Dia do Repórter Fotográfico

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02 de Setembro

Você sabia que no dia 2 de setembro comemora-se o Dia do Repórter Fotográfico? E será que você sabe o que faz esse profissional?

O repórter fotográfico é o jornalista que capta informações e as elabora por intermédio da fotografia.

Ele está integrado no processo de produção de informações, participando desde o levantamento e sugestão de assuntos até a diagramação das fotos no jornal ou na revista.

No jornalismo contemporâneo, a fotografia é tida como um recurso essencial e seu valor informativo é mais importante que sua qualidade técnica.

De fato, uma boa fotografia pode ser mais expressiva e memorável que uma boa reportagem.

No meio jornalístico, existem alguns termos interessantes relacionados com a utilização de fotografias:

Broche: é a foto ou ilustração aplicada sobre outra foto ou ilustração maior, cobrindo uma parte que ofereça pouca informação visual.

Funciona como informação complementar e também é chamado de destaque.

Boneco fotográfico: Expressão que designa a foto de uma pessoa em que aparecem seu rosto (geralmente de frente) e parte do tronco.

Telefoto

Fotografia transmitida através de uma linha telefônica acoplada por enviados especiais, correspondentes, sucursais ou agências de notícias.

repórter fotográfico tem grande importância na produção jornalística; por isso, deve estar tão informado sobre o assunto quanto o repórter de texto.

Por outro lado, ele precisa estar permanentemente atento, pois às vezes a oportunidade para uma boa foto se oferece por apenas alguns segundos.

É preciso também ter muito sangue frio, quando fotografar cenas de impacto (é ocaso dos repórteres de guerra), e saber manter seus profissionalismo para não interferir nos temas que estiver fotografando.

Na história do jornalismo, existem fotos memoráveis que imortalizaram seus autores.

Alguns desses grandes repórteres fotográficos tornaram-se profissionais independentes, que percorrem o mundo com suas objetivas e cujos trabalhos são disputadíssimos pelos órgãos de informação.

Agora que você já sabe o que faz esse profissional, que tal se tornar um?

Repórter Fotográfico – Fotografias

Dia do Repórter FotográficoDia do Repórter Fotográfico

Todos nós gostamos de registrar nossos momentos em uma fotografia. É a mágica de congelar uma imagem pra sempre. O repórter fotográfico é aquele que registra momentos e cenas importantes para que, junto com o texto, transmitam uma situação o mais próximo possível da realidade.

Muito se discute sobre a imparcialidade da fotografia. Alguns dizem que a fotografia diz mais que mil palavras, portanto, não há que se discutir a veracidade dela. Outros dizem que atrás das câmeras tem o olhar do fotógrafo e esse olhar é direcionado para onde o fotógrafo quer. Portanto, no simples fato de escolher o que merece ou não ser fotografado já está explícito a subjetividade do profissional.

Independentemente disso, o repórter fotográfico é aquele que nos permite ver algo mesmo sem estar presente no momento, desconectando espaço e tempo.

Fotojornalismo – um olhar do repórter

Dia do Repórter FotográficoDia do Repórter Fotográfico

No final de algumas ações de formação em que participámos, muitos jovens afirmavam a sua vontade de virem a ser repórteres fotográficos, como se fosse uma endemia vocacional.

Há classes profissionais que propiciam fascínio – médicos, polícias, jornalistas, juristas, bombeiros e outras. É a visão romântica que as torna atrativas. A sociedade, de um modo geral, tem a ideia de que estes profissionais possuem o poder de transfomar o mundo.

As imagens de televisão mostram, nos seus “planos de corte”, o repórter-fotográfico em ação, com as suas aparatosas máquinas e objetivas em riste, nos gabinetes ministeriais ou nos palcos de guerra; nos tribunais, nos estádios e em espaços onde campeia a conflitualidade. O espetáculo, o estar perto dos poderes e a atuação sobre o fio da navalha fazem do repórter um herói e uma testemunha privilegiada dos acontecimentos que são notícia.

Não é por acaso que o cinema tem dedicado algumas películas à nossa atividade, em que o protagonista é um repórter-fotográfico. El Salvador; Debaixo de fogo; Blow up – a história de um fotógrafo; Primeira página e Repórter indiscreto, para referir os mais conhecidos. Como não será pura coincidência, o fato de todos os filmes relacionarem as aventuras dos fotógrafos de imprensa com a violência e a morte.

