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20 de Outubro
O Dia do Controlador de Tráfego Aéreo é celebrado anualmente em 20 de outubro para homenagear os profissionais que garantem a segurança e a eficiência do transporte aéreo global.
Como funciona o controle de Tráfego Aéreo
Você sabe como realmente funciona o controle de tráfego aéreo dos aeroportos ?!
O interessante, é que a grande maioria das pessoas acredita que todo o processo do controle de voo se resume apenas nas torres que estão nos aeroportos, no entanto, elas são apenas uma parte de um grande processo.
O controle de tráfego aéreo possui várias jurisdições, as quais são responsáveis por um tipo de controle específico, tendo diferentes abrangências, sendo todas de grande importância na segurança do seu voo.
As jurisdições são:
Controle de Tráfego (DEL) (Clearance Delivery em Inglês)
Controle de Solo (GND) (Ground em Inglês)
Controle de Torre (TWR) (Tower em Inglês)
Controle de Aproximação (APP) (Approach em Inglês)
Controle de Centro (ACC) (Areal Control Center em Inglês)
Dia do Controlador de Tráfego Aéreo
Algumas das jurisdições não chegam a existir em determinados aeroportos, pois dependendo do tamanho e quantidade de tráfego, outro órgão pode assumir suas funções. Por exemplo, o aeroporto de Uberaba – MG não tem o Controle de Solo, uma vez que, por possuir apenas um pátio, o próprio piloto pode ficar responsável por cuidar da segurança de sua aeronave durante o taxi. A Torre também assume algumas atribuições que seriam desta posição.
Abaixo, uma breve explicação sobre o que faz cada posição:
O DEL, é responsável por transmitir aos pilotos, a autorização de tráfego, ou seja, as instruções sobre a autorização ou não do plano de voo que foi registrado pela tripulação da aeronave. Outro serviço, é fornecer informações meteorológicas. Na ausência desta posição, suas atribuições são passadas para o próximo órgão competente, que seria o GND.
O GND, é responsável por garantir a segurança das aeronaves no solo, sendo subordinada à TWR, tem jurisdição sobre o pátio e as pistas para taxi, sendo assim, controla o tráfego até o ponto de espera da pista (Antes de entrar na mesma).
A TWR tem jurisdição sobre a área do aeródromo, e sua abrangência é determinada em cartas e documentos oficiais. Controla as aeronaves em procedimento de aproximação no circuito de tráfego (que consiste em circular o aeródromo com total visual e pousar), e controlar as aeronaves em procedimento de decolagem e ou pouso, realizando todo o procedimento de autorizações para este fim.
O APP é o segundo órgão com maior abrangência em sua área de controle. Esta abrangência é definida em cartas e documentos oficiais. Tem como função, cuidar da segurança das aeronaves, mantendo a separação mínima e orientá-las em seus procedimentos de chegada e ou saída.
O ACC é o órgão com maior área de abrangência, sendo que todos os outros órgãos são subordinados a este. Sua função é manter o fluxo, separação e ordem do tráfego das aeronaves que estão fora (horizontalmente ou verticalmente) da jurisdição do APP. Geralmente estas aeronaves já se encontram em rota, ou quase em rota, e permanecem sob esta juridição por grande parte do voo, até que inicia a descida e volta a descer as hierarquias.
Quando você entra em uma aeronave, certamente esta se encontra, ou já passou pela jurisdição do DEL. Antes mesmo de ligar os motores, os pilotos já fizeram a solicitação de acionamento para o GND. Este por sua vez fará a autorização para taxiar até a pista de decolagem, passando detalhadamente quais os caminhos deverá percorrer até lá chegar.
Uma vez que chega próximo à cabeceira da pista, o comandante é transferido para a TWR, que dará, quando possível, a autorização para ingressar na pista e decolar.
Ao decolar, a aeronave é transferida para a rádio frequência do APP, que controlará a aeronave por radar (ou não) até que esta saia em segurança de sua área de controle, transferindo-a para o ACC. Este ficará com a aeronave sob seu controle, até que ela retorne para a jurisdição do APP do aeroporto de destino. Esta será transferida novamente até que chegue no GND novamente (desde que o aeródromo possua esta posição, claro)
Como é feito o controle de tráfego aéreo
O piloto comandante é o principal responsável por um voo seguro de uma aeronave. Mas há em muitas ocasiões que ele não consegue ver outros aviões voando ao seu redor, nem se dando conta da presença deles.
