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Orlando Villas Bôas

Orlando Villas Bôas foi o maior dos humanistas que conhecemos. Ao lado dos irmãos, únicos brasileiros indicados duas vezes ao Prêmio Nobel da Paz, enfrentou o desafio de fazer o que acreditava ser certo. Mudando a mentalidade de uma expedição desenhada para massacrar, os Villas Bôas reescreveram a história da colonização do Brasil-Central. No lugar do rifle, adotaram o abraço, o respeito e a palavra.

Orlando Villas Bôas
Orlando Villas Bôas

Orlando falava com os olhos, com as mãos. Com a mesma disposição e prosa, ganhou a simpatia de reis, como Leopoldo III da Bélgica, ou de sertanejos, como o companheiro de expedição Zé Goiás. Esse também foi o segredo do mais extrovertido entre os Villas Bôas para sobreviver aos governos, desde Getúlio aos militares, mantendo vivo um projeto com dimensões inigualáveis em qualquer outro lugar do mundo: preservar cerca de 16 nações indígenas num território maior que muitos países europeus. O resultado foi a campanha pelo Parque Indígena do Xingu, oficializado em 1961. Feito tão brasileiro e revolucionário, quanto seus realizadores.

Nascido em Botucatu, interior de São Paulo, em 1914, Orlando era filho de fazendeiros. Trabalhou em escritório de advocacia e serviu ao Exército - onde só obedecia "às ordens que julgava certas". Depois de um período na área de contabilidade da Esso, pediu demissão e foi com os irmãos para o Mato Grosso, atrás da Marcha para o Oeste em 1943. Numa época de Brasil rural, onde consciência ecológica era algo impensável, os Villas Bôas optaram por manter verde em vez de asfaltar.

No contato com os índios, as lições aprendidas com Marechal Rondon: "morrer se for preciso, matar nunca". Passaram por cima de interesses religiosos, comerciais, minerais e ainda formaram uma geração de líderes indígenas, como cacique Aritana dos Yawalapiti - verdadeiro estadista.

Dos três dias que passamos ao lado de Orlando, ficou o bom humor e a simplicidade de quem adorava panetone acompanhando arroz, feijão e bife. Sua personalidade foi inspiração pessoal e exemplo de vida inesquecível para quem ainda firmava o leme ao sair da Universidade.

A tribo de cá perde um amigo, um pajé, um exemplo. A lá de cima festeja tudo isso, além do sorriso acolhedor que fica na memória.

Agência Brasil – ABr - Orlando Villas Bôas era o último sobrevivente de quatro irmãos indigenistas. O sertanista e indigenista nasceu em 12 de janeiro de 1914 em Botucatu, interior de São Paulo e se tornou fazendeiro, a exemplo de seu pai, Agnello. Foi um menino travesso quando estudava no grupo escolar do bairro paulistano de Perdizes, e seu espírito irrequieto predizia o futuro de sertanista e indigenista, sempre em busca de novas fronteiras. Em 1935 Orlando Villas Bôas alistou-se no Exército onde ficou até 1939 e foi expulso porque só obedecia “às ordens que julgava certas”, conforme dizia.

Conheceu o deputado Ulysses Guimarães na escola, a quem apresentou a Jânio Quadros, seu amigo - e Ulysses muito o agradeceu depois, pois se iniciou na política ao conhecer Jânio. Depois de trabalhar numa empresa de petróleo, onde se sentia entendiado e tendo provocado a própria demissão, dirigiu-se para o estado de Goiás, remando durante 22 dias no rio Araguaia e que era o início de uma história de 40 anos pela causa indígena, abraçada depois pelos irmãos Cláudio, Leonardo e Álvaro.

Orlando contava que ao chegar à mata pela primeira vez encontrou os índios amedrontados, se homiziando e lançando flechas. Ele dizia que jamais reagiu às flechadas e procurava ganhar a amizade dos índios transmitindo-lhes um espírito de confiança e amizade.

