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Dia Nacional da Vacinação

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16 de Outubro

As vacinas podem ajudar a proteger de doenças graves causadas por germes.

As vacinas funcionam aumentando a capacidade do sistema imunológico de combater certas infecções. A vacinação ensina o sistema imunológico a reconhecer e combater germes específicos, de modo que quando eles são expostos a eles, ele tem um risco muito menor de ficar doente.

O sistema imunológico responde aos antígenos (fragmentos de germes que foram enfraquecidos ou mortos) na vacina produzindo anticorpos para combater os germes (cada anticorpo é “treinado” para combater um germe específico) e células de memória para lembrar os germes caso eles os encontrem no futuro. As vacinas são administradas por meio de injeções (agulhas), geralmente no braço do paciente.

Dia Nacional da Vacinação

O Dia Nacional da Vacinação é comemorado em 16 de outubro.

Receber uma vacina é se proteger contra um tipo de doença, uma forma bem mais fácil e sem riscos para a vida, do que ter que tratar a doença.

A vacinação no Brasil surgiu no início do século XX, nessa época não existia saneamento básico nas capitais, o que comprometia a saúde das pessoas com epidemias de febre amarela, varíola e outras doenças.

Oswaldo Cruz, médico sanitarista, foi nomeado para chefiar o Departamento Nacional de Saúde Pública, a fim de promover uma revolta sanitária em razão das necessidades do país.

A medida não foi bem aceita pela população, pois algumas decisões eram arbitrárias, obrigando as pessoas a se vacinarem, fazendo com que agentes de saúde invadissem as casas para aplicar a vacina contra a varíola. Mas as pessoas não acreditavam que a vacina funcionasse e se negavam a tomar

Além disso, vários cortiços e morros foram visitados, e os moradores expulsos dos locais, pois não tinham condições de moradia e saúde. Por tudo isso, ocasionou-se a revolta da vacina.

A vacinação é importante para a vida, pois garante a imunidade contra as doenças. A vacina leva ao organismo uma pequena quantidade de vírus ou bactérias, fazendo com que o corpo reaja sobre os mesmos, não deixando que se proliferem e causem as doenças. Assim, quando a pessoa tem contato com os mesmos, através de pessoas doentes, seu organismo já criou anticorpos, formas de se defender, que não permitem que a doença se instaure.

A primeira vacina foi criada em 1796, pelo inglês Edward Jenner, que injetou em um garoto de oito anos de idade um soro de varíola bovina, conseguindo imunizá-lo. A raiva de animais era facilmente transmitida para os humanos, mas em 1885, Louis Pasteur criou a vacina contra essa doença. A partir daí surgiram vários outros tipos de vacina, mas uma das mais importantes invenções foi criada em 1960, por Albert Sabin, contra a paralisia, mais conhecida como gotinha.

As principais vacinas são a BCG, que protege contra a tuberculose; a Tríplice, contra difteria, tétano e coqueluche; a Tríplice Viral, contra sarampo, caxumba e rubéola; a vacina contra Hepatite B; a HIB, que protege contra a meningite; dentre várias outras.

Toda criança recebe um cartão de vacinação quando nasce, específico para se controlar as vacinas que a mesma já tomou. Esse cartão contém dados de peso e tamanho, que deve ser preenchido somente por médicos, durante as visitas de rotina. Por volta dos dez anos de idade, a criança termina de receber todas as doses de vacinação, mas deve continuar a tomar as indicadas pelas campanhas de saúde, como a de febre amarela, tétano, gripe, dentre outras, garantindo sua saúde por toda a vida.

O ministério da saúde oferece, gratuitamente, vários tipos de vacinas e promove campanhas para manter a saúde pública de nosso país. As mesmas podem ser encontradas nos postos de saúde de todas as cidades.

A vacinação sensibiliza o sistema imunológico do organismo, prevenindo o surgimento de doenças causadas por vírus e bactérias específicas. Dessa forma, ajuda o sistema imunológico a estabelecer meios de defesa contra esses microorganismos, de forma que, quando uma pessoa imunizada fica exposta à doença, o seu sistema imunológico poderá reagir rápida e eficazmente para prevenir a infecção.

