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Dia da Família

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08 de Dezembro

O padrão de família no Brasil apresentou algumas mudanças nas últimas décadas do século XX.

Dentre essas, se destacam:

Queda substancial do tamanho da família;
Aumento do número de famílias do tipo mulheres sem cônjuge com filhos;
Aumento do números de famílias cujas pessoas de referência são mulheres.

Família na definição do IBGE:

Família – Conjunto de pessoas ligadas por laços de parentesco, dependência doméstica ou normas de convivência, todos residentes na mesma casa.
Família unipessoal –
pessoa que mora sózinha em uma casa.
Famílias conviventes –
são aquelas famílias compostas por, no mínimo, duas pessoas cada uma, que residam na mesma unidade domiciliar (domicílio particular ou unidade de habitação em domicílio coletivo).
Relação de dependência doméstica –
é a relação estabelecida entre a pessoa de referência e os empregados domésticos e agregados da família.
Normas de convivência –
são as regras estabelecidas para o convívio de pessoas que moram juntas, sem estar ligadas por laços de parentesco ou dependência doméstica. Por sua vez, as “famílias conviventes”.
Pessoas de referência da família –
Pessoa responsável pela família , ou assim considerada pelos demais membros.

Nas duas últimas décadas houve uma queda substancial do tamanho da família.

O tamanho da família brasileira diminuiu em todas as regiões: de 4,3 pessoas por família em 1981, chegou a 3,3 pessoas em 2001. O número médio de filhos por família é de 1,6 filhos.

Em 2002, o número médio de pessoas na família se manteve o mesmo em quase todas as regiões e por isso a média para o país se manteve em 3,3 pessoas, segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2003.

O número médio de filhos apresentou uma diferença mínima em relação do ano anterior: de 1,6 para 1,5 filhos na família em domicílios particulares.

Aumentou o número de famílias do tipo mulheres sem cônjuge com filhos.

Mas ainda predomina o padrão histórico de família, casal com filhos.

Cresceu o números de famílias cujas pessoas de referência são mulheres.

Desde a década de 80 vem crescendo continuamente a proporção de mulheres como pessoa de referência da família.

A primeira sociedade organizada no mundo é a família. Base de todas as outras sociedades, inicia-se com o matrimônio e é teoricamente formada pelos pais e filhos. O amor recíproco entre eles, a confiança, a cooperação, o respeito, a obediência, a compreensão e a tolerância mútuas são os preceitos básicos para que a família continue a existir.

É o amor, aliás, o que dá vida à família, quando firma os laços de união entre seus integrantes. O amor dos pais em relação aos filhos e dos irmãos entre si, a capacidade de renúncia.

A disposição de alguém privar-se de algo em favor do outro ou de todos: conforto, repouso, prazer. O pai e a mãe, por exemplo, trabalham para que não falte nada em casa e muitas vezes deixam mesmo de se divertir.

Ou, ao contrário, filhos adolescentes deixam às vezes de viver experiências típicas da sua idade – de só estudar, andar de skate ou paquerar – porque precisam trabalhar precocemente para ajudar nas despesas da casa.

Obviamente que a família de hoje já não é a mesma de ontem, muita coisa mudou na prática. Até mesmo o conceito de família como sempre a entendíamos é outro. Mas o importante é sabermos, jamais esquecermos que sem a família, uma situação difícil seria para nós extremamente pior.

Que viva a família! Sempre.

Mudanças no Código

A sabedoria popular costuma dizer que o tempo cura tudo. O tempo cura e também muda as coisas. Maneiras de ver o mundo, rituais, leis etc. O conceito de família, por exemplo, mudou com o tempo.

Tanto que, no Código de Direito Civil, vários artigos caíram em desuso, tendo sido criadas novas leis, em forma de emenda, que alteraram profundamente o seu conteúdo.

Algumas das alterações dizem respeito à família.

Vejamos:

O novo conceito de família, são consideradas famílias os grupos formados não só pelo casamento civil ou religioso, mas também pela união estável de homem e mulher ou por comunidade dirigida somente por um homem ou por uma mulher (mãe solteira, no caso). Antes, uma união que não fosse formada pelo casamento formal era considerada “família ilegítima”. Da mesma maneira, “filho ilegítimo” é uma expressão que não cabe mais em nossa sociedade.