A criação do Parque Nacional do Xingu em 1961 foi conseguida facilmente por Orlando, dada sua amizade com o então presidente da República, Jânio Quadros. O Xingu tem cerca de quatro mil habitantes divididos entre 13 nações assentadas em 2.800.704,3343 hectares - mais ou menos o tamanho da França e Inglaterra juntas.

Os irmãos sertanistas Orlando, Cláudio, Leonardo e Álvaro Villas Bôas cuidadosamente mapearam seus encontros com as 14 tribos indígenas que encontraram, obtendo sempre permissão para instalar as bases da Fundação Brasil Central. Cientes da fragilidade das comunidades às doenças da civilização ocidental, eles impediram que a política militarista se instalasse entre pessoas armadas apenas com flechas e os fuzis de um Brasil que passo a passo procurava fazer da terra um motivo de exploração econômica.

A esposa de Orlando Villas Bôas, a enfermeira Marina Villas Bôas, conta muitas das suas proezas. Ele a viu pela primeira vez em um consultório médico, e, como precisava de uma enfermeira para a expedição que chefiava resolveu convidá-la. Ela aceitou participar e ficou cerca de 15 anos trabalhando pela missão indígena. "Nesse tempo contraíu malária 15 vezes e Orlando pelo menos umas 200”, conforme diz.

Marina chegou ao parque do Xingu em 1963 e logo no início enfrentou uma epidemia de gripe, além de cuidar de muitos casos de malária. "Os índios tinham o organismo puro, e pegavam com facilidade as doenças de branco, mas conseguimos êxito rapidamente".

O lazer, no Xingu, era algo restrito a jogos de cartas e passeios nas margens do rio segundo Marina. "À noite, jogávamos baralho ou conversávamos", relata. "Assim, eu me apaixonei por ele; só que Orlando demorou quase dois anos para perceber."

Em 1978, Orlando Villas Bôas deixou definitivamente o Parque do Xingu. Em 1984, aposentou-se para viver em sua casa no bairro paulistano de Alto da Lapa, e cultuava, num grande galpão nos fundos de casa, uma espécie de miniatura da Mostra do Redescobrimento (Exposição Brasil + 500, montada no Pavilhão da Bienal no ano 2000), composta de grande variedade de objetos indígenas, guardados em prateleiras, cada um com uma história a contar. Ele, e seus três irmãos eram contrários à ação colonizadora que se iniciara há quatro séculos.

Procuraram descobrir intacto um universo de hábitos e ética inteiramente diferentes. À medida que encontravam novas tribos assentadas às margens do rio Xingu e seus afluentes se deparavam com povos que tinham sua própria cultura e identidade e isso os fascinava e fazia do seu trabalho uma meta de vida. E, ao voltar à vida doméstica, queria conviver com um exemplar da mata, que tinha no reduto de sua própria casa.

Os Villas Bôas contribuíram para preservar vidas humanas, culturas antigas, valores que, depois de perdidos, não podem mais ser recuperado. Garantiram a sobrevivência de nações inteiras no Parque Nacional do Xingu ao consolidá-lo como espaço, com a orientação humanista do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, e o apoio do antropólogo Darcy Ribeiro e do sanitarista Noel Nutel.

Orlando e seu irmão Cláudio Villas Bôas teriam o reconhecimento do seu trabalho no Xingu com a indicação para o prêmio Nobel da Paz em 1976. Sem ter completado o segundo grau, a vivência no Xingu permitiu que Orlando publicasse, em co-autoria com seu irmão Cláudio, 12 livros e inúmeros artigos em jornais e revistas internacionais, como a National Geographic Magazine.

Tanto juntos quanto individualmente, os irmãos receberam honras acadêmicas, reconhecimento de cidadanias e títulos honorários, homenagens à sua atuação na política de proteção à cultura indígena.

Villas Bôas, que completaria 89 anos no próximo dia 12 de janeiro, é, para a grande maioria das pessoas que ouviram falar de suas proezas e de seus irmãos, Cláudio, Leonardo e Álvaro, sinônimos de índio, floresta e Brasil.