Por esse motivo, a maioria dos países possui um sistema de controle de trafego aéreo.
Funcionários em terra fazem o monitoramento de cada fase dos voos que operam sob normas de instrumentos (rádios transmissores com antenas direcionais que emitem sinais que orientam as aeronaves).
A segurança e o controle aéreo um dos fatores mais importantes para com relação aos passageiros, além de tudo isso, temos que garantir que o tráfego aéreo seja extremamente organizado; assim os controladores ajudam não só evitar colisões como também evitar os atrasos desnecessários. Essas colisões muitas vezes quando percebidas pelos pilotos podem ser evitadas em questões de segundos.
Tudo isso significa que, enquanto o piloto cuida de suas funções na cabine de comando, muitos olhos e ouvidos em terra acompanham o voo. O piloto sempre mantém uma comunicação por rádio com os controladores do aeroporto informando onde pousou ou onde vai pousar, mas também estabelece uma comunicação com os controladores que trabalham em vários pontos do trajeto.
Nessa era de aeronaves de alta velocidade, monitorar o que o piloto não vê é de extrema importância.
Podemos dizer que é de total responsabilidade do controle do tráfego aéreo evitar essas situações para termos um voo de mais qualidade e com maior segurança.
O que é ser um controlador de tráfego aéreo?
Hoje em dia o termo “controlador de voo” já caiu em desuso entre os profissionais da área devido a uma grande e crescente especialização que esta atividade vem tomando aliada à adoção da terminologia internacional, passando a ser chamado de controlador de tráfego aéreo. No raio de 5 quilômetros do aeroporto, as aeronaves passam a ter o voo coordenado pela torre, que orienta a velocidade e a altitude de cada uma delas, portanto este profissional é responsável pela orientação e separação das aeronaves no solo e também durante a realização do voo, ou seja, cabe a esses profissionais zelar para que os aviões decolem e aterrissem em segurança.
Quais as características desejáveis para ser um controlador de tráfego aéreo?
Para ser controlador de voo a pessoa precisa ter conhecimento das normas de tráfego aéreo, saber reconhecer aeronaves e qual seu desempenho e ter uma segunda língua.
Além disso, outras características interessantes são:
agilidade
responsabilidade
concentração
autocontrole
raciocínio rápido
capacidade de trabalhar sobre pressão
disciplina
comprometimento
controle emocional
raciocínio espacial
capacidade de rápida adaptação às mudanças operacionais
capacidade de trabalhar em equipe
capacidade física e orgânica para atuar seja dia ou noite
Qual a formação necessária para ser um controlador de tráfego aéreo?
Para seguir esta profissão, existem duas maneiras: os controladores civis são formados na cidade de São José dos Campos, no ICEA – Instituto de Controle do Espaço Aéreo e os militares são formados na cidade de Guaratinguetá na EEAR – Escola de Especialistas da Aeronáutica. Ambas as instituições são da área de ensino da Força Aérea Brasileira.
Em relação aos militares, é necessário prestar antes o concurso para a EEAR. A partir do momento que passou na prova de escolaridade, nos exames médicos e psicotécnicos, o aluno ao final de dois anos é promovido à graduação de terceiro sargento especialista em controle de voo. Apesar do profissional ser militar, o controlador de voo do Brasil presta os seus serviços para todas as aeronaves, sejam elas civis ou militares, nacionais ou internacionais.
Mesmo depois de estar formado (após dois anos se for via militar ou um ano se for civil), o profissional não está apto para assumir sozinho a posição de controle.
Por isso é necessário em torno de três a seis meses de estágio, para adquirir uma proficiência mínima.
O controlador de voo segue padrões internacionais da OACI – Organização de Aviação Civil Internacional, com a habilitação específica que é a CHT (Certificado de Habilitação Técnica) e CCF (Certificado de Capacidade Física). Anualmente é feito um exame de saúde pelo Comando da Aeronáutica, com a finalidade de manter a CCF em dia. A CHT tem validade de dois anos, sendo renovada com provas específicas anualmente.