Naturalmente que o novo não pode nem deve ser evitado. Mudanças são bem vindas, principalmente quando surgem para fortalecer ainda mais uma instituição que é a base do indivíduo na vida social.

Família

Existem famílias de vários tamanhos, com diversos costumes e até aquelas que incluem pessoas que nem são parentes. Mas, de qualquer maneira, a família é a forma mais básica de organização da sociedade.

O último Censo Demográfico revelou que entre 1991 e 2000 aumentou o número de famílias no Brasil, passando de 37,5 para 48,2 milhões. Porém, o tamanho dessas famílias diminuiu. Em 2000, uma família tinha 3,5 componentes, em média, mas esse número já foi bem maior no passado.

Que tal você conhecer um pouco mais sua família e as de seus amigos? Você pode começar escolhendo quais informações quer saber.

Uma dica: você pode fazer uma lista com as pessoas de cada família e ver a idade de cada uma delas, o sexo, até que série estudaram, se trabalham…

E, ao final da pesquisa, você vai saber, por exemplo, quais famílias têm mais homens ou mulheres, quantas pessoas trabalham e se as crianças estudam.

O QUE É FAMÍLIA?

A família é um núcleo de convivência, unido por laços afetivos, que costuma compartilhar o mesmo teto. É a definição que conhecemos. Entretanto, esta convivência pode ser feliz ou insuportável, pois seus laços afetivos podem experimentar o encanto do amor e a tristeza do ódio. E a morada sobre o mesmo teto?

Dependendo dessas fases contrastantes, ela pode ser um centro de referência, onde se busca e se vivencia o amor, ou… um mero alojamento.

A família não é algo que nos é dado de uma vez por todas, mas nos é dada como uma semente que necessita de cuidados constantes para crescer e desenvolver-se.

Quando casamos, sabemos que, entre outras coisas, temos essa semente que pode germinar e um dia dar fruto: ser uma família de verdade.

Devemos, portanto, estar conscientes de que é preciso trabalhá-la e cultivá-la sempre, constantemente, e com muito amor.

TEMPOS DESCONCERTANTES

A família parece estar à deriva, sem referência, impotente e desprotegida diante dos embates do consumismo, bombardeada pelos meios de comunicação e incapaz de dar uma resposta a esses ataques.

Ela fica na defensiva. A impressão que se tem é a de que ela se conserva como um reduto afetivo, baseado principalmente na segurança do amor dos pais pelos filhos, e que se ressente, cada vez mais, da indeterminação dos papéis masculino e feminino.

É possível ouvir hoje arautos que falam da família em tom triunfal, enquanto que, em outros contextos, se escutam depoimentos de verdadeiras catástrofes. Para alguns, a família é um conceito conservador, só defendido pelos retrógrados.

FAMÍLIA: AMOR REPARTIDO

A família foi e ficará sempre o fundamento da sociedade.

Ela transcende a qualquer partido político, sociedade, associação ou a qualquer outro gênero de agrupamento humano: ela é constituída por relações de amor!

Na origem de tudo, há um amor conjugal que chama a vida a participar desse amor.

A família vem de uma opção.

De fato, ela existirá a partir do momento em que um homem e uma mulher decidirem viver juntos, criar um mundo novo, um mundo diferente: uma família. Nesse mundo novo e distinto, nascerão os filhos, que se incorporarão ao projeto de vida idealizado por seus pais.

É na família que os filhos desenvolverão sua personalidade. Nela crescerão, encontrarão o sentido de sua existência e amadurecerão na segurança, até que um dia também eles partirão para realizar seu próprio projeto.

O NOSSO MUNDO MUDOU

Não podemos viver de modo aventureiro. De nada serve estarmos repletos de boas intenções, se não planejarmos bem as coisas. Nosso mundo tem mudado muito e rapidamente. Há hoje muitas coisas que não estão fixadas de antemão. Em nossa sociedade, os papéis tradicionais da mulher e do homem, antes assumidos como destino inexorável, não são mais simplesmente aceitos.

Hoje, o casal deve sentar-se para dialogar sobre o que realmente desejam, o que buscam, para enfim elaborar, com bastante criatividade, um projeto novo e distinto que possibilite a realização de um amor pleno. É neste projeto, em constante realização, que os filhos devem poder ter a alegria de nascer e crescer até a plena maturidade.

