assinou seu nome "Nicolaus Copernik", depois como "Coppernicus".

Ele assinou um auto-retrato, uma cópia da qual está agora na Universidade Jagiellonian, "N Copernic". O astrônomo latinizado seu nome para Coppernicus , geralmente com dois "p" s (em 23 dos 31 documentos analisados), mas mais tarde na vida ele usou um único "p". Na página de título de De revolutionibus , Rheticus publicado o nome como (no genitivo ou caso possessivo), "Nicolai Copernici".

Heliocentrismo

Em 1532 Copérnico completou seu trabalho no manuscrito de De revolutionibus orbium coelestium , mas apesar de pedidos por seus amigos mais próximos, ele resistiu a publicar abertamente suas opiniões, não querendo, como ele confessou-se arriscar o desprezo "a que teria se expor por conta da novidade e incompreensibilidade de suas teses ".

Em 1533, Johann Albrecht Widmannstetter entregue uma série de palestras em Roma delineando a teoria de Copérnico. Papa Clemente VII e vários cardeais católicos ouviram as palestras e estavam interessados na teoria. Em 1 de Novembro de 1536, o Cardeal Nikolaus von Schönberg , Arcebispo de Cápua , escreveu a Copérnico de Roma:

Alguns anos atrás, a notícia chegou-me a respeito de sua competência, de que todo mundo sempre falou. Naquela época, eu comecei a ter uma grande consideração por você ... Por que eu tinha aprendido que não se limitou a dominar as descobertas dos astrônomos antigos extraordinariamente bem, mas também formulou uma nova cosmologia. Nele sustentam que a terra se move, para que o sol ocupa o mais baixo, e, assim, o local, central no universo ...

Até então o trabalho de Copérnico estava se aproximando de sua forma definitiva, e os boatos sobre sua teoria havia chegado a pessoas intelectuais de toda a Europa. Apesar de apelos de vários quadrantes, Copérnico atrasou a publicação de seu livro, talvez por medo de crítica, expresso na posterior dedicação de sua obra para o Papa Paulo III . Estudiosos discordam sobre se a preocupação de Copérnico foi limitada a possíveis objeções astronômicas e filosóficas, ou se ele também estava preocupado com objeções religiosas.

Nicolau Copérnico
Monumento de Copérnico em Varsóvia

Morte

Para o fim de 1542, Copérnico foi apreendido com apoplexia e paralisia, e morreu aos 70 anos em 24 de Maio 1543. Diz a lenda que ele foi presenteado com uma cópia antecipada do seu De revolutionibus orbium coelestium no mesmo dia em que ele morreu, o que lhe permite a despedida do trabalho de sua vida.

Ele tem a fama de ter acordado de um coma induzido por acidente vascular cerebral, olhou para o seu livro, e depois morreu em paz.

Copérnico teria sido enterrado em Frombork Catedral , onde os arqueólogos há mais de dois séculos, procuraram em vão por seus restos mortais.

Esforços para localizar os restos mortais em 1802, 1909, 1939 e 2004, tinham chegado a nada. Em agosto de 2005, no entanto, uma equipe liderada por Jerzy Gassowski, chefe de uma arqueologia e antropologia instituto em Pultusk, após a digitalização sob o piso da catedral, descobriu o que eles acreditavam ser restos de Copérnico.

A descoberta veio depois de um ano de buscas, e a descoberta foi anunciada apenas depois de mais pesquisas, em 3 de novembro de 2008.

Gassowski disse que tinha quase certeza que os restos mortais fossem de Copérnico.

Especialista capitão Dariusz Zajdel do Laboratório polonês Central de Polícia Forense, usou o crânio para reconstruir um rosto que se assemelhava muito a características, incluindo um nariz quebrado e uma cicatriz acima do olho esquerdo, em um auto-retrato de Copérnico.

O especialista também determinou que o crânio pertencia a um homem que havia morrido em torno de 70 anos, Copérnico, no momento de sua morte.

A sepultura estava em más condições, e nem todos os restos do esqueleto foram encontrados. Faltava, entre outras coisas, o maxilar inferior.

Em 22 de maio de 2010 foi dado a Copérnico um funeral seguido de uma missa conduzida por Józef Kowalczyk, ex- núncio apostólico na Polônia e recém-nomeado primaz da Polônia. Restos de Copérnico foram enterrados no mesmo local em Catedral de Frombork, onde parte de seu crânio e outros ossos foram encontrados.

Uma lápide de granito preto agora o identifica como o fundador da teoria heliocêntrica e também uma igreja cânone. A lápide tem uma representação do modelo de Copérnico do sistema solar, um sol dourado cercado por seis dos planetas.

Nicolau Copérnico
Caixão com 'restos, St. James' Copernicus na Catedral Basílica, Allenstein , Março de 2010

Veneração

Copérnico é homenageado, juntamente com Johannes Kepler , no calendário litúrgico da Igreja Episcopal (EUA) , com um dia de festa em 23 de maio.

Fonte: en.wikipedia.org

Nicolau Copérnico

1473 - 1543

Para Lutero, a razão era "uma cortesã do diabo". Para os doutores do Concílio de Trento, a "fé não só excluía qualquer dúvida, mas o próprio desejo de submeter a verdade à demonstração".

Opiniões dogmáticas como essas pareceriam chocantes hoje, e também na Antigüidade, ou, no fim da Idade Média, quando o pensamento cristão era regido pela escolástica. Mas no tempo de Lutero, e em todo o século XVI, a Reforma protestante, seguida da Contra-Reforma católica, conduziu o pensamento europeu a posições radicais. Foi o tempo das guerras religiosas, do fanatismo intransigente e do suplício de pelo menos 30 mil mulheres acusadas de feitiçaria.