A vacinação expõe o organismo às vacinas administradas geralmente por injeção. Essas vacinas contêm quantidades ínfimas de produto que provoca a formação, pelo sistema imunológico, de anticorpos e de células especiais contra o vírus ou a bactéria em questão.

O sistema imunológico memoriza esta informação. Posteriormente, inclusive vários anos mais tarde, quando ocorrer uma invasão desta bactéria ou deste vírus no indivíduo imunizado, o sistema imunológico desperta e causa imediatamente uma reação. É neste momento que o indivíduo produz rapidamente e em grandes quantidades as células e os anticorpos apropriados. Estes impedem que os vírus e as bactérias se estabeleçam no organismo e causem uma infecção.

As vacinas são preparadas de acordo com diversos procedimentos.

Algumas são fabricadas a partir de microorganismos mortos (por exemplo, a vacina contra a poliomielite ou contra a gripe). Outras contêm organismos vivos enfraquecidos (por exemplo, as vacinas que protegem contra o sarampo, caxumba e a rubéola), que estimulam uma reação imunológica sem causar enfermidade na pessoa.

História

A introdução do Dia Nacional de Vacinação, que neste ano completa três décadas, representa um capítulo tão glorioso quanto instrutivo na história da saúde pública brasileira, um memorável programa que ensinou muitas lições.

Vamos lembrar que o alvo inicial desse programa foi a poliomielite ou paralisia infantil, uma doença que, no mundo, acometia muita gente, e não só crianças: um paciente famoso foi o presidente americano Franklin Roosevelt. Sua invalidez, de certa maneira, constituiu-se em estímulo para a pesquisa de vacinas nos Estados Unidos.

Assim, Jonas Salk criou a vacina injetável de vírus mortos e Albert Sabin a vacina oral de vírus atenuado. Esta, mais prática, acabou se impondo. Podia evitar a doença, mas como fazer com que chegasse à população?O Brasil já tinha experiência em campanhas de vacinação.

A primeira delas, contra a varíola, foi conduzida por Oswaldo Cruz em 1904 e terminou com um levante popular contra a vacina obrigatória.

Mas em 1962 o Brasil engajou-se em uma campanha mundial de vacinação (contra a varíola, ironicamente), e esta teve muito êxito, terminando de vez com a doença.

Por que não fazer o mesmo com a poliomielite? Esta pergunta era reforçada pelo fato de que a rede de postos de saúde vacinava muito pouco, menos de 50% das crianças menores de um ano. Em dezembro de 1979, ocorreu uma epidemia de poliomielite na fronteira entre Paraná e Santa Catarina.

Era ministro da Saúde o piauiense (mas gaúcho de adoção: para nosso orgulho, começou sua carreira de sanitarista na Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul) Waldyr Mendes Arcoverde. Notável planejador, Arcoverde convocou uma reunião técnica da qual resultou a proposta de criação de um Dia Nacional de Vacinação.

Surgiram resistências. Uma, previsível, vinha de sanitaristas que defendiam a proposta de melhorar o desempenho das unidades de saúde (mas as duas coisas, viu-se depois, não eram excludentes).

A outra reação foi surpreendente. Vinha do próprio Albert Sabin, que, casado com uma brasileira, morava aqui, e fora convidado para assessorar o Ministério da Saúde. Sabin não acreditava que o Brasil pudesse realizar uma vacinação em massa num único dia.

Além disso, queria que fosse realizada uma pesquisa para averiguar o número de pessoas com sequelas de poliomielite, o que, aos técnicos do ministério, parecia dispensável, sobretudo numa situação de verdadeira emergência sanitária.

Temperamental, Sabin foi à mídia e botou a boca no mundo, dizendo que a campanha seria um erro.

Errado estava ele: o Dia Nacional de Vacinação teve aceitação extraordinária, e acabou sendo reconhecido por instituições como a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Organização Panamericana da Saúde. Mais que isso, foi incorporado à cultura de nosso país.

Faz parte do calendário de nossa gente como um dia de festa. Uma festa da saúde.