UMA REALIDADE DINÂMICA

Ao definirmos a família como uma instituição, como a célula mãe da sociedade, quando a analisamos ou defendemos os seus direitos, queremos nos referir a uma realidade bem definida, que está aí presente, no dia-a-dia, que desempenha um papel concreto na vida das pessoas e da sociedade.

Entretanto, quando adentramos no interior desta ou daquela família, deixando de lado as teorias e descendo ao palco da própria vida, observamos que a família é uma realidade dinâmica, em evolução permanente, nunca a mesma. Percebemos que cada família é um mundo à parte, com propostas e jeitos próprios e que não se repetem.

É neste contexto que os planos de Deus tomam forma e são dados ao homem e à mulher em forma de semente. Deus nos criou à sua imagem, criou-nos no amor para o amor. Criou-nos para que levássemos a semente à plenitude. Deus, aquele que nos criou, pôs em nossas mãos a criação.

Isso é maravilhoso, mas quanta responsabilidade isso pede daqueles e daquelas que Deus chamou a multiplicar as suas pequenas famílias nesta terra onde o mal, muitas das vezes, parece prevalecer sobre o bem.

Nessa luta diária, não é o caso de se espantar, mas é extremamente necessário continuar acreditando naquele que prometeu: Eu estarei sempre convosco… (Mt 28,20)

A Origem da Família

Todos nós já paramos para pensar sobre a origem da família, muitas questões surgem como por exemplo: Onde tudo começou? Como se deu origem a formação da família? entre muitas outras.

A família é formada por indivíduos com ancestrais em comum ou ligada pelos laços sanguíneos. Os membros da família que tenham um ancestral em comum costumam apresentar o mesmo sobrenome. Os diferentes indivíduos dentro de uma família podem ser divididos por geração como avós, pais, filhos, etc.

Cada membro tem o poder de afetar o outro a qualquer momento, há famílias matriarcais onde o comando é da mãe ou de uma figura feminina, ou patriarcal onde o comando é do pai, avô ou uma figura masculina. No passado os casamentos eram feitos por descendência, geralmente entre parentes, hoje isso já não é comum.

A origem da família é uma questão que por vezes paira em nossos pensamentos. Quando surgiu, como surgiu, qual a origem, etc. A família é a unidade básica da sociedade e é formada por indivíduos com ancestrais em comum ou ligada pelos laços afetivos. Este é o conceito básico do que é família, mas a origem do termo vem de séculos atrás. Família é um grupo de pessoas que representa uma parte da sociedade e influencia e é influenciada por outras pessoas ou instituições.

Os membros da família que tenham um ancestral em comum costumam apresentar o mesmo sobrenome. É isso que caracteriza que uma pessoa pertença ao mesmo clã que a outra. A família é responsável por criar os laços que unirão as pessoas durante os anos.

Os diferentes indivíduos dentro de uma família podem ser divididos por geração, função ou interesse e exercem um tipo diferente de poder. Cada membro tem o poder de afetar o outro a qualquer momento, seja usando o poder ou sua classificação dentro da família.

O termo família surgiu do latim famulus , que significa escravo doméstico . Esse termo foi criado na época da Roma antiga e servia para designar um grupo que era submetido à escravidão agrícola. A designação usada para família ligada por laços de sangue ou emotivos era a de família natural . Naquela época a família era composta por pai, mãe e filhos em uma estrutura patriarcal.

Apenas na idade Média que as pessoas tinham duas famílias, patriarcal ou maternal; os casamentos eram feitos por descendência. Com a revolução Francesa os casamentos passaram a serem laicos e na Revolução Industrial, com a migração para a cidade os laços na família se estreitavam e se tornaram menores.

A mulher começa a participar do mercado de trabalho e a educação dos filhos é obrigação das escolas, já os idosos começam a deixar de ser obrigação das famílias e passam aos cuidados de instituições de assistência.

Nesta altura a família já era definida como um agregado doméstico. Como visto ao longo dos anos a família vem acompanhando as mudanças religiosas, econômicas e sociais. Assim sendo, a família deve ser encarada como tudo aquilo que integra a comunidade a que está inserida.

