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Dia do Apicultor

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22 de Maio

Dá-se o nome de “apicultura” à arte de criar abelhas. Pode ser praticada como hobby ou de modo profissional. É uma atividade muito antiga, originária do Oriente. A China, o México e a Argentina são os principais países exportadores de mel, e a Alemanha e o Japão são os maiores importadores.

A apicultura sempre foi feita de maneira muito rudimentar. Os enxames eram quase totalmente destruídos no momento da colheita do mel; era preciso refazê-los a cada ano. Com o conhecimento adquirido através dos tempos, hoje o convívio com as abelhas é diferente.

O apicultor é a pessoa que se encarrega de cultivar os produtos proporcionados pelas abelhas. As colmeias artificiais que o ele fornece às abelhas são muito variadas e têm evoluído com o tempo. As mais rústicas eram simples troncos ocos ou cestos de vime; hoje, utilizam-se diferentes tipos de caixas, muito mais práticas e fáceis de manejar. O verdadeiro trabalho do apicultor começa após a instalação de suas primeiras colmeias. É a partir desse momento que surgem as diferenças entre a apicultura racional e a pilhagem ou exploração de enxames que vivem em estado natural.

O papel do apicultor é amparar suas abelhas nos momentos mais difíceis, para poder se beneficiar nos estágios em que as colmeias se encontram na plenitude produtiva. Para tanto, é preciso que ele entenda que a colônia vive em constante ciclo; nos períodos de escassez de alimento, a família definha, os zangões são expulsos da colmeia, cai a postura da rainha e, conseqüentemente, diminui ou cessa a produção de mel, pólen, geléia real, própolis e cera.

Dia do Apicultor

Nesse momento, entra em ação o apicultor, que socorre a colônia providenciando alimento artificial para as abelhas, reduzindo a entrada do orvalho nos períodos de frio, auxiliando na manutenção da temperatura do interior da colméia, fornecendo cera, verificando o estado dos favos etc.

Os maiores produtores de mel estabelecem suas colmeias em zonas de agricultura intensiva de laranja ou de eucalipto, pois não é prático cultivar plantas para a produção de mel. Nas épocas de floradas, a produção de mel da colônia é farta. O apicultor colhe boa parte, sem causar prejuízo às abelhas. Cresce também a produção de pólen, cera, geleia real e própolis, que deve ser explorada racionalmente. Assim a colônia cresce, permitindo ao apicultor desenvolver e ampliar seu apiário, fortalecer enxames fracos, desdobrar colônias mais vigorosas e criar novas rainhas para substituir as idosas, cansadas e decadentes.

O apicultor precisa saber qual é o melhor momento para colher o mel e qual a quantidade que pode extrair sem prejudicar as abelhas. Ele deve tirar unicamente os favos que contêm mel maduro, colocando-os em uma máquina centrífuga, que extrai o mel sem quebrá-los, para que depois possam ser utilizados novamente. Antes de engarrafar o mel, o apicultor precisa filtrá-los, para que fique livre dos restos de cera.

A importância do mel para a humanidade é indiscutível, pois é o adoçante mais antigo de que se tem notícia. Os arqueólogos encontraram vestígios de mel em peças de barro que datam de 3400 a.C. Mas os cientistas afirmam que deve ser muito mais antigo, visto que a origem das abelhas data de 42 milhões de anos.

Dia do Apicultor

NOÇÕES BÁSICAS DE APICULTURA

A partir de agora estaremos estudando a própria atividade de aproveitamento da produção excedente de mel ,cera, pólen, própolis e geleia real. A isso se chama apicultura racional: a criação de abelhas, objetivando a produção de mel, cera e outros produtos, mas sem causa prejuízo à colmeia.

Ante de estudar as técnicas e manejo de criação de abelhas, o apicultor deve conhecer os equipamentos, ferramentas e, principalmente, a indumentária, a vestimenta com que irá trabalhar. Dessa forma, para trabalhar com abelhas, o apicultor deve, antes de mais nada, estar adequadamente vestido, para defender-se de eventuais picadas.

1. Vestimenta

A vestimenta básica é composta por uma máscara, um macacão, um par de luvas e um par de botas. Estas peças podem ser feitas pelo próprio produtor, más é preferível comprá-las, até que o apicultor esteja perfeitamente familiarizado com a atividade.