Fonte: www.brasiloeste.com.br

Orlando Villas Bôas

Orlando Villas Bôas nasceu em 1914, em Botucatu, interior de São Paulo, e foi registrado em Santa Cruz do Rio Pardo, também no interior do Estado. Antes da carreira de indigenista, foi fazendeiro, como o pai Agnello, trabalhou em escritório de advocacia, mudou de endereço "uma dúzia de vezes."

Orlando (sentado), Orlando Filho, Marina e Noel Dezembro de 2001
Orlando (sentado), Orlando Filho, Marina e Noel Dezembro de 2001

Da infância e adolescência, gosta de contar suas travessuras. Uma particularmente vívida na memória é de quando estudava no grupo escolar no bairro paulistano de Perdizes. A escola tinha como vizinho de frente um manicômio. "Ficávamos provocando os loucos", conta. "Era um moleque terrível: até fruta na feira eu roubava". Adolescente, continuava inquieto. Em uma ocasião, tentando apanhar um balão caído em um terreno baldio, acabou com a roupa rasgada. Considerado o mais ousado da turma, foi eleito para escalar o muro em busca do artefato. Conseguiu o objetivo, mas, na volta, seu calção enroscou em um prego ou farpa. "Fiquei pelado no meio da rua!", diverte-se. Isso tudo sob o olhar carinhoso da mulher, Marina. "Ele sempre foi traquina."

Orlando (sentado), Orlando Filho, Marina e Noel
Orlando (sentado), Orlando Filho, Marina e Noel

À juventude não chegou menos expansivo, falador. Colega de colégio de Ulysses Guimarães, pode ter influenciado os rumos da política no país. "Ulysses me pediu para apresentá-lo a Jânio, com quem tinha uma relação muito boa". Orlando conta que Ulysses foi "eternamente grato" por essa apresentação.

Orlando e a cachorra Tica
Orlando e a cachorra Tica

Em 1935, alistou-se no exército. Ficou até 1939, quando foi expulso por indisciplina. "Eu só obedecia às ordens que julgava certas", rememora. Sem abrir mão do espírito livre, precisava ganhar o próprio sustento. Conseguiu, então, um emprego na Esso, multinacional do petróleo. Lembra até hoje de seu chefe: "um inglês muito mal-humorado". O patrão britânico foi logo apelidado de "Bife", gíria da época para designar pessoas dessa nacionalidade.

Responsável por controlar o estoque de gasolina da empresa em São Paulo, o emprego acabou tornando-se monótono, sem estímulo. "Queria ser demitido". A solução foi recorrer ao apelido, pelo qual o inglês odiava ser chamado. "Fica quieto, seu bife!", disparou Orlando, numa discussão. Demissão conseguida, foi para Goiás, remou durante 22 dias no rio Araguaia, e em seguida para o Mato Grosso, onde juntou-se ao acampamento de onde sairia depois a expedição Roncador-Xingu.

Marina e Orlando, em 1969: entrevistados por Hebe Camargo
Marina e Orlando, em 1969: entrevistados por Hebe Camargo

Começava a aventura do indigenista. Por vocação inata, acabou virando chefe da expedição. As lembranças dos primeiros contatos com os índios são as mais vivas em sua memória, embora fatos recentes às vezes sejam esquecidos. Ele recorda os rostos dos índios escondidos na mata, amedrontados, lançando flechas. E desde o início soube optar pela melhor atitude. "Jamais quis reagir às flechadas".

Segundo Orlando, a criação do Parque Nacional do Xingu, em 1961, foi conseguida mais rapidamente em razão das boas relações com o governo Quadros. "Jânio gostava muito da gente." A enfermeira Marina Villas Bôas, mulher de Orlando, ouve atenta os relatos do marido. Corrige datas, relembra detalhes, complementa as histórias. Embora sua participação na expedição não tenha sido a de coadjuvante, define-se apenas como "trabalhadora". Orlando não concorda com a singela definição: "Ela é mais: tem curiosidade e espírito de aventura, além de uma grande tarimba com crianças". Ele lembra que a viu pela primeira vez em um consultório médico. "Como precisávamos de uma enfermeira para a expedição, resolvi convidá-la." Bonita, inteligente e bem-humorada, ela resume em poucas palavras sua história: "Depois de duas horas no cabeleireiro, peguei o avião com intenção de ficar alguns meses no parque. Acabei ficando quase a vida toda."