Nesse clima apaixonado, seria uma perfeita heresia insistir na teoria heliocêntrica. A idéia ptolemaica de que a Terra era o centro do Universo passou a constituir um artigo de fé, confirmado por passagens da Bíblia; nem católicos nem protestantes poderiam contestá-la.

Como se explica que a teoria de Copérnico haja vencido essa barreira de obscurantismo religioso? Pelo menos três fatores concorreram para isso. Em primeiro lugar, o caráter técnico da obra que expõe a teoria heliocêntrica: De Revolutionibus Orbium Coelestium. Só o fato de ser escrita em latim já limitava seu acesso a uma elite letrada, embora o latim fosse a língua "oficial" de todas as ciências da época. Mas, além de tudo, o livro, em seis seções, era um tratado técnico inteligível apenas por astrônomos e matemáticos. Em segundo lugar, porque um prefácio (que não foi escrito por Copérnico) apresentava a teoria como simples suposição, para facilitar cálculos, não como afirmação categórica. Finalmente, o impacto da teoria foi consideravelrnente retardado pelo fato de sua publicação ter sido quase póstuma; Copérnico só viu o livro pronto em seu leito de morte.

Nem por isso, entretanto, a obra conseguiu evitar totalmente a execração das teorias dominantes. Os protestantes, Lutero à frente, a combateram imediatamente. Os católicos mostraram-se inicialmente indiferentes: só 70 anos depois é que a Igreja Católica colocaria a obra no "Index".

A revolução científica e filosófica que a obra viria a trazer, portanto, foi suficientemente gradativa para não espantar muito. Esse processo repete-se até hoje. Basta lembrar que, mesmo com os atuais recursos de comunicação, a Teoria da Relatividade, de Einstein, levou décadas para produzir suas marcas no pensamento humano.

Nikolaj Kopernik - que mais tarde assinaria suas obras com a versão latina Nicolaus Copernicus - nasceu a 14 de fevereiro de 1473, na cidadezinha de Torun, à margem do rio Vístula, Polônia. O pai, casado com uma rica aristocrata, havia empregado o dote da mulher na expansão de seus negócios e, quando Copérnico nasceu, a família desfrutava de alta projeção local. Mais influente ainda era o ramo materno da família de Copérnico. Lucas Waczenrode, por exemplo, tio materno do pequeno Nicolau, chegaria a ser eleito bispo de Ermeland (ou Warmia), cargo que lhe conferia privilégios de príncipe do Império.

Aos dez anos de idade, Nicolau e seus três irmãos mais velhos perderam o pai. Por costume e caridade, o tio rico e poderoso assumiu a tutela dos órfãos. Aos dezoito anos, depois de uma formação básica em escola religiosa, Nicolau matriculou-se na Universidade de Cracóvia, para estudos mais amplos de letras e matemática. Mas o tio preparava-o para a carreira eclesiástica. Ao receber, do próprio tio, as ordens menores, Nicolau sabia que gestões políticas se processavam para dar-lhe o canonicato (grau de cônego) de Frauenburg (Frombork).

No meio tempo, porém, Copérnico poderia se ocupar do aperfeiçoamento de sua instrução. Em 1497, com 24 anos, segue para a Itália, a fim de estudar medicina, astronomia e arte (era um pintor de razoável talento).

Seus primeiros estudos na Natio Germanorum, de Bolonha, levaram-no a conhecer Domenico Novarra. Embora dezenove anos mais velho que Nicolau, Novarra tornou-se seu amigo e deu-lhe ampla orientação nos estudos de astronomia. A primeira observação astronômica feita por Copérnico, a 9 de março de 1497, em Bolonha, foi o ocultamente da estrela AIdebaran.

Enquanto isso, embora ausente da Polônia, era eleito cônego de Frauenburg e o tio aceitava o cargo por procuração do sobrinho, que só tomaria posse em 1501. E, na Itália, imperturbável, Copérnico continuava seus estudos. Ainda em Bolonha, interessou-se pelo idioma grego, um conhecimento que iria ter influência fundamental em sua carreira futura.

Depois de Bolonha, foi conhecer Roma, onde fez algumas conferências sobre matemática. Ali, apaixonou-se definitivamente pela arte e pela ciência. Ante a insistência do tio, voltou à Polônia para tomar posse do canonicato, mas logo em seguida obteve licença para voltar às suas atividades na península.

Entrou para a Universidade de Pádua, onde durante quase quatro anos estudou leis, teologia e medicina. Finalmente, em 1504, quando voltou à Polônia em definitivo, Copérnico estava em dia com os conhecimentos de matemática, astronomia, medicina, teologia, línguas clássicas e direito. A sua formação intelectual estava completa.

Na biografia de Copérnico não existe drama. Exceto a morte ocasional de algum parente querido, nenhuma emoção mais forte parece ter perturbado a serenidade de sua existência.

Não que fosse um místico; sua carreira clerical terá sido mais um imperativo das circunstâncias do que fruto de uma forte vocação. Interessava-se pelas pessoas, não se confinava em meditações monásticas, nem se atormentava com problemas teológicos.

Em retribuição ao amparo recebido, serviu ao tio em Cracóvia até 1512, ano em que morreu o bispo. Outro exemplo de seu desprendimento pessoal foi o exercício gratuito da medicina, em Frauenburg, onde atendia aos pobres.