A angústia, a dor, o sofrimento humano, o mórbido, são apenas exemplos das fotos de imprensa mais premiadas. Os grandes prémios de fotojornalismo, normalmente, contemplam imagens chocantes guerra, tragédias, cataclismos, tumultos, conflitos sociais, racismo. Isso porque o fotojornalista “estava lá” em pessoa, testemunhou os fatos, registou-os e transmitiu-os à sua maneira.

A World Press Photo, edição de 2001, distinguiu um trabalho do jornalista dinamarquês Erik Refner, entre 50 mil fotos presentes a concurso, que retrata o cadáver de uma criança a ser preparado para o enterro, num campo de refugiados do Paquistão.

O fotojornalista é visto como alguém que se furta ao convencional; ao social e politicamente corretos. Temos, por vezes, de fugir à ortodoxia e à normalidade, embora sem desvios éticos e de deontologia para se conseguir desempenhar a missão, dada a dificuldade em transpor os muros altos dos poderes instalados, que condicionam a nossa atividade, mais do que a de qualquer outro jornalista.

Somos uma espécie de intrusos, com a particularidade de nos movimentarmos com relativa descontração. As pessoas já se habituaram à nossa presença. Há casos em que até fazemos parte do “happening”. Somos queridos e desejados; detestados e odiados; às vezes, simplesmente tolerados; outras vezes, somos a esperança dos que já a perderam há muito.

O nosso trabalho favorece a visibilidade do real acontecido, consonante com a “verdade dos fatos”, o que nem sempre é assim tão linear. A ficção audiovisual dá uma ideia do mundo que as pessoas interiorizam, mas são as fotos de imprensa aquelas que chocam e são a imagem daqueles que não têm direito à opinião e à imagem física e moral, próprias da sua condição humana.

Deve ter-se em conta o carácter polissémico da foto de imprensa. Tudo depende não apenas dos ângulos de observação, sempre subjetivos, mas também dum conjunto multifacetado de circunstâncias. As imagens de uma carga policial são diferentes, colhidas do lado dos polícias ou do outro. Mas ela é sempre um testemunho forte. É por isso que, nos casos mais “quentes”, os intervenientes, as fontes, dão o nome e a opinião, mas não dão a cara, hostilizando até a presença do repórter-fotográfico quando a situação não lhes agrada. A máquina fotográfica chega a ser tão perigosa como uma arma, havendo quem diga que é pior. “You shoot, I shoot”!

Dia do Repórter FotográficoDia do Repórter Fotográfico

Há situações em que o fotojornalista é aquele que proporciona o “momento de glória”, mais ou menos efémero, ao registar uma imagem no jornal, tornando-a perene. Em alguns aspectos, a foto pode até transformar-se na “verdade duma mentira”, sobretudo se o repórter é afastado do caminho que leva a foto até às colunas do jornal. Às vezes, o trabalho é instrumentalizado, tornando-se num encapotado meio propagandístico de eventos.

Nesta disciplina jornalística, chamemos-lhe assim, há um percurso histórico por um lado cativante e credibilizador e, por outro, responsabilizante e aliciante para o futuro. Os repórteres fotográficos conheceram a sua “época dourada” no primeiro quartel do século XX, na sequência da grande evolução tecnológica que o mundo vivia – os “loucos anos vinte”. As tecnologias, que são o “motor de arranque” da evolução da humanidade, estão aí para relançar o fotojornalismo, fazendo-o evoluir no sentido da mediação entre os leitores e a realidade social, numa mundividência de tendências globalizantes e, paradoxalmente, tão cheia de contradições.

Estaremos preparados para assumir essa evolução? Hoje, é a foto e o sistema digitais que se afirmam como “motor tecnológico”, reduzindo bastante alguns condicionalismos com que nos debatemos diariamente, embora trazendo novos problemas e perigos, como a manipulação digital da imagem ou fotomontagem, entre outros.

O repórter tem a sua “janela de observação” na sociedade onde ele próprio se insere e movimenta, numa relação comunicacional quotidiana. Estamos subordinados à lógica dos acontecimentos, mas também condicionamos essa mesma lógica. Comunicar (do lat. comunicatio), quer dizer, “pôr em comum”, é o que fazemos numa dimensão onto-antropológica de ser com os outros, utilizando a linguagem fotográfica. Melhor, fotojornalística.