Marina chegou ao parque em 1963 e logo no início enfrentou uma epidemia de gripe, além de cuidar de muitos casos de malária. "Os índios tinham o organismo puro, pegavam as doenças de branco, mas conseguimos êxito rapidamente", conta.

Passado o período de adaptação, os pesquisadores e indigenistas acabaram ficando com certo tempo livre. Mas o lazer, no Xingu, era algo restrito a jogos de cartas e passeios nas margens do rio. "À noite, jogávamos baralho ou conversávamos", relata Marina. "Assim, eu me apaixonei por ele.. só que Orlando demorou quase dois anos para perceber."

Orlando, com um dos muitos cocares
Orlando, com um dos muitos cocares
que ganhou dos índios do Xingu

Casamento

Depois de seis anos juntos no acampamento, muitos jogos e passeios noturnos às margens do rio, o casal resolveu que era hora de trocar alianças. Em 21 de dezembro de 1969, casaram-se. Foram a São Paulo "na moita", mas já eram famosos. "Até no programa da Hebe aparecemos", conta ele.

Em 15 anos na mata, Marina pegou malária 40 vezes. Orlando, "pelo menos umas 200". Em meados dos anos 60, ela tomou uma vacina experimental contra a doença. Mas a reação foi "pior do que a doença". A paixão mútua e pelos índios, fez o casal pensar em instalar-se melhor. Antes abrigados no acampamento comum, Orlando e Marina construíram uma casa, que acabou virando o quartel-general da expedição. Lá se reuniam pesquisadores do mundo todo. Todas as grandes figuras da antropologia brasileira e estrangeira passaram pelo acampamento no Xingu. "Nossa casa parecia a sede da ONU: todo o tempo tinha alguém falando em idiomas estrangeiros", conta Marina. "Era sempre gente interessante." Ambos concordam que jamais puderam reclamar de rotina no casamento. "Até hoje recebemos visitas de gente do mundo todo."

Filhos

O casal ficou lá até 1970. Marina chegou grávida a São Paulo. No dia 30 de novembro do mesmo ano, nasceu Orlando Villas Bôas Filho. Depois do nascimento da criança, retornaram à casa no Xingu. Orlando Filho morou entre índios até os quatro anos de idade. "Ele vivia como índio, com pouca roupa... teve que se adaptar a São Paulo", conta a mãe.

Orlando e Marina voltam ao parque, ficando alguns meses, e retornando a São Paulo de tempos em tempos. Em algumas viagens levavam consigo os filhos. Adaptado, Vilinha, como é chamado, trouxe para a vida na cidade alguns bons conceitos do tempo em que vivia no Xingu. Marina conta que, na pré-escola, o menino já demonstrava genuína solidariedade com os coleguinhas, ao contrário da maioria das crianças dessa idade, que sofre do popular egoísmo infantil.

Orlando Filho cursou o ensino fundamental e médio, antes chamados primeiro e segundo grau, no Colégio Dante Alighieri , na capital paulista. Em seguida, fez faculdade de Direito na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e História e Filosofia na Universidade de São Paulo (USP). Em 1997, começou o mestrado em Filosofia e Teoria Geral do Direito, na Faculdade de Direito da USP.

Casado em dezembro de 2000 com a professora Lúcia Pintor Santiso, trabalha como advogado no departamento jurídico de uma empresa.