Desde a volta da Itália, Copérnico expandia sua cultura. O prestígio aumentava especialmente no campo da astronomia e da matemática. Em 1514, foi convidado a opinar sobre uma reforma de calendário, então considerada pelo V Concílio de Latrão. Copérnico recusou, porque parecia-lhe que as posições do Sol e da Lua ainda não podiam ser estabelecidas com precisão, dentro dos conhecimentos da época. Em 1516, assumiu interinamente a direção da diocese que havia sido de seu tio. Era um cargo político, que Copérnico exerceu com proficiência até 1521, dada a familiaridade que possuía com os problemas locais.

Também em função de seu prestígio, recebeu a incumbência de planejar uma reforma monetária. Na época, havia tal profusão de moedas cunhadas em cada cidade importante, que metade das moedas de ouro que enriquecem a coleção mundial provém de cunhagens alemãs e polonesas do século XV.

Copérnico estudou o assunto e propôs um plano numa pequena obra. Mas a rivalidade dos governantes regionais condenou a idéia ao esquecimento. A obra nem chegou a ser publicada; só foi descoberta e impressa em Varsóvia, em 1816, quase trezentos anos depois.

Nenhuma das atividades políticas, eclesiásticas ou médicas desviava Copérnico de seu interesse predominante pela astronomia. Entre 1497, quando começou a estudar na Itália, e 1529, publicou 27 observações detalhadas; outros apontamentos foram encontrados mais tarde, entre folhas de livros de sua numerosa e variada biblioteca.

Nessa época, o sistema geocêntrico de Cláudio Ptolomeu já parecia insatisfatório para Copérnico e muitos outros astrônomos. Freqüentemente, as observações pareciam desmentir a teoria, o que forçava os astrônomos a reverem os arranjos de deferentes e epiciclos. Deferente é um círculo imaginário em volta da Terra, em cuja periferia se movem aparentemente os astros; epiciclo é o círculo em que um planeta se move e cujo centro se desloca ao mesmo tempo sobre a circunferência de um círculo maior.

Nicolau Copérnico
Sistema de Copérnico

Tudo isso fazia Copérnico imaginar que houvesse algo de fundamentalmente errado no sistema ptolemaico. Na tentitiva de descobrir o erro, passou a ler todos os trabalhos que precederam à formulação da teoria de Ptolomeu. E descobriu. Graças a seus sólidos conhecimentos de grego, foi conhecer em detalhe as teorias heliocêntricas propostas por volta de 300 anos a.C. por astrônomos como Aristarco de Samos. Copérnico ainda supunha que as órbitas dos planêtas eram circulares, percebeu que a idéia do Sol como centro das órbitas dos planetas fazia sentido, era mais lógica do que a idéia geocêntrica. Mas o geocentrismo era um artigo de fé, não apenas um preconceito científico. E o cônego guardou para si o que o cientista descobrira.

Mas, na intimidade, Copérnico discutia o assunto com discípulos e amigos. A maior parte deles insistia para que Copérnico expusesse suas idéias em público, para críticas e comprovação, mas o bondoso clérigo não sentia nenhuma atração especial pela polêmica. Ainda assim, publicou em 1530 uma pequena obra intitulada Commentariolus, na qual expunha timidamente a teoria heliocêntrica, mas sem cálculos nem diagramas que lhe dessem força de tese ou de teoria.

Um amigo, Johann Albrecht Widmanstadt, foi a Roma e expôs os princípios da teoria de Copérnico a Clemente VII, em 1540. Queria limpar o caminho das acusações de heresia que pudessem recair sobre Copérnico. Roma autorizou a publicação da obra, talvez pelo fato de o Papa Paulo III não entender bem do que se tratava.

Nicolau Copérnico
De Revolutions, Nuremberg, 1543

Copérnico, então com 67 anos, chegava ao fim da vida. Um discípulo, George Joachim Rhäticus, levou a Nuremberg os originais do De Revolutionibus, para composição e impressão. Mas o movimento luterano era tão hostil que Rhäticus decidiu tentar Leipzig. Dois colegas Jöhanes Schõner e Andreas Osiander - ficaram encarregados da publicação naquela cidade.

Por cautela, Osiander incluiu na obra um prefácio moderador. Dizia tratar-se não de uma nova teoria revolucionária, mas de simples hipótese, destinada a simplificar a computação de certos dados astronômicos. Ainda assim, a sinceridade de Copérnico transparece no corpo do livro. No texto e nos diagramas, ele situa o Sol no centro do sistema, Mercúrio e Vênus em torno dele, nessa ordem, a Terra com a Lua em volta, Marte, Júpiter e Saturno, todos em gravitação circular em torno do Sol. Por fora, a esfera de estrelas.

Quando o livro ficou pronto, em 1543, Copérnico agonizava. Ao que tudo indica, só chegou a ver a obra no leito onde passou os seus últimos momentoso.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Nicolau Copérnico

Localização: Torun, Cracóvia, Bolonha, Pádua, Ferrara.

Profissão: Astrónomo.

Referencia: 1473-1543.

A fronteira entre a astronomia antiga e a moderna foi marcada pela hipótese Coperniciana.

Nicolau Copérnico foi um astrónomo polaco com vários nomes, como Nikolaj Kopernik, ou Nicolai Copernici, nascido em Torun, a 19 de Fevereiro de 1473, morreu em Frauenburg a 24 de Maio de 1543.

Sabe-se que Nicolau Copérnico recebeu as suas ordens sacras em 1496 indo depois estudar nas Universidades de Cracóvia, de Bolonha e de Pádua conseguindo a sua doutoração em Ferrara, em Maio de 1502.