A relação de laços entre indivíduos que pode ser considerado família data de 4600 anos atrás segundo dados de pesquisadores que descobriram quatro corpos como sendo uma mãe, um pai e seus dois filhos, de 8 e 5 anos.

A Influência da família

A família não foi criada para recreação ou por engano; mas exerce uma influência decisiva na formação do indivíduo.

Os ataques à família têm como um objetivo único: destruir o ser humano.

Conteúdo: Temos visto muitos filmes, documentários, entrevistas que, de maneira direta ou indireta, tentam convencer à sociedade sobre a inutilidade da família.

De maneira analógica, observemos uma casa, a fim de analisarmos a família.

As portas da casa são os pais, que permitem ou autorizam a entrada e saída de informações, pessoas para a intimidade ou convívio da família.

As janelas são os filhos, que podem ver o mundo externo constantemente, e comparando com a vida familiar, escolhem seguir o mundo externo ou os valores ensinados em casa.

As paredes são os valores e princípios estabelecidos pelos pais e, ensinados aos filhos; estes valores vão acompanhar os filhos por toda a vida; eles são as estruturas para a formação de um bom caráter no indivíduo.

O telhado é a cobertura divina que os pais buscam e através de seu exemplo, os filhos também procuram esta proteção para suas vidas.

O piso é a raiz que une a família em laços de amor, amizade, companheirismo, cumplicidade, solidariedade, a fim de que os indivíduos desta família possam compartilhar com outros indivíduos de outras famílias, num relacionamento profissional, social, afetivo, ao longo de suas vidas.

Por que então a família tem sido bombardeada pela mídia, onde se diz que o casamento é uma instituição falida e, que a família é uma prisão para o indivíduo moderno?

A cada situação alarmante que os noticiários anunciam, sobre mortes violentas, seqüestros, roubos, latrocínios, e toda sorte de agressão ao ser humano, entendemos que a raiz do problema está na falta da criação de laços e de proteção divina na família.

Uma família sem a proteção divina e sem a formação de valores e princípios éticos e morais, é uma família sem estrutura e sem firmeza que, ao passar por carestias e frustrações, os seus membros são presas fáceis para as perversões; os agentes destas perversões são as gangues, as quadrilhas formadas para agredirem e demolirem as famílias.

Quem forma estas quadrilhas são pessoas que não aprenderam os valores e princípios que regem uma sociedade; a sociedade é formada por famílias que se uniram por causa dos valores ensinados em sua intimidade e em seu desenvolvimento.

Quando as famílias são atingidas de maneira cruel, os sentimentos despertados são a mágoa, a revolta, a inveja, o ódio e a vingança. Estes sentimentos ao serem instalados e não tratados dão lugar a uma disposição mental de morte, de justiça própria entre os membros da sua família, bem como de outros membros de outras famílias. É o ciclo vicioso que se forma.

O único objetivo é a exposição da família como equívoco da criação de Deus; é a vergonha do indivíduo que se convence de ser um erro de Deus.

Quando Deus criou o homem, Ele disse: “isto é muito bom” Será que Deus se enganou ao criar o homem?

Será que Deus é mentiroso?
De quem é a responsabilidade?
Deus quer a vergonha do homem?
Ele se alegra com a destruição da família?
O que Deus lucra com a destruição da família?
O homem tem poder para construir ou destruir, ou é um instrumento usado para a glória ou para vergonha de si mesmo?
Deus para muitos não existe; se Ele não existe, o homem tem poder para se destruir?
O homem é tão sábio para entender a natureza e os seus mistérios?
Ele pode controlar a força da natureza?
A criação do homem é obra da natureza? Ou será da evolução dos animais?
Se for obra da natureza, esta quer a responsabilidade da vergonha para si de ter criado um engano?
E os animais, querem a responsabilidade de se evoluir num racional estúpido?

O relato de São João sobre as Bodas de Caná (cf. cap. 2,1-11) mostra claramente como Jesus valoriza a família. Foi o primeiro milagre do Senhor, abençoando com Sua presença os noivos, que pretendiam iniciar uma nova família. Ele quis iniciar o anúncio do Reino em um casamento, mostrando que a família é importante para Ele.

A família é a base, o esteio, o sustento de uma sociedade mais justa. Ao longo da história da humanidade, assistimos à destruição de nações grandiosas por causa da dissolução dos costumes, motivada pela desvalorização da família.

