Ana Maria Ribeiro da Silva nasceu em Laguna, Santa Catarina, em 1821.
Abandonando seu marido, tornou-se amante de Giuseppe Garibaldi, guerrilheiro italiano exilado no Brasil que servia aos farroupilhas, latifundiários escravistas e separatistas que haviam se rebelado contra o Império brasileiro.

A causa imediata do movimento foi o descontentamento dos fazendeiros gaúchos com o baixo preço do charque (jabá), importante ingrediente da alimentação dos escravos negros.
As forças imperiais enviadas para combater os separatistas tinham Caxias como seu principal comandante.
Anita uniu-se ao movimento, participando dos combates em defesa da República Juliana, em Santa Catarina, outra tentativa de fracionar o país.
Dotada de grandes habilidades para o combate, recebeu dos seus companheiros o título de "Bravo Entre os Bravos", após o combate das Forquilhas.
Acompanhou Giuseppe Garibaldi quando este foi contratado para combater Rosas, ditador do Uruguai.
Casaram no Uruguai.
Nesta época, a Itália estava dividida em pequenos reinos e repúblicas, além de territórios pertencentes ao Papa.
Frustrado em sua tentativa de dividir o Brasil, Giuseppe Garibaldi voltou à Itália com o objetivo de continuar a sua luta pela unificação desta.
Anita o acompanha.
Na Itália, empreendem diversas fugas, uma delas para Veneza.
Mas em agosto de 1849, próximo a San Alberto e Ravenna, fugindo para a Suíça, Anita Garibaldi falece.
Considerada traidora por muitos brasileiros, recebeu o cognome de "Heroína de Dois MUndos" por seus admiradores.
Fonte: www.geocities.com
Revolucionária catarinense (1821-4/8/1849). É conhecida pelo epíteto de heroína de dois mundos, pela participação em lutas políticas no Brasil e na Itália.
Ana Maria Ribeiro da Silva nasce na cidade de Laguna, atual Morrinhos, filha de família humilde. Casada com um sapateiro, apaixona-se pelo italiano Giuseppe Garibaldi, que luta na Revolta dos Farrapos. Deixa o marido e acompanha o revolucionário, participando de várias batalhas.

Em 1839 é capturada durante a batalha de Curitibanos, mas consegue fugir, atravessando o rio Canoas a nado, para encontrar-se com Garibaldi em Vacaria. Dois anos mais tarde vai para o Uruguai, onde integra a defesa de Montevidéu contra Oribe, ex-presidente da República. No ano seguinte casa-se com Garibaldi e parte para a Itália. Segue lutando ao lado dele pela unificação do país, dando provas de grande bravura, em episódios como a batalha do Gianicolo.
Com a derrota de Garibaldi, o casal é obrigado a fugir de Roma, vestido de soldado. No caminho para o exílio, na Suíça, Anita adoece e morre perto de Ravena.
Fonte: www.mundofisico.joinville.udesc.br