Mais tarde, em Bolonha, começou a dedicar-se à observação astronómica na companhia de Domingos Maria Navarra alargando os seus poucos conhecimentos de matemática.

Para variar estudou Medicina e entre 1500 e 1510 traçou as linhas do seu chamado Sistema Copernicicano.

Então na próxima década, demonstrou a superioridade do sistema heliocêntrico (em que o Sol estaria no centro do Universo, imóvel, e todos os outros planetas a girarem à sua volta, considerando a Lua como um satélite da Terra) comparando-o ao sistema até à data utilizado que era o sistema geocêntrico, com a Terra imóvel no centro do Universo.

Sem muita pressa e sem instrumentos aperfeiçoados seguiu os planetas e suas trajetórias durante um longo período, em que as inexatidões mais pequenas não contavam tentando provar a sua teoria do Sistema Copernicicano, construiu as tábuas astronómicas de acordo com cálculos e as suas observações astronómicas.

Ao terminar a sua obra, em 1530, passou o Comentariolus a colegas seus que o encorajaram a imprimir a sua obra, mas não teve pressa nenhuma de publicá-la devido, por alguns, com medo da Igreja, e por outros, medo da reação do público, tendo guardado mais de dez anos a obra para si.

O primeiro exemplar de seu livro chegou às suas mãos no dia da sua morte. Poucas horas antes de falecer, teve a satisfação de ver a sua obra publicada, que apenas em 1616 foi proibido o seu ensino, mas já demasiado tarde para parar a revolução do sistema heliocêntrico.

Fonte: www.rnoa.rcts.pt

Nicolau Copérnico

Nicolau Copérnico
Nicolau Copérnico

1473 - 1543

Por influência do tio arcebispo que o criou após a morte do pai, Nicolau Copérnico foi enviado à cidade de Kraków, então o mais importante centro intelectual da Polônia, onde se dedicou ao aprendizado da Matemática e da Pintura. Com pouco mais de 20 anos, foi para a Itália estudar medicina e direito religioso. Foi nesse país que Copérnico veio tomar contato com a Astronomia, através de leituras.

Em 1500, assistiu a uma conferência promovida pela Igreja para que se fizesse um ajuste no calendário. (Esse ajuste era necessário para corrigir uma diferença entre as datas e o início real das estações, que aumentava com o passar dos anos. Tal reforma, porém, ainda levaria sete décadas para ser implantada e em alguns países, como a Rússia, se arrastaria até o início do século XX.)

Interessado, Copérnico passou a se dedicar ao estudo das tabelas planetárias (utilizadas para prever, dia a dia, a posição dos astros do Sistema Solar), o que Ihe permitiu constatar as enormes imperfeições que elas continham, já amplamente reconhecidas, pelo fato de necessitarem de constantes reajustes. Assim, em 1507, vivendo novamente na Polônia, Copérnico percebeu que o cálculo das posições planetárias em relação à Terra se tornava mais fácil supondo-se que eles giravam em torno do Sol. (Isso já havia sido proposto por Nicolau de Cusa, alguns anos antes, e por Aristarco, na Grécia antiga.), Com esse artifício, conseguia-se descrever as posições de Mercúrio e de Vênus, planetas que nunca se afastavam muito do Sol. Podia-se também demonstrar por que todos os planetas - e mais visivelmente Marte, ) Júpiter e Saturno apresentavam, de tempos em tempos, marchas a ré em seus movimentos pelo céu: essas regressões seriam apenas uma ilusão provocada pelo movimento em torno do Sol, tal como observado da Terra.

Alguns anos depois, Copérnico começou a descrever matematicamente e de forma mais precisa esse sistema. No entanto, em sua época, ainda vigorava a idéia aristotélica de que as órbitas devessem ser perfeitamente circulares e, por isso, Copérnico viu-se obrigado a conservar grande número de detalhes de modelos mais antigos. (Uma solução mais simples só seria oferecida bem mais tarde por Kepler, que admitiu serem as órbitas elípticas.)

Apesar dessas imperfeições, o sistema de Copérnico Ihe permitiu calcular a duração do ano terrestre com uma diferença de apenas 28 segundos de seu valor real.

O modelo de Copérnico, no entanto, havia sido concebido, inicialmente, apenas para facilitar os cálculos e não para descrever a real organização do universo. A mera insinuação de que a Terra girava teria um impacto negativo nas mentes da época, provocando reações hostis. Era essa, porém, a conclusão inevitável sobre o Sistema Solar: os planetas não giravam em torno da Terra, e a Terra não estava parada nem o Sol girava em torno dela.

Copérnico decidiu então publicar essas conclusões, mas demorou anos para fazê-lo, temendo ser considerado herege pela Igreja. Quando o fez; dedicou a obra, prudentemente, ao papa Paulo III. (Até mesmo Lutero, o fundador do protestantismo, se manifestou contrariamente às idéias de Copérnica.)

A publicação do livro só ocorreu pouco antes da morte do autor e, mesma assim, incluía um prólogo, acrescentado pelo editar, no qual era apresentado apenas como um sistema de cálculo e não como uma descrição do Sistema Solar. (Foi Kepler também, em 1809, quem retificou essas informações, restituindo a obra seu valor.) Tais cuidados, porém, não impediram que, mais tarde, o livro fosse incluída no index (a lista das obras proibidas pela Igreja Católica), da qual só seria retirada em 1835.

Costuma-se hoje considerar que a período que se convencionou chamar de Revolução Científica tenha se iniciado com o trabalho de Copérnico. O auge dessa revolução de mentalidades seria alcançado nos séculos XVII e XVIII, com Newton.