No nosso mundo de hoje, depois que ficou liberado o divórcio indiscriminadamente, a família ficou ameaçada em sua estrutura e é por isto que vemos, através dos meios de comunicação e até na comunidade em que vivemos, cenas terríveis. Filhos drogados matam ou mandam matar os pais, pais matam filhos por motivos fúteis, mães se desfazem de seus bebês, quando não cometem o crime hediondo do aborto quando a criança não tem como se defender.

Há problemas seríssimos. Quando os pais se separam, alguma coisa se parte no íntimo dos filhos. Eles não sabem se é melhor ficar com o pai ou com a mãe. No fundo, eles gostariam de ficar com os dois. Em paz e harmonia, é claro.

O amor está sendo retirado do coração dos homens e das mulheres. E, em consequência disso, a família está perdendo a sua unidade e a sua dignidade. Isso acarreta a dissolução dos costumes. A família decai e a sociedade decai. Precisamos compreender e nos lembrar sempre de que Deus nos deu uma família a fim de que, num âmbito menor, nós pudéssemos aprender a amar todos os nossos semelhantes.

O desenvolvimento tecnológico tem seus pontos benéficos. Facilitou a vida das pessoas. Mas facilitou de tal modo que a humanidade ficou mal-acostumada. Só quer o que é fácil. Não se interessa pelo que exige esforço, luta. No entanto, o que conquistamos com esforço tem um sabor muito melhor. Parece que nos esquecemos disso.

Na passagem das Bodas de Caná, Jesus transformou a água em vinho, em bom vinho. Ele poderia ter tirado o vinho do nada, mas Ele quis a participação humana. Por isso, mandou que enchessem as talhas de água. Hoje também, Ele quer que nós enchamos a talha de nossa vida, a nossa existência, de água que Ele transformará no melhor vinho.

Que é que isso quer dizer? Quer dizer que precisamos colocar amor em nossa vida, em nossa família, para que o Senhor transforme esse amor humano em amor divino, o mesmo amor que une as pessoas da Santíssima Trindade e que é tão grande e tão repleto de felicidade, que extravasa, explode e quer ser espalhado entre nós. E é por meio dele que encontraremos a plenitude da felicidade.

Não é fácil cultivar o amor, às vezes, é até difícil. Mas o difícil, quando conquistado, tem um valor inestimável. Temos prova disso. Em uma competição esportiva, por exemplo, o vencedor fica mais satisfeito quando enfrenta adversários mais difíceis.

Viver em família, viver em união dentro da família não é fácil. Mas fácil não é sinônimo de bom. Talvez seja até o contrário.

A família precisa de amor para ser bem estruturada. A sociedade precisa das famílias para realizar a justiça e a paz porque a sociedade é uma família amplificada.

Falta o vinho para as nossas famílias. Esse vinho é o amor. É preciso que cada membro da família se esforce. Que os pais assumam verdadeiramente o seu papel.

Apesar de ser bem árdua a tarefa dos pais, no mundo de hoje, não se pode desanimar. É necessária e urgente a ação dos genitores. O jovem é, por natureza, rebelde, quer ser independente.

Desperta para o mundo e seus problemas e questiona tudo. Mas os pais precisam participar de sua vida, de uma maneira ou de outra, porque, mesmo errando, algumas vezes, ainda assim, os pais têm capacidade de orientar e ajudar os filhos. Não podemos deixar tudo por conta dos companheiros, da escola, da sociedade ou de sua própria solidão.

Os pais devem fazer o acompanhamento dos filhos, procurar saber o que está acontecendo com eles, tentar ajudar de várias maneiras: com orientações, com atitudes exemplares, com o diálogo, com orações. Sempre. Tanto em casa, como na escola, na vida religiosa e social, nos namoros, etc.

Muitas vezes, os pais se sentem impotentes. Muitas vezes, achamos que já fizemos tudo e que nada conseguimos. Entretanto, esforçando-nos ao máximo, dando o melhor de nós por uma família mais feliz, estaremos enchendo de água a nossa talha.

E Maria já estará falando com o Filho: “Eles não têm vinho.” E Jesus virá nos transformar, transformar a nossa água em bom vinho, transformar a nossa dificuldade em vitória.