O texto acima foi escrito por Moacyr Scliar e foi publicado no caderno Vida do Jornal Zero Hora, sobre o dia nacional da vacinação que está ocorrendo deste sábado em todo o Brasil e é um sucesso mundial em saúde pública.

 

As vacinas

As vacinas constituem a melhor proteção para evitar algumas doenças; por isso, é importante cumprir o calendário de vacinação da criança desde o seu nascimento e conhecer as características das vacinas, a época em que devem ser administradas e o tipo de reação que podem causar.

A produção das vacinas é feita a partir da suspensão de microrganismos que provocam determinadas doenças. Eles podem estar mortos ou atenuados. Quando a suspensão é introduzida num organismo, suscita imediatamente a formação de anticorpos que irão combater o agente infectante, caso haja contaminação.

Portanto, as vacinas aumentam a imunidade do organismo humano ou animal.

Vacina BCG: imuniza contra a tuberculose. Deve ser aplicada sobretudo após o nascimento, ou o mais precocemente possível. Sua aplicação não é recomendada durante a gravidez.

Vacina tríplice: imuniza contra a difteria, o tétano e a coqueluche. Deve ser aplicada a partir dos dois meses de vida, em três doses, com intervalo de dois meses entre estas.

Vacina contra H. influenzae B: imuniza contra as infecções causadas pelo H. influenzae B, principalmente meningite e pneumonia. Deve ser aplicada a partir dos dois meses de vida, em três doses.

Vacina Sabin: imuniza contra a poliomielite (antes da Sabin, existiu a vacina Salk). É aplicada de forma oral. Uma gotinha dela deve ser administrada a partir dos dois meses, em três doses, e depois com reforço anual até os 5 anos.

Vacina contra a hepatite B: é aplicada em três doses.

Vacina contra o sarampo: deve ser aplicada em bebês com 9 meses.

Vacina antivariólica: imuniza contra a varíola. É preparada a partir do vírus da varíola bovina. Deve ser aplicada a partir dos 6 anos de idade.

Vacina contra a rubéola: deve ser aplicada em todas as mulheres que não estejam grávidas e nas mulheres suscetíveis no pós-parto e pós-aborto espontâneo, para prevenir a rubéola e a síndrome da rubéola congênita. A gravidez deve ser evitada por um período de 30 dias após o recebimento da vacina. É possível que o vírus vacinal seja eliminado pelo leite materno, razão pela qual poderá ocorrer uma infecção benigna de leve intensidade, no recém-nascido.

As reações vacinais vão de mal-estar a alterações na temperatura, ou leves erupções cutâneas, mas são menos importantes que a própria doença. A vacinação generalizada aumentou a sobrevida e diminuiu a mortalidade infantil. A população adulta também se beneficia dos avanços científicos, ao manter e preservar sua saúde.

A vacina contra a gripe, na ocasião da campanha nacional de vacinação do idoso, ocorre, em geral, no primeiro quadrimestre do ano, com a aplicação de dose única anual. Nessa ocasião, é atualizada a situação vacinal da população idosa, especialmente com a aplicação da vacina dupla bacteriana tipo adulto (contra difteria e tétano) e, em condições de exposição e risco, também com a aplicação da vacina contra a febre amarela. Vacina-se também contra pneumococos a população idosa que se encontra nos hospitais, nas casas de repouso, nos asilos e nas casas geriátricas, com dose única e reforço após 5 anos.

Como algumas vacinas são compostas de vírus vivos atenuados, recomenda-se que todos, crianças e adultos, portadores de imunodeficiência congênita ou adquirida (incluída a Aids), avaliem suas condições clínicas, juntamente com o seu médico, que deverá indicar a vacina ou não. Todas as vacinas estão disponíveis nos postos de saúde ou nos centros de referência para imunobiológicos, durante todo o ano, para recém-nascidos, crianças e adultos portadores de condições clínicas especiais.

Fonte: www.almacamp.com.br/Vacina Você/www.clicrbs.com.br www.paulinas.org.br/www.paulinas.org.br

 

 

 

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