Fonte: www.feranet21.com.br

Nicolau Copérnico

Nicolau Copérnico (em polonês - Nikolaj Kopernik) 19/02/1473 - 24/05/1543, foi um astrónomo e matemático que desenvolveu a teoria heliocêntrica. Foi também cânone da Igreja, governador e administrador, jurista, astrólogo e médico.

Sua teoria - o Heliocentrismo, que colocou o Sol como o centro do Sistema Solar, contrariando a então vigente teoria geocêntrica - o Geocentrismo (que considerava, a Terra como o centro), é considerada uma das mais importantes descobertas de todos os tempos, sendo o ponto de partida da astronomia moderna.

A teoria copernicana influenciou vários outros aspectos da ciência e do desenvolvimento da humanidade, permitindo a emancipação da cosmologia em relação à teologia.

Modelo Heliocêntrico

Os filósofos do século XV aceitavam o geocentrismo como fora estruturado por Aristóteles e Ptolomeu. Esse sistema cosmológico afirmava (corretamente) que a Terra era esférica, mas também afirmava (erradamente) que a Terra estaria parada no centro do Universo enquanto os corpos celestes orbitavam em círculos concêntricos ao seu redor. Essa visão geocêntrica tradicional foi abalada por Copérnico em 1514, quando este começou a divulgar um modelo cosmológico em que os corpos celestes giravam ao redor do Sol, e não da Terra. Essa era uma teoria de tal forma revolucionária que Copérnico escreveu no seu de revolutionibus: "quando dediquei algum tempo à idéia, o meu receio de ser desprezado pela sua novidade e o aparente contra-senso, quase me fez largar a obra feita".

Na época a Igreja Católica aceitava amplamente o geocentrismo aristotélico, (embora a esfericidade da Terra estivesse em aparente contradição com interpretações literais de algumas passagens bíblicas). Ao contrário do que se poderia imaginar, durante a vida de Copérnico não são encontradas críticas sistemáticas ao modelo heliocêntrico por parte do clero católico. De fato, membros importantes da cúpula da Igreja ficaram positivamente impressionados pela nova proposta e insistiram que essas idéias fossem melhor desenvolvidas. Apenas com Galileu Galilei, (quase um século depois do início da divulgação do heliocentrismo), a defesa do novo sistema cosmológico tornou-se problemática.

Como Copérnico tinha por base apenas suas observações dos astros a olho nu e não tinha qualquer prova decisiva, inicialmente a maioria dos teóricos achava pouco provável que essas idéias representassem o que de fato ocorria no universo físico. Apesar disso, o trabalho de Copérnico marca o início de duas grandes mudanças de perspectiva. A primeira, diz respeito ao tamanho do Universo: avanços subseqüentes na astronomia demonstraram que o universo era bem mais vasto do que supunham tanto a cosmologia aristotélica quanto o próprio modelo originalmente elaborado por Copérnico; a segunda diz respeito à razão pela qual os corpos caem no chão. A explicação aristotélica dizia que a Terra era o centro do universo e portanto, o lugar natural de todas as coisas. Mas por causa da teoria heliocêntrica, a Terra não mais coincidia com o centro do universo, o que exigiu uma revisão das leis que governavam a queda dos corpos, e mais tarde, conduziu Isaac Newton a estabelecer o conceito de gravitação universal.

Copérnico e a Tradição Aristotélica

A concepção de universo do astrônomo polonês Nicolau Copérnico é considerada um divisor de águas na história da ciência. Sua postulação do heliocentrismo, em contraposição à concepção geocêntrica da tradição aristotélica, engendrou os germes da revolução científica moderna. Há, contudo, vários estudiosos que têm procurado sustentar a idéia de que, embora Copérnico tenha rompido com a visão de mundo dominante da época, muitas de suas argumentações em defesa de suas teses acabam via de regra retomando princípios marcadamente aristotélicos. O filósofo da ciência Thomas Kuhn, por exemplo, assinala que é exatamente na ruptura que Copérnico mostra mais claramente sua dependência com relação à tradição. E o historiador da ciência Arthur Koestler, em sua magnífica obra "Os Sonâmbulos", afirma que Copérnico esforçou-se ao máximo para encaixar o movimento da Terra dentro de uma estrutura baseada na física aristotélica. Mas era como encaixar um dispositivo turbo-propulsor em uma velha diligência em ruínas. Copérnico teria sido, na verdade, o último dos aristotélicos entre os grandes homens da ciência.

Em vista disso, é importante retomar as concepções tanto de Copérnico quanto de Aristóteles, detectando os pontos de convergência e de divergência entre ambos a fim de avaliar até que ponto ocorre cm Copérnico uma ruptura com a ciência de seu tempo. Segundo o modelo aristotélico, o universo é composto de inúmeras esferas concêntricas, a menor delas sendo a Terra e a maior, a das estrelas fixas. Cada um dos planetas, o sol e a lua estão contidos numa esfera. A esfera da lua divide o universo em duas regiões completamente diferentes, povoadas de diferentes tipos de matéria e sujeitas a leis diferentes. A região terrestre ou mundo sublunar na qual vive o homem é imperfeita, sujeita a mudanças e variações. A região celeste ou mundo supralunar é eterna, imutável e perfeita. As esferas celestes movem-se natural e eternamente em círculos, ocupando sempre a mesma região do espaço.

