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8 de Abril
O Dia da Natação é uma ocasião que celebra um dos esportes mais eficazes e vantajosos para a saúde. No Brasil, o dia 2 de agosto é reconhecido como o Dia Nacional da Natação, uma data que foi oficializada através de uma legislação em 2022. Essa escolha presta homenagem a momentos significativos na história da natação no Brasil, como a conquista da primeira medalha olímpica do país na modalidade, feita por Tetsuo Okamoto, em 1952.
Além da competição, a natação é uma atividade que ajuda no fortalecimento dos músculos, na melhoria do condicionamento cardiovascular, no aprimoramento da coordenação motora e no incentivo ao bem-estar. Por ser uma atividade com baixo impacto, é adequada para diversas idades, desde jovens até a terceira idade. O Conselho Regional de Educação Física de São Paulo enfatiza que a natação é um esporte completo, capaz de ativar vários grupos musculares e auxiliar na preservação da saúde.
Comemorar essa data é uma forma de reconhecer a relevância da natação, não apenas como um esporte, mas também como um hábito saudável que contribui para a qualidade de vida. Nadar, seja para aprender, competir ou cuidar da saúde, é sempre um convite à atividade, à superação e ao equilíbrio.
Data Comemorativa
O Dia da Natação é celebrado em 8 de abril no Brasil, data dedicada a promover este esporte considerado um dos mais completos para o corpo humano. Embora exista uma comemoração oficial em 2 de agosto, o dia 8 de abril é amplamente reconhecido para incentivar a prática, destacar os benefícios à saúde e o desenvolvimento infantil.
O Dia Nacional da Natação é comemorado oficialmente no Brasil em 2 de agosto, instituído pela Lei 14.389/2022.
A data homenageia feitos históricos, como a primeira medalha olímpica da natação brasileira conquistada por Tetsuo Okamoto em 1952 e o título mundial de Ricardo Prado em 1982.
O foco da data é incentivar a natação como atividade física e esporte, comemorado no Brasil, destacando o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional, além de promover a autonomia e socialização.
O esporte chegou ao Brasil em 1897, com o primeiro campeonato ocorrendo logo depois, em 1898.
Embora o dia 8 de abril seja muito popular, no Brasil, a data de 2 de agosto também é celebrada em homenagem a Tetsuo Okamoto.
O objetivo da data visa promover a prática da natação, ressaltando seus benefícios para a saúde, segurança e qualidade de vida.
Embora o dia 8 de abril ainda seja lembrado, o reconhecimento oficial da Lei 14.389/22 consolida 2 de agosto como o Dia Nacional da Natação.
Dia da Natação
O ser humano possui habilidades que podem ser desenvolvidas mediante exercícios adequados. Andar, correr, arremessar e manusear são ações naturais do corpo humano, as quais ele executa com certa facilidade.
Porém, em razão da necessidade de se locomover para obter alimento e abrigo, o ser humano precisou adquirir outras habilidades menos adequadas à sua anatomia. Uma delas é o ato de nadar.
Atravessar rios e lagos para locomover-se ou caçar deu origem à habilidade de nadar, embora o corpo humano não seja eficiente nessa tarefa, porque o ser humano evoluiu no sentido vertical, ao andar ereto. O ato de nadar exige uma posição horizontal, daí a necessidade de treinamento.
Há milênios que o ser humano nada. A prova disso são os símbolos da escrita egípcia, os quais retratam movimentos da pessoa nadando. Alguns arqueólogos descobriram que os gregos já conheciam a natação há mais de três mil anos. Na mitologia grega encontram-se inúmeras referências ao ato de nadar, executado pelos heróis e semideuses dos épicos. Na Grécia antiga eram famosos os nadadores da ilha de Delos, de Atenas e de Esparta. Em Roma, a natação era considerada um requinte social. A pessoa, para ser considerada culta, deveria saber nadar. Entre os soldados romanos, em suas rotinas diárias de atividades físicas, era regular a prática da natação. Depois dos exercícios físicos em terra, atravessavam a nado os rios.
Talvez o ser humano tenha desenvolvido a habilidade de nadar imitando os outros animais por ter vivido próximo de rios, lagos e mares, necessários à sua subsistência. O nado cachorrinho é assim chamado por que a pessoa o executa instintivamente quando cai na água, movimentando-se sem estilo, como um cão o faz. A partir desse movimento básico, o ser humano foi desenvolvendo variações para aumentar sua eficiência, seja em resistência, seja em velocidade. O nado de peito, por exemplo, era usado pelos soldados que carregavam seus utensílios na cabeça. Mais tarde, por volta de 1900, o inglês Frederick Cavill desenvolveu o famoso crawl australiano, ao observar nativos nadando na região do Ceilão. Seu filho, Richard Cavill, utilizou o método em competições, batendo todos os recordes de velocidade. Foram os americanos que aperfeiçoaram o método de Cavill e criaram o crawl americano, o qual deu muitas glórias ao país.
Outras novidades foram acrescentadas ao nado para melhorar sua eficiência, como a “pernada de seis tempos”. Por volta de 1900, surgiram os nados borboleta e de costas, completando as modalidades desse esporte.