Aliás nestes dias estou tendo a alegria de participar, no Rio de Janeiro, sob a orientação de nosso venerando amigo e dileto irmão Dom Orani João Tempesta, O. Cist, Arcebispo de São Sebastião, de mais um curso para bispos analisando o cambiamento de época. Nesse sentido a família não pode ser afetada pelos modismos, porque nela reside a grande esperança de um mundo melhor, de amor verdadeiro e de Igreja comprometida em valorizar a família humana, rosto da família divina.

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)

Família: Casal e filhos

A família é, sempre foi e sempre será a base da nossa sociedade e a base do nosso bem estar.

Mas a família é formada pelo casal e pelos filhos.

A interação entre a família é de tal maneira forte que quando um sofre, todos sofrem. Quando um está mal todos os outros ficam mal. Quando um não se sente bem os outros também já não ficam bem.

E é assim que são as famílias.

Todos se preocupam uns com os outros e todos vivem os problemas uns dos outros.

Com demasiada frequência vemos que problemas num dos elementos da família afetam demasiado todos os outros membros da família.

Assim resta a solução de todos estarem bem para que a família se encontre bem.

A ligação entre os diversos elementos da família é tão forte que muitas das vezes não nos importamos de dar a nossa vida por alguém da nossa família.

Isto é apenas o nosso amor pelos nossos a evidenciar-se e é com base neste amor que nós uamos quer conscientemente quer inconscientemente.

O nosso amor pelos pais, irmãos, filhos, etc. leva-nos muitas das vezes a fazermos esforços demasiado grandes para que eles fiquem bem ou mesmo a dar a nossa vida por eles.

Se por um lado isto é um instinto de sobrevivência e de amor, por outro lado isso pode trazer consequência nada boas quando atua a nível inconsciente sem nos darmos conta.

Por vezes a doença de um pai ou mãe leva muitas vezes um filho ou filha a deixar de ter vontade de viver.

A preocupação com esse pai ou essa mãe muitas vezes leva a que esse filho/filha viva apenas para esse pai/mãe e passe a viver o medo e a preocupação de perder aquele que ama.

E muitas vezes não se importa de dar a sua vida por esse pai/mãe se com isso achar que o pode ajudar de alguma maneira.

Isto explica muitos problemas que por vezes se encontram na nossa sociedade e de entre eles temos:

A adoção
Os divórcios
As drogas

Uma experiência que eu costumo fazer com frequência quando trato crianças pequenas ou bebés é pedir ao pai ou à mãe que pense em algo de negativo que alguma vez lhe aconteceu.

Sempre que a pessoa se lembra de algo, esse filho/filha fica irrequieto, mexendo-se e alterando o seu comportamento. Depois peço para pensar em algo agradável e esse filho/a acalma e fica muito mais relaxado/a.

Esta é uma prova e uma evidencia acerca de como os pensamentos e sentimentos dos pais afetam os seus filhos, crianças ou bebés.

Isto qualquer pessoa pode testar por ela e verificar as mudanças de comportamento ou de atitude dos seus filhos.

Isto prova a forte ligação entre pais e filhos e de como uma pessoa com “problemas” pode afetar negativamente todas as outras à sua volta sobretudo os seus familiares.

Com demasiada frequência muitas crianças apresentam doenças e problemas que nada mais são do que apenas o stress e as preocupações que os seus pais têm e que elas vivem com muita intensidade.

Lamentavelmente os pais vão a correr com as crianças para os médicos para tratarem os seus filhos e dentro de mais algum tempo voltam de novo e volta a repetir-se tudo de novo.

Os pais deveriam parar e pensar duas vezes como é que eles (pais) estão e preocuparem-se com eles (pais) pois os seus filhos vivem demasiado os seus problemas e dessa forma muitos dos problemas dos filhos são apenas o reflexo ou a consequência dos problemas dos seus pais.

Com demasiada frequência os pais vivem demasiado para os seus filhos e quando os filhos sentem isso, sentem-se responsáveis pelos pais não terem vida própria acabando por se sentirem-se sobrecarregados com isso.

Quando os pais estão bem então os filhos não precisam de se preocupar com eles e podem dessa forma dedicar-se a si mesmos e à sua vida.

Isto torna-se bem visível no comportamento das crianças que mudam radicalmente quando os seus pais se encontram bem e que entram em comportamentos “estranhos” e agressivos sempre que os seus pais não andam bem.

