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21 de Junho
O Dia Europeu da Música, celebrado em 21 de junho, é uma festa global conhecida como Fête de la Musique ou Make Music Day, iniciada na França em 1982. A data promove concertos gratuitos em espaços públicos, celebrando todos os gêneros musicais no solstício de verão, incentivando músicos amadores e profissionais a ocupar ruas e parques.
A origem da diaa foi criado em 1982 na França pelo então Ministro da Cultura, Jack Lang, com o lema “Faites de la musique” (Façam música).
Dia da Música
A música é, de acordo com a definição tradicional do termo, a arte de organizar sensata e logicamente uma combinação coerente de sons e silêncios, usando princípios fundamental da melodia, harmonia e ritmo, através da intervenção de complexos processos psico-psíquicos.
O conceito de música evoluiu desde a sua origem na Grécia Antiga, em que a poesia, a música e a dança, como arte unitária, se encontram sem distinção.
A música, como todas as manifestações artísticas, é um produto cultural. O objetivo desta arte é provocar uma experiência estética no ouvinte e expressar sentimentos, emoções, circunstâncias, pensamentos ou idéias. A música é um estímulo que afeta o campo perceptivo do indivíduo; Assim, o fluxo de som pode cumprir várias funções (entretenimento, comunicação, configuração, diversão, etc.).
A música (a arte das musas) constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.
A música representa uma linguagem intelectual e emotiva que penetra qualquer barreira, pois não depende de uma semântica pré-estabelecida e conceitual. É atemporal, transcende ideologias e o mundo tangível. Desde o ponto de vista pragmático, estimula nossa imaginação e fomenta o desenvolvimento cerebral. A música, em poucas palavras, enobrece muitos aspectos de nossas vidas.
A música nos proporciona momentos de grande iluminação. A experiência musical nos aproxima dos princípios estéticos de transcendência e sublimidade. Ela nos dá a sensibilidade de entender e olhar para dentro de conceitos tão grandes e misteriosos, como o amor, e os eleva ao sublime.
O que é semiótica da música?
Quando se questiona qual é o significado da música pode-se encontrar diversas respostas, tais como: ‘a música não tem significado’, ‘a música significa formas e sentimentos’, ‘a música significa as emoções’, etc.
Cabe entender, primeiramente, o que se quer dizer com ‘significado’; em segundo lugar, como a música manifesta idéias, formas, movimentos ou emoções; finalmente, como os ouvintes recebem e interpretam os sinais acústicos e seus significados.
A ciência que vai buscar respostas para essas perguntas é a semiótica da música.
Semiótica é a ciência que estuda as formas e os processos de significação.
Em linguagem técnica, a semiótica investiga toda e qualquer forma de semiose (a ação dos signos ou o processo de significação).
Por sua vez, a semiótica da música é a ciência que estuda o significado musical: das bases acústicas à composição, das obras à percepção; da estética à musicologia, etc.
Na verdade, questões de significação são tão antigas como a própria música. Músicos e filósofos de todas as épocas e culturas se preocuparam com essas questões.
Porém, só mais recentemente é que as investigações nessas áreas fizeram uso das teorias semióticas modernas.
A palavra música vem do grego “mousikê”, que significa a arte das musas. Por isto, incluía também a poesia e a dança. E o que todas elas têm em comum? O ritmo!
É quase impossível dizer quando a música surgiu ou como os homens passaram a utilizar instrumentos para deles extrair som, ritmo, melodias. Ao contrário de outras manifestações primitivas da arte, como as pinturas que ficavam gravadas nas cavernas, a música não podia ser registrada. Isto dificulta ainda mais a tentativa de delimitar o “nascimento” desta expressão.