O melhor tipo de vestimenta é o de pano, com visor de tela preta, que permite melhor visibilidade. As luvas devem ser finas o suficiente para que o apicultor não perca totalmente o tato. O macacão deve ser construído de uma única peça. Ele também deve ser largo – folgado o suficiente para não criar resistência junto ao corpo, o que permitiria a ferroada da abelha. O brim é bastante utilizado e oferece uma boa proteção. As botas melhores são as de borracha, branca, de cano médio a longo.

Importante: lembre-se sempre que as abelhas são sensíveis às tonalidades escuras, especialmente ao preto e ao marrom. Por isso, toda a indumentária do apicultor deve ser de clara. As mais indicadas são o branco, o amarelo e o azul-claro, tons que não as irritam.

Máscaras

Deve estar em perfeito estado, pois as abelhas se irritam com a nossa respiração e atacam de preferência a cabeça. Usa-se para fazer a máscara tecido de algodão cru e tela plástica ou arame de preferencia de cor preta ou escura, pois é nessa cor que melhor enxergamos. Devemos ter o cuidado de usar tela com dimensão inferior a 4mm, devido ao tamanho das abelhas que consegue entrar por orifícios acima de 4,8 mm, assim evitaremos acidentes.

Macacão

Deve ser confeccionado em tecido de brim grosso e de cor clara. As abelhas não gostam de cores escuras. Deve ser bem fechado. Para isso use elástico nos punhos e nas barras das pernas e para fechar não se deve usar botões e sim fecho2. É bom que tenha gola alta para segurar a máscara que vai dentro do macacão. Deve ter bolsos grandes para pôr-se o material necessário ao trabalho, como: faca, caneta, formão, barbante, fósforo e outros. Desta maneira fica-se com as mão livres. Faça o macacão bem solto, roupa justas atrapalham os movimentos.

Luvas

Devem ser de canos longos e capazes de protegerem as mãos, pulsos e o antebraço. As luvas mais encontrada para fins apícolas são confeccionas de vaqueta ou borrachas desde que conservadas limpas, secas e pulverizadas de talco. Geralmente encontramos para comprar nas casa especializadas no ramo ou em supermercados.

Botas

A proteção para as extremidades do nosso corpo é fundamental tanto nas mãos como também nos pés, ninguém deve-se arriscar a manipular apiários com pés descalços ou com sapatos decotados. O ataque massivo das abelhas sobre as meias e ou os próprios tornozelos é coisa certa e o trabalho estará prejudicado desde o início. As botas devem ser de borrachas ou couro, desde que sejam flexíveis, de cor clara, de cano longo ou meio cano ajustadas as calças ou macacões.

2. Instrumentos

Existem alguns instrumentos básicos para que o apicultor possa realizar um bom trabalho durante as revisões nas colmeias e na colheita e beneficiamento do mel.

Fumigador

Não é só um utensílio que defende o apicultor da ferroadas das abelhas. Sua função é de diminuir a agressividade das abelhas. A fumaça é usada para criar a falsa impressão de um incêndio na colmeia. Assim, ao primeiro sinal de fumaça, as abelhas correm a proteger as larvas e engolem todo o mel que podem, para salvar alimento em caso de fuga. Isso faz com que as abelhas desviem a atenção do apicultor. Além disso, as abelhas, com seus papos cheio de, ficam pesadas e tem dificuldade para ferroar.

Formão de apicultor

É uma ferramenta praticamente obrigatória. É utilizada para abris o teto da colmeia, que normalmente é soldado à caixa pelas abelhas com própolis. Serve também para separar e desgrudar as peças da colmeia.

Facas e garfos desoperculadores

São instrumentos utilizados para destampar os alvéolos dos favos, liberando, assim, o mel armazenado.

Pegador de quadros

Trata-se de uma ferramenta relativamente útil, composta de duas tenazes de funcionamento simultâneo, ela remove facilmente os quadros da colmeia e, diminui o risco de esmagamento das operárias.