O tão falado mau comportamento das crianças nas nossas escolas, a sua agressividade para com os colegas e professores, a sua falta de aproveitamento e muitas outras situações têm aqui uma forte razão de existir.

Infelizmente muitas das vezes coloca-se um rótulo na criança como “hiperiva”; “mal comportada”; “problemas de aprendizagem” e muitos outros e uma vez esse rótulo colocado, isso obriga a criança a ser e a permanecer dessa forma.

Então a criança pode agora manter esse comportamento uma vez que já se encontra rotulada.

Muitas das vezes pensa-se que só porque se coloca um rótulo o problema fica resolvido. Como facilmente se compreende, colocar um rótulo só valida algo e perpétua aquilo que já existe.

A solução está noutro lado pois muitas das vezes os comportamentos e atitudes das crianças são apenas o reflexo de algo que não está bem com os seus pais ou com a sua família.

Querer corrigir as consequências (leia-se as crianças) está condenado ao fracasso pois o que precisa de ser feito é a correcção das suas causas que é os pais e a família.

Agora já sabe porque hoje em dia se encontram tantos problemas nas nossas escolas e na nossa sociedade. E agora também sabe porque nada está a melhorar apesar de todos os esforços e profissionais envolvidos.

Se queremos alunos com bom comportamento e aplicados temos sempre de olhar para os seus pais e para a sua família pois enquanto isso não for feito nada irá mudar.

Os pais como casal deveriam comportar-se como casal e não como duas pessoas que vivem juntas para criarem os seus filhos.

Mas criar os seus filhos significa ordem e regras uma coisa que muitas das vezes falhas nas nossas casas onde os pais são demasiado permissivos ou onde os pais se contradizem ou um deles se “demite” das suas funções para não entrar em conflito com o outro ou por outra razão qualquer.

Nada cria mais insegurança nos filhos do que ver que os pais não se entendem ou de que os pais estão em desacordo acerca da vida ou acerca da educação da criança.

Na mente da criança o que surge é: “cada um diz uma coisa diferente e eu não consigo agradar aos dois”.

A educação dos filhos passa por um entendimento no casal. Só quando o casal se entende entre ele é que pode educar corretamente o filho.

Se o casal não se entende entre ele os filhos tornam-se demasiado inseguros a todos os níveis.

Se o relacionamento do casal não é o melhor os filhos não se sentem seguros pois vivem demasiado os problemas dos seus pais.

Se os pais não são o modelo os seus filhos não têm uma referência para seguir.

Se os seus pais não vivem antes de mais um para o outro, as crianças sentem-se mal pois elas só querem que os seus pais se amem um ao outro. Afinal a criança não é mais do que o fruto do amor dos seus pais. E quando os seus pais deixam de viver um para o outro a criança sente que eles já não estão disponíveis para ela.

Quando os pais vivem um para o outro a criança sabe que irá sobrar amor também para ela e então fica relaxada porque sabe que os seus pais se amam.

E quando a criança vê e sente que os seus pais vivem um para o outro, ela então pode relaxar porque tudo o que ela quer é que eles estejam bem e que vivam a VIDA DELES.

Na mente dela o que surge é: “se eles vivem a vida deles eu posso viver a minha”.

Quando os pais vivem para os filhos o que surge na mente deles é: “tudo o que eu gostava era que vocês vivessem a vossa vida e fossem um modelo para mim, não que prescindissem da vossa vida por mim. Quando prescindem da vossa vida por mim, eu sinto-me responsável por isso e dessa forma sinto-me muito mal”. “Se vocês lutam para estarem bem então eu também luto para estar bem. Se vivem para mim eu sinto que vos sobrecarrego e sinto-me mal por isso”.

Esta é a mecânica da mente e a mecânica que existe na família e esta também é a razão dos inúmeros problemas que encontramos à nossa volta nas mais variadas áreas da vida.

A família e o relacionamento familiar é a chave para a resolução de muitos dos problemas com que lidamos no nosso dia a dia.