Mas pode-se dizer que os homens pré-históricos ainda não dominavam técnicas artesanais suficientes para fabricar instrumentos musicais, embora já usassem as mãos e pés para marcar ritmo em celebrações de guerra e rituais. E é esse ritmo que interessa observar, porque a partir dele o homem vai começar a buscar outras manifestações: assobios, uivos, gritos que, dentro de uma medida de tempo, vão compor a música em seu estilo mais primitivo.
A ANTIGUIDADE E A MÚSICA
Lira
Na antiguidade, a música não tem data. Parece presente entre todas as civilizações, quase sempre com caráter religioso. Predominava o recital de palavras – instrumentos musicais não eram muitos e nem muito utilizados, pois a prioridade da música era comunicar.
Entre os gregos, a melodia ainda era bastante simples, pois ainda não conheciam a harmonia (combinação simultânea de sons). Para acompanhar as músicas, usavam a lira – daí o termo ‘lírico’, usado também na poesia.
Depois, a lira deu lugar à cítara e ao aulos (um instrumento de sopro, ancestral do oboé).
Oboé
Entre os povos de origem semita, principalmente aqueles localizados onde hoje é a Arábia, havia uma outra função para a música: acompanhar a dança. Os judeus também utilizavam a música, assim como os chineses, sendo que estes eram mais avançados em relação aos instrumentos musicais – já possuíam inclusive o conceito de orquestra.
Os chineses também já estavam passos à frente na percepção do que a música era capaz de suscitar em um grande número de pessoas. Por isto, usavam melodias em eventos civis e religiosos e com isto, por exemplo, empreendiam uma marca à personalidade dos grandes imperadores. Cada grande imperador tinha sua música própria. Alguma semelhança com os jingles de campanhas eleitorais? Ou com o inteligente uso da música pela Alemanha nazista?
Diversos estilos, diversas épocas
Assim como as histórias eram transmitidas oralmente, as músicas também não possuíam forma escrita que as registrasse. Foi no século IX que a música ganhou uma primeira versão de escrita sistemática – a pauta, que é creditada ao monge Guido d’Arezzo, na Itália. Hoje, a pauta comum é a de cinco linhas, ou pentagrama, embora no canto gregoriano a pauta de quatro linhas permaneça, como homenagem ao monge.
A partir da invenção de Guido, a história da música foi dividida em diversos estilos, cada um com características próprias e inserido em um contexto particular.
Música medieval
É o estilo mais antigo que se conhece em matéria de música ocidental. Começou com o cantochão ou canto gregoriano, que é portanto o mais antigo de todos os estilos. Cantado nas igrejas, o cantochão consistia em uma única linha melódica, sem acompanhamento. Com o tempo, ganhou outras vozes, nascendo aí o estilo coral.
Nos séculos XII e XIII foi a vez das danças e canções tornarem-se populares, principalmente no sul da França. Enquanto as canções eram levadas pelos trovadores, as danças eram mais comuns em festas e feiras e contavam com mais músicos e cantores. Geralmente eram tocadas com dois instrumentos, que podiam ser a viela (prima distante do violino), vários tipos de flautas doces, o alaúde, o trompete reto medieval, triângulos e tambores, entre outros.
Música renascentista
A época da Renascença foi caracterizada pelos valores racionais e pela busca do saber e da cultura. Isto repercutiu, naturalmente, no campo musical: as melodias já não eram tão voltadas a temas religiosos. Mesmo assim, as obras que mais marcaram a história continuaram sendo as religiosas, principalmente a música vocal (sem acompanhamento de instrumentos), com várias linhas melódicas de coral (polifonia coral).
Outra mudança importante diz respeito ao papel dos instrumentos musicais, que deixaram de ser mero acompanhamento para tomarem papel principal na obra de muitos compositores. Assim, foram compostas obras especialmente para instrumentos de teclados (órgão, clavicórdio e, principalmente, virginal).
Música barroca
O termo “barroco”, que no começo era usado para definir um estilo arquitetônico, estendeu-se a outros campos da arte, como a literatura. Na música, foi inaugurado com o surgimento da primeira ópera, em 1607, e do oratório, terminando em 1750, ano da morte de Johann Sebastian Bach, um dos maiores representantes do barroco.