Principais atividades
Clearence: ligar para o controle central da Aeronáutica em Brasília – ou em São Paulo, no caso da ponte aérea – para obter autorização para o voo
Posição solo: comandar o taxiamento do avião – manobra da aeronave em solo – até o ponto anterior à cabeceira da pista
Posição torre: autorizar a decolagem (ou aterrissagem). É ele quem acompanha de binóculo a aproximação de uma aeronave
Posição coordenador: repassar as coordenadas do voo para o controle central
Chefe de equipe: observar toda a operação
Áreas de atuação e especialidades
O controlador de tráfego aéreo não pode mudar de uma aérea de trabalho para outra. Para isso são necessários meses de treinamento e adaptação para obter o nível adequado de operacionalidade na nova localidade.
Está atividade é dividida em cinco áreas de atuação:
Centro de controle de área: mantém o controle das aeronaves nas chamadas aerovias que, por analogia, seriam “estradas aéreas” ligando as diversas regiões do país
Controle de aproximação: responsável pela separação das aeronaves em uma região de aproximadamente 80 quilômetros ao redor do aeroporto
Torre de controle: responsáveis pelas aeronaves nas proximidades dos aeroportos, autorizando os pousos, as decolagens e todas as manobras executadas por elas enquanto estiverem taxiando
Mercado de trabalho
Dia do Controlador de Tráfego Aéreo
Apesar da crise que a aviação civil brasileira tem passado, tem apresentado grande crescimento nos últimos anos. Os custos cada vez mais baixos das passagens, as promoções e as políticas governamentais, que aumentam a concorrência entre as companhias, têm ajudado elevar o número de passageiros, favorecendo as perspectivas da área. No geral, o mercado de trabalho é muito exigente e a seleção bastante rigorosa, pois procuram profissionais muito capacitados.
O controlador de voo trabalha em Torres de Controle de Aeroportos, Salas de Radar ou Estações Aeronáuticas, espalhadas pelo mundo todo.
Ele é o profissional responsável em comunicar-se com os pilotos pelo rádio e determinar instruções que visem garantir a separação, a ordenação e a segurança do tráfego aéreo, seja nas proximidades de um aeroporto, nas rotas aéreas ou nas transições de subidas e descidas para os aeroportos em geral. O nome correto desse profissional é controlador de tráfego aéreo, ou seja, CAT.
Para se tornar um controlador de voo no Brasil, pode-se escolher uma das três maneiras oficiais existentes:
1 – Cursando a Escola de Especialistas de Aeronáutica em Guaratinguetá (SP), responsável pela formação de Terceiros Sargentos habilitados em Controle de Tráfego Aéreo;
2 – Participando de concurso público realizado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO) em períodos informados pelos jornais especializados;
3 – Através de escolas homologadas pelo Departamento de Aviação Civil (DAC).
A função do trabalho do controlador é fiscalizar o céu através das imagens emitidas pelos radares e intervir quando necessário, ou quando solicitado pelo piloto.
O controlador de voo é, no solo, o braço direito do piloto. O controle de aproximação e decolagem das aeronaves nas áreas terminais são de responsabilidade do controle de tráfego, independente das condições de visibilidade.
Quando a aeronave atinge a cabeceira da pista, passa, automaticamente, a ser comandada pela torre, onde outros controladores operam sob condições visuais. A comunicação entre pilotos e controladores de voo, portanto, deve ser a mais clara possível.
O papel do controlador de voo é o de guardião da segurança de milhões e milhões de pessoas que, a todo o momento, cruzam os céus no mais fascinante meio de transporte que o homem já inventou: o avião. Só quem voa de fone nos ouvidos é capaz de saber como é valioso o trabalho de um operador numa torre de aeroporto.
Sem a precisão, competência e dedicação desse profissional, viajar de avião seria, para qualquer um, condenar-se a morrer numa colisão. É o controlador de voo que vela por todos com um olho no radar e o outro na linha do horizonte.
Ele tem a função de um verdadeiro anjo-da-guarda para todos: passageiros e aviadores.
Fonte: www.thiagoelias.org/www.guiadicas.com/www.brasilprofissoes.com.br//mundoestranho.abril.com.br/www.baixaki.com.br/www.tgl.ufrj.br/uol.com.br
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