Centrífugas

São equipamentos destinados a extração de mel, sem provocar danos aos favos, que poderão, desta forma, ser reaproveitados. Há basicamente dois tipos de centrífugas – a facial e a radial, sendo que este último modelo é considerado mais prático.

colmeia

São conhecidos hoje mais de 300 diferentes tipos de colmeias, que variam em função de adaptação climática, manejo, etc. Mas todas elas apresentam a mesma constituição básica: – um fundo, o assoalho, – um ninho que é o compartimento reservado ao desenvolvimento da família, – a melgueira, compartimento onde é armazenado o mel, – os quadros, nos quais são moldados os favos de mel ou de cria, e – uma tampa, que reveste a colmeia. Todas essa peças são móveis, o que facilita o trabalho de intervenção do apicultor, permitindo também que receba mais melgueiras na época de floradas abundantes.

Tela excluidora

A tela excluidora, na verdade uma chapa perfurada, não permite que a rainha se desloque do ninho para a melgueira, onde poderia depositar seus ovos e comprometer o mel. A tela excluidora, instalada entre o ninho e a melgueira, permite apenas a passagem das operárias do ninho para a melgueira, onde depositarão o mel, que mais tarde, será colhido pelo apicultor.

O redutor de alvado

O redutor de alvado é o que se pode chamar de porta da colmeia. É um acessório regulável e de grande importância para a defesa da família. Trata de um sarrafo que é instalado na entrada da colmeia – o alvado, de forma a permitir a entrada e a saída das abelhas. Nos períodos de frio, esta entrada é reduzida, para conservar maior calor no interior da colmeia. Nas épocas de florada ou calor, esta abertura é aumentada.

Cera alveolada

Com esse material o produtor popa trabalho de suas abelhas e ganha na produção de mel. A cera alveolada é ma lâmina de cera de abelha prensada, que apresenta, de ambos os lados, o relevo de um hexágono, do mesmo tamanho do alvéolo, que servirá de guia para a construção dos alvéolos dos favos.

3. Instalação de apiário

O apiário é um conjunto de colmeias instaladas em local devidamente apropriado, sendo encontrado em dois tipos:

Apiário Fixo

Instalado em lugar definitivo cuja produção depende do suprimento de néctar das floradas

Apiário Migratório

Cujas colméias são transferidas de acordo com as floradas da região.

3.1 Localização

A localização do apiário é um dos fatores mais importantes para o sucesso da apicultura. Vale a pena gastar um pouco de tempo na identificação do melhor local da propriedade para a instalação do apiário.

Antes de instalar suas colmeias, o apicultor deve levar em conta a disponibilidade de água e alimentos para suas abelhas, procurar protegê-las de ventos fortes, correntes de ar, insolação intensa e umidade excessiva. Mas a maior preocupação deve ser com relação à segurança de pessoas e animais. Naturalmente, o acesso ao apiário deve ser fácil, a fim de economizar tempo e reduzir os trabalhos do apicultor. No entanto, as colmeia devem estar distantes 300 metros, no mínimo, de qualquer habitação, estradas movimentadas e criações de animais.

Para definir o local de um apiário é importante considerar os seguintes aspectos:

Perto de fonte de néctar

Pois é deste liquido precioso existente nas flores que as abelhas depende para produzir mel e cera. É esta fonte que determina a possível quantidade de colmeias a ser instalado num apiário. As abelhas dominam bem uma área de 2 a 3 kms, quanto mais próxima, porém, a fonte, mais rápido o transporte e maior o rendimento, o que em média corresponde a uma área de 707 há.

Próximo de água

Não poluída, limpa, preferencialmente corrente e potável. Se não houver água ao natural, será preciso que se faça bebedouros coletivos em volta do apiário. Os bebedouros podem ser feitos de canos PVC partidos ao meio e fechados nas extremidades, com pedacinhos de madeiras boiando dentro, para as abelhas terem onde pousar e evitar que se afoguem. Indica-se a instalação de apiário a uma distância de 100 a 500 metros das fontes de água.

Acesso fácil aos meios de transporte

Esse aspecto é muito importante, muita gente não leva em conta. Devemos instalar o apiário em locais planos e seco, com trânsito livre por detrás das colmeias , com carreiro bem definidos e limpos, para facilitar os movimentos e andanças do apicultor durante os trabalhos de revisão ou coleta.

Direção dos ventos

O vento é prejudicial, não só pelas correntes frias ou quentes que podem penetrar pelo alvado adentro, como também é grande empecilho ao voo normal das abelhas. Zonas descampadas fustigadas pelas ventanias, batidas com frequência pela poeira, não servem para apiários. Fatigam as operárias, exigindo delas demasiados esforço.