Para entender melhor essa distinção, é preciso considerar a teoria aristotélica do movimento. Todo movimento simples é ou retilíneo (para longe do e em direção ao centro) ou circular (em torno do centro). No que diz respeito ao mundo sublunar, o conceito básico para se entender o movimento é o de lugar natural, que é aquele no qual naturalmente um .corpo está ou ao qual volta quando dele é afastado. O movimento que coloca esse corpo numa trajetória em direção ao seu lugar natural é chamado de movimento natural. O movimento produzido por um agente que retira um corpo de seu lugar natural é chamado de movimento violento. Assim, os quatro elementos que compõem o mundo sublunar movem-se de acordo com seu peso ou leveza sempre em linha reta, a água e a terra cm direção ao seu lugar natural que é o centro da Terra, c o fogo e o ar, em linha reta para longe do centro da Terra.

Aqui é preciso observar que a noção de lugar natural traduz uma concepção puramente estática de ordem cósmica. Se todas as coisas estivessem em ordem, elas restariam imóveis em seus respectivos lugares naturais. Ao mesmo tempo, pode-se dizer que todo movimento no mundo sublunar implica uma desordem cósmica, uma ruptura de equilíbrio, seja devido a uma causa externa que pôs em movimento um corpo qualquer (movimento violento), seja devido à necessidade desse corpo de retornar à ordem natural (movimento natural).

Assim, pode-se compreender também que os movimentos no mundo sublunar devem ser necessariamente passageiros. O movimento natural cessa naturalmente quando seu objetivo é alcançado, i.e., quando o corpo retorna ao seu lugar natural. Quanto ao movimento violento, admitir que ele possa se prolongar indefinidamente seria conceber um mundo completamente desorganizado, o que resultaria, como diz o historiador da ciência Alexandre Koyré, no abandono da própria idéia de Cosmos ou totalidade ordenada.

Por todas essas razões, Aristóteles advogara que a Terra jaz no centro do universo. Sem a admissão do geocentrismo, não se poderia explicar o movimento retilíneo dos quatro elementos para longe em direção ao lugar natural, que é o centro da Terra. Não se poderia sequer explicar o mero fenômeno da queda livre. Do mesmo modo, sem a Terra para agir como centro de rotação das esferas celestes, não seria possível conceber o movimento circular perfeito dos corpos do mundo supralunar.

Tais considerações permitem entender mais claramente a resistência de Aristóteles e de seus seguidores com relação ao movimento da Terra. Para um deles, o astrônomo Alexandrino Ptolomeu, a própria suposição do movimento diário da Terra romperia com a idéia de ordem cósmica. Esse movimento que percorreria o circuito total da Terra em 24 horas seria necessariamente muito impetuoso e de uma velocidade incomparável. Por exemplo, se a Terra se movesse, os corpos arremessados para o alto em linha reta não cairiam no mesmo lugar de onde iniciaram seu movimento.

Copérnico procurou combater essa argumentação aristotélica com todas as armas de que dispunha na época. O problema, porém, é exatamente esse: suas armas eram tão somente as noções aristotélicas: suas argumentações limitaram-se a suavizar a incompatibilidade da hipótese do heliocentrismo com a astronomia prevalecente na época, ou ainda, a preservar surpreendentemente vários princípios da tradição. Como diz Kuhn, o movimento do sol foi simplesmente transferido para a Terra. O sol não é ainda uma estrela mas o único corpo central em torno do qual o universo é construído: ele herda as antigas funções da Terra e mais algumas novas funções.

Tal qual o universo aristotélico, o universo de Copérnico é composto de esferas e, o que é igualmente significativo, finito. Para além da esfera das estrelas fixas nada existe. O universo está restrito ao interior dela. Copérnico, porém, deu um passo fundamental ao deter o movimento da esfera das estrelas fixas e ao ampliar consideravelmente o raio da esfera do universo em comparação com a concepção medieval. Mas restava dar um passo maior, indo de um universo muito grande para o universo infinito. Tal passo ele jamais ousou dar. Como diz Koyré, Copérnico parecia entender que a bolha do universo tinha de inchar antes de estourar. Esse passo em direção à infinitude do universo só seria dado mais tarde, em grande parte devido ao heliocentrismo, pelo astrônomo e matemático Giordano Bruno (1548-1600).

Copérnico conserva a distinção entre movimento natural e violento e admite que o movimento circular é natural. Do mesmo modo, ele recorre à idéia aristotélica de que a natureza é organizada e que tal ordem é interrompida temporariamente apenas quando ocorre um movimento violento. Em outras palavras, Copérnico se esforça em ajustar a hipótese da mobilidade da Terra, com algumas teses centrais da física de Aristóteles. Mas ele não chega a mostrar que o seu heliocentrismo é superior ao geocentrismo de Ptolomeu e seus seguidores; ele mostra apenas que o heliocentrismo não é tão incongruente com a tradição como afirmavam os defensores do geocentrismo.

A Terra (imperfeita) deve possuir movimento, na medida em que a mobilidade é sinal de imperfeição, cabendo aos corpos celestes (perfeitos) a imobilidade. Além disso, é o sol, em virtude de sua suprema perfeição e importância como fonte de luz e da vida, que tem de desempenhar no universo o papel antes atribuído à Terra. "Quem", afirma Copérnico, "nesse esplêndido templo colocaria a luz em lugar diferente ou melhor do que aquele de onde ele pudesse iluminar ao mesmo tempo todo e templo'' Portanto, não é impropriamente que certas pessoas chamam-no de lâmpada do universo, outros de sua mente, outros de seu governante".

É interessante como Copérnico tenta atacar Aristóteles adotando premissas aristotélicas. Melhor dizendo, ele concorda com a tradição ao assumir a imperfeição da terra e a perfeição do mundo supralunar mas o faz com o objetivo de combater as conclusões astronômicas tradicionalmente aceitas. Essa visão aristotélica da perfeição da esfera celeste também está por trás de sua argumentação sobre a esfericidade do universo, acompanhada da antiga idéia grega de que a esfera é a figura geométrica mais perfeita, pois é a mais adequada àquilo que contém e preserva todas as coisas.