Na essência, somos jornalistas de corpo inteiro, talhados para a notícia, para a reportagem, para a entrevista. Não somos fotógrafos no sentido mais pragmático e clássico do termo, cujo fim é a fotografia em si mesma.

A razão de ser da “fotografia de imprensa” é o jornalismo. Estamos aqui a debater o fotojornalismo e não a fotografia em outra dimensão qualquer.

O fotojornalista é um operador da fragmentaridade. É ele que escolhe “isto” e não “aquilo” no momento de registar na película (no suporte digital, mais ainda) aquela fracção de segundo de algo que aconteceu e merece ser notado – daí, ser notícia. Esta é a razão perceptiva que o legitima como jornalista.

O repórter imprime e exprime a sua subjetividade relativa, tendo em conta o jornal onde trabalha. É preciso ter em conta a diversificação temática e sociológica e as especificidades dos jornais, relativamente aos respetivos segmentos de leitores-alvo. A fotografia do «Público» é diferente da do «Jornal de Notícias»; o «Diário de Notícias» distingue-se bem do «Correio da Manhã»; este do «24 Horas» e assim por diante.

Repórter Fotográfico – Dia-a-dia

Cenas desoladoras, lances de futebol, detalhes de rostos, violência urbana, acontecimentos sociais, estes são alguns aspectos do dia-a-dia enfrentado pelo repórter fotográfico. O ambiente em que ele trabalha, até mesmo são mostradas pelas fotos que chegam aos jornais, revistas e exposições fotográficas.

O esforço de captar uma imagem que traduza os fatos tem início quando o pauteiro, aquele que rege suas andanças ou mesmo a sensibilidade do próprio fotógrafo, que obedecendo a um impulso pessoal, busca colocar em prática, em forma de trabalho, aquilo que ele sabe fazer melhor.

Algumas de suas visões particulares sobre uma documentação fotográfica resultam, depois de reunidas todas as fotografias do seu acervo, em uma exposição aberta ao público, abre-se mais uma janela para realidade.

Numa primeira relação com a reportagem fotográfica no campo social, emerge, no fotógrafo, a necessidade de aprofundar o seu trabalho, de se aproximar das pessoas. A emoção forte de entrar em contato com elas, descobrir seus anseios mais profundos revelados pela intimidade do olhar, muitas vezes, atônitos, clamando por justiça, solidariedade ou até mesmo, por esperança, tornam o repórter fotográfico numa testemunha ocular de uma realidade, muitas vezes, conscientemente ignorada pela nossa sociedade.

O profissional sabe que cada imagem traduz uma realidade parcial, não traz todos ingredientes que a compõe. Mesmo um olhar triste ou alegre não dá a dimensão de sua dor ou felicidade, apenas incita. Entretanto para o fotógrafo, os primeiros cliques de sua câmera não escondem a emoção do contato, da descoberta daquelas pessoas simples que, à sua frente, se preocupam com a aparência pessoal e de seus pertences.

Não é raro o momento em que o repórter sensibiliza-se com a realidade dura de um país como o Brasil. O contato com o cotidiano torna-se um momento de transformação do próprio fotógrafo.

Entre a dualidade de emoções, o repórter fotográfico, pode estar acostumado com as turbulências de um país instável, mas,certamente, não concorda com o que registra. Ele não faz história, apenas a registra e a compartilha com seus semelhantesna tentativa de mostrar com os seus trabalhos o mundo real que cerca a todos.

Ser fotojornalista é poder cobrir situações do cotidiano e também captar imagens de pessoas que são constantemente marginalizadas devido a inúmeros fatores – pobreza, cor, regionalismo, aparência etc. São momentos difíceis, mas dolorosamente necessários para que se cumpra a natureza do seu objetivo: tirar do descaso a falta de solidariedade entre as pessoas.

Quando este tipo de imagem é publicado, torna-se eternizada pelo talento do repórter fotográfico. Serve como um ponto de referência para relembrar dos acontecimentos que a envolveram. Por sorte, tocaria os corações daqueles tão distantes – física, financeira, política e emocionalmente – do palco dos tristes acontecimentos onde eles mesmos são reconhecidos como autores.

Fonte: UFGNet/Portal São Francisco/www.ipv.pt/www.fotoserumos.com

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