Segurança dos transeuntes

Deve-se ao instalar um apiário ter cuidado para não colocar as colmeias próximo a casas, estradas, currais, chiqueiros, aviários, manter uma distancia mínima de 500 metros. Resguardar ao máximo a segurança de pessoas e animais.

Número de colmeias

Deve ser proporcional à capacidade aquisitiva do apicultor, ter abundantes recursos de flores numa área de 2 a 3 quilômetros ou se estiver sobrecarregado por outros apiários, deve-se respeitar diminuindo o número de colmeias, que poderá crescer com a posterior melhoria da pastagem apícola. Geralmente em nossa região semi-árida se indica instalar apiários com 20 a 30 colmeias, facilita o trabalho do apicultor e a controlar a agressividade das abelhas africanizadas.

Disposição das colmeias

As colmeias poderão ser colocadas sobre estrados ou cavaletes para protege-las contra a umidade, formiga, sapo, tatu, etc, a uma altura de 60 cm do chão e a uma distância de 4 m uma das outras. Em nossa região semi-árida por se caracterizar muito quente, devemos nos preocupar em proteger as colmeias do sol quente do meio dia, pois a temperatura interna de uma colmeia deve ser 30 a 36 ° C. Colocar as colmeias sob as copas das árvores aliviaram bastante o as abelhas e do apicultor do causticante calor solar. Quando a temperatura interna da colmeia se eleva acima dos 36 graus as abelhas trazem bastante água para dentro da colmeia e abanam as asas constantemente fazendo correntes de ar para refrigerar a colmeia, assim quando a temperatura vai a baixo do 30 graus elas se aglomeram no meio da colmeia e comem mel para produzir calor e proteger as suas irmãs que estão para nascer.

4. Captura de enxames

Ao passarmos por todo o processo anterior, partiremos para o contato direto com nossas estimadas amigas as abelhas. Muitos buscam formulas determinadas para proceder a captura de enxames, mas o que devemos ter são princípios técnicos a observar durante situações diversas que orientam o procedimento do apicultor.

4.1 Captura de enxames com caixas íscas

Espalhar pelo pasto apícola alguns núcleos de captura ou colmeias, com cera alveolada, denominados caixas isca. As abelhas enxameadas voam em busca de um novo alojamento para a colônia. Elas mantêm-se unidas em voo por causa da secreção da glândula Nasonov, até encontrarem um novo abrigo. O cheiro da cera alveolada atrai as abelhas que invadem e se fixam nas caixas iscas.

4.2 Captura de enxames não nidificado

São enxames que em busca de um lugar para se alojar, geralmente durante a enxameação pousam em galhos de árvore. Estas abelhas 10 dias antes da enxameagem começam a ingerir certa quantidade de mel, que vai aumentando até à hora de partirem para o novo alojamento. Este mel destina-se à própria alimentação durante o vôos de enxameação, como também, à construção dos favos na nova moradia.

Com o papo cheio de mel, as abelhas ficam dóceis, não são agressivas. Munido de um ninho ou um núcleo de captura, com cera alveolada, o apicultor aproxima-se do enxame, coloca o ninho ou o núcleo, sem a tampa, por baixo do enxame. Para segurança e êxito da captura, devem ser retirados dois ou três quadros, para facilitar a entrada das abelhas. Recomenda-se que este trabalho deva ser feito por dois apicultores, alguns apicultores mais experientes não costumam neste caso colocar fumaça, mas para aqueles que estão iniciando, recomendamos utilizar o fumigador dando algumas baforadas de fumaça sempre que iniciar um trabalho com abelhas do gênero apis.

Tudo preparado, sacode-se com firmeza o galho onde o enxame está pousado, obrigando as abelhas a cair dentro do núcleo ou ninho. Seguidamente coloca-se a tampa, reduz-se o alvado com um redutor, deixando o núcleo ou o ninho nesse lugar por algum tempo, para que todas as abelhas entrem na nova moradia.

Algumas operárias ficarão na entrada, batendo as asas, com o abdômen levantado. Estão indicando às abelhas que ainda estão fora, o acesso ao novo alojamento. De noitinha fecha-se o alvado e leva-se o enxame para o apiário. Para este tipo de captura apicultores experientes não costumam usar o fumigador, porque, geralmente, as abelhas estão com o papo cheio de mel, num estado de docilidade.