Não apenas o universo é esférico, mas também a Terra – e todos os outros planetas – exibe o formato de uma esfera. "A Terra tem o formato de um globo, uma vez que todos os seus lados repousam sobre o seu centro. Pois quando as pessoas viajam para o norte, o vértice norte do eixo da revolução diária se move gradualmente para cima e muitas estrelas situadas ao norte cessam de se pôr, enquanto certas estrelas no sul não nascem. Assim, a Itália não vê Canopus (uma das estrelas da constelação Carina, a cem anos-luz da Terra), que é visível no Egito. Além disso, (...) os habitantes do leste não percebem os eclipses noturnos do sol e da lua. E quando a Terra não é visível do convés de um navio, ela pode ser vista do topo do mastro".

Não há praticamente nenhuma modificação substancial das razões apontadas por Aristóteles; há somente uma complementação dos argumentos observacionais. Copérnico mantém a tese aristotélica sobre a eqüidistância do centro da Terra de todos os corpos em sua superfície, formando uma esfera, e alguns dados observacionais são simplesmente recolocados com outros exemplos.

Um pequeno distanciamento e um subseqüente regresso aos pontos centrais do sistema aristotélico: tal é o movimento pendular da argumentação de Copérnico, pelo menos no livro I das "Revoluções", onde ele apresenta suas concepções físicas e astronômicas. Tais similitudes com o pensamento aristotélico, entretanto, não tornam Copérnico um pensador de duvidosa importância para a ciência. Há que se entender que Copérnico foi o primeiro grande astrônomo da Renascença a se pronunciar contra o geocentrismo e que se dedicou com empenho à construção de uma astronomia heliocêntrica. Como salienta Kuhn, Copérnico não era nem um antigo nem um moderno, mas um astrônomo da Renascença em cujo trabalho emaranharam-se as duas tradições. Sua obra configurou-se como um ponto de partida para os cientistas posteriores, que já não tinham mais nas mãos os problemas que o ocuparam, mas sim os problemas da nova astronomia heliocêntrica.

Cronologia

1473 – 19 de Fevereiro – Nasce Nicolau Copérnico, em Torun. 
1483 – Morre o pai de Copérnico. 
1491 – Copérnico vai para a Universidade de Cracóvia. 
1497 – Copérnico vai para a Itália, estudar na Universidade de Bolonha. 
1497 – 9 de Março – Copérnico registra sua primeira observação: um eclipse da estrela Aldebaran. 
1500 – Copérnico viaja para Roma. 
1503 – Copérnico recebe seu diploma em Direito Canônico, em Ferrara. 
1503 – Copérnico retorna para a Polônia. 
1512 – Morre o tio de Copérnico, Lucas Watzenrode. 
1517 – 31 de Outubro – Martinho Lutero publica as 95 teses de sua Reforma. 
1534 – Alessandro Farnese é eleito papa sob o nome de Paulo III. 
1539 – Rheticus torna-se discípulo de Copérnico, em Frauenburgo. 
1542 – O papa Paulo III restabelece a Inquisição. 
1543 – Rheticus, em nome de Copérnico, publica a obra “De Revolutionibus Orbium Coelestium”. 
1543 – 24 de Maio – Morre Copérnico, em Frauenburgo. 
1545 – O papa Paulo III convoca o Concílio de Trento.

Fonte: www.pucsp.br

Nicolau Copérnico

Ao abrir mão da idéia de que a Terra era o centro do Universo, o astrônomo Nicolau Copérnico arriscou ser acusado de heresia ao demonstrar matematicamente que a Terra gira em torno do Sol. Antigos astrônomos, incluindo Ptolomeu (100-170 d.C.), haviam concluído corretamente que os planetas e as estrelas eram corpos celestes distantes, em vez de deuses ou animais mágicos, mas, mesmo assim, durante muito tempo, continuou-se a acreditar que a Terra, sendo o local mais importante do Universo, tinha de estar em seu centro.

Nascido em Thorn, na Polônia, Copérnico estudou nas universidades de Cracóvia e em Pádua e Bolonha, Itália. Em 1499, ele foi indicado como professor de matemática em Roma. Mais tarde, tornou-se padre, mas prosseguiu seus estudos sobre astronomia. Em 1507, começou a trabalhar em um tratado, De Revolutionibus Orbium Celestium, obra concluída em 1530, mas só publicada no ano de sua morte.

Embora Copérnico acreditasse que a órbita dos planetas era perfeitamente circular (o que não é verdade), ele conseguiu demonstrar que o Sol era o centro das órbitas da Terra e dos outros planetas, e que a Lua girava em torno da Terra. Como conseqüência, ele concluiu também, dessa vez corretamente, que a Terra girava em torno do próprio eixo. Embora, pelo fato de a atmosfera girar junto com a superfície sólida da Terra, não haja movimento aparente de rotação, a não ser pelo nascer e pôr do Sol.

As teorias de Copérnico foram fundamentais para que mais tarde tanto Galileu Galilei como Isaac Newton pudessem construir a estrutura da astronomia moderna e do nosso conhecimento sobre o Universo.