Família: A base de qualquer sociedade

A família é, sempre foi e sempre será a base da nossa sociedade e a base do nosso bem estar.
Quando a família se encontra doente toda a sociedade fica doente.
A melhor maneira de medir o estado da saúde da família acaba sendo medir o estado de saúde da sociedade.
Quando a família não está bem, a sociedade não está bem.
A sociedade é apenas um reflexo da família.
A sociedade apenas reflete o que se passa na família.
A sociedade é apenas um reflexo da família e quando a sociedade não está bem, não é na sociedade que devemos procurar as causas mas sim na família.
A sociedade é a consequência da família e o resultado da família uma vez que esta mesma sociedade é apenas constituída por famílias.
Quando uma sociedade se encontra doente isso apenas significa que as famílias se encontra doentes.

Este é o efeito alavanca; um pequeno problema na família, traduz-se num grande problema na sociedade.

O efeito alavanca diz que uma pequena alteração num lugar provoca uma grande mudança no outro lado. (às vezes era bom que as pessoas se lembrassem destas pequenas informações).

Infelizmente muitas das vezes tenta-se reparar ou corrigir uma sociedade mas os resultados são e serão sempre desastrosos enquanto não se corrigirem as causas que levam a sociedade a ter problemas e a estar doente.

E as causas que levam a sociedade a ter problemas e a estar doente encontram-se na família e não na sociedade pois a sociedade é apenas o resultado de muitas famílias.

Lamentavelmente tenta-se corrigir a sociedade em vez de se corrigir as famílias e o resultado encontra-se à vista de todos: uma sociedade decadente e degradada a todos os níveis.

Tentam iludir-nos com a tecnologia e com o bem estar, com o progresso e tudo o mais, mas o que se passa é bem mais negro do que aquilo que possamos pensar.

A ilusão encontra-se bem montada para que acreditemos que a sociedade é tudo e que a família não é nada.

Dar poder à família é sempre vista como uma ameaça para a sociedade pois tem-se medo de que se entre numa guerra entre famílias como acontecia antigamente a guerra entre os clãs.

Mas o poder não tem a ver com guerras nem com conflitos uma vez que o poder não vem de quem manda mas sim de quem se encontra bem.

Gandhi e muitos outros mostraram-nos de que não precisamos de entrar em guerra para estarmos bem e estar em paz. Estar bem é sempre o primeiro princípio estabilizador seja a nível pessoal seja a nível familiar seja a nível de sociedade.

Quando uma sociedade não está bem o primeiro lugar para onde devemos olhar é sempre para a família e não para a sociedade.

São as causas que nos interessam e não as consequências.

O efeito alavanca funciona em toda e qualquer situação: “dai-me um ponto e eu levantarei o mundo.”

Uma pequena perturbação na família e na estrutura familiar e TODA a sociedade acaba num caos.

Se a sociedade onde vive não é aquela que gostaria, deve começar a olhar para as famílias que fazem essa sociedade e verá o caos em que essas famílias se encontram.

Os governos caem na ilusão de que vão resolver os problemas da sociedade mas nunca irão conseguir fazerem seja o que for enquanto não se dedicarem à família e a corrigirem os problemas das famílias.

Podemos acreditar naquilo que quisermos mas muitas das vezes só nos iludimos a nós mesmos.

Se queremos ter uma sociedade estável, próspera, onde as pessoas sejam felizes e onde tudo funcione devemos começar a olhar e a criar famílias estáveis, prósperas e felizes pois quando isso existir nas famílias, a sociedade refletirá isso também.

Mudar a sociedade é uma tarefa demasiado grande e impossível mas mudar a família é algo que está ao alcance de todos nós.

O problema é que custa muito mais olhar para o nosso umbigo do que olhar para o que se encontra à frente dos nossos olhos.

Custa bem mais olhar para os nossos problemas do que olhar para os problemas dos outros.

Fica mais fácil acusar os outros do que reconhecer os nossos erros e os nossos defeitos.

Mas enquanto não mudarmos de atitude e enquanto não fizermos o nosso trabalho, nada irá mudar.

Somos nós os únicos responsáveis pelo estado em que a nossa sociedade se encontra.

Nós e a nossa família somos os únicos responsáveis pelo estado da sociedade.

Vamos parar de nos iludir e de deitar as culpas no vizinho do lado e vamos fazer algo por nós e pela nossa família.

Fonte: www.ibge.gov.br/www.pimenet.org.br/www.bigmae.com/www.webartigos.com/www.cancaonova.com/www.jcsantiago.info/

 

 

 

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