Do tempo em que morava no Xingu, tem poucas memórias, pois saiu de lá com quatro anos de idade. Mas voltou ao parque várias outras vezes e pôde formar opinião sobre o lugar e as pessoas. Ele fala com orgulho do que aponta ser o maior mérito do projeto ao longo dos anos: a preservação da cultura. "Meu pai e todos os outros indigenistas fizeram um bom trabalho: a realidade se mantém homogênea, sem grandes alterações; a comunidade se articula e se rege pelos mesmos padrões de seus antepassados", observa.

Noel Villas Bôas nasceu em 23 de abril de 1975. O nome de Noel foi uma homenagem ao médico sanitarista Noel Nutels (1913-1973), que participou, ao lado dos irmãos Villas Bôas, da expedição Roncador-Xingu. Criador do serviço Unidades Sanitárias Aéreas, viveu entre índios praticamente toda a vida. "Um grande homem: um dos melhores amigos", diz Orlando.

O filho mais novo jamais morou no Xingu. "Quando nasci, meu irmão já estava em idade escolar, e ficamos por aqui mesmo", diz. Como o irmão, estudou sempre no Dante Alighieri, até sair para começar a graduação em Filosofia na PUC-SP, em 1996. No ano seguinte, começou também o curso de Letras na USP. Mas o abandonou no ano seguinte. Por dois anos, fez mestrado em Filosofia, área de Lógica, na USP. Em 1999, no entanto, preocupações com "mercado de trabalho" o levaram a cursar outra faculdade, desta vez de Direito, na Universidade Paulista (Unip).

Em 1982, Noel visitou o Xingu com os pais. Criança ainda, não guarda grandes impressões do episódio. Em 1998, aos 23 anos, voltou, por terra, ao parque. Seu tio Cláudio Villas Bôas morrera em março daquele ano. As tribos do Alto Xingu programaram para julho um Kuarup (cerimônia religiosa executada pelas tribos para homenagear seus mortos), que seria filmada, com objetivo de fazer um documentário. "Eu me ofereci para ir por terra, para ajudar a levar os equipamentos, fazendo mais ou menos a mesma rota seguida por meu pai, no início da expedição", explica.

Foram 3 mil quilômetros até Kanarana, cidade mais próxima da entrada do parque, mais 19 horas de barco. Chegaram por volta de meia noite. Foram recebidos com festa e muita emoção. O assombro entre os índios ocorreu em razão da grande semelhança de Noel com o pai. Caciques insistiram para que o filho tomasse o lugar de Orlando no Xingu. "Eu sabia que eles gostavam do meu pai, e inclusive muitos o chamavam de pai também, mas a reação foi mais forte do que eu esperava", recorda.

Sobre o cerimonial do Quarup, os dois irmãos contam que foi "atípico, monumental". "Participaram mais de 200 pessoas", conta Orlando Filho. Ambos ficaram muito emocionados,

Apesar dos pedidos para que ficasse, Noel retornou a São Paulo depois de dez dias. Mas conserva até hoje as amizades que fez nas tribos. "Alguns índios, quando estão em locais com telefone, como Brasília, ligam para mandar um abraço, ou, se vêm à cidade, vou encontrá-los para dar o abraço pessoalmente."

Aposentadoria

Em 1978, Orlando Villas Bôas deixou definitivamente seu cargo no Parque do Xingu. Em 1984, aposentou-se. Vive hoje numa confortável casa no bairro paulistano de Alto da Lapa. A menina dos olhos é seu "estúdio": um grande galpão nos fundos casa que mais parece uma miniatura da Mostra do Redescobrimento (exposição Brasil + 500, montada no Pavilhão da Bienal no ano 2000), tamanha é a variedade de objetos indígenas guardados. Dispostos em prateleiras, cada artefato tem uma história, que Orlando recorda e relata: "Este ganhei de uma indiazinha muito pequena... no dia em que recebi este outro presente, chovia muito ....". O homem escreveu livros, correu mundo, ganhou prêmios. Tudo isso tem inegável valor. Mas, como diz aquela propaganda, ouvi-lo contar as histórias, não tem preço."

Fonte: www.estadao.com.br

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