Referências bibliográficas

YENNE, Bill. 100 homens que mudaram a história do mundo. São Paulo, Ediouro, 2002. (bibliografia completa)

Fonte: www.meusestudos.com

Nicolau Copérnico

Quando afirmou que a Terra se move em torno do Sol, em 1543, o cientista Nicolau Copérnico não apenas divulgou um novo postulado científico. O que Copérnico provocou foi uma revolução no pensamento ocidental, ao tirar pela primeira vez o homem do centro do Universo. Até então, a teoria geocêntrica de Ptolomeu, em que tudo gira em volta da terra, era a verdade que guiava a filosofia, a ciência e a religião.

Nascido numa família de ricos comerciantes, Nicolau Copérnico foi educado pelo tio, futuro bispo de Ermlend, depois de ficar órfão aos onze anos. Em 1491 ingressou na Universidade de Cracóvia, onde estudou astronomia e matemática. Buscando aperfeiçoar seus conhecimentos, viajou para a Itália, em 1497. Na Universidade de Bolonha, estudou direito canônico durante três anos.

Em 1501, voltou à Polônia para aceitar o cargo de cônego da catedral de Frauenburg, para o qual tinha sido indicado por seu tio. Partiu em seguida novamente para a Itália, onde freqüentou as universidades de Roma, Pádua e Ferrara. Aprendeu medicina, direito, astronomia e matemática.

Voltou definitivamente à Polônia em 1506, estabelecendo-se em Frauenburg e depois em Heilsberg, como acompanhante médico de seu tio. Com a morte deste, em 1512, voltou a viver em Frauenburg, realizando suas primeiras observações feitas por instrumentos que ele próprio construiu.

Seus estudos sobre o sistema heliocêntrico, que eram apresentadas apenas como hipotéticos, começaram a circular em 1529. Em 1533, o papa Clemente 7º solicitou uma exposição de sua teoria e, em 1536, o cardeal Schönberg pediu que esta fosse publicada. Nicolau Copérnico adiou a publicação, alegando a necessidade de elaborar uma teoria mais completa.

Em 1539, chegou a Frauenburg o jovem astrônomo Rheticus, professor de matemática na Universidade de Wittenberg, que passaria dois anos trabalhando com as teorias de Copérnico. Os dois cientistas publicaram juntos a "Prima Narratio", uma exposição em forma epistolar das idéias de Copérnico.

No ano seguinte, por intermédio de Rheticus, o primeiro livro completo de Copérnico, o famoso "Das Revoluções", foi enviado para publicação. Mas a obra só foi impressa, provavelmente, em 1543, contendo emendas e alterações sem o consentimento de Copérnico. O manuscrito original permaneceu com o autor até sua morte, no mesmo ano.

Fonte: educacao.uol.com.br

Nicolau Copérnico

1473 - 1543

Ao propor a teoria segundo a qual a Terra dá uma volta diária completa em torno de seu eixo e uma volta anual em torno do Sol, Copérnico desencadeou uma revolução na ciência, na filosofia e na religião.

Nicolau Copérnico (em polonês Mikolaj Kopernik), nasceu em Torun, Polônia, em 19 de fevereiro de 1473, numa família de ricos negociantes. Aos 18 anos entrou para a Universidade de Cracóvia, famosa na época por empreender o estudo da matemática como fundamento da astronomia. Ao completar 24 anos de idade, mudou-se para Bolonha e mais tarde para Pádua, onde aprofundou seus conhecimentos matemáticos e estudou a língua e a cultura da Grécia clássica.

Em 1497, Copérnico regressou à Polônia para assumir o cargo de cônego da catedral de Frauenburg, que lhe garantia emprego vitalício. O desejo de aprender o levou de volta à Itália, onde integrou-se à agitação cultural da época. Estudou medicina e leis em Pádua e iniciou as pesquisas astronômicas que o levaram a duvidar da teoria geocêntrica, então de aceitação geral, segundo a qual a Terra é o centro do universo.

O novo sistema planetário imaginado por Copérnico contradizia as idéias geocêntricas de Ptolomeu, astrônomo alexandrino do século II, adotadas pelos teólogos medievais que rejeitavam qualquer teoria que não conferisse à Terra o lugar central do universo. A teoria geocêntrica atribuía aos planetas órbitas perfeitamente circulares em torno da Terra, descritas dentro de um complicado sistema de percursos denominados epiciclos.

Copérnico relutou antes de tornar públicas suas idéias sobre o sistema solar e tratou de fazê-lo da maneira mais respeitosa possível em relação à ordem estabelecida. Na verdade, seu raciocínio básico firmava-se também em critérios teológicos: perguntava em que lugar, melhor do que o centro do sistema solar, poderia o Criador ter situado a lâmpada que ilumina o mundo. Assim, suas relações com a igreja nunca chegaram ao declarado antagonismo que caracterizaria a posição dos teólogos frente a Galileu. Em todas suas obras e anotações sobre a estrutura do universo, Copérnico considerava sua própria hipótese como um mero exercício geométrico, talvez pela necessidade de evitar acusações de heresia.

As teorias de Copérnico se complicaram desnecessariamente com a tentativa de explicar as irregularidades dos epiciclos ptolomaicos. Por esse motivo, o sistema copernicano só ganhou coerência irrefutável depois que Kepler demonstrou a forma elíptica das órbitas e Galileu comprovou esse fato com observações telescópicas.

O compêndio que guarda as teorias de Copérnico é o De revolutionibus orbium caelestium (Sobre as revoluções dos orbes celestes), obra concluída em 1530 mas cuja publicação só se iniciou em 1540, após a aprovação do autor. Conta-se que o primeiro exemplar impresso do trabalho chegou às mãos de Copérnico no último dia de vida do astrônomo, que morreu em 24 de maio de 1543 em Frauenburg.

Fonte: br.geocities.com

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