John Weissmuller, o Tarzã mais famoso de Hollywood, foi o maior campeão que a natação mundial conheceu. Ele chegou à fantástica marca de 67 títulos mundiais e 51 recordes mundiais, no estilo livre. Nos Jogos Olímpicos de 1924, Weissmuller ganhou a medalha de ouro nos 100 e nos 400m.
A natação chegou ao Brasil, como modalidade olímpica, apenas em 1908. Em 1912, o esporte foi regulamentado pela Federação Brasileira das Sociedades de Remo, passando a constar das atividades esportivas. Uma equipe de natação do Brasil, composta por 29 atletas, participou da Olimpíada da Antuérpia, em 1920. Tetsuo Okamoto foi o primeiro nadador brasileiro a subir ao pódio, em 1952, ao ganhar a medalha de bronze nos jogos de Helsinque.
Atualmente, o Brasil tem se destacado no esporte, contando com atletas reconhecidos internacionalmente, ganhadores de medalhas. O esporte se difundiu, sempre aliado à imagem de vigor físico e saúde própria dos nadadores.
Natação – Olimpíada
Em uma Olimpíada, a natação é considerada um dos esportes mais nobres. Em 23 de junho de 1894, o barão Pierre de Coubertain, apoiado por amigos e inúmeras celebridades, inaugurou os Jogos Olímpicos modernos. A cada olimpíada atletas de todas as partes do planeta superam limites nas raias da maior de todas as competições. A natação brasileira ao longo dos anos tem conquistado muitas vitórias destacando-se no cenário mundial. A estréia da equipe de Natação brasileira em uma Olimpíada foi em 1920, na Antuérpia, e o primeiro nadador só subiu ao pódio mais de 32 anos depois.
A primeira medalha ganha pelo Brasil foi na Olimpíada de Helsinki, em 1952, o nadador Tetsuo Okamoto ganhou a medalha de bronze nos 1500 m livre. A segunda medalha brasileira veio com Manoel dos Santos, que ganhou bronze nos 100 m livre dos Jogos de Roma, em 1960. Somente em 1980, vinte anos depois, Djan Madruga, Jorge Fernandes, Cyro Delgado e Marcus Matiollinos conquistaram a medalha de Bronze no revezamento 4×200 m livre nos Jogos Olímpicos de Moscou.
No ano de 1984, o Brasil conquistou sua primeira medalha de prata nos Jogos de Los Angeles, com Ricardo Prado, que entra para a história do esporte nacional ao conquistar o segundo lugar nos 400 m. Gustavo Borges foi o primeiro atleta brasileiro a conquistar três medalhas em Olimpíadas. No ano de 1992, em Barcelona, ele foi vice-campeão nos 100m livre. Nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, Gustavo conquistou a medalha prata pelos 200 m livre, e o bronze, pelos 100 m livre. Fernando Scherer foi outro medalhista da Olimpíada de Atlanta, ele conquistou bronze nos 50 m livre.
Já a história da natação feminina brasileira, a nadadora Fabíola Molina foi a única que atleta feminina que participou dos Jogos Olímpicos, no ano de 2000 em Sidney. Em Goiânia, podemos citar grandes talentos como Bruno Bonfim e Carlos Alberto Borges Jayme, que traz no currículo uma medalha de bronze olímpica conquistada no revezamento 4×100 livre em Sidney, na Austrália, em 2000, e atualmente os dois tem vaga garantida para a Olimpíadas de Atenas.
Natação – Grécia Antiga
Dia da Natação
Na Grécia antiga, a natação era um esporte muito valorizado. O filósofo Platão já dizia que quem não sabia nadar não era educado. Em Roma, quem não nadava também não era visto com bons olhos, e o esporte era incluído no treinamento dos soldados do império.
Porém, a história da natação dá um salto (ou seria uma boa braçada?) a partir do século XIX, em Londres, quando as primeiras provas começaram a ser realizadas. A partir daí, competidores internacionais passaram a participar, com destaque para os norte-americanos, que ganhavam todas.
Também foram criados novos estilos, e os antigos se aprimoraram. Inclusive, o nado “crawl” começou a ser elaborado nessa época. Para quem não sabe, o estilo “crawl” é aquele em que os braços são elevados para a frente, alternadamente. Curiosamente, foram os nativos da América do Sul que inspiraram o inglês Arthur Trudgen a aperfeiçoar o estilo, em 1893.
Também foram os indígenas, desta vez australianos, que mudaram o movimento das pernas. Em vez de horizontais, passaram a ser verticais em relação à água, nascendo assim o estilo “crawl australiano”. Uma versão americana foi criada em seguida, e o nado “crawl” (também conhecido como “nado livre”) faz parte das competições até hoje.
Foi por esta época que ocorreram os I Jogos Olímpicos da Era Moderna em Atenas, mais precisamente em 1896. A natação não ficou de fora, com a prova dos 100 metros – nado livre. Nas Olimpíadas seguintes, foi introduzida a prova de 400 metros – nado livre, e depois as de 1.500m e revezamento 4 x 100m.
O nado de costas só entrou para as competições em 1908, na versão de 100m, assim como o peito, com 200m. Em 1956, acrescentou-se o nado de borboleta e, em 1960, o revezamento 4 x 100m, alternando os quatro estilos.
Fonte: Colégio São Francisco/www.paulinas.org.br/UFGNet/www.ibge.gov.br
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