4.3 Captura de enxames nidificados

É comum as abelhas se arrancharem em locais diversos que lhe proporcionem segurança e bem estar. Geralmente as encontramos em ocos de troncos de árvores, buracos nas rochas, pequenas cavernas, furnas, cupinzeiros abandonados ou não e outros abrigos.

O apicultor que se preza, sempre que se destina a realizar uma captura prepara seus instrumentos de trabalho um dia antes da sua atividade. Deve faze-lo sempre com: Macacão limpo, chapéu, mascará, luvas e botas, levar o fumigador de preferência acompanhado do melhor material de combustão possível, fósforo, formão, faca, facão ou machado, balde ou bacia, pano limpo, vasilha com água limpa, borrachinhas do tipo usadas para amarrar dinheiro ou barbante, um ninho, gaiola de captura de rainha ou caixa de fósforo seca, concha ou cabaça do mesmo tamanho.

Partindo para a captura das abelhas, devemos fazer com bastante atenção um reconhecimento da situação do enxame e traçar um plano para captura-las. O apicultor antes de tudo deve estar vestido com suas indumentárias e acompanhado dos seus instrumentos apícolas para que o trabalho seja rápido e tranquilo. Em seguida deve lançar uma baforada de fumaça, duas ou três vezes, para obrigar as abelhas a encherem o papo de mel. Dependendo da situação o apicultor pode precisar de um facão ou até um machado, para alargar o acesso ao enxame.

Após alguns minutos de espera, munido de uma faca, o apicultor passa a cortar os primeiros favos pela parte superior, estes favos geralmente são reservas de mel para o sustento da família. Estes favos serão colhidos e guardados nas bacias ou baldes sempre coberto com pano podendo ser consumido em casa, nunca no local da captura. Feito isso começaremos a cortar os favos com cria que estarão na parte central da colmeia, fixaremos os favos naturais com borrachinhas, lembrando que devemos fixa-los no mesmo sentido, sem inverter a posição original, para não matar as abelhinhas que irão nascer. Seguindo estas instruções devemos colocar os quadros no meio da colmeia de madeira, imitando a colmeia original, reservando a parte dos lados para preencher com quadros com laminas de cera alveolada.

Este trabalho deve ser realizado em dupla ou mais pessoas, lembrando que devemos trabalhar com calma e tranquilidade. De quando em quando deve-se usar um pouco de fumaça. Retirando todos os favos daremos início a transferência de todas as abelhas. Usando uma concha ou uma cabaça do mesmo tamanho, transferi-se delicadamente as abelhas para a colmeia Langstroth. Durante este momento devemos estar atento para não machucar a rainha que pode vir junto com as abelhas operárias.

Estar atento durante todo o processo de captura é fundamental para identificar a rainha que durante este momento sempre anda por todo lugar. Se chegarmos a identificar a rainha podemos retirar as luvas e com agilidade captura-la pelo tórax nunca pressionando o abdome que pode vir a machuca-la provocando sua morte. Capturando a rainha devemos prende-la numa gaiola de captura ou na caixa de fósforo seca, deixando uma abertura de 4mm para ela respirar e ser alimentada pelas abelhas nutrizes. Logo depois colocaremos a rainha dentro da colmeia de madeira modelo Langstroth.

Quando as abelhas percebem que a rainha se encontra dentro da colmeia, elas passarão a informar às companheiras que a rainha entrou no novo alojamento. Para esta comunicação as abelhas levantaram o abdômen, com forte batimento das asas, fazendo funcionar a glândula Nasonov, chamando as companheiras ainda dispersas.

Seguindo este procedimento o apicultor deve tampar a colmeia Langstroth e coloca-la com o alvado na mesma posição da entrada e saída da colmeia original, não esquecendo de diminuir o alvado para evitar algum ataque de inimigos naturais, sapo, formiga, tatu, etc. Passado uma noite o apicultor pode no final do dia seguinte transporta-la para o seu apiário. A colmeia no local definitivo passará a ser observada pelo apicultor que acompanhará sua adaptação a nova morada.

5. Pastagem apícola

Pastagem apícola significa uma quantidade de flores capazes de fornecer néctar e pólen às abelhas, como insumos necessários à elaboração do mel, da cera e da geleia real.