A ópera é como uma peça de teatro – a diferença é que é cantada. Quando as histórias giravam em torno de histórias bíblicas, a peça musical era então chamada de oratório, que antes eram representados e depois passaram a ser apenas cantados. Oratórios pequenos eram chamados de cantatas, uma variação bastante comum nas missas.
Foi no período da música barroca que as orquestras tomaram forma mais organizada: deixaram de ser um agrupamento desordenado e ocasional de músicos e foram se aperfeiçoando. Os instrumentos também mudavam e logo o violino tomou o lugar da viela e tornou-se central na orquestra. Participação garantida também era a do cravo ou do órgão, que tinham presença contínua nas peças musicais.
Nesta época, destacaram-se os músicos: Vivaldi, Haendel e, como já dito, Bach.
Música clássica
A música clássica é aquela composta entre 1750 e 1810, quando os músicos eram contratados para compor para a corte. Era um trabalho como qualquer outro; música não era vista como criação artística e sim como um produto para agradar à nobreza. Os músicos que concordavam com este ponto de vista, como fez Haydn, tinham seu trabalho garantido. Os que se rebelavam eram desprezados pela corte e muitas vezes morriam na miséria, como aconteceu a Mozart.
Enquanto a música barroca é mais complicada e cheia de detalhes, o estilo clássico é mais simples e leve. As orquestras passam a valorizar os instrumentos de sopro em detrimento do órgão e do cravo. Aliás, os instrumentos como um todo ganharam mais espaço. Um exemplo foi a criação da sonata, que é uma obra com vários movimentos, cada um com determinados instrumentos. Surgiu também a sinfonia – uma sonata para orquestra, com quatro movimentos: rápido, lento, minueto e muito rápido.
Um grande marco da música clássica é o surgimento do piano. Derivado do cravo, a diferença entre os dois está na maneira pela qual as cordas emitem o som. No cravo, são tangidas por bicos de penas e no pianoforte (que depois ganhou o nome de piano), são percutidas por pequenos martelos.
Além de Mozart e Haydn, também Beethoven destacou-se no período clássico. Porém, não parou por aí: ao contestar as obrigações dos músicos com a corte, inaugurou o pensamento romântico, que você vai conhecer a seguir.
Música romântica
A geração da música romântica estava preocupada em quebrar padrões. As obras procuravam expressar emoções intensas e exaltavam sentimentos; os temas mais comuns eram terras distantes e exóticas, amores platônicos, o luar, o mistério, o mágico. Foram retomadas as qualidades melódicas da canção, agora com o acompanhamento do piano.
Nesta época nasceram as óperas mais conhecidas da atualidade. Obras de Verdi, Wagner e até do brasileiro Carlos Gomes foram consagradas. Obras mais curtas, como as de Schubert, Mendelssohn, Chopin, Schumann, Liszt e Brahms, também fizeram muito sucesso.
As orquestras aumentaram e se diversificaram e, por conta disto, as sinfonias ficaram cada vez mais complexas – eram verdadeiros desafios ao desempenho do compositor. Quanto mais requintado, melhor. Daí a importância dos études (estudos para aprimoramento da técnica) e o sucesso que Lizst e Paganini fizeram, ao apresentarem-se em público, surpreendendo por sua rapidez e precisão.
Música do século XX
O século XX foi de inúmeras manifestações musicais. A variedade de estilos torna praticamente impossível listá-los todos, mas podemos destacar algo em comum na maioria deles: uma postura antirromântica.
Além disto, outras características observadas são: melodias curtas, busca de novas sonoridades, métricas inusitadas.
Fonte: Colégio São Francisco/www.pucsp.br/www.ibge.gov.br/www.clerioborges.com.br/www.artigonal.com
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