Para duas colmeias, a vegetação sempre fornece flores suficientes para uma boa produção de mel, o que pode ser auxiliado com a plantação de algumas espécies vegetais apícolas. Já para a instalação de um apiário maior, constituído por 20 a 30 colmeias, há necessidade de ser realizada uma avaliação e levantamento da pastagem existente, tanto de plantas cultivadas quanto nativas, dento do raio de visitação útil das abelhas, que é de cerda de 707 ha, ou seja, dentro de um círculo com 1.500 m de raio.

Quanto mais próxima da colmeia estiver a florada, melhor para as abelhas, permitindo maior produção de mel.

Há plantas que produzem flores com elevada concentração de néctar, outras que produzem bastante pólen e outras que ainda que fornecem igualmente pólen e néctar. Infelizmente, não existe o chamado pasto apícola ideal.

O mais importante na formação da pastagem apícola, é que o apicultor procure identificar as espécies mais apropriadas e adaptadas à sua propriedade.

O que é ser apicultor?

Apicultores são aos profissionais que trabalham com a confecção dos produtos das abelhas, tais como mel, própolis, geleia real, pólen e etc.

Esse profissional deve conhecer e apreciar o universo e o cultivo das abelhas, o funcionamento de uma colmeia e saber todas as informações necessárias sobre sua reprodução e biologia.

A extração dos produtos das abelhas é uma função que exige do profissional cuidados específicos.

O apicultor tem também a necessidade de se aprofundar no conhecimento sobre plantas e flores, bem como sobre seu plantio, para melhor desenvolvimento de sua produção apiária.

Quais as características necessárias para se tornar um apicultor?

O apicultor deve gostar e entender a biologia das abelhas e de sua função no ecossistema.

Características desejáveis:

determinação
disciplina para a realização das revisões das colméias nas datas determinadas
raciocínio espacial
habilidade manual
paciência
habilidades agrícolas

Qual a formação necessária para ser um apicultor?

Essa é uma profissão que não necessita de uma formação específica. A prática da apicultura faz com que o profissional tenha capacidade de desenvolver plenamente sua atividade, embora existam alguns cursos de capacitação e de iniciação à apicultura. É recomendável, contudo, que o profissional saiba lidar com as colmeias e tenha o mínimo de experiência rural, de modo que saiba cultivar e cuidar do seu apiário. O apicultor deve sempre se informar, sobre os melhores produtos para a criação das abelhas, tais como os equipamentos nos quais elas são cultivadas ou até mesmo sobre o planejamento espacial das criações.
Principais atividades

Os apicultores exercem as seguintes atividades:

produção de mel
produção de própolis
produção de pólen
produção de geléia real
produção de abelhas rainhas
produção de apitoxina
produção de cera
locar as colméias para a polinização das culturas
comercialização de enxames e crias

A apicultura não exige a presença do apicultor diariamente no apiário, logo, pode ser desenvolvida como atividade secundária e como renda complementar à propriedade rural.

Pode também ser desenvolvida como atividade principal e de modo profissional, o que exigiria uma experiência e uma quantidade de colmeias maiores, de no mínimo 500 colmeias (cada colmeia pode abrigar até 80 mil abelhas).

Instrumentos de trabalho

Os principais instrumentos que um apicultor deve aprender a manusear são:

martelo de marceneiro
alicate
esticação, corte e aplicação de arame
carretilha -fixação de cera no arame
incrustador elétrico de cera -fixação de cera no quadro, por meio do aquecimento do arame
limpador de caneleta – raspar a cera velha do quadro
fumigador – produz fumaça
formão – auxilia na abertura dos recipientes, remoção dos quadros, limpeza da colméia, raspagem do própolis, remoção de traças, etc.
vassoura ou espanador apícola -remoção das abelhas sem feri-las
apanhadores de zangões
alimentadores
protetores de realeira
gaiolas de transporte
macacão – deve ser de cor clara para não irritar as abelhas, confeccionado com tecidos grossos de brim ou sintéticos Pode ter a máscara acoplada ou não.
luva – usada para proteger as mãos do ferrão das abelhas
bota – deve ser também de cor clara e de cano alto, para evitar que as abelhas consigam entrar na roupa do produtor.

Fonte: www.paulinas.org.br/test.cirandas.net/www.brasilprofissoes.com.